Categoria: MUNDO

  • Cidades famosas que todo mundo acha que são capitais, mas não são

    Cidades famosas que todo mundo acha que são capitais, mas não são

    De metrópoles cinematográficas a centros históricos, algumas das cidades mais icônicas do mundo são frequentemente confundidas com capitais nacionais. Sua fama, cultura e influência global fazem com que pareçam centros políticos, embora a administração oficial resida em outros lugares. Sejam potências financeiras, ícones culturais ou destinos turísticos lendários, essas cidades cativaram a imaginação do mundo todo, mas as verdadeiras capitaisdesses países podem te surpreender.

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    Cidades famosas que todo mundo acha que são capitais, mas não são

  • Trump tenta reunir Putin e Zelenski em Conselho da Paz, mas sobre Gaza

    Trump tenta reunir Putin e Zelenski em Conselho da Paz, mas sobre Gaza

    Zelenski confirma convite, mas evita resposta imediata; proposta de Trump reúne dezenas de países, provoca resistências na Europa, amplia tensão com aliados históricos e prevê colegiado sob tutela direta dos Estados Unidos para tratar do futuro de Gaza

    (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o ucraniano Volodimir Zelenski para integrar o chamado Conselho da Paz, parte da segunda fase do plano do republicano para o fim do conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.

    Zelenski confirmou o convite nesta terça-feira (20), mas ainda não deu uma resposta, assim como a maioria dos líderes globais chamados por Trump para compor o grupo, entre eles o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

    Autoridades ucranianas, no entanto, afirmam que não se veem participando de qualquer comissão ao lado de Putin e do líder da Belarus, Aleksandr Lukachenko, também convidado, enquanto o país segue sob a invasão russa.

    Na noite de segunda-feira (19), Trump confirmou que havia convidado Putin. Já nesta terça, a China informou que também recebeu o convite do presidente americano.

    O governo brasileiro foi igualmente chamado, assim como Argentina, Paraguai, Alemanha, Canadá, Polônia, Armênia, Cazaquistão, Uzbequistão, entre dezenas de outros países, incluindo Israel. O Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre o tema.

    Pesa na decisão brasileira a estrutura do colegiado, que ficaria sob tutela direta de Trump, e o fato de o presidente americano tentar transformar o grupo em uma alternativa aos fóruns tradicionais de decisões internacionais, especialmente a ONU. Ainda assim, a criação do conselho para Gaza foi autorizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

    Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o governo Trump pretende exigir o pagamento de ao menos US$ 1 bilhão dos países interessados em obter um assento permanente no grupo. As decisões seriam tomadas por maioria simples, com um voto por Estado-membro, mas dependeriam de aval final do presidente dos Estados Unidos.

    Em meio ao momento mais delicado das relações entre Washington e a Europa nos últimos anos, o presidente da França, Emmanuel Macron, deve recusar o convite para integrar o Conselho de Paz para Gaza, de acordo com a agência Reuters, citando uma fonte próxima ao Palácio do Eliseu.

    Alvo frequente de críticas de Trump, Macron tem adotado postura mais firme contra o republicano desde a escalada das ameaças americanas de controle sobre a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.

    Nesta terça-feira, Trump publicou uma série de mensagens na rede Truth Social intensificando o tom contra aliados históricos dos Estados Unidos. Em uma delas, divulgou uma suposta mensagem de Macron afirmando não entender a postura americana em relação à Groenlândia.

    Antes disso, Trump já havia ameaçado impor tarifas e ironizado a situação política do presidente francês, cujo mandato termina em maio de 2027. Questionado sobre a possível recusa de Macron ao convite, o republicano afirmou que “ninguém o quer porque ele deixará o cargo em breve”.

    “Vou impor uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes, e ele vai aderir, mas não precisa fazer isso”, disse Trump. O Ministério da Agricultura da França classificou a declaração como chantagem.

    O Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, deve concentrar novas respostas ao convite para o conselho sobre Gaza. Macron chegou a convidar Trump para um jantar em Paris após o evento, mas ambos estarão na Suíça em dias diferentes e não devem se encontrar.

    Trump vai a Davos acompanhado de uma ampla comitiva e deve se reunir com o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, figura central nas negociações do cessar-fogo em Gaza e também convidado para o Conselho da Paz. Autoridades egípcias, inclusive, integram o Conselho Executivo para Gaza, braço técnico do plano que prevê a gestão do território palestino.

     

    Trump tenta reunir Putin e Zelenski em Conselho da Paz, mas sobre Gaza

  • Macron critica EUA em Davos e diz que Europa prefere respeito a lidar com valentões

    Macron critica EUA em Davos e diz que Europa prefere respeito a lidar com valentões

    Em Davos, presidente francês faz críticas indiretas a Trump, rejeita ameaças tarifárias, defende uma Europa mais forte e protecionista e afirma que aliados devem priorizar o multilateralismo e o respeito, em meio às tensões sobre Groenlândia, Gaza e comércio internacional.

    (CBS NEWS) A Europa “prefere o respeito aos valentões”, afirmou o presidente da França, Emmanuel Macron, em discurso nesta terça-feira (20), no encontro anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A declaração foi uma referência indireta a Donald Trump, cujas atitudes recentes colocaram em xeque a aliança histórica entre os Estados Unidos e os países europeus.

    Macron não citou diretamente o nome do presidente americano. O argumento central de sua fala foi a defesa de uma Europa mais forte, capaz de se proteger em um mundo cada vez mais imprevisível.

    “Diante da brutalização do mundo, a França e a Europa devem defender um multilateralismo eficaz, porque ele serve aos nossos interesses e aos de todos que se recusam a se submeter ao domínio da força”, afirmou.

    Após o discurso, Macron participou de um diálogo no palco com o bilionário americano Larry Fink, CEO da gestora BlackRock. Na conversa, fez uma referência mais direta à ameaça de Trump de impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses caso a França recuse o convite para participar do comitê proposto pela Casa Branca para gerir o futuro da Faixa de Gaza.

    “Não faz sentido haver tarifas entre aliados, muito menos ameaçar agora com tarifas adicionais”, disse Macron. “Não vamos perder tempo com ideias malucas. Não vamos abrir a caixa de Pandora com novos temas. Não é hora de um novo imperialismo ou de um novo colonialismo”, acrescentou.

    Por sua vez, Trump divulgou em sua rede social Truth Social uma mensagem que teria sido enviada por Macron na manhã desta terça-feira. O Palácio do Eliseu confirmou ao jornal Le Monde a autenticidade do texto.

    “Meu amigo”, escreveu Macron. “Estamos totalmente alinhados sobre a Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irã. Não entendo o que você está fazendo na Groenlândia. Vamos tentar construir grandes coisas.”

    Na sequência, o presidente francês sugeriu um encontro do G7 em Paris, na quinta-feira (22). “Posso convidar os ucranianos, os dinamarqueses, os sírios e os russos à margem”, propôs.

    Questionado novamente por jornalistas, na saída do auditório, sobre as ameaças de Trump, Macron voltou a responder de forma indireta, citando disputas tarifárias envolvendo a França e outros países, como a China.

    “Não devemos nos deixar impressionar. Protegeremos todos os nossos produtores”, afirmou.

    O presidente francês disse ainda que o encontro proposto a Trump em Paris não estava confirmado e que os assessores diplomáticos seguiam negociando. Minutos depois, porém, a imprensa francesa informou que a reunião não ocorrerá.

    Macron também não mencionou diretamente em seu discurso o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, assinado no sábado (17) contra a posição da França. Ainda assim, defendeu uma Europa mais protecionista, com salvaguardas e cláusulas espelho em acordos comerciais.

    Houve também uma breve referência ao Brics, bloco de países emergentes do qual o Brasil faz parte. Macron defendeu a construção de pontes e o fortalecimento da cooperação com países emergentes, o Brics e o G20.
     

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  • Trump ameaça impor tarifas de 200% sobre vinho francês; entenda

    Trump ameaça impor tarifas de 200% sobre vinho francês; entenda

    Presidente dos EUA ironiza resistência da França, que levanta dúvidas sobre compatibilidade do órgão com a ONU; iniciativa integra a segunda fase do cessar-fogo entre Israel e Hamas e reúne líderes e ex-líderes mundiais.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de até 200% sobre vinhos e champanhes franceses caso a França recuse integrar o Conselho de Paz para Gaza, iniciativa lançada por Washington no contexto da segunda fase do cessar-fogo no território palestino. A declaração foi uma reação à sinalização de que o presidente francês, Emmanuel Macron, não pretende aderir ao órgão “neste momento”.

    Trump afirmou que Macron recebeu convite para participar do conselho, mas indicou resistência do governo francês. Segundo um funcionário ouvido pelo New York Post, Paris levantou dúvidas sobre o respeito aos princípios e à estrutura das Nações Unidas. Ao comentar o impasse, o presidente norte-americano ironizou o líder francês e vinculou a adesão ao conselho a uma possível retaliação comercial. “Vou impor uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes”, disse, acrescentando que Macron “não precisa participar”.

    A França, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, reagiu reafirmando compromisso com a Carta das Nações Unidas. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores informou que foi convidada a integrar o Conselho de Paz e que, em coordenação com parceiros, analisa o texto que propõe a criação do órgão, cujo escopo “vai além de Gaza”. A chancelaria destacou ainda que a Carta da ONU permanece como base do multilateralismo, da igualdade soberana entre Estados e da resolução pacífica de disputas.

    O Conselho de Paz para Gaza integra a segunda etapa do acordo de cessar-fogo entre Hamas e Israel. Segundo a Casa Branca, o órgão terá a missão de supervisionar um comitê palestino temporário de tecnocratas, mobilizar recursos internacionais e garantir responsabilização durante a transição de Gaza do conflito para a reconstrução.

    Trump já divulgou parte da composição do conselho. Entre os convidados estão o secretário de Estado Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff, o genro do presidente Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga e o investidor Marc Rowan.

    Moscou informou que Vladimir Putin também recebeu convite, atualmente sob análise do Kremlin. Trump confirmou ainda convites a líderes como o rei Abdullah II, o presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan, o presidente da Argentina Javier Milei, o presidente do Paraguai Santiago Peña, além dos primeiros-ministros Shehbaz Sharif, Narendra Modi e Mark Carney. Washington também estendeu convite à China e ao premiê israelense Benjamin Netanyahu.
     
     

     

    Trump ameaça impor tarifas de 200% sobre vinho francês; entenda

  • Trump irrita líderes europeus ao postar imagem com IA sobre a Groenlândia

    Trump irrita líderes europeus ao postar imagem com IA sobre a Groenlândia

    Publicações com inteligência artificial reacendem disputa diplomática, ocorrem às vésperas de encontros em Davos com líderes europeus e da Otan e refletem um segundo mandato marcado por medidas duras, conflitos internacionais e abalos em alianças históricas

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a recorrer à inteligência artificial para provocar aliados internacionais. Em uma publicação recente nas redes sociais, o republicano divulgou uma imagem manipulada em que aparece ao lado de líderes europeus no Salão Oval da Casa Branca, todos observando um quadro em que a Groenlândia surge pintada com as cores da bandeira dos Estados Unidos.

    A imagem foi compartilhada na plataforma Truth Social, rede criada pelo próprio Trump. Na montagem, aparecem figuras como o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

    Apesar da cena sugerida pela imagem, o encontro entre Trump e os líderes europeus ocorreu meses atrás e teve como pauta principal a guerra na Ucrânia, e não a Groenlândia. A publicação, em tom de provocação, reforça o histórico do ex-presidente de usar conteúdos gerados por IA para gerar repercussão política e alimentar debates nas redes sociais.

     
     
     

     
     
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    Mas qual seria a intenção de Donald Trump com a publicação? A divulgação da imagem ocorre no momento em que o republicano segue para Davos, na Suíça, onde deve se reunir com diversos líderes europeus durante o Fórum Econômico Mundial.

    A Groenlândia voltou ao centro do debate internacional após Trump reiterar o interesse dos Estados Unidos na ilha, que pertence à Dinamarca. A posição do ex-presidente tem sido duramente criticada por líderes europeus, que se manifestaram contra qualquer tentativa de controle norte-americano sobre o território.

    Nos últimos dias, Trump chegou a anunciar a intenção de impor, a partir de fevereiro, uma tarifa de importação de 10% sobre produtos de oito países europeus. Segundo ele, a medida seria uma resposta à oposição desses países à proposta de influência dos Estados Unidos sobre a Groenlândia.

    Diante do aumento das tensões, a União Europeia avalia recorrer, pela primeira vez, ao chamado mecanismo da “bazuca comercial”. O instrumento permite a adoção de sanções severas, como a exclusão de empresas norte-americanas do mercado único europeu, a imposição de controles de exportação e a suspensão de proteções à propriedade intelectual.

    Caso seja acionado, o mecanismo pode resultar no afastamento dos Estados Unidos de um mercado que reúne cerca de 500 milhões de consumidores, ampliando significativamente o embate comercial entre os dois lados do Atlântico.

    Outra imagem

    Posteriormente, Donald Trump divulgou outra imagem gerada por inteligência artificial. Na nova publicação, o republicano aparece segurando a bandeira dos Estados Unidos ao lado do secretário de Estado, Marco Rubio, e do vice-presidente norte-americano, JD Vance.

    Na montagem, os três estão na Gronelândia, diante de uma placa com a inscrição: “Groenlândia. Território norte-americano”. A publicação reforça o tom provocativo adotado por Trump em meio às tensões diplomáticas com a Europa sobre o futuro da ilha.

    Trump e Rutte se reúnem para discutir a Gronelândia

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que terá um encontro com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, para tratar da situação da Groenlândia.

    Segundo Trump, a reunião foi acertada após “uma conversa telefônica muito interessante” com Rutte sobre o tema. “Concordei com uma reunião com as partes envolvidas”, afirmou o presidente norte-americano na noite de segunda-feira.

    Trump voltou a defender a relevância estratégica da ilha e disse que o assunto não admite recuos. “A Groenlândia é fundamental para a segurança nacional e global. Não há volta. Todos concordamos com isso”, declarou.

    Donald Trump completa um ano de mandato nesta terça-feira

    O primeiro ano de Donald Trump como 47º presidente dos Estados Unidos é avaliado por analistas como turbulento e fora dos padrões habituais, com impactos profundos tanto na política interna quanto no cenário internacional.

    Em seu segundo mandato, Trump tem adotado uma agenda marcada por medidas consideradas drásticas em diversas áreas, o que tem provocado mudanças significativas na condução do governo norte-americano. As decisões tomadas ao longo do período abalaram políticas internas e externas, além de tensionar e, em alguns casos, fragilizar alianças históricas dos Estados Unidos.

    Trump irrita líderes europeus ao postar imagem com IA sobre a Groenlândia

  • Turista é encontrada morta em praia cercada por cães: “cena horrível”

    Turista é encontrada morta em praia cercada por cães: “cena horrível”

    Polícia investiga circunstâncias da morte em área selvagem de Queensland; corpo apresentava marcas compatíveis com mordidas de cães, e autoridades ainda apuram se a jovem morreu por afogamento ou ataque de animais.

    Uma jovem turista canadense foi encontrada morta em uma praia da Austrália, em circunstâncias descritas pela polícia como “cena horrível”. O caso está sob investigação.

    O corpo foi localizado por volta das 6h35 desta segunda-feira, no horário local, na praia de Maheno Wreck, em Queensland. A polícia foi acionada após a informação de que havia uma pessoa inconsciente no local, e o óbito foi constatado pouco depois.

    A mulher foi encontrada por dois homens que trafegavam por uma estrada próxima à praia. Inicialmente, eles pensaram se tratar de um objeto, mas ao se aproximarem perceberam que era o corpo de uma mulher. A suspeita é de que a vítima tenha ido ao local por volta das 5h da manhã para nadar.

    “Era claramente uma situação muito dramática, uma cena horrível com a qual eles se depararam”, afirmou o chefe da polícia local.

    Uma fonte policial informou que o corpo apresentava marcas compatíveis com mordidas de cães selvagens, embora a causa da morte ainda não tenha sido confirmada. “Não podemos afirmar se essa jovem morreu por afogamento ou em decorrência de um ataque de cães”, disse.

    De acordo com a revista People, a vítima vivia havia cerca de seis semanas na ilha australiana de K’gari, onde trabalhava em um hostel. A identidade da jovem ainda não foi divulgada oficialmente.

    A autópsia deve ser realizada nos próximos dias. As autoridades afirmaram que vão empregar todos os recursos disponíveis para esclarecer o caso e dar respostas à família.

    A investigação conta com o apoio do Departamento do Meio Ambiente, Turismo, Ciência e Inovação. Segundo a polícia, K’gari é uma área de natureza selvagem. “Embora os cães tenham importância cultural para a região e para a comunidade local, continuam sendo animais selvagens e devem ser tratados como tal”, destacou o chefe da corporação.

    Turista é encontrada morta em praia cercada por cães: “cena horrível”

  • Menina de 6 anos perde pais, irmão e primo no descarrilamento na Espanha

    Menina de 6 anos perde pais, irmão e primo no descarrilamento na Espanha

    Descarrilamento deixou ao menos 40 mortos na Andaluzia, devastou famílias inteiras e levantou questionamentos sobre a segurança da linha. Investigação aponta possível falha estrutural nos trilhos, apesar de alertas prévios de sindicato e de recentes obras de renovação na ferrovia

    Uma menina de seis anos perdeu os pais, o irmão e o primo no recente descarrilamento de trens na Espanha. A criança foi encontrada sozinha entre os destroços do acidente, que deixou ao menos 40 mortos.

    Já durante a noite, dois socorristas localizaram a menina vagando pela área onde dois trens saíram dos trilhos e colidiram. Desorientada e aparentemente sozinha, ela caminhava ao longo da linha férrea onde ocorreu a tragédia.

    Na estação de Huelva, a avó da criança, que havia se deslocado ao local após saber do acidente, foi informada de que a neta havia sido encontrada e estava bem, o que renovou momentaneamente a esperança da família.

    A menina viajava a lazer com os pais, o irmão de 12 anos e um primo de 23. Os cinco haviam ido a Madri para assistir a uma partida do Real Madrid contra o Levante, no sábado, e deixaram o estádio comemorando a vitória do time por dois gols.

    No domingo, embarcaram em um trem de alta velocidade da empresa pública Renfe para retornar a Huelva, onde moravam, sem imaginar o que estava por vir.

    Por volta das 19h45 no horário local, um trem da empresa privada Iryo, que fazia o trajeto entre Málaga e Madri, descarrilou e atingiu uma composição da Renfe que seguia no sentido contrário.

    Após a colisão, segundo o jornal El Mundo, a criança conseguiu sair do vagão destruído por uma das janelas. Ela foi levada a um hospital e precisou levar apenas três pontos na cabeça, saindo praticamente ilesa do acidente.

    Na manhã desta segunda-feira, familiares chegaram a receber a informação de que o irmão da menina também estaria internado no mesmo hospital, o que reacendeu a esperança. Mais tarde, porém, a informação foi desmentida. O menino não estava internado, assim como os pais da criança e o primo, que morreram no acidente.

    Da família de cinco pessoas que viajou a Madri, apenas a menina sobreviveu.

    Os Zamora Álvarez moravam em Aljaraque, perto de Huelva, e eram bastante conhecidos em Punta Umbría, onde mantinham uma loja de roupas infantis muito popular na comunidade, segundo o jornal El País. “Eram muito queridos”, lamentou o representante local José Carlos Hernández, ao destacar a forte ligação da família com a população da região.

    Notícias ao Minuto Mãe, irmão e primo da família Zamorano Álvarez© @andreikraciun/X

    Confirmados 40 mortos

    A família Zamorano Álvarez é apenas uma entre dezenas atingidas pelo descarrilamento ocorrido na tarde de domingo, em Adamuz, na Espanha. Até o momento, as autoridades confirmaram 40 mortes. Outras 41 pessoas permanecem internadas, sendo 12 delas, incluindo uma criança, em unidades de terapia intensiva.

    As causas do acidente ainda não foram oficialmente esclarecidas, mas a investigação identificou nesta segunda-feira um elemento considerado crucial para entender o que provocou a tragédia.

    No local do acidente, os investigadores encontraram uma junta quebrada, responsável pela ligação entre os trilhos. De acordo com a agência Reuters, a equipe responsável pela apuração do caso identificou indícios de que a falha já existia havia algum tempo.

    A peça defeituosa teria provocado a abertura gradual entre as duas partes do trilho. Com a passagem constante de trens de alta velocidade, esse espaço teria aumentado progressivamente. A principal hipótese é que essa falha estrutural esteja relacionada ao descarrilamento das duas composições.

    Sindicato havia alertado para “desgaste severo” nos trilhos

    O caso ganhou um novo elemento nesta segunda-feira com a divulgação de uma carta do sindicato espanhol de maquinistas, o SEMAF, que já havia alertado para problemas graves no trecho onde ocorreu o acidente. O documento, enviado em agosto do ano passado, mencionava um “desgaste severo” nos trilhos da região.

    Na carta encaminhada à Administradora de Infraestruturas Ferroviárias (ADIF), o sindicato apontava sinais claros de deterioração na ferrovia de alta velocidade, como buracos, saliências e desequilíbrios nas linhas elétricas. Segundo o SEMAF, essas falhas provocavam avarias frequentes e causavam danos aos trens que circulavam pelo local.

    O alerta contrasta com a avaliação inicial do ministro dos Transportes, Óscar Puente, que classificou o acidente como “extremamente estranho”. Após consultar especialistas, ele destacou que a colisão ocorreu em um trecho reto da linha ferroviária, acrescentando que o trem que descarrilou é “praticamente novo”, com menos de quatro anos de uso, e que a via havia passado por obras recentes.

    Puente informou ainda que foram investidos cerca de 700 mil euros na renovação da ferrovia e que as intervenções no local do acidente foram concluídas em maio do ano passado. A carta do sindicato, no entanto, é datada de agosto de 2025, meses depois da conclusão dessas obras.

    Também foi confirmado que o trem envolvido no descarrilamento, fabricado em 2022, havia passado por inspeção no dia 15 de janeiro, apenas três dias antes do acidente.

    Menina de 6 anos perde pais, irmão e primo no descarrilamento na Espanha

  • Veronika, a vaca que usa uma vassoura para se coçar. Não acredita? Veja

    Veronika, a vaca que usa uma vassoura para se coçar. Não acredita? Veja

    Estudo inédito mostra que Veronika, de 13 anos, utiliza o objeto de forma estratégica para se coçar, comportamento raro entre mamíferos não primatas e até então associado principalmente a chimpanzés

    Veronika, uma vaca austríaca de 13 anos, chamou a atenção de cientistas ao usar uma vassoura para se coçar, demonstrando uma capacidade inédita de uso de ferramentas entre mamíferos não primatas. Não se trata de um chimpanzé nem de um animal aparentado, mas de um bovino que apresenta um comportamento até então considerado improvável para a espécie.

    Embora o episódio possa parecer curioso, o registro representa o primeiro relato desse tipo em mamíferos não primatas. Até o momento, Veronika é o único caso conhecido, revelando habilidades que desafiam o que se sabia sobre as capacidades cognitivas do gado.

    O comportamento foi descrito em um estudo publicado na revista científica Current Biology, assinado por Antonio J. Osuna-Mascaró e Alice M. I. Auersperg. Os pesquisadores observaram a vaca agarrar o cabo da vassoura com a língua, levá-lo até a boca e, com o auxílio dos dentes, segurar o objeto. Em seguida, ela gira o pescoço e utiliza tanto as cerdas quanto a parte de madeira para se coçar.

    “Esperávamos passar horas no pasto aguardando que ela usasse uma ferramenta, mas Veronika nos surpreendeu. Ela começou a usar o cabo assim que o objeto foi colocado à sua frente”, afirmou Osuna-Mascaró em entrevista ao jornal The Telegraph.

    Segundo o pesquisador do Instituto Messerli, a vaca segurou o objeto com a língua de forma semelhante a uma mão, alinhou-o com o corpo e esfregou-o em áreas das costas que dificilmente conseguiria alcançar de outra maneira.

    O estudo também identificou que Veronika escolhe diferentes partes da vassoura conforme a região do corpo que deseja coçar. As cerdas são usadas principalmente no torso, enquanto o cabo é preferido para a região da barriga, embora, na maioria das vezes, ela opte pelas cerdas.

    De acordo com os autores, essa escolha não pode ser explicada pelo formato ou pela distribuição do peso do objeto. “Veronika adaptou dinamicamente sua técnica a cada região do corpo. As mudanças observadas sugerem antecipação da ação, uma característica associada ao uso inovador de ferramentas”, aponta o estudo, destacando que comportamentos comparáveis só foram documentados de forma consistente em chimpanzés.

    Comportamento começou ainda jovem

    Segundo Witgar Wiegele, dono de Veronika, o comportamento foi observado pela primeira vez há cerca de dez anos, quando a vaca tinha apenas três anos de idade. Na época, ele percebeu que o animal ocasionalmente pegava paus ou outros objetos alongados com a boca para se coçar.

    O caso chegou aos pesquisadores apenas recentemente, após um amigo do agricultor enviar um vídeo de Veronika aos cientistas Osuna-Mascaró e Auersperg.

    “Quando vi as imagens, pensei imediatamente que não se tratava apenas de um comportamento curioso, mas de um exemplo cientificamente valioso do uso de ferramentas por uma espécie tradicionalmente subestimada em termos de cognição”, afirmou Auersperg.

    O uso de ferramentas desse tipo é geralmente associado a primatas e a níveis elevados de complexidade cognitiva. “Pelo que sabemos, este é o primeiro caso documentado de gado utilizando ferramentas”, concluiu a pesquisadora.

    Veronika, a vaca que usa uma vassoura para se coçar. Não acredita? Veja

  • Governo da França reconhece falha que poderia ter evitado abuso de Gisèle Pelicot

    Governo da França reconhece falha que poderia ter evitado abuso de Gisèle Pelicot

    A mulher era dopada e violentada por estranhos recrutados por Dominique na internet enquanto estava desacordada. Ele foi condenado a 20 anos de prisão por um tribunal de Avignon

    (CBS NEWS) – Um relatório do Ministério da Justiça da França, publicado nesta segunda-feira (19), revela que falhas na investigação de um caso de estupro ocorrido em 1999 poderiam ter evitado os abusos sofridos por Gisèle Pelicot. O ex-marido dela, Dominique Pelicot, foi condenado em dezembro de 2024 por ter orquestrado estupros contra a então companheira entre 2011 e 2020.

    A mulher era dopada e violentada por estranhos recrutados por Dominique na internet enquanto estava desacordada. Ele foi condenado a 20 anos de prisão por um tribunal de Avignon.

    A investigação do governo francês mostrou que, antes de cometer esses crimes, Dominique poderia ter sido ligado a uma tentativa de estupro contra uma corretora imobiliária em 1999, em Villeparisis, na região de Seine-et-Marne, próxima a Paris. O caso só foi reaberto em 2022, quando ele admitiu a culpa após ser identificado por meio de DNA encontrado no local.

    Na época, Dominique já era investigado pelos estupros contra a esposa, descobertos em 2020, quando ele foi preso ao filmar mulheres em um shopping da região de Mazan. A polícia encontrou cerca de 4.000 vídeos de abusos contra Gisèle em seu computador.

    O relatório aponta, no entanto, que a identificação poderia ter ocorrido em 2010. Naquele ano, Dominique foi preso na região metropolitana de Paris, também por filmar mulheres desconhecidas, e teve uma amostra de DNA coletada. O material era compatível com o DNA registrado no estupro de 1999.

    O resultado da análise, porém, foi enviado por carta ao Tribunal de Justiça de Meaux, responsável pelo caso de Nanterre. O Ministério da Justiça constatou que não há indícios de que a corte tenha recebido o documento que poderia levar à condenação de Dominique.

    Diante da constatação, o ministério informou que mudará os protocolos de envio de resultados de análises de DNA, que ainda são feitos pelos correios. A recomendação é que esses documentos passem a ser transmitidos exclusivamente de forma digital.

    Na sexta-feira (16), a Promotoria de Nanterre informou à agência AFP que Dominique será alvo de novas investigações. Além do estupro de 1999, ele é investigado por um caso de violência sexual seguida de assassinato ocorrido na cidade em 1991. Nos dois episódios, as vítimas eram corretoras de imóveis.

    Dominique nega participação no crime de 1991, e o relatório do Ministério da Justiça aponta que o Tribunal de Justiça de Paris perdeu objetos apreendidos na cena, incluindo roupas que poderiam conter vestígios de DNA.

    CASO PELICOT

    O processo contra Dominique Pelicot ganhou repercussão mundial após Gisèle pedir que o julgamento fosse público, sob o argumento de que “a vergonha tem que mudar de lado”. Durante o julgamento, ela afirmou: “Quando ouço essas mulheres, esposas dos acusados, dizerem que seus maridos não são estupradores, eu pensava o mesmo. Quando decidi retirar o sigilo, queria que elas dissessem: ‘Se a senhora Pelicot fez isso, nós também podemos’. Não quero mais que elas sintam vergonha. A vergonha não é nossa, é deles. Não expresso nem minha raiva nem meu ódio, mas a determinação de mudar esta sociedade”.

    Dominique afirmou ter crescido em um ambiente familiar nocivo, com um pai “autoritário e tirânico”. Segundo sua advogada, ele sofreu uma série de traumas na infância antes de “cair na perversidade”. A defesa sustenta que o réu teria dupla personalidade.

    Ele recrutou cerca de 50 homens, principalmente por meio de fóruns online. Em depoimento, afirmou que deixava claro aos desconhecidos que a esposa não estava consciente e que eles não deveriam tentar acordá-la.

    Alguns dos réus contestaram essa versão e disseram ter sido enganados. Segundo eles, Dominique afirmou que Gisèle apenas estaria dormindo e consentia com as atitudes do então marido.
     
     

    Governo da França reconhece falha que poderia ter evitado abuso de Gisèle Pelicot

  • Não sou obrigado a pensar apenas na paz, diz Trump a premiê da Noruega

    Não sou obrigado a pensar apenas na paz, diz Trump a premiê da Noruega

    Na mensagem a Store, Trump questionou a posse da Groenlândia pela Dinamarca e afirmou que a Otan, aliança militar ocidental liderada por Washington e fundamental para a estratégia de política externa americana desde o fim da Segunda Guerra Mundial, deveria fazer mais pelos EUA

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump vinculou o fato de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz -vencido neste ano pela venezuelana María Corina Machado- à tentativa de anexar a Groenlândia, em mensagem ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store.

    “Considerando que seu país decidiu não me dar o Prêmio Nobel da Paz… Eu não me sinto mais na obrigação de pensar apenas na Paz, embora ela sempre será predominante, mas posso pensar no que é bom e apropriado para os Estados Unidos da América”, escreveu Trump, que adicionou: “O Mundo não está seguro a não ser que tenhamos Controle Total e Completo da Groenlândia”.

    Store confirmou, na manhã desta segunda, a mensagem, relatada primeiramente pela rede PBS News. Ele afirmou que recebeu o texto de Trump após enviar mensagem ao presidente americano protestando contra o anúncio de que Washington imporiam tarifas na Noruega e outros países europeus por enviarem tropas à Groenlândia.

    O comitê responsável pela premiação é norueguês e, segundo Oslo, independente. Autoridades militares da Noruega afirmaram que o país vive seu pior cenário de segurança desde a Segunda Guerra Mundial e anunciaram que proprietários de imóveis e embarcações podem ter seus bens requisitados, caso o país entre em guerra.

    Na mensagem a Store, Trump questionou a posse da Groenlândia pela Dinamarca e afirmou que a Otan, aliança militar ocidental liderada por Washington e fundamental para a estratégia de política externa americana desde o fim da Segunda Guerra Mundial, deveria fazer mais pelos EUA.

    “A Dinamarca não pode proteger aquela terra da Rússia e da China, e em todo caso, por que eles têm o ‘direito de posse? Não há documentos escritos, é só que um barco aportou lá há séculos, mas nós também tivemos barcos lá”, escreveu Trump.

    “Eu fiz mais pela Otan do que qualquer outra pessoa desde sua fundação, e agora, a Otan deveria fazer algo pelos Estados Unidos”, afirmou o presidente americano.

    A mensagem é mais um passo da escalada, até o momento retórica, de Trump contra os principais aliados dos EUA.

    Após um período em que a Europa tentou aplacar o ímpeto agressivo do americano, que em seu primeiro ano de mandato aplicou tarifas comerciais tanto a rivais quanto a aliados, líderes do continente agora se deparam com ameaças existenciais com o potencial de dinamitar a aliança que balizou a história política e militar do Ocidente depois da Segunda Guerra Mundial.

    Neste domingo (18), europeus saíram em defesa da Groenlândia ao anunciar envio de tropas ao território dinamarquês em declaração assinada por oito países: além da própria Dinamarca, subscrevem o documento Finlândia, França, Alemanha, Holanda, Noruega, Suécia e Reino Unido.

    “Como membros da Otan, estamos comprometidos em fortalecer a segurança no Ártico como um interesse transatlântico compartilhado”, diz a declaração. “Ameaças tarifárias minam as relações transatlânticas e correm o risco de provocar uma perigosa espiral descendente”, afirma ainda o texto, em referência à nova ameaça de Trump de impor tarifas a aliados que se opõem à proposta de anexação da Groenlândia pelos EUA.

    Mais cedo nesta segunda, Trump havia afirmado em mensagem nas redes sociais que a Dinamarca não foi capaz de “afastar a ameaça russa da Groenlândia”. A declaração foi publicada em sua rede Truth Social. No post, o líder cita a Otan e afirma que “agora é a hora” para uma ação ser feita.

    “A Otan tem dito à Dinamarca, por 20 anos, que ‘vocês precisam afastar a ameaça russa da Groenlândia.’ Infelizmente, a Dinamarca não conseguiu fazer nada a respeito. Agora é hora, e isso será feito!!!”, afirmou na publicação.

    Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro do ano passado, Trump reiterou em várias ocasiões sua ambição de tomar o controle da Groenlândia, hoje território autônomo dinamarquês. Ele disse que conseguiria isto “de uma maneira ou de outra” para fazer contraposição à Rússia e à China no Ártico.

    O presidente americano afirma que a ilha é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e aos grandes depósitos minerais. Ela seria também essencial para um sistema antiaéreo que Trump quer construir e chama de Domo de Ouro.

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