Categoria: MUNDO

  • Explosão atinge sinagoga na Bélgica e é tratada como ato antissemita

    Explosão atinge sinagoga na Bélgica e é tratada como ato antissemita

    Ataque ocorreu durante a madrugada em Liège e destruiu janelas do templo e de prédios próximos. Autoridades reforçaram a segurança em locais da comunidade judaica enquanto a promotoria federal investiga o caso

    Uma explosão atingiu uma sinagoga na cidade de Liège, no leste da Bélgica, na madrugada desta segunda-feira (9). O governo belga classificou o episódio como um ato antissemita direcionado à comunidade judaica do país.

    Segundo informações da polícia local, a detonação ocorreu por volta das 4h da manhã e causou danos no edifício religioso. As janelas da sinagoga foram destruídas, assim como as de um prédio localizado do outro lado da rua.

    Apesar do impacto da explosão, não houve registro de feridos.

    O ministro do Interior da Bélgica, Bernard Quintin, condenou o ataque e afirmou que o caso está sendo tratado como um crime de motivação antissemita.

    “É um ato antissemita abjeto que teve como alvo direto a comunidade judaica da Bélgica”, declarou o ministro em uma publicação nas redes sociais.

    Quintin também informou que a Procuradoria Federal abriu uma investigação judicial para apurar as circunstâncias do incidente.

    Além disso, as autoridades decidiram reforçar as medidas de segurança em locais semelhantes em todo o país.

    O prefeito de Liège, Willy Demeyer, também se manifestou sobre o caso e afirmou que o ataque foi intencional.

    “Tudo indica que foi um ato deliberado e direcionado. Condenamos esse ato antissemita da forma mais firme possível”, afirmou em entrevista à emissora pública RTBF.

    Demeyer acrescentou que não se pode permitir que tensões internacionais sejam transferidas para o cotidiano da cidade, em referência ao atual conflito no Oriente Médio.

    Após a explosão, a polícia isolou a área enquanto uma unidade especializada em contraterrorismo iniciou os trabalhos de investigação.

    A sinagoga atingida foi construída em 1899 e também abriga um museu dedicado à história da comunidade judaica em Liège.

    Na Bélgica, a comunidade judaica reúne cerca de 50 mil pessoas, concentradas principalmente nas cidades de Antuérpia e Bruxelas.

    Explosão atinge sinagoga na Bélgica e é tratada como ato antissemita

  • Irã envia míssil a Israel com mensagem para novo líder supremo

    Irã envia míssil a Israel com mensagem para novo líder supremo

    Imagem divulgada por canais ligados ao governo iraniano mostra projétil com frase direcionada a Mojtaba Khamenei, escolhido recentemente para comandar o país. Ataque faz parte da escalada militar na região após confrontos com Israel e os Estados Unidos.

    O Irã teria lançado um míssil contra Israel com uma mensagem direcionada ao novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei.

    Segundo informações divulgadas por veículos oficiais iranianos, o armamento fazia parte da primeira ofensiva realizada após o anúncio de Mojtaba como líder da República Islâmica.

    O ataque ocorreu no domingo, quando o Irã lançou uma nova salva de mísseis contra território israelense.

    De acordo com imagens divulgadas nas redes sociais por canais ligados ao governo iraniano, um dos mísseis trazia a inscrição “Ao seu serviço, mestre Mojtaba”.

    A fotografia do projétil foi compartilhada em plataformas digitais associadas à emissora estatal do país.

    Em publicação no Telegram, a agência de notícias Irib afirmou que os mísseis iranianos estariam respondendo ao “terceiro líder da República Islâmica”.

    Mojtaba Khamenei foi escolhido no domingo para assumir a liderança do país. Além de se tornar a principal autoridade política do Irã, ele também passa a ocupar o posto máximo religioso do xiismo.

    A corrente religiosa é majoritária no Irã e tem forte presença em países do Oriente Médio como Iraque, Síria e Líbano.

    Desde o fim de fevereiro, o Irã tem realizado ataques de retaliação após ofensivas militares realizadas por Israel e pelos Estados Unidos.

    Os alvos incluem Israel, bases norte-americanas e infraestruturas localizadas em vários países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    Também foram registrados incidentes envolvendo projéteis iranianos em países como Chipre e Turquia.
     
     

     

    Irã envia míssil a Israel com mensagem para novo líder supremo

  • Guerra no Oriente Médio se intensifica com ataques a bases dos EUA

    Guerra no Oriente Médio se intensifica com ataques a bases dos EUA

    Drones, mísseis e foguetes atingem alvos no Iraque, Golfo e Israel, enquanto países reforçam defesas militares. Conflito já deixou mais de mil mortos no Irã e eleva tensão global com impacto no preço do petróleo

    Uma série de ataques e ações militares em diferentes pontos do Oriente Médio ampliou a tensão regional nos últimos dias, com registros de ofensivas contra bases norte-americanas, instalações energéticas e áreas urbanas.

    No norte do Iraque, uma base militar dos Estados Unidos localizada nas proximidades do aeroporto de Erbil, no Curdistão iraquiano, foi atingida por um drone. Outro alvo foi uma instalação diplomática americana perto do Aeroporto Internacional de Bagdá, que sofreu ataques com foguetes e drones. Segundo fontes policiais, os projéteis foram interceptados pelo sistema de defesa C-RAM.

    No Golfo, uma coluna de fumaça foi vista na direção da refinaria de petróleo Bapco, no Bahrein, após um ataque atribuído a drones iranianos. Já a Arábia Saudita informou que conseguiu abater um drone na região de Al Jawf, no norte do país.

    Diante do agravamento da crise, alguns governos passaram a reforçar sua presença militar. A Turquia anunciou o envio de seis caças F-16 Fighting Falcon e sistemas de defesa aérea para o norte de Chipre, território separatista sob influência turca. O Ministério da Defesa do país informou que novas medidas poderão ser adotadas conforme a evolução do cenário.

    Israel também voltou a emitir alertas de segurança. As autoridades pediram que moradores do sul de Beirute deixem a região diante da possibilidade de novos bombardeios. Segundo o Exército israelense, prédios ligados à associação financeira Al-Qard al-Hasan, que Tel Aviv acusa de financiar o Hezbollah, podem ser alvo de ataques.

    No território israelense, as Forças Armadas disseram ter identificado uma nova onda de mísseis lançados pelo Irã. Sistemas de defesa foram acionados para interceptar os projéteis, e alertas foram enviados à população em áreas consideradas de risco.

    O impacto humano do conflito também tem aumentado. De acordo com o vice-ministro da Saúde do Irã, Ali Jafarian, mais de 1.255 pessoas morreram e cerca de 12 mil ficaram feridas no país nos últimos nove dias.

    Entre as vítimas estão 200 mulheres e 168 crianças, que teriam morrido após um ataque atingir uma escola primária na cidade de Minab. O balanço divulgado pelas autoridades iranianas também aponta a morte de 11 profissionais de saúde e outros 55 feridos.

    A escalada da guerra já provoca reflexos econômicos e políticos fora da região. A Comissão Europeia convocou reuniões emergenciais com grupos responsáveis por coordenar o abastecimento de petróleo e gás no bloco. O objetivo é avaliar os impactos do conflito no mercado energético, depois que o preço do barril de petróleo ultrapassou os US$ 100.

    A tensão também atingiu os Emirados Árabes Unidos. Em Abu Dhabi, duas pessoas ficaram feridas após a queda de destroços durante a interceptação de projéteis pelas defesas aéreas, segundo informações divulgadas pela agência Reuters.

    Guerra no Oriente Médio se intensifica com ataques a bases dos EUA

  • Homem encontra cabeça de criança em mala enterrada em parque nos EUA

    Homem encontra cabeça de criança em mala enterrada em parque nos EUA

    Corpos de duas meninas foram descobertos por um homem que passeava com cães em um parque de Cleveland, em Ohio. A suspeita foi detida pela polícia e teve a fiança fixada em cerca de US$ 2 milhões enquanto o caso segue sob investigação

    Uma mulher de 28 anos foi presa nos Estados Unidos após as filhas serem encontradas mortas dentro de uma mala em um parque na cidade de Cleveland, no estado de Ohio. A suspeita, Aliyah Henderson, teve a fiança fixada em US$ 2 milhões, o equivalente a cerca de R$ 10 milhões.

    De acordo com o jornal britânico Daily Mail, Henderson é acusada de matar Mila Chatman, de 8 anos, e Amor Wilson, de 10. Os corpos das crianças foram encontrados na última segunda-feira (2) por um homem que trabalha passeando com cães na região.

    Phillip Donaldson contou ao Daily Mail que caminhava pelo bairro de Collinwood quando um dos cachorros que conduzia começou a farejar insistentemente um ponto do terreno.

    Segundo ele, o local parecia apenas um pequeno monte de terra. No entanto, o animal continuou cheirando por bastante tempo, o que despertou sua atenção.

    Ao se aproximar, Donaldson percebeu que havia uma mala parcialmente enterrada. Quando puxou o objeto e abriu, encontrou uma cabeça humana dentro.

    Assustado com a cena, ele acionou imediatamente a polícia. As autoridades recolheram os corpos das duas crianças, que já estavam em avançado estado de decomposição. Segundo o homem, o monte de terra já estava naquele local havia cerca de uma semana.

    Após a perícia e o início das investigações, os agentes chegaram ao nome da mãe das meninas. Aliyah Henderson foi localizada e detida na quarta-feira (4) para prestar depoimento.

    Segundo a promotoria, durante o interrogatório ela optou por permanecer em silêncio, limitando-se a dizer apenas “obrigada” às autoridades. De acordo com os investigadores, a mulher não possuía antecedentes criminais.

    Na quinta-feira (5), o legista responsável pelo caso confirmou oficialmente que as vítimas eram filhas da suspeita.

    O pai de uma das meninas, DeShaun Chatman, foi localizado pelos investigadores e relatou que vinha tentando obter a guarda da filha havia quase cinco anos.

    Segundo ele, Henderson frequentemente mudava de endereço sem informar seu paradeiro, o que dificultava o contato e os processos judiciais.

    Chatman afirmou que a última vez que viu a filha foi em 2021. Depois disso, a mãe teria desaparecido com as crianças.

    Ele também relatou que o pai da outra menina enfrentava situação semelhante e também tentava recuperar a guarda da filha.

    Sem a cooperação da suspeita, o juiz do Tribunal Municipal de Cleveland, Jeffrey Johnson, determinou a fiança de US$ 2 milhões. Na decisão, o magistrado afirmou que a acusada pode representar risco à segurança pública.

    Aliyah Henderson responderá por duas acusações de homicídio qualificado.

    A polícia segue investigando as circunstâncias do crime e tenta esclarecer a motivação e a forma como as duas crianças foram mortas.

    A chefe de polícia de Cleveland, Dorothy Todd, afirmou que os investigadores trabalham para reunir mais informações e entender o que aconteceu.

    “Esperamos encontrar respostas”, declarou.

    Homem encontra cabeça de criança em mala enterrada em parque nos EUA

  • EUA ordenam retirada de diplomatas não essenciais da Arábia Saudita

    EUA ordenam retirada de diplomatas não essenciais da Arábia Saudita

    Decisão foi tomada após escalada militar no Oriente Médio e ataques iranianos em retaliação às ofensivas realizadas por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Região vive aumento das tensões e troca de ataques entre países

    Os Estados Unidos ordenaram neste domingo a retirada do pessoal diplomático não essencial da Arábia Saudita, país que tem sido alvo de ataques iranianos em retaliação às ofensivas militares conduzidas por Washington e por Israel.

    Em comunicado divulgado no domingo, o Departamento de Estado informou que funcionários considerados não essenciais do governo americano, assim como seus familiares, devem deixar o país devido aos riscos à segurança.

    Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro uma ofensiva militar contra o Irã. Durante os ataques, foi morto o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano desde 1989.

    Após a ofensiva, o Irã iniciou uma série de ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases militares dos Estados Unidos e outras infraestruturas em vários países da região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    Também foram registrados incidentes com projéteis iranianos em Chipre e na Turquia.

    No domingo, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, foi nomeado novo líder supremo do Irã.

    Segundo comunicado da Assembleia de Peritos, órgão religioso responsável pela escolha do líder do país, Mojtaba Khamenei foi designado como o terceiro líder da República Islâmica após uma votação considerada decisiva.

    Além de exercer a liderança política do país, ele também passa a ser a principal autoridade religiosa do xiismo, corrente do islamismo majoritária no Irã e presente em países como Iraque, Síria e Líbano.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já afirmou que o sucessor de Ali Khamenei poderá se tornar alvo de novos ataques, assim como outros integrantes da cúpula do governo iraniano que já foram mortos durante a ofensiva militar.
     
     

     

    EUA ordenam retirada de diplomatas não essenciais da Arábia Saudita

  • Irã será o “maior perdedor” se continuar atacando países árabes

    Irã será o “maior perdedor” se continuar atacando países árabes

    Arábia Saudita faz alerta após nova onda de ataques iranianos com mísseis e drones atingir países do Golfo, incluindo Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Ofensiva ocorre em meio à escalada militar envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.

    O governo da Arábia Saudita alertou nesta segunda-feira que o Irã será o “maior perdedor” caso continue atacando países árabes da região. O aviso foi feito após novos ataques contra Kuwait, Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

    No Bahrein, um ataque com drone iraniano deixou 32 civis feridos na madrugada desta segunda-feira na cidade de Sitra, segundo o Ministério da Saúde do país, citado pela agência oficial de notícias.

    De acordo com as autoridades, quatro vítimas estão em estado grave e recebem atendimento médico. Entre elas estão crianças que precisaram passar por cirurgia.

    Uma adolescente de 17 anos sofreu ferimentos graves na cabeça e nos olhos. Duas crianças, de 7 e 8 anos, tiveram ferimentos graves nas pernas. A vítima mais jovem tem apenas dois meses de idade, informou o ministério.

    No domingo, outras três pessoas já haviam ficado feridas no arquipélago do Golfo após a queda de destroços de mísseis. Uma usina de dessalinização também foi atingida por um drone iraniano, segundo o Ministério do Interior.

    As autoridades afirmaram, no entanto, que o ataque não comprometeu o funcionamento do sistema de abastecimento de água.

    Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa anunciou a interceptação e destruição de quatro drones que se dirigiam ao campo petrolífero de Shaybah, no sudeste do país. A região também havia sido alvo de ataques no domingo.

    Os Estados Unidos informaram no domingo que ordenaram a saída do pessoal diplomático não essencial da Arábia Saudita por motivos de segurança.

    O Kuwait também foi alvo de novos ataques na madrugada desta segunda-feira, no décimo dia da guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.

    Segundo o Ministério da Defesa do país, sistemas de defesa aérea foram ativados para responder a mísseis e drones hostis.

    No domingo, o Kuwait já havia sido atacado com sete mísseis e cinco drones, de acordo com dados divulgados pelas autoridades locais.

    Durante a madrugada, fortes explosões também foram ouvidas em diferentes áreas de Doha, capital do Qatar.

    Já os Emirados Árabes Unidos informaram nesta segunda-feira que o país também foi alvo de um ataque com mísseis.

    Segundo o Centro Nacional de Gestão de Emergências e Desastres, os sistemas de defesa aérea foram acionados para responder à ofensiva.

    No domingo, o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados divulgou um comunicado afirmando que o país está em estado de defesa após o que classificou como “agressão brutal e não provocada” do Irã.

    De acordo com o governo emiradense, mais de 1.400 mísseis balísticos e drones foram lançados contra infraestruturas e áreas civis, deixando mortos e feridos.

    Os Emirados afirmaram que não pretendem ampliar o conflito, mas ressaltaram o direito de adotar todas as medidas necessárias para proteger sua soberania, segurança nacional e integridade territorial.

    Também no domingo, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, foi nomeado novo líder supremo do Irã.

    Ele sucede ao pai, morto em 28 de fevereiro durante ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos.

    A escolha foi feita pela Assembleia de Peritos do país.

    Além de exercer o cargo político mais alto do Irã, Mojtaba Khamenei também assume a liderança religiosa do xiismo, corrente majoritária no país e presente em outras nações da região, como Iraque, Síria e Líbano.

    Desde os ataques de 28 de fevereiro, o Irã tem lançado ofensivas de retaliação contra alvos em Israel, bases militares dos Estados Unidos e infraestruturas em vários países da região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    Também foram registrados incidentes com projéteis iranianos em Chipre e na Turquia.
     
     
     

    Irã será o “maior perdedor” se continuar atacando países árabes

  • Israel diz ter matado chefe militar ligado ao líder supremo do Irã

    Israel diz ter matado chefe militar ligado ao líder supremo do Irã

    Bombardeio em Teerã matou Abu al Qasem Babaiyan, que havia assumido o cargo há apenas uma semana após a morte do antecessor. Ataque ocorre em meio à escalada militar entre Israel, Estados Unidos e Irã na região.

    O Exército de Israel confirmou neste domingo (8) ter matado, em um bombardeio realizado no sábado, o chefe do Gabinete Militar do líder supremo do Irã. O militar havia assumido o cargo poucos dias antes, após a morte de seu antecessor no início da guerra.

    Segundo as Forças Armadas israelenses, o ataque ocorreu em Teerã e teve como alvo Abu al Qasem Babaiyan. A operação foi realizada pela Força Aérea com base em informações consideradas precisas fornecidas pela Direção de Inteligência Militar.

    Babaiyan estava no cargo havia apenas uma semana. Ele substituiu Mohamed Shirazi, morto na primeira onda de ataques conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos contra a República Islâmica.

    Após a confirmação da morte do militar iraniano, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as forças israelenses continuarão perseguindo líderes do país rival.

    Estados Unidos e Israel iniciaram uma ofensiva militar contra o Irã em 28 de fevereiro. Durante os ataques iniciais, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano desde 1989, foi morto.

    De acordo com autoridades israelenses, além de Khamenei, ao menos outros 40 altos funcionários iranianos teriam sido mortos durante a ofensiva. Desde então, o governo israelense afirma que continuará atacando eventuais substitutos desses dirigentes.

    Na terça-feira, as Forças Armadas de Israel também mataram, em um bombardeio em Teerã, o comandante responsável pelo Líbano da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã. Ele havia assumido o posto após a morte do comandante anterior em outro ataque israelense.

    Uma assembleia de especialistas religiosos xiitas já escolheu um novo líder, cuja identidade ainda não foi divulgada, para substituir o Conselho de Liderança iraniano responsável pela condução do país.

    O Irã respondeu com ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases militares dos Estados Unidos e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Projéteis iranianos também foram registrados em incidentes no Chipre e na Turquia.

    Israel diz ter matado chefe militar ligado ao líder supremo do Irã

  • Japão inicia instalação de mísseis de longo alcance em meio a tensões

    Japão inicia instalação de mísseis de longo alcance em meio a tensões

    Sistema Type-12 modernizado, com alcance de até mil quilômetros, começa a ser instalado no sudoeste do país. Medida faz parte do reforço militar japonês diante da crescente pressão da China na região e do aumento das tensões envolvendo Taiwan

    O Japão iniciou nesta segunda-feira (9) o processo de instalação do primeiro lote de mísseis de longo alcance desenvolvidos no país, em meio ao reforço das capacidades militares diante do aumento das tensões na região.

    Os mísseis terra-mar Type-12 modernizados serão posicionados no Campo Kengun, na província de Kumamoto, no sudoeste do Japão. O destacamento deve ser concluído até o fim de março, segundo afirmou o secretário-chefe do gabinete japonês, Minoru Kihara.

    Durante a madrugada, veículos militares transportando lançadores e outros equipamentos chegaram ao local em uma operação discreta. A movimentação, no entanto, foi criticada por moradores da região, que realizaram protestos nas proximidades da base.

    Os opositores acusam o governo de falta de transparência e afirmam que a instalação do sistema pode aumentar as tensões na área, além de transformar a base em um possível alvo de ataques.

    Em 2024, o Ministério da Defesa decidiu antecipar em um ano o cronograma de implantação dos mísseis.

    Nos últimos anos, o Japão tem intensificado o reforço militar no sudoeste do arquipélago, em meio ao aumento da pressão da China sobre Taiwan, ilha autônoma cuja soberania é reivindicada por Pequim.

    O míssil Type-12 modernizado, desenvolvido pela Mitsubishi Heavy Industries, tem alcance aproximado de mil quilômetros, muito superior aos cerca de 200 quilômetros da versão original. Com isso, o armamento pode atingir áreas do território continental chinês.

    O sistema também deverá ser instalado ainda este ano no Campo Fuji, na província de Shizuoka, a oeste de Tóquio.

    O governo japonês considera a China uma ameaça crescente à segurança regional e tem ampliado a presença militar nas ilhas do sudoeste, próximas ao Mar da China Oriental. Sistemas antimísseis PAC-3 e mísseis superfície-ar de médio alcance já foram posicionados em várias ilhas, incluindo Okinawa, Ishigaki e Miyako.

    Em fevereiro, o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, afirmou que Tóquio também pretende instalar sistemas de defesa aérea de médio alcance na ilha de Yonaguni, a mais ocidental do país e localizada a leste de Taiwan, até março de 2031.

    As tensões aumentaram em novembro, após a primeira-ministra Sanae Takaichi afirmar, pouco depois de assumir o cargo, que uma eventual ação militar chinesa contra Taiwan poderia justificar uma resposta militar do Japão.

    Takaichi também se comprometeu a revisar a política de segurança e defesa até o fim do ano e pretende ampliar as capacidades militares do país com o desenvolvimento de armas não tripuladas e mísseis de longo alcance.

    O governo japonês ainda avalia eliminar, nas próximas semanas, algumas restrições à exportação de armamentos letais, com o objetivo de fortalecer a indústria nacional de defesa e ampliar a cooperação militar com países aliados.

    Japão inicia instalação de mísseis de longo alcance em meio a tensões

  • Líder do Irã? "Terá de obter a nossa aprovação. Se não, não durará"

    Líder do Irã? "Terá de obter a nossa aprovação. Se não, não durará"

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que o próximo líder do Irã “não durará muito tempo” sem a aprovação de Washington, no dia em que Teerã escolheu um sucessor para o aiatola Ali Khamenei.

    Em entrevista à emissora norte-americana ABC, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o novo líder do Irã terá de obter o aval dos Estados Unidos.

    “Ele terá que obter a nossa aprovação. Se não conseguir, não vai durar muito tempo”, disse o líder norte-americano.

    No Irã, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, respondeu que a escolha do sucessor do líder supremo cabe exclusivamente ao povo iraniano.

    “O sucessor do aiatolá Ali Khamenei é uma decisão que pertence ao povo iraniano e a mais ninguém”, afirmou o chefe da diplomacia iraniana.

    Segundo vários membros da Assembleia de Peritos do Irã, órgão clerical responsável por essa decisão, o novo líder supremo foi escolhido hoje, mas o nome ainda não foi divulgado publicamente.

    Enquanto isso, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e Donald Trump conversaram por telefone neste domingo sobre o conflito no Oriente Médio, informou Downing Street.

    De acordo com um porta-voz do governo britânico, os dois líderes discutiram a situação regional e a cooperação militar entre os Estados Unidos e o Reino Unido.

    A conversa também incluiu o uso de bases da Royal Air Force (RAF) para apoiar operações de defesa coletiva de aliados na região.

    Starmer também apresentou condolências a Trump pela morte de militares norte-americanos em ataques atribuídos ao Irã.

    O governo britânico reiterou que Londres não participou de operações ofensivas contra o Irã, embora tenha autorizado o uso de suas bases para operações defensivas.

    Líder do Irã? "Terá de obter a nossa aprovação. Se não, não durará"

  • Irã raciona abastecimento de combustível após ataques

    Irã raciona abastecimento de combustível após ataques

    A distribuição de combustível em Teerã foi “temporariamente interrompida” após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra depósitos de petróleo na capital iraniana, informaram hoje as autoridades locais, que iniciaram o racionamento de gasolina.

    As autoridades do Irã passaram a limitar o fornecimento de 20 litros diários de gasolina por pessoa após os ataques ocorridos nesta madrugada contra instalações petrolíferas na capital, que provocaram uma nuvem tóxica sobre Teerã.

    “Devido aos danos na rede de abastecimento de combustível, a distribuição foi temporariamente interrompida”, afirmou o governador de Teerã, Mohammad Sadegh Motamedian, citado pela agência de notícias oficial IRNA.

    A situação está “sendo resolvida”, acrescentou.

    Segundo o dirigente, o racionamento é uma medida provisória após os ataques da noite passada.

    No Irã, já existia antes da guerra uma limitação de abastecimento entre 30 e 40 litros de combustível por posto de gasolina, dependendo da região.

    Israel atacou na noite de ontem quatro instalações de armazenamento de petróleo e um centro de transferência de produtos petrolíferos nas províncias de Província de Teerã e Província de Alborz, confirmou o diretor-executivo da Companhia Nacional Iraniana de Distribuição de Produtos Petrolíferos, Keramat Veis Karami.

    Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, tendo abatido durante a ofensiva o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assumiu atualmente a direção do país.

    O Irã lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registrados em Chipre e na Turquia.

    Irã raciona abastecimento de combustível após ataques