Categoria: MUNDO

  • Trump autoriza ataques contra embarcações que lancem minas em Hormuz

    Trump autoriza ataques contra embarcações que lancem minas em Hormuz

    O presidente dos Estados Unidos declarou que ataques devem ocorrer sem hesitação, inclusive contra embarcações pequenas

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (23) que ordenou a Marinha dos EUA a atirar em qualquer embarcação que esteja colocando minas no Estreito de Hormuz.

    Trump declarou que ataques devem ocorrer sem hesitação, inclusive contra embarcações pequenas. “Ordenei à Marinha dos Estados Unidos que atire e destrua qualquer embarcação”, publicou na rede social Truth Social, e advertiu: “não deve haver hesitação”.

    Ele acrescentou que navios caça-minas dos EUA estão “limpando o Estreito de Hormuz hoje”. “Ordeno que essa atividade continue, mas em escala triplicada”, anunciou Trump.

    O Pentágono estima que a desminagem do estreito de Hormuz poderia levar até seis meses, segundo a imprensa dos EUA. De acordo com informações apresentadas em sessão confidencial no Congresso, o Irã pode ter instalado 20 ou mais minas marítimas na região, algumas delas posicionadas com auxílio de tecnologia GPS.

    O Departamento de Defesa dos EUA negou as informações reveladas pelo Washington Post. Os EUA classificaram os relatos como vazamentos imprecisos de um briefing reservado e disseram que a hipótese de fechamento do estreito por seis meses é “impossível e totalmente inaceitável”.

    A Guarda Revolucionária do Irã já havia alertado, em abril, sobre a existência de uma “zona perigosa”. O regime iraniano cita que minas estão espalhadas por cerca de 1.400 quilômetros quadrados.

    Mesmo diante da possibilidade de uma eventual reabertura do estreito, empresas de transporte marítimo seguem adotando cautela. Armadores afirmam que ainda faltam garantias claras sobre as rotas seguras e sobre a remoção de possíveis minas. Alguns países não envolvidos diretamente no conflito se disseram dispostos a participar de uma missão internacional neutra para garantir a segurança da navegação em Hormuz.

    Cerca de 20% do transporte mundial de petróleo passa pelo estreito. O canal se tornou o principal foco do conflito iniciado em 28 de fevereiro, após ataques israelenses e americanos contra o Irã. O cessar-fogo entre Washington e Teerã entrou em vigor em 8 de abril.

    Trump autoriza ataques contra embarcações que lancem minas em Hormuz

  • Casal branco processa clínica por erro após bebê in vitro nascer asiática

    Casal branco processa clínica por erro após bebê in vitro nascer asiática

    Um exame de DNA comprovou que a criança, gerada pelo casal, é 100% sul-asiática. Clínica informou que vai encerrar as suas operações

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um casal da Flórida processou uma clínica de fertilização in vitro após um exame de DNA apontar que a filha que tiveram não tem qualquer vínculo genético com eles.

    Um exame de DNA comprovou que Shea, gerada por Tiffany Score e Steven Mills, é 100% sul-asiática. Segundo o canal NBC News, o casal decidiu fazer o teste genético após notar que a recém-nascida tinha traços de uma criança “não caucasiana”, embora os dois sejam brancos.

    Os advogados da família encontraram um casal que, possivelmente, gerou o embrião gestado pela mulher. A advogada Mara Hatfield disse à NBC News que o Fertility Center of Orlando mapeou 16 possíveis casais com datas de coleta de óvulos e transferência de embriões próximas às de Score e que um casal sul-asiático foi identificado como correspondência. A identidade do casal foi preservada.

    “Amaremos e seremos os pais dessa criança para sempre”, afirmou o casal. Em uma nota divulgada pelos advogados da família, eles afirmaram que o exame de DNA “encerra um capítulo doloroso” e que mostra que outros problemas deverão ser resolvidos.

    Clínica informou que vai encerrar as suas operações. O anúncio do fechamento da clínica aconteceu sem qualquer explicação sobre o motivo e em um post nas redes sociais.

    No comunicado, o centro orientou pacientes a transferirem o atendimento e materiais congelados para outra rede. “A CNY Fertility está comprometida em apoiar a continuidade do seu tratamento.”, afirmou a empresa.

    Implante do embrião aconteceu em abril de 2025 e a menina nasceu em dezembro do mesmo ano. Score disse à revista People que acreditava ter recebido um dos três embriões viáveis que o casal sul-asiático produziu e armazenou na clínica, em Longwood.

    A divulgação da história fez com que outras famílias procurassem o escritório após a divulgação do processo. Muitos acreditavam que poderiam ter relação genética com Shea, segundo a advogada da família.

    Casal branco processa clínica por erro após bebê in vitro nascer asiática

  • Batida frontal entre dois trens deixa vários feridos na Dinamarca

    Batida frontal entre dois trens deixa vários feridos na Dinamarca

    Pelo menos quatro pessoas estão em estado grave; acidente ocorreu perto de Hillerød, ao norte de Copenhague

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma colisão frontal entre dois trens deixou ao menos 17 pessoas feridas na Dinamarca hoje. Quatro delas estão em estado grave, segundo os serviços de emergência locais.

    O acidente aconteceu perto da cidade de Hillerød, ao norte da capital Copenhague. A informação foi confirmada pelos serviços de emergência locais à agência de notícias Reuters.

    Os passageiros feridos já saíram dos veículos. “Todos já foram retirados dos trens, então ninguém está preso”, afirmou um porta-voz do Corpo de Bombeiros da Grande Copenhague.

    As equipes de resgate mobilizaram grande estrutura para atender a ocorrência. O porta-voz destacou que os recursos foram enviados rapidamente ao local para prestar socorro.

    Os feridos foram removidos do local do acidente em ambulâncias e helicópteros. Ainda não há informações sobre o que causou a colisão frontal entre os trens.

    Batida frontal entre dois trens deixa vários feridos na Dinamarca

  • Brasileiros são presos nos EUA sob a suspeita de fraude contra imigrantes

    Brasileiros são presos nos EUA sob a suspeita de fraude contra imigrantes

    Agência Legacy Imigra prometia regularização, mas é acusada de fraude e extorsão; vítimas perderam entre US$ 2.500 e US$ 26 mil cada uma com o esquema

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Quatro brasileiros foram presos nos Estados Unidos sob a suspeita de liderar um esquema de extorsão e fraude. Segundo a polícia americana, eles ficaram ricos no comando de uma agência de imigração que desviou por volta de US$ 20 milhões e prejudicou centenas de imigrantes.

    A polícia acredita que o caso pode ser a maior fraude imigratória já ocorrida na região.

    De acordo com o xerife John Mina, do Condado de Orange, na Califórnia, a Legacy Imigra se promoveu durante anos como uma agência completa de serviços, com advogados que cuidavam de processos de imigração e asilos para imigrantes em busca de regularização da situação nos Estados Unidos.

    Segundo o policial, a agência, que pertence a Vagner Soares de Almeida, 53, e Juliana Colucci, 43, usava um modelo de negócios baseado em manipulação, fraude, mentiras e extorsão.

    Entre as acusações está a criação de emails em nome das vítimas e de retenção de documentos para cobrar taxas adicionais, explorando o medo das pessoas de serem deportadas dos Estados Unidos.

    “A maioria de seus clientes -a maior parte de nacionalidade brasileira- não chegou nem perto de realizar o sonho de se tornar americano”, disse o xerife em uma entrevista para a imprensa, compartilhada em uma publicação no Instagram.

    O gabinete do xerife trabalhou em conjunto com a Investigação de Segurança Nacional e a Procuradoria-Geral da Flórida para desmantelar a organização.

    Almeida, Colucci e dois sócios, Ronaldo De Campos, 34, e Lucas Felipe Trindade Silva, 34, foram presos sob a suspeita de fraude, organização criminosa, extorsão e exercício ilegal da advocacia.

    Sete vítimas prestaram depoimento e alegaram ter perdido entre US$ 2.500 e US$ 26 mil cada uma.

    A investigação começou após um profissional da associação de advogados local relatar o recebimento de reclamações sobre o funcionamento da Legacy Imigra.

    As sete vítimas que colaboram com a polícia vivem na Flórida, Carolina do Sul, Connecticut e Nova Jersey.

    Uma delas alegou ter pago US$ 2.500 para a agência, que não teria feito de forma correta o pedido de asilo contratado. Essa vítima disse que a Legacy reteve sua autorização de trabalho e cobrou uma taxa adicional de US$ 500 para liberar o documento.

    “Acreditamos que há muito mais vítimas. Essa é uma das razões para estar fazendo essa entrevista à imprensa”, afirmou o xerife.

    A polícia pede para que elas entrem em contato para oficializar as denúncias. Elas terão o direito de solicitar um visto de permanência no país caso colaborem com as investigações.

    O site da Legacy Imigra está com um aviso de manutenção. A defesa dos suspeitos não foi localizada.

    Brasileiros são presos nos EUA sob a suspeita de fraude contra imigrantes

  • Professora corta cabelo de alunas em sala e caso gera escândalo na Itália

    Professora corta cabelo de alunas em sala e caso gera escândalo na Itália

    Caso ocorreu em escola de Veneza e está sob investigação; docente diz que foi “brincadeira”, mas admite ter agido por impulso após confusão em aula e pode ser suspensa pela direção.

    Uma professora de uma escola básica em Veneza, na Itália, cortou uma mecha de cabelo de duas alunas durante uma aula, diante dos demais estudantes, gerando indignação entre pais e a abertura de uma investigação interna.

    Segundo a imprensa italiana, o episódio ocorreu depois que as alunas pediram ajuda para entender um exercício de resumo de texto. A docente, que estava substituindo outra professora há cerca de 20 dias, pegou uma tesoura e cortou o cabelo das estudantes em sala.

    Após o ocorrido, os pais foram informados e reagiram com protestos. A direção da escola iniciou uma apuração que pode resultar em punições, incluindo a suspensão da professora.

    Em entrevista ao Corriere del Veneto, a docente afirmou que tudo não passou de uma “brincadeira”, embora tenha admitido que já havia feito ameaças semelhantes anteriormente.

    “Durante semanas, ameacei, em tom de brincadeira, cortar as pontas do cabelo das crianças caso não parassem de fazer barulho na aula, e elas riam”, relatou.

    Ela explicou que, no dia do episódio, a turma estava fazendo uma atividade escrita e começou a fazer muitas perguntas ao mesmo tempo. “Perguntavam se deviam responder atrás da folha, na vertical ou na horizontal, em folha branca, quadriculada ou com linhas. Eu disse que não me importava, desde que fizessem. Impulsivamente e sem pensar, peguei na tesoura de papel que estava na mesa e cortei uma mecha de cabelo de uma das meninas”, contou.

    Segundo a professora, a aluna reagiu com naturalidade e chegou a brincar com a situação, enquanto outra estudante pediu para receber o “mesmo corte”. Após o momento, a aula seguiu normalmente.

    “Depois, quando saí da sala, parei para pensar no que tinha feito e percebi que era inadequado. Mas já tinha acontecido”, disse.

    No dia seguinte, a professora afirmou ter procurado a mãe de uma das alunas para explicar o ocorrido e pedir desculpas. “Concordamos que a aluna não ficou chateada com a brincadeira”, garantiu.

    Ela também descreveu a turma como “maravilhosa, mas barulhenta” e defendeu uma abordagem mais lúdica em sala de aula.

    “As crianças hoje só te respeitam se você faz brincadeiras e piadas. Elas precisam de estímulo, precisamos chamar a atenção delas, e o humor ajuda muito nisso. Eu sou diferente, mas meus ex-alunos se lembram de mim por causa disso. Já levei pistolas de água e estilingues para outras turmas. Com as crianças de hoje, basicamente precisamos fazer teatro”, concluiu.
     

     

    Professora corta cabelo de alunas em sala e caso gera escândalo na Itália

  • Avião com mais de R$ 15 milhões cai no Paraguai e é saqueado por moradores

    Avião com mais de R$ 15 milhões cai no Paraguai e é saqueado por moradores

    Aeronave fazia parte de uma operação que transportava US$ 5 milhões e R$ 15 milhões de Ciudad del Este para Assunção; estimativa é de que US$ 2 milhões tenham sido perdidos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um avião que transportava aproximadamente US$ 5 milhões e R$ 15 milhões da empresa de segurança Prosegur caiu em Minga Guazú, no Paraguai, resultando na morte do piloto e no saque de cerca de US$ 2 milhões por moradores, segundo a jornais locais.

    A aeronave levava parte de um carregamento milionário. O total transportado em dois voos era de cerca de US$ 5 milhões e R$ 15 milhões, no trajeto entre Ciudad del Este e Assunção.

    Moradores saquearam o dinheiro que ficou espalhado pelo chão. Após a queda no assentamento de San Isidro no sábado, uma multidão se reuniu e recolheu as notas, inclusive em sacolas.

    A Prosegur relatou o desaparecimento de US$ 2 milhões. Segundo o jornal ABC Color, a informação foi confirmada pelo comissário Carlos Duré, do Departamento de Cooperação Policial Internacional do Paraguai.

    O piloto Fernando Noldin morreu no local do acidente, segundo a DINAC (Direção Nacional de Aeronáutica Civil) do Paraguai. General reformado e ex-comandante da 1ª Brigada Aérea, ele declarou emergência e tentou retornar à pista, mas não resistiu ao impacto.

    Três pessoas sobreviveram à queda do avião. A copiloto Yeruti Núñez e os seguranças da Prosegur Hiron Bogado e Fredy Recalde receberam atendimento médico de bombeiros e policiais.

    A principal hipótese para o acidente é falha mecânica. A DINAC informou que o avião perdeu potência logo após decolar do aeroporto de Guaraní. “O piloto percebeu um problema no motor e quis retornar, mas não conseguiu”, relatou um dos ocupantes que sobreviveu à tragédia em Minga Guazú.

    Autoridades alertam para a presença de falsos policiais na região. De acordo com a mídia local, grupos criminosos tentam se passar por agentes de segurança para recuperar o dinheiro levado pelos moradores do assentamento.

    Técnicos de aviação e militares coletam evidências nos destroços. O presidente da DINAC, Nelson Mendoza, afirmou que a documentação da aeronave estava regular, mas a investigação segue em curso.

    Avião com mais de R$ 15 milhões cai no Paraguai e é saqueado por moradores

  • Irã ataca navios no estreito de Hormuz após Trump estender trégua

    Irã ataca navios no estreito de Hormuz após Trump estender trégua

    Negociação com os EUA é incerta em primeiro dia de extensão do cessar-fogo feita pelo presidente americano; Paquistão se mantém pronto para mediar novas conversas, mas Teerã diz que ainda não tomou decisão

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Irã atacou navios de carga no estreito de Hormuz nesta quarta-feira (22), o primeiro dia da segunda prorrogação do cessar-fogo feito pelo presidente Donald Trump na guerra que promoveu com Israel contra a teocracia islâmica.

    Desta vez, a suspensão da guerra é por tempo indefinido, marcando mais um recuo do republicano na condução do conflito que jogou o Oriente Médio em desarranjo e a economia global em crise devido ao aumento do preço do petróleo -20% da commodity passava por Hormuz antes das hostilidades.

    A Guarda Revolucionária iraniana confirmou ter atacado e tomado dois navios de contêineres junto a sua costa em Hormuz: o MSC Francesca, de bandeira panamenha, e o Epaminondas, que navega sob as cores da Libéria. Ambas as embarcações foram atingidas por tiros, mas ninguém se feriu.

    Segundo a UKMTO, agência de monitoramento naval da Marinha britânica, um terceiro navio também foi abordado na região e sofreu danos por tiros, mas ela não confirmou a origem dos projéteis.

    A agência alertou que o tráfego de navios na região segue extremamente perigoso devido às ações do Irã e também ao bloqueio naval imposto aos portos da teocracia pelos Estados Unidos. Trump, ao cancelar a retomada da guerra, manteve o embargo que começou a valer no último dia 13.

    Nesta quarta, ao menos um superpetroleiro de bandeira filipina rumo ao golfo Pérsico foi parado por forças americanas e forçado a voltar.

    Segundo o mais recente levantamento, divulgado na segunda-feira (20), outros 27 navios fizeram o mesmo, e 34 escaparam do bloqueio. Já o iraniano Touska foi alvejado e apreendido pelos EUA no domingo (19).

    A volatilidade segue afetando o mercado de energia, principal arma de pressão de Teerã no conflito. Após uma ligeira queda com o anúncio de Trump na terça (21), o preço do barril do tipo Brent para contratos futuros voltou a ficar em torno de US$ 100 com os ataques desta quarta.

    Enquanto o balé naval se desenrola, cresce a incerteza em relação às negociações para um acordo de paz mais duradouro, que inclua temas como a liberdade de navegação em Hormuz e o destino do programa nuclear dos aiatolás -o motivo presumido para o começo da guerra, em 28 de fevereiro.

    A capital do Paquistão, Islamabad, segue mobilizada para receber delegações dos rivais, que já se reuniram na cidade sem sucesso no fim de semana retrasado. Desta vez, Trump havia anunciado a retomada das conversas no fim de semana, mas elas não aconteceram, apesar de a equipe liderada pelo seu vice, J. D. Vance, estar pronta para viajar.

    O Irã rejeitou negociar com o bloqueio naval, que considera uma violação de cessar-fogo. Antes, havia exigido um cessar-fogo nos ataques de Israel ao Hezbollah no Líbano, e conseguiu, por pressão dos EUA. Depois, anunciou a reabertura de Hormuz, só para fechá-lo novamente.

    Não houve uma resposta formal à nova extensão da trégua. “Nenhuma decisão foi tomada”, disse nesta quarta Esmail Baghaei, porta-voz da chancelaria.

    Ele repetiu que não é possível negociar com o bloqueio em vigor, o que foi dito depois também por um dos líderes negociadores, o chefe do Parlamento, Mohammad Ghalibaf, e pelo presidente Masoud Pezeshkian.

    Os ataques em Hormuz sugerem que o Irã buscará se mostrar o mais inflexível possível, ao menos até que algo mude no cenário diplomático.

    Mas há sinais confusos também na teocracia. O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, até hoje não apareceu em público ou na TV, levantando dúvidas sobre sua capacidade de comando. Outro negociador importante, o chanceler Abbas Araghchi, foi desautorizado pela Guarda, cujos generais são o principal poder no país, após ter anunciado no X a reabertura de Hormuz.

    Além do risco de retomada da campanha aérea que dizimou a cúpula do regime, degradou severamente as capacidades militares do país e deixou mais de 3.000 mortos, há também a pressão econômica -o fechamento de Hormuz e o bloqueio afetam sua economia, dependente da venda de petróleo para a China.

    Trump jogou com essa carta em uma postagem nesta quarta. “O Irã está colapsando financeiramente! Eles querem o estreito de Hormuz aberto imediatamente -faminto por dinheiro! Perdendo US$ 500 milhões por dia. Militares e policiais reclamam que não estão sendo pagos. SOS!!!”, escreveu na rede Truth Social.

    Irã ataca navios no estreito de Hormuz após Trump estender trégua

  • Política de imigração de Trump vira fardo político antes de eleição, aponta pesquisa

    Política de imigração de Trump vira fardo político antes de eleição, aponta pesquisa

    Levantamento mostra que 52% dos americanos rejeitam candidatos que apoiam deportações do presidente; entre independentes, 57% preferem políticos contrários às expulsões promovidas pelo líder republicano

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – A política imigratória que foi peça central da campanha de Donald Trump em 2024 -e o ajudou a reconquistar a Casa Branca- pode se tornar seu principal fardo político às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, as chamadas midterms.

    Ao longo do último ano, imagens de agentes de imigração prendendo e perseguindo supostos imigrantes em situação irregular se espalharam pela internet. Cenas de violência, prisões e pessoas sendo retiradas de suas casas intensificaram as tensões entre a população e os agentes -especialmente os do ICE.

    O ponto de ruptura veio neste ano, quando dois cidadãos americanos que protestavam contra as operações e a violência institucional foram mortos por agentes em Minnesota em datas diferentes.

    A reação do governo Trump foi imediata: em questão de minutos, as vítimas foram classificadas de terroristas e descritas como ameaças aos policiais. As imagens, porém, contaram uma história diferente -e o episódio gerou uma onda de protestos, críticas do próprio partido Republicano e um visível desgaste na imagem do presidente e de sua equipe.

    Uma pesquisa divulgada pela Reuters-Ipsos nesta quarta-feira (22) mostra o tamanho desse desgaste. Nas semanas seguintes à posse, em janeiro de 2025, 50% dos americanos aprovavam a política imigratória do presidente. Hoje, esse índice caiu para 40%.

    Com as midterms se aproximando, o levantamento aponta que o acúmulo do último ano pode pesar nas urnas: 52% dos americanos afirmaram ter menos probabilidade de votar em candidatos que endossem a abordagem de Trump para deportações, contra 42% que disseram ser mais propensos a apoiar esse perfil.

    Entre os eleitores independentes, a rejeição é ainda maior. 57% preferem candidatos contrários às deportações promovidas por Trump, enquanto apenas 32% apoiam candidatos alinhados ao presidente nessa questão.

    O quadro revela uma tensão que o próprio eleitorado parece sentir. Apenas um em cada quatro entrevistados avaliou os esforços atuais de repressão como menos agressivos do que um mês atrás -e 70% considerariam uma abordagem mais moderada uma mudança positiva.

    Ao mesmo tempo, 84% dos americanos dizem que fronteiras seguras são ao menos algo importante, e 87% defendem o cumprimento das leis de imigração. Apoiam o controle, mas rejeitam a forma como ele vem sendo conduzido.

    Essa tensão também chegou ao Partido Republicano. Uma das vozes a se manifestar contra a conduta foi a deputada Maria Elvira Salazar. Após a morte do segundo americano, em janeiro, ela publicou nas redes sociais crítica à crise e afirmou que “ninguém quer ver americanos mortos” nas ruas, classificando o episódio de uma tragédia e pedindo um relatório completo e transparente sobre os casos.

    Salazar argumenta que o atual sistema imigratório não funciona e atribui o problema a décadas de inação do Congresso e a leis consideradas ultrapassadas. Para ela, o momento exige um debate mais amplo e honesto, com liderança imediata do Legislativo para promover reformas estruturais.

    Em texto publicado sobre o tema, a deputada defende que os esforços de fiscalização devem se concentrar em criminosos perigosos -não em trabalhadores sem documentação. “Coiotes, chefes de cartel e traficantes de drogas” deveriam ser a prioridade, não cozinheiros, pedreiros e cuidadores. No mês passado, em entrevista à imprensa americana, ela disse estar “muito preocupada” com os rumos que a questão imigratória estava tomando dentro do partido.

    As consequências já são visíveis: operações foram paralisadas, houve troca no comando da Secretaria de Segurança Interna e na chefia das operações, e o ritmo de detenções desacelerou de forma perceptível. O que foi bandeira virou problema -e as urnas de novembro podem cobrar o preço.

    Política de imigração de Trump vira fardo político antes de eleição, aponta pesquisa

  • Negociações da Ucrânia não podem esperar a guerra no Irã terminar, diz Zelensky

    Negociações da Ucrânia não podem esperar a guerra no Irã terminar, diz Zelensky

    “Mas nós não temos o financiamento. É realmente uma questão de vida, de sobrevivência; para nos defendermos, precisamos muito desse dinheiro.”, disse o presidente da Ucrânia

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirma que as negociações para tentar encerrar a guerra na Ucrânia não podem ficar em segundo plano por causa do conflito no Irã. Declaração foi feita em entrevista à CNN.

    Zelensky disse ver risco em condicionar a retomada de esforços diplomáticos ao fim da guerra no Irã. Para ele, a mudança de foco internacional tira atenção da agressão russa e pode travar iniciativas em paralelo.

    Presidente ucraniano afirmou que conversas técnicas com os EUA continuam, mas que não enxerga espaço para uma reunião política agora. “Mas nós não temos o financiamento. É realmente uma questão de vida, de sobrevivência; para nos defendermos, precisamos muito desse dinheiro.”, disse Zelensky, à CNN.

    Zelensky apontou como desafio o fato de o mesmo time americano tocar as negociações sobre Irã e Ucrânia. Ele citou o enviado Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, como integrantes da equipe envolvida nas duas frentes.

    Ucraniano também relatou impacto do conflito no fornecimento de armas para Kiev, com atrasos em itens considerados-chave. Ele destacou a falta de mísseis antibalísticos e disse que a produção limitada nos EUA reduz a quantidade disponível para a Ucrânia.

    EMPRÉSTIMO EUROPEU E PRESSÃO POR RECURSOS

    Zelensky falou com a CNN horas depois de a União Europeia aprovar um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia. Ele afirmou que o dinheiro é decisivo para manter a capacidade de defesa e para ampliar a produção local de armamentos.

    Segundo a CNN, o pacote estava prometido havia meses, mas foi atrasado por um impasse político na Hungria. A reportagem relata que o então primeiro-ministro Viktor Orbán bloqueava o acordo e condicionava apoio à retomada do trânsito de petróleo russo para a Europa.

    Zelensky disse que a falta de recursos impede a Ucrânia de produzir tudo o que consegue fabricar. O presidente ucraniano deu o exemplo de interceptores de drones, dizendo que o país está produzindo atualmente cerca de mil unidades por dia, embora tenha capacidade para fabricar 2 mil diariamente. “Não temos financiamento. É realmente uma questão de vida ou morte, de sobrevivência, de defesa; precisamos muito desse dinheiro”, afirmou, à CNN.

    Negociações da Ucrânia não podem esperar a guerra no Irã terminar, diz Zelensky

  • Homem suspeito de matar presidenciável da Colômbia é preso na Argentina

    Homem suspeito de matar presidenciável da Colômbia é preso na Argentina

    O senador e pré-candidato à presidência da Colômbia, Miguel Uribe Turbay, foi assassinado durante campanha eleitoral no ano passado

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A polícia da Argentina prendeu na manhã de hoje um homem acusado de participação no assassinato do senador e pré-candidato à presidência da Colômbia, Miguel Uribe Turbay, no ano passado.

    Apontado como um dos suspeitos pelo crime, Brayan Ferney Cruz Castillo foi localizado e detido em Buenos Aires. A informação foi divulgada pela ministra da Segurança da Argentina, Alejandra Monteoliva.

    Brayan estava foragido e era alvo de um alerta vermelho da Interpol. De acordo com as autoridades colombianas, o suspeito foi um dos responsáveis pela logística do assassinato de Uribe Turbay.

    Após a prisão, Brayan deverá ser deportado para Colômbia, onde será julgado. “Ele está sob custódia hoje, e os procedimentos para sua imediata deportação já foram iniciados”, afirmou Alejandra Monteoliva nas redes sociais.

    Até o momento, três pessoas já foram julgadas e condenadas pela morte de Uribe. Entre os condenados está um adolescente de 15 anos, apontado como o autor do tiro que atingiu o presidenciável colombiano.

    Miguel Uribe Turbay tinha 39 anos quando foi baleado na cabeça, em junho passado, durante um comício em Bolgotá. O político passou dois meses hospitalizado e teve a morte confirmada em agosto.

    Uribe era um político em evidência na Colômbia. Ele era senador e tinha sido eleito o político mais votado nas eleições ocorridas no país em 2022.

    Ele se apresentava como opositor do presidente Gustavo Petro. Na ocasião, o líder do Executivo colombiano condenou o crime e determinou uma rigorosa apuração.

    Miguel Uribe vem de uma família importante da Colômbia. Seu avó, Julio César Turbay Ayala, foi presidente do país entre 1978 e 1982. Ele deixou a esposa e um filho.

    Homem suspeito de matar presidenciável da Colômbia é preso na Argentina