Arábia Saudita faz alerta após nova onda de ataques iranianos com mísseis e drones atingir países do Golfo, incluindo Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Ofensiva ocorre em meio à escalada militar envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.
O governo da Arábia Saudita alertou nesta segunda-feira que o Irã será o “maior perdedor” caso continue atacando países árabes da região. O aviso foi feito após novos ataques contra Kuwait, Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.
No Bahrein, um ataque com drone iraniano deixou 32 civis feridos na madrugada desta segunda-feira na cidade de Sitra, segundo o Ministério da Saúde do país, citado pela agência oficial de notícias.
De acordo com as autoridades, quatro vítimas estão em estado grave e recebem atendimento médico. Entre elas estão crianças que precisaram passar por cirurgia.
Uma adolescente de 17 anos sofreu ferimentos graves na cabeça e nos olhos. Duas crianças, de 7 e 8 anos, tiveram ferimentos graves nas pernas. A vítima mais jovem tem apenas dois meses de idade, informou o ministério.
No domingo, outras três pessoas já haviam ficado feridas no arquipélago do Golfo após a queda de destroços de mísseis. Uma usina de dessalinização também foi atingida por um drone iraniano, segundo o Ministério do Interior.
As autoridades afirmaram, no entanto, que o ataque não comprometeu o funcionamento do sistema de abastecimento de água.
Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa anunciou a interceptação e destruição de quatro drones que se dirigiam ao campo petrolífero de Shaybah, no sudeste do país. A região também havia sido alvo de ataques no domingo.
Os Estados Unidos informaram no domingo que ordenaram a saída do pessoal diplomático não essencial da Arábia Saudita por motivos de segurança.
O Kuwait também foi alvo de novos ataques na madrugada desta segunda-feira, no décimo dia da guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.
Segundo o Ministério da Defesa do país, sistemas de defesa aérea foram ativados para responder a mísseis e drones hostis.
No domingo, o Kuwait já havia sido atacado com sete mísseis e cinco drones, de acordo com dados divulgados pelas autoridades locais.
Durante a madrugada, fortes explosões também foram ouvidas em diferentes áreas de Doha, capital do Qatar.
Já os Emirados Árabes Unidos informaram nesta segunda-feira que o país também foi alvo de um ataque com mísseis.
Segundo o Centro Nacional de Gestão de Emergências e Desastres, os sistemas de defesa aérea foram acionados para responder à ofensiva.
No domingo, o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados divulgou um comunicado afirmando que o país está em estado de defesa após o que classificou como “agressão brutal e não provocada” do Irã.
De acordo com o governo emiradense, mais de 1.400 mísseis balísticos e drones foram lançados contra infraestruturas e áreas civis, deixando mortos e feridos.
Os Emirados afirmaram que não pretendem ampliar o conflito, mas ressaltaram o direito de adotar todas as medidas necessárias para proteger sua soberania, segurança nacional e integridade territorial.
Também no domingo, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, foi nomeado novo líder supremo do Irã.
Ele sucede ao pai, morto em 28 de fevereiro durante ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos.
A escolha foi feita pela Assembleia de Peritos do país.
Além de exercer o cargo político mais alto do Irã, Mojtaba Khamenei também assume a liderança religiosa do xiismo, corrente majoritária no país e presente em outras nações da região, como Iraque, Síria e Líbano.
Desde os ataques de 28 de fevereiro, o Irã tem lançado ofensivas de retaliação contra alvos em Israel, bases militares dos Estados Unidos e infraestruturas em vários países da região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Também foram registrados incidentes com projéteis iranianos em Chipre e na Turquia.

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