Categoria: MUNDO

  • Donald Trump assina carta de criação do Conselho da Paz

    Donald Trump assina carta de criação do Conselho da Paz

    Trump disse nesta quinta que pretende trabalhar com a ONU, mas declarações anteriores do americano indicam que o objetivo é outro

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (22), em Davos, na Suíça, a carta que oficializa a criação do Conselho da Paz, pouco depois de afirmar que o novo organismo vai atuar “em coordenação” com as Nações Unidas.

    “A carta entra agora em vigor, e o Conselho da Paz passa a ser oficialmente uma organização internacional”, anunciou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante a cerimônia, que contou com a presença de líderes de países que aceitaram o convite de Washington para integrar o Conselho.

    Segundo a Casa Branca, ao menos 35 dos cerca de 50 chefes de Estado e de governo convidados concordaram em participar da iniciativa. Ainda assim, Trump afirmou nesta quinta-feira que todos os países estão convidados a aderir ao Conselho da Paz.

    Donald Trump assina carta de criação do Conselho da Paz

  • Mulher escraviza vítima por 25 anos e é condenada no Reino Unido

    Mulher escraviza vítima por 25 anos e é condenada no Reino Unido

    Vítima com dificuldades de aprendizagem foi escravizada, agredida e viveu em condições degradantes por décadas em cidade inglesa; resgate ocorreu após denúncia de familiar da agressora, e sentença será definida em março

    Uma mulher foi condenada no Reino Unido por manter outra em cativeiro por cerca de 25 anos, submetendo-a a condições análogas à escravidão na cidade de Tewkesbury, no condado de Gloucestershire, na Inglaterra. A vítima, identificada apenas como K para preservar sua identidade, tinha dificuldades de aprendizagem e era submetida a agressões constantes, sobrevivendo com restos de comida.

    Segundo informações divulgadas pela BBC, Mandy Wixon obrigava K a realizar trabalhos domésticos exaustivos e a viver em um quarto descrito como semelhante a uma cela de prisão, sem condições adequadas de higiene. Ao longo dos anos, a vítima sofreu agressões físicas frequentes e abusos graves.

    De acordo com o processo, Wixon chegou a esguichar detergente líquido na garganta da vítima, jogar água sanitária em seu rosto e raspar seu cabelo contra a vontade. K nasceu em um contexto familiar instável e, em 1996, quando tinha cerca de 16 anos, foi entregue aos cuidados de Wixon, situação que se prolongou por décadas.

    Já com mais de 40 anos, a vítima foi resgatada pela polícia em 15 de março de 2021, após um dos dez filhos da agressora procurar as autoridades demonstrando preocupação com o bem-estar de K. As investigações revelaram que ela era espancada com frequência, inclusive com o cabo de uma vassoura, agressão que resultou na perda de dentes. K também era impedida de sair de casa e precisava tomar banho às escondidas, durante a noite.

    “Não quero estar aqui. Não me sinto segura. Mandy bate em mim o tempo todo. Não gosto disso”, relatou a vítima às autoridades durante o resgate.

    Atualmente, K vive com uma família de acolhimento, frequenta a universidade e já conseguiu até viajar para o exterior, iniciando um processo de reconstrução de sua vida.

    Mandy Wixon foi considerada culpada e deixou o Tribunal da Coroa de Gloucester em liberdade provisória. A sentença está marcada para o dia 12 de março. Ao sair do tribunal, a ré afirmou não sentir arrependimento. “Nunca fiz isso”, declarou.

    Mulher escraviza vítima por 25 anos e é condenada no Reino Unido

  • Ex-comissário finge ser piloto e faz centenas de voos grátis nos EUA

    Ex-comissário finge ser piloto e faz centenas de voos grátis nos EUA

    Canadense de 33 anos foi preso no Panamá e extraditado para os Estados Unidos após ser acusado de fraude eletrônica. Segundo a Justiça, ele usou crachá falso e se passou por piloto para viajar de graça por cerca de quatro anos em companhias aéreas norte-americanas, sem ter licença para voar.

    Um ex-comissário de bordo canadense é acusado de ter se passado por tripulante ativo e até por piloto para conseguir viajar gratuitamente em companhias aéreas dos Estados Unidos durante anos.

    Dallas Pokornik, de 33 anos, foi preso no Panamá e extraditado para os EUA após ser formalmente acusado de fraude eletrônica em outubro do ano passado, informou o Distrito do Havaí do Departamento de Justiça norte-americano em comunicado divulgado nesta terça-feira.

    Natural de Toronto, no Canadá, Pokornik trabalhou como comissário de bordo de uma companhia aérea canadense entre 2017 e 2019. Segundo as autoridades, após deixar a função, ele passou a afirmar falsamente que era piloto e utilizou um cartão de identificação funcional falso para obter centenas de voos gratuitos ao longo de cerca de quatro anos.

    De acordo com a acusação, durante o esquema fraudulento, o canadense chegou a solicitar assentos extras na cabine de comando, alegando exercer a função de piloto, apesar de não possuir qualquer licença ou autorização para pilotar aeronaves.

    As companhias aéreas lesadas não foram oficialmente identificadas no processo, mas a acusação cita empresas com sedes em Honolulu, Chicago e Fort Worth. Procuradas, companhias aéreas mencionadas pela imprensa norte-americana não responderam aos pedidos de esclarecimento.

    Pokornik se declarou inocente nesta terça-feira, mas um juiz federal determinou que ele permaneça sob custódia. Se for condenado, poderá pegar até 20 anos de prisão, além de multa que pode chegar a 250 mil dólares e cumprimento de período de liberdade condicional.
     
     

    Ex-comissário finge ser piloto e faz centenas de voos grátis nos EUA

  • Trump fala em acordo sobre a Groenlândia, mas Otan nega negociação

    Trump fala em acordo sobre a Groenlândia, mas Otan nega negociação

    Após discurso no Fórum Econômico Mundial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter avançado em um entendimento sobre a Groenlândia, mas o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que a soberania do território não foi discutida em nenhum momento das conversas

    O presidente norte-americano, Donald Trump, desembarcou nesta quarta-feira em Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial.

    Ao chegar, não poupou palavras. Colocou a economia dos Estados Unidos em evidência, criticou o desenvolvimento de alguns países da Europa, incluindo a própria Suíça, e voltou a afirmar sua promessa de retomar o controle da Groenlândia. “É território nosso”, disse de forma categórica, embora tenha garantido que não pretende recorrer ao uso da força para tomar posse da ilha.

    O discurso de abertura no Fórum indicava que as conversas poderiam seguir por caminhos inesperados, mas, ao fim do dia, veio o anúncio de que as tratativas estariam avançando de forma positiva.

    Trump recua nas tarifas após “reunião produtiva”

    Donald Trump anunciou que voltou atrás na decisão de impor tarifas a países que não concordassem com a anexação da Groenlândia. Segundo ele, a mudança ocorreu após uma “reunião muito produtiva” com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

    “Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, criamos o quadro para um futuro acordo relativo à Groenlândia e, na verdade, a toda a região do Ártico. Essa solução, se concretizada, será excelente para os Estados Unidos da América e para todos os países da Otan”, escreveu o presidente na rede social Truth Social.

    Diante desse “entendimento”, Trump afirmou que não irá “impor as tarifas que estavam previstas para entrar em vigor em 1º de fevereiro”.

    Rutte nega entendimento

    A notícia foi recebida de forma positiva por alguns líderes europeus, como o primeiro-ministro da Holanda, Dick Schoof, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. Ambos afirmaram que é “essencial continuar e fortalecer o diálogo entre as nações aliadas” no âmbito da Otan.

    No entanto, o secretário-geral da aliança disse, em entrevista à Fox News, que a soberania da Groenlândia não foi discutida nas conversas com Donald Trump.

    “Essa questão não voltou a ser abordada nas minhas conversas com o senhor presidente. Ele está muito concentrado no que precisamos fazer para garantir que essa enorme região do Ártico, onde estão ocorrendo mudanças neste momento e onde chineses e russos estão cada vez mais ativos, possa ser protegida”, afirmou Rutte, destacando que esse foi o único foco do diálogo.

     Dinamarca diz que não se pode “negociar” a própria “soberania”

    Na mesma linha, a primeira-ministra da Dinamarca afirmou nesta quinta-feira que qualquer acordo envolvendo a Groenlândia, discutido entre Estados Unidos e Otan, não coloca em xeque a soberania dinamarquesa sobre o território autônomo.

    Mette Frederiksen disse que a “Otan está plenamente ciente da posição do Reino da Dinamarca” e ressaltou que “somente a Dinamarca e a Groenlândia podem tomar decisões sobre assuntos que dizem respeito à Dinamarca e à Groenlândia”.

    “Podemos negociar todas as questões políticas, como segurança, investimentos e economia. Mas não podemos negociar a nossa soberania”, reforçou.

    Ameaças de tarifas

    No sábado, Donald Trump alertou que iria impor tarifas de 10% a partir de fevereiro e de 25% a partir de junho sobre produtos de oito países europeus que se opuseram ao controle dos Estados Unidos sobre a Groenlândia. Entre eles estão seis países da União Europeia, Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia, além de Noruega e Reino Unido.

    Há cerca de um ano, ao assumir o segundo mandato na Casa Branca, Trump já havia ameaçado aplicar tarifas a diversos parceiros comerciais, incluindo a União Europeia. Na ocasião, as tensões foram resolvidas com um acordo comercial firmado entre Bruxelas e Washington no verão passado, que estabeleceu um limite máximo de 15% para as tarifas aduaneiras.

    Trump fala em acordo sobre a Groenlândia, mas Otan nega negociação

  • Helicóptero turístico desaparece perto de vulcão ativo no Japão

    Helicóptero turístico desaparece perto de vulcão ativo no Japão

    O helicóptero Robinson R44 decolou da cidade de Aso às 10h52, horário local, em 20 de janeiro, para um passeio planejado de 10 minutos. Mas não retornou, o que levou a uma operação de busca

    Um helicóptero turístico com três pessoas a bordo desapareceu perto do Monte Aso, um dos vulcões mais ativos do Japão, após não retornar de um curto voo panorâmico. O helicóptero Robinson R44 decolou da cidade de Aso às 10h52, horário local, em 20 de janeiro, para um passeio planejado de 10 minutos. Mas não retornou, o que levou a uma operação de busca. A polícia avistou posteriormente um objeto semelhante a uma aeronave dentro da cratera de Nakadake, um dos picos do Monte Aso, embora as autoridades não tenham confirmado se é o helicóptero desaparecido.

    A aeronave era pilotada por um veterano de 64 anos com quatro décadas de experiência e transportava dois passageiros taiwaneses. O tempo estava nublado na área e as buscas foram temporariamente suspensas durante a noite, sendo retomadas na manhã seguinte, 21 de janeiro.

    Acidentes com aviação comercial são raros. De fato, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), mais de 30 milhões de voos globais de companhias aéreas de passageiros decolam e pousam anualmente sem qualquer incidente. No entanto, isso pode acontecer. E, embora os investigadores de segurança sejam muitas vezes capazes de determinar as causas dos acidentes aéreos, sua tarefa se torna mais difícil quando os voos não chegam aos seus destinos ou quando parecem ter desaparecido no ar.

    Clique e relembre os casos de aeronaves que desapareceram misteriosamente. 

    Helicóptero turístico desaparece perto de vulcão ativo no Japão

  • Homem é acusado de agressão sexual em terraço de restaurante em Paris

    Homem é acusado de agressão sexual em terraço de restaurante em Paris

    ovem procurou a polícia horas após o ocorrido e exames médicos indicaram sinais de violência sexual. Suspeito de 46 anos foi identificado, tem antecedentes criminais e afirma que a relação foi consensual.

    Um homem de 46 anos foi indiciado por agressão sexual e permanece sob custódia policial após ser acusado de violentar uma jovem no terraço de um restaurante com pista de dança em Paris, na França. A denúncia foi feita pela própria vítima.

    O caso veio à tona na manhã de sábado, quando a jovem se apresentou a uma delegacia e relatou que conheceu o homem durante a madrugada. Segundo o depoimento, ele a teria levado até o terraço do estabelecimento, onde a obrigou a praticar atos sexuais contra a sua vontade.

    A vítima foi encaminhada a um hospital, onde exames ginecológicos apontaram vestígios compatíveis com uma relação sexual violenta, reforçando o relato apresentado à polícia.

    As autoridades conseguiram identificar o suspeito após a jovem informar que havia trocado números de telefone com ele naquela noite. Com base nessa informação, a polícia localizou o homem, ouviu duas testemunhas e passou a analisar imagens de câmeras de segurança do local, segundo o jornal Le Parisien.

    O suspeito foi abordado na segunda-feira em sua residência, no departamento de Val-de-Marne. Ele possui antecedentes criminais por violência doméstica. Em depoimento, afirmou que, à época do crime anterior, estava desempregado e fora de controle, mas alegou que hoje tem uma vida estável, com dois filhos e um relacionamento tranquilo.

    O homem, que trabalha em uma empresa de gestão de imóveis e organiza reuniões de condomínio, não negou que houve relação sexual, mas sustentou que o ato foi consensual. Ele afirmou que estava com amigos quando conheceu a jovem.

    A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias do caso.
     
     

     

    Homem é acusado de agressão sexual em terraço de restaurante em Paris

  • Trump suspende tarifas contra Europa e diz que acordo com Groenlândia está encaminhado

    Trump suspende tarifas contra Europa e diz que acordo com Groenlândia está encaminhado

    Após descartar o uso da força, presidente dos EUA anuncia início de negociações com a Otan sobre a Groenlândia, suspende tarifas contra países europeus aliados da Dinamarca e mantém discurso de que a ilha é estratégica para a segurança americana no Ártico.

    (CBS NEWS) — Horas depois de afirmar que não abriria mão da Groenlândia, mas descartar o uso da força, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a abertura de negociações com a Otan sobre o território e suspendeu a imposição de tarifas contra países que defendem a soberania da Dinamarca sobre a região autônoma.

    Trump se reuniu no início da noite desta quarta-feira (21) com o secretário-geral da aliança militar ocidental, o holandês Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

    Mais cedo, em um discurso extenso no evento, o presidente havia declarado: “As pessoas acham que eu vou usar a força, mas eu não preciso usar a força. Eu não quero usar a força e não vou usá-la”. Na ocasião, acrescentou que buscava “negociações imediatas para discutir a aquisição da Groenlândia pelos Estados Unidos”.

    O encontro com Rutte foi breve e não houve declarações públicas conjuntas. Pouco depois, Trump se manifestou por meio da rede social Truth Social. “Definimos a estrutura de um futuro acordo em relação à Groenlândia e, na verdade, a toda a região do Ártico. Se essa solução se concretizar, será excelente para os EUA e para todas as nações da Otan. Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que entrariam em vigor em 1º de fevereiro”, escreveu.

    No sábado (17), Trump havia anunciado sobretaxas de 10% sobre importações provenientes da Dinamarca e de outros sete países europeus que apoiaram Copenhague, inclusive com o envio de pequenos contingentes militares para exercícios de defesa da ilha ártica. A União Europeia chegou a marcar uma reunião de emergência para esta quinta-feira (22) a fim de discutir possíveis retaliações, que agora podem ser revistas após o recuo americano.

    Ainda não há detalhes sobre o formato das negociações. Os Estados Unidos já mantêm a maior presença militar estrangeira na Groenlândia, com uma base remanescente da Guerra Fria destinada ao monitoramento de lançamentos de mísseis nucleares a partir do Ártico. Uma das hipóteses em discussão é a ampliação dessa presença, com base no tratado firmado com a Dinamarca em 1951, que permitiu a instalação de outras bases na ilha no passado.

    Durante o discurso em Davos, Trump voltou a classificar a Groenlândia como um ativo estratégico indispensável para a segurança dos EUA em um eventual conflito com Rússia ou China. “Qualquer guerra seria travada lá”, afirmou. Em tom irônico, disse ainda que “só pede um grande e belo pedaço de gelo”, alegando que os Estados Unidos deram muito à Otan ao longo dos anos sem receber o suficiente em troca.

    O chanceler dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, avaliou como positiva a decisão de Trump de descartar, ao menos por ora, o uso da força, mas ressaltou que “a ambição do presidente permanece intacta”.

    Trump também relembrou que os Estados Unidos ocuparam a Groenlândia em 1940, durante a invasão nazista da Dinamarca, devolvendo o território ao fim da Segunda Guerra Mundial. Chamou a decisão de “estúpida” e disse que o país europeu teria sido “ingrato”. Em 1946, Washington tentou comprar a ilha, mas a proposta foi rejeitada.

    Apesar de negar interesse nos recursos minerais da Groenlândia, que classificou como de difícil acesso, Trump voltou a afirmar que “nenhuma nação ou grupo de nações está em posição de garantir a segurança da ilha além dos Estados Unidos”, citando sua localização estratégica no Ártico.
     
     

    Trump suspende tarifas contra Europa e diz que acordo com Groenlândia está encaminhado

  • Brasileira acusada de matar a mulher do patrão fez postagens íntimas

    Brasileira acusada de matar a mulher do patrão fez postagens íntimas

    Imagens divulgadas pela promotoria no julgamento nos Estados Unidos mostram Juliana Peres Magalhães em clima de intimidade com Brendan Banfield, ex-agente do FBI e patrão da brasileira, semanas antes do assassinato de Christine Banfield, ocorrido em 2023, na Virgínia.

    O assassinato de Christine Banfield, ocorrido em fevereiro de 2023, está no centro de um julgamento que expôs detalhes íntimos e perturbadores da relação entre os acusados. A brasileira Juliana Peres Magalhães e o ex-agente do FBI Brendan Banfield são acusados de planejar a morte da esposa dele para manterem um relacionamento amoroso. Nesta semana, durante o julgamento na Virgínia, nos Estados Unidos, promotores apresentaram novas provas, incluindo fotos publicadas pela própria Juliana nas redes sociais antes do crime.

    As imagens mostram Juliana e Brendan em momentos de intimidade, como registros em uma banheira, aparentemente nus. Em uma das fotos, datada de 30 de dezembro de 2022, a brasileira cobre o rosto do amante com um emoji e escreve na legenda: “Aí gente, tô muito cu****. Apaixonadinha desde julho do ano passado”. Em outro registro semelhante, também feito em uma banheira, o rosto de Brendan aparece claramente. Não foi informado se as duas imagens foram feitas no mesmo dia.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Commonwealth of Virginia via Court TV  

    Outras publicações apresentadas à Justiça revelam ainda mais proximidade entre os dois. Na véspera do réveillon, Juliana postou a foto de uma mão sobre sua perna com a legenda “Meu ano novo”. Há também imagens dela em aulas de tiro, acompanhadas de comentários descontraídos, que chamaram a atenção da acusação por reforçarem o vínculo entre os dois antes do crime.

    Além das fotos retiradas do Instagram, a promotoria anexou ao processo provas materiais, como a faca usada no assassinato, o tênis de Juliana com manchas de sangue e registros detalhados da cena do crime.

    Segundo a investigação, Juliana foi presa ainda em 2023, acusada pela morte de Christine Banfield e de Joseph Ryan, um homem que acabou envolvido na trama. Meses depois, ela confessou à Justiça norte-americana que o plano teria sido arquitetado por Brendan, com o objetivo de eliminar a esposa e assumir o romance com a brasileira, que trabalhava como au pair na casa do casal.

    De acordo com o depoimento, os dois criaram estratégias para tentar despistar as autoridades. Uma delas teria sido a criação de um perfil falso em um aplicativo de relacionamentos, supostamente em nome de Christine, ligado a uma comunidade de fetiches sexuais. Usando essa conta, teriam atraído um homem até a residência para encenar uma fantasia de estupro, deixando a porta destrancada.

    Ainda segundo essa versão, após o homem chegar e violentar Christine, Brendan teria atirado nele e, em seguida, matado a própria esposa a facadas. Depois, ligou para a polícia e alegou que a mulher havia sido assassinada pelo invasor. A investigação, no entanto, apontou inconsistências na narrativa e levou à acusação formal do casal, que agora responde pelo crime.
     

     
     

    Brasileira acusada de matar a mulher do patrão fez postagens íntimas

  • Não quero usar a força, só quero a Groenlândia, diz Trump

    Não quero usar a força, só quero a Groenlândia, diz Trump

    Trump afirmou em Davos que pretende abrir negociações imediatas para assumir o controle da Groenlândia, considerada estratégica para a segurança dos EUA, voltou a criticar a Dinamarca e a Otan e negou intenção de usar força militar para tomar o território

    (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (21) que não quer usar a força para tomar a Groenlândia, mas começar negociações imediatas para ter a posse do território autônomo que a Dinamarca diz que não está à venda.

    Ele fez a afirmação no seu esperado discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça). Ele comentava sua investida sobre a ilha ártica, que novamente chamou de um ativo indispensável parar a segurança dos EUA em caso de um conflito com a Rússia ou a China. “Qualquer guerra seria travada lá”, disse.

    “Tudo o que eu peço é um pedaço de gelo. É bem menos do que recebemos ao longo dos anos. Nós demos à Otan muito, e não recebemos nada de volta”, disse Trump sobre a Otan, aliança militar ocidental criada pelos EUA em 1949, da qual a Dinamarca é membro fundador.

    O republicano lembrou que os EUA ocuparam a ilha quando os nazistas tomaram a Dinamarca, em 1940, devolvendo o território a Copenhague ao fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. “Foi estúpido”, disse Trump, dizendo que “a Dinamarca foi ingrata”.

    Em 1946, a Casa Branca tentou comprar a ilha, mas a proposta foi rejeitada pelos europeus. “Só queremos esse pedaço de gelo. Se vocês aceitarem, vamos gostar. Se não, vamos nos lembrar”, afirmou, depois de negar que a ação vise minar a Otan.

    Essa reportagem está sendo atualizada

    Não quero usar a força, só quero a Groenlândia, diz Trump

  • Dinamarca pede a funcionários do governo que desativem Bluetooth

    Dinamarca pede a funcionários do governo que desativem Bluetooth

    Governo orientou autoridades a desativar Bluetooth e evitar dispositivos sem fio por temor de ciberataques. Copenhague também defende presença permanente da Otan na Groenlândia diante das ameaças de anexação e de novas tarifas anunciadas por Donald Trump.

    A escalada das tensões entre os Estados Unidos e a Dinamarca em torno da Groenlândia levou o governo dinamarquês a adotar medidas preventivas na área de segurança digital. Segundo o jornal Le Parisien, autoridades do país orientaram integrantes das forças de segurança e funcionários de agências governamentais a desativarem o Bluetooth de celulares e evitarem o uso de fones sem fio, como AirPods, e outros dispositivos que utilizem essa tecnologia durante o exercício de suas funções.

    De acordo com a publicação, a recomendação foi reforçada por um comunicado do departamento de cibersegurança da polícia dinamarquesa, que pediu a desativação do Bluetooth em celulares, tablets, computadores e equipamentos similares, tanto no uso profissional quanto pessoal, até nova orientação. A medida reflete o receio de que autoridades possam ser alvo de ciberataques capazes de interceptar dados e comunicações sensíveis.

    Dinamarca defende presença da Otan na Groenlândia

    Nesta terça-feira (20), a primeira-ministra Mette Frederiksen afirmou que uma solução para a segurança da Groenlândia pode passar por uma presença permanente da Otan, nos moldes do que ocorre nos países bálticos. Segundo ela, Copenhague já apresentou esse pedido à aliança.

    “O que propusemos por meio da Otan é uma presença mais permanente na Groenlândia e em seu entorno”, declarou Frederiksen, após uma sessão de escrutínio parlamentar em Copenhague, em declarações citadas pela agência Ritzau.

    A proposta se inspira no modelo adotado no Mar Báltico, onde tropas da Otan estão permanentemente estacionadas na Estônia, Letônia e Lituânia, além de atuarem na vigilância marítima por meio da missão Baltic Sentinel. “Esse modelo pode ser transferido para a região do Ártico”, afirmou a premiê.

    Diante das pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para anexar a Groenlândia, o ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, e a ministra das Relações Exteriores do território autônomo, Vivian Motzfeldt, apresentaram ao secretário-geral da Otan, Mark Rutte, a proposta de uma missão de segurança no entorno da ilha.

    Frederiksen disse ainda que houve “uma resposta positiva” da Otan ao compromisso de reforçar a segurança na região. Ela mencionou também os exercícios militares “Resistência Ártica”, conduzidos pelas Forças Armadas dinamarquesas na Groenlândia com a participação de aliados europeus, ressaltando que as ações não representam uma reação contra os Estados Unidos e que houve “total transparência” com Washington.

    No sábado, Trump anunciou a intenção de impor tarifas de 10% a partir de fevereiro e de 25% a partir de junho sobre produtos de oito países europeus que se opõem ao controle americano da Groenlândia. A lista inclui Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia, além de Noruega e Reino Unido. Segundo o presidente americano, as tarifas permaneceriam em vigor até que fosse alcançado um acordo para a “compra total da Groenlândia” pelos Estados Unidos.

    Dinamarca pede a funcionários do governo que desativem Bluetooth