Categoria: MUNDO

  • UE exige que Rússia "cesse" ataques contra instalações nucleares

    UE exige que Rússia "cesse" ataques contra instalações nucleares

    A Comissão Europeia exigiu hoje que a Rússia “cesse imediatamente” os ataques contra instalações nucleares na Ucrânia, quando se assinalam 40 anos do desastre nuclear de Chernobyl.

    “Neste trágico aniversário, exigimos que a Rússia cesse imediatamente todos os ataques contra instalações nucleares na Ucrânia […]. A Rússia será responsabilizada por colocar em risco a segurança pública e deverá compensar os danos causados e devolver o controle total da usina nuclear de Zaporizhzhia à Ucrânia”, afirmou, em comunicado.

    Bruxelas destacou que os ataques sistemáticos de Moscou à infraestrutura energética da Ucrânia ameaçam o fornecimento estável de eletricidade, necessário para a operação segura das instalações nucleares.

    O executivo europeu também denunciou os “ataques implacáveis de Moscou” contra a estrutura construída para abrigar os destroços do reator que explodiu em 1986, em Chernobyl.

    Para a Comissão Europeia, esses ataques comprometem décadas de esforços internacionais e investimentos de 2,1 bilhões de euros para mitigar o impacto do desastre.

    Na sexta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou, no Chipre, que a Europa precisa reduzir sua “excessiva dependência” de combustíveis fósseis e promover fontes de energia limpa.

    A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.”

    UE exige que Rússia "cesse" ataques contra instalações nucleares

  • Vencedor do Nobel de Física diz que humanidade não deve durar nem 50 anos

    Vencedor do Nobel de Física diz que humanidade não deve durar nem 50 anos

    Durante entrevista ao site Live Science, concedida no último domingo (19), Gross afirmou que a humanidade pode enfrentar uma catástrofe existencial dentro de aproximadamente 35 anos. A análise do cientista está baseada principalmente na ameaça de uma guerra nuclear.

    O físico David Gross, laureado com o Prêmio Nobel de Física em 2004, fez um alerta preocupante sobre o futuro da humanidade. Segundo ele, existe um risco significativo de que a civilização humana não consiga sobreviver por mais meio século.

    Durante entrevista ao site Live Science, concedida no último domingo (19), Gross afirmou que a humanidade pode enfrentar uma catástrofe existencial dentro de aproximadamente 35 anos. A análise do cientista está baseada principalmente na ameaça de uma guerra nuclear. Ele declarou: “Atualmente, eu passo parte do meu tempo tentando dizer às pessoas que as chances de vocês viverem mais 50 anos são muito pequenas. Devido ao perigo de uma guerra nuclear, vocês têm cerca de 35 anos”.

    O comentário surgiu quando o físico foi questionado sobre a possibilidade de a física alcançar uma teoria unificada das forças fundamentais nas próximas décadas. Ao refletir sobre o tema, ele levantou uma dúvida mais ampla: se a humanidade estará presente para testemunhar esse avanço.

    Gross destacou que suas estimativas não são exatas, mas se baseiam em probabilidades. Ele relembrou que, mesmo após o fim da Guerra Fria — período em que ainda existiam acordos de controle de armas estratégicas —, havia uma estimativa de 1% de chance anual de uma guerra nuclear. Segundo ele, esse cenário se agravou nas últimas três décadas. “Não acho que seja uma estimativa rigorosa. Acho que as chances estão mais próximas de 2%. Isso significa uma chance de 1 em 50 a cada ano. A expectativa de vida, no caso de 2% ao ano, é de cerca de 35 anos”.

    A chamada Teoria Unificada das Forças busca integrar as quatro forças fundamentais da natureza — gravitacional, eletromagnética, nuclear forte e nuclear fraca — em um único modelo teórico. Conforme explica o CERN, o Modelo Padrão já unifica três dessas forças, mas ainda não incorpora a gravidade, que permanece como o principal desafio para uma teoria completa.

    Vencedor do Nobel de Física diz que humanidade não deve durar nem 50 anos

  • Centenas de bombeiros combatem incêndios florestais no norte do Japão

    Centenas de bombeiros combatem incêndios florestais no norte do Japão

    Centenas de bombeiros participavam hoje no combate a incêndios florestais no norte do Japão, onde as autoridades pediram a mais de 3.200 pessoas para abandonarem as casas, anunciaram fontes governamentais.

    “Os incêndios nas áreas montanhosas da região de Iwate já destruíram cerca de 700 hectares de floresta desde que começaram há três dias, informaram as autoridades locais em um comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

    Uma imensa coluna de fumaça, cujo cheiro podia ser sentido em um raio de 30 quilômetros, se elevava no vale próximo à cidade de Otsuchi, na região de Iwate.

    Enquanto dois helicópteros lançavam água sobre a floresta em chamas, vários caminhões de bombeiros tentavam proteger as casas próximas ao fogo, segundo a AFP.

    As autoridades informaram que pelo menos oito edifícios foram destruídos, mas que todos os moradores conseguiram sair a tempo.

    Cerca de dez helicópteros, 1.300 bombeiros e também as forças de autodefesa do Japão foram mobilizados hoje para combater os incêndios.

    “Estamos fazendo todos os esforços para extinguir” os focos de incêndio, afirmou um representante da prefeitura de Iwate à AFP.

    “No fim das contas, eu realmente espero que chova”, disse um morador de Otsuchi à emissora pública NHK.

    Invernos cada vez mais secos têm aumentado o risco de incêndios florestais no Japão.

    O maior incêndio registrado no Japão em mais de meio século ocorreu no início de 2025, na cidade de Ofunato, na mesma região de Iwate, e queimou 2.900 hectares.”

    Centenas de bombeiros combatem incêndios florestais no norte do Japão

  • Benjamin Netanyahu revela luta contra câncer da próstata: "Venci"

    Benjamin Netanyahu revela luta contra câncer da próstata: "Venci"

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tornou pública a sua batalha contra um câncer na próstata, no ano passado, revelando que conseguiu vencer esta batalha de saúde.

    “O primeiro-ministro de Israel revelou, nesta sexta-feira, que lutou secretamente contra um câncer de próstata há dois anos. A batalha, garante, foi vencida.

    Segundo detalha um relatório médico divulgado hoje pelo gabinete do primeiro-ministro, Netanyahu, de 76 anos, foi operado pela primeira vez de uma hiperplasia benigna da próstata em 29 de dezembro de 2024. Esse quadro clínico se refere ao aumento não canceroso da próstata, muito comum em homens acima dos 50 anos.

    O procedimento cirúrgico ocorreu no Centro Médico Hadassah, segundo o The Times of Israel, e foi bem-sucedido. No entanto, meses depois, exames complementares confirmaram a existência de um nódulo de cerca de 1 centímetro na próstata do israelense.

    Confirmou-se, então, que o governante sofria de câncer em estágio inicial, sem sinais de metástase. A batalha foi vencida com sucesso, segundo ele próprio detalhou em uma publicação feita nesta semana em suas redes sociais.

    Em uma postagem no X, o líder israelense afirmou ter solicitado o adiamento da divulgação do relatório por dois meses, “para que não fosse publicado no auge da guerra, a fim de não permitir que o regime terrorista iraniano espalhasse ainda mais propaganda falsa contra Israel”.

    “Há um ano e meio, passei por uma cirurgia bem-sucedida na próstata devido a um aumento benigno e, desde então, estou em acompanhamento médico de rotina. No último acompanhamento, foi detectado um pequeno ponto de menos de um centímetro na próstata. No exame, verificou-se que se tratava de um tumor maligno em estágio muito inicial, sem qualquer disseminação ou metástase”, afirmou Netanyahu, acrescentando que “Graças a Deus, estou com boa saúde”.

    Segundo ele, foram apresentadas duas opções: manter apenas o acompanhamento e conviver com o nódulo ou realizar o tratamento para remover o problema.

    “Vocês já me conhecem. Quando me dão informações em tempo sobre um possível perigo, eu quero tratá-lo imediatamente”, disse, em uma alusão também ao período de conflito vivido pelo país que lidera.

    “O ponto desapareceu completamente. Graças a Deus, venci isso também”, concluiu, fazendo um apelo para que todos os israelenses cuidem da própria saúde.”

    Benjamin Netanyahu revela luta contra câncer da próstata: "Venci"

  • EUA interceptam navio iraniano face a incerteza sobre negociações

    EUA interceptam navio iraniano face a incerteza sobre negociações

    O exército dos Estados Unidos (EUA) anunciaram a intercepção de uma embarcação de bandeira iraniana que tentava navegar até um porto no Irã, no âmbito do bloqueio naval ordenado pelo Presidente norte-americano Donald Trump.

    “O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), responsável pelo Oriente Médio, divulgou na sexta-feira, na rede social X, uma fotografia do contratorpedeiro de mísseis guiados USS Rafael Peralta interceptando o navio.

    Embora não existam números consolidados do Centcom, pelo menos 29 navios mercantes e petroleiros em trânsito para ou a partir de portos iranianos foram obrigados a parar, segundo a imprensa norte-americana, desde o início do bloqueio, em 13 de abril.

    Na quarta-feira, o Departamento de Defesa dos EUA anunciou a interceptação de um navio que transportava petróleo iraniano no oceano Índico, a segunda operação militar desse tipo realizada em um intervalo de uma semana.

    As forças norte-americanas também apreenderam um navio porta-contêineres no fim de semana passado.

    Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico da República Islâmica, apreendeu em 15 de abril dois navios no estreito de Ormuz por “operarem sem as autorizações necessárias”.

    O presidente dos EUA prorrogou indefinidamente o cessar-fogo com o Irã, que expirava na quarta-feira, para permitir negociações com a República Islâmica.

    Donald Trump assegurou, no entanto, que manterá o bloqueio naval imposto ao Irã, o que Teerã denunciou como uma violação da trégua, recusando, por isso, participar de uma nova rodada de negociações.

    O Departamento do Tesouro informou que o bloqueio portuário está afetando 90% do comércio marítimo que entra e sai do Irã.

    Segundo a Casa Branca, os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner vão viajar no sábado para o Paquistão para participar de uma nova rodada de negociações de paz com o Irã, anunciou a porta-voz do governo, Karoline Leavitt, na sexta-feira.

    No entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, afirmou na rede social X que, apesar de terem viajado na sexta-feira para o Paquistão, “não está prevista qualquer reunião bilateral” com os Estados Unidos.”

    EUA interceptam navio iraniano face a incerteza sobre negociações

  • Tribunal barra ordem de Trump que restringia pedidos de asilo na fronteira

    Tribunal barra ordem de Trump que restringia pedidos de asilo na fronteira

    Painel dividido de três juízes da Corte de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia, em Washington, decidiu nesta sexta-feira (24) que a lei migratória não autoriza a medida de Trump. A informação foi publicada pela CBS News.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos bloqueou uma medida do presidente Donald Trump que suspendia pedidos de asilo para migrantes que cruzassem ilegalmente a fronteira com o México.

    Painel dividido de três juízes da Corte de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia, em Washington, decidiu nesta sexta-feira (24) que a lei migratória não autoriza a medida de Trump. A informação foi publicada pela CBS News.

    A maioria entendeu que o presidente não pode criar novos procedimentos de remoção sumária nem suspender o direito de pedir asilo previsto em lei federal. “Concluímos que o texto, a estrutura e a história da Lei de Imigração e Nacionalidade deixam claro que, ao fornecer poder para suspender a entrada por proclamação presidencial, o Congresso não pretendeu conceder ao Executivo a ampla autoridade de remoção que ele afirma ter”, escreveu a juíza J. Michelle Childs.

    Childs também afirmou que a proclamação e a orientação do governo violam regras existentes ao contornar os ritos de deportação previstos na legislação. “A Proclamação e a Orientação são, portanto, ilegais na medida em que contornam os procedimentos de remoção da INA (sigla em inglês, Lei de Imigração e Nacionalidade) e deixam de lado leis federais que garantem às pessoas o direito de solicitar e ter seu pedido de asilo analisado, ou de obter proteção contra remoção”, acrescentou.

    O juiz Justin Walker concordou que o Executivo não pode retirar de migrantes o acesso a procedimentos que os protegem de voltar a países onde poderiam ser perseguidos ou torturados, mas divergiu em parte. Ele disse que estaria dentro da discricionariedade do presidente negar todos os pedidos de asilo, segundo o relato da CBS News.

    Para a ACLU, que contestou a política na Justiça, a decisão pode evitar que pessoas em risco sejam devolvidas sem análise do caso. “[A decisão] pode potencialmente salvar a vida de milhares de pessoas que fogem de grave perigo e que foram privadas até mesmo de uma audiência sob a proibição horrível de asilo do governo Trump”, disse o advogado Lee Gelernt, em comunicado.

    O QUE A DECISÃO IMPEDE E QUAIS OS PRÓXIMOS PASSOS

    A decisão afirma que a lei não permite remoções por procedimentos criados pelo governo e nem a suspensão do direito de pedir asilo. “A INA não permite que o presidente remova os autores da ação por procedimentos sumários de remoção criados por ele. Também não permite que o Executivo suspenda o direito de solicitar asilo, negue acesso à proteção contra remoção prevista na INA ou reduza procedimentos obrigatórios para avaliar pedidos ligados à Convenção contra a Tortura”, escreveu Childs.

    Segundo a maioria, barrar pedidos de asilo de pessoas já em território americano conflita com a própria lei. “Ao contrário, impedir que estrangeiros que estão fisicamente presentes nos Estados Unidos solicitem asilo e, se demonstrarem por lei que são elegíveis, tenham seus pedidos considerados, não é compatível com o estatuto”, afirmou a juíza.

    Childs disse que mudanças nesse sistema precisam passar pelo Congresso, e não por ato do Executivo. “Se o governo quiser modificar esse sistema cuidadosamente estruturado e complexo, precisa apresentar esses argumentos ao único poder capaz de alterar a INA: o Congresso”, escreveu.

    O governo Trump ainda pode pedir que o caso seja reavaliado pelo plenário do próprio tribunal ou recorrer à Suprema Corte. A disputa é uma de várias frentes judiciais que atingem a agenda migratória de Trump no segundo mandato, que inclui a promessa de deportações em massa.

    O processo começou em fevereiro de 2025, quando entidades de defesa de imigrantes acionaram a Justiça contra a tentativa de fechar a via do asilo na fronteira. Em julho, o juiz federal Randolph Moss certificou uma ação coletiva e concluiu que nem a lei migratória nem a Constituição dão ao presidente a “autoridade abrangente” alegada na proclamação, conforme a CBS News.

    Tribunal barra ordem de Trump que restringia pedidos de asilo na fronteira

  • Petro faz 1ª visita de um chefe de Estado à Venezuela após queda de Maduro

    Petro faz 1ª visita de um chefe de Estado à Venezuela após queda de Maduro

    A ida de Petro trata-se da primeira visita oficial de um chefe de Estado à Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro. Petro, que era um aliado de Maduro, condenou as operações militares em território venezuelano e classificou inicialmente a captura como um sequestro.

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, chegou nesta sexta-feira (24) à Venezuela para um encontro bilateral com a líder do regime, Delcy Rodríguez. O foco previsto do encontro é segurança fronteiriça e cooperação energética. Os dois se reuniram no Palácio de Miraflores, sede do regime, em Caracas.

    A ida de Petro trata-se da primeira visita oficial de um chefe de Estado à Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro. Petro, que era um aliado de Maduro, condenou as operações militares em território venezuelano e classificou inicialmente a captura como um sequestro.

    Tutelada pela Casa Branca, Delcy retomou as relações diplomáticas com Washington e tem impulsionado reformas com o objetivo de facilitar o investimento privado e estrangeiro em petróleo, gás e mineração. Colômbia e Venezuela têm projetos pendentes de venda de gás e de interconexão elétrica.

    O presidente colombiano e a delegação que o acompanha foram recebidos pelo chanceler venezuelano, Yván Gil. Uma reunião anterior entre Petro e Delcy estava prevista para meados de março no lado colombiano da fronteira, mas foi cancelada de última hora por alegados motivos de segurança. Pouco depois, uma delegação de alto nível da Colômbia viajou a Caracas.

    Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia, visitou a Venezuela pela última vez em abril de 2024. Os países compartilham uma porosa fronteira de 2.200 km onde grupos armados competem pelo controle dos lucros do narcotráfico, da mineração ilegal e do contrabando de mercadorias e pessoas.

    Durante a viagem do presidente colombiano, seu país viveu mais um dia de violência política. A explosão de um possível carro-bomba atingiu o entorno de um batalhão na cidade de Cali. Informações preliminares falam em um ferido.

    O atentado ocorre há um mês das eleições presidenciais no país, quando o sucessor de Petro será escolhido. O candidato da esquerda, Iván Cepeda lidera as intenções de voto para o primeiro turno nas pesquisas mais recentes, seguido do direitista Abelardo de la Espriella.

    Petro faz 1ª visita de um chefe de Estado à Venezuela após queda de Maduro

  • EUA e Irã devem retomar negociação de paz no Paquistão

    EUA e Irã devem retomar negociação de paz no Paquistão

    Nesta sexta-feira (24), o chanceler da teocracia, Abbas Araghchi, anunciou que irá ao Paquistão. Segundo a mídia estatal iraniana, ele não iria se encontrar com representantes americanos, e sim apresentar as propostas de Teerã para os anfitriões, que então as repassariam a Washington.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – As negociações entre o Irã e os Estados Unidos deverão recomeçar neste sábado (25), após uma semana de intenso vaivém diplomático para achar uma solução para o conflito entre os rivais. Até o formato das conversas é objeto de disputa.

    Nesta sexta-feira (24), o chanceler da teocracia, Abbas Araghchi, anunciou que irá ao Paquistão. Segundo a mídia estatal iraniana, ele não iria se encontrar com representantes americanos, e sim apresentar as propostas de Teerã para os anfitriões, que então as repassariam a Washington.

    Poucas horas depois, integrantes do governo americano informaram a diversos veículos que dois negociadores estavam a caminho de Islamabad, Steve Witkoff e o genro presidencial Jared Kushner, que cuida dos interesses empresariais do sogro mesmo sem ter cargo oficial.

    Ficou de fora, provavelmente por dificuldades no arranjo de segurança em cima da hora, o vice-presidente J. D. Vance, que Trump havia anunciado ao longo da semana como pronto para voar ao Paquistão. Ele comandou, ao lado de Witkoff e Kushner, a rodada fracassada de conversas entre os rivais há duas semanas em Islamabad.

    Araghchi disse no X que irá também a Omã, país que mediava as conversas com Washington antes da guerra e acabou sendo alvo de retaliação iraniana durante o conflito, apesar de Teerã dizer que não tinha intenção de atacar. Depois, voará para a Rússia, onde tem em Vladimir Putin um aliado.

    Na terça (21), Trump adiou por tempo indefinido a trégua que havia estabelecido no dia 7 passado com o Irã, após cinco semanas de ataques americanos e israelenses ao regime islâmico. As conversas iniciais em Islamabad se deram logo em seguida.

    A prioridade de Trump, entre tantas anunciadas ao longo da guerra, era a reabertura do estreito de Hormuz, vital para o mercado de energia do planeta. O trânsito de petroleiros e de outros navios havia caído a 10% do usual com o conflito.

    O Irã manteve o controle, minando parte da região para obrigar o estabelecimento de uma rota por suas águas, com pedágio para embarcações.

    O americano buscou combater isso com um bloqueio próprio, contra navios indo e vindo de portos do Irã. Com isso, Teerã rejeitou a ideia de negociar. Trump desistiu de retomar a guerra, o que deveria ocorrer com o fim do cessar-fogo na terça, mas manteve o embargo.

    Com isso, o Irã se apegou ao que chama de violação de trégua para rejeitar negociações diretas. Resta agora saber se haverá encontro direto entre Araghchi e os americanos, ou uma repetição do modelo das negociações sob a mediação do Omã, quando os times passavam mensagens em salas separadas por meio de terceiro.

    Em entrevista sobre o conflito, o secretário Pete Hegseth (Defesa) apenas disse que “o Irã sabe que ainda tem uma janela aberta para escolher sabiamente à mesa de negociações”. “Tudo o que eles precisam fazer é abandonar [o desejo de ter] uma arma nuclear de forma séria e verificável”, disse.

    Hegseth insiste em que a entrada e saída de Hormuz estão sob controle americano, e diz que o bloqueio se estende a qualquer ponto dos oceanos. Na quinta, os EUA anunciaram ter abordado um navio com petróleo iraniano sob sanção no oceano Índico, um dia após o Irã apreender dois cargueiros perto de sua costa.

    A questão do programa nuclear iraniano é o “casus belli” mais citado neste conflito. Em 2018, Trump abandonou um arranjo em que Teerã renunciava à bomba. O acordo limitava as capacidades de enriquecimento de urânio por 15 anos sob supervisão da ONU.

    Os EUA alegaram que o Irã podia violar a qualquer momento o acordo. Agora, pelos termos que transpareceram das conversas de antes e depois da guerra, podem acabar aceitando algo semelhante. Teerã quer em troca o fim de sanções econômicas, como no acerto de 2015.

    A complicação é Hormuz, que não estava à mesa antes. O Irã quer manter o pedágio e o controle, algo rejeitado por americanos e aliados árabes dos EUA. Uma solução intermediária poderá ser uma cobrança dupla, da teocracia e também de Omã, que fica na margem sul do estreito, mas os países do golfo Pérsico são contrários.

    Há diversos outros itens, como a eventual reparação pela destruição da guerra e o programa de mísseis de Teerã. Mesmo tendo seu governo decapitado e as Forças Armadas fortemente afetadas pelos bombardeios, a teocracia manteve capacidade de lançar drones e mísseis contra Israel e os vizinhos árabes.

    EUA e Irã devem retomar negociação de paz no Paquistão

  • Rússia ameaça com resposta dura a novo pacote de sanções europeu

    Rússia ameaça com resposta dura a novo pacote de sanções europeu

    A Rússia ameaçou hoje usar uma resposta dura ao 20.º pacote de sanções da União Europeia (UE) contra Moscou, anunciado pelo bloco dos 27 na quinta-feira devido à invasão russa da Ucrânia.

    Vamos tomar medidas de retaliação. Serão duras”, declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, sem detalhar as ameaças, afirmando apenas que elas “serão desenvolvidas e implementadas” de acordo com os interesses de Moscou, segundo a agência de notícias Interfax.

    A porta-voz disse que Moscou “condena veementemente quaisquer medidas unilaterais ilegítimas e coercitivas” e que “cada vez mais países compartilham e apoiam essa posição”.

    Maria Zakharova também criticou o mais recente pacote de sanções da União Europeia como uma “ameaça à segurança alimentar”, além de prejudicar a segurança energética.

    “Os mesmos países que defendem com mais veemência a segurança alimentar estão tomando medidas para minar a segurança alimentar em nível global”, afirmou.

    A União Europeia aprovou na quinta-feira, durante uma cúpula informal dos chefes de Estado e de governo do bloco em Chipre, um novo pacote de sanções contra a Rússia, além de um empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia, após a retirada dos vetos da Hungria e da Eslováquia, que vinham atrasando essas medidas.

    O 20º pacote de sanções inclui a proibição de serviços marítimos para petroleiros russos e restrições a mais empresas de energia e bancos da Rússia, além de medidas para impedir a entrada de produtos sensíveis no país.

    A Comissão Europeia havia proposto originalmente essas medidas restritivas em 6 de fevereiro, com o objetivo de alcançar um acordo entre os 27 países antes do quarto aniversário da invasão russa, iniciada em 24 de fevereiro de 2022.

    Autoridades das instituições europeias chegaram a viajar a Kiev por ocasião da data, mas o anúncio do novo apoio à Ucrânia e da atualização das sanções contra a Rússia precisou ser adiado devido aos vetos de Budapeste e Bratislava.

    Rússia ameaça com resposta dura a novo pacote de sanções europeu

  • Vídeo: Tornado em Oklahoma faz 10 feridos e destrói 40 casas.

    Vídeo: Tornado em Oklahoma faz 10 feridos e destrói 40 casas.

    Foram registados tornados nas últimas horas em, pelo menos, três estados, mas no Oklahoma o fenómeno fez pelo menos dez feridos. Não há registos de mortes, mas na cidade de Enid cerca de 40 casas ficaram danificadas. Veja abaixo as imagens.

    De acordo com a imprensa norte-americana, uma das regiões mais afetadas foi a cidade de Enid, onde cerca de 40 casas ficaram danificadas.

    Além das residências, algumas infraestruturas também sofreram danos, como postes de energia que foram derrubados pela força dos ventos que acompanharam o tornado — o que provocou interrupções no fornecimento de eletricidade na região. Estradas foram interditadas enquanto equipes de emergência iniciavam a retirada dos destroços das vias.

    Enid, a cidade mais afetada, fica a cerca de 105 quilômetros da cidade de Oklahoma e tem aproximadamente 50 mil habitantes.

    O prefeito da cidade, David Mason, afirmou estar “muito agradecido” por os dados mais recentes indicarem “apenas” danos materiais em casas e “ferimentos leves” em algumas pessoas. Ele também alertou a população para seguir rigorosamente as orientações dos serviços de emergência mobilizados.

    Um dos moradores da cidade, Justin Parrish, falou à NBC News sobre o ocorrido e disse que foi surpreendido pela dimensão do tornado. “Estava tudo calmo e, de repente, saí lá fora e fiquei em choque”, afirmou, referindo-se ao momento em que viu o fenômeno, que não atingiu a área onde ele trabalha.

    Chance Jones, baterista da banda de rock Hinder, também registrou um vídeo do momento e contou que estava saindo do hotel onde se hospedava quando viu o tornado: “Estávamos prestes a entrar no ônibus. Foi algo surreal”.

     
     
     

     
     
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    Vale destacar que essa não foi a única região dos Estados Unidos a registrar tornados. Na quinta-feira, além de Oklahoma, também houve ocorrências nos estados de Iowa e Kansas.

    Vídeo: Tornado em Oklahoma faz 10 feridos e destrói 40 casas.