Categoria: MUNDO

  • OTAN intercepta míssil iraniano no espaço aéreo turco

    OTAN intercepta míssil iraniano no espaço aéreo turco

    As defesas aéreas da OTAN na Turquia interceptaram hoje um míssil balístico iraniano sobre o Mediterrâneo Oriental, tendo destroços da munição antiaérea caído no sul do país sem causar vítimas, informou o Governo turco.

    Segundo comunicado do Ministério da Defesa da Turquia, o míssil foi disparado do Irã e atravessou o Iraque e a Síria antes de se dirigir ao espaço aéreo turco, tendo sido neutralizado por sistemas de defesa aérea e antimísseis da NATO posicionados na região.

    Um fragmento do projétil caiu no município de Dortyol, na província mediterrânea de Hatay, acrescentou o ministério.

    A Aliança Atlântica já se manifestou, condenando o lançamento do míssil iraniano interceptado no espaço aéreo da Turquia.

    “A NATO é solidária com todos os seus aliados, incluindo a Turquia, enquanto o Irã continua seus ataques indiscriminados em toda a região”, afirmou a porta-voz da organização, Allison Hart.

    Este foi o primeiro incidente registrado em território turco — país membro da NATO — desde o início dos ataques aéreos lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã no sábado.

    O Ministério da Defesa turco não informou qual seria o alvo do míssil iraniano, mas a trajetória do projétil é compatível com um disparo a partir do oeste do Irã em direção à Base Aérea de Incirlik, próxima a Adana, no sul da Turquia, segundo a agência espanhola EFE.

    A base de Incirlik é um dos principais pontos de apoio das forças da NATO no país e também abriga unidades militares norte-americanas.

    Na segunda-feira, a presidência turca havia desmentido rumores divulgados nas redes sociais sobre um suposto ataque iraniano à base de Incirlik, destacando que a Turquia não faz parte do conflito em curso com o Irã.

     

    OTAN intercepta míssil iraniano no espaço aéreo turco

  • Vaticano adverte contra “culto ao corpo” da cirurgia plástica

    Vaticano adverte contra “culto ao corpo” da cirurgia plástica

    Alerta foi feito pela Comissão Teológica Internacional do Vaticano

    Em novo texto aprovado pelo papa Leão XIV, uma importante comissão do Vaticano alertou 1,4 bilhão de católicos do mundo contra o uso da cirurgia plástica, dizendo que ela pode levar a um “culto ao corpo” e a uma busca irrealista por um corpo perfeito.

    “Os avanços na cirurgia plástica oferecem ferramentas que mudam significativamente a relação com a própria corporeidade”, afirma o documento.

    “Segue-se um ‘culto ao corpo’ generalizado, que tende a uma busca frenética pela figura perfeita, sempre em forma, jovem e bonita.””Jesus continuará a amar você à medida que envelhece, mesmo que tenha algumas rugas no rosto, diz ainda o documento do Vaticano divulgado nesta quarta-feira (4).

    A Igreja Católica ensina que o corpo humano é feito à imagem de Deus. Embora a Igreja não proíba a cirurgia plástica, ela afirma que os católicos não devem se submeter a procedimentos apenas para satisfazer sua vaidade.

    A nova advertência veio em carta da Comissão Teológica Internacional do Vaticano, que aconselha o papa sobre questões doutrinárias enfrentadas pela Igreja.

    A comissão alertou contra a cirurgia plástica como parte de uma longa reflexão sobre procedimentos que utilizam tecnologia para promover o avanço da humanidade.

    Também advertiu contra um futuro em que a inteligência artificial “corre o risco de escapar ao controle da razão humana” e em que os seres humanos podem optar por implantes mecânicos para se tornarem semelhantes a “ciborgues”.

    A cirurgia estética pode levar a uma atitude de mudar seu corpo “de acordo com o gosto do momento”, adverte o texto.

    “Surge uma situação curiosa: o corpo ideal é exaltado enquanto o corpo real não é verdadeiramente amado, pois é fonte de limites, fadiga, envelhecimento”, acrescentou.

    Vaticano adverte contra “culto ao corpo” da cirurgia plástica

  • Irã desafia Trump e diz que controla o estreito de Hormuz

    Irã desafia Trump e diz que controla o estreito de Hormuz

    Guarda Revolucionária faz anúncio horas depois de o americano dizer que poderia enviar Marinha para escoltar petroleiros; submarino dos EUA afunda navio de guerra do Irã a mais de 3.500 km da região da guerra, perto de Sri Lanka

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Horas depois de o presidente Donald Trump dizer que poderia enviar a Marinha para escoltar petroleiros pelo estreito de Hormuz, a Guarda Revolucionária do Irã dobrou a aposta com o americano e disse que o país controla a passagem de 20% do petróleo e gás do mundo.

    “Atualmente, o estreito de Hormuz está sob controle total da Marinha da República Islâmica”, disse nesta quarta-feira (4) segundo a agência Fars Mohamad Akbarzadeh, das forças navais da Guarda -o principal entre militar iraniano tem unidades terrestres, aéreas e marítimas próprias.

    Após a fala de Trump, durante entrevista, o chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, Brad Cooper, questionou o Irã. “Hoje, não há um único navio iraniano navegando no golfo Pérsico, no estreito de Hormuz ou no golfo de Omã”, afirmou em vídeo publicado no X.

    Com a provocação desta manhã, o Irã parece confiante em testar a disposição americana de se expor no estreito, que tem meros 33 km de largura no ponto em que a teocracia fica mais próxima de Omã. Nos últimos anos, os iranianos militarizaram fortemente a região, com 16 bases navais e aéreas, navios, minas e drones.

    Ocorre que pode ser só um blefe. Imagens mostram que vários navios iranianos foram atingidos na campanha iniciada pelos EUA e por Israel no sábado (28), inclusive a nau capitânia do país, o Shahid Bagheri -um navio de transporte adaptado para lançar drones e carregar helicópteros que entrou em operação no ano passado.

    É bastante provável que os EUA tenham de fato afundado 17 navios, mas isso não esgota a capacidade de interdição iraniana na região: há bases fixas de lançamento de mísseis antinavio com alcance de 300 km na região que podem ter sido destruídas, mas o país se mostrou eficaz em esconder lançadores móveis. E há o risco de minas e drones.

    Os países da região e as empresas de transporte não querem pagar para ver por enquanto. Maior produtor de gás natural liquefeito do mundo, o Qatar paralisou sua indústria, o mesmo que o Iraque deve fazer com a de petróleo.

    No site de monitoramento marítimo Marine Traffic, não há trânsito comercial na faixa de transporte do estreito, que fica no seu centro e tem 3 km de largura na ida e na volta. Centenas de navios lançaram âncora nos golfos Pérsico e de Omã, que são ligados pelo canal. Já belonaves só aparecem se ligarem seus rastreadores, o que não acontece na guerra.

    A estratégia iraniana de apostar na dúvida é fazer os americanos exporem seus navios de guerra na região. Nos quase dois anos de campanha no mar Vermelho contra os rebeldes houthis pró-Irã no Iêmen, que buscava justamente garantir escolta a navios mercantes, os EUA e aliados não conseguiram suprimir todas as capacidades rivais.

    Isso foi a alto custo, com cerca de US$ 1 bilhão em munição contra drones e mísseis gastos no primeiro ano do conflito, segundo o único balanço disponível. Nenhum navio de guerra foi afundado, mas foram perdidos petroleiros e até um caça F/A-18 acabou abatido por fogo amigo.

    Teerã também sabe que cada dia de impasse em Hormuz joga a seu favor, empurrando os preços do barril de petróleo para cima e ameaçando uma repercussão inflacionária pelo mundo que pressionará politicamente Trump.

    Na terça (3), ele deu de ombros e afirmou que a agitação no mercado é temporária e natural. Em seu favor, há a abundância do petróleo no mundo. Nesta manhã de quarta, o preço referencial do barril chegou a US$ 84, o maior desde julho de 2024, mas longe do patamar de US$ 130 de conflitos anteriores.

    É um teste para ver quem pisca primeiro, mas os americanos sabem que podem não ter anulado completamente as capacidades iranianas no estreito, restando ver se Trump terá de mostrar suas cartas.

    Antes da guerra, segundo o Balanço Militar 2026 do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (Londres), o Irã tinha uma Marinha com 70 embarcações costeiras, 9 delas corvetas, e 18 submarinos diesel-elétricos, entre outros ativos. Já a Guarda Revolucionária operava 133 navios de costa de pequeno porte.

    Em episódio correlato e que demonstra o espraiamento do conflito, um navio de guerra iraniano foi afundado perto da costa de Sri Lanka, a mais de 3.500 km do estreito de Hormuz. Segundo o governo local, ao menos 101 pessoas estão desaparecidas e 78 foram resgatadas, com diversos corpos flutuando no Índico.

    A embarcação foi alvejada, segundo informações iniciais não confirmadas, por um submarino, mas não há clareza sobre o episódio ainda.

    Irã desafia Trump e diz que controla o estreito de Hormuz

  • Estamos na mesma página sobre Irã, diz premiê da Alemanha ao lado de Trump

    Estamos na mesma página sobre Irã, diz premiê da Alemanha ao lado de Trump

    “Vamos falar sobre o dia seguinte, se o [atual regime] cair”, disse Merz, que também detalhou que a alta do petróleo por causa do início da guerra está prejudicando a economia global e é um dos motivo para tentar encerrar o conflito rapidamente. “Esperamos que o exército americano e israelense estejam fazendo a coisa certa para levar esta guerra a um fim e ter um novo governo que leve liberdade e paz.”

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Em reunião bilateral com Donald Trump, o premiê alemão Friedrich Merz afirmou que concorda com o americano para “afastar esse regime terrível do Irã”. O terceiro encontro entre os chefes de estado aconteceu na manhã desta terça-feira (3), na Casa Branca.

    “Vamos falar sobre o dia seguinte, se o [atual regime] cair”, disse Merz, que também detalhou que a alta do petróleo por causa do início da guerra está prejudicando a economia global e é um dos motivo para tentar encerrar o conflito rapidamente. “Esperamos que o exército americano e israelense estejam fazendo a coisa certa para levar esta guerra a um fim e ter um novo governo que leve liberdade e paz.”

    A fala de Merz acontece em meio as alegações do governo Trump que alega ter feito a parte deles e que, agora, agora é responsabilidaded dos iranianos assumirem o controle do país. Ao lado do alemão, o republicano disse que os iranianos que os EUA tinham em mente para liderar país no pós-guerra estão mortos.

    No início da reunião, Trump elogiou o alemão e disse que eles já conversaram “um pouco sobre o Irã”. “Ele tem nos ajudado e sido muito legal, na verdade. Por isso, é uma grande honra ter você aqui.”
    O republicano aproveitou para falar sobre a situação da guerra contra o país persa. “Eles [Irã] não têm marinha, pois foi destruída. Não tem forças aéreas, pois foram derrubadas. Não tem detectores aéreos e nem radares. Tudo tem sido derrubado. Estamos indo muito bem.”

    Questionado sobre o papel da Alemanha em meio aos bombardeios, Trump disse que o país está autorizando as tropas americanas a “aterrisar em algumas áreas, o que tem deixado as coisas mais confortáveis”. “Não estamos pedindo para que coloquem as botas no chão [termo que se refere à presença física de tropas] e nem nada do tipo”.

    Sobre o chanceler, ele voltou a elogiá-lo na condução do mandato e relembrou as diferenças com a ex-primeira-ministra Angela Merkel. “Eu disse a ela que estava destruindo o país com os imigrantes e a energia. Agora, temos um homem sentado ao meu lado que é o oposto dela em imigração e em relação a energia.”

    Antes de embarcar para Washington, o premiê já tinha defendido os ataques ao Irã e demonstrou apoio aos EUA e Israel. “Agora não é o momento de dar lições aos nossos parceiros e aliados. Apesar de todas as dúvidas, compartilhamos muitos dos seus objetivos”, disse ele no domingo (1º), em entrevista a jornalistas.

    Ele citou legitimidade dos ataques e condenou o regime iraniano. “Vemos o dilema de que as medidas e etapas jurídicas internacionais, que temos tentado repetidamente nas últimas décadas, são obviamente ineficazes contra um regime que está se armando com armas nucleares e oprimindo brutalmente seu próprio povo”, disse Merz.

    “O regime dos aiatolás é um regime terrorista, responsável pela opressão do povo iraniano há décadas”, afirmou o chanceler, que completou: “Com os EUA e Israel, compartilhamos o interesse de que o terrorismo desses regimes cesse.”

    Além das questões relacionadas a guerra no Irã, Merz afirmou, em entrevistas a jornalistas no Salão Oval, que precisa discutir com o republicano sobre as questões tarifárias impostas à Alemanha. E também sobre a guerra da Ucrânia.

    “Tem muitos caras do mal neste mundo, na verdade, e isso é um problema que temos que discutir. Todos nós queremos ver essa guerra sendo encerrada o quanto antes, mas a Ucrânia precisa preservar o seu território.” Após o encontro no Salão Oval, Trump e Merz devem almoçar juntos na Casa Branca.

    TRUMP CRITICA REINO UNIDO E ENCERRA ACORDO COM ESPANHA

    Durante evento ao lado de Merz, Trump criticou a postura do Reino Unido e da Espanha em meio a guerra com Irã. A irritação de Trump acontece após o primeiro-ministro britânico Keir Starmer ter anunciado no domingo (1º) que permitiria que os Estados Unidos usassem bases militares de seu país para o Irã, mas reafirmou que não participaria “de ações ofensivas” contra o país persa.

    No Salão Oval, Trump disse que não está contente com os britânicos. “Levamos três, quatro dias para resolver onde poderíamos pousar ali. Teria sido muito mais conveniente aterrissar lá [nas bases britânicas], em vez de voar muitas horas extras. Então, estamos muito surpresos. Não estamos lidando com Winston Churchill.”

    Já a situação da Espanha parece ainda pior. Isso porque o país negou a Washington o acesso a suas bases aéreas para “qualquer coisa que não esteja incluída em tratados ou fora da Carta da ONU”, segundo a imprensa espanhola. Em retaliação, Trump disse que a Espanha “tem sido terrível” e que vai “cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada com a Espanha”, afirmou o presidente americano.

    Estamos na mesma página sobre Irã, diz premiê da Alemanha ao lado de Trump

  • Israel amplia invasão do Líbano, e 30 mil são forçados a deixar suas casas

    Israel amplia invasão do Líbano, e 30 mil são forçados a deixar suas casas

    Israel já ocupava cinco localidades no território libanês desde novembro de 2024, quando um cessar-fogo interrompeu o conflito com a milícia libanesa no contexto da guerra na Faixa de Gaza.

    VICTOR LACOMBE
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Soldados israelenses ocuparam novas posições no Líbano nesta terça-feira (3), ampliando a invasão terrestre do país vizinho em uma tentativa de conter novos ataques do Hezbollah. I

    Israel já ocupava cinco localidades no território libanês desde novembro de 2024, quando um cessar-fogo interrompeu o conflito com a milícia libanesa no contexto da guerra na Faixa de Gaza.
    “Atingiremos o Hezbollah com ainda mais força”, disse o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, enquanto o ministro de Defesa, Israel Katz, afirmou que as tropas israelenses avançaram e assumiram o controle de “posições estratégicas adicionais no Líbano”. O Exército havia dito pouco antes que seus soldados estão posicionados em “vários pontos” do sul libanês -região próxima da fronteira do país com Israel.

    Também nesta terça, a Força Aérea israelense disse ter realizado ataques contra lideranças do Hezbollah em Beirute, e o grupo armado afirmou ter bombardeado posições militares de Israel.

    O Exército israelense ainda afirmou, na tarde de terça, ter matado o comandante no Líbano da Força Quds, da Guarda Revolucionária do Irã. Daoud Ali Zadeh foi atingido em um ataque a Teerã, segundo as Forças Armadas de Israel.

    A brigada Quds é responsável por missões no exterior e tem como finalidade apoiar grupos ideologicamente próximos do regime iraniano. Em solo libanês, apoiam o grupo extremista Hezbollah.

    A milícia aliada a Teerã entrou na guerra entre Estados Unidos, Israel e o Irã no domingo (1º), lançando foguetes contra Israel e abrindo uma nova frente do conflito, que se espalha pelo Oriente Médio. Em resposta, bombardeios israelenses mataram pelo menos 40 pessoas desde a segunda (2), de acordo com Beirute, incluindo sete crianças.

    Segundo a ONU, pelo menos 30 mil libaneses tiveram que deixar suas casas desde o início da guerra no sábado (28). Eles foram recebidos em abrigos das Nações Unidas no Líbano, mas o número real de deslocados deve ser maior, segundo o porta-voz do Acnur, a agência da ONU para refugiados, Babar Baloch.

    “Muitas pessoas dormiram em seus carros, em acostamentos nas estradas, ou estão presas em engarrafamentos neste momento”, afirmou. Baloch disse que a Acnur e o governo libanês estão operando 21 abrigos no momento.

    As Forças Armadas libanesas se retiraram de posições próximas à fronteira em uma tentativa de evitar confrontos com os israelenses, disse à agência de notícias Reuters uma alta autoridade do governo libanês.

    Desde a derrota do Hezbollah na guerra com Israel em 2024, o Exército do Líbano tenta exercer controle militar sobre a região fronteiriça, historicamente utilizada pela milícia pró-Irã para realizar ataques contra Israel.

    O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou na segunda que não tinha dado ordens para atacar Israel, que não apoiava essas ações e que estava disposto a negociar com o país vizinho. Salam também baniu todas as atividades militares do Hezbollah e exigiu o desarmamento do grupo, que opera como um poder paralelo no país e já foi mais poderoso militarmente do que o governo em Beirute.

    O Oriente Médio está em guerra desde que os EUA e Israel bombardearam o Irã no sábado (28), matando, entre outros, o líder supremo da república islâmica, Ali Khamenei.

    Até aqui, ataques americanos e israelenses mataram pelo menos 787 pessoas no Irã, incluindo 153 mortos em um bombardeio contra uma escola de meninas, de acordo com o Crescente Vermelho. Ataques iranianos, por sua vez, mataram 10 em Israel e seis militares americanos em bases na região.

    Israel amplia invasão do Líbano, e 30 mil são forçados a deixar suas casas

  • Equipe da CNN Turca é presa após filmar mísseis em Israel; vídeo

    Equipe da CNN Turca é presa após filmar mísseis em Israel; vídeo

    Após o Irã lançar um ataque com mísseis contra Tel Aviv, o repórter Emrah Çakmak e o cinegrafista Halil Kahraman entraram ao vivo diante de um prédio do governo israelense para relatar a situação. Eles haviam registrado em vídeo um dos mísseis cruzar a cidade de Tel Aviv.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – As forças de segurança de Israel prenderam uma equipe da CNN Türk na manhã desta terça-feira (3), durante uma transmissão ao vivo em Tel Aviv, em frente ao Ministério da Defesa, enquanto cobriam o conflito entre EUA, Israel e Irã. Após horas de tensão, os jornalistas foram liberados e puderam retomar o trabalho.

    Após o Irã lançar um ataque com mísseis contra Tel Aviv, o repórter Emrah Çakmak e o cinegrafista Halil Kahraman entraram ao vivo diante de um prédio do governo israelense para relatar a situação. Eles haviam registrado em vídeo um dos mísseis cruzar a cidade de Tel Aviv.

     
     
     

     
     
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    Durante a transmissão, um agente de segurança se aproximou repentinamente e tentou cobrir a câmera com a mão. A imagem saiu do ar e o link ao vivo foi interrompido.

    Em nota, a polícia israelense informou que a equipe foi detida por “supostamente filmar uma instalação de segurança”. “Os dois suspeitos estavam equipados com câmeras e transmitiam ao vivo para um veículo de comunicação estrangeiro. Uma equipe policial chegou ao local, interrompeu a transmissão e iniciou a revista. Eles se identificaram como jornalistas, apresentaram credenciais de imprensa vencidas e foram levados para interrogatório.”

    Horas depois, os profissionais foram liberados. À CNN Turca, eles relataram que chegaram a Israel há dois dias e haviam solicitado autorização para gravar, mas, devido à guerra, não conseguiram atualizar a documentação.

    “Recebemos a aprovação, mas nos enviaram um e-mail informando que o escritório estava fechado por causa da guerra e que não fôssemos antes de quarta-feira. Fomos a campo com nossos documentos antigos e credenciais internacionais. Estamos aqui há dois dias; se houvesse problema, não teriam permitido a transmissão”, afirmou Çakmak.

    Segundo Kahraman, durante a detenção, os celulares foram confiscados e ambos foram interrogados como se estivessem espionando. “Eles imediatamente ficaram desconfiados. Agiram como se tivéssemos vindo para cá para espionar. Fizeram-me perguntas estranhas como: ‘Não há voos, como vocês chegaram aqui? Em que hotel estão hospedados? Por que estão transmitindo de Tel Aviv?’ Eu disse: ‘Vocês estão em uma zona de guerra e nós somos jornalistas, este é o nosso trabalho.’ Mas não consegui convencê-los. Pareciam estar constantemente procurando uma falha.”, relatou o cinegrafista.

    Eles afirmaram que a detenção ocorreu após registrarem ataques de mísseis iranianos contra Israel. Durante a abordagem policial, outros jornalistas que estavam no local também gravaram a ação em apoio à equipe. “Relatamos o que estava ali, nada mais, nada menos”, finalizou Çakmak.

    Equipe da CNN Turca é presa após filmar mísseis em Israel; vídeo

  • Consulado dos EUA em Dubai é atingido por drone que seria do Irã, diz TV

    Consulado dos EUA em Dubai é atingido por drone que seria do Irã, diz TV

    A informação foi divulgada pela CNN Internacional baseada em uma fonte na região.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Consulado dos Estados Unidos em Dubai foi atingido por um drone supostamente iraniano na tarde de hoje (horário de Brasília; noite de terça, no horário local). A informação foi divulgada pela CNN Internacional baseada em uma fonte na região.

    Vídeos verificados pela emissora norte-americana mostram uma fumaça preta no prédio do consulado. A fumaça pôde ser vista a uma distância considerável.

    Consulado dos EUA em Dubai é atingido por drone que seria do Irã, diz TV

  • Quem são os principais aliados da Rússia?

    Quem são os principais aliados da Rússia?

    Isso poderia aumentar muito o poder de fogo do país

    À medida que a Rússia navega em uma posição mais isolada no cenário global desde sua invasão da Ucrânia, suas alianças desempenham um papel crucial na formação de sua política externa e estratégia militar. De Belarus à China e Coreia do Norte, essas parcerias são movidas por interesses compartilhados, laços econômicos e apoio político, particularmente em resposta às sanções ocidentais. Entender essas relações é essencial para compreender as complexidades das relações internacionais contemporâneas envolvendo a Rússia.

    Quem são os principais aliados da Rússia?

  • Reino Unido e França mandam reforços para Chipre

    Reino Unido e França mandam reforços para Chipre

    Na véspera, a Grécia, que tem um acordo militar com Paris e é a fiadora do regime pró-Atenas de metade da ilha, havia enviado quatro caças F-16 e duas fragatas.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Reino Unido e a França enviarão reforços militares para Chipre em resposta aos ataques com drones registrados contra uma base britânica na ilha mediterrânea, que fica próxima ao Oriente Médio.

    Londres irá mandar uma fragata e helicópteros equipados com sistemas para abater drones iranianos, enquanto Paris deverá enviar baterias antiaéreas e outro navio de guerra.

    Na véspera, a Grécia, que tem um acordo militar com Paris e é a fiadora do regime pró-Atenas de metade da ilha, havia enviado quatro caças F-16 e duas fragatas.

    Um dos drones lançados contra a base de Akrotiri chegou a atingir a pista do local, causando poucos danos. O episódio elevou temores do espraiamento da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que Teerã busca fazer chegar até a Europa.

    Reino Unido e França mandam reforços para Chipre

  • Líder supremo morto no Irã será sepultado na cidade sagrada onde nasceu

    Líder supremo morto no Irã será sepultado na cidade sagrada onde nasceu

    Governo iraniano organizou uma grande cerimônia de despedida. Autoridades do país planejam realizar uma homenagem pública na capital, Teerã.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morto no sábado nos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel, será enterrado na cidade sagrada de Mashhad, em uma data ainda a ser definida, informou hoje a agência de notícias Fars.

    Governo iraniano organizou uma grande cerimônia de despedida. Autoridades do país planejam realizar uma homenagem pública na capital, Teerã.
    Corpo de Khamenei será sepultado na cidade onde ele nasceu. Mashhad fica localizada no nordeste do Irã, e é também lá que o pai do falecido líder supremo está enterrado, no santuário do imã Reza.

    Previsão é de que a cerimônia fúnebre tenha início amanhã e ocorra até sexta-feira (6). Os detalhes, incluindo horário e programação detalhada, ainda serão anunciados pelas autoridades.
    Khamenei, o homem mais poderoso do Irã, governava o país desde 1989. Como líder supremo -ou seja, religioso e político-, o aiatolá detinha a autoridade máxima sobre todos os ramos do governo, as Forças Armadas e o Judiciário na República Islâmica xiita. Ele era tanto chefe de Estado como comandante-chefe e tinha a palavra final sobre políticas públicas do país.

    Nascido em 1939 na cidade de Mashhad, Khamenei teve seus anos de formação religiosa e política na década de 60. Ele se envolveu em movimentos que questionavam o regime do então xá Mohammad Reza Pahlevi. De acordo com a Reuters, baseada na biografia oficial do aiatolá, Khamenei foi torturado em 1963 quando, aos 24 anos, cumpriu a primeira prisão de muitas por atividades políticas durante o regime do xá.

    Khamenei estudou religião em Qom, quando sofreu forte influência do pensamento do aiatolá Ruhollah Khomeini, que liderava a oposição conservadora a partir do exílio. Ele se aproximou do movimento de Khomeini e logo estava ajudando a organizá-lo e executando missões em território iraniano.

    Também participou dos protestos de 1978, que antecederam a Revolução Iraniana no ano seguinte, e tornou-se aliado próximo de Khomeini. Em 1980, quando Khomeini já era líder supremo do Irã, escolheu-o para ser o imã que faria a tradicional oração de sexta-feira em Teerã.

    Em junho de 1981, Khamenei sofreu um atentado a bomba que deixou seu braço direito paralisado para sempre. Quatro meses depois do ataque, foi eleito presidente do Irã, com 95% dos votos. Na época, apenas quatro candidatos foram autorizados a concorrer, e os demais três eram apoiadores de Khamenei. Ele ascendeu ao posto aos 42 anos de idade -e foi o primeiro clérigo a assumir o cargo, consolidando o domínio deles sobre o Estado.

    Em 1985, foi reeleito, e exerceu o cargo até 1989, quando seu líder e mentor, Khomeini, morreu de ataque cardíaco. O nome considerado favorito para assumir o posto de líder supremo era o aiatolá Hussein Ali Montazeri -que, no entanto, havia caído em decadência dois meses e meio antes da morte de Khomeini por criticar publicamente violações de direitos humanos cometidas pelo regime iraniano.

    O órgão responsável pela escolha do líder supremo, a Assembleia dos Peritos, decidiu de comum acordo que Khamenei assumiria o cargo. Informações indicam que Khomeini também o havia escolhido como sucessor.

    A constituição diz que um novo líder deve ser escolhido dentro de três meses. Até lá, o presidente Masoud Pezeshkian, o membro do Conselho dos Guardiões aiatolá Alireza Arafi e o chefe do Judiciário aiatolá Gholamhossein Mohseni-Ejei assumirão o comando como um conselho de liderança temporário.

    A escolha de um novo líder é de responsabilidade da Assembleia de Especialistas. O órgão é composto por cerca de 90 clérigos seniores eleitos a cada oito anos, embora, com a continuação dos ataques, não esteja claro como ou quando eles poderão se reunir.

    Khamenei nunca nomeou publicamente um sucessor preferido. Na prática, a decisão provavelmente será tomada pelas figuras mais importantes da República Islâmica que exerceram o poder sob Khamenei por muitos anos. O sucessor recomendado teria então que ser aprovado pela Assembleia.

    Líder supremo morto no Irã será sepultado na cidade sagrada onde nasceu