Categoria: MUNDO

  • EUA considera pagar até US$ 100 mil a habitantes da Groenlândia para anexar ilha, diz agência

    EUA considera pagar até US$ 100 mil a habitantes da Groenlândia para anexar ilha, diz agência

    Governos da Groenlândia e da Dinamarca afirmam que território não esta à venda; vice-presidente dos EUA diz que Europa deve levar Trump a sério

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo Trump discutiu o envio de pagamentos diretos aos habitantes da Groenlândia como parte de uma tentativa de convencê-los a se separarem da Dinamarca e se juntarem aos Estados Unidos, segundo uma reportagem publicada pela agência de notícias Reuters nesta quinta-feira (8).

    De acordo com a agência, autoridades americanas, incluindo assessores da Casa Branca, discutiram valores entre US$10.000 (R$ 53.883,00, na cotação atual) e US$100.000 (R$ 538.960,00) por pessoa. O salário mensal médio na Groenlândia é de 30 mil coroas dinamarquesas (R$ 25 mil), segundo estimativas.

    A ideia é vista como uma tentativa de comprar o território ultramarino da Dinamarca, que tem 57 mil habitantes. Autoridades de Copenhague e da Groenlândia insistem que a ilha não está à venda.

    “Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação”, escreveu o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, em uma publicação no Facebook no domingo, após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar novamente à imprensa que os EUA precisavam adquirir a ilha.

    Segundo a agência, a tática está entre vários planos discutidos pela Casa Branca para adquirir a Groenlândia, incluindo a possibilidade de intervenção militar. O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, afirmou nesta quinta que líderes europeus deveriam levar Donald Trump a sério no que se refere à ilha.

    Uma autoridade americana afirmou à Reuters que os assessores da Casa Branca estavam ansiosos para manter o “impulso” da intervenção na Venezuela para realizar outros objetivos geopolíticos de longa data de Trump.

    Questionada sobre as discussões, a secretária de imprensa dos EUA Karoline Leavitt afirmou que Trump e seus assessores de segurança nacional analisam “uma potencial compra”.

    O secretário de Estado americano, Marco Rubio, planeja se reunir com seu homólogo dinamarquês na próxima semana, em Washington, para discutir a questão.

    Na terça-feira, França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca emitiram uma declaração conjunta, afirmando que apenas a Groenlândia e a Dinamarca podem decidir questões relacionadas às suas relações.

    EUA considera pagar até US$ 100 mil a habitantes da Groenlândia para anexar ilha, diz agência

  • Irã sofre apagão de internet em meio a protestos contra o regime

    Irã sofre apagão de internet em meio a protestos contra o regime

    Organização NetBlocks registra interrupção enquanto manifestantes ocupam ruas de Teerã e outras cidades. Trump ameaça atingir Teerã se forças matarem manifestantes; ao menos 36 já foram mortos, segundo ativistas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Irã registra nesta quinta-feira (8) um apagão da internet, de acordo com a ONG NetBlocks, que monitora redes de telecomunicações no mundo, num momento de crise política em que protestos contra o regime e as dificuldades econômicas ganham força em todo o país.

    Relatos de moradores de Teerã e de outras cidades grandes, caso de Mashhad e Isfahan, indicam que manifestantes voltaram a ocupar as ruas, gritando palavras de ordem contra os líderes clericais da República Islâmica. As manifestações foram também incentivadas por Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã deposto na Revolução Islâmica de 1979, que divulgou um vídeo nas redes convocando mais protestos.

    Não foram divulgados detalhes sobre a extensão ou as causas da interrupção do serviço. A mídia estatal, por sua vez, afirmou que as cidades do país permaneciam calmas.

    Esta é considerada a maior onda de protestos no Irã em três anos. As manifestações começaram no mês passado, quando comerciantes protestaram contra a rápida desvalorização do rial iraniano. Desde então, os atos se espalharam por todo o país, impulsionados pelo descontentamento com a inflação alta, atribuída à má gestão econômica, às sanções ocidentais e às restrições políticas e sociais.

    Segundo a rede de ativistas Hrana, sediada nos Estados Unidos, ao menos 36 pessoas tinham morrido de 28 de dezembro a 7 de janeiro no país.

    Diante do agravamento da crise, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, advertiu fornecedores domésticos contra a prática de estocagem e aumento abusivo de preços. Segundo ele, a população não deve enfrentar escassez de produtos, e o regime deve garantir o abastecimento e a fiscalização dos preços em todo o país.

    O cenário ocorre sob forte pressão internacional, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotando um tom mais duro em relação às autoridades iranianas. Em entrevista a um programa de rádio conservador, Trump afirmou que o Irã será “atingido muito duramente” caso as forças de segurança passem a matar manifestantes.

    “Deixei claro para eles que, se começarem a matar pessoas -o que tendem a fazer durante seus distúrbios-, se fizerem isso, nós os atingiremos muito duramente”, disse Trump.

    A ameaça ocorre poucos dias após o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e cerca de sete meses após a ofensiva conduzida por Washington e Israel contra instalações nucleares iranianas, o que aumenta a tensão.

    Irã sofre apagão de internet em meio a protestos contra o regime

  • Em crítica aos EUA, presidente da Alemanha diz que ordem mundial não pode virar 'covil de ladrões'

    Em crítica aos EUA, presidente da Alemanha diz que ordem mundial não pode virar 'covil de ladrões'

    Steinmeier não cita Venezuela nem Groenlândia, mas fala de ‘colapso de valores’ do parceiro estratégico; em Paris, Macron afirma que americanos estão se afastando de aliados e das regras internacionais

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, fez fortes críticas à política externa dos EUA e disse que a ordem mundial não pode se transformar em um “covil de ladrões”.

    Em um evento na noite de quarta-feira (7), Steinmeier, que representa o Estado alemão e não o governo de turno, de Friedrich Merz, não citou diretamente a operação americana na Venezuela, mas falou em uma “segunda ruptura histórica”.

    A primeira, segundo o presidente, havia sido a anexação da Crimeia, pela Rússia, em 2014, e a subsequente invasão da Ucrânia, em 2022. “Depois, há o colapso dos valores por parte de nosso parceiro mais importante, os EUA, que ajudaram a construir essa ordem mundial.”

    “Trata-se de impedir que o mundo se transforme em um covil de ladrões, onde os mais inescrupulosos pegam o que querem, onde regiões ou países inteiros são tratados como propriedade de algumas grandes potências”, declarou o presidente.

    Steinmeier defendeu que situações de ameaça à ordem mundial deveriam ser enfrentadas e que países como Brasil e Índia deveriam ser convencidos a participar desse esforço.

    Ainda que não tenha citado a operação americana que extraiu Nicolás Maduro de Caracas e do comando da ditadura venezuelana, o presidente alemão tem currículo para abordar o assunto. Ministro das Relações Exteriores no governo Gerhard Schröder e em parte da administração Angela Merkel, Steinmeier usa com frequência a liberdade do cargo, quase protocolar, para passar recados.

    Na quarta, o social-democrata comemorava seu 70° aniversário em uma noite de jazz e discussão sobre democracia, duas de suas preferências, com convidados como o ex-secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg. Foi nesse evento que ele fez as declarações.

    Se o ambiente festivo permitia a distensão do discurso, seu próprio partido, o SPD, na mesma noite, elaborava uma manifestação com implicações políticas evidentes.

    Segundo o jornal alemão Die Zeit, o grupo parlamentar da legenda no Bundestag, o Parlamento do país, prepara uma menção aos EUA para sua reunião anual. O documento obtido pelo periódico afirma que “o governo americano está se distanciando ainda mais da Europa liberal e que não se pode mais confiar incondicionalmente nos EUA como potência protetora”.

    Isso também teria ficado evidente nas “ameaças flagrantes” contra a Groenlândia, outro fantasma resgatado por Trump nos últimos dias que assombra os europeus.

    Assim como Steinmeier, o grupo parlamentar do SPD não fala pela coalizão de governo, que a sigla compõe com a aliança conservadora CDU/CSU, de Merz, mas inserir o assunto na discussão do Bundestag serve como pressão sobre o premiê.

    Merz, até aqui, vem buscando ser cuidadoso na crítica aos americanos, apesar de o governo alemão ter pedido respeito ao direito internacional e à Carta da ONU logo após os eventos do fim de semana. Merz também é signatário da carta de apoio à Groenlândia, obtida pela Dinamarca na última terça-feira (6), a mais forte manifestação da União Europeia sobre o assunto.

    Em Paris, Emmanuel Macron, que também guardava distância segura do assunto nos últimos dias, nesta quinta-feira (8) mudou o tom. Em discurso a embaixadores franceses, declarou que os EUA estão “se afastando gradualmente” de alguns aliados e “se libertando das regras internacionais”.

    “As instâncias do multilateralismo estão funcionando cada vez menos bem. Vivemos em um mundo de grandes potências com uma verdadeira tentação de dividir o mundo”, disse o presidente francês, cujo cargo tem papel político bem mais forte do que o colega alemão.

    Segundo Macron, há “uma agressividade neocolonial” cada vez mais evidente nas relações diplomáticas, em clara alusão à ofensiva americana na América Latina e no Ártico.

    Em crítica aos EUA, presidente da Alemanha diz que ordem mundial não pode virar 'covil de ladrões'

  • Vidente Baba Vanga previu contato com alienígenas e guerra mundial em 2026

    Vidente Baba Vanga previu contato com alienígenas e guerra mundial em 2026

    Seguidores afirmam que ela antecipou eventos como 11 de setembro e tsunami de 2004; Búlgara nunca deixou registros escritos e previsões foram anotadas por terceiros

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A famosa vidente búlgara Baba Vanga teria previsto que 2026 marcaria dois eventos extremos: o primeiro contato da humanidade com extraterrestres e o início de uma Terceira Guerra Mundial.

    De acordo com relatos de seguidores, Baba Vanga afirmava que uma nave alienígena de grandes proporções entraria na atmosfera da Terra em novembro de 2026, sem deixar claro se os visitantes teriam intenções hostis ou pacíficas. A previsão ganhou mais atenção recentemente diante do crescimento de registros de fenômenos aéreos não identificados e de especulações em torno do cometa 3I/ATLAS.

    Na mesma linha apocalíptica, a vidente também teria associado 2026 ao início da Terceira Guerra Mundial. A leitura reaparece em um momento marcado por conflitos armados e disputas diplomáticas, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, tensão na faixa de Gaza e o impasse envolvendo China e Taiwan.

    Mas, segundo essas versões, o conflito não representaria o fim da humanidade: Baba Vanga teria afirmado que o mundo só acabaria em 5079.

    Nascida em 1911, em uma região que hoje faz parte da Macedônia do Norte, Vangeliya Pandeva Gushterova perdeu a visão aos 12 anos, após um episódio atribuído a um tornado. A partir daí, passou a ser considerada clarividente e ganhou notoriedade ao receber visitantes em busca de previsões, conselhos espirituais e curas alternativas, especialmente durante e após a Segunda Guerra Mundial.

    Apesar da popularidade, o legado da vidente é cercado de controvérsias. Baba Vanga nunca deixou registros escritos -era analfabeta- e todas as profecias que lhe são atribuídas foram anotadas por terceiros, muitas vezes após sua morte.

    Mas 2026 não é a primeira vez que Baba Vanga teria previsto a Terceira Guerra Mundial. Segundo alguns seguidores, o conflito começaria em 2010 e terminaria em 2014, o que não se concretizou. Outro exemplo de previsão errado envolve a Copa do Mundo de 1994, em que ela teria dito que a final seria disputada por duas seleções que começariam com a letra B, algo que não ocorreu.

    Ainda assim, defensores da vidente afirmam que ela teria antecipado eventos como os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o desastre nuclear de Chernobyl, a morte da princesa Diana, o tsunami de 2004 e o aquecimento global.

    Vidente Baba Vanga previu contato com alienígenas e guerra mundial em 2026

  • Venezuela anuncia que irá libertar presos políticos, incluindo estrangeiros

    Venezuela anuncia que irá libertar presos políticos, incluindo estrangeiros

    Governo da Espanha confirma liberação de cinco cidadãos do país, que agora se prepararam para viajar; Presidente da Assembleia fez pronunciamento nesta quinta, sem citar nomes dos presos que seriam liberados

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O regime chavista anunciou nesta quinta-feira (8) que irá libertar presos políticos na Venezuela, incluindo estrangeiros. O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da líder interina, Delcy Rodríguez.

    “Para a convivência pacífica, o governo bolivariano, junto com as instituições do Estado, decidiu liberar um número significativo de venezuelanos e estrangeiros”, afirmou ele.

    “É um gesto unilateral de paz e não foi acordado com nenhuma outra parte”, disse ele. Sem dar detalhes sobre a identidade dos presos, ele acrescentou que “esses processos de liberação estão acontecendo a partir deste exato momento.”

    Aos jornalistas que acompanhavam o discurso, Rodríguez apenas disse, em seguida, que a libertação dos presos ocorreria “em algumas horas”.

    Na mesma ocasião, o líder parlamentar agradeceu ao político espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, ao presidente Lula (PT) e ao Qatar, “que responderam prontamente ao apelo” da líder interina, disse.

    O parlamentar também disse que a pressão do governo de Donald Trump por petróleo venezuelano é algo que faz parte de acordos entre dois governos soberanos que fazem negócios há anos.

    Se confirmadas, essas são as primeiras libertações sob Delcy Rodríguez, que assumiu após a captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar dos EUA, no sábado (3). Ambos estão presos em Nova York.

    A ONG Fórum Penal registra 806 presos por motivos políticos na Venezuela, incluindo 175 militares.

    Venezuela anuncia que irá libertar presos políticos, incluindo estrangeiros

  • Delcy Rodríguez demitiu general após captura de Nicolás Maduro

    Delcy Rodríguez demitiu general após captura de Nicolás Maduro

    Delcy Rodríguez, demitiu Javier Marcano Tábata, o general que liderava a guarda de honra presidencial e que não conseguiu proteger Nicolás Maduro durante a operação militar dos Estados Unidos, na madrugada de sábado (3)

    A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu nesta quarta-feira (7), Javier Marcano Tábata, o general que liderava a guarda de honra presidencial e que não conseguiu proteger Nicolás Maduro durante a operação militar dos Estados Unidos, na madrugada de sábado.

    Delcy Rodríguez está promovendo uma reformulação do círculo íntimo de Nicolás Maduro, sendo a demissão do general a primeira grande mudança, que acontece depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado a agora presidente interina de que poderia enfrentar um “destino pior que Maduro”, caso não cumpra as exigências dos EUA.

    Tudo indica, de acordo com a BBC, que Javier Marcano Tábata teria assumido a culpa pela captura de Nicolás Maduro – que aconteceu no dia 3 de janeiro -, uma vez que é o comandante da guarda de honra presidencial da Venezuela.

    A guarda de honra presidencial é a força militar que fornece os guarda-costas para protegerem o chefe de Estado. 

    Rodríguez foi empossada na segunda-feira

    A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, tomou posse, na segunda-feira, como presidente interina da Venezuela, depois de ter prestado juramento perante a Assembleia Nacional.

    “É com pesar que aqui estou, pelo rapto de dois heróis que estão reféns nos Estados Unidos [Maduro e a mulher, Cilia Flores] (…) Tenho também a honra de prestar juramento em nome de todos os venezuelanos”, declarou Delcy Rodríguez.

    Quem é Delcy Rodríguez?

    Mulher de confiança de Nicolás Maduro, com ligações ao patronato e agora presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez afirma-se como o rosto pragmático da transição perante os Estados Unidos, se Washington trabalhar com a administração do ex-presidente venezuelano.

    Nomeada no sábado pelo Supremo Tribunal, após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas, Delcy Eloína Rodríguez Gómez, de 56 anos, era vice-presidente desde 2018 e é a primeira mulher na história do país a liderar o executivo.

    Maduro já foi presente a tribunal e declarou-se “inocente”

    Nicolás Maduro declarou-se, na segunda-feira, inocente na sua primeira aparição perante um tribunal de Nova York, após ter sido capturado pelas autoridades norte-americanas.

    “Sou inocente. Não sou culpado de nada do que foi aqui mencionado”, afirmou Maduro, ao ser questionado sobre como se declarava, quando foi apresentado, pela primeira vez, a um juiz de Nova York dois dias depois de ter sido detido em Caracas durante uma operação conduzida por forças especiais dos Estados Unidos, cujos contornos continuam a ser contestados por Caracas.

    A próxima audiência está marcada para 17 de março.

    Delcy Rodríguez demitiu general após captura de Nicolás Maduro

  • Corpo de DJ brasileiro desaparecido é encontrado em praia de Portugal

    Corpo de DJ brasileiro desaparecido é encontrado em praia de Portugal

    Maycon Douglas desapareceu na manhã do dia 31 de dezembro, após tocar em um bar da cidade. O carro dele foi encontrado submerso perto do farol de São Miguel Arcanjo, de onde teria despencado

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O corpo de um brasileiro de 26 anos que estava desaparecido em Portugal foi encontrado nesta quarta-feira (7) em uma praia de Nazaré.

    Maycon Douglas desapareceu na manhã do dia 31 de dezembro, após tocar em um bar da cidade. O carro dele foi encontrado submerso perto do farol de São Miguel Arcanjo, de onde teria despencado.

    O corpo do homem foi encontrado nesta quarta-feira (7) na Praia do Sul, a mais de dois quilômetros de distância de onde o carro dele teria caído. Segundo a Autoridade Marítima Nacional, o corpo dele vai ser levado ao IML de Leiria.

    Maycon ficou conhecido em Portugal após participar da oitava temporada do programa Casa dos Segredos, veiculada em 2024. O TVI, canal que transmite o reality show, lamentou a morte nas redes sociais. “Recordaremos sempre o Maycon pelo seu sorriso fácil e pela forma tranquila de estar”, afirmou o canal.

    Maycon foi criado em Portugal, para onde se mudou aos quatro anos. Em 2024, ele afirmou à equipe da TVI que entrou na Casa dos Segredos para poder comprar uma casa para a mãe. Ele não conseguiu ganhar o prêmio.

    Corpo de DJ brasileiro desaparecido é encontrado em praia de Portugal

  • EUA anunciam plano em três fases para a Venezuela após captura de Maduro

    EUA anunciam plano em três fases para a Venezuela após captura de Maduro

    Estratégia apresentada por Marco Rubio prevê estabilização econômica, recuperação com abertura ao mercado internacional e uma transição política ainda sem detalhes sobre eleições ou cronograma de poder.

    Os Estados Unidos definiram um plano em três etapas para a Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro. A estratégia, anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, prevê ações de estabilização, recuperação e transição política no país.

    Segundo Rubio, o plano não foi improvisado. Em declaração a jornalistas no Capitólio, quatro dias depois da detenção de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, o secretário afirmou que a administração dos EUA já tinha uma estratégia estruturada para o cenário venezuelano. O casal foi transferido para Nova York, onde responde a acusações na Justiça americana.

    Antes disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia afirmado que Washington iria “dirigir a Venezuela” até que o processo de transição de poder estivesse concluído. “Não queremos que o país mergulhe no caos”, reforçou Rubio.

    Estabilização

    A primeira fase do plano é a estabilização. De acordo com o secretário de Estado, parte central dessa etapa é o controle exercido pelos Estados Unidos sobre a situação econômica do país, especialmente no setor energético. Rubio afirmou que a Venezuela deverá fornecer entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA para comercialização no mercado internacional, algo que Trump já havia antecipado.

    O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, declarou que Washington pretende controlar por tempo indeterminado a venda do petróleo venezuelano. Segundo ele, os recursos obtidos com essas vendas serão depositados em contas administradas pelo governo norte-americano.

    “Vamos colocar no mercado o petróleo bruto que hoje sai da Venezuela e, depois, vender toda a produção de forma contínua”, afirmou Wright durante uma conferência de energia da Goldman Sachs, em Miami. Rubio acrescentou que o dinheiro será gerido de modo a beneficiar a população venezuelana, e não a corrupção ou antigos grupos no poder.

    Recuperação

    A segunda etapa é a recuperação econômica e social. Rubio explicou que essa fase prevê a abertura do mercado venezuelano para empresas americanas, ocidentais e de outros países, em condições consideradas justas.

    Paralelamente, o governo dos EUA pretende iniciar um processo de reconciliação nacional. A proposta inclui a libertação de opositores presos e o retorno de lideranças políticas ao país, com o objetivo de reconstruir a sociedade civil e as instituições venezuelanas.

    Transição

    A terceira e última fase do plano é a transição política, que consolidaria a mudança interna na Venezuela. Rubio, no entanto, não detalhou como esse processo ocorrerá nem mencionou a realização de novas eleições.

    Vale lembrar que os Estados Unidos e outros países reconheceram Edmundo González como vencedor das últimas eleições venezuelanas, após acusações de fraude na apuração divulgada pelo governo de Maduro. Em entrevista recente à CBS, María Corina Machado afirmou que “o povo da Venezuela já escolheu” quem deve liderar o país e disse que a oposição está pronta para assumir essa responsabilidade.

    Atualmente, a vice-presidente indicada por Maduro, Delcy Rodríguez, ocupa o cargo de presidente interina da Venezuela.

    EUA anunciam plano em três fases para a Venezuela após captura de Maduro

  • EUA anunciam saída de 66 organizações internacionais; 31 ligadas à ONU

    EUA anunciam saída de 66 organizações internacionais; 31 ligadas à ONU

    São 35 organizações não pertencentes à ONU e outras 31 ligadas à entidade. Organizações operam contrariamente aos interesses nacionais dos EUA, disse o governo

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Casa Branca anunciou nesta quarta-feira (7) a saída dos EUA de 66 organizações internacionais.

    São 35 organizações não pertencentes à ONU e outras 31 ligadas à entidade.

    Organizações operam contrariamente aos interesses nacionais dos EUA, disse o governo. Segundo a Reuters, a Casa Branca afirmou que as entidades promovem “políticas climáticas radicais, governança global e programas ideológicos que conflitam com a soberania e a força econômica dos EUA”.

    Medida foi resultado de uma revisão de todas as organizações das quais os EUA são membros ou signatários. “Esses cortes encerrarão o financiamento e o envolvimento do contribuinte americano em entidades que promovem agendas globalistas em detrimento das prioridades dos EUA, ou que abordam questões importantes de forma ineficiente ou ineficaz, de modo que o dinheiro do contribuinte americano seja melhor alocado de outras maneiras para apoiar as missões relevantes”, afirmou a Casa Branca.

    O governo Trump já havia interrompido o financiamento e o apoio a entidades, como: a Organização Mundial da Saúde (OMS), a UNRWA, o Conselho de Direitos Humanos da ONU e a UNESCO.

    Durante o primeiro mandato de Trump, ele também cortou o financiamento da UNRWA. Na época, o republicano alegou que os palestinos precisavam concordar em renovar as negociações de paz com Israel e pedindo reformas não especificadas.

    O primeiro governo Trump também deixou o Conselho de Direitos Humanos devido a um suposto preconceito contra Israel. Atualmente, os EUA não são membros do órgão sediado em Genebra. Sob o comando do ex-presidente democrata Joe Biden, os EUA foram reeleitos e cumpriram um um mandato de 2022-2024.

    ORGANIZAÇÕES NÃO PERTENCENTES À ONU

    Pacto de Energia Sem Carbono 24 horas por dia, 7 dias por semana;
    Conselho do Plano de Colombo;
    Comissão de Cooperação Ambiental;
    A educação não pode esperar;
    Centro Europeu de Excelência para Combate
    Ameaças Híbridas;
    Fórum dos Laboratórios Nacionais Europeus de Pesquisa em Rodovias;
    Coalizão Liberdade Online;
    Fundo Global de Engajamento e Resiliência da Comunidade;
    Fórum Global de Contraterrorismo;
    Fórum Global sobre Expertise Cibernética;
    Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento;
    Instituto Interamericano de Pesquisa em Mudanças Globais;
    Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável;
    Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas;
    Plataforma Intergovernamental de Ciência e Política sobre Biodiversidade e Serviços aos Ecossistês;
    Centro Internacional para o Estudo da Preservação e Restauração de Patrimônios Culturais;
    Comitê Consultivo Internacional de Algodão;
    Organização do Direito Internacional do Desenvolvimento;
    Fórum Internacional de Energia;
    Federação Internacional de Conselhos de Artes e Agências Culturais;
    Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral;
    Instituto Internacional para a Justiça e o Estado de Direito;
    Grupo Internacional de Estudo sobre Chumbo e Zinco;
    Agência Internacional de Energia Renovável;
    Aliança Solar Internacional;
    Organização Internacional da Madeira Tropical;
    União Internacional para a Conservação da Natureza;
    Instituto Pan-Americano de Geografia e História;
    Parceria para a Cooperação Atlântica;
    Acordo Regional de Cooperação para Combate à Pirataria e Roubo Armado contra Navios na Ásia
    Conselho Regional de Cooperação;
    Rede de Políticas de Energia Renovável para o Século XXI;
    Centro de Ciência e Tecnologia na Ucrânia;
    Secretaria do Programa Regional de Meio Ambiente do Pacífico; e
    Comissão de Veneza do Conselho da Europa

    ENTIDADES PERTENCENTES À ONU

    Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais;
    Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC) – Comissão Econômica para a África;
    ECOSOC – Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe;
    ECOSOC – Comissão Econômica e Social para a Ásia e o Pacífico;
    ECOSOC – Comissão Econômica e Social para a Ásia Ocidental;
    Comissão de Direito Internacional;
    Mecanismo Internacional Residual para Tribunais Criminais;
    Centro de Comércio Internacional;
    Escritório do Conselheiro Especial para a África;
    Escritório do Representante Especial do Secretário-Geral para Crianças em Conflitos Armados;
    Escritório do Representante Especial do Secretário-Geral sobre Violência Sexual em Conflitos;
    Escritório do Representante Especial do Secretário-Geral para a Violência contra Crianças;
    Comissão de Construção da Paz;
    Fundo de Construção da Paz;
    Fórum Permanente sobre Pessoas de Ascendência Africana;
    Aliança de Civilizações da ONU;
    Programa Colaborativo da ONU para Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal em Países em Desenvolvimento
    Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento;
    Fundo da ONU para a Democracia;
    Energia da ONU;
    Entidade da ONU para Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres;
    Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas;
    Programa da ONU para Assentamentos Humanos;
    Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa;
    Oceanos da ONU;
    Fundo de População da ONU;
    Registro de Armas Convencionais da ONU;
    Conselho de Diretores Executivos do Sistema da ONU para Coordenação;
    Colégio de Estado-Maior do Sistema das Nações Unidas;
    ONU Água; e
    Universidade da ONU

    EUA anunciam saída de 66 organizações internacionais; 31 ligadas à ONU

  • Marido diz que brasileira morta em Portugal iria depor contra a patroa

    Marido diz que brasileira morta em Portugal iria depor contra a patroa

    Segundo o viúvo, Lucinete Freitas pretendia testemunhar a favor do patrão em disputa pela guarda do filho do casal. Ele acredita que o posicionamento da vítima em conflitos familiares motivou o crime, classificado como brutal pelas autoridades portuguesas.

    O marido de Lucinete Freitas, brasileira assassinada em Portugal no início de dezembro, afirmou que a mulher pretendia prestar depoimento em um processo de disputa pela guarda do filho do casal para quem trabalhava. Segundo ele, Lucinete iria testemunhar a favor do patrão e contra a patroa, hoje apontada como principal suspeita do crime.

    Em entrevista ao g1, José Teodoro Júnior contou que o relacionamento dos empregadores era marcado por conflitos frequentes, presenciados pela babysitter. De acordo com o relato, Lucinete costumava se posicionar ao lado do patrão durante as discussões, por considerá-lo uma pessoa íntegra e correta, o que, na avaliação do marido, pode ter motivado o assassinato.

    “Ela sempre ficava do lado dele nas brigas. Dizia que era um homem trabalhador, correto. Já a patroa, segundo o que ela relatava, tinha um comportamento completamente diferente, era instável. A motivação do crime foi essa interferência nos conflitos do casal, porque minha esposa gostava de se posicionar pelo que considerava justo”, afirmou.

    José Teodoro descreveu o homicídio como um crime extremamente violento. Segundo ele, a suspeita teria atraído Lucinete para um local isolado, longe da residência, onde o ataque ocorreu. “Foi algo bárbaro, brutal. Ela levou minha esposa para um lugar afastado e agiu de forma fria e cruel”, disse.

    O caso veio a público no início de dezembro, quando Lucinete foi dada como desaparecida. Na ocasião, o marido relatou que ela vivia sozinha em Portugal desde abril de 2025 e trabalhava como babysitter na casa de um casal na Amadora, região metropolitana de Lisboa. Ele e o filho do casal, de 14 anos, que moram em Fortaleza, planejavam se mudar para Portugal no começo de 2026.

    Dias depois do desaparecimento, a Polícia Judiciária confirmou que Lucinete havia sido encontrada morta. Em comunicado, as autoridades informaram que a principal suspeita, uma mulher de 43 anos, também brasileira, foi detida.

    De acordo com o Ministério Público português, a acusada teria convencido a vítima a entrar no carro sob o pretexto de levá-la para casa, mas seguiu até um local isolado, onde a agrediu violentamente na cabeça com um bloco de cimento, causando ferimentos fatais. Após a morte, o corpo foi coberto com entulho para ocultar o crime.

    A suspeita responde por homicídio qualificado, profanação de cadáver, posse de arma proibida e falsidade informática. Segundo as investigações, ela ainda teria usado o celular da vítima para enviar mensagens e atrasar o registro do desaparecimento.

    Lucinete Freitas vivia em Portugal havia cerca de sete meses e trabalhava como babysitter há quatro, emprego que conseguiu por meio de um grupo em redes sociais. Ela planejava reunir a família no país nos próximos meses.

    Marido diz que brasileira morta em Portugal iria depor contra a patroa