Categoria: MUNDO

  • Oposição a Trump volta a defender fim de poder de guerra do presidente

    Oposição a Trump volta a defender fim de poder de guerra do presidente

    Para deputados, cessar-fogo não é suficiente e parlamentares precisam votar para encerrar conflito de vez; após silêncio, aliados republicanos endossam trégua anunciada por presidente e falam em ‘boas notícias’

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Após o anúncio de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, democratas afirmam que a trégua de duas semanas não é suficiente, continuam criticando a postura do presidente que sugeriu dizimar uma nação em poucas horas e pedem o fim do recesso parlamentar para votar pelo fim definitivo da guerra -nesta semana, os parlamentares não trabalham graças à Páscoa.

    Enquanto isso, republicanos que permaneceram, em sua maioria, em silêncio após as ameaças em tom genocida de Trump falam que a trégua é uma “boa notícia” e afirmam que o presidente conseguiu um feito sem precedentes. Eles ignoraram as 13 mortes de militares americanos, os dois caças abatidos pelo Irã e os 175 mortos na escola para meninas no sul do país -uma investigação preliminar aponta que os EUA foram responsáveis pelo ataque.

    A tentativa de aprovar uma resolução para interromper a guerra no Irã também foi ventilada no início dos ataques, mas a medida não obteve os votos necessários para avançar no Congresso. Agora, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, tem retomado a discussão e publicou nas redes sociais que esta vai ser a quarta vez que tentam passar o projeto -e que republicanos deveriam apoiá-lo.

    “Após ameaças do presidente de extinguir uma civilização inteira, os republicanos devem se juntar a nós para votar pelo fim desta guerra de uma vez por todas”, escreveu Schumer. Antes, ele afirmou ter ficado feliz com o recuo de Trump, mas disse que o presidente “está buscando desesperadamente uma saída para suas bravatas ridículas”.

    “[Trump] nos deixou em uma situação pior que quando [o conflito] começou”, prosseguiu Schumer, pedindo que os congressistas aprovem a resolução para “acabar com esta guerra de vez”.

    Já Hakeem Jeffries, líder democrata na Câmara, concorda que o cessar-fogo não é suficiente. Em entrevista à emissora CNN, ele pediu que os parlamentares encerrem o recesso para votar pelo fim da guerra -o Congresso dos EUA só volta a funcionar no dia 13.

    A deputada federal Alexandria Ocasio-Cortez, democrata de Nova York, mantém uma linha semelhante a de Schumer. Para ela, a decisão pelo cessar-fogo “não muda nada”. “O presidente ameaçou cometer genocídio contra o povo iraniano e continua a usar essa ameaça como instrumento de persuasão”, afirma.

    Assim como outros parlamentares da oposição, ela sustenta que congressistas poderiam tentar dar início ao processo de impeachment ou invocação da 25ª emenda, que trata do que acontece quando um presidente é incapaz de exercer seus poderes e deveres e é forçado a passar seu cargo ao vice.

    “Não podemos mais arriscar o mundo nem o bem-estar da nossa nação. Seja por iniciativa de seu gabinete ou do Congresso, o presidente deve ser destituído do cargo. Estamos brincando com fogo”, disse AOC, como é conhecida a parlamentar.

    O senador Raphael Warnock afirmou que os Estados Unidos nunca deveriam ter entrado na guerra. “Donald Trump nos levou ao precipício de um desastre global ao escolher a guerra em vez da diplomacia. Perdemos vidas americanas. Matamos civis inocentes, incluindo mais de cem menininhas preciosas, com nossas bombas.”

    Críticas também foram ecoadas por antigos aliados de Trump que decidiram romper com o presidente, como a ex-deputada Marjorie Taylor Greene e a influenciadora e podcaster de direita Candace Owens. Elas classificaram as ameaças como maldosas. Antes do anúncio do cessar-fogo, Owens também pediu para invocação da 25ª emenda. “Ele é um genocida lunático. Nosso Congresso e Exército precisam intervir.”

    Em geral, aliados de Trump se mantiveram em silêncio. O presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, não comentou sobre a possibilidade dos EUA destruir completamente o Irã e apenas repostou o anúncio de Trump que anunciava a trégua de duas semanas.

    Alguns republicanos, entretanto, elogiaram o recuo e voltaram a defender a guerra. O senador Rick Scott, por exemplo, publicou que o cessar-fogo era uma “ótima notícia” e que este é um forte passo para responsabilizar o Irã e o que acontece quando “se tem um líder que coloca a paz por meio da força acima do caos e políticas fracas de apaziguamento”.

    “O Irã NUNCA deve ter uma arma nuclear, o Estreito de Hormuz DEVE estar completamente aberto, e nosso país e nosso grande aliado Israel nunca mais devem ser ameaçados pelo Irã ou seus aliados”, disse Scott. A deputada Anna Paulina Luna também elogiou a postura do presidente e repetiu que o Irã era visto como uma ameaça existencial aos EUA.

    Oposição a Trump volta a defender fim de poder de guerra do presidente

  • Equador convoca embaixador na Colômbia após Petro chamar ex-vice-presidente de preso político

    Equador convoca embaixador na Colômbia após Petro chamar ex-vice-presidente de preso político

    Ministra das Relações Exteriores acusa presidente colombiano de interferir em assuntos internos do país; ex-vice-presidente do Equador, Jorge Glas foi condenado por caso de corrupção em 2025

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A ministra das Relações Exteriores do Equador, Gabriela Sommerfeld, convocou o embaixador equatoriano na Colômbia na quarta-feira (8) para consultas após comentários feitos no início desta semana pelo presidente colombiano Gustavo Petro.

    A convocação de Arturo Félix é a mais recente retaliação na disputa entre Bogotá e Quito, que acusa Petro de se imiscuir em assuntos internos equatorianos. Na diplomacia, o gesto significa descontentamento com o país do qual o embaixador é convocado.

    Petro disse nas redes sociais na segunda-feira (6) que o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, que está cumprindo pena por corrupção, é um preso político e pediu ao presidente do Equador, Daniel Noboa, que o libertasse ou o entregasse à Colômbia, citando a nacionalidade colombiana de Glas.

    Em resposta a Petro, Noboa escreveu nas redes sociais que chamar Glas de preso político constitui um ataque à soberania e uma violação do princípio de não intervenção em assuntos internos.

    “Há um funcionário corrupto na prisão que deve prestar contas ao Equador”, disse ele.

    Glas, vice-presidente durante o governo de Rafael Correa, de 2013 a 2017, foi condenado em junho do ano passado por associação ilícita em caso de corrupção envolvendo a empreiteira brasileira Odebrecht. Também foi condenado por suborno relacionado ao financiamento de campanhas entre 2012 e 2016 e uso indevido de fundos públicos após o terremoto de 2016 no país.

    “Estamos tomando medidas para expressar, para reiterar, o forte protesto do Equador à Colômbia em relação aos termos usados pelo presidente Petro e à interferência em decisões tomadas por diferentes poderes do Estado equatoriano”, disse Sommerfeld a uma rádio local.

    “Tentamos manter uma relação cordial com nossos vizinhos”, acrescentou. Mas “isso não exime o Equador da responsabilidade de exigir que a Colômbia resolva as questões de segurança e controle de fronteiras”.

    O Equador, cujo líder de direita Noboa se alinhou estreitamente com os Estados Unidos, tem entrado em conflito frequentemente nos últimos meses com a Colômbia, liderada por Petro, esquerdista e adversário de Donald Trump.

    Diferenças relacionadas à segurança de fronteira e abordagens quanto ao combate ao tráfico de drogas provocaram, uma disputa comercial em fevereiro, com ambos os governos impondo tarifas sobre importações de seu vizinho.

    As tensões também aumentaram com as recentes queixas colombianas sobre uma bomba encontrada em seu território após um bombardeio militar apoiado pelos Estados Unidos no lado equatoriano da fronteira.

    Equador convoca embaixador na Colômbia após Petro chamar ex-vice-presidente de preso político

  • Israel ignora cessar-fogo e faz maior ataque ao Líbano desde o início da guerra

    Israel ignora cessar-fogo e faz maior ataque ao Líbano desde o início da guerra

    Para Trump e Netanyahu, trégua não se aplica a Beirute; Paquistão, mediador do acordo, nega afirmação; Ministério da Saúde libanês fala em dezenas de mortos e feridos; Hezbollah afirma ter direito de retaliar

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Horas após o anúncio do cessar-fogo na guerra contra o Irã, Israel ignorou parte da trégua e direcionou esforços militares ao Líbano. Segundo o premiê Binyamin Netanyahu, Tel Aviv lançou a maior ofensiva contra o país vizinho desde o início do conflito. O saldo, segundo o governo local, é de dezenas de mortos e feridos. Teerã, por sua vez, ameaça abandonar o acordo da véspera caso os ataques ao território libanês não sejam interrompidos.

    O Líbano foi arrastado para o conflito após o grupo Hezbollah, aliado de Teerã, ter atacado o Estado judeu dias depois do início da guerra, em 28 de fevereiro. Israel revidou e hoje ocupa militarmente o sul do território.

    O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que espera que o país seja incluído na trégua. Nas negociações, Teerã condicionou sua adesão ao fim dos ataques contra seus aliados na região. Inclusive, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que costurou o plano, afirmou que as partes haviam aceitado um cessar-fogo “em todos os lugares” onde há conflito. Donald Trump, por sua vez, disse que Beirute não faz parte do acordo.

    O Exército de Israel disse que realizou uma ofensiva contra cerca de cem alvos do Hezbollah em diversas regiões do Líbano, incluindo a capital Beirute, o Vale do Beqaa, no leste, e o território ao sul, descrevendo a operação como o “maior ataque” à infraestrutura do grupo desde o início da guerra.

    O Ministério da Saúde do Líbano afirmou que 89 pessoas foram mortas, incluindo 12 profissionais e saúde, e que 700 ficaram feridas. A Presidência escreveu, em comunicado, que Israel cometeu um massacre. Já o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, pediu que países aliados ponham fim aos ataques israelenses.

    O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ligou para o comandante do Exército do Paquistão para denunciar o que considerou uma violação do acordo por parte de Israel.

    Mais cedo nesta quarta, o embaixador do Irã nas Nações Unidas afirmou que Tel Aviv deveria respeitar o acordo e que qualquer ataque teria consequências. As Forças Armadas da República Islâmica também afirmaram que irão apoiar “as frentes de resistência” no Líbano, no Iêmen e no Iraque.

    O Hezbollah af irmou que tem o direito de retaliar e solicitou que os moradores deslocados devido ao conflito evitem voltar para suas casas antes que um acordo de cessar-fogo com o Líbano seja anunciado.

    O mesmo pedido foi feito pelo Exército do Líbano. O número de deslocamentos forçados ultrapassou a marca de um milhão de pessoas nesta semana, agravando o cenário de catástrofe humanitária no país.

    A maioria dos ataques desta quarta ocorreu em áreas civis, segundo Tel Aviv. Horas antes da ofensiva, o Exército emitiu alertas para algumas áreas do sul de Beirute e do sul do Líbano. Nenhum aviso foi dado para o centro da capital, que também foi atingido.

    O porta-voz das Forças Armadas de Israel, Avichay Adraee, afirmou que o Hezbollah teria se deslocado de seu reduto no sul de Beirute para regiões mais mistas da cidade. Imagens verificadas pela agência de notícias Reuters mostram explosões em prédios em áreas residenciais, além de edifícios em chamas.

    Os bombardeios desta quarta ainda atingiram um prédio na região de Tiro, no sul do país, pouco depois da emissão de uma nova ordem de retirada de civis naquela área.

    Diante da incerteza sobre a situação, alguns países europeus se manifestaram. Espanha e França pediram que a trégua inclua o Líbano. O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, disse em uma entrevista a uma rádio que é “inaceitável” que Israel mantenha os ataques contra o país vizinho.

    Trump recuou novamente e aceitou na terça-feira (7) uma proposta feita pelo Paquistão para um cessar-fogo do conflito. Antes de aceitar o acordo, o americano ameaçou obliterar a infraestrutura civil do Irã e disse que “uma civilização inteira” morreria naquela noite.

    Em postagem na rede Truth Social, Trump disse que sua decisão se baseou no compromisso de que o Irã reabra o estreito de Hormuz durante a trégua -Teerã disse que o fará por duas semanas “em coordenação com as Forças Armadas” iranianas.

    O regime iraniano, por sua vez, confirmou que as negociações com os EUA acontecerão na capital paquistanesa, Islamabad, a partir da próxima sexta-feira (10). O país persa reforçou que as negociações não significam o fim imediato da guerra e que este acordo somente será aceito quando os detalhes do plano de dez pontos forem finalizados.

    Israel ignora cessar-fogo e faz maior ataque ao Líbano desde o início da guerra

  • Oposição de Israel ataca Benjamin Netanyahu por cessar-fogo com o Irã

    Oposição de Israel ataca Benjamin Netanyahu por cessar-fogo com o Irã

    Líder oposicionista afirma que Israel ficou fora de decisões estratégicas e chama cessar-fogo de “desastre diplomático”. Enquanto governo apoia trégua de duas semanas, ataques continuam no Líbano e condições do acordo ainda geram incertezas

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O líder da oposição israelense, Yair Lapid, classificou como um desastre diplomático o acordo de cessar-fogo com o Irã e criticou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

    Yair Lapid afirmou que Israel ficou de fora de decisões essenciais para a própria segurança nacional. “Nunca houve um desastre diplomático como este em toda a nossa história”, disse o político no X, antigo Twitter.

    O líder da oposição elogiou o trabalho dos militares, mas apontou falhas estratégicas no governo. “Netanyahu falhou diplomaticamente, falhou estrategicamente e não atingiu nenhum dos objetivos que ele próprio estabeleceu”, completou Lapid.

    A oposição avalia que a postura do primeiro-ministro causou prejuízos de longo prazo ao país. Segundo Lapid, levará anos para reparar os danos causados pela arrogância, negligência e falta de planejamento do governo atual.

    TRÉGUA COM IRÃ

    O governo de Israel declarou apoio à suspensão dos bombardeios contra o Irã. O acordo prevê uma pausa de duas semanas nos ataques.

    A pausa exige a reabertura imediata do Estreito de Hormuz pelo governo iraniano. A trégua também condiciona a suspensão dos ataques à interrupção de agressões contra os Estados Unidos, Israel e países vizinhos.

    O gabinete de Netanyahu declarou apoio aos esforços americanos para conter as ameaças do Irã. Em nota, o governo israelense afirmou que apoia a ação para garantir que Teerã não represente risco nuclear, de mísseis ou terrorista.

    O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou a suspensão dos ataques ao Irã por duas semanas, mas confirmou que a trégua militar não se aplica ao Líbano. O comunicado oficial deixou claro que a decisão exclui as operações militares no território libanês.

    A posição de Israel contraria a declaração do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. Ele havia afirmado antes que o acordo de paz incluía o fim da campanha israelense no Líbano.

    O Exército israelense exigiu que os moradores da cidade libanesa de Tiro saiam de suas casas imediatamente. Os militares ordenaram a fuga para o norte do rio Zahrani e alertaram que vão atacar a região.

    A agência de notícias estatal libanesa NNA relatou a continuidade dos bombardeios no sul do país. Um ataque aéreo na madrugada de hoje contra um prédio perto de um hospital matou quatro pessoas, de acordo com a Reuters.

    A imprensa estatal libanesa também registrou ataques contra outras cidades e um posto médico. Esses bombardeios deixaram feridos e confirmaram a manutenção da ofensiva de Israel na região.

    Condições do acordo com o Irã

    O momento exato para o início do cessar-fogo com os iranianos ainda não está definido. A imprensa israelense afirma que a trégua começa assim que o governo do Irã reabrir o estreito.

    O governo de Israel espera que os ataques iranianos continuem até a reabertura do canal. Enquanto essa exigência não for atendida, o acordo de suspensão dos ataques não entra em vigor de forma integral.

    Oposição de Israel ataca Benjamin Netanyahu por cessar-fogo com o Irã

  • Macron celebra a trégua entre Irã e EUA como 'algo muito bom' e pede inclusão do Líbano

    Macron celebra a trégua entre Irã e EUA como 'algo muito bom' e pede inclusão do Líbano

    Líderes mundiais reagem ao cessar-fogo entre EUA e Irã com apoio, mas também alertas sobre a necessidade de negociações duradouras. Países destacam importância da estabilidade no Oriente Médio e da segurança no estreito de Hormuz

    (CBS NEWS) O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou nesta quarta-feira (8) como “algo muito bom” o anúncio de trégua entre Estados Unidos e Irã, quando se cumpria o prazo fixado por Washington para destruir o país.

    “Esperamos que possa ser plenamente respeitado em toda a região e permita a realização de negociações que resolvam de maneira duradoura as questões nucleares, balísticas e regionais relacionadas ao Irã”, acrescentou.

    Israel, que entrou no conflito há mais de um mês ao lado dos Estados Unidos, expressou apoio à decisão de suspender os bombardeios por duas semanas, mas afirmou que a trégua “não inclui o Líbano”.

    No entanto, o Paquistão, que atuou como mediador, havia dito que o Líbano estava incluído no acordo.

    “Nosso desejo neste contexto é garantir que o cessar-fogo inclua plenamente o Líbano”, acrescentou Macron.

    Mais cedo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, celebrou o cessar-fogo de duas semanas anunciado na terça-feira (7), segundo seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

    Ele pediu às partes que trabalhem para alcançar um acordo de paz de longo prazo no Oriente Médio.

    Acrescentou que o chefe da ONU “faz um apelo a todas as partes no conflito atual no Oriente Médio para que cumpram suas obrigações nos termos do direito internacional e respeitem os termos do cessar-fogo, a fim de abrir caminho para uma paz duradoura e abrangente na região”.

    Países como Austrália e Indonésia também celebraram o cessar-fogo.

    O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, deu as boas-vindas à trégua, ao mesmo tempo em que criticou a retórica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Trump concordou com um cessar-fogo de duas semanas menos de duas horas antes do prazo que havia dado a Teerã para reabrir o estreito de Hormuz ou enfrentar ataques devastadores à sua infraestrutura civil.

    O anúncio nas redes sociais representou uma mudança brusca em relação ao início do dia, quando ele afirmou que “toda uma civilização morrerá esta noite” caso suas exigências não fossem atendidas.

    Albanese disse em entrevista à Sky News que a retórica é preocupante.

    “Não acho apropriado usar uma linguagem como essa vinda do presidente dos Estados Unidos, e acredito que isso causará alguma preocupação”, afirmou.

    Embora tenha apoiado os ataques dos EUA ao Irã nos primeiros dias da guerra, Albanese demonstrou desconforto com o conflito nas últimas semanas.

    Na semana passada, o premiê disse que queria mais clareza de Trump sobre os objetivos da guerra, ao mesmo tempo em que defendia uma desescalada por todas as partes.

    Trump criticou a Austrália nesta semana pela falta de apoio.

    “A Austrália não nos ajudou”, disse em entrevista, citando também Japão e Coreia do Sul.

    Nesta quarta (8), a Indonésia pediu que todas as partes respeitem a soberania, a integridade territorial e a diplomacia, em comunicado da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Yvonne Mewengkang.

    O Iraque, onde o conflito deixou mais de cem mortos, afirmou por meio de seu Ministério das Relações Exteriores que “acolhe com satisfação” a decisão, mas pediu um “diálogo sério e sustentável” entre Estados Unidos e Irã.

    O Japão declarou que são necessárias “medidas concretas” para reduzir a tensão, incluindo garantir a passagem segura de navios pelo estreito de Hormuz.

    A quarta maior economia do mundo depende fortemente dessa rota, por onde passava cerca de 70% de seu petróleo bruto antes da guerra.

    “Esperamos que se chegue a um acordo definitivo por meio da diplomacia o mais rápido possível”, disse o porta-voz do governo japonês, Minoru Kihara.

    “A China saúda o anúncio das partes envolvidas sobre a celebração de um acordo de cessar-fogo”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, acrescentando que o país continuará trabalhando para restaurar a paz no Oriente Médio.

    A Coreia do Sul também saudou a trégua e expressou esperança de que ela permita a circulação segura de navios, incluindo os seus, pelo estreito de Hormuz.

    “O governo da Coreia do Sul espera que as negociações entre ambas as partes sejam concluídas com sucesso e que a paz e a estabilidade no Oriente Médio sejam restabelecidas o mais rápido possível”, declarou o Ministério das Relações Exteriores.

    A Nova Zelândia comemorou o cessar-fogo, mas alertou que ainda há “muito trabalho” a ser feito para garantir a paz.

    “Embora seja uma notícia encorajadora, ainda há muito trabalho importante a ser feito nos próximos dias para garantir um cessar-fogo duradouro”, disse o porta-voz do ministro das Relações Exteriores, Winston Peters..

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  • Jovem morre ao cair de carro durante “brincadeira” em rodovia nos EUA

    Jovem morre ao cair de carro durante “brincadeira” em rodovia nos EUA

    Adolescente caiu de carro em alta velocidade após se inclinar para fora da janela e foi atingida por vários veículos. Caso ocorreu em rodovia nos Estados Unidos e levanta alerta sobre riscos e falta de uso de cinto de segurança

    Uma jovem de 18 anos morreu após cair de um carro em movimento e ser atropelada por vários veículos em sequência em uma rodovia nos Estados Unidos. O caso aconteceu no último fim de semana na Interestadual 35, em Oklahoma, segundo o New York Post.

    A vítima foi identificada como Lani Hicks. De acordo com as autoridades, ela estava no carro com quatro amigos quando decidiu se sentar na janela do banco dianteiro, deixando parte do corpo para fora do veículo.

    O carro era conduzido por uma jovem de 19 anos, identificada como Mylie Campbell, que continuou dirigindo em alta velocidade enquanto Lani permanecia nessa posição. Em determinado momento, a adolescente caiu na pista e acabou sendo atingida por vários veículos que vinham logo atrás.

    Lani morreu ainda no local. Os demais ocupantes do carro não ficaram feridos, mas, segundo a polícia, nenhum deles utilizava cinto de segurança no momento do acidente.

    Em comunicado, a Patrulha Rodoviária de Oklahoma informou que não há indícios de consumo de álcool ou drogas. “Nossos corações estão com a família de Lani neste momento incrivelmente difícil, e eles permanecem em nossos pensamentos e orações enquanto esta investigação é concluída”, afirmou um porta-voz.

    A jovem era natural da cidade de Ardmore e estudava artes na Eckerd College. Ela deixa os pais e uma irmã.

    Após a tragédia, familiares e amigos criaram uma campanha no GoFundMe para ajudar com os custos do funeral. “Lani tinha uma personalidade vibrante que contagiava a todos com alegria. Sua morte repentina deixou sua família e amigos devastados, e a perda é profundamente sentida por toda a comunidade”, diz a descrição.

    Jovem morre ao cair de carro durante “brincadeira” em rodovia nos EUA

  • Mísseis do Irã atingem Israel após anúncio de trégua de Trump

    Mísseis do Irã atingem Israel após anúncio de trégua de Trump

    Ataque ocorre minutos depois de cessar-fogo de duas semanas ser anunciado pelos EUA. Defesa israelense foi acionada, explosões foram ouvidas e tensão cresce mesmo com negociações de paz em andamento envolvendo o Estreito de Ormuz

    As Forças de Defesa de Israel informaram nesta terça-feira que Israel foi alvo de mísseis lançados pelo Irã poucos minutos após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento por duas semanas de uma ofensiva contra infraestruturas iranianas.

    Em comunicado divulgado no Telegram, as forças israelenses afirmaram que identificaram “mísseis disparados do Irã em direção ao território do Estado de Israel” e que “os sistemas de defesa estão a ser ativados para interceptar esta ameaça”.

    Minutos antes, Trump havia declarado que aceitou suspender os bombardeios contra o Irã por duas semanas, descrevendo a medida como parte de um “cessar-fogo bilateral”, após receber de Teerã uma proposta de paz considerada “viável”.

    Antes disso, o presidente americano havia estabelecido um prazo até as 21h (horário de Brasília) para que o Irã concordasse em reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de destruir infraestruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano.

    Após o anúncio, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou o cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos e informou que negociações para um acordo de paz devem começar no Paquistão a partir de 10 de abril.

    O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que a passagem pelo Estreito de Ormuz será permitida durante esse período, sob controle das forças militares iranianas.

    Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel, em 28 de fevereiro, o Irã vinha restringindo o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás do mundo, liberando apenas embarcações de países considerados aliados, o que contribuiu para a alta nos preços da energia.

    Cerca de 20 minutos após o alerta sobre o ataque, as forças israelenses autorizaram os moradores a deixarem os abrigos onde haviam sido orientados a se proteger.

    Segundo correspondentes da agência AFP, explosões foram ouvidas em Jerusalém e também em Jericó, na Cisjordânia ocupada.

    Mísseis do Irã atingem Israel após anúncio de trégua de Trump

  • Trump recua de novo e anuncia cessar-fogo de 2 semanas após ameaçar destruir o Irã

    Trump recua de novo e anuncia cessar-fogo de 2 semanas após ameaçar destruir o Irã

    Presidente americano apresenta sexto ultimato para que teocracia reabra o vital estreito de Hormuz; decisão ocorre com negociação travada, dia de violência intensa e ameaça de retaliação no golfo Pérsico

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após dizer que a “uma civilização inteira morrerá nesta noite” e ameaçar obliterar a infraestrutura civil do Irã, Donald Trump recuou novamente e aceitou nesta terça-feira (7) uma proposta feita pelo Paquistão para um cessar-fogo de duas semanas na guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel.

    Com isso, o prazo para que a teocracia reabra o estreito de Hormuz para o trânsito de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, foi adiado pela quinta vez. O presidente passou o dia sob fogo por sua frase com tintas genocidas, que foi criticada até por aliados.

    O anúncio foi feito pouco menos de uma hora antes da expiração do prazo que ele havia dado para que Teerã aceitasse a medida, sob pena de destruir pontes e usinas de energia do país “em quatro horas”, segundo havia dito na véspera.

    O regime dos aiatolás havia rejeitado a proposta por sugerir uma trégua, e não uma solução para a guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel, que já dura mais de cinco semanas. Mas as conversas continuaram.

    O Paquistão, país que centralizava a mediação das conversas indiretas, pediu mais duas semanas a Trump. Seu premiê, Shehbaz Sharif, sugeriu também um cessar-fogo e a reabertura de Hormuz no período.

    A decisão reafirma a mística do acrônimo TACO, ou Trump Sempre Amarela nas iniciais em inglês. É um risco ocupacional da tendência do americano de repetir sua estratégia negocial na diplomacia: elevar ameaças e fazer imposições impossíveis ao adversário para ver o que consegue ganhar.

    No fim de semana, o republicano publicou uma postagem inaudita para um presidente dos EUA, cheia de palavrões e xingando os iranianos de “malucos do c…”. Na segunda (6), afirmou que poderia destruir o Irã em uma noite e, nesta terça, pintou sua guerra com cores de um extermínio, numa frase tão malvista que até o papa Leão 14, primeiro pontífice americano, a condenou.

    Só que a teocracia persa, que já demonstrou capacidade adaptativa enorme ante a decapitação a que foi submetida, não caiu na tática. Insistiu em que não pode negociar sob bombas e buscou negar que estivesse disposta a ceder, embora isso estivesse subentendido no curso de negociações mediadas pelo Paquistão.

    Elas pareciam ter avançado um pouco ao longo da terça, mas todos os beligerantes resolveram elevar a temperatura militar do conflito para se posicionar para novas conversas.

    Os EUA atacaram alvos militares na estratégica ilha de Kharg, de onde saem 90% do óleo iraniano em tempos mais normais. O local é um alvo primários de qualquer ação anfíbia ou aerotransportada dos americanos, embora analistas digam que os riscos de baixas são enormes dada a posição exposta junto à costa do Irã.

    Seja como for, Trump deslocou 5.000 fuzileiros navais e um número incerto de paraquedistas para a região. Não é nada que garanta uma invasão terrestre do rival, mas sim para operações mais focadas.

    Apesar do poderio superior, os americanos não têm recursos para assegurar o trânsito de petroleiros e afins por Hormuz. Também nesta terça, os aliados de Teerã Rússia e China vetaram uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que abriria o caminho para uma operação legal com esse fim.

    Já Israel fez inéditos ataques a ferrovias civis do rival, matando ao menos duas pessoas no processo, e atingiu uma petroquímica produtora de insumos para explosivos em Shiraz.

    A ação, um dia após outra petroquímica iraniana ser atacada, levou a uma retaliação contra um complexo semelhante na Arábia Saudita. Teerã voltou a advertir que iriam empregar seus mísseis e drones contra o sistema energético do golfo Pérsico, mantendo a tensão no mercado em alta.

    O ataque aos sauditas azedou as negociações tocadas pelos paquistaneses, que têm um acordo militar com o reino desértico, mas aparentemente não foi suficiente para demover Trump de seu novo adiamento.

    Enquanto isso, os iranianos também atacaram um petroleiro perto de Omã, edifícios no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, onde duas pessoas foram mortas. À noite, voltou a bombardear alvos nos vizinhos.

    A rotina de bombardeio a Israel também seguiu, com drones e mísseis disparados de lá, a partir de bases houthis no Iêmen e do Líbano, onde posições do Hezbollah também foram atacadas pelo Estado judeu.

    Trump recua de novo e anuncia cessar-fogo de 2 semanas após ameaçar destruir o Irã

  • Irã reage a ameaça de Trump e fala em 'incitação ao genocídio'

    Irã reage a ameaça de Trump e fala em 'incitação ao genocídio'

    Americano diz que ‘uma civilização inteira morrerá’ nesta terça, fim de ultimato dado à República Islâmica; representante de Teerã na ONU critica Washington em reunião que barrou ação para liberar estreito de Hormuz

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – As ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que “uma civilização inteira morrerá” caso Washington não chegue a um acordo com o Irã até a noite desta terça-feira (7) “constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”, afirmou o representante da República Islâmica nas Nações Unidas, Amir-Saeid Iravani.

    O diplomata participou da reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta terça que votou uma proposta do Bahrein, presidente rotativo do colegiado, para desobstrução do estreito de Hormuz, bloqueado pelo Irã desde o início do conflito. A proposta foi derrubada por posição contrária de China e Rússia, membros permanentes que têm poder de veto no órgão e são aliadas de Teerã.

    Iravani pediu à comunidade internacional que denuncie a retórica de Trump. “O Irã não ficará parado diante de crimes de guerra tão flagrantes. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de legítima defesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, afirmou o representante.

    A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou mais tarde nesta terça que Trump “está ciente” de proposta feita pelo Paquistão para estender o prazo do ultimato por mais duas semanas e que “uma resposta virá”.

    Entre ameaças e recuos, Trump já afirmou também que mandará o Irã “de volta à Idade da Pedra”, indicando que atingiria a produção de petróleo do país persa, pontes e usinas elétricas.

    Ofensivas à infraestrutura de uso civil são amplamente vistas como crimes de guerra, embora agressores, em geral, tentem defender que são usadas por forças militares e, portanto, alvos legítimos. Argumentos do tipo são usados pela Rússia na guerra da Ucrânia e por Israel em ataques ao sul do Líbano contra o Hezbollah.

    Trump fez um ultimato a Teerã para a reabertura do estreito de Hormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Nos últimos dias, o republicano vem reforçando o prazo que deu à liderança persa: esta terça, 21h, pelo horário de Brasília.

    O presidente americano também disse que, caso não haja acordo até lá, “todas as pontes e todas as usinas de energia” do Irã serão destruídas até 1h de quarta (8). “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu Trump na sua rede, a Truth Social.

    Na reunião do Conselho de Segurança, China e Rússia disseram que a resolução para liberar Hormuz era tendenciosa contra o Irã.

    O embaixador chinês na ONU afirmou que aprovar o texto em um momento em que os EUA fazem ameaças graves ao país persa enviaria “a mensagem errada”. Já o representante russo afirmou que os dois países trabalham em uma proposta alternativa sobre a situação no Oriente Médio, incluindo a segurança marítima.

    Sem surpresas, os EUA criticaram o posicionamento de Moscou e de Pequim. O embaixador americano na ONU, Mike Waltz, disse que os vetos representam “um novo nível de baixeza” e acusou os dois países de se alinharem a Teerã. Segundo ele, o bloqueio do estreito tem impedido a chegada de ajuda humanitária a regiões como Congo, Sudão e Faixa de Gaza.

    Irã reage a ameaça de Trump e fala em 'incitação ao genocídio'

  • Caça a ovos de Páscoa vira caso de polícia com descoberta de crânio nos EUA

    Caça a ovos de Páscoa vira caso de polícia com descoberta de crânio nos EUA

    A descoberta ocorreu no DeForest Park, na cidade de Long Beach, quando uma família participava de uma caça aos ovos de Páscoa e se deparou com os restos no local

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma tradicional atividade de Páscoa terminou de forma inesperada e perturbadora na Califórnia, nos Estados Unidos. Uma família encontrou o que mais tarde foi confirmado pelas autoridades como restos humanos parcialmente enterrados no solo. O caso aconteceu durante uma caça a ovos de Páscoa em um parque de Long Beach. Policiais e especialistas forenses foram mobilizados e uma investigação foi aberta.

    A descoberta ocorreu na tarde de domingo (5), no DeForest Park, na cidade de Long Beach. Segundo as autoridades, uma família participava de uma caça aos ovos de Páscoa quando encontrou os restos no local, que fica próximo a uma trilha usada por moradores para caminhadas e exercícios.

    Relatos indicam que crianças procuravam ovos coloridos espalhados pelo parque quando se depararam com o que parecia ser um crânio parcialmente enterrado. A polícia foi acionada imediatamente após a descoberta.

    Crânio e mandíbula foram recolhidos para análise. De acordo com o Los Angeles County Department of Medical Examiner, equipes especializadas foram acionadas para recuperar o material. Em nota oficial, o órgão informou que sua equipe de resposta especial “recuperou um crânio humano e uma mandíbula e levou os restos ao Centro de Ciências Forenses para exames adicionais”.

    Até o momento, as autoridades não conseguiram determinar sexo, idade ou causa da morte, e a investigação segue em andamento. Imagens aéreas feitas por equipes de televisão mostraram uma tenda branca de investigação montada no parque, com ovos de Páscoa coloridos espalhados pelo caminho onde ocorria a atividade infantil.

    Moradores da região disseram ter ficado chocados com a descoberta em um local considerado tranquilo e frequentado por famílias. “Sinto muito por quaisquer crianças que tenham visto isso. Parece algo muito ruim”, afirmou Fernando Guzman à ABC7 Los Angeles.

    Outro morador, Gabriel Rivas, relatou surpresa com o ocorrido em uma área que costuma ser considerada segura para caminhadas. “Minha namorada e eu passamos por aqui o tempo todo para caminhar e correr. Sempre sentimos que é uma trilha segura, então, foi surpreendente”, disse ao mesmo veículo.

    A descoberta ocorreu a poucos metros da entrada da trilha do parque, reforçando o impacto causado entre moradores que utilizam o espaço diariamente. As autoridades seguem trabalhando para identificar a origem dos restos mortais e esclarecer as circunstâncias da morte. Até agora, não há confirmação de quanto tempo o crânio estava no local.

    Caça a ovos de Páscoa vira caso de polícia com descoberta de crânio nos EUA