Categoria: MUNDO

  • Israel ataca alvos que seriam dos grupos Hamas e Hezbollah no Líbano

    Israel ataca alvos que seriam dos grupos Hamas e Hezbollah no Líbano

    O Líbano enfrenta crescente pressão de Washington e de Israel para desarmar o Hezbollah, e seus líderes temem que Tel Aviv intensifique os ataques em todo o país

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Israel começou a atacar nesta segunda-feira (5) o que descreveu como alvos dos grupos extremistas Hamas e Hezbollah no Líbano, após emitir alertas de retirada para quatro aldeias no leste e sul do país.

    Antes, um porta-voz israelense disse que o Exército planejava uma ofensiva à infraestrutura militar das organizações nas aldeias de Hammara e Ain el-Tineh, no leste da nação, e Kfar Hatta e Aanan, no sul.

    Tel Aviv e Beirute concordaram, em novembro de 2024, com um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, encerrando mais de um ano de combates entre o Estado judeu e o Hezbollah que enfraqueceram o grupo extremista apoiado pelo Irã. Desde então, os lados têm trocado acusações sobre violações.

    O Líbano enfrenta crescente pressão de Washington e de Israel para desarmar o Hezbollah, e seus líderes temem que Tel Aviv intensifique os ataques em todo o país já devastado para pressionar o confisco do arsenal do Hezbollah mais rapidamente.

    Israel ampliou os ataques contra alvos no Líbano no último mês. Em visita à capital libanesa no início de dezembro, o papa Leão 14 pediu o fim dos ataques e das hostilidades entre os dois países.

    Israel ataca alvos que seriam dos grupos Hamas e Hezbollah no Líbano

  • Após fala de Trump, Petro diz que pegará em armas se necessário

    Após fala de Trump, Petro diz que pegará em armas se necessário

    Presidente colombiano deu ordem às forças para atirar no invasor

    O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse nesta segunda-feira (5) que, se necessário, poderá voltar a pegar em armas para defender o país. O mandatário ressaltou ainda que deu ordem à força pública colombiana para atirar contra o “invasor”. 

    As declarações, escritas no X, foram dadas em resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, neste domingo (4), ameaçou armar uma operação militar contra a Colômbia.    

    “Embora eu não tenha sido militar, conheço a guerra e a clandestinidade. Jurei não empunhar mais uma arma desde o Pacto de Paz de 1989, mas pela Pátria pegarei novamente em armas, ainda que não queira”, disse Petro, que participou do movimento de guerrilha M19 (Movimento 19 de Abril), nos anos 1980. O presidente da Colômbia afirmou ainda que os comandantes da força pública que não defendam a soberania popular deverão deixar a corporação.

    “Cada soldado da Colômbia tem agora uma ordem: todo comandante da força pública que preferir a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia deve se retirar imediatamente da instituição, por ordem das bases, da tropa e minha. A Constituição ordena à força pública que defenda a soberania popular”.

    O presidente acrescentou que a ordem à força pública é não atirar contra o povo, mas sim contra o invasor.

    Petro listou uma série de ações do seu governo contra a produção e o tráfico de drogas e destacou que foi eleito democraticamente e não tem envolvimento com o narcotráfico. “Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Só possuo minha casa de família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram publicados. Ninguém pôde dizer que gastei mais do que ganho. Não sou ambicioso”.  

    “Tenho enorme confiança no meu povo, e por isso pedi que o povo defenda o presidente de qualquer ato violento ilegítimo contra ele”, acrescentou.

    Ontem, Trump ameaçou deflagrar uma ação militar contra a Colômbia, disse que o país está doente e é administrado por um homem doente. O presidente dos EUA acusou, sem provas, o presidente Petro de gostar de produzir cocaína e de vender a droga aos Estados Unidos. As afirmações foram feitas após os Estados Unidos sequestrarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação no sábado (3), e o levarem para Nova York para ser julgado.

    Após fala de Trump, Petro diz que pegará em armas se necessário

  • 'A pátria está em boas mãos, pai', diz filho de Maduro em abertura da Assembleia

    'A pátria está em boas mãos, pai', diz filho de Maduro em abertura da Assembleia

    Herdeiro de chavista diz ser acusado pelos mesmos crimes que seu pai nos EUA e que é perseguido; deputados venezuelanos tomam posse nesta segunda-feira (5), dois dias depois de captura de ditador

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Era para ser mais uma cerimônia protocolar de início do ano legislativo na Assembleia Nacional da Venezuela, dominada pelo PSUV (o partido do regime). A abertura dos trabalhos nesta segunda-feira (5), no entanto, ocorre dois dias depois do ataque dos Estados Unidos ao país latino e da captura do ditador Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores.

    Coube ao filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, transformar seu discurso de posse em um manifesto contra a captura de seu pai no último sábado (3).

    Emocionado, ele dirigiu parte do discurso diretamente a Maduro: “A você, pai, digo que criou uma família de pessoas fortes. A pátria está em boas mãos, pai, e logo vamos nos abraçar aqui na Venezuela”, disse, com a voz embargada. “E também nos veremos, Cilia.”

    Ele reforçou o apoio do bloco governista, que controla o Legislativo, à vice Delcy Rodríguez e reafirmou que o regime não irá se render.

    “Estamos comprometidos em defender a dignidade da Venezuela. Hoje, cabe a mim falar e escrever, meu pai e minha segunda mãe foram sequestrados, com eles cresci, no amor de um lar bolivariano. Nos forjaram na luta revolucionária, que sempre foi o sonho do meu pai”, disse o deputado.

    Ele criticou a ação perpetrada pelos Estados Unidos e afirmou que além de atingir o líder de um país, também atingiu um pai e avô amoroso e uma combatente e advogada competente.

    “Com eles, aprendi a serenidade e a paz, a verdade triunfará. Mais cedo ou mais tarde, eles estarão conosco. Nossos olhos os verão, seremos testemunhas desse momento histórico.”

    O político afirmou que se eles [os Estados Unidos] são Monroe, em referência a Doutrina Monroe, de “América para os americanos”, os venezuelanos são Simón Bolívar -libertador da América Latina e herói nacional.

    O filho de Maduro acrescentou que o direito internacional serve para conter os mais poderosos e evitar que a lei da selva substitua a razão. “Estamos diante de uma regressão perigosa para toda a comunidade internacional.”

    O economista também disse ser acusado nos Estados Unidos pelos mesmos crimes que Maduro e a primeira-dama e que sua família está sendo perseguida. “Pedimos que nos deixem em paz para que as nossas instituições se desenvolvam de forma livre e independente, para que a nossa economia cresça e para que o nosso povo tenha paz.

    “Vamos lutar com inteligência e audácia pela libertação de Maduro e de sua mulher”, seguiu. “Talvez tenham sequestrado Maduro e Cilia, mas não sequestraram a consciência de um povo.”

    No fim de seu discurso, Maduro Guerra indicou Jorge Rodríguez, irmão da vice Delcy Rodríguez, para um novo mandato na Presidência da Assembleia Nacional. Ele foi reeleito para o cargo.

    Ao falar para o Parlamento, Rodríguez pediu que “as lágrimas se transformem em força” e que a Venezuela nunca buscou uma guerra.

    “Minha função será recorrer a todos os procedimentos, tribunas e espaços para trazer de volta Nicolás Maduro, meu irmão e meu presidente. Falta uma deputada neste lugar, que corresponde à minha irmã, Cilia Flores, que uma flor vermelha em seu lugar nos recorde que estamos em dívida com ela”, disse ele.
    Em um pleito, em maio do ano passado, marcado pela ausência de eleitores e pelo boicote da oposição, os apoiadores de Nicolás Maduro conquistaram em 2025 23 dos 24 governos estaduais na Venezuela e uma maioria contundente na Assembleia Nacional.

    O governista PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) venceu em todos os estados, exceto em Cojedes, e a coalizão de Maduro obteve 82,68% dos votos nas listas nacionais do Parlamento, de acordo com o CNE (Conselho Nacional Eleitoral), controlado pelo chavismo.

    A autoridade eleitoral divulgou que a coalizão de partidos que apoia Maduro conquistou 256 das 285 cadeiras no Parlamento.

    'A pátria está em boas mãos, pai', diz filho de Maduro em abertura da Assembleia

  • China e Rússia pedem na ONU libertação imediata de Maduro

    China e Rússia pedem na ONU libertação imediata de Maduro

    Militares americanos retiraram à força Maduro e sua esposa de território venezuelano, em uma ação que matou integrantes das forças de segurança do presidente e causou explosões em Caracas, capital do país; embaixadores participaram de reunião do Conselho de Segurança

    Representantes da China e a Rússia condenaram fortemente o ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela no sábado (3) e pediram a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Eles participaram de reunião de emergência convocada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (5).

    O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, disse que a China está profundamente chocada com a ação militar e condenou fortemente “os atos ilegais e de bullying” dos Estados Unidos.

    Segundo o diplomata, a comunidade internacional tem expressado preocupações com as sanções, bloqueios e ameaças de uso da força norte-americanos contra a Venezuela. “Como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos têm ignorado as graves preocupações da comunidade internacional em relação à soberania venezuelana e infringiram a não interferência em assuntos internos e a proibição do uso da força nas relações internacionais”, afirmou Fu Cong. 

    O representante da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, disse que o começo do ano chocou a todos pela falta de respeito às leis internacionais e ao princípio da não intervenção em assuntos internos de outros países.

    “O sequestro do líder da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhado da morte de dezenas de cidadãos venezuelanos e cubanos, aos olhos de muitos, se tornou um retrocesso para a época de um mundo sem leis e a dominação norte-americana pela força e pelo caos. Não há justificativa para os crimes cometidos pelos Estados Unidos em Caracas. Nós condenamos firmemente a agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela em desacordo com todas as normas internacionais. Pedimos a libertação imediata de Maduro e sua esposa. Ele é o presidente legítimo da Venezuela eleito”, afirmou o diplomata russo.

    Vasily Nebenzya destacou que o povo russo se solidariza com os venezuelanos perante a agressão externa. “Apoiamos incondicionalmente o governo bolivariano da Venezuela.”

    O embaixador russo acrescentou que os Estados Unidos não escondem seu desejo pelo petróleo venezuelano e deixam claro seu imperialismo em relação à América Latina. “É importante a comunidade internacional se unir contra os métodos norte-americanos de uso da força como demonstrado no caso venezuelano”, afirmou.

    Militares americanos retiraram à força Maduro e sua esposa de território venezuelano, em uma ação que matou integrantes das forças de segurança do presidente e causou explosões em Caracas, capital do país. Maduro foi levado para Nova York e, segundo o governo dos Estados Unidos, vai responder no país a acusações por uma suposta ligação com o tráfico internacional de drogas.O casal foi levado nesta segunda-feira ao Tribunal Federal, em Nova York, para uma audiência de custódia na Justiça norte-americana. Eles serão notificados de maneira oficial sobre seus supostos crimes. O casal está detido num presídio federal no bairro do Brooklyn, também em Nova York.

    China e Rússia pedem na ONU libertação imediata de Maduro

  • Delcy Rodríguez é empossada como líder interina da Venezuela

    Delcy Rodríguez é empossada como líder interina da Venezuela

    Vice de Maduro diz que assume ‘com pesar’ enquanto ditador segue em Nova York; juramento foi feito ao lado do irmão dela, reeleito presidente da Assembleia, e acompanhado por filho de Maduro

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Enquanto Nicolás Maduro segue em Nova York, onde compareceu perante um tribunal após ser capturado pelos Estados Unidos, a vice do ditador deposto, Delcy Rodríguez, assumiu nesta segunda-feira (5) como líder interina da Venezuela.

    Diante dos deputados que acabavam de tomar posse, dois dias após a deposição de Maduro, ela declarou lealdade a Maduro e disse que prestava o juramento “com pesar”.

    “Venho, como vice-presidente do presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, prestar juramento”, iniciou ela. “Venho com pesar, pelo sofrimento causado ao povo venezuelano, por uma agressão militar ilegítima contra a nossa pátria. Venho com pesar, pelo sequestro de dois heróis que são reféns nos Estados Unidos.”

    “Mas devo dizer que tenho a honra de jurar, em nome de todos os venezuelanos, pelo nosso pai libertador, Simón Bolívar, cujo sangue libertador corre pelas veias dos venezuelanos. Juro pelo comandante Hugo Chávez, que devolveu a dignidade de milhões de venezuelanos”, seguiu.

    O Supremo Tribunal havia ordenado que Delcy assumisse o cargo por 90 dias, prazo que pode ser prorrogado.

    Na cerimônia, ela afirmou que não irá descansar até ver a Venezuela como uma nação livre e independente e garantir a tranquilidade econômica e social do povo venezuelano.

    “Juro pelas bases do nosso pai libertador garantir um governo que dê felicidade social, estabilidade política e segurança política”, disse. “Que juremos como um só país, para levar a Venezuela adiante, nessas horas terríveis de instabilidade.”

    O juramento foi tomado pelo irmão de Delcy, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e acompanhado pelo filho de Nicolás Maduro, o deputado Nicolás Maduro Guerra. No domingo (4), a líder interina pediu a Donald Trump que Venezuela e EUA tenham uma relação equilibrada e respeitosa.

    Delcy transformou-se em uma figura importante na cúpula do chavismo. Ela nasceu em Caracas em 18 de maio de 1969 e foi ministra da Comunicação entre 2013 e 2014, além de chanceler entre 2014 e 2017. Formada em direito, em 2017 tornou-se presidente da Assembleia Nacional Constituinte. Em 2018, Maduro a nomeou vice-presidente, destacando suas qualidades como mulher corajosa e revolucionária.

    Desde 2013, ela e seu irmão, Jorge Rodríguez, ganharam destaque na elite do poder venezuelano, sendo responsáveis por decisões importantes e pela ideologia do regime. Jorge, que também foi vice de Hugo Chávez, tem um histórico familiar ligado à luta socialista, já que seu pai foi um guerrilheiro marxista.

    A partir de agosto de 2024, Delcy passou a comandar o Ministério do Petróleo, lidando com as sanções dos EUA e a indústria petrolífera do país.

    Horas antes do juramento de Delcy, na cerimônia de posse dos deputados, coube ao filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, transformar seu discurso em um manifesto contra a captura de seu pai.

    Emocionado, ele dirigiu parte do discurso diretamente a Maduro: “A você, pai, digo que criou uma família de pessoas fortes. A pátria está em boas mãos, pai, e logo vamos nos abraçar aqui na Venezuela”, disse, com a voz embargada. “E também nos veremos, Cilia [Flores, mulher de Maduro].”

    Ao falar para o Parlamento, Jorge Rodríguez pediu que “as lágrimas se transformem em força” e disse que a Venezuela nunca buscou uma guerra.

    “Minha função será recorrer a todos os procedimentos, tribunas e espaços para trazer de volta Nicolás Maduro, meu irmão e meu presidente. Falta uma deputada neste lugar, que é da minha irmã, Cilia Flores, que uma flor vermelha em seu lugar nos recorde que estamos em dívida com ela”, disse ele.

    Delcy Rodríguez é empossada como líder interina da Venezuela

  • Governo venezuelano manda prender envolvidos no sequestro de Maduro

    Governo venezuelano manda prender envolvidos no sequestro de Maduro

    Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, se declararam inocente das acusações impostas pelos Estados Unidos em Tribunal de Nova York; Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) se reuniu hoje também para discutir o ataque à Venezuela e o sequestro de Maduro

    O governo da Venezuela, através da presidente interina Delcy Rodríguez, ordenou nesta segunda-feira (5) que a polícia “inicie de imediato a busca e captura em nível nacional de qualquer pessoa envolvida na promoção ou apoio ao ataque armado dos Estados Unidos”.

    A ordem foi feita através de um decreto publicado no sábado (3), dia do sequestro de Nicolás Maduro e sua mulher, mas o texto completo só foi divulgado hoje.

    Nesta segunda, Maduro e mulher dele, Cilia Flores, também raptada pelos militares norte-americanos, passaram por audiência de custódia numa corte em Nova York. O presidente venezuelano se declarou inocente das acusações impostas pelos Estados Unidos. 

    O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) se reuniu hoje também para discutir o ataque à Venezuela e o sequestro de Maduro. Rosemery DiCarlo, subsecretária-geral para assuntos políticos e de construção da paz na ONU declarou que está “profundamente preocupada que as leis do direito internacional não foram respeitadas na ação militar do dia 3 de janeiro”.

    Maduro e a esposa foram retirados à força da Venezuela por militares dos EUA. O país norte-americano promoveu um ataque à capital Caracas na madrugada de sábado (3). O político venezuelano foi enviado de navio a Nova York e está num presídio federal no bairro do Brooklyn.

    Maduro e Cilia são acusados de comandar um governo corrupto e sem legitimidade. Também há acusações de promover o narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.Delcy Rodríguez, vice-presidente, está no comando da Venezuela como presidente interina.

    Governo venezuelano manda prender envolvidos no sequestro de Maduro

  • Lula conversou com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela

    Lula conversou com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela

    Telefonema ocorreu na manhã de sábado (3), após invasão dos Estados Unidos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou por telefone, na manhã de sábado (3), com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu o comando interino do país após a invasão militar dos Estados Unidos (EUA), em Caracas, que resultou no sequestro do presidente, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cília Flores.

    Segundo informações do Palácio do Planalto, a conversa telefônica tratou da situação política daquele momento, sem mais detalhes. Desde ontem (4), as Forças Armadas venezuelanas reconheceram Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela.

    Em carta pública endereçada ao presidente dos EUA, Donald Trump, a presidente interina classificou como prioritário avançar para um relacionamento “equilibrado e respeitoso” com o país norte-americano, “baseado na igualdade e não na ingerência”. Já pelo lado de Trump, houve indicação de que os EUA pretendem exigir que seus interesses sejam atendidos pelo governo interino da Venezuela. O presidente dos EUA já deixou claro que quer controlar as reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo.

    Sequestrados em Caracas e levados à Nova York, onde estão detidos em um presídio federal, Maduro e Cília Flores passaram por audiência de custódia no Tribunal Federal da cidade. Eles foram notificados de maneira oficial sobre seus supostos crimes. O casal está detido em um presídio federal no bairro do Brooklyn, também em Nova York.

    Maduro e sua esposa são acusados de comandar um governo corrupto e sem legitimidade. Também há acusações de promover o narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos. As acusações não trazem provas.

    Lula conversou com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela

  • 'Chega', diz premiê da Groenlândia após nova ameaça de Trump

    'Chega', diz premiê da Groenlândia após nova ameaça de Trump

    Jens-Frederik Nielsen e Mette Frederiksen (foto) rejeitaram de maneira incisiva novas ameaças de anexação da Groenlândia feitas por Donald Trump

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o premiê da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, rejeitaram de maneira incisiva novas ameaças de anexação da Groenlândia feitas por Donald Trump. No domingo (4), em entrevista à revista The Atlantic, o presidente americano, embalado pela intervenção na Venezuela, voltou a dizer que o território dinamarquês no Ártico é de interesse dos EUA.

    “Chega”, escreveu Nielsen no Facebook. “Chega de insinuações. Chega de fantasias sobre anexação. Estamos abertos ao diálogo, mas isso deve acontecer pelos canais adequados e respeitando o direito internacional”, declarou o governante do território autônomo, parte do reino na Dinamarca desde o século 18.

    Frederiksen também reagiu imediatamente, afirmando que os EUA “não têm absolutamente nenhum direito de anexar a Groenlândia” e que deveriam parar de fazer ameaças “contra um aliado histórico e contra um país e um povo que já deixaram claro que não estão à venda”.

    “Infelizmente, acho que o presidente americano deve ser levado a sério”, disse a primeira-ministra à DR, a emissora pública dinamarquesa.”

    Ainda na noite domingo, Noruega, Suécia e Finlândia saíram em defesa do vizinho escandinavo. “A Groenlândia é parte integrante do Reino da Dinamarca. A Noruega se solidariza plenamente com o Reino da Dinamarca”, escreveu no X o primeiro-ministro noruguês, Jonas Gahr Store.

    “Somente a Dinamarca e a Groenlândia têm o direito de decidir sobre assuntos que dizem respeito à Dinamarca e à Groenlândia”, afirmou o premiê sueco, Ulf Kristersson. Na mesma linha foi o presidente finlandês, Alexander Stubb: “Ninguém decide pela Groenlândia e pela Dinamarca, exceto a própria Groenlândia e a Dinamarca”.

    Nesta segunda-feira (5), foi a vez da França reiterar seu apoio à Dinamarca. Porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Pascal Confavreux declarou à imprensa francesa que “fronteiras não podem ser alteradas à força”. “A Groenlândia pertence ao povo da Groenlândia e ao povo da Dinamarca. Cabe a eles decidir o que desejam fazer.”

    “Isso é indiscutível na Europa, e nossa unidade europeia sobre essa questão também é perfeitamente clara”, disse também nesta manhã Johann Wadephul, ministro das Relações Exteriores da Alemanha.

    Lembrando que o território faz parte da Otan, a aliança militar ocidental, e está inserido na discussão de segurança do Ártico, Wadephul ponderou: “Isso não se confunde com a integralidade do território da Groenlândia e da Dinamarca”.
    Frederiksen também abordou a questão da Otan e o nó geopolítico que seria uma invasão americana ao território autonônomo. “Se os EUA atacarem outro país da OTAN, tudo para.”

    “Nós precisamos de verdade da Groenlândia. Para a nossa defesa”, havia declarado Trump à The Atlantic um dia antes. O bilionário voltou ao assunto ao falar com jornalistas a bordo do Air Force One, descrevendo a região no Ártico como um lugar repleto de “embarcações russas e chinesas”.

    Na conversa, o presidente americano fez ameaças também contra Colômbia, Cuba, México e Irã. E chegou a soltar um prazo para tratar da Groenlândia, “uns dois meses”. “Vamos conversar sobre o assunto em 20 dias”, disse Trump, fazendo referência à União Europeia.

    “A UE continuará a defender os princípios da soberania nacional”, declarou porta-voz do bloco no briefing de imprensa do bloco, nesta segunda-feira. Keir Starmer, premiê britânico, foi mais enfático: “Eu estou do lado dela [Frederiksen]”.

    “A ação do presidente Trump na Venezuela coloca seus aliados em um dilema moral e tático”, escreveu Bronwen Maddox, diretora da Chatham House, em análise sobre a ação na Venezuela publicada no fim de semana.

    A jornalista lembra da assertiva da Estratégia de Segurança Nacional, lançada pelo americano no fim do ano passado, com “grande peso no controle do ‘Hemisfério Ocidental’”.

    “O Canadá, o Panamá e a Groenlândia, que se enquadram nessa definição geográfica, têm bons motivos para se preocupar com as intenções do presidente -e com os extremos a que ele pode chegar para alcançá-las.”

    Entre comprometer o apoio americano na disputa com Vladimir Putin e a integralidade de seus domínios, a Europa inicia 2026 sob novo momento crítico da crise geopolítica que experimenta desde a invasão russa na Ucrânia, que completa quatro anos em fevereiro.

    A Groenlândia, antiga colônia dinamarquesa, com 57 mil habitantes, detém o direito de declarar independência da Dinamarca desde 2009. Desde o início do assédio americano, há um ano, quando Trump voltou à Casa Branca, o território autônomo se mantém alinhado a Copenhague, do qual depende sua economia e sua defesa.

    Seguidamente nestes últimos meses, Nielsen, o primeiro-ministro groenlandês, repetiu que é a ilha quem decidirá seu próprio futuro.

    'Chega', diz premiê da Groenlândia após nova ameaça de Trump

  • Maduro declara inocência em audiência em NY e diz que ainda é presidente

    Maduro declara inocência em audiência em NY e diz que ainda é presidente

    Esposa de Nicolás Maduro, a primeira-dama Cilia Flores, também se declarou inocente perante ao Tribunal de Nova York, nos Estados Unidos

    Nesta segunda-feira (5), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se declarou inocente diante da Justiça dos Estados Unidos, em Tribunal de Nova York, onde alegou ser um “prisioneiro de guerra” do governo Trump.

    Capturado no sábado (3) em Caracas, o venezuelano, que é acusado de narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para a posse de armas e explosivos, declarou inocência em todos os crimes que responde na Justiça norte-americana. 

    Maduro compareceu ao tribunal para sua 1ª audiência, na qual ouviu formalmente os crimes pelos quais é acusado. Ele estava com algemas nos tornozelos e fone de ouvido, para escutar a tradução em espanhol do que o juiz o questionava. A sessão aconteceu apenas para os acusados terem conhecimento das acusações.

    O juiz responsável pelo caso marcou uma nova audiência para 17 de março, na qual Maduro e sua esposa prestarão depoimento.

      

    Maduro declara inocência em audiência em NY e diz que ainda é presidente

  • Streamer morre durante transmissão ao vivo após desafio com álcool

    Streamer morre durante transmissão ao vivo após desafio com álcool

    O homem de 37 anos foi encontrado morto no quarto enquanto seguidores assistiam à live. Polícia investiga se a morte está ligada a um desafio pago por assinantes, que envolvia consumo de uísque e cocaína em poucas horas.

    Um homem de 37 anos morreu enquanto fazia uma transmissão ao vivo na madrugada do dia 31, em Vilanova i la Geltrú, na região de Barcelona, na Espanha.

    Sergio Jiménez foi encontrado pelo irmão, Daniel, no quarto onde dormia. Ele estava ajoelhado, com a cabeça apoiada no colchão, imóvel e com o corpo já rígido, segundo relato do jornal El Periódico. Na mão, ainda segurava o celular.

    Daniel tocou no irmão, percebeu que o corpo estava frio e entendeu imediatamente o que havia acontecido. “Mãe, o Sergio está morto”, disse à mãe, Teresa, que observava a cena da porta do quarto, sem conseguir entrar.

    Teresa foi a primeira a desconfiar de que algo estava errado. Durante a madrugada, por volta das 2h, levantou-se para ir ao banheiro e notou que a porta do quarto do filho, que morava com ela, estava entreaberta. Chamou por ele, mas não obteve resposta.

    “Tentei entrar, mas havia roupas ou algum objeto no chão e não consegui passar”, contou ao jornal. “Vi o Sergio ajoelhado na cama, como se estivesse rezando.”

    Sobre a mesa do quarto havia uma garrafa de uísque quase vazia, várias latas de bebidas energéticas e uma grande quantidade de cocaína sobre uma placa vermelha, segundo Daniel. O computador de Sergio permanecia ligado, com a câmera ativa, transmitindo tudo ao vivo. A transmissão não havia sido encerrada, e os assinantes continuavam assistindo à cena em tempo real.

    Comentários apareciam na tela. “Já dormiu de ressaca, Sergio?”, dizia um espectador. “Ainda não acabou a garrafa de uísque?”, questionava outro.

    Daniel acionou o serviço de emergência. “Mandaram tentar levantá-lo, mas não consegui porque tenho problemas na coluna. Quando toquei nele, a mão estava gelada”, relatou. Ao chegarem, os socorristas confirmaram a morte e informaram que seria necessário acionar a polícia.

    Desafio envolvia álcool e cocaína

    Tudo indica que Sergio participava de um desafio proposto pelos próprios assinantes. Eles teriam pago uma garrafa de uísque e seis gramas de cocaína. Em troca, o streamer deveria consumir tudo em menos de três horas, ao vivo.

    A mãe, Teresa, e os irmãos Daniel e Jordi sabiam que Sergio enfrentava problemas com drogas e fazia acompanhamento psiquiátrico. Também tinham conhecimento dos desafios transmitidos pela internet.

    “Foi o Jordi, meu filho mais velho, que mora nos Pirineus, quem nos alertou há alguns meses de que o Sergio fazia esse tipo de vídeo”, contou Teresa.

    Na tarde do mesmo dia, ela havia notado a garrafa de uísque e questionado o filho sobre a origem. “Ele disse que um ‘colega’ tinha dado. Lembrei que ele não podia beber por causa dos remédios psiquiátricos”, disse. Sergio respondeu que não havia tomado os medicamentos justamente para poder beber. A mãe pediu que ele não fizesse aquilo, mas ele ignorou o pedido e, à noite, trancou-se no quarto.

    Dias antes, Daniel havia feito um alerta direto ao irmão. “Sergio, ou você para com as drogas ou elas vão acabar com você.”

    Possível influência de outro streamer

    Durante o velório, um nome era frequentemente mencionado pelos presentes como alguém que teria influenciado Sergio: Simón Pérez Golarons.

    Ex-economista, Simón perdeu o emprego em 2017 após a circulação de um vídeo em que aparecia aparentemente sob efeito de drogas. Desde então, passou a sobreviver realizando desafios humilhantes pela internet.

    “Foi ele quem ensinou o Sergio a fazer esse tipo de conteúdo. Eles aparecem juntos em várias transmissões ao vivo”, relataram amigos durante a despedida.

    Esse tipo de prática, em que pessoas vulneráveis ou dependentes químicos se expõem e se humilham ao vivo em troca de dinheiro, não é novo e vem crescendo. O fenômeno tem sido chamado de “mendicância digital”.

    Outro caso semelhante ocorreu no verão de 2025, quando o streamer francês Raphaël Graven, de 46 anos, conhecido como Jean Pormanove ou JP, morreu enquanto dormia durante uma transmissão ao vivo na França.

    A live durava havia vários dias e contava com a participação de outros streamers. Ex-militar, Raphaël já havia sido submetido a episódios de violência, privação de sono e humilhações durante as transmissões. Mesmo diante das agressões, os envolvidos insistiam em classificar o conteúdo como humorístico.
     
     

     

    Streamer morre durante transmissão ao vivo após desafio com álcool