Categoria: MUNDO

  • Secretário do Tesouro dos EUA diz que reabertura de Hormuz é questão de tempo

    Secretário do Tesouro dos EUA diz que reabertura de Hormuz é questão de tempo

    O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, informou que Teerã recebeu mensagens por meio de intermediários indicando a disposição de Washington em negociar, após uma reunião dos ministros das Relações Exteriores do Paquistão, Egito, Arábia Saudita e Turquia em Islamabad no domingo (29) para discutir esforços de mediação

    (CBS NEWS) – O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira (30) que o mercado global de petróleo está bem abastecido, com mais navios transitando pelo estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial do commodity.

    “Com o tempo, os Estados Unidos vão retomar o controle do estreito e haverá liberdade de navegação, seja por meio de escoltas norte-americanas ou multinacionais”, declarou Bressent em entrevista à Fox News.

    Horas antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado que o Irã havia permitido a passagem de 20 navios-tanque com bandeira do Paquistão por Hormuz como um “presente” para a Casa Branca. A permissão faria parte das negociações, que o Irã classificou como “irrealistas, ilógicas e excessivas”.

    Ao mesmo tempo, Trump também voltou a endurecer o discurso contra o Irã e reiterou o alerta ao país para que abra o estreito de Hormuz sob o risco de sofrer novos ataques.

    Ele escreveu em uma publicação nas redes sociais que progressos haviam sido feitos, mas que, se um acordo não fosse feito em breve e se o estreito não fosse imediatamente “aberto para negócios”, os Estados Unidos concluiriam sua “estadia” no Irã explodindo completamente todas as usinas de geração de energia elétrica, poços de petróleo e a Ilha de Kharg.

    Trump também ameaçou atacar as usinas de dessalinização que fornecem água potável no Irã.

    Na semana passada, o presidente norte-americano afirmou que pausaria os ataques às instalações de energia do Irã por 10 dias, até 6 de abril.

    Embora Trump tenha dito que os Estados Unidos e Irã estão progredindo nas negociações, ele também tem enviado mais tropas para a região, levando o regime iraniano a acusar Washington de noticiar negociações enquanto planeja uma invasão terrestre.

    IRÃ REJEITA PROPOSTAS DOS ESTADOS UNIDOS

    O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, informou que Teerã recebeu mensagens por meio de intermediários indicando a disposição de Washington em negociar, após uma reunião dos ministros das Relações Exteriores do Paquistão, Egito, Arábia Saudita e Turquia em Islamabad no domingo (29) para discutir esforços de mediação.

    Em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, Baghaei criticou as propostas dos Estados Unidos: “nossa posição é clara. Estamos sob agressão militar. Portanto, todos os nossos esforços e forças estão concentrados em nos defender”.

    Baghaei também disse que o parlamento iraniano está analisando uma possível saída do Tratado de Não Proliferação Nuclear, acordo internacional criado para evitar a proliferação de armas atômicas e promover o uso da energia nuclear para fins pacíficos.

    Trump citou a prevenção de que o Irã obtenha armas nucleares como uma das razões para atacar o país em 28 de fevereiro. Por outro lado, Teerã nega estar buscando um arsenal nuclear.

    Secretário do Tesouro dos EUA diz que reabertura de Hormuz é questão de tempo

  • Zelensky afirma que Rússia monitorou base dos EUA antes de ataque do Irã

    Zelensky afirma que Rússia monitorou base dos EUA antes de ataque do Irã

    Presidente ucraniano afirma que satélites russos registraram imagens de base dos EUA na Arábia Saudita dias antes de ofensiva iraniana. Ele sugere possível compartilhamento de informações, mas não apresentou provas e dados não foram verificados pela NBC News

    A Rússia pode ter captado ao menos três imagens de satélite de uma base aérea dos Estados Unidos na Arábia Saudita poucos dias antes de um ataque do Irã ao local, que deixou soldados norte-americanos feridos. A informação é da inteligência ucraniana e foi divulgada pelo presidente Volodymyr Zelensky em entrevista à NBC News.

    “Eu acho que é do interesse da Rússia ajudar os iranianos. E eu não acredito, eu sei que eles compartilham informação”, afirmou no sábado, 28 de março, após uma reunião no Qatar. “Eles ajudam os iranianos? Claro que sim. Quanto eu acredito nisso? 100%.”

    Na mesma entrevista, Zelensky citou um relatório da inteligência ucraniana segundo o qual satélites russos teriam registrado imagens da Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, nos dias 20, 23 e 25 de março. No dia seguinte à última captura, o Irã lançou o ataque contra a base, que abriga tropas dos Estados Unidos e da Arábia Saudita.

    Vários militares norte-americanos ficaram feridos, segundo duas autoridades dos Estados Unidos, mas nenhum corre risco de vida.

    Na avaliação do presidente ucraniano, a sequência de imagens feitas pelos russos pode indicar algum nível de apoio ao planejamento da ofensiva.

    “Nós sabemos que, se eles capturam imagens uma vez, estão se preparando. Se capturam uma segunda vez, é como uma simulação. Na terceira vez, significa que em um ou dois dias vão atacar”, disse, sem apresentar provas das informações. A NBC News ressalta que não conseguiu verificar os dados.

    A possível troca de informações entre Rússia e Irã não é inédita. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, já havia acusado Moscou de colaborar com Teerã. “Estamos vendo que a Rússia está ajudando o Irã com informações para atingir americanos, para matar americanos”, disse à margem de uma reunião de ministros das Relações Exteriores do G7, em Cernay-la-Ville, perto de Paris, na sexta-feira, 26 de março. Segundo ela, os russos também estariam fornecendo drones aprimorados ao Irã.

    Desde o início do conflito, a Rússia critica a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra Teerã, classificando como “infundada” a justificativa apresentada por Donald Trump e afirmando que as ações colocaram o Oriente Médio “em um abismo”.

    Na entrevista, Zelensky também disse estar preocupado com a possibilidade de armas enviadas pelos Estados Unidos à Ucrânia serem desviadas para o conflito no Oriente Médio.

    “Estou muito preocupado. Espero que os Estados Unidos não cometam esses erros”, afirmou, destacando que o envio de armamentos pelos aliados ocidentais é essencial para que Kiev continue se defendendo de Moscou.
     
     

     

    Zelensky afirma que Rússia monitorou base dos EUA antes de ataque do Irã

  • Homem invade pista de aeroporto e tenta entrar em aviões nos EUA; veja

    Homem invade pista de aeroporto e tenta entrar em aviões nos EUA; veja

    Suspeito de 58 anos, supostamente embriagado, bateu carro contra portão e acessou área restrita em aeroporto da Flórida. Ele ainda tentou embarcar em aeronaves antes de ser contido por seguranças e preso pela polícia

    Um homem de 58 anos, supostamente embriagado, invadiu a pista do Daytona Beach International Airport, na Flórida, Estados Unidos, após bater o carro contra um portão de acesso restrito.

    Bryan J. Parker foi preso na quarta-feira, 25 de março, depois de provocar o acidente dentro da área do aeroporto. Segundo a revista People, após a invasão, ele ainda tentou embarcar em dois voos.

    Em comunicado, o aeroporto informou que o suspeito “bateu o veículo em alta velocidade contra um portão trancado e protegido, entrou na pista e seguiu em direção à área de aeronaves da Embry-Riddle Aeronautical University, onde tentou, sem sucesso, acessar dois aviões”.

    Um agente operacional do aeroporto e um segurança da universidade perseguiram Parker a pé e conseguiram detê-lo antes da chegada da polícia.

    Ao ser abordado, o homem disse não se lembrar do ocorrido. “Eu estava em casa. Fui a uma reunião dos Alcoólicos Anônimos, e a última coisa que lembro é de estar usando cocaína, bebendo e fumando. Ainda bem que não peguei minha moto”, afirmou, confuso, perguntando diversas vezes como o carro havia ido parar no local.

    A diretora do aeroporto, Joanne Magley, informou que toda a situação durou cerca de 30 segundos e foi rapidamente controlada. Segundo ela, ninguém ficou ferido e não houve risco para as aeronaves. 

    Parker foi encaminhado para a prisão do condado de Volusia e responde por tentativa de pirataria aérea, roubo de veículo, invasão de propriedade restrita, vandalismo, direção sob efeito de álcool com danos materiais e recusa em realizar testes..

    Assista ao momento da detenção no vídeo acima.

    Homem invade pista de aeroporto e tenta entrar em aviões nos EUA; veja

  • Aluno armado mata colega e deixa feridos em escola da Argentina, diz jornal

    Aluno armado mata colega e deixa feridos em escola da Argentina, diz jornal

    Escola onde ocorreu o ataque é a maior de San Cristóbal. A cidade, situada na província de Santa Fé, tem aproximadamente 15 mil habitantes. Até o momento, o presidente argentino Javier Milei não se manifestou sobre o ocorrido

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um estudante entrou armado em uma escola em San Cristóbal, na província de Santa Fé, na Argentina, e deixou ao menos uma pessoa morta e outras duas feridas, na manhã desta segunda-feira (30).

    O QUE ACONTECEU

    Ataque a tiros deixou um adolescente de 13 anos morto. Outros dois estudantes também ficaram feridos, mas as idades deles não foram divulgadas. As informações são do jornal Clarín.

    O agressor, de 15 anos, usou uma espingarda para realizar o ataque. O suspeito efetuou os disparos no pátio da Escola Normal Mariano Moreno, no momento em que os alunos hasteavam a bandeira para iniciar o dia letivo.

    Equipes de emergência e da polícia local foram acionadas para realizar socorro. A morte do estudante de 13 anos foi confirmada no local. Os outros dois feridos foram socorridos e um deles foi internado em estado grave, segundo o Clarín.

    Motivação para o ataque ainda não foi esclarecida. A imprensa argentina também não informou se o suspeito foi detido pelas autoridades ou se conseguiu fugir.

    Escola onde ocorreu o ataque é a maior de San Cristóbal. A cidade, situada na província de Santa Fé, tem aproximadamente 15 mil habitantes.
    Até o momento, o presidente argentino Javier Milei não se manifestou sobre o ocorrido.

    Aluno armado mata colega e deixa feridos em escola da Argentina, diz jornal

  • Nem após a morte: modelo assassinada tem cabeça levada de túmulo

    Nem após a morte: modelo assassinada tem cabeça levada de túmulo

    A polícia italiana abriu uma investigação por vilipêndio de cadáver e furto de restos mortais. Até o momento, não há suspeitos identificados, mas autoridades trabalham com a hipótese de que mais de uma pessoa tenha participado da ação, devido à complexidade do crime

    Quase seis meses após ser assassinada pelo ex-namorado, a modelo italiana Pamela Genini voltou a ser vítima de um crime chocante. O túmulo da jovem foi violado no cemitério de Strozza, na região de Bérgamo, e o corpo encontrado sem a cabeça.

    A descoberta foi feita na última semana, quando o caixão precisou ser reaberto para transferência. Funcionários do cemitério perceberam sinais de violação, como parafusos soltos e indícios de manipulação recente. Ao verificarem o interior, constataram que o corpo havia sido decapitado.

    A polícia italiana abriu uma investigação por vilipêndio de cadáver e furto de restos mortais. Até o momento, não há suspeitos identificados, mas autoridades trabalham com a hipótese de que mais de uma pessoa tenha participado da ação, devido à complexidade do crime.

    Pamela Genini tinha 29 anos e foi assassinada em outubro de 2025, em Milão. Segundo as investigações, ela foi esfaqueada durante uma discussão com o então namorado, Gianluca Soncin, de 52 anos. O crime teve grande repercussão na Itália, especialmente pela brutalidade. A jovem teria sido atingida com dezenas de facadas.

    Antes de morrer, Pamela chegou a demonstrar medo do agressor em mensagens enviadas a pessoas próximas, o que reforçou a linha de investigação de violência doméstica.

    Quem era Pamela Genini

    Natural de Strozza, uma pequena cidade no norte da Itália, Pamela demonstrava interesse pela moda desde criança e começou a participar de ensaios fotográficos ainda aos 8 anos. Na adolescência, decidiu seguir carreira no setor e passou a atuar em campanhas publicitárias.

    Aos 19 anos, ganhou maior visibilidade ao participar de um reality show, o que ampliou sua presença nas redes sociais, onde compartilhava bastidores de trabalhos e viagens.

    Além da carreira como modelo, Pamela também empreendia. Era sócia de uma marca de biquínis e atuava no mercado imobiliário de luxo, administrando imóveis em regiões turísticas valorizadas.

    Nem após a morte: modelo assassinada tem cabeça levada de túmulo

  • Ciclone deixa céu da Austrália com "tom vermelho assustador". Veja

    Ciclone deixa céu da Austrália com "tom vermelho assustador". Veja

    O ciclone tropical Narelle transformou o céu da Austrália com “um tom vermelho assustador”, especialmente em Shark Bay. Veja as imagens e entenda o que está por trás do fenómeno.

    A passagem do ciclone tropical Narelle deixou o céu do oeste da Austrália com uma coloração incomum e intensa no último sábado, chamando atenção nas redes sociais. O fenômeno foi observado principalmente na região de Shark Bay.

    Imagens compartilhadas mostram o céu completamente avermelhado, criando um efeito que muitos compararam a cenas de filmes apocalípticos.

    “Não, isso não é filtro”, publicou a empresa AccuWeather na rede X, ao comentar o registro do fenômeno.

    Segundo a companhia, o tom vermelho foi provocado pela grande quantidade de poeira suspensa no ar antes da chegada do ciclone. “O céu ganhou uma coloração assustadora na Austrália Ocidental, com poeira dominando a atmosfera antes da chegada do ciclone tropical Narelle”, explicou.

    O efeito foi especialmente visível em áreas como o Shark Bay Caravan Park, em Denham. “Está incrivelmente sinistro aqui fora e tudo está coberto de poeira”, relatou o local em uma publicação nas redes sociais.

    A explicação para o fenômeno está nas características do solo da região. De acordo com o Serviço Nacional de Satélites, Dados e Informação Ambiental dos Estados Unidos, ligado à NOAA, o solo australiano é rico em ferro e, devido ao clima quente e seco, passa por um processo de oxidação.

    “Nesse tipo de ambiente, as rochas acabam literalmente enferrujando”, explicou o órgão. “Com o tempo, isso enfraquece o material e facilita sua fragmentação.”

    Esse processo dá ao solo uma coloração avermelhada, semelhante à do planeta Marte. Com a força dos ventos do ciclone, essa poeira foi levantada e espalhada pelo ar, criando o cenário impressionante.
     
     

     

    Ciclone deixa céu da Austrália com "tom vermelho assustador". Veja

  • Irã confirma morte de comandante que fechou o Estreito de Ormuz

    Irã confirma morte de comandante que fechou o Estreito de Ormuz

    Alireza Tangsiri era um dos principais nomes da Guarda Revolucionária e morreu após bombardeio. Conflito no Oriente Médio já deixou mais de 1.500 mortos e segue com escalada de ataques entre Irã, EUA e Israel

    As autoridades do Irã confirmaram nesta segunda-feira a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, que havia sido alvo de um ataque atribuído a Israel na semana passada.

    Segundo comunicado divulgado pela Guarda Revolucionária, Tangsiri morreu em decorrência de ferimentos graves. Ele era uma das figuras mais conhecidas das Forças Armadas iranianas e tinha papel estratégico dentro do aparato militar do país.

    O conflito no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, após ataques coordenados realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no território iraniano.

    Desde então, o Irã vem respondendo com lançamentos de mísseis e drones contra Israel e também contra alvos considerados estratégicos em países da região. O país mantém ainda o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

    A ofensiva liderada por EUA e Israel foi justificada pela falta de avanços nas negociações sobre o programa nuclear iraniano. Teerã, por sua vez, afirma que suas atividades têm fins exclusivamente civis.

    Como parte da resposta militar, o Irã também realizou ataques contra bases americanas e instalações em países como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    De acordo com balanços divulgados pelas autoridades, o conflito já deixou mais de 1.500 mortos no Irã desde o início dos bombardeios, incluindo integrantes da cúpula do regime, entre eles o líder supremo Ali Khamenei.

    Irã confirma morte de comandante que fechou o Estreito de Ormuz

  • Espanha fecha espaço aéreo e barra EUA em ataque ao Irã

    Espanha fecha espaço aéreo e barra EUA em ataque ao Irã

    Governo de Pedro Sánchez recusa uso de bases militares e impede voos ligados à ofensiva, classificando conflito como ilegal. Decisão aumenta tensão com Washington e reforça posição de neutralidade diante da guerra.

    A Espanha decidiu fechar seu espaço aéreo para voos ligados aos ataques contra o Irã e também negou aos Estados Unidos o uso de duas bases militares em território espanhol, segundo informações confirmadas pelo governo e pelas Forças Armadas.

    De acordo com o jornal El País, citando fontes militares, a Espanha não autorizou a utilização das bases de Rota, em Cádiz, e Morón de la Frontera, em Sevilha, para operações de combate ou reabastecimento aéreo relacionadas à ofensiva. Além disso, também vetou o uso do espaço aéreo espanhol por aeronaves americanas posicionadas em outros países, como Reino Unido e França.

    A informação foi posteriormente confirmada por fontes do governo espanhol ouvidas pela Europa Press.

    Na semana passada, o primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou no Parlamento que o país recusou colaborar com a operação militar.

    “Não autorizamos a utilização das bases de Rota e Morón para esta guerra ilegal”, declarou. “Todos os planos de voo relacionados com a operação no Irã foram rejeitados, incluindo aeronaves de reabastecimento.”

    Sánchez reconheceu que a decisão não foi simples, mas defendeu a posição adotada pelo governo. “Fizemos isso porque o acordo bilateral permite e porque somos um país soberano que não quer participar de guerras ilegais”, afirmou.

    Segundo o El País, nas semanas que antecederam os primeiros ataques, iniciados em 28 de fevereiro, houve negociações intensas entre Madri e Washington sobre o papel da Espanha no contexto militar, que terminaram com a decisão de veto.

    Desde o início do conflito, o governo espanhol condena tanto os ataques liderados por EUA e Israel quanto a resposta do Irã. Para Sánchez, a guerra foi iniciada fora das normas do direito internacional.

    O premiê classificou o cenário como um “desastre absoluto” e afirmou que a situação atual é ainda mais grave do que a guerra do Iraque, em 2003.

    Ele destacou que o Irã é uma potência militar e econômica relevante, com impacto global, e criticou a falta de um objetivo claro na ofensiva, além da ausência de consulta prévia a aliados.

    Sánchez também lembrou que os ataques ocorreram em um momento em que havia sinais de avanço nas negociações diplomáticas com Teerã e quando autoridades americanas indicavam não haver ameaça nuclear iminente.

    Para o líder espanhol, o conflito tem provocado instabilidade no Oriente Médio, prejudicado a economia global e contribuído para o fortalecimento da Rússia, ao mesmo tempo em que enfraquece a Ucrânia.
     
     

     

    Espanha fecha espaço aéreo e barra EUA em ataque ao Irã

  • Polícia israelense impede cardeal de Jerusalém de celebrar missa na igreja do Santo Sepulcro

    Polícia israelense impede cardeal de Jerusalém de celebrar missa na igreja do Santo Sepulcro

    Ambos foram impedidos de “entrar na igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém quando se preparavam para celebrar a missa do Domingo de Ramos”, segundo um comunicado do Patriarcado Latino. “Como resultado, e pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do Domingo de Ramos na igreja do Santo Sepulcro.”

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A polícia de Israel impediu o Patriarca Latino de Jerusalém, o cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o sacerdote da igreja do Santo Sepulcro de celebrar a missa do Domingo de Ramos no local, “pela primeira vez em séculos”, afirmou o Patriarcado Latino da cidade santa.

    Ambos foram impedidos de “entrar na igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém quando se preparavam para celebrar a missa do Domingo de Ramos”, segundo um comunicado do Patriarcado Latino. “Como resultado, e pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do Domingo de Ramos na igreja do Santo Sepulcro.”

    A igreja do Santo Sepulcro fica na Cidade Velha de Jerusalém, bairro circunscrito às antigas muralhas da cidade, que é configurado em quatro seções sob bases religiosas e contém locais sagrados do cristianismo, do islã e do judaísmo. A igreja marca os lugares bíblicos em que ocorreu a crucificação de Jesus e onde ficaria o túmulo do qual ressuscitou, segundo a tradição cristã.

    “Este incidente constitui um grave precedente e demonstra uma falta de consideração pela sensibilidade de bilhões de pessoas em todo o mundo que, durante esta semana, voltam seu olhar para Jerusalém”, diz ainda o comunicado.

    As agências AFP e Reuters entraram em contato com a polícia israelense, mas não obtiveram resposta. Desde que a guerra eclodiu no Oriente Médio após ataques de EUA e Israel no dia 28 de fevereiro, as autoridades israelenses proibiram grandes aglomerações, incluindo as que ocorrem em sinagogas, igrejas e mesquitas. Os eventos públicos estão limitados a cerca de 50 pessoas.
    No início do mês, as forças israelenses impediram fiéis muçulmanos de celebrar a Laylat al-Qadr, a “Noite do Poder”, na mesquita de Al-Aqsa, também em Jerusalém. O fechamento do local durante o Ramadã, mês sagrado para o islamismo, provocou reações internacionais. A Liga dos Estados Árabes afirmou que o ato foi uma “violação flagrante do direito internacional”.

    O Domingo de Ramos, que abre a Semana Santa, comemora a última entrada de Jesus em Jerusalém, onde foi recebido por uma multidão poucos dias antes de sua crucificação e de sua ressurreição no domingo de Páscoa, segundo os evangelhos.

    O Patriarcado Latino já havia anunciado o cancelamento da procissão tradicional do Domingo de Ramos, que normalmente parte do Monte das Oliveiras em direção à cidade e atrai milhares de fiéis todos os anos.

    “Os líderes das Igrejas agiram com total responsabilidade e, desde o início da guerra, respeitaram todas as restrições impostas”, declarou o Patriarcado. “Impedir a entrada do cardeal e do custódio, que assumem a mais alta responsabilidade eclesiástica pela Igreja Católica e pelos Lugares Santos, constitui uma medida claramente irrazoável e gravemente desproporcional”, segundo o comunicado.

    Mais cedo, o papa Leão 14 disse que Deus rejeita as orações de líderes que iniciam guerras e têm “mãos cheias de sangue”, em declarações incomumente contundentes no mesmo dia em que a guerra no Irã entra em seu segundo mês.

    Dirigindo-se a dezenas de milhares de pessoas na praça São Pedro no Domingo de Ramos, o pontífice chamou o conflito no Oriente Médio de atroz e disse que Jesus não pode ser usado para justificar nenhuma guerra.

    O governo brasileiro emitiu nota condenando a ação da polícia israelense. “Essa ação ocorre na sequência da imposição, por autoridades israelenses, ao longo das últimas semanas, de restrições à entrada de fiéis cristãos no referido santuário, assim como de fiéis muçulmanos, durante o Ramadã, na Esplanada das Mesquitas”, diz o comunicado.

    Polícia israelense impede cardeal de Jerusalém de celebrar missa na igreja do Santo Sepulcro

  • Ataques de Israel matam mais de 700 pessoas em Gaza apesar do cessar-fogo

    Ataques de Israel matam mais de 700 pessoas em Gaza apesar do cessar-fogo

    O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, sob a autoridade do movimento islâmico Hamas, denunciou hoje que os ataques israelitas mataram mais de 700 pessoas desde a declaração, em outubro de 2025, de um cessar-fogo virtualmente inexistente.

    O Hamas acusou Israel de violar o cessar-fogo em diversas ocasiões, enquanto o Exército israelense afirmou que os ataques foram provocados por ações de milícias palestinas, contrariando o que havia sido acordado.

    No balanço divulgado hoje, o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas informou que o número de mortos desde então subiu para 702, incluindo dez mortes e 18 feridos registrados apenas nas últimas 24 horas.

    Com esses dados, o órgão eleva para 72.270 o total de mortos na guerra na Faixa de Gaza e para 172.013 o número de feridos desde outubro de 2023.

    Ataques de Israel matam mais de 700 pessoas em Gaza apesar do cessar-fogo