Categoria: MUNDO

  • Brasileiros beneficiados por suposto esquema podem perder cidadania italiana, diz advogada

    Brasileiros beneficiados por suposto esquema podem perder cidadania italiana, diz advogada

    Justiça da Itália anulou processos em episódios recentes em que se comprovou fraude, diz Celeste Di Leo; no caso de Moggio Udinese, prefeitura pode desfazer emissão de documentos ou Ministério Público pode entrar com ação civil

    MILÃO, ITÁLIA (CBS NEWS) – Os brasileiros que obtiveram a cidadania italiana após se beneficiarem de suposto esquema de residência fictícia na cidade de Moggio Udinese podem ter o reconhecimento anulado, se comprovada a fraude. A cidadania por direito de sangue em geral não pode ser revogada -ao contrário do que ocorre com outras modalidades, como a obtida por casamento, que pode ser cancelada em caso de crimes graves-, mas existe margem para contestação judicial e administrativa, por meio da prefeitura.

    Segundo a advogada italiana Celeste Di Leo, há casos na jurisprudência recente do país em que o processo de obtenção da cidadania foi considerado nulo justamente por comprovantes oficiais de residências baseados em falsificações ou fiscalização forjada dos requisitos.

    Em 2019, o Tribunal de Milão decidiu que, sem a condição fundamental da moradia na cidade onde foi feito o pedido da cidadania, a “competência funcional da prefeitura” também foi perdida. “Como consequência, as medidas de reconhecimento da cidadania foram consideradas nulas e sem efeito”, disse Celeste, do escritório milanês Canella Camaiora.

    “A declaração de nulidade da medida administrativa de reconhecimento tem o efeito de privá-la de qualquer efeito jurídico desde a origem, levando à conclusão de que o requerente nunca adquiriu o status de cidadão”, afirmou.

    Especificamente sobre o caso de Moggio Udinese, a advogada diz que os caminhos para a anulação do reconhecimento da cidadania seriam dois. No primeiro, o próprio município pode emitir, em regime de autotutela, uma ordem de retirada dos registros civis e do reconhecimento da cidadania dos brasileiros. Moggio Udinese tem nova prefeita desde 2024 -os casos investigados teriam ocorridos no mandato anterior.

    Uma segunda opção seria o Ministério Público de Udine, atual responsável pela investigação, apresentar uma ação civil para buscar o cancelamento formal dos certificados de cidadania e das transcrições das certidões de nascimento do registro civil, documentos que são ponto de partida para a obtenção do passaporte italiano.

    Brasileiros beneficiados por suposto esquema podem perder cidadania italiana, diz advogada

  • Trump prometeu seguro de 15 anos contra invasão russa, diz Zelensky

    Trump prometeu seguro de 15 anos contra invasão russa, diz Zelensky

    Ucraniano não diz como seriam as garantias de segurança, ponto crítico da negociação de paz liderada pelos EUA; Kremlin reafirma que Kiev deve deixar toda a região do Donbass, mas adota tom mais otimista em relação a acordo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (29) que Donald Trump ofereceu garantias de segurança por 15 anos contra uma nova invasão da Rússia, caso os rivais cheguem a um acordo para encerrar o conflito mais grave em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

    Na véspera, ambos passaram cerca de duas horas conversando pessoalmente na residência do presidente americano em Mar-a-Lago, na Flórida. Antes, Trump passou uma hora e 15 minutos ao telefone com o russo Vladimir Putin.

    “Nos documentos [sobre a paz], são 15 anos, com a possibilidade de estender essas garantias de segurança. Eu disse ao presidente que realmente gostaria que fosse considerada a possibilidade de 30, 40, 50 anos. Ele disse que iria pensar”, afirmou a repórteres por meio de um grupo de WhatsApp.

    As garantias são um seguro contra novas agressões em caso de cessar-fogo. Zelensky reafirmou que a melhor opção seria o posicionamento de tropas internacionais em seu país, algo que Putin rejeita liminarmente.

    Ele já abdicou do ingresso na Otan, intenção que era um dos “casus belli” dos russos. Agora, defende que os Estados Unidos e a Europa deem a Kiev uma proteção semelhante à do artigo 5 da carta da aliança militar ocidental, segundo a qual todos defendem um membro que seja atacado.

    É incerto, contudo, o que Trump oferece de fato. O risco de um confronto direto entre a Otan e a Rússia, potencialmente nuclear, sempre norteou o grau de ajuda militar aos ucranianos, mesmo quando a política americana sob Joe Biden era de apoio irrestrito a Zelensky -o que o republicano reverteu.

    Zelensky voltou a dizer que há dificuldades em especial com questões territoriais. Os EUA defendem a desmilitarização dos 20% da região de Donetsk que Kiev ainda controla, e o ucraniano diz que isso precisaria ser submetido a um referendo.

    Em Moscou, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, adotou um tom mais otimista do que o normal acerca das conversas, mas reafirmou que a Rússia exige a concessão total do território histórico do Donbass, que compreende a já ocupada Lugansk e Donetsk.

    Não está claro o que Putin pensa sobre outras questões em aberto, como o congelamento das frentes de batalha em outras áreas invadidas ou o destino do controle da usina nuclear de Zaporíjia, ora em mãos russas.

    “Não é apropridado discutir isso em público”, afirmou Peskov. Questionado se concordava com a assertiva de Trump da véspera, segundo a qual um acordo “está mais próximo do que nunca”, ele disse: “É claro que sim”.

    Zelensky segue mais pressionado, com novas perdas militares no leste de seu país anunciadas nesta segunda. Os bombardeios intensos do sábado (27), véspera da cúpula, contudo não foram repetidos.

    Ele estava visivelmente incomodado com as posições simpáticas a Putin expressadas por Trump durante a entrevista coletiva de ambos no domingo (28), quando o americano disse entender por que o russo não aceitava um cessar-fogo sem antes ter seus termos considerados.

    O cronograma das discussões se moveu para janeiro, frustrando o desejo de Trump de encerrar a guerra iniciada por Putin em 2022 ainda neste ano. Dois grupos de trabalho russo-americanos serão formados para discutir a questão das garantias e aspectos econômicos do eventual fim da guerra.

    Já Zelensky quer uma reunião entre negociadores americanos, europeus e ucranianos em Kiev “nos próximos dias” para refinar a discussão. Hoje, ele tem à mesa 20 pontos que atendem mais as demandas ucranianas, em oposição aos 28 anteriores propostos por Trump com ajuda russa, que eram pró-Kremlin.

    Trump prometeu seguro de 15 anos contra invasão russa, diz Zelensky

  • China cerca Taiwan em exercício militar que envolveu disparos de mísseis

    China cerca Taiwan em exercício militar que envolveu disparos de mísseis

    Ação foi apontada como resposta a forças separatistas da ilha; pequim também condenou aprovação americana de venda de armas para Taipé

    PEQUIM, CHINA (CBS NEWS) – O Exército de Libertação Popular da China (PLA, na sigla em inglês), como são chamadas as Forças Armadas do país, iniciou nesta segunda-feira (29) um exercício militar de grande escala ao redor de Taiwan, como alerta às chamadas forças separatistas da ilha e em resposta ao apoio dos Estados Unidos.

    Os exercícios, que ocorreram em cinco áreas ao reador da ilha e levam o codinome “Missão Justiça 2025”, são descritos como um “alerta severo” de Pequim aos favoráveis à independência de Taiwan e à interferência externa, além de uma ação legítima e necessária para salvaguardar a soberania e a unidade nacional da China, segundo o porta-voz do Ministério da Defesa, Shi Yi.

    Ao contrário de ações mais recentes, que envolviam principalmente rondas ostensivas das forças chinesas ao redor da ilha, os exercícios desta segunda incluíram simulações de ataques a alvos marítimos e terrestres, com disparos de armas militares, além do uso de mísseis e foguetes de longo alcance.

    Pelo ar, o Exército empregou caças, drones, aviões-radar, aeronaves de guerra eletrônica e bombardeiros. Pelo mar, foram utilizados destróieres e fragatas. As ações devem continuar na terça-feira (30) e incluir formas de bloqueio dos principais portos da ilha.

    O objetivo principal, segundo a mídia estatal do Exército, China Military, é testar a capacidade das tropas de realizar ataques de precisão contra alvos-chave, além de verificar a coordenação entre forças aéreas e navais.

    A ação também parece ter a intenção de demonstrar a capacidade da China continental de cercar Taiwan em uma eventual incursão militar voltada à reunificação, em um momento em que Pequim tem elevado o tom de suas reivindicações sobre a ilha.

    O regime chinês sustenta que Taiwan, que possui um presidente democraticamente eleito, é parte incontestável de seu território e trata o tema como uma questão doméstica.

    A ofensiva ocorre dias após o governo dos EUA aprovar a venda de peças para caças e outras aeronaves destinadas a Taiwan, no valor total de US$ 330 milhões (R$ 1,74 bilhão), configurando a primeira transação do tipo desde que o presidente Donald Trump voltou à Casa Branca, em janeiro.

    Na semana passada, como resposta a Washington, a China impôs sanções a 20 empresas dos EUA, incluindo uma subsidiária da Boeing.

    Os EUA mantêm laços diplomáticos formais com Pequim, mas também relações não oficiais com Taiwan, sendo o principal fornecedor de armas da ilha.

    O principal jornal do país, o veículo estatal China Daily, afirmou em editorial publicado nesta segunda-feira que os exercícios se tratavam de uma resposta à venda de armas, “com características claramente ofensivas”, à ilha.

    “Tal comportamento não é apenas uma grave violação do princípio de Uma Só China e dos três comunicados conjuntos China-EUA, mas também uma flagrante interferência nos assuntos internos da China e um desafio aberto à soberania e à integridade territorial da China”, diz o texto.

    O Ministério da Defesa de Taipé condenou as ações de Pequim, classificando-as como “exercício irracional”, e declarou que a pasta se preparou imediatamente para o combate, segundo a agência estatal CNA.

    A resposta de Taiwan se apoia em um documento emitido por Taipé que afirma que as Forças Armadas do país têm capacidade de responder rapidamente e de forma descentralizada a um eventual ataque chinês, atuando em nível elevado de alerta mesmo em casos em que Pequim anuncia apenas exercícios militares conjuntos.

    Uma das principais preocupações do governo da ilha é que a China converta exercícios militares como os desta manhã em operações de guerra.

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  • Fugitivo entra em presépio, finge ser Rei Mago e quase engana autoridades

    Fugitivo entra em presépio, finge ser Rei Mago e quase engana autoridades

    Um imigrante irregular tentou escapar às autoridades italianas juntando-se a um presépio em tamanho real e fingindo ser uma das personagens do monumento; até prefeito local acreditou

    Um homem vivendo de forma irregular na Itália tentou passar despercebido ao juntar-se a um presépio de tamanho real, na cidade italiana de Galatone. O hábil imigrante acabou sendo pego pelo prefeito da cidade que, porém, admite que à primeira vista foi enganado.

    O suspeito, um homem de nacionalidade ganesa, de 38 anos, estava na mira das autoridades por ter resistido e agredido um agente da polícia. Além disso, já havia sido condenado a nove meses e meio de prisão por um tribunal em Bolonha antes de fugir para o sul, revela a imprensa italiana.

    O homem, entretanto fugido em Galatone, na região de Apúlia, procurou abrigo nesta localidade. E foi no famoso presépio da Piazza Crocifisso que decidiu assentar casa. 

    O seu esquema foi descoberto pelo autarca local, Flavio Filoni, que na sua página de Facebook detalhou o sucedido.

    Segundo o responsável, em uma visita ao presépio, deixou-se à primeira vista enganar, tendo inclusive pensado em enviar uma mensagem de parabéns aos responsáveis da obra pelo seu trabalho. Segundo ele, algumas das personagens estavam tão bem feitas que pareciam reais. Esta personagem em causa movia-se pelo presépio e interagia com outras personagens.

    Um olhar mais atentou levou-o a perceber que algo não estava batendo certo e rapidamente alertou as autoridades, pensando tratar-se de alguém que precisava de ajuda.

    “Graças à rápida intervenção da nossa Polícia Local, Polícia Estadual e Carabinieri, foi possível localizar e identificar uma pessoa que era um fugitivo procurado. Um resultado que confirma, mais uma vez, como é fundamental confiar plenamente no trabalho diário daqueles que garantem a segurança e a legalidade”, enalteceu o prefeito, acrescentando um agradecimento a “todas as mulheres e homens que guardam o nosso território com competência, atenção e dedicação”.

    Fugitivo entra em presépio, finge ser Rei Mago e quase engana autoridades

  • EUA e Ucrânia discutem paz, mas… há "questões espinhosas". O que falta?

    EUA e Ucrânia discutem paz, mas… há "questões espinhosas". O que falta?

    Donald Trump e Volodymyr Zelensky estiveram reunidos na Florida, nos EUA, para novas negociações para um acordo de paz com a Rússia. Os dois acreditam que se está “cada vez mais perto” o desfecho para essa guerra

    Um novo encontro entre Vododymyr Zelensky e Donald Trump afez aumentar as expetativas em relação a um possível acordo para o fim do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. Após muitas horas de reunião, os dois líderes saíram como entraram, com vontade de acabar com a guerra, mas sem uma solução ainda que confirme que isso vai acontecer. Os EUA continuam insistindo que a paz está para breve mas, feitas as contas, não há efetivamente nada que o garanta.

    Uma comitiva norte-americana e ucraniana, liderada pelos presidentes dos dois países, sentou-se este domingo (28) à mesa na residência oficial de Donald Trump, na Florida. 

    O acordo de paz para a Ucrânia esteve novamente em discussão e terminado o encontro, ambos os líderes internacionais enalteceram novos avanços feitos na matéria.

    Paz “está muito perto”, dizem Trump e Zelensky

    O presidente norte-americano, Donald Trump, assegurou que as negociações para colocar um ponto final na guerra da Ucrânia estão dando frutos, tendo dado conta de que as delegações estão “mais perto” de alcançar um acordo. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse ainda que haverá um novo encontro “nas próximas semanas”.

    “Abordamos muitos pontos. Creio que estamos chegando lá, talvez muito perto”, disse o magnata, em coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, na Florida.

    Zelensky, por seu lado, adiantou que o plano de 20 pontos está “90% fechado” e que as garantias de segurança entre os Estados Unidos e a Ucrânia estão “100% acordadas”.

    “Concordamos que as garantias de segurança são um ponto fundamental para alcançar uma paz duradoura e as nossas equipes continuarão trabalhando em todos os aspectos”, disse, ao mesmo tempo que divulgou que haverá um novo encontro “nas próximas semanas”, em janeiro.

    Donbass ‘trava’ acordo?

    Ainda assim, continua havendo “questões espinhosas” por tratar no que diz respeito aos territórios que a Rússia diz ter tomado – ou tem pretensões de tomar. Assim como a posição de ambos os países em relação a Donbass, região disputada por Moscou.

    Sobre este assunto, aliás, o chefe de Estado ucraniano foi taxativo: “A nossa posição é muito clara. É por isso que o presidente Trump disse que esta é uma questão muito difícil.”

    Zelensky concretizou que a Ucrânia tem “uma posição diferente da Rússia” sobre o tema, tendo declarado que é necessário “respeitar a lei e o povo” ucraniano, assim como o território controlado por Kyiv.

    Kyiv e Moscovo concordam em negociar

    Ainda sem consenso, Trump anunciou, contudo, que a Rússia e Ucrânia concordaram negociar através de um grupo de trabalho, formado pelos seus principais colaboradores, para finalizar um acordo de paz “nas próximas semanas”.

    “A Ucrânia vai contribuir com algumas pessoas muito boas que estavam almoçando hoje”, disse em coletiva de imprensa Trump, que em uma ligação telefônica anterior com o presidente russo, Vladimir Putin, obteve a aceitação do Kremlin para esta mediação.

    Zelensky afirmou que espera que este grupo de trabalho permita ter “decisões em janeiro” sobre seis documentos que deveriam solucionar os diferendos sobre o cessar-fogo, as garantias de segurança para Kyiv por parte da OTAN e o futuro das regiões orientais ucranianas ocupadas pela Rússia do Donbass.

    Em comunicado, o Kremlin indicou que o presidente russo, Vladimir Putin, “concordou com a proposta norte-americana para resolver a situação na Ucrânia através da criação de grupos de trabalho”, com um deles a tratar “da dimensão da segurança” e outro “das questões económicas”.

    Ainda dentro deste acordo, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou, também para janeiro, uma reunião dos aliados da Ucrânia, em Paris, para discutir garantias de segurança para Kyiv.

    Rússia e Ucrânia estão em guerra há quase quatro anos, depois de as tropas russas terem invadido território ucraniano.

    EUA e Ucrânia discutem paz, mas… há "questões espinhosas". O que falta?

  • Trump conversa com Putin antes de se reunir com Zelenski

    Trump conversa com Putin antes de se reunir com Zelenski

    Na rede social Truth, ele não detalhou a conversa, que chamou de “muito produtiva”, nem quem fez a ligação. Se isso pode prenunciar uma negociação com alguma chance de sucesso ou apenas a usual propensão pró-Rússia do americano, é incerto.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Poucas horas antes do encontro entre Donald Trump e Volodimir Zelenski para debater a versão final de uma proposta para acabar com a Guerra da Ucrânia, o presidente americano conversou com o russo Vladimir Putin, que invadiu o vizinho há quase quatro anos.

    Na rede social Truth, ele não detalhou a conversa, que chamou de “muito produtiva”, nem quem fez a ligação. Se isso pode prenunciar uma negociação com alguma chance de sucesso ou apenas a usual propensão pró-Rússia do americano, é incerto.

    Mais cedo, a Rússia havia anunciado uma série de vitórias militares no leste do país que invadiu há quase quatro anos.

    Segundo o Ministério da Defesa russo, foram conquistada seis localidades, inclusive a estratégica Mirnohrad, na região de Donetsk (leste).

    O governo em Kiev buscou negar a perda, dizendo que os combates prosseguem na cidadezinha, que fica ao lado da vital Pokrovsk, centro logístico das forças ucranianas na área que caiu para Moscou no mês passado.

    Mas a análise de imagens georrefenciadas de soldados de Putin celebrando a conquista entre as ruínas da cidade, feita por observadores ucranianos e russos, indica que o Kremlin está certo.

    A cidade caiu em três meses de cerco, ante quase um ano no caso de Pokrovsk. Outra localidade vizinha, Huliaipole, resistiu apenas quatro semanas de assalto. Tudo isso sugere um esgarçamento da capacidade defensiva de Kiev na região pela qual mais luta nos mil quilômetros de frente de batalha.

    O “timing” da divulgação, claro, levanta suspeitas de exageros para influenciar a negociação entre o presidente americano e o ucraniano, marcada para a tarde deste domingo (28) no resort de Trump na Flórida, em Mar-a-Lago.

    Na véspera, Putin já havia feito uma demonstração de assertividade com um ataque de mísseis e drones de larga escala, que matou 1 pessoa e feriu outras 32 só em Kiev, que ficou novamente às escuras em meio ao inverno gelado da Ucrânia.

    A eletricidade só foi restabelecida nesta manhã de domingo para as áreas afetadas. O país enfrenta a pior crise energética desde a invasão de 2022 devido à intensificação dos ataques russos.

    O presidente russo também voltou a dizer, no sábado, que se a Ucrânia não fizer concessões, será dobrada à força. Simbolicamente, estava vestido com fardamento militar, o que costuma fazer quando busca projetar uma imagem de força.

    Zelenski chegou aos Estados Unidos no sábado (27). Ele irá discutir seu plano de 20 pontos, desenhado como uma reação ao programa de 28 itens que havia sido proposto inicialmente pelos EUA -a partir de uma trabalho conjunto com Moscou.

    A versão inicial era francamente favorável ao Kremlin, enquanto a atual atende a boa parte das demandas de Kiev para o fim da guerra. Há vários pontos que a Rússia já disse não aceitar, como o congelamento das linhas de batalha como estão para daí negociar concessões territoriais.

    Putin quer todos os territórios que anexou ilegalmente em 2022, fazendo questão publicamente da totalidade do Donbass, composto pela já 100% russa Lugansk e por Donetsk, a joia da coroa da região, que está cerca de 80% ocupada segundo sites de monitoramento da guerra.

    Já nas meridionais Zaporíjia e Kherson, ambas aproximadamente com 75% de seu território sob controle russo, Putin indicou em encontro com Trump realizado em agosto que toparia ficar com o que já tem, abrindo mão do restante das regiões. Resta saber se retiraria suas forças de outras áreas, como Sumi, Kharkiv, Mikolaiv e Dnipropetrovsk.

    Os EUA propuseram, nas semanas de negociação com os ucranianos e russos, de forma separada, que a parte de Donetsk sob controle de Kiev seja desmilitarizada. Moscou disse que aceitaria o plano desde que o policiamento e controle da região fossem feitos por forças suas -o que Zelenski rejeita.

    A questão territorial é a principal, mas não a única a dividir as opiniões. Antes do encontro, Zelenski lembrou que só poderá haver paz com garantias de seguranças dadas por outros países para o caso de Putin voltar a atacar.

    Moscou não aceita a proposta de uma força de paz internacional, e é incerto como reagiria a uma proteção que implicasse uma guerra com os EUA e os aliados europeus de Washington na aliança Otan.
    De todo modo, o presidente ucraniano disse que se não houver acordo sem perdas, ele terá de fazer uma consulta popular sobre o que for decidido com Trump.

    Mesmo isso é incerto, pois ao fim depende de combinar com os russos. E todas as indicações de Putin até aqui são de que ele só irá parar a guerra se puder vender o acordo como uma vitória de seus termos.

    Trump conversa com Putin antes de se reunir com Zelenski

  • Homem mata 4 adultos e 5 crianças a facadas no Suriname, diz polícia

    Homem mata 4 adultos e 5 crianças a facadas no Suriname, diz polícia

    “Um homem matou quatro adultos e cinco crianças com um objeto cortante em uma residência em Hadji Iding Soemitaweg”, afirmou a polícia local em um comunicado, informando o nome da rua, no distrito de Commewijne.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A polícia do Suriname prendeu neste domingo (28) um homem a leste da capital, Paramaribo, que esfaqueou até a morte quatro adultos e cinco crianças, além de ferir outras duas pessoas.

    “Um homem matou quatro adultos e cinco crianças com um objeto cortante em uma residência em Hadji Iding Soemitaweg”, afirmou a polícia local em um comunicado, informando o nome da rua, no distrito de Commewijne.

    “Uma sexta criança e um adulto ficaram gravemente feridos e foram levados de ambulância para o pronto-socorro do Hospital Universitário de Paramaribo, onde foram internados para tratamento médico”, continuou a polícia.

    De acordo com a imprensa local, o ministro da Justiça, Harish Monorath, afirmou que o homem atacou os próprios filhos com uma faca após discutir com sua esposa sobre a guarda das crianças. O suspeito, que teria transtornos mentais, esfaqueou também vizinhos que tentaram intervir, de acordo com os relatos.

    “Esta manhã, estamos chocados com o violento incidente em Commewijne. Num momento em que familiares e amigos deveriam estar se apoiando e se fortalecendo mutuamente, somos confrontados com a dura realidade de que existe outro lado do mundo”, afirmou a presidente do país, Jennifer Simons.

    “Um pai que tira a vida dos próprios filhos e, de quebra, mata também seus vizinhos. Desejo a todos os enlutados muita força, coragem e conforto neste momento inimaginavelmente difícil”, continuou a política no Facebook.

    Homem mata 4 adultos e 5 crianças a facadas no Suriname, diz polícia

  • Suspeito de ataque à faca em Paris é internado em hospital psiquiátrico

    Suspeito de ataque à faca em Paris é internado em hospital psiquiátrico

    O suspeito de esfaquear três mulheres no metrô de Paris foi internado num hospital psiquiátrico. A medida de coação de prisão preventiva aplicada ao detido foi suspensa, “por ser considerada incompatível com o seu estado de saúde”.

    O homem suspeito de esfaquear três mulheres em Paris na sexta-feira, 26 de dezembro, foi internado após passar por uma avaliação médica.

    Segundo a agência France Presse (AFP), o jovem, de 25 anos, foi encaminhado para um hospital psiquiátrico, onde deverá permanecer até que os profissionais de saúde considerem que ele reúne condições para receber alta. Enquanto isso, a medida de prisão preventiva, que havia sido decretada pela Justiça francesa, está suspensa.

    “A prisão preventiva do suspeito foi suspensa na noite deste sábado, 27 de dezembro, por ser considerada incompatível com o seu estado de saúde”, informou o Ministério Público à AFP. A medida pode voltar a ser aplicada caso o estado de saúde do suspeito apresente melhora.

    Três mulheres foram esfaqueadas e sofreram ferimentos leves

    O homem é suspeito de esfaquear três mulheres no metrô de Paris na sexta-feira, entre 16h15 e 16h45 (horário local), com ataques ocorrendo nas estações Arts-et-Métiers, République e Opéra.

    Duas das vítimas foram atendidas no local pelos bombeiros. A terceira dirigiu-se ao hospital por conta própria, informou a polícia local.

    As três mulheres sofreram apenas ferimentos leves: duas foram atingidas nas costas e uma na coxa.

    Suspeito já havia sido condenado e tinha ordem de expulsão

    O homem de 25 anos foi rapidamente identificado pelas autoridades “graças às imagens das câmeras de segurança”, explicou a Promotoria de Paris em comunicado citado pelo jornal Le Progrès. No fim da tarde do mesmo dia dos ataques, ele já havia sido detido pela polícia em Val-d’Oise, no noroeste da capital francesa.

    “De nacionalidade malinesa e em situação irregular no território francês, esse indivíduo, já conhecido por destruição de bens sob efeito de entorpecentes, foi novamente detido em janeiro de 2024 por roubo qualificado e agressão sexual, após ter sido condenado criminalmente”, informou o Ministério do Interior em comunicado.

    O suspeito permaneceu preso por seis meses e foi libertado em julho. No entanto, ficou “sujeito a uma ordem de saída do território francês e foi colocado em um centro de detenção administrativa”, de onde deveria ser deportado em até 90 dias. Ou seja, até outubro, no máximo, deveria ter retornado ao Mali.

    No entanto, houve um problema: o homem não possuía nenhum documento de identificação válido. Nesses casos, é necessário que a embaixada ou o consulado do país de origem emita um salvo-conduto para permitir o retorno do cidadão.

    O documento não foi emitido dentro do prazo estabelecido pela legislação francesa para a deportação — os 90 dias —, o que levou à libertação do suspeito, que passou a cumprir “prisão domiciliar”.

    Segundo o Ministério do Interior, havia um mandado de busca em aberto contra o suspeito.

    Suspeito de ataque à faca em Paris é internado em hospital psiquiátrico

  • Vulcão mais alto da Europa entra (de novo) em erupção. Veja as imagens

    Vulcão mais alto da Europa entra (de novo) em erupção. Veja as imagens

    O Monte Etna, o vulcão mais alto e ativo da Europa, entrou novamente em erupção. A atividade vulcânica, que começou a ser registrada logo após o Natal, foi marcada por fortes explosões e a emissão de cinzas vulcânicas.

    Coberto de neve e com alguns visitantes esquiando em suas encostas, o Monte Etna voltou a entrar em erupção. Trata-se do vulcão mais ativo de todo o continente europeu.

    O início da atividade vulcânica começou a ser registrado logo após o Natal, no dia 26 de dezembro, mas foi marcado por “várias horas de calmaria”, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália (INGV). No dia seguinte, a erupção voltou com mais intensidade, sendo registradas “fortes explosões”.

    A atividade está sendo observada na “cratera Nordeste, com lançamento de material incandescente que, por vezes, cai sobre a encosta do cone e emite quantidades moderadas de cinzas vulcânicas”. A lava expelida estaria sendo lançada a cerca de 300 quilômetros acima do topo do vulcão, antes de cair novamente sobre a encosta.

    Imagens do momento mostram uma enorme coluna de fumaça saindo do vulcão coberto de neve, enquanto algumas pessoas ainda esquiavam nas encostas do Monte Etna.

    Na última atualização do INGV, o instituto informou o início de “uma série de fortes explosões” no Monte Etna, “que lançaram material piroclástico grosso por todo o cone e muito além da sua base” na mesma cratera. Outra abertura está produzindo “uma fonte constante de lava”, com algumas dezenas de metros de altura.

    Como consequência, já se formou um “rio de lava” com cerca de dois quilômetros de extensão, que avança em direção ao Vale do Bove.

    Veja a emissão do IGNV em ao vivo aqui.

    As autoridades emitiram um alerta para todas as aeronaves que decolam, com o aeroporto de Fontanarossa a constituir a maior preocupação devido à sua proximidade. Contudo, todos os voos estão ocorrendo com normalidade, apesar de terem sido registrados alguns atrasos.

    O Monte Etna é o vulcão mais alto da Europa e um dos mais altos do mundo com 3.403 metros de altura. A última vez que entrou em erupção foi em julho deste ano.

    Vulcão mais alto da Europa entra (de novo) em erupção. Veja as imagens

  • Trump e Zelensky reúnem-se hoje. Qual o ponto de situação? Que esperar?

    Trump e Zelensky reúnem-se hoje. Qual o ponto de situação? Que esperar?

    Os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia vão reunir-se este domingo na Florida para discutir o plano para a paz entre Kiev e Moscou. O encontro tem como objetivo finalizar o máximo possível do acordo e discutir como os aliados da Ucrânia podem garantir a segurança do país.

    Os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia vão reunir-se este domingo na Florida por volta das 13h00 locais para discutir o plano para a paz entre Kiev e Moscou. O que se pode esperar?

    O encontro, segundo Volodymyr Zelensky, tem como objetivo  “finalizar o máximo possível” do acordo e discutir com Trump de que forma é que os aliados da Ucrânia podem garantir a segurança do país.

    De acordo com Zelensky, o plano de paz de 20 pontos – inicialmente de 28 – elaborado por Kiev e Washington está “90% pronto”.

    “Não é fácil. Ninguém está dizendo que vamos chegar aos 100% já, mas, mesmo assim, temos de trazer o resultado desejado cada vez mais perto com cada encontro, com cada conversa”, afirmou o presidente ucraniano.

    Os 10% em causa prendem-se principalmente com as questões territoriais, com a Rússia recusando ceder os seus avanços na região do Donbass e reivindicando toda a área como russa.

    Já Zelensky, apesar de uma recusa taxativa inicial, já não põe de parte concessões de território, admitindo levar a questão a um referendo se Moscou concordar com um cessar-fogo. A Constituição ucraniana, note-se, exige que qualquer alteração às fronteiras nacionais sejam aprovadas em referendo.

    No sábado, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou, citado pela agência estatal TASS, que se “Kiev não estiver disposto a resolver o assunto pacificamente, a Rússia vai alcançar todos os objetivos da operação militar especial [refere-se à guerra] usando meios militares”.

    Moscou ataca Kiev e faz um morto. Um milhão sem eletricidade 

    Na noite de sexta-feira para sábado, Moscou lançou uma ofensiva massiva contra a capital ucraniana com mais de 500 drones e 40 mísseis. O ataque causou um morto e 19 feridos e deixou mais de um milhão de ucranianos sem eletricidade, numa época do ano em que as temperaturas chegam a temperaturas negativas na Ucrânia.

    Em reação aos ataques, o presidente francês afirmou que a escalada russa contra Kiev mostra claramente o “contraste” entre “a vontade da Ucrânia de construir uma paz duradoura e a determinação da Rússia em prolongar a guerra que iniciou”, segundo fontes do Palácio do Eliseu, citadas pela AFP.

    Zelensky reuniu-se com os aliados europeus no sábado

    Ainda antes do encontro com Donald Trump, o chefe de Estado da Ucrânia reuniu-se com os seus aliados europeus, com o objetivo de “coordenar os preparativos” para a reunião de domingo.

    Na sua conta no X, Zelensky adiantou que esteve em chamada com os líderes europeus, onde foram analisadas as “prioridades mais importantes” assim como o “progresso atual na via diplomática.

    “São necessárias posições firmes tanto na frente de batalha como na diplomacia para impedir Putin de manipular e evadir um fim real e justo para a guerra”, acrescentou.

    Na mesma rede social, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, também se pronunciou sobre a reunião, garantindo que “o apoio da UE [União Europeia] à Ucrânia não vai vacilar”. 

    António Costa enumerou ainda “as recentes decisões” da União Europeia (UE) que “fortaleceram a Ucrânia”, ao garantir financiamento para as necessidades daquele país nos próximos dois anos, a “imobilização de ativos soberanos russos a longo prazo” e a prorrogação das sanções contra a Rússia “com novas medidas em curso, se necessário”.

    A guerra entre a Ucrânia e a Rússia dura já há três anos, tendo sido iniciada em 2022 por Moscou numa operação terrestre, e, apesar de várias tentativas de negociações, ainda não viu o seu fim.

    Trump e Zelensky reúnem-se hoje. Qual o ponto de situação? Que esperar?