Categoria: MUNDO

  • Rússia revela supermíssil para intimidar Kiev

    Rússia revela supermíssil para intimidar Kiev

    Míssil hipersônico, capaz de ser usado contra qualquer aliado da Ucrânia, foi filmado pela primeira vez na Bielorrússia; veja as imagens!

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um dia após acusar a Ucrânia de atacar uma residência de Vladimir Putin com drones e colocar em dúvida o processo de paz conduzido pelos Estados Unidos, a Rússia deu nesta terça-feira (30) um recado nada sutil ao divulgar as primeiras imagens do primeiro regimento dos supermísseis Orechnik.

    A arma foi testada contra a cidade ucraniana de Dnipro em novembro do ano passado, e Putin sugeriu à época que ela poderia ser “usada contra os centros de decisão em Kiev”.

    Até aqui, na guerra iniciada em 2022, os russos não atacaram diretamente edifícios governamentais centrais do rival, como o Parlamento ou a sede do Executivo.

    Na segunda (29), o governo de Volodimir Zelenski negou ter atacado a residência de verão de Putin no lago Valdai, no norte russo. O presidente ucraniano disse que a acusação visava justificar “ataques a prédios do governo” e minar as negociações ocorridas na véspera entre ele e Donald Trump.

    Na manhã desta terça, o Kremlin reafirmou a autoria presumida da ação, o direito a retaliação e a disposição de “endurecer a posição russa” na discussão sobre a paz, como Putin havia dito ao colega americano por telefone na segunda.

    Nas imagens divulgadas pelo Ministério da Defesa, há uma cerimônia em uma base em local desconhecido na vizinha Belarus e os lançadores móveis do míssil são mostrados em estradas no meio de uma floresta. Ele são operados por soldados russos.

    O míssil, cujo nome em russo significa a árvore aveleira, em si não é visto. Ele é um modelo balístico de alcance intermediário, de 550 km a 5.000 km, desenhado para guerras nucleares: emprega ao menos seis ogivas independentes, cada uma com seis submunições, como foi possível ver no ataque a Dnipro.

    Naquela ocasião, não houve uso aparente de explosivos, e sim a força cinética do projetil descedo de fora da atmosfera a uma velocidade 11 vezes superior à do som, ou 13,5 mil km/h. É uma arma para a qual a Ucrânia não tem nenhum sistema capaz de interceptar.

    Não fica claro de quando são as imagens divulgadas como sendo desta terça. O ditador de Belarus, Aleksandr Lukachenko, havia dito que o regimento estava ativo no dia 17 passado, sem comentários por parte da Rússia. É um balé destinado a confundir e intimidar os adversários, particularmente na Europa.

    Em relação à Ucrânia, por exemplo, não faria sentido empregar o Orechnik a partir de Belarus, pois a distância entre o país e os alvos é muito curta. No ataque de 2024, ele foi lançado de uma base a mais de 1.200 km da fronteira ucraniana.

    Nem Rússia, nem Belarus dizem se o regimento irá operar o míssil com ogivas nucleares, como já foi testado em exercícios. Em 2023, Putin anunciou o envio de modelos táticos, para uso supostamente limitado a campos de batalha, na ditadura vizinha.

    O processo é opaco: não se sabe se elas equipam mísseis balísticos de curto alcance Iskander-M, cuja versão convencional chove sobre a Ucrânia com regularidade, ou são bombas de gravidade a serem lançadas por aviões de ataque Su-25.

    Desta forma, além de gerar tensão em Kiev, como já era visível em grupos de observadores militares após a divulgação das imagens, a colocação em serviço do Orechnik também se insere na pressão da Rússia para que Trump aceite negociar a extensão por mais um ano do último tratado de controle de armas nucleares vigentes.

    O chamado Novo Start expira em fevereiro, e até agora o americano não respondeu à proposta de Putin, que visa elaborar um novo texto ao longo de 12 meses, talvez incluindo outras potências nucleares.

    É incerto o efeito da imagem dos caminhões com os lançadores do Orechnik em florestas escura. Quando a Rússia passou a desenvolver um míssil que os EUA consideravam violar outro tratado do fim da Guerra Fria, em 2017, Trump simplesmente abandonou o acordo.

    Os dois países são as maiores potências nucleares do planeta, com cerca de 90% do arsenal de mais de 12 mil ogivas. A China vem num distante terceiro lugar, mas acelerando sua produção.

    Rússia revela supermíssil para intimidar Kiev

  • Presidente de Taiwan tenta reduzir tensões após exercício militar da China

    Presidente de Taiwan tenta reduzir tensões após exercício militar da China

    Lai Ching-te condena exercícios militares de Pequim, mas diz que ilha vai agir de forma responsável; China continua manobras com navios, aviões e disparos de projéteis nesta terça (30)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, afirmou nesta terça (30) que o país não pretende escalar as tensões com a China, após Pequim realizar extenso exercício militar em torno da ilha, iniciado na segunda (29).

    Em uma publicação nas redes sociais, o líder taiwanês condenou as manobras militares, mas tentou acalmar a situação ao afirmar que o país não vai provocar confrontos e vai agir de forma responsável.

    As declarações vieram após as Forças Armadas chinesas conduzirem 10 horas de manobras com fogo real, lançando projéteis nas águas ao norte e ao sul da ilha, que considera parte inalienável de seu território e cuja reunificação trata como questão doméstica. Segundo o Ministério da Defesa de Taiwan, participam dos exercícios 71 aeronaves e 24 embarcações da marinha e da guarda costeira chinesas.

    Em comunicado, a pasta afirmou que projéteis caíram em áreas mais próximas à ilha principal do que em exercícios anteriores. A resposta taiwanesa, porém, será feita “com calma e determinação, de acordo com a diretriz presidencial de evitar escalar conflitos e provocar disputas”.

    Batizadas de “Missão Justiça 2025”, as manobras da China que simulam um bloqueio a Taiwan foram as mais amplas desde 2022. Segundo Pequim, os exercícios visam dissuadir interferências externas, em recado também aos Estados Unidos e ao Japão.

    A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, já sugeriu que um ataque hipotético à ilha poderia desencadear uma resposta militar de Tóquio -declaração que, por sua vez, desdobrou-se em crise diplomática com Pequim.

    “Qualquer força externa que tente intervir na questão de Taiwan ou interferir nos assuntos internos da China certamente baterá a cabeça contra as muralhas de ferro do Exército de Libertação do Povo chinês”, afirmou o Escritório de Assuntos de Taiwan, órgão de Pequim que se dedica aos assuntos relativos à ilha, em um comunicado divulgado na segunda-feira.

    Os exercícios militares continuaram nesta terça, com a China disparando mais foguetes em direção às águas próximas de Taiwan e exibindo novos navios de assalto.

    A demonstração militar ocorre dias após o governo dos EUA aprovar a venda de peças para caças e outras aeronaves destinadas a Taiwan no valor total de US$ 330 milhões (R$ 1,74 bilhão), configurando a primeira transação do tipo desde que o presidente Donald Trump voltou à Casa Branca, em janeiro.

    O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, disse nesta terça-feira que seu país responderá às vendas de armamentos. “Em resposta às contínuas provocações das forças independentistas de Taiwan e à venda em larga escala de armas americanas para Taiwan, devemos, naturalmente, nos opor firmemente e reagir de forma enérgica”, disse o ministro em um discurso.

    Seu porta-voz, Lin Jian, classificou os exercícios como “uma medida necessária para defender a soberania nacional e a integridade territorial”.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou os exercícios, destacando seu bom relacionamento com Xi Jinping, líder do regime chinês, e dizendo que a China realiza manobras navais em torno de Taiwan há 20 anos.

    Já a União Europeia afirmou por meio de um porta-voz nesta terça que o exercício militar chinês aumenta a tensão na região. O bloco afirma que tem interesse na preservação do status quo da ilha.

    “Somos contra quaisquer ações unilaterais que alterem o status quo, especialmente por meio da força ou coerção”, afirmou o porta-voz.

    Presidente de Taiwan tenta reduzir tensões após exercício militar da China

  • Rússia diz que não vai dar provas de suposto ataque da Ucrânia a Putin

    Rússia diz que não vai dar provas de suposto ataque da Ucrânia a Putin

    Depois de a Ucrânia pedir – e insistir – para que a Rússia fornecesse provas de que Kyiv tentou realizar um ataque contra residência de Putin na região russa de Novgorod, o porta-voz do Kremlin disse que não acreditava que houvesse qualquer prova

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse, esta terça-feira (30), que a Rússia não vai fornecer provas de que Ucrânia tentou atacar a residência presidencial na região de Novgorod – mesmo estando em causa as negociações do acordo de paz, agora ameaçadas de endurecimento por parte da cúpula governamental russa.

    Peskov disse que todos os drones tinham sido abatidos e que, por norma, são os militares que estão encarregados desta investigação.

    “Não creio que deva haver qualquer prova de que um ataque massivo de drones tenha sido realizado e que, graças ao trabalho bem coordenado do sistema de defesa aérea, tenha sido abatido”, referiu Peskov aos jornalistas, durante uma coletiva citada pela emissora France 24.

    As declarações surgem depois de Kyiv ter hoje voltado a insistir que não havia provas deste suposto ataque.

    Nesta segunda-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tinha negado que este ataque tinha sido realizado pela Ucrânia. Zelensky classificou o anúncio deste ataque como uma “típica mentira” vinda de Moscou e foram pedidas provas.

    O ataque foi anunciado na tarde de segunda-feira pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, que disse desde logo que as negociações para a paz iriam ser “revistas”.

    Hoje, Kyiv voltou a insistir em que Moscou desse provas deste ataque, que, segundo Lavrov, foi realizado com a ajuda de 91 drones. “Já passou quase um dia e Rússia ainda não apresentou nenhuma prova plausível para suas acusações do suposto ‘ataque da Ucrânia à residência de Putin’. E não apresentará. Porque não há nenhuma. Tal ataque não aconteceu”, escreveu o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga, em uma publicação na rede social X (antigo Twitter).

    Na mesma publicação, o responsável pela pasta escreve, entre outras considerações, que a “tática da Rússia” se baseia em acusações falsas e apela a que os países “não respondam a queixas não comprovadas”, dado que a situação “prejudica o processo de paz construtivo que tem avançado ultimamente.”

    O suposto ataque teria acontecido na noite de domingo para segunda-feira, sendo desconhecido se Putin se encontrava no local no momento do ataque (Peskov recusou responder a essa pergunta na segunda-feira). Já quando anunciou este suposto ataque, Lavrov disse que haveria “resposta às ações imprudentes” e que a posição de Moscou as negociações de paz “seriam revistas”. Mais tarde, Putin disse que este ataque iria dificultar as negociações.

    Vale lembrar que Zelensky esteve reunido com Trump no domingo, em uma reunião na Florida. Em cima da mesa esteve a discussão sobre o plano de paz para a Ucrânia. Em coletiva de imprensa Trump acabou dizendo que se estava chegando “muito perto” de um plano a ser aceito por todos os lados envolvidos e Zelensky referiu que “as garantias de segurança são um ponto fundamental para alcançar uma paz duradoura”.

    Rússia diz que não vai dar provas de suposto ataque da Ucrânia a Putin

  • Polícia diz que atiradores da praia de Bondi na Austrália agiram sozinhos

    Polícia diz que atiradores da praia de Bondi na Austrália agiram sozinhos

    Naveed Akram e seu pai, Sajid Akram, mataram 15 pessoas no dia 14 de dezembro em Sydney; autoridades investigam suposto treinamento terrorista em Manila, nas Filipinas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os dois atiradores que mataram 15 pessoas na Austrália e feriram outras 40 agiram sozinhos no ataque, disse a Polícia Federal do país nesta terça (30) em um comunicado.

    Segundo a comissária Krissy Barrett, a investigação inicial indica não haver evidências de que os agressores fizessem parte de uma célula terrorista maior ou tenham sido instruídos por terceiros a realizar o ataque.

    Autoridades australianas analisavam um possível treinamento de Naveed Akram e seu pai, Sajid Akram, que foi morto pela polícia no dia do ataque, com o grupo terrorista Estado Islâmico em Manila, nas Filipinas. Os dois estiveram no país em novembro.

    “Mas não estou sugerindo que eles estavam lá como turistas”, afirmou Barrett.
    Na casa dos dois em Sydney, policiais encontraram bandeiras que remetiam ao grupo islâmico.

    Análise inicial das imagens do circuito interno do hotel da capital filipina mostra que ambos raramente saíram de lá. Mas a Polícia Federal australiana ainda trabalha com autoridades filipinas para avaliar todas as filmagens da visita.

    “Continuo preocupado com adultos e jovens vulneráveis, suscetíveis à manipulação de extremistas religiosos ou de outro tipo que incentivam a violência ou banalizam o uso da força”, disse a comissária. “A radicalização e o extremismo podem servir como uma linha de recrutamento para grupos terroristas dispostos a usar a violência para promover suas causas”.

    O ATAQUE

    No dia 14 de dezembro, Naveed Akram e Sajid Akram abriram fogo na praia de Bondi, em Sydney, durante uma celebração judaica no local. Os dois mataram 15 pessoas e feriram outras 40. Foi o pior ataque terrorista em décadas na Austrália.

    Pelo menos uma criança morreu no atentado. Um cidadão de Israel também foi morto. As vítimas tinham de 10 a 87 anos, e não há informações sobre outros estrangeiros.

    Uma das praias mais famosas do mundo, Bondi costuma ficar lotada de moradores e turistas. Vídeos que circularam na internet registraram centenas de pessoas correndo em pânico durante o tiroteio.

    Polícia diz que atiradores da praia de Bondi na Austrália agiram sozinhos

  • Trump diz que indulto a Netanyahu está a caminho e que atacaria Irã de novo se preciso

    Trump diz que indulto a Netanyahu está a caminho e que atacaria Irã de novo se preciso

    Presidente de Israel nega que tenha falado com líder americano sobre perdão a premiê em suposta corrupção; em reunião na Flórida, republicano recebe primeiro-ministro para discutir próximos passos em Gaza e ataques no Irã

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Donald Trump recebeu o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, nesta segunda-feira (29), na Flórida. Após o encontro, o americano afirmou que o indulto pedido pelo israelense ao seu presidente, Isaac Herzog, estaria “a caminho” e, em paralelo, disse que atacaria novamente o Irã caso o país persa retome o programa nuclear bombardeado pelos EUA em junho.

    Netanyahu solicitou um perdão oficial a Herzog, em novembro deste ano, em um processo que investiga suposto esquema de corrupção. Após a fala de Trump sobre a possível concessão do indulto, no entanto, o gabinete do presidente israelense negou que ele tenha tido uma conversa com o americano desde o pedido do premiê.

    Este foi o quinto encontro do ano entre Netanyahu e Trump nos EUA e, desta vez na residência de Trump em Mar-a-Lago, ocorreu a pedido do israelense, segundo o republicano. Depois da reunião, o americano afirmou que os EUA poderiam atacar novamente instalações iranianas caso Teerã retomasse o programa nuclear, que já fora alvo de bombardeios em junho.

    “Ouvi dizer que o Irã está tentando se reconstruir, e se estiver mesmo, temos que acabar com isso”, disse ele. “Vamos acabar com eles de vez.” O republicano reiterou que continua aberto a negociar um acordo, que ele chamou de uma saída “muito mais inteligente”.

    A expectativa para a reunião era de que os líderes anunciassem os próximos passos para a trégua em Gaza. Ao receber o premiê, Trump afirmou que “a reconstrução de Gaza começará em breve” e que espera chegar à segunda fase do plano de cessar-fogo no território palestino “muito rapidamente”.

    Funcionários da Casa Branca temem que tanto Israel como o Hamas estejam protelando a segunda fase do cessar-fogo enquanto o presidente americano está ansioso para anunciar um governo tecnocrático palestino para Gaza e a mobilização de uma força internacional de estabilização.

    Trump disse ter conversado com Netanyahu sobre o Hamas e que o grupo terrorista “terá pouco tempo para se desarmar”. Segundo ele, “haverá consequências” caso a facção não cumpra esse requisito do acordo de trégua.

    A porta-voz do governo israelense Shosh Bedrosian já havia adiantado que Netanyahu pretendia abordar a segunda fase do acordo, que implica garantir que “o Hamas seja desarmado, e Gaza, desmilitarizada”.

    Também afirmou, no entanto, que o premiê tentaria mudar o foco do encontro para o Irã e pressionar por mais ataques americanos contra o programa nuclear de Teerã. Segundo ela, o israelense usaria a reunião para evidenciar “o perigo que o Irã representa não apenas para o Oriente Médio, mas também para os EUA”.

    O cessar-fogo em Gaza anunciado em outubro é uma das principais conquistas do primeiro ano de Trump na Casa Branca desde seu retorno ao poder, em janeiro, e sua gestão e os mediadores regionais pretendem manter este ímpeto.

    O enviado do presidente para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o genro do republicano, Jared Kushner, receberam funcionários de alto escalão dos países mediadores -Qatar, Egito e Turquia- em Miami no início do mês.

    Agora, o momento da reunião com Netanyahu é “muito significativo”, disse Gershon Baskin, copresidente da comissão de construção da paz “Alliance for Two States”, que participou de negociações secretas com o Hamas. “A fase dois precisa começar”, afirmou à agência de notícias AFP. “Os americanos percebem que já é tarde porque o Hamas teve tempo demais para restabelecer sua presença.”

    A primeira fase do acordo de trégua exigia que o Hamas libertasse os reféns que permaneciam em cativeiro, vivos e mortos, desde o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que deu início à guerra. O grupo terrorista devolveu todos, exceto o corpo de um refém -Trump afirmou estar “fazendo todo o possível” para conseguí-lo. As duas partes denunciam frequentes violações do cessar-fogo.

    Na segunda etapa, tratada nesta segunda, Israel deve retirar as tropas de suas posições em Gaza e o Hamas deve entregar as armas, o que é um ponto de divergência importante. Além disso, uma autoridade interina deve governar o território palestino e uma força internacional de estabilização (ISF, na sigla em inglês) será mobilizada.

    O site americano Axios informou na sexta-feira (26) que Trump queria convocar a primeira reunião de um novo “Conselho de Paz” para Gaza, que ele presidiria, no Fórum de Davos, na Suíça, em janeiro. Mas a publicação apontou que funcionários da Casa Branca estavam cada vez mais exasperados por considerarem que Netanyahu se esforça para travar o processo de paz.

    “Há cada vez mais sinais de que o governo americano está se frustrando com Netanyahu”, disse Yossi Mekelberg, analista para o Oriente Médio do centro de estudos Chatham House, com sede em Londres. “A pergunta é o que vai fazer a respeito, porque a fase dois, neste momento, não avança.”

    Mekelberg observou que Netanyahu poderia tentar desviar a atenção do encontro de Gaza para o Irã justamente quando Israel entra em um ano eleitoral. “Tudo está relacionado com permanecer no poder”, afirmou sobre o veterano primeiro-ministro israelense.

    Israel também continua atacando alvos do Hamas em Gaza e do Hezbollah no Líbano, apesar do cessar-fogo no país. A Síria também esteve na pauta das conversas. Netanyahu disse que Israel está empenhado em garantir uma fronteira pacífica com o país, e Trump afirmou que os líderes de ambos se entenderão. “Tenho certeza de que Israel e ele [o presidente sírio, Ahmed al-Sharaa] se darão bem. Tentarei fazer com que isso aconteça.”

    Trump diz que indulto a Netanyahu está a caminho e que atacaria Irã de novo se preciso

  • "Proibidos de sair". Prisão para gordos quer combater obesidade na China

    "Proibidos de sair". Prisão para gordos quer combater obesidade na China

    Programa para emagrecer promete mudar a vida dos seus ‘reclusos’ em 28 dias. Ninguém pode sair, e há exercício físico de manhã e à tarde. Domingo é o único dia de descanso

    Pessoas com o peso um pouco acima do normal, na China, estão ingressando em uma prisão especial para emagrecer. Denominada “Prisão para gordos”, estes campos prometem programas de 28 dias para qualquer pessoa ficar em forma.

    Nas redes sociais, muitos têm sido os que têm compartilhado partes da rotina do seu dia a dia nestes locais, revelando que estão sujeitos a regras bastante restritas,  que os impedem, inclusive, de abandonar o local caso a ideia passe pela cabeça. Os portões estão fechados e vigiados e há regras para impedir que as pessoas pensem em abandonar o local. “Os portões estão fechados 24h por dia e não podemos sair”, revela uma participante.

    Para aqueles que há muito desistiram de dietas da moda, personal trainers e produtos para controle de peso, esses acampamentos rigorosos, ao estilo militar, tornaram-se uma escolha adequada, refere o Daily Mail.

    O dia-a-dia na prisão

    Nas redes socias, uma usuária tem compartilhado uma espécie de diário sobre a sua entrada nesta prisão. A australiana, de 28 anos, que reside atualmente na China conta que quis ingressar em uma destas prisões a fim de mudar os seus hábitos alimentares e de vida. A decisão aconteceu depois de ter engordado, de forma repentina, alguns quilos a mais.

    No Instagram, conta que faz cerca de 19 aulas de grupo por semana e uma alimentação mais regrada. A mulher conta que já perdeu, pelos menos, 4 kg.

    O dia começa às 7h30 da manhã e inclui atividades físicas antes e depois do almoço. Segundo refere, pagou menos de mil dólares por 28 dias na prisão, onde tem direito a um quarto só para ela. O dia acaba às 19h40 e ao domingo é dia de descanso.

    “Já fiz muitos amigos, todos são simpáticos e ninguém julga ninguém porque todos temos um objetivo em comum: perder peso”, destaca esta mulher.

    Apesar disso, nos comentários à sua publicação muitos acreditam que aquilo que perdeu não é suficiente para a carga e exigência que lhe é, asupostamente, imposta.

    Governo quer combater obesidade

    Esta espécie de prisão tem o apoio do governo como uma medida para fazer frente ao número cada vez maior de casos de obesidade no país, destaca o Daily Mail. O objetivo é incentivar uma perda de peso significativa em adultos e crianças por meio de dietas controladas, acompanhamento constante e programas disciplinados, adaptados a cada indivíduo. 

    Acompanhe um dia na vida desta mulher na prisão no vídeo acima.

    "Proibidos de sair". Prisão para gordos quer combater obesidade na China

  • Veja as imagens do novo ataque dos EUA no Pacífico; já há 107 mortos

    Veja as imagens do novo ataque dos EUA no Pacífico; já há 107 mortos

    Duas pessoas morreram depois de um bombardeamento dos EUA atingir um barco no Oceano Pacífico, onde Washington tem vindo a desenvolver vários ataques supostamente contra o narcotráfico, de acordo com o que é justificado

    Os Estados Unidos realizaram, nesta segunda-feira (29), mais um ataque em águas internacionais e, desta vez, aconteceu no Pacífico Oriental. O ataque foi gravado e o vídeo foi também ontem compartilhado nas redes sociais.

    “Em 29 de dezembro a Força Conjunta Southern Spear, sob indicação do Secretário de Defesa dos Estados Unidos, realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação operada por Organizações Terroristas Designadas em águas internacionais”, lê-se na nota divulgada na rede social X (antigo Twitter).

    De acordo com a nota publicada pelo Comando Sul dos EUA, os serviços secretos confirmaram que a embarcação estava “em trânsito por rotas conhecidas de narcotráfico no Pacífico Oriental e estava envolvida em operações de narcotráfico”.

    “Dois narcoterroristas do sexo masculino foram mortos. Nenhuma força militar dos EUA sofreu danos”, finaliza a publicação.

    De acordo com as publicações internacionais, as dezenas de ataques dos EUA que têm vindo a acontecer nos últimos meses na região já causou 107 mortos. Desde agosto que Washington tem mobilizado militares para esta região com o pretexto de que está combatendo o narcotráfico.

    A Venezuela, Maduro e um “forte ataque”

    O combate ao narcotráfico tem sido um tema em cima da mesa desde que Donald Trump assumiu o cargo de presidente dos EUA, em janeiro. Mas, na sequência destes ataques, poucas têm sido as evidências que comprovam que os alvos atingidas pelos EUA fazem mesmo parte de rotas de narcotráfico.

    Nesta luta contra o narcotráfico, uma das medidas da administração Trump foi restringir o tráfego de petroleiros que entram e saem da Venezuela. Trump justificou que é necessário diminuir as receitas da exportação de petróleo que financiam o narcoterrorismo. No meio destas medidas, Trump acusou ainda o seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, de roubar petróleo de empresas norte-americanas e usar as receitas do petróleo para financiar atividades criminosas. Mais uma vez, não foram apresentadas provas que sustentassem estas acusações.

    Já na segunda-feira a imprensa norte-americana citou uma entrevista de Trump dada à rádio WABC na sexta-feira, em que o presidente dos EUA dizia que tinha sido destruída uma “grande instalação” usada por uma rede de narcotráfico controlada pela Venezuela, sem esclarecer se o ataque ocorreu em território venezuelano.

    De acordo com Trump, esse ataque aconteceu na semana passada, em uma operação que descreveu como “forte”. Já nas últimas horas, a publicação The New York Times avançou que os EUA realizaram a primeira operação em território venezuelano em um ataque com drones na semana passada contra um porto.

    A publicação referiu ainda que o ataque da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) teve como alvo um cais que as autoridades norte-americanas acreditam ser utilizado pela organização criminosa transnacional Tren de Aragua para armazenar narcóticos e prepará-los para o transporte marítimo.

    As fontes, que pediram para não ser identificadas, indicaram ao jornal que não havia ninguém no local no momento do impacto e que não houve vítimas mortais.

    Veja as imagens do novo ataque dos EUA no Pacífico; já há 107 mortos

  • Rússia acusa Ucrânia de atacar residência de Putin; Kiev nega

    Rússia acusa Ucrânia de atacar residência de Putin; Kiev nega

    Chanceler disse que não houve danos ao complexo de férias, perto de São Petersburgo, um dos favoritos do presidente; segundo Lavrov, a Rússia irá retaliar e mudar sua posição na negociação mediada pelos EUA; Zelenski prevê ataque ao governo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Rússia acusou a Ucrânia de ter atacado uma das residências oficiais do Vladimir Putin com 91 drones nesta segunda-feira (29), um dia depois do encontro entre Volodimir Zelenski e Donald Trump para discutir um acordo para pôr fim à invasão russa do vizinho.

    O presidente ucraniano negou a autoria do ataque direto, como já ocorreu em ocasião anterior em 2022, e disse que os russos usarão o incidente para “atacar edifícios do governo ucraniano”. Segundo observadores militares, bombardeiros Tu-22 já estão sendo armados com mísseis de cruzeiro para tal fim.

    Segundo o chanceler Serguei Lavrov disse à mídia russa, os aparelhos foram abatidos na região de Novgorod, próxima a São Petersburgo, a cerca de 600 km da fronteira ucraniana. Não houve danos, disse o diplomata.

    Lavrov prometeu uma “dura retaliação” e disse que a ação irá provocar uma mudança na posição da Rússia nas negociações comandadas pelo presidente americano, que por ora não ultrapassaram as inflexibilidades de lado a lado.

    “Vamos continuar negociando”, disse, antecipando as críticas que receberá e a acusação de Kiev de que o ataque foi de “falsa bandeira”, ou seja, uma fabricação para culpar o adversário.

    A residência atacada segundo os russos é um antigo complexo com três datchas, as famosas casas de campo que quase toda família russas mais abastadas têm. Ele é conhecido pelo apelido de Dolgie Borodi (barbas longas, em russo) ou por Valdai, nome do lago em que fica às margens.

    É uma das regiões favoritas de Putin, natural de São Petersburgo, com vegetação bastante densa. O complexo é usado principalmente como casa de férias de verão e tem espaço para 320 hóspedes. O paradeiro exato do presidente, costuma se disfarçado salvo em agendas oficiais.

    Ele passa boa parte do tempo nos arredores da capital, em sua residência principal, mas tem diversos palácios à sua disposição pelo país. Segundo imagens do Kremlin, o presidente estava em Moscou, comandando uma reunião com seus generais principais, que lhe pintaram um quadro positivo acerca dos ganhos da guerra neste ano.

    Chamou a atenção a determinação explícita de Putin para que os militares se concentrem para tomar a capital homônima da província de Zaporíjiia, no sul do país.

    Ela é 1 das 4 áreas anexadas ilegalmente por Putin em 2022, e na cúpula que teve com Trump em agosto foi aventada a hipótese de o russo se satisfazer com os 75% que já ocupa dela -proporção semelhante à da vizinha Kherson, também incorporada.

    Nos debates até aqui, o foco estava na mais valiosa estrategicamente Donetsk, a leste, onde tropas russas controlam 80% do local. Zelenski se recusa a perder os 20% que ainda têm, exigência reiterada nesta segunda pelo Kremlin. Já os americanos tentam uma solução salomônica, criando uma zona desmilitarizada.

    Não foi a primeira ação direta contra um imóvel associado a Putin na guerra. Em 2022, os ucranianos causaram furor com um dos primeiros ataques a drone a Moscou, quando dois aparelhos explodiram sobre o Kremlin na noite de 3 de maio.

    Não houve vítimas e o presidente não estava presente, mas o governo russo chamou o caso de terrorismo. Kiev nunca assumiu a autoria, amplamente creditada a seus ativos serviços de segurança, inclusive pelos aliados americanos.

    Apesar de toda a brutalidade do conflito, até aqui os russos não tentaram matar Zelenski com um ataque devastador. Isso foi sugerido pelo próprio Putin no ano passado, quando apresentou com uma demonstração dramática seu novo míssil balístico com múltiplas ogivas, testado sobre Dnipro.

    Na mão contrária, além dos incidentes contra as residências, houve um grande ataque com drones ucranianos contra a região por onde Putin viajava neste ano. Além disso, ações contra Moscou são constantes, mas as defesas aéreas da região em torno da capital por ora deram conta do recado.

    O novo incidente, seja qual for sua natureza, tende a impactar a já difíceis negociações. Nesta segunda, Zelenski disse que faltam acertos sobre as questões territoriais, mas anunciou que Trump lhe prometeu garantias de segurança contra uma nova ação russa por 15 anos, sem detalhar como isso aconteceria.

    Rússia acusa Ucrânia de atacar residência de Putin; Kiev nega

  • Artista diz ter sido estuprada e estrangulada em cruzeiro em Portugal

    Artista diz ter sido estuprada e estrangulada em cruzeiro em Portugal

    Uma jovem artista de 29 anos revelou ter sido estuprada e estrangulada por um colega de trabalho em um navio da MSC quando estava atracado em Portugal

    Uma artista de 29 anos diz que foi estuprada e estrangulada por um colega da tripulação do navio de cruzeiro MSC Musica, enquanto este estava atracado em Portugal, no último dia 6 de dezembro.

    De acordo veículos de comunicação da Europa, entre os quais a revista de especialidade Crew Center, as autoridades sul-africanas já estão investigando o caso, uma vez que tanto vítima como suposto agressor são da cidade do Cabo.

    A mulher, que cumpria um contrato de seis meses como pianista e vocalista no MSC Musica, que faz a rota entre Espanha e Portugal até maio de 2026, acusou o homem que fazia dupla com ela de a estuprar e estrangular, em solo português.

    A suposta vítima diz ainda que reportou a situação aos recursos humanos da empresa e à agência que a representa e que estes lhe disseram para “continuar a tocar com o agressor”, seguindo a velha máxima “show must go on” (o espetáculo continua, em português).

    Por isso, decidiu regressar ao seu país e denunciar o caso às autoridades sul-africanas.

    Segundo a mulher, “o comportamento inadequado” do colega, também músico, “começou com comentários de natureza sexual logo no início do contrato” e rapidamente “escalou para algo impróprio”.

    A artista grante que sempre recusou “educamente”, realçando que não queria “misturar negócios com prazer”. “Tentei limitar o contato, reduzir o tempo que passava no bar da tripulação para 10/15 minutos, mas tudo o que fiz foi infrutífero”, contou aos jornais locais.

    Seis dias após chegar ao navio, no fim de um espetáculo, foi perseguida até à cabine, apesar de ter dito “repetidamente” ao colega que estava cansada.

    E foi nessa ocasião que o suposto agressor a forçou a ter relações sexuais, “sempre sobre protestos”.

    “Pedi para ele ir embora. Quando abri a porta, ele entrou à força, disse que ficaria apenas de 5 a 10 minutos mas acabou por sentando na minha cama e recusou-se a sair. Nesse momento me tocou de forma inapropriada e me estuprou”, assegurou, acrescentando que nem o fato de estar menstruada o fez afastar-se.

    “Ele insistiu para que eu olhasse para ele, o que recusei a fazer. Quando terminou, foi embora como se nada tivesse acontecido”, adiantou.

    Alguns dias depois, no bar da tripulação, o homem voltou a atacá-la. “Me agarrou pelo pescoço, tentou me estrangular. Depois disse ‘boa noite’ e sussurrou-me: ‘Vou para a minha cabine’, sorrindo, antes de ir embora”, finalizou a funcionária do MSC Musica.

    Artista diz ter sido estuprada e estrangulada em cruzeiro em Portugal

  • Macron anuncia reunião com aliados da Ucrânia em janeiro

    Macron anuncia reunião com aliados da Ucrânia em janeiro

    Anúncio foi feito após presidente da França conversar com Zelenski e Trump; encontro reunirá aliados da Ucrânia em Paris para tratar de garantias de segurança em um possível acordo de paz com a Rússia

    FLORIANÓPOLIS, SC (CBS NEWS) – O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (29) que aliados da Ucrânia vão se reunir em Paris, no início de janeiro, para discutir garantias de segurança no âmbito de um eventual acordo de paz entre Kiev e Moscou.

    “Reuniremos em Paris, no início de janeiro, os países da Coalizão dos Dispostos para finalizar as contribuições concretas de cada um”, afirmou Macron na rede social X, após conversar com o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, e com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    “Estamos avançando nas garantias de segurança que serão centrais para construir uma paz justa e duradoura”, disse Macron.

    O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, e o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump se reuniram no domingo, na Flórida, na residência do líder americano, que manifestou otimismo -sem dar detalhes- sobre uma possível solução rápida para o conflito iniciado em fevereiro de 2022, com a invasão russa à Ucrânia.

    Macron anuncia reunião com aliados da Ucrânia em janeiro