O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese anunciou hoje um investimento inicial de mais de dois bilhões de euros na construção de um novo estaleiro de submarinos de propulsão nuclear, no âmbito da aliança Aukus.
O pacto de defesa foi assinado em 2021 por Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, com o objetivo de conter a influência da China no Pacífico. O acordo levou ao cancelamento de um megacontrato entre Camberra e a França.
O investimento inicial anunciado, de 3,9 bilhões de dólares australianos (2,4 bilhões de euros), representa um aporte “crucial para fornecer à Austrália submarinos de propulsão nuclear equipados com armas convencionais”, afirmou o líder em comunicado.
O acordo prevê que Camberra adquira uma frota de submarinos norte-americanos de última geração, além do desenvolvimento conjunto de uma série de tecnologias militares.
A longo prazo, o investimento no estaleiro naval está estimado em um total de 30 bilhões de dólares australianos (18 bilhões de euros).
O custo total do programa, incluindo os submarinos, pode se aproximar dos 200 bilhões de euros ao longo dos próximos 30 anos. A Austrália também deverá obter a tecnologia necessária para construir seus próprios navios no futuro.
Esses submarinos norte-americanos, cuja aquisição deve começar em 2032, estarão no centro do projeto de Camberra para ampliar a capacidade de ataque de longo alcance do país no Pacífico, região onde a China vem expandindo sua influência.
Segundo o ministro da Defesa, Richard Marles, o novo estaleiro naval — que será construído perto de Adelaide, no sudeste do país — será um elemento-chave do programa.
“A transformação em curso em Osborne demonstra que a Austrália está no caminho certo para desenvolver a capacidade soberana de fabricar nossos próprios submarinos de propulsão nuclear nas próximas décadas”, afirmou.
O projeto desencadeou uma grave e prolongada crise diplomática com a França em 2021. Camberra havia escolhido inicialmente equipamentos franceses em um contrato bilionário, antes de cancelá-lo e aderir ao programa AUKUS, a aliança de segurança com Estados Unidos e Reino Unido.

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