Categoria: POLÍTICA

  • Flávio prega união, elogia Michelle e Tarcísio e acena a Caiado, Zema e Ratinho

    Flávio prega união, elogia Michelle e Tarcísio e acena a Caiado, Zema e Ratinho

    “Como a gente vai conseguir unir o Brasil se a gente não consegue unir a direita antes? Não caia em pilha errada”, disse.

    JOÃO GABRIEL
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Após farpas e indiretas públicas entre lideranças da direita nos últimos dias, o senador e candidato declarado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), publicou um vídeo neste sábado pedindo união em seu campo político.

    “Como a gente vai conseguir unir o Brasil se a gente não consegue unir a direita antes? Não caia em pilha errada”, disse.

    Na postagem, Flávio elogiou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e elogiou os também governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).

    O filho de Jair Bolsonaro também convocou seus seguidores a fazer críticas ao governo Lula (PT) nas redes sociais e voltou a defender seu pai, preso por tentativa de golpe de Estado.

    Nos últimos dias, a transferência de Bolsonaro da sede da Polícia Federal para a chamada Papudinha expôs uma divisão entre seus apoiadores e resultou em embate público entre aliados de Flávio e de Tarcísio.

    Na sexta (16), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pediu a aliados que não a julgassem, em mensagem publicada no dia em que foi revelada a conversa entre ela e o ministro do STF Alexandre de Moraes horas antes de o marido ser enviado para a unidade prisional.

    “Ainda que hoje as instalações do complexo sejam menos prejudiciais à sua saúde [de Bolsonaro] e lhe tragam mais dignidade, continuaremos lutando para levá-lo para casa”, declarou.
    No vídeo publicao neste sábado, Flávio pediu calma aos eleitores da direita e disse que um palanque conjunto dele com Michelle, Tarcísio, Ratinho Jr (PSD, governador do Paraná), Romeu Zema (Novo, governador de Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (União, governador de Goiás) vai acontecer “no momento certo”.

    “O Tarcísio é um aliado fundamental, a Michelle tem um papel importantíssimo”, afirmou.

    Ele ainda pediu que seus eleitores não ataquem um ou outro político, e que isso fortalece a esquerda.

    “Vamos colocar nossas diferenças menores um pouco de lado. Vamos focar naquilo que nos une”, completou.

    Embates no bolsonarismo

    O bolsonarismo vive uma série de embates públicos especialmente desde que o ex-presidente foi colocado em prisão domiciliar, em agosto do ano passado.

    Após ele escolher Flávio para ser candidato a Presidência em 2026, lideranças da direita têm alternado entre frases de apoio a ele ou de crítica e defesa de outros nomes, principalmente o de Tarcísio.

    Na última quarta-feira (14), por exemplo, Michelle publicou um vídeo do governador para defendê-lo das cobranças de bolsonaristas por um apoio mais incisivo à empreitada presidencial de Flávio.

    No dia seguinte, quinta (15), o senador foi questionado sobre a possibilidade de Michelle concorrer ao Planalto após as movimentações públicas dela e a alfinetou na resposta, dizendo que ele jamais trabalhou para ser candidato.

    “Eu nunca costurei, nunca procurei, não rodei o Brasil por isso. Não corri atrás de ser pré-candidato”, disse. Michelle fez diversas viagens pelo Brasil à frente do PL Mulher –do qual se licenciou pouco depois do anúncio da candidatura de Flávio.

    Ao mesmo tempo, Tarcísio publicou um vídeo com críticas ao PT, e sua esposa, Cristiane, comentou o post dizendo que o Brasil precisa “de um novo CEO, meu marido”, no que foi avaliado como uma aceno à campanha ao Planalto e críticas a Flávio.

    Dias depois, o governador de São Paulo minimizou e disse que “nunca teve esse projeto” de concorrer à Presidência, e que quer buscar a reeleição no estado.

    “O Flávio é um grande nome, já falei que ele é meu candidato, que vai ter o nosso apoio”, completou.

    Flávio prega união, elogia Michelle e Tarcísio e acena a Caiado, Zema e Ratinho

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  • Lula quebra silêncio e fala pela primeira vez após Bolsonaro ir a Papuda

    Lula quebra silêncio e fala pela primeira vez após Bolsonaro ir a Papuda

    Durante o raciocínio, Lula comparou a popularidade de influenciadores digitais com a de profissionais da educação, como professores de matemática ou geografia, destacando a discrepância entre o alcance desses grupos nas plataformas digitais.

    Menos de um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o ex-presidente foi citado publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A menção ocorreu durante um evento realizado no Rio de Janeiro, que marcou os 90 anos da criação do salário mínimo.

    Ao discursar, Lula abordava críticas ao impacto da inteligência artificial e ao que chamou de facilitação excessiva do consumo de conteúdos nas redes sociais. Segundo o presidente, temas superficiais tendem a alcançar maior popularidade do que conteúdos educativos ou acadêmicos. Ele afirmou não conhecer professores ou pessoas que transmitam conhecimento sério e que, ainda assim, acumulem milhões de seguidores na internet.

    Durante o raciocínio, Lula comparou a popularidade de influenciadores digitais com a de profissionais da educação, como professores de matemática ou geografia, destacando a discrepância entre o alcance desses grupos nas plataformas digitais. Na avaliação do presidente, quem se dedica a conteúdos considerados irrelevantes ou vazios costuma alcançar números muito superiores de seguidores.

    Na sequência, Lula citou Jair Bolsonaro como exemplo desse fenômeno, mencionando o grande número de seguidores que o ex-presidente possuía nas redes sociais. A fala ocorreu em meio ao contexto político recente envolvendo a transferência de Bolsonaro para o sistema penitenciário do Distrito Federal, decisão tomada pelo STF poucas horas antes do evento.

    “A podridão não está nem começando na inteligência artificial. E todos nós gostamos de coisas fáceis. Você não vê um influencer… uma profissão chamada influencer, os caras trabalham na internet e têm 3 milhões de seguidores. Eu não conheço um professor de Matemática que tenha 4 milhões de seguidores, eu não conheço um professor de Geografia que tenha 4 milhões de seguidores, eu não conheço ninguém que ensine uma coisa séria que tenha 4 milhões. Mas se o cara estiver falando bobagem, pode até ter 20 milhões. O Bolsonaro tinha 30 milhões”, declarou.

    Lula quebra silêncio e fala pela primeira vez após Bolsonaro ir a Papuda

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  • Gilmar Mendes nega habeas corpus com pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

    Gilmar Mendes nega habeas corpus com pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

    Na decisão, afirmou que a jurisprudência do STF é reiterada e pacífica no sentido de não admitir o conhecimento de HCs impetrados contra decisões de ministros ou de órgãos colegiados da própria Corte.

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um habeas corpus apresentado em favor da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele não chegou a analisar o mérito do pedido, mas negou o HC por inadmissibilidade da via eleita.

    Na decisão, afirmou que a jurisprudência do STF é reiterada e pacífica no sentido de não admitir o conhecimento de HCs impetrados contra decisões de ministros ou de órgãos colegiados da própria Corte.

    Também destacou que sua posição como relator do pedido se deu em situação excepcional e temporária, justificada pelo recesso forense, e, sendo assim, um eventual conhecimento do HC, além de contrariar a jurisprudência consolidada, implicaria em uma substituição indevida da competência natural previamente estabelecida na Corte.

    “Ainda que respaldado em previsão regimental expressa, esse exercício deve ser marcado por temperamentos que resguardem a atribuição dos Ministros originalmente competentes para os feitos de que se originam os atos impugnados”, disse.

    Mendes enfatizou, por fim, que o HC em questão foi impetrado por um advogado não participante da defesa do ex-presidente. Pontuou que a ação de terceiros é possível, mas que o STF tem se posicionado quanto à prudência nesses casos, especialmente quando não há indicativo de inércia ou omissão da defesa do envolvido.

    Essa posição, disse, ocorre para “evitar que pretensões movidas por terceiros acabem por repercutir, de maneira indesejada, na estratégia defensiva do próprio paciente, o que revela subversão dos institutos aplicáveis.”

    O habeas corpus foi pedido pelo advogado Paulo Souza Barros de Carvalhosa, que não faz parte da defesa do ex-presidente. O HC foi originalmente distribuído para a ministra Cármen Lúcia, mas, devido ao recesso, ele seria analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, que exerce interinamente a presidência da Corte. Moraes, porém, se declarou impedido de apreciá-lo devido a uma questão regimental, e por isso o HC foi redistribuído para Mendes.

    Gilmar Mendes nega habeas corpus com pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

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  • Cela de Bolsonaro na Papudinha é quase 10 vezes maior que área fixada em lei

    Cela de Bolsonaro na Papudinha é quase 10 vezes maior que área fixada em lei

    Condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma trama golpista para se manter no poder após as eleições de 2022, Bolsonaro estava preso até quinta-feira (15) em uma sala individual na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.

    ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Com 64,83 m², a cela na unidade da Papudinha para a qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido tem área total quase dez vezes superior ao mínimo previsto na Lei de Execução Penal e bem acima dos padrões internacionais mínimos.

    Condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma trama golpista para se manter no poder após as eleições de 2022, Bolsonaro estava preso até quinta-feira (15) em uma sala individual na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.

    O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a transferência dele para uma sala de Estado-Maior localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar, junto ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília -local conhecido como Papudinha.

    De acordo com a decisão, a unidade possui uma área total de 64,83 m², sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² externos. A infraestrutura tem ambientes como banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e área externa.

    As acomodações incluem cozinha, que permite o preparo e o armazenamento de alimentos, banheiro com chuveiro e água quente, geladeira, armários, cama de casal e televisão. O local ainda comporta a instalação de equipamentos de ginástica, como esteira e bicicleta.

    A legislação brasileira é mais econômica. Exige que o espaço contenha ao menos um dormitório, um aparelho sanitário e um lavatório. Também é preciso garantir condições como ventilação, exposição ao sol e temperatura adequada. A área mínima é de 6 m².
    O Comitê Europeu para a Prevenção da Tortura também fala em cerca de 6 m² de espaço, sem contar instalação sanitária, enquanto o Comitê Internacional da Cruz Vermelha recomenda aproximadamente 5,4 m² para uma cela individual.

    De acordo com a Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), no sistema federal, o tamanho médio das celas individuais, ou seja, com apenas uma pessoa privada de liberdade, é aproximadamente este: 6 m².

    Mas, para efeito de comparação, um relatório de 2024 do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, órgão vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, trouxe dados de visita ao bloco de segurança máxima da Papuda.

    Nesse setor, as celas são projetadas para duas pessoas. No dia da inspeção, entretanto, abrigavam de 8 a 10 detentos. Não havia nenhuma luminosidade natural e pouca ventilação. Existia apenas um espaço ao lado para banho de sol, porém o acesso precisava ser franqueado por policiais.

    As equipes identificaram um ambiente abafado, com mofo nas paredes e nas roupas de cama. O banheiro não garantia privacidade. Em algumas celas, não havia nem possibilidade de colocar uma lâmpada.

    Com espaço amplo, a unidade prisional onde o ex-presidente Bolsonaro agora está preso tem a capacidade para até quatro pessoas, mas será utilizada somente pelo ex-presidente, que ficará isolado dos demais presos do complexo.

    Cela de Bolsonaro na Papudinha é quase 10 vezes maior que área fixada em lei

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  • Michelle encontrou Moraes horas antes de decisão que levou Bolsonaro à Papudinha

    Michelle encontrou Moraes horas antes de decisão que levou Bolsonaro à Papudinha

    Tarcísio de Freitas também conversou com ministros do STF para defender prisão domiciliar; decisão de Moraes foi vista como redução de danos para ex-mandatário, agora preso em cela com mais espaço

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) conversou com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes horas antes da decisão que levou Jair Bolsonaro (PL) à Papudinha. A transferência foi considerada uma vitória para o grupo próximo ao ex-mandatário, que temia uma deterioração da sua saúde na sede da Polícia Federal, onde estava preso até esta quinta-feira (15).

    Quem também procurou ministros do STF nos últimos dias foi o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para defender a prisão domiciliar para o ex-presidente. Tarcísio conversou com o próprio Moraes, com Gilmar Mendes e outros dois integrantes da corte.

    A conversa de Michelle e Moraes, revelada pelo portal Metrópoles, foi intermediada pelo vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), segundo fontes do partido relataram à reportagem, sob condição de anonimato. O encontro aconteceu no período da manhã. A decisão foi emitida por volta das 17h. Procurados, o ministro e o deputado não confirmaram nem negaram o encontro.

    Segundo pessoas a par das conversas, Michelle solicitou a Altineu uma audiência com Moraes no início desta semana. Ela estaria preocupada com questões de saúde de Bolsonaro, que passou por cirurgia nos últimos dias do ano passado e, após a intervenção, sofreu uma queda na cela da PF.

    De acordo com interlocutores, o parlamentar esteve com o ministro na quarta-feira (14), quando informou sobre o desejo de Michelle por uma conversa. Moraes informou que estaria aberto a escutar a ex-primeira-dama.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, Michelle também esteve com o decano do STF Gilmar Mendes, a quem solicitou ajuda para concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro. Em paralelo, ela publicou um vídeo de agradecimento a um grupo de deputados federais que pediram o mesmo ao Supremo. “Sigamos firmes. Sejamos fortes e corajosos! Muito obrigada. Que Deus os abençoe”, escreveu.

    Num gesto à PF, Michelle agradeceu ainda à corporação pelo apoio durante o período em que o ex-presidente ficou preso na superintendência da instituição em Brasília.

    “Continuo confiando e agradecendo a Deus, certa de que tudo acontece no tempo do nosso amado Pai, e não no nosso. Sou grata a todos da PF que, durante o período em que o meu amor esteve lá, cuidaram dele com atenção, auxiliando nas medicações e nas refeições. Que Deus os recompense e os abençoe grandemente”, disse a ex-primeira-dama nas redes sociais.

    REDUÇÃO DE DANOS E INSISTÊNCIA NA DOMICILIAR

    A “Papudinha” é o apelido da sede de um batalhão da Polícia Militar de Brasília que fica perto do Complexo Penitenciário da Papuda. Lá, Bolsonaro tem uma cela maior e com mais estrutura, e por isso sua transferência foi considerada uma redução de danos.

    Mesmo assim, caciques bolsonaristas reclamam da situação do ex-presidente. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse à Folha de S.Paulo que Moraes submete Bolsonaro a risco de morte.

    “A transferência para a Papudinha escancara o abuso: traficantes e assassinos recebem tratamento mais humano do Estado do que um homem preso por crime impossível. (…) Por mais que a nova prisão seja mais ampla que a atual, com idade e comorbidades que tem, Bolsonaro deveria estar em prisão domiciliar”, afirmou o senador.

    O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), deu declaração na mesma linha. “A gente não quer Papuda ou Papudinha. A gente quer ele em casa. É mais um martírio, vamos continuar pressionando para ele ir para casa”, declarou.

    DIFERENÇAS ENTRE CELAS DE BOLSONARO NA PF E PAPUDINHA

    TAMANHO
    – Superintendência: cerca de 12 m²; cela comporta uma pessoa
    – Papudinha: cerca de 65 m² no total (sendo quase 55 m² cobertos e 10 m² de área externa); cela comporta até quatro pessoas, mas será usada exclusivamente por Bolsonaro

    AMBIENTES
    – Superintendência: quarto e banheiro
    – Papudinha: quarto, banheiro, sala, cozinha, lavanderia, além de área externa com mesa e cadeiras

    REFEIÇÕES
    – Superintendência: café da manhã, almoço e jantar (decisão diz que Bolsonaro dispunha de procedimento de entrega de comida caseira diariamente)
    – Papudinha: café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia

    LOCAL PARA RECEBER VISITAS
    – Superintendência: visitas e atendimento de médicos e advogados estavam sendo realizadas em uma sala administrativa
    – Papudinha: decisão diz que espaço para visitas é amplo e que elas podem ocorrer nas áreas coberta ou externa

    HORÁRIO DE VISITAS
    – Superintendência: visitas podiam ocorrer às terças e quintas, das 9h às 11h, com permanência máxima de 30 minutos por visitante
    – Papudinha: visitas também em apenas dois dias da semana (quartas e quintas), mas com maior possibilidade de horários: das 8h às 10h; 11 às 13h; ou 14h às 16h. Além disso, texto informa que é permitido visitas simultâneas, e que a duração máxima de cada visitante é de 2 horas.

    Michelle encontrou Moraes horas antes de decisão que levou Bolsonaro à Papudinha

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  • Bolsonaro gostou de transferência à Papudinha; decisão aponta 'bom gesto', dizem aliados

    Bolsonaro gostou de transferência à Papudinha; decisão aponta 'bom gesto', dizem aliados

    Aliados próximos da família dizem ter “começado o ano bem”, e que o objetivo é enviar o ex-presidente para a prisão domiciliar

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) gostou da transferência da sede da Superintendência Regional da Polícia Federal para o presídio da Papudinha, também em Brasília, e vê a decisão como “bom gesto”.

    A avaliação é relatada por aliados do ex-presidente que se encontraram com a esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, após a transferência, na mesma noite.

    A determinação de transferência foi dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na tarde de quinta-feira, 15. A Papudinha é o nome popular do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, que faz parte do Complexo da Papuda e onde ficam presos policiais e pessoas politicamente expostas.

    Aliados próximos da família dizem ter “começado o ano bem”, e que o objetivo é enviar o ex-presidente para a prisão domiciliar, em sua casa num condomínio de Brasília, mas que há ganho em qualidade de vida na cela da Papudinha.

    O entorno de Bolsonaro agora coloca suas esperanças na perícia por uma junta médica da Polícia Federal para analisar a situação de saúde do ex-presidente. O exame deverá ser feito antes de Moraes analisar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária, segundo decisão assinada na quinta pelo ministro.

    A perícia poderá facilitar eventuais adaptações de acomodação na sala da Estado Maior na Papudinha ou a necessidade de transferência para um hospital penitenciário.

    A defesa requereu a Moraes a concessão de prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro e a realização de nova “avaliação médica independente, em caráter de urgência, a fim de aferir a compatibilidade do estado clínico atual do peticionário com o ambiente prisional.

    A transferência de Bolsonaro vem sendo tratada com alívio por parte de aliados em conversas reservadas, mas criticada em público. O Estadão conversou com pessoas próximas ao ex-presidente para medir o sentimento sobre a decisão de Moraes.

    A avaliação geral é que a mudança de cela vai trazer um ganho na qualidade de vida a Bolsonaro, mas não pode ser comemorada em público, sob o risco de arrefecer a campanha pela prisão domiciliar.

    Para um aliado, as condições na cela da Papudinha melhoram a “condição mínima” de bem-estar dele. Para outro, ela é “absurdamente melhor, mas não pode comemorar ainda porque tudo isso ainda é uma sacanagem.

    Um deles afirmou que a transferência acaba reduzindo a pressão junto à militância e à classe política pela campanha de prisão domiciliar, o que pode perpetuar o encarceramento de Bolsonaro. Outro vê na decisão de Moraes “um fundo de preocupação em fazer besteira, imagina se o presidente morre” (na cadeia).

    Lideranças diversas criticaram a decisão de Moraes. O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nas redes sociais que o País está sob “um regime de arbítrio judicial”.

    “O que vemos não é justiça. É autoritarismo de toga, abuso de poder institucionalizado, a caneta usada como cassetete. A transferência de um ex-presidente para penitenciária, por decisão isolada, é punição política, vingança travestida de legalidade e demonstração de força de quem já não reconhece limites”, publicou.

    O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) criticou a transferência do pai e disse que a Papudinha representa um “ambiente prisional severo”.

    “A transferência para um ambiente prisional severo, somada às aberrações jurídicas apontadas e ao estado clínico delicado, passa a representar mais do que o cumprimento de uma decisão judicial: transforma-se em um marco simbólico de confronto institucional, cujo impacto ultrapassa a figura de Jair Bolsonaro e alcança o próprio conceito de justiça, proporcionalidade e Estado de Direito no Brasil”, escreveu numa rede social.

    Michelle, por outro lado, agradeceu à PF pelos cuidados e pelo auxílio prestados ao marido durante as últimas semanas de custódia. A transferência é decorrência de uma articulação da qual a ex-primeira-dama fez parte.

    Na decisão que determinou a transferência, Moraes menciona a existência de uma “campanha fraudulenta” contra o Judiciário e reclamações de familiares de Bolsonaro sobre as condições de deixá-lo na cela da PF.

    A decisão cita uma série de declarações de familiares de Bolsonaro feitas para denunciar a situação em que ele se encontrava após ser preso em novembro, apesar de o ex-presidente conviver com o que Moraes chama de “privilégios” na prisão.

    O ministro lista os benefícios da Sala de Estado Maior, como a metragem, quarto com banheiro privativo e água quente, TV, ar-condicionado, frigobar, médico da PF de plantão 24 horas por dia, autorização para fisioterapia, banho de sol diário e exclusivo, realização de exames médicos e protocolo especial para entrega de comida caseira diariamente.

    Bolsonaro gostou de transferência à Papudinha; decisão aponta 'bom gesto', dizem aliados

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  • Lula diz que valor do salário mínimo no Brasil é “muito baixo”

    Lula diz que valor do salário mínimo no Brasil é “muito baixo”

    Desde 1º de janeiro, está em vigor o novo valor de R$ 1.621; diferente da gestão anterior, de Jair Bolsonaro, o presidente Lula vem reajustando os valores conforme a subida da inflação

    Ao participar de cerimônia alusiva aos 90 anos do salário mínimo no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta sexta-feira (16), que o valor do salário mínimo adotado no país é muito baixo.

    “Não estamos fazendo esse ato de apologia ao valor do salário mínimo. Porque o valor do salário mínimo é muito baixo no Brasil. Estamos fazendo apologia aqui à ideia de um presidente da República que, em 1936, criou a possibilidade de se estabelecer um salário que garantisse aos trabalhadores os direitos elementares.”

    Dentre os direitos dos trabalhadores citados por Lula em sua fala estão o direito de morar, comer e estudar, além do direito de ir e vir. “Desde que foi criado, o salário mínimo não preenche esses requisitos da intenção da lei”, disse o presidente durante a cerimônia, no Rio de Janeiro.Novo valorO novo salário mínimo, no valor de R$ 1.621, passou a valer a partir de 1º de janeiro deste ano. O reajuste aplicado foi de de 6,79% ou R$ 103. O salário mínimo anterior era de R$ 1.518.

    O valor foi informado após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado no cálculo do reajuste anual do salário mínimo. O indicador registrou 0,03% em novembro e acumula 4,18% em 12 meses.

    Pela estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo injetará R$ 81,7 bilhões na economia. O cálculo considera os efeitos sobre a renda, o consumo e a arrecadação, ainda que em um cenário de restrições fiscais mais rígidas.

    Entenda

    A regra do reajuste do salário mínimo determina que o valor tenha duas correções: uma pelo INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior, ou seja, 4,18%, e outra pelo crescimento da economia de dois anos. No dia 4 de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de 2024, confirmando expansão em 3,4%.

    No entanto, o arcabouço fiscal, mecanismo que controla a evolução dos gastos públicos, determina que o ganho acima da inflação seja limitado a um intervalo de 0,6% a 2,5%.

    Pela regra, o salário mínimo de 2026 seria R$ 1.620,99 e, com o arredondamento previsto em lei, passa para R$ 1.621, reajuste de 6,79%. 

    Lula diz que valor do salário mínimo no Brasil é “muito baixo”

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  • CPMI do INSS: em embate com Malafaia, Damares coloca líder da bancada evangélica na mira

    CPMI do INSS: em embate com Malafaia, Damares coloca líder da bancada evangélica na mira

    Senadora afirma que investigação não tem viés religioso e diz sentir ‘desconforto’ com suspeitas envolvendo líderes evangélicos

    Após a divulgação de uma lista com igrejas e pastores alvos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) manteve o embate público com o pastor Silas Malafaia e citou a Assembleia de Deus do Amazonas como outra instituição religiosa na mira do colegiado. A igreja e a Fundação Boas Novas têm vínculos com familiares do deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), líder da bancada evangélica na Câmara.

    Ao jornal O Globo, nesta quinta-feira, 15, Damares disse que Malafaia deveria “orar” e afirmou que não vai submeter sua atuação parlamentar ao pastor. “O Malafaia precisa orar um pouco. Eu não submeto minhas ações parlamentares a ele. Além das instituições que divulguei, há menções na CPI à Assembleia de Deus do Amazonas, que já forneceu os dados solicitados e aguarda análise do colegiado”, afirmou.

    O Estadão tenta contato com Silas Câmara para comentar o caso.

    A senadora também afirmou sentir “profundo desconforto e tristeza” diante da eventual participação de igrejas ou líderes religiosos em esquemas de fraude contra aposentados do INSS, mas afirmou que a CPI tem o dever constitucional de apurar os fatos “com responsabilidade, imparcialidade e base documental”.

    O embate entre Damares e Malafaia teve início no domingo, 11, quando a senadora disse, em entrevista ao SBT News, que havia igrejas e líderes religiosos citados em investigações sobre fraudes contra aposentados. “Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: ‘Não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes’”, disse.

    A declaração provocou reação de Malafaia, que, na quarta-feira, 14, classificou a fala da senadora como “conversa fiada”. Pouco depois, Damares divulgou uma lista de requerimentos da CPI, com pedidos de quebra de sigilo de instituições religiosas e convites para a oitiva de pastores.

    CPMI do INSS: em embate com Malafaia, Damares coloca líder da bancada evangélica na mira

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  • Genial/Quaest: Bolsonaro lidera rejeição e presidentes da Câmara e do Senado são desconhecidos

    Genial/Quaest: Bolsonaro lidera rejeição e presidentes da Câmara e do Senado são desconhecidos

    53% afirmam ter uma imagem negativa de Bolsonaro, enquanto 41% avaliam o ex-presidente de forma positiva

    Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira, 16, mostra que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é o político mais rejeitado entre nove personalidades analisadas no levantamento. Entre os entrevistados que dizem conhecê-lo, 53% afirmam ter uma imagem negativa, enquanto 41% avaliam o ex-presidente de forma positiva. Outros 6% afirmam desconhecê-lo.

    No Congresso, os presidentes da Câmara e do Senado seguem amplamente desconhecidos da população. No Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) é desconhecido por 68% dos entrevistados. Outros 7% dizem ter uma imagem positiva do senador, enquanto 25% afirmam conhecê-lo e rejeitá-lo.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é desconhecido por 63% dos brasileiros. Entre os que têm opinião formada, 26% dizem rejeitá-lo, e 11% afirmam ter uma imagem positiva do deputado.

    Entre os demais nomes avaliados, o líder evangélico Silas Malafaia, aliado do bolsonarismo, aparece como o segundo político mais rejeitado da lista: 46% dizem conhecê-lo e ter uma imagem negativa, enquanto 17% o aprovam. Outros 37% afirmam não conhecê-lo.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é o nome do campo da esquerda com maior rejeição no levantamento. Segundo a pesquisa, 42% dizem rejeitá-lo, 32% têm imagem positiva e 26% afirmam não conhecê-lo.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tem índice próximo de aprovação e rejeição: 39% dizem ter uma imagem positiva, enquanto 38% a rejeitam. Outros 23% afirmam não conhecê-la.

    O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), é aprovado por 37% dos entrevistados e rejeitado pelo mesmo porcentual. Ele é desconhecido por 26% da população.

    O empresário e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB) é rejeitado por 34% dos entrevistados, enquanto 27% dizem aprová-lo. Outros 39% afirmam não conhecê-lo.

    A senadora Tereza Cristina (PP-MS) é a mais desconhecida entre os nomes analisados: 75% dos entrevistados dizem não ter opinião formada sobre ela. A aprovação soma 11%, e a rejeição, 14%.

    A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 8 e 11 de janeiro, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR 00835/2026.

    Genial/Quaest: Bolsonaro lidera rejeição e presidentes da Câmara e do Senado são desconhecidos

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  • Carlos Bolsonaro chama Papudinha de 'ambiente prisional severo' e aliados criticam Moraes

    Carlos Bolsonaro chama Papudinha de 'ambiente prisional severo' e aliados criticam Moraes

    Parte dos apoiadores do ex-presidente vê redução de danos na transferência para nova cadeia; senador diz que ministro do Supremo ‘regula a vida do preso’

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) , afirmou que as novas instalações onde seu pai cumprirá pena por tentativa de golpe, na Papudinha, são um “ambiente prisional severo”. A família e aliados pedem para que Bolsonaro seja colocado em prisão domiciliar, sob o argumento de que a saúde o ex-presidente é frágil.
    Papudinha é o apelido da sede de um batalhão da Polícia Militar de Brasília que fica perto do Complexo Penitenciário da Papuda.

    As manifestações de políticos próximos a Bolsonaro também criticam o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, principal responsável pela condenação do ex-presidente e juiz que determinou a transferência. Até esta quinta-feira (15), o ex-mandatário cumpria pena na sede da PF (Polícia Federal), também em Brasília.

    Proximidades do complexo da Papuda, em Brasília, nesta quinta-feira (15) Gabriela Biló Folhapress Viatura policial com luz vermelha ligada avança em estrada que leva ao Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Parte dos aliados de Bolsonaro entendeu a transferência como uma espécie de redução de danos, já que as instalações da Papudinha são maiores do que as da Polícia Federal. Mesmo esses, porém, insistem que o presidente deveria ser colocado em prisão domiciliar.

    “Meu pai não tem que para presídio nenhum, ele tem que ir para casa”, disse Carlos em um vídeo publicado em redes sociais.

    Ele afirmou que o ex-presidente tem problemas de saúde e que outros presos já foram enviados para domiciliar por muito menos.

    O ex-vereador afirmou que seu pai é perseguido e que a eleição de 2026 é fundamental para ter esperanças. O grupo político bolsonarista quer aprovar uma anistia e eleger senadores em número suficiente para tirar Moraes do Supremo ou ao menos aumentar a pressão contra a corte.

    “Alexandre de Moraes, suas qualidades como ser humano não merecem ser enumeradas diante de tamanha maldade praticada contra o último presidente do Brasil, que jamais descumpriu uma linha da Constituição, e também contra os presos do 8 de janeiro”, escreveu o ex-vereador em outra postagem.

    “A transferência para um ambiente prisional severo, somada às aberrações jurídicas apontadas e ao estado clínico delicado, passa a representar mais do que o cumprimento de uma decisão judicial: transforma-se em um marco simbólico de confronto institucional, cujo impacto ultrapassa a figura de Jair Bolsonaro”, disse.

    Na semana passada, Bolsonaro deixou a prisão temporariamente para ter atendimento médico após sofrer uma queda. Ele passou por exames e voltou ao prédio da PF horas depois. O médico Brasil Caiado, que atende o ex-presidente, disse que ele sofreu um traumatismo craniano leve.

    O ex-presidente tem problemas de saúde recorrentes, principalmente ligados à facada da qual foi vítima durante a campanha eleitoral de 2018.

    No fim do ano passado, já preso, ele foi submetido a cirurgia para corrigir hérnia. Dias depois, durante a mesma internação hospitalar, Bolsonaro passou por um outro procedimento médico para tentar controlar suas crises de soluços.

    Também em 2025, mas em abril, o ex-presidente foi submetido a uma operação de 12 horas para desobstrução intestinal.

    O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse à Folha de S.Paulo que Moraes submete Bolsonaro a risco de vida. Em nota divulgada à imprensa, Marinho fez mais críticas ao ministro: “A transferência para a Papudinha escancara o abuso: traficantes e assassinos recebem tratamento mais humano do Estado do que um homem preso por crime impossível”.

    Por mais que a nova prisão seja mais ampla que a atual, com idade e comorbidades que tem, Bolsonaro deveria estar em prisão domiciliar”, afirmou o senador, falando que o aliado sofre “justiçamento.

    O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), deu declaração na mesma linha. “A gente não quer Papuda ou Papudinha. A gente quer ele em casa. É mais um martírio, vamos continuar pressionando para ele ir para casa”, declarou.

    O relator do projeto que reduz as penas dos condenados no processo da trama golpista, senador Esperidião Amin (PP-SC), mencionou a possibilidade de a transferência ser uma redução de danos e citou as reclamações de Bolsonaro sobre o barulho do sistema de ar-condicionado da Polícia Federal perto de sua cela, mas também defendeu que o ex-presidente fosse para domiciliar e criticou Moraes.

    Esperidião disse apoiar as declarações de Rogério Marinho, que defendeu a ida de Bolsonaro para casa. Também criticou o poder que Moraes exerce sobre o cumprimento da pena do ex-presidente.

    “O preso é do Alexandre de Moraes, ele é que regula a vida do preso. Um ministro do Supremo Tribunal Federal é o guardião e costumes, e de práticas, do tempo de um preso”, disse o senador.

    Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista, concluído em setembro de 2025. Os ministros da Primeira Turma do STF o julgaram culpado pelos crimes de golpe de Estado, abolição do Estado democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio e deterioração do patrimônio tombado.

    Ele foi considerado líder do movimento que não reconheceu o resultado da eleição presidencial de 2022, vencida por Lula, e atacou as sedes dos Poderes da República em 8 de janeiro de 2023.

    Carlos Bolsonaro chama Papudinha de 'ambiente prisional severo' e aliados criticam Moraes

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