Categoria: POLÍTICA

  • Bolsonaro deve passar o Réveillon no hospital após procedimento contra soluços

    Bolsonaro deve passar o Réveillon no hospital após procedimento contra soluços

    Equipe médica diz que ex-presidente voltou a registrar hipertensão e tem quadro severo de apneia do sono; ele já havia passado por uma cirurgia de correção de hérnia inguinal e seu quadro é estável

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por liderar a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, passou por um novo procedimento médico na tarde desta segunda-feira (29) para tratar de sua crise de soluços.

    Segundo a equipe médica, o procedimento aconteceu sem intercorrências e seu quadro é estável. Paralelamente, Bolsonaro sofre de uma apneia do sono severa e voltou a registrar picos de hipertensão.

    “Foi super tranquilo o procedimento, durou cerca de uma hora mais ou menos”, disse Mateus Saldanha, médico o responsável pela intervenção.

    Segundo Claudio Birolini, que acompanha Bolsonaro em todos esses procedimentos, o ex-presidente irá ficar ao menos até o dia 1º de janeiro de 2026 internado.

    A gente precisa de pelo menos 48 horas para avaliação dos resultados, complicações, etc. Então esse tempo será aguardado, independente de qualquer coisa, e ainda está prevista a realização de uma nova endoscopia digestiva alta”, afirmou.

    Segundo Brasil Caiado, cardiologista da equipe, o quadro de Bolsonaro é chamado de “soluços persistentes”, é extremamente raro e decorre de problemas que o ex-presidente já teve no passado, como, por exemplo, as cirurgias no abdômen decorrentes da facada que ele levou durante a campanha eleitoral de 2018.

    Birolini ressaltou ainda que, na madrugada desta segunda, Bolsonaro passou por novos exames de sono, que revelaram que ele teve até 50 episódios de apneia por hora.

    “O exame realmente mostrou que ele tem uma apneia de sono severa”, afirmou. Ele deve usar equipamentos para tentar reduzir a obstrução. “A chamada apneia obstrutiva do sono é um fator que piora a hipertensão”, completou Caiado.

    Ele explica que o ex-presidente vem melhorando, mas que ainda não obteve o resultado esperado.

    “O presidente que já é um portador da doença hipertensão arterial, já estava medicado e controlada essa pressão. Mas no sábado [27] ele apresentou um pico hipertensivo. Nós dobramos a dose do medicamento, adequou praticamente no domingo [28] pela manhã e hoje durante o procedimento e imediatamente após ele teve novamente uma crise hipertensiva”, disse.

    “Nós tivemos que usar medicamento na veia […]. Só saímos do centro cirúrgico uma hora após o procedimento, aguardando a resposta do medicamento”, afirmou.

    A cirurgia terminou por volta de 15h segundo a esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro. “Procedimento finalizado. Graças a Deus, agora aguardando ele [Bolsonaro] subir para o quarto”, publicou ela por volta deste horário.

    Mais cedo nesta segunda, o filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, afirmou que o quadro de seu pai havia piorado e que sua vida estava “seriamente ameaçada”.

    “O início da madrugada de hoje foi de muita preocupação ao acompanhar meu pai. Sua pressão arterial estava altíssima e, mais uma vez, os médicos precisaram intervir para controlar o quadro e avaliar a possibilidade de uma nova cirurgia hoje para tentar cessar os soluços. Também foi iniciado o tratamento para a apneia do sono”, publicou.

    Este já é o terceiro procedimento pelo qual o ex-presidente passa desde que foi internado na última quarta-feira (24), inicialmente para tratamento de uma hérnia.

    O procedimento médico precisou ser autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, já que Bolsonaro atualmente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado na carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

    Na quinta-feira (25), dia do Natal, o ex-presidente passou por uma cirurgia, para tratar a hérnia.

    Após essa intervenção, seus médicos decidiram realizar um novo procedimento, desta vez para tentar controlar os seus soluços.

    O primeiro procedimento, para bloqueio do nervo frênico direito, foi realizado no último sábado (27), e durou entre 45 minutos e 1 hora.

    Segundo o boletim médico divulgado no domingo (28), Bolsonaro voltou a ter crises de soluços e registrou elevação da pressão arterial -seu quadro depois se estabilizou.

    A equipe médica avaliou ser necessário realizar também o bloqueio do nervo frênico esquerdo, razão pela qual Bolsonaro foi novamente submetido ao procedimento nesta segunda.

    O procedimento é realizado com a aplicação de anestésico e corticoide em um nervo do diafragma, próximo à região cervical, de acordo com a equipe médica.

    Bolsonaro deve passar o Réveillon no hospital após procedimento contra soluços

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  • TSE acumula casos de cassação sem julgamento e chega a 2026 com pendências de 2022

    TSE acumula casos de cassação sem julgamento e chega a 2026 com pendências de 2022

    Os governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Antônio Denarium (PP), de Roraima, o senador Jorge Seif (PL-SC) e o deputado Maurício Marcon (Podemos-RS) enfrentam processos de cassação na corte

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vai entrar em 2026, ano de eleições gerais, com julgamentos ainda pendentes das eleições de 2022. A corte manteve nos últimos meses uma pauta esvaziada, com poucos processos de destaque, e deixou sem conclusão casos com potencial impacto no ano que vem.

    Há ações abertas contra dois governadores e ao menos dois parlamentares, além de consultas sobre regras eleitorais ainda não analisadas. A indefinição pode ter efeitos sobre as estratégias dos candidatos e sobre a formação de palanques nos estados envolvidos.

    Os governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Antônio Denarium (PP), de Roraima, o senador Jorge Seif (PL-SC) e o deputado Maurício Marcon (Podemos-RS) enfrentam processos de cassação na corte.

    Há também outras discussões a serem concluídas, como acusações de fraude de cota de gênero. No fim de dezembro a corte voltou a debater se essa infração invalida a votação de toda a chapa de candidatos, inclusive das mulheres eleitas. A análise foi interrompida por um pedido de vista.

    As audiências públicas para debater regras para as campanhas também ficaram para as vésperas das próximas eleições. Essas normas têm que ser aprovadas até março do ano eleitoral. As resoluções sobre as eleições gerais de 2022 e 2018, por exemplo, foram feitas no mês de novembro anterior.

    A ministra Cármen Lúcia preside a corte até agosto de 2026, quando será sucedida por Kassio Nunes Marques.

    Historicamente, perto da metade dos anos eleitorais, o TSE passa a atuar em função das eleições. Nesses momentos, a corte costuma reduzir a temperatura e evitar casos mais rumorosos para se preservar de acusações de interferência no processo eleitoral, manipulação ou incitação à polarização.

    Assessores e advogados que acompanham a rotina da corte dizem que observaram uma mudança recente no padrão das sessões do plenário, na gestão de Cármen Lúcia.

    Normalmente, quando a análise do ministro relator de um caso era concluída, o processo era enviado à assessoria de plenário e previsto para a sessão seguinte.

    Na presidência de Cármen Lúcia, no entanto, a pauta passou a ser selecionada. Ao contrário do STF (Supremo Tribunal Federal), o TSE não tem um volume alto de processos represados. Assim, ainda que a definição da pauta seja uma prerrogativa do presidente, não era a praxe da corte eleitoral haver uma seleção de ações para cada sessão.

    No encerramento do primeiro semestre de 2025, Cármen fez um balanço e destacou que a corte teve um índice de julgamentos superior ao de anos eleitorais anteriores, o que foi feito também por meio do plenário virtual.

    Casos de grande dimensão, no entanto, ainda não foram concluídos. Os políticos permanecem nos cargos enquanto aguardam a análise da última instância da Justiça Eleitoral.

    O de Castro começou a ser apreciado no início de novembro, dias depois da operação nos complexos da Penha e do Alemão. A ação havia sido liberada em junho.

    Na ocasião, Isabel Gallotti, então corregedora eleitoral, votou pela cassação do governador por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

    Na sequência, o ministro Antonio Carlos pediu vista -mais tempo para análise-, suspendendo as deliberações. O magistrado pediu prorrogação da vista, mas, nos bastidores, a expectativa é que ele libere o processo ainda no início de fevereiro.

    Denarium e o vice, Edison Damião (Republicanos), têm dois votos pela cassação. O julgamento começou em agosto e teve dois pedidos de vista, de André Mendonça e de Kassio.

    Jorge Seif teve o julgamento iniciado em abril de 2024, mas o tribunal o suspendeu e ainda não retomou a análise da ação sobre abuso de poder econômico na campanha de 2022.

    O pedido do TSE por mais informações ao processo adiou a conclusão do caso num período em que o tribunal era pressionado a não aumentar os desgastes com o Senado.

    Parte da cúpula do Congresso atuou pela absolvição do bolsonarista. A movimentação envolveu aliados de Bolsonaro e parlamentares não alinhados a ele sob o entendimento de que a cassação de um senador seria traumático -e poderia acirrar a crise entre o Legislativo e o Judiciário.

    Já a ação contra o deputado Marcon entrou na pauta em 11 de dezembro, teve dois votos pela perda do mandato e foi suspensa por pedido de vista.

    Casos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro também seguem para o ano que vem, sem definição.

    Bolsonaro já foi declarado inelegível pelo TSE até 2030 em duas ações, sobre reunião com embaixadores e abuso de poder no 7 de Setembro, e ficou impedido de disputar eleições até 2062 devido à condenação no STF.

    Há outras ações que incluem atores importantes do bolsonarismo, como uma sobre ataques ao processo eleitoral e disseminação de fake news. Esta mira, além de Bolsonaro e do então candidato a vice Walter Braga Netto, os parlamentares do PL Flávio Bolsonaro (RJ), Eduardo Bolsonaro (SP), Carla Zambelli (SP), Bia Kicis (DF), Nikolas Ferreira (MG), Gustavo Gayer (GO) e Magno Malta (ES).

    A coligação encabeçada pelo PT em 2022 tem uma lista de ações ainda não julgadas. Há, por exemplo, um processo sobre o chamado “pacote das bondades” do governo Bolsonaro, incluindo aumento do Auxílio Brasil no final do mandato, uma sobre atos antidemocráticos e outra sobre o uso dos palácios da Alvorada e do Planalto para atos de campanha eleitoral.

    TSE acumula casos de cassação sem julgamento e chega a 2026 com pendências de 2022

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  • Derrite quer presidir comissão de olho em eleição, após ser pivô de crise com governo

    Derrite quer presidir comissão de olho em eleição, após ser pivô de crise com governo

    O deputado de extrema-direita atua nos bastidores para assumir a presidência da Comissão de Segurança Pública e se manter em evidência durante o ano eleitoral de 2026

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Pivô de uma crise aguda entre o governo Lula (PT) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) atua nos bastidores para assumir a presidência da Comissão de Segurança Pública e se manter em evidência durante o ano eleitoral de 2026.

    A reportagem apurou que a presidência da comissão é prioridade para o PP, partido ao qual Derrite se filiou para disputar a eleição para o Senado. Nos últimos anos, o colegiado foi comandado por deputados do PL, que usaram o posto para pressionar o governo Lula na pauta da segurança pública, tema considerado o mais frágil do petista eleitoralmente.

    Derrite, de acordo com interlocutores, pretende usar esse espaço para reforçar sua campanha ao Senado ao longo do ano, após se afastar antecipadamente da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para retomar o mandato na Câmara. A comissão trata dos projetos relacionados à área e tem o poder de convocar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para dar explicações.

    Derrite deve enfrentar, no entanto, resistência de seu antigo partido, o PL. Num acordo interno no ano passado, a sigla decidiu que Paulo Bilynskyj (SP) presidiria a comissão em 2025 e que Coronel Meira (PE) ficaria no comando em 2026. A sigla tem a preferência para escolha das comissões, por ser a maior bancada da Câmara. Meira não retornou os contatos da reportagem para comentar.

    Já o PT não vê a situação como um problema, e entende que os principais projetos da segurança pública serão mais discutidos fora da comissão do que nela. As apostas do presidente para mostrar resultados nessa área são a PEC (Proposta de Emenda à Constitução) da Segurança Pública, que está numa comissão especial, e o projeto de lei Antifacção, debatido direto no plenário.

    Entre os petistas, há inclusive quem acredite que a presidência da comissão pode ser um trunfo para convencer Motta a não nomear novamente Derrite relator do projeto antifacção, agora que o projeto retornou à Câmara após ser modificado pelo Senado. Presidir o colegiado que trata sobre o tema poderia funcionar como um prêmio de consolação, caso a estratégia dê certo.

    Foi esse o projeto que provocou uma das mais graves crises entre o presidente da Câmara e o governo, com troca de acusações públicas e um rompimento de Motta com o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ).

    A escolha de Derrite como relator, função responsável por negociar as alterações no texto, irritou Lula e o PT por se tratar do então secretário de Tarcísio, visto na época como provável adversário do petista na eleição presidencial de 2026, antes de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lançar sua candidatura.

    Derrite transformou o texto num novo arcabouço legal e rebatizou de Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, com uma série de novos tipos penais e a tentativa de classificar grupos como o PCC (Primeiro Comando da Capital) como terroristas. A proposta foi criticada por especialistas por enfraquecer a atuação da Polícia Federal e desorganizar o papel das polícias estaduais, e o parlamentar acabou recuando.

    O projeto foi aprovado sob protestos do governo em novembro, após seis versões diferentes em menos de duas semanas. Foram 370 votos favoráveis e 110 contrários. Derrite fez alterações no texto e optou por criar uma lei autônoma sobre organizações criminosas ultraviolentas, afastando-se da proposta original do Executivo de apenas atualizar a legislação vigente.

    Esse foi um dos pontos modificados pelo Senado. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) retomou a ideia de atualizar a legislação atual, aproveitando parte do texto da Câmara e sugestões dos senadores. A proposta cria a categoria de “facções criminosas” e regras específicas para a integração entre as forças federais e estaduais, limita as possibilidades de progressão e endurece as penas.

    Como o projeto foi modificado, a Câmara terá que votar agora se concorda com as alterações ou as rejeita. O PT defende aprovar a versão do Senado, enquanto o PL quer retomar o texto de Derrite. Por isso, a discussão acabou adiada para 2026.

    Derrite quer presidir comissão de olho em eleição, após ser pivô de crise com governo

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  • Tornozeleira eletrônica de Silvinei estava em banheiro de rodoviária, diz polícia do Paraguai

    Tornozeleira eletrônica de Silvinei estava em banheiro de rodoviária, diz polícia do Paraguai

    Autoridades do país vizinho informaram que aparelho foi encontrado na madrugada desta segunda-feira (29); ex-diretor-geral foi preso na sexta-feira (26) no Paraguai enquanto tentava fugir

    BRASÍLIA, DF, E CURITIBA, PR (CBS NEWS) – A polícia do Paraguai informou às autoridades brasileiras ter encontrado a tornozeleira eletrônica do ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques no banheiro da rodoviária municipal de Cidade do Leste.

    O ex-diretor-geral foi preso nesta sexta-feira (26) no Paraguai enquanto tentava fugir, segundo a Polícia Federal.

    O aparelho foi encontrado pouco depois das 4h da madrugada desta segunda-feira (29), de acordo com o registro da polícia do país vizinho.

    No ofício da polícia paraguaia, constam informações como o código de barras da tornozeleira eletrônica, a empresa que fabricou o aparelho e o número do equipamento na Anatel.

    A reportagem apurou que o dispositivo foi enviado para o Comando Tripartite, onde serão feitos os procedimentos para devolução dele para as autoridades brasileiras.

    Silvinei foi preso no aeroporto de Assunção quando tentava embarcar em voo internacional para El Salvador com um passaporte paraguaio falso. Silvinei teria usado um carro alugado para sair do prédio em que morava, na cidade de São José (SC), em direção ao Paraguai.

    Segundo integrantes da PF, quando o equipamento foi rompido, a corporação acionou o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e houve a decretação da prisão preventiva.

    A PF detectou uma falha no monitoramento às 3h de quinta-feira (25), dia do Natal. De acordo com relatos dos agentes, naquele horário, a tornozeleira parou de transmitir o sinal de GPS.

    Vasques foi condenado neste mês a 24 anos e seis meses de prisão pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) como participante de um dos núcleos da trama golpista do governo Jair Bolsonaro (PL).

    Os ministros o consideraram culpado de cinco crimes, inclusive o de tentativa de golpe de Estado, após ele promover blitze em locais com predominância de eleitores de Lula (PT) no dia do segundo turno das eleições de 2022.

    Tornozeleira eletrônica de Silvinei estava em banheiro de rodoviária, diz polícia do Paraguai

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  • Datafolha: PT é partido preferido de 24% dos eleitores, e PL fica em segundo, com 12%

    Datafolha: PT é partido preferido de 24% dos eleitores, e PL fica em segundo, com 12%

    Mais citada desde final da década de 1990, sigla de esquerda se mantém estável durante o governo Lula; PL tem índice recorde e crescimento expressivo comparado a 2021, quando Bolsonaro se filiou à legenda

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua na dianteira como a sigla preferida dos brasileiros, agora acompanhado pelo PL, legenda alavancada na memória nacional pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, mostra nova pesquisa Datafolha.

    O partido de esquerda segue como o mais lembrado, feito que mantém desde o final da década de 1990. Atualmente ele é citado por 24% dos brasileiros, contra 12% do PL, a segunda sigla preferida dos brasileiros.

    O cenário é de estabilidade para o PT no terceiro governo Lula, cujos índices variaram de 23% a 27%. Já a legenda de Bolsonaro alcançou índice recorde na série histórica, iniciada em 1989.

    Os dados vêm de pergunta que aceitou respostas espontâneas e únicas no Datafolha, feito com 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 4 de dezembro, em 113 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

    Considerando dados desde dezembro de 2021, quando o PL passou a ser citado de maneira consistente nas pesquisas, o ponto máximo do PT ocorreu em setembro de 2022, quando a sigla foi lembrada por 31% dos brasileiros.

    Na época, Jair Bolsonaro governava o país, fazendo oposição direta ao PT. Atualmente inelegível e preso, Bolsonaro já declarou querer reeditar a disputa com Lula pessoalmente ou por meio de um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Considerando toda a série histórica do Datafolha, com dados para esta pergunta desde 1989 (ano das primeiras eleições diretas para presidente após a ditadura militar), o PT só perdeu como a sigla mais lembrada para o PMDB. A legenda, que antes de 1980 tinha o nome MDB, recuperado em 2017, chegou a ter 19% das menções em 1992 e 1993. Hoje, registra 2%.

    A posição mudou no final da década de 1990, quando o PT entrou e nunca mais saiu da dianteira.

    Desde o início da série histórica, porém, o maior índice entre os brasileiros é daqueles que dizem não ter preferência de partido. A opção nunca teve índice menor que 40%.

    O PSDB, que já foi considerado um dos principais opositores do PT, começou a série histórica em 1989 com 1% e teve pico de 9% em junho de 2015, época de protestos contra o governo Dilma Rousseff (PT) que levaram ao impeachment da então presidente.

    Esse período, de fevereiro de 2015 a dezembro de 2016, também é um dos piores para o PT desde que ele ascendeu no final da década de 1990. Em março de 2015 e dezembro de 2016, a sigla, acostumada a dois dígitos, fez 9%.

    PSDB e PMDB/MDB disputaram o segundo lugar da preferência partidária na maior parte das duas primeiras décadas dos anos 2000, até que o PSL começou a ultrapassar as legendas em outubro de 2018.

    A época é antecedida pela facada levada, em 6 de setembro daquele ano, por Jair Bolsonaro durante campanha presidencial. O político era do PSL, que teve pico de menção de 7% em outubro de 2018 e depois caiu.

    Já o PL passou a ser lembrado com consistência a partir de dezembro de 2021, sendo citado por ao menos 1% dos brasileiros. Bolsonaro foi para a legenda em 30 de novembro daquele ano.

    Desde então, o partido foi subindo nas pesquisas, chegando a uma porcentagem com duas casas em outubro de 2022, quando Bolsonaro foi para o segundo turno com Lula, para quem perdeu.

    Embora chame a atenção para a legenda na qual se encontra, Bolsonaro tem também rejeição para seu nome e de familiares, como mostra o Datafolha.

    Na análise por segmento, o último levantamento sobre preferência partidária mostra que o PT tem taxas de menções mais altas entre aqueles com ensino fundamental (31%), entre os moradores do Nordeste (31%), católicos (30%), os que avaliam o STF como ótimo ou bom (48%) e os que votaram em Lula em 2022 (50%).

    Por sua vez, o PL se destaca entre os que têm renda familiar mensal de 5 a 10 salários mínimos (19%), com ensino médio e superior (14% cada), que avaliam o STF como ruim ou péssimo (30%) e votaram em Bolsonaro em 2022 (29%).

    Datafolha: PT é partido preferido de 24% dos eleitores, e PL fica em segundo, com 12%

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  • Deputado vai à Justiça para derrubar “gratificação faroeste” no Rio

    Deputado vai à Justiça para derrubar “gratificação faroeste” no Rio

    Lei bonifica policial que “neutraliza criminosos”

    A validade da chamada “gratificação faroeste” no estado do Rio de Janeiro, que bonifica policiais que “neutralizam criminosos”, foi parar na Justiça.

    O deputado estadual Carlos Minc (PSB) ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o artigo 21 da Lei Estadual nº 11.003/2025.

    A lei trata da restruturação do quadro de servidores da Secretaria Estadual de Polícia Civil e foi aprovada em 22 de outubro de 2025.Durante a tramitação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), enquanto projeto de lei, ganhou uma emenda que determina a premiação com até 150% do salário policiais que tenham se destacado, entre outras ações, pela “neutralização de criminosos”.

    Neutralização é o termo que o governo do estado usa nos comunicados à imprensa para se referir à morte de suspeitos em operações policiais.

    A inclusão do artigo que criou a gratificação faroeste foi criticada por organizações ligadas à defesa dos direitos humanos, por ser considerada um incentivo à letalidade policial.

    A Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF) consideram o texto inconstitucional.Após a aprovação na Alerj, o governador Cláudio Castro chegou a vetar o artigo 21. Mas a justificativa foi orçamentária.

    Para Castro, o veto se fez necessário porque a medida criava despesas. “O veto busca garantir o equilíbrio das contas públicas e o cumprimento das normas que asseguram a boa gestão dos recursos do estado”, defendeu o governador à época.

    Derrubada do veto

    No entanto, no último dia 18, os deputados da Alerj decidiram pela derrubada do veto do governador, ou seja, fazer valer a gratificação faroeste.

    A Ação Direta de Inconstitucionalidade foi ingressada na noite de sexta-feira (26), dia em que a derrubada do veto constou no Diário Oficial do Estado. 

    O processo foi distribuído, por sorteio, ao desembargador Andre Emilio Ribeiro Von Melentovytch.

    O deputado Carlos Minc chama a gratificação de “insana” e “extermínio recompensado”. Além da questão orçamentária, o processo aponta um estudo que associa a gratificação a casos de execução.

    “Há 20 anos, eu derrubei, por lei, a gratificação faroeste, com base em um estudo coordenado pelo [sociólogo] Ignacio Cano, que mostrou que nos três anos de vigência, de 3,2 mil casos de mortes em confronto, 65% foram execuções”, disse à Agência Brasil.

    A prática esteve em vigor no Rio de Janeiro de 1995 a 1998 e foi suspensa pela própria Alerj por conta de denúncias de extermínio.

    Deputado vai à Justiça para derrubar “gratificação faroeste” no Rio

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  • Moraes aponta 'modus operandi' sobre risco de fuga para ordenar domiciliar a condenados

    Moraes aponta 'modus operandi' sobre risco de fuga para ordenar domiciliar a condenados

    Decisão ocorre após Silvinei Vasques ser capturado no Paraguai durante tentativa de fuga; ministro cita caso de Ramagem, foragido nos EUA, como exemplo de planejamento de fuga

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), apontou o risco de fuga para o exterior como “modus operandi” para determinar a prisão domiciliar de dez condenados pela trama golpista.

    Como exemplo, ele citou os casos de Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no governo de Jair Bolsonaro (PL), e de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

    A decisão de Moraes foi tomada um dia depois da tentativa de fuga de Silvinei.

    O bolsonarista foi detido no Paraguai na sexta-feira (26), quando tentava embarcar em um voo para El Salvador utilizando um passaporte falso. Ele levava uma carta, na qual dizia ter câncer no cérebro e não conseguir escutar ou falar e que viajaria para fazer um tratamento médico.

    O ex-diretor da PRF foi transferido para Brasília neste sábado para cumprir prisão preventiva, tendo desembarcado na capital federal no início da tarde. A expectativa é que fique preso na Papudinha, unidade da Polícia Militar no Distrito Federal.

    A defesa de Silvinei tinha solicitado que ele fosse levado para Papudinha, caso Moraes negasse o pedido para que o ex-diretor da PRF fosse mantido preso em Santa Catarina, preferencialmente em São José ou Florianópolis, onde possui “vínculos familiares, sociais e profissionais consolidados”.

    Silvinei foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão pela Primeira Turma doSTF como participante de um dos núcleos da trama golpista do governo Bolsonaro. Ele aguardava o fim da tramitação do seu caso em liberdade, monitorado por tornozeleira eletrônica.

    A Polícia Federal detectou uma falha no monitoramento da tornozeleira eletrônica de Silvinei às 3h do dia 25 de dezembro. Horas antes de romper o aparelho, ele organizou seus pertences. Vestindo calça de moletom, camiseta e um boné, o ex-diretor da PRF levou bolsas, tapetes higiênicos para cachorros e um pitbull até o veículo alugado, que seria usado para deixar Santa Catarina em direção ao Paraguai.

    No despacho, Moraes também citou o caso de Ramagem, ex-deputado federal que teve o mandato cassado após a condenação pela trama golpista. Ele está foragido nos Estados Unidos.

    “O modus operandi da organização criminosa condenada pelo Supremo Tribunal Federal indica a possibilidade de planejamento e execução de fugas para fora do território nacional, como feito pelo réu Alexandre Ramagem, inclusive com a ajuda de terceiros”, escreveu no documento.

    Segundo o despacho, a manutenção de Ramagem em Miami tem sido possibilitada com apoio de parte dos investigados, que tem auxiliado “o foragido a ludibriar as autoridades americanas com documentos falsos a fim de obter a chamada driver license (carteira de motorista).”

    A decisão de Moraes atinge dez condenados pela trama golpista. Os mandados foram cumpridos na manhã deste sábado pela PF no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e Distrito Federal.

    O objetivo era evitar tentativas semelhantes de fuga de condenados que ainda não cumprem prisão por não terem esgotado recursos. Em casos em que há envolvimento de militares, houve apoio do Exército.

    Em Ponta Grossa (PR), policiais estiveram na casa do ex-assessor internacional da Presidência Filipe Martins, para comunicar a decisão. Ele já usava tornozeleira eletrônica, mas sua autorização para sair de casa durante o dia foi revogada.

    O presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Moretzsohn Rocha, um dos dez alvos de prisão domiciliar cumpridas pela Polícia Federal, não foi encontrado pelos agentes da PF e foi considerado foragido. Os agentes da PF estiveram no endereço dele em São Paulo, mas não o encontraram no local.

    Rocha foi um dos réus do chamado “núcleo 4” da trama golpista investigada pelo STF, relacionada a tentativas para questionar o resultado eleitoral e disseminar desinformação sobre as urnas eletrônicas de 2022.

    A lista envolve ainda ex-membros do Exército. Além de Rocha, os outros alvos são: Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército; Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército; Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército.

    Também são alvos Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército; Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército; Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça; e Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército.

    Moraes aponta 'modus operandi' sobre risco de fuga para ordenar domiciliar a condenados

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  • Entenda o procedimento que deve ser feito nesta segunda para tratar crise de soluços de Bolsonaro

    Entenda o procedimento que deve ser feito nesta segunda para tratar crise de soluços de Bolsonaro

    Ex-presidente passou por bloqueio do nervo frênico direito no sábado (27); intervenção no lado esquerdo é próxima etapa. Método consiste em aplicação de anestésico para controlar os sintomas

    SÕ PAULO, SP (CBS NEWS) – Após uma forte crise de soluços na última semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido a um procedimento médico para aplacar os sintomas. No sábado (27), foi realizado o bloqueio do nervo frênico direito e a intervenção no lado esquerdo deve ocorrer nesta segunda-feira (29).

    A previsão, segundo o hospital DF Star, em Brasília -onde Bolsonaro está internado desde a semana passada para operar uma hérnia-, é de que o bloqueio esquerdo seja realizado no início da tarde.

    O QUE É O NERVO FRÊNICO

    Há dois nervos frênicos, um de cada lado do corpo. Eles se originam na região cervical e descem até o diafragma, músculo localizado no tórax usado na respiração.

    O nervo frênico é o principal responsável por controlar o diafragma. Soluços são causados por contrações involuntárias e repetidas do diafragma, causando o fechamento da glote (a “tampa” da laringe, que regula a passagem de ar pelo pulmão) e gerando o som característico.

    COMO FUNCIONA O BLOQUEIO DO NERVO FRÊNICO

    O bloqueio médico desse nervo -feito com a aplicação local de anestésico e, opcionalmente, outras medicações- interrompe temporariamente os impulsos nervosos que estão provocando os espasmos do diafragma.

    O procedimento é usado em casos graves de soluços persistentes, que não melhoram com medicamentos. Segundo a equipe médica de Bolsonaro, a medida foi adotada após uma alta dose de medicação não ter amenizado os sintomas, que estariam ocorrendo diariamente há meses.

    O bloqueio não é uma cirurgia. Com o paciente sedado, o nervo é localizado por meio de um ultrassom. Então, é realizada uma punção, por onde é aplicado o anestésico -e, no caso do ex-presidente, também um medicamento corticóide, para prolongar os efeitos da intervenção.

    QUAIS OS RISCOS DO PROCEDIMENTO

    Como o diafragma está envolvido na respiração, tanto a frequência cardíaca como o nível de oxigenação do sangue do paciente são monitorados durante e após o procedimento. Também por esse motivo, o bloqueio é realizado em duas etapas, evitando um impacto indesejado.

    De acordo com o radiologista intervencionista Mateus Saldanha, que realizou o procedimento em Bolsonaro, a ocorrência de falta de ar pode ser um dos efeitos colaterais do procedimento.

    “Ao bloquear o diafragma, a pressão abdominal pode subir e comprimir a cavidade torácica”, explicou o médico em coletiva de imprensa no sábado.

    Além disso, há o risco de, inadvertidamente, em vez de bloquear o nervo frênico, a medicação atingir o plexo branquial, rede nervosa que controla os membros superiores, afetando os movimentos das mãos e braços.

    QUAL É O PRAZO PARA A ALTA MÉDICA

    Não é possível saber com certeza a data da alta médica antes da realização do procedimento. A previsão, no entanto, é que o paciente fique ao menos 48h em observação após a realização do bloqueio, segundo Claudio Birolini, cirurgião que integra a equipe médica do ex-presidente.

    Assim, se a evolução do quadro de saúde de Bolsonaro for satisfatória, ele deve deixar o hospital na quarta-feira (31).

    Na sequência, retornará à carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

    O ex-presidente passa por procedimentos médicos frequentemente devido à facada da qual foi vítima durante a campanha eleitoral de 2018. Em abril deste ano, por exemplo, o político foi submetido a uma operação de 12 horas para desobstrução intestinal.

    Entenda o procedimento que deve ser feito nesta segunda para tratar crise de soluços de Bolsonaro

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  • Michelle faz revelação dramática sobre saúde de Bolsonaro: "agonia"

    Michelle faz revelação dramática sobre saúde de Bolsonaro: "agonia"

    Em publicação nas redes sociais, ela detalhou que o ex-presidente enfrenta crises de soluço há cerca de nove meses e que a intervenção tem como objetivo aliviar o problema.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou neste sábado (27) que Jair Bolsonaro voltou ao centro cirúrgico para a realização de um novo procedimento médico. Em publicação nas redes sociais, ela detalhou que o ex-presidente enfrenta crises de soluço há cerca de nove meses e que a intervenção tem como objetivo aliviar o problema.

    Segundo Michelle, o procedimento realizado é um bloqueio do nervo frênico, responsável por controlar o diafragma. A técnica reduz temporariamente a atividade do nervo e pode interromper os soluços. “Meu amor acabou de ir para o centro cirúrgico para realizar o bloqueio do nervo frênico. Peço que intercedam em oração por mais esse procedimento, para que seja exitoso e traga alívio definitivo. Já são nove meses de luta e de angústia com soluços diários”, escreveu.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução / Instagram  

    Jair Bolsonaro está internado desde a última quarta-feira (24) no Hospital DF Star, em Brasília. No dia de Natal (25), ele passou por uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral. O procedimento foi realizado após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, concedida com base em uma perícia feita pela Polícia Federal.

    Antes da internação, o ex-presidente estava detido na Superintendência da Polícia Federal, também em Brasília. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, determinada em decorrência da condenação pela trama golpista. A transferência para o hospital ocorreu em razão da necessidade de acompanhamento médico e da realização dos procedimentos cirúrgicos.

    Desde o início da internação, Michelle Bolsonaro tem utilizado as redes sociais para atualizar seguidores sobre o estado de saúde do marido e pedir orações. Na publicação deste sábado, ela destacou o impacto prolongado das crises de soluço, classificando o período como marcado por sofrimento e preocupação.

    O bloqueio do nervo frênico, segundo a ex-primeira-dama, é mais uma tentativa de resolver o problema que se arrasta há meses. Ainda não há informações oficiais divulgadas sobre o resultado do procedimento ou sobre a previsão de alta hospitalar.

    A equipe médica responsável pelo acompanhamento de Jair Bolsonaro não divulgou novos boletins até o momento. O ex-presidente permanece sob cuidados no hospital, enquanto segue cumprindo a pena determinada pela Justiça.

    Michelle faz revelação dramática sobre saúde de Bolsonaro: "agonia"

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  • Flávio Bolsonaro busca ex-ministros, Marçal e políticos com trânsito no mercado

    Flávio Bolsonaro busca ex-ministros, Marçal e políticos com trânsito no mercado

    Depois de se lançar ao Palácio do Planalto sob críticas e desconfiança de partidos do centrão, Flávio tem tentado cacifar seu nome e apresentar argumentos para aplacar sua rejeição, o que inclui repetir que está dedicado a montar o melhor time.

    CAROLINA LINHARES E THAÍSA OLIVEIRA
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – No primeiro mês em pré-campanha à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) buscou apoio de ex-ministros de Jair Bolsonaro (PL), dirigentes do PL e políticos de direita com trânsito no mercado financeiro, além do influenciador Pablo Marçal (PRTB).

    Depois de se lançar ao Palácio do Planalto sob críticas e desconfiança de partidos do centrão, Flávio tem tentado cacifar seu nome e apresentar argumentos para aplacar sua rejeição, o que inclui repetir que está dedicado a montar o melhor time.

    Aliados avaliam que o ex-presidente Jair Bolsonaro se cercou de auxiliares inexperientes e, em muitos casos, inábeis –erro que o senador precisaria evitar. Por isso, há uma preocupação de Flávio em reunir a seu redor nomes que poderiam demonstrar credibilidade.

    Interlocutores de Flávio afirmam que ele pretende ampliar sua agenda de viagens pelo país a partir de fevereiro e focar sua pré-campanha em São Paulo e Minas Gerais, em uma tentativa de reverter votos que em 2022 migraram para Lula (PT) nesses estados.

    Nesta reta inicial, porém, o principal esforço de Flávio tem sido o de buscar o endosso do mercado financeiro –que não esconde a preferência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    Quem tem sido o braço-direito do senador nesse meio é Filipe Sabará, ex-secretário municipal de João Doria.

    Sabará diz ter organizado os dois eventos de aproximação de Flávio com banqueiros e investidores na capital paulista, o primeiro com integrantes do banco suíço UBS e o segundo com empresários na casa de Gabriel Rocha Kanner, sobrinho de Flávio Rocha, dono da Riachuelo.

    “Eu tenho proximidade com o mercado. Foi meio natural, o pessoal começou a me perguntar sobre o Flávio, e eu resolvi fazer essa ponte. Me coloquei à disposição do senador”, diz o ex-secretário de Desenvolvimento Social, que causou polêmica em 2017 ao sugerir o uso de farinata em merendas escolares.

    Também foi Sabará –que em 2024 coordenou a campanha de Marçal à Prefeitura de São Paulo– quem articulou o apoio do influenciador a Flávio. Após a conversa, Marçal colocou à disposição do senador seu arsenal de comunicação digital.

    Um amigo de Flávio diz, sob reserva, que o senador sabe que a avenida Faria Lima representa uma parcela ínfima do eleitorado brasileiro, incapaz de eleger alguém. Apesar disso, a avaliação é que a desconfiança do mercado financeiro passa um sinal ruim ao restante do eleitorado.

    Flávio tem recorrido aos conselhos de pessoas que integraram a equipe econômica do governo Bolsonaro. Entusiastas da candidatura afirmam ser cedo para prospectar nomes de eventuais futuros ministros, mas dizem que a intenção de Flávio é anunciar possíveis auxiliares antes da eleição.

    O senador tem discutido propostas com o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, com o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida e com o ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) Gustavo Montezano.

    A empresários, ele se apresenta como “Bolsonaro moderado” e afirma seguir a “cartilha de Paulo Guedes”, com a promessa de diminuir impostos, controlar a taxa de juros e enxugar a máquina pública.

    Na avaliação de Sabará, alguns nomes do mercado já acreditam que o candidato anti-Lula será mesmo Flávio e não Tarcísio.

    “A rejeição imputada a ele não é dele, é do pai dele. O mercado não tem receio com ele, porque ele tem a pauta do Paulo Guedes. A única pergunta que me fazem é se ele vai até o fim”, afirma ele, que diz acreditar que Flávio é o único com chances de derrotar Lula e que vê nele disposição de levar a candidatura adiante.

    Segundo participantes do almoço na casa de Kanner, Flávio disse ser o Bolsonaro que sempre quiseram -respeitado no Senado, disposto a fazer composições políticas e a conversar com todos, até mesmo o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O senador teria ouvido perguntas duras, como a alta rejeição da família.

    O deputado estadual Lucas Bove (PL) se colocou à disposição de Flávio para atuar em sua pré-campanha em São Paulo. Além de contatos em associações comerciais e bancos, Bove também tem relação com os ruralistas no estado.

    “Nós vamos estar juntos, estamos trabalhando por ele aqui. Assim que a candidatura dele foi confirmada, já unificou toda a base bolsonarista. Estamos muito confiantes”, afirma.

    Sem o mesmo entusiasmo no PP, no União Brasil e no Republicanos, Flávio tem se apoiado politicamente no presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e no secretário-geral do partido e líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (RN), que também foi ministro do governo Bolsonaro.

    Disposto a concorrer ao governo do Rio Grande do Norte no ano que vem, Marinho tem se engajado na pré-campanha de Flávio e tentado articular apoios ao filho mais velho de Bolsonaro junto a outros partidos.

    À Folha Flávio disse querer Marinho ao lado dele no ano que vem. “Ele vai estar comigo o tempo inteiro do meu lado, porque é uma pessoa competente, de confiança, inteligente e que adora desafios. Eu preciso de pessoas que não gostam de ficar na zona de conforto. É um amigo e também acredita nesse projeto”, afirma.

    A pré-campanha, por enquanto, não tem um marqueteiro designado. Nome do PL, Duda Lima já afirmou que não vai trabalhar em campanhas em 2026.

    “Minha decisão de não comandar mais campanhas eleitorais é pública, mas convivi com muitos profissionais competentes de marketing eleitoral e sei que Flávio fará boas escolhas na estruturação de um ótimo time de marketing”, diz.

    Em 2024, quando comandou a campanha de reeleição de Ricardo Nunes (MDB) à Prefeitura de São Paulo, Duda teve uma série de atritos com os filhos de Bolsonaro e outros apoiadores do ex-presidente, que buscavam influenciar nas decisões internas ao mesmo tempo em que acenavam para o rival Marçal.

    Flávio Bolsonaro busca ex-ministros, Marçal e políticos com trânsito no mercado

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