Categoria: POLÍTICA

  • PF adia depoimento de Bolsonaro sobre objetos encontrados em cofre no Alvorada

    PF adia depoimento de Bolsonaro sobre objetos encontrados em cofre no Alvorada

    Bolsonaro está internado e foi encaminhado ao centro cirúrgico na tarde desta terça para um novo procedimento

    A Polícia Federal (PF) adiou o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, marcado para esta terça-feira, 30, no inquérito que apura a origem de objetos e documentos encontrados em um cofre no Palácio da Alvorada. Bolsonaro está internado e foi encaminhado ao centro cirúrgico na tarde desta terça para um novo procedimento destinado a amenizar um quadro recorrente de soluços.

    Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a PF a tomar o depoimento do ex-presidente sobre o caso. Procurado, o STF informou que não houve despacho do relator adiando a oitiva e que a decisão partiu da própria PF. A corporação ainda não respondeu à reportagem sobre a nova data do depoimento.

    A decisão divulgada na semana passada não detalha quais objetos foram encontrados. De acordo com o documento, a Polícia Federal abriu os cofres em 25 de junho de 2025, após ser acionada pela Presidência da República.

    Após o episódio, a PF solicitou o depoimento de Bolsonaro para que ele esclareça a origem dos bens. A oitiva estava marcada para as 9h desta terça-feira. O ex-presidente está preso na sede da Polícia Federal, em Brasília, por tentativa de golpe.

    PF adia depoimento de Bolsonaro sobre objetos encontrados em cofre no Alvorada

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Bolsonaro chega ao ano eleitoral enfraquecido, mas com esperança em Flávio

    Bolsonaro chega ao ano eleitoral enfraquecido, mas com esperança em Flávio

    Anúncio da candidatura do filho mais velho foi estratégia que deu certo para unificar a liderança da direita, dizem especialistas; Michelle passou a ter capital político autônomo em relação ao ex-mandatário e seus filhos, com o PL Mulher

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Preso por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL) chega ao ano eleitoral mantendo a liderança da direita em seu sobrenome.

    Isolado em uma sala da Polícia Federal em Brasília, o ex-presidente, que acumula uma série de problemas de saúde, transfere o capital político ao seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciando-o candidato ao Planalto em 2026.

    Bolsonaro exaure, de maneira precoce, suas estratégias eleitorais, espantando a traição que sempre o atormentou.

    “Bolsonaro esquentou a militância quando indicou Flávio à presidência”, afirma a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), apoiadora do ex-mandatário na Câmara.

    “O nome do Flávio causou surpresa, porque ninguém esperava naquele momento. As pessoas diziam que um familiar seria o vice. Deu um gás muito grande na militância.”

    De fato, o anúncio ocorreu de supetão, no início do mês. Desde então, essa novidade foi interpretada com a desconfiança de quem apostava na desistência de Flávio -a candidatura seria tão somente para recuperar a relevância política depois do episódio da prisão- ou com seriedade.

    Afinal, a pesquisa Quaest mais recente mostra o senador, com 23% das intenções de voto, à frente do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que tem 10%, contra o presidente Lula (PT), somando 41%.

    Na visão de Kicis, o fortalecimento da candidatura de Flávio se explica por ele estar sempre na mídia, em reuniões com empresários e representando o ideário bolsonarista. “Ele mostra que a disputa para 2026 vai ser por dois caminhos, um pela prosperidade e segurança pública e outro pelo caos”, diz a deputada.

    Em paralelo, Bolsonaro acumula uma série de problemas de saúde.

    Na véspera do Natal, ele operou uma hérnia inguinal (região da virilha). Ao mesmo tempo, continua a ter crises de soluço, em decorrência das diferentes cirurgias intestinais que fez por causa do episódio da facada, nas eleições de 2018. Ele segue internado em Brasília sem previsão de alta.

    Enquanto o ex-mandatário cumpre pena de 27 anos, outra pessoa de sua família, além de Flávio, mobiliza a militância: a presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro.

    Popular no segmento evangélico, a ex-primeira-dama é cotada para a chapa bolsonarista. Ela, porém, não foi indicada até aqui pelo seu marido. Kicis diz que Michelle nunca se posicionou como presidenciável, devendo se candidatar ao Senado.

    A conjuntura se completa, enfim, com o elenco de governadores que postula um mandato presidencial, o favorito deles, Tarcísio. Com Flávio no pleito, a candidatura seria de centro-direita, uma terceira via.

    Professor de ciência política da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Paulo Henrique Cassimiro diz que, ao indicar o filho Zero Um, Bolsonaro esvazia outros nomes e mostra não querer perder o poder, mesmo em caso de derrota para Lula.

    Trata-se, segundo Cassimiro, de um último recurso do ex-presidente, evitando que um aliando surrupie a sua liderança.

    “A mobilização de Bolsonaro nas ruas diminuiu bastante, mas ele tem um capital eleitoral. O nome Bolsonaro vai ter um peso na eleição, mesmo que ele não tenha mais controle da agenda da direita”, diz.

    Também professor de ciência política, Leonardo Belinelli, da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), afirma que, até o momento, as condições não foram favoráveis para o ex-presidente capitalizar politicamente a sua prisão.

    Nesse contexto, corre o risco de perder a imagem viril que tanto lutou para construir. Belinelli admite, porém, que sua estratégia de anunciar Flávio para as eleições tem dado certo no atual momento político.

    Preterir Michelle, segundo o professor, tem a ver com uma das bases do projeto bolsonarista: a preferência pelo laço sanguíneo.

    “Michelle conseguiu construir mesmo um caminho próprio, relativamente desvinculado de Bolsonaro. O trabalho que ela faz com o PL Mulher, em diálogo com evangélicos, sinalizou uma diferenciação interna nesse grupo político”, diz Belinelli.

    Bolsonaro chega ao ano eleitoral enfraquecido, mas com esperança em Flávio

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Vereador protagoniza gafe ao convidar Brizola para sessão em Câmara no RS

    Vereador protagoniza gafe ao convidar Brizola para sessão em Câmara no RS

    Ex-governador (foto), que morreu em 2004, foi citado como se estivesse presente durante homenagem à Escola Técnica de Agricultura que leva seu nome; vereador diz que foi um ‘equívoco de natureza estritamente protocolar’

    O vereador Luisinho do Espigão (PSDB) cometeu uma gafe durante a penúltima sessão do ano da Câmara Municipal de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Na sessão realizada em 18 de dezembro, o parlamentar convidou o ex-governador do Estado Leonel de Moura Brizola, morto em 2004, para participar de uma homenagem.

    Luisinho do Espigão, que presidia a sessão, anunciou a entrega de uma moção à Escola Técnica de Agricultura Leonel de Moura Brizola, instituição que leva o nome do ex-governador. Ao mencionar a escola, no entanto, o vereador se confundiu e chamou Brizola para compor a Mesa Diretora.

    “Peço ao vereador Jonas Rodrigues (PL) que possa receber o senhor Leonel. O senhor Leonel de Moura Brizola se encontra na Casa? Convido o senhor a participar da Mesa”, disse durante a sessão.

    Quem subiu à Mesa Diretora, no entanto, foi um representante da escola técnica, recebido pelo vereador Jonas Rodrigues. Após a entrega da moção, o vereador Marcos Antonio Borrega (PDT), autor da homenagem, fez uso da palavra para enaltecer a instituição de ensino.

    À reportagem, Luisinho do Espigão afirmou que a sessão plenária ocorreu em um momento atípico, já que o então presidente da Câmara havia sido determinado pela Justiça a assumir interinamente a prefeitura de Viamão.

    \”Diante disso, assumi a presidência desta Casa Legislativa naquele momento, passando a conduzir os trabalhos da Mesa Diretora. Em razão da condução excepcional da sessão e do grande número de homenagens previstas na ordem do dia, acabei, por equívoco de natureza estritamente protocolar, mencionando apenas o nome do saudoso líder trabalhista, quando o correto seria chamar o representante da instituição de ensino homenageada”, afirmou.

    Quem foi Leonel Brizola

    Nascido em uma família humilde em Cruzinha, pequeno povoado próximo à cidade de Passo Fundo (RS), Leonel de Moura Brizola foi uma das figuras mais importantes da política brasileira no século XX. Foi prefeito de Porto Alegre, deputado estadual, deputado federal e governador de dois Estados – Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro – além de ter disputado a Presidência da República em duas ocasiões.

    Com forte influência na formação da identidade de parte da esquerda brasileira, Brizola desafiou o regime militar e liderou a Campanha da Legalidade, movimento que garantiu a posse de João Goulart na Presidência, em 1961. Herdeiro político de Getúlio Vargas, trabalhou como engraxate e ascensorista antes de ingressar definitivamente na política.

    Vereador protagoniza gafe ao convidar Brizola para sessão em Câmara no RS

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Com crise persistente de soluços, Bolsonaro faz nova cirurgia

    Com crise persistente de soluços, Bolsonaro faz nova cirurgia

    Ex-presidente Jair Bolsonaro passa pelo quarto procedimento desde o Natal

    O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao centro cirúrgico, na noite desta terça-feira (30), após apresentar um novo quadro de soluços. A intervenção ocorre um dia depois de o ex-presidente passar pelo mesmo procedimento para bloquear o nervo frênico – responsável pelo controle do diafragma, músculo que atua na respiração. A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em postagem nas redes sociais.

    “Meu amor apresentou quadro de soluços às 10h da manhã, que não cessaram até o momento. Diante disso, a equipe médica optou pela realização de um reforço no bloqueio do nervo frênico”, escreveu a esposa do ex-presidente, em uma publicação postada por volta das 14h.

    Até o momento, não há atualizações médicas sobre o término da cirurgia nem sobre o estado de saúde de Bolsonaro. Um boletim médico deve ser emitido ainda nesta terça pelo Hospital DF Star, em Brasília, onde ele está internado. 

    Este é o terceiro procedimento cirúrgico de Bolsonaro para bloquear o nervo frênico e tentar conter as crises de soluços. Anteriormente, ele já havia passado pela operação no sábado (27), do lado direito, e ontem (29), no lado esquerdo.

    Na última manifestação dos médicos, a previsão era que o ex-presidente permanecesse internado pelo menos até quinta-feira (1º de janeiro), mas, com a nova intervenção, é provável que a hospitalização seja estendida.Jair Bolsonaro está internado no Hospital DF Star desde o dia 24 de dezembro. Ele foi submetido, no dia de Natal, a uma cirurgia de hérnia inguinal.

    O ex-presidente foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação pela trama golpista.

    Com crise persistente de soluços, Bolsonaro faz nova cirurgia

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Moraes pede que Filipe Martins explique uso de rede social

    Moraes pede que Filipe Martins explique uso de rede social

    A decisão de Moraes foi publicada nesta segunda-feira (29), e o prazo fixado para a manifestação dos advogados de Filipe Martins, que foi condenado por participação na trama golpista, é de 24 horas

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, se manifeste sobre um possível descumprimento de medidas cautelares impostas ao réu, que foi condenado à pena de 21 anos de prisão por participação na trama golpista e, atualmente, está em prisão domiciliar. A decisão de Moraes foi publicada nesta segunda-feira (29), e o prazo fixado para a manifestação dos advogados é de 24 horas.

    Em seu despacho, o ministro informou que foi juntada aos autos a notícia de que Martins teria utilizado a rede social LinkedIn para a busca de perfis de terceiros, prática vedada pelo magistrado no regime de prisão domiciliar.

    Além de não poder usar redes sociais próprias ou de terceiros, outras medidas cautelares da prisão domiciliar incluem, por exemplo, proibição de comunicar-se com os demais investigados, entrega de todos os passaportes e suspensão imediata de quaisquer documentos de porte de arma de fogo em nome do réu. Se descumpridas, as medidas podem levar à decretação de detenção preventiva em unidade prisional. 

    Apesar de já condenado, Martins ainda não está cumprindo a pena porque o acórdão condenatório emitido pela Primeira Turma do STF está pendente de publicação.Na semana passada, Moraes havia decretado a prisão domiciliar de Martins e mais nove condenados. As prisões domiciliares foram determinadas para evitar novas fugas. Isso porque, na sexta-feira (26), o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi detido por autoridades locais após fugir para o Paraguai e tentar embarcar para El Salvador com passaporte falso.

    No entendimento de Moraes, há uma estratégia dos condenados pelos atos golpistas para fugir do país.

    Moraes pede que Filipe Martins explique uso de rede social

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Bolsonaro é encaminhado ao centro cirúrgico para novo procedimento para amenizar soluços

    Bolsonaro é encaminhado ao centro cirúrgico para novo procedimento para amenizar soluços

    Bolsonaro está internado em Brasília, onde passou por uma cirurgia no dia 25 de dezembro e por outros procedimentos para corrigir o quadro recorrente de soluços que tem

    O ex-presidente Jair Bolsonaro foi encaminhado ao centro cirúrgico no início da tarde desta terça-feira, 30, para um novo procedimento para amenizar o quadro recorrente de soluços que ele sofre. A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em sua conta no Instagram.

    “Meu amor apresentou quadro de soluços às 10h da manhã, que não cessaram até o momento. Diante disso, a equipe médica optou pela realização de um reforço no bloqueio do nervo frênico. Ele acaba de ser encaminhado ao centro cirúrgico”, afirmou Michelle na publicação.

    O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro já havia informado, na manhã desta terça, em publicação no X, que seu pai continuava com o quadro de soluços, apesar do procedimento realizado no dia anterior.

    Este será o terceiro bloqueio anestésico do nervo frênico ao qual Bolsonaro é submetido desde que passou por cirurgia recente. O primeiro procedimento foi realizado no sábado, 27, após uma crise intensa de soluço na noite anterior, que provocou dificuldades para dormir. Na ocasião, o bloqueio foi feito no lado direito do nervo.

    Na segunda-feira, 29, foi realizado um novo procedimento para o bloqueio, desta vez direcionado ao lado esquerdo. Michelle não informou como seria a aplicação nesta terça-feira. A equipe médica de Bolsonaro não se pronunciou até o momento.

    Jair Bolsonaro está internado no hospital DF Star, em Brasília. Ele passou por uma cirurgia no dia 25 de dezembro e por outros procedimentos para corrigir o quadro recorrente de soluços que tem. A previsão, segundo os médicos informaram na tarde de segunda-feira, 29, é que o ex-presidente possa ter alta no dia 1º de janeiro. Assim que isso acontecer, ele retornará à superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena após ser condenado por tentar da um golpe de Estado no País.

    Bolsonaro é encaminhado ao centro cirúrgico para novo procedimento para amenizar soluços

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • PGR descarta ilicitude e arquiva pedido para investigar Moraes

    PGR descarta ilicitude e arquiva pedido para investigar Moraes

    Jornalistas e publicações da TV Globo divulgaram diversos artigos acusando o ministro de supostamente interferir em negociações envolvendo o Banco Master

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar o pedido para investigar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moares e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moares, no caso do Banco Master. O despacho foi publicado no último sábado (27).

    O pedido de investigação foi feito pelo advogado Enio Martins Murad. Na representação, ele cita que, conforme divulgado pela mídia, Moraes teria mantido interlocução com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em favor de interesses privados do Banco Master.

    O advogado aponta, ainda, que a esposa do ministro mantinha contrato de serviços advocatícios com o banco para a defesa dos interesses da instituição financeira. Por fim, Murad suscita a prática dos crimes de tráfico de influência e de advocacia administrativa, além de violação aos princípios da administração pública. 

    Falta de lastro

    Ao arquivar o pedido de investigação, Gonet cita “absoluta ausência de lastro probatório mínimo que sustente a acusação formulada”. “Veículos de imprensa não apresentaram elementos concretos ou indícios materiais que corroborem a tese de intimidação, permanecendo a narrativa no campo das suposições”, argumenta.

    Acrescenta que “a própria natureza da narrativa jornalística, ademais, impõe limitações intransponíveis à persecução estatal. O sigilo da fonte, garantia fundamental insculpida no texto constitucional, impede que a apuração avance sobre o detalhamento de relatos fornecidos por interlocutores anônimos, os quais constituem o único alicerce da notícia”, completou.

    Ainda segundo o procurador-geral, no que diz respeito ao contrato mencionado entre Viviane e o Banco Master, não se vislumbra, a priori, qualquer ilicitude que justifique intervenção. “Os relatos apresentados, portanto, são desprovidos de elementos informativos mínimos capazes de indicar a materialidade de ilícitos cíveis, penais ou administrativos”.

    “A representação fundamenta-se estritamente em matérias jornalísticas – fontes secundárias destituídas de confirmação probatória autônoma – e carece de diligências prévias que lhes confiram consistência jurídica”, concluiu Gonet.

    Manifestação

    Na última terça-feira (23), Moraes afirmou que as reuniões que teve com Galípolo foram realizadas para tratar exclusivamente da Lei Magnitsky, aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra o magistrado.

    A manifestação do ministro foi divulgada um dia após o jornal O Globo divulgar reportagem na qual afirma que Moraes teria defendido a aprovação da compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), instituição financeira pública ligada ao Governo do Distrito Federal, durante reuniões com Galípolo.

    As reuniões teriam ocorrido antes da decisão do Banco Central, que, no mês passado, decretou a liquidação do Master por suspeitas de fraude.

    A investigação também levou à prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, um dos sócios do banco. Dias depois, Vorcaro foi beneficiado por um habeas corpus concedido pela Justiça Federal, e responde às acusações em liberdade.

    Antes da liquidação determinada pelo BC, o escritório de advocacia Barci de Moraes prestou serviços ao Banco Master.

    PGR descarta ilicitude e arquiva pedido para investigar Moraes

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Soluços de Bolsonaro voltaram após procedimentos, diz Carlos Bolsonaro

    Soluços de Bolsonaro voltaram após procedimentos, diz Carlos Bolsonaro

    Carlos disse que apesar de cirurgias, o ex-presidente Bolsonaro voltou a ter soluços nesta terça-feira (30)

    O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro disse que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a ter soluços na manhã desta terça-feira, 30, após a realização de procedimentos para acabar com o problema que o acomete nos últimos dias.

    Em publicação na rede social X, Carlos afirmou que seu pai iniciou o tratamento para apneia do sono na última noite e está em fase de adaptação.

    “Dormi com meu pai esta noite (terça-feira, 30). Ele iniciou o tratamento para apneia do sono com aparelho próprio e está em fase de adaptação. Sua flora digestiva apresenta boa evolução após as novas cirurgias de hérnias realizadas no último dia 25, e sua pressão segue sendo monitorada após novos picos”, disse o filho do ex-presidente.

    “Seus soluços, infelizmente, novamente voltaram nesta manhã após dois procedimentos para correção. Os níveis de ferro no sangue continuam sendo controlados devido à sua ineficiência”, completou.

    Jair Bolsonaro está internado no hospital DF Star, em Brasília. Ele passou por uma cirurgia no dia 25 de dezembro e por outros procedimentos para corrigir o quadro recorrente de soluços que tem. A previsão, segundo os médicos informaram na tarde de segunda-feira, 29, é que o ex-presidente possa ter alta no dia 1º de janeiro. Assim que isso acontecer, ele retornará à superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena após ser condenado por tentar da um golpe de Estado no País.

    Soluços de Bolsonaro voltaram após procedimentos, diz Carlos Bolsonaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Tenente-coronel condenado pela trama golpista se entrega à PF em Goiás

    Tenente-coronel condenado pela trama golpista se entrega à PF em Goiás

    Militar Guilherme Marques Almeida foi sentenciado a 13 anos e seis meses de prisão e teve a domiciliar decretada após tentativa de fuga de Silvinei Marques

    O tenente-coronel do Exército Guilherme Marques Almeida, condenado a 13 anos e seis meses de prisão por integrar o chamado núcleo 4 da trama golpista, se entregou à Polícia Federal neste domingo, 28. Ele foi detido ao desembarcar no aeroporto de Goiânia, onde já era aguardado por agentes da corporação, segundo informações da PF.

    Marques Almeida está entre os condenados que tiveram a prisão domiciliar decretada no sábado, 27, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A medida foi adotada após a tentativa de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, flagrado ao tentar embarcar para El Salvador depois de romper a tornozeleira eletrônica.

    Assim como os demais alvos da decisão, o tenente-coronel ficará submetido a uma série de medidas cautelares. Ele deverá usar tornozeleira eletrônica, está proibido de utilizar redes sociais, manter contato com outros investigados e receber visitas. Também terá de entregar o passaporte às autoridades.

    Durante a Operação Tempus Veritatis, o militar chegou a desmaiar ao receber a Polícia Federal em fevereiro.

    De acordo com as investigações, em um áudio obtido pela PF, ele sugeriu “sair das quatro linhas” para viabilizar um golpe de Estado após as eleições de 2022.

    “Esse é o nosso mal, a gente não está saindo das quatro linhas. Vai ter uma hora que a gente vai ter que sair ou então eles vão continuar dominando a gente. É isso, cara, infelizmente é isso”, afirmou o tenente-coronel na gravação. O material foi extraído de celulares e computadores apreendidos durante a investigação.

    O único foragido é Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL). Ele foi condenado a sete anos e seis meses de prisão por participação na trama golpista. Segundo a acusação, sua atuação se concentrou na produção e divulgação de um relatório falso que apontava supostas falhas nas urnas eletrônicas, visando embasar a contestação do resultado das eleições.

    Rocha foi condenado por dois dos cinco crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR): organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

    Tenente-coronel condenado pela trama golpista se entrega à PF em Goiás

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Globo é detonada após Justiça negar acusações contra Moraes

    Globo é detonada após Justiça negar acusações contra Moraes

    Jornalistas e publicações da emissora divulgaram diversos artigos acusando o ministro de supostamente interferir em negociações envolvendo o Banco Master

    Na última semana, a jornalista Malu Gaspar divulgou em coluna no jornal ‘O Globo’ e em edições em telejornais da GloboNews que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, teria feito “pressão” sobre o presidente do Banco Central Gabriel Galípolo, no caso Banco Master. 

    A jornalista afirmou que “Moraes procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para fazer pressão em favor do Banco Master”, sugerindo que a ‘interferência’ teria acontecido pelo motivo que a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci, teria contrato com o banco.

    Em vários telejornais da emissora foi divulgado que enquanto o Banco Central analisava a liquidação do Master, em julho de 2025, “ocorreu uma reunião em que o ministro do STF Alexandre de Moraes pediu a Galipolo pelo Master”. 

    Procurado para comentar o caso, o ministro disse que apenas procurou Galípolo para tratar das sanções contra ele e a esposa pela Lei Magnitsky, imposta pelo governo de Donald Trump, dos Estados Unidos.

    No entanto, após a repercussão da suposta interferência do ministro nas negociações do banco, diversos pedidos de investigação e até impeachment de Alexandre de Moraes surgiram na Justiça.

    Nesta terça-feira (30), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar um pedido para investigar a atuação de Moraes no caso ligado ao banco. O pedido de investigação foi apresentado pelo advogado Enio Murad e não tem relação direta com os processos sobre o tema que tramitam na Suprema Corte.

    O advogado relatou as informações divulgadas pela imprensa, principalmente pelo grupo Globo, citando que a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, mantinha contrato de serviços advocatícios com o referido banco privado.

    O pedido visava a instauração de investigação com base nos crimes de tráfico de influência e violação aos princípios da Administração Pública.

    Gonet arquivou o pedido e citou que é “imperativo sublinhar a absoluta ausência de lastro probatório mínimo que sustente a acusação formulada” seja contra Galípolo ou Moraes.

    “Não obstante a repercussão midiática do caso, os veículos de imprensa não apresentaram elementos concretos ou indícios materiais que corroborem a tese de intimidação, permanecendo a narrativa no campo das suposições”, diz o PGR em documento assinado em 27 de dezembro.

    Paulo Gonet cita que o sigilo de fonte, que consta nas reportagens publicadas, impõe limitação de apuração do caso.

    Reações nas redes sociais

    Após a decisão da PGR por falta de sustentação nas acusações contra o ministro, a emissora passou a ser duramente criticada nas redes sociais: “Malu Gaspar se enrolou na própria mentira. 1 – Admitiu que não tem provas contra Alexandre de Moraes. 2 – Não existe contrato de R$ 124 milhões entre a esposa de Moraes e o banco master. 3 – Não vai haver golpe contra Alexandre de Moraes e ela tem que se preparar para consequências de suas mentiras”, publicou um internauta no ‘X’.

    “A senhora Malu Gaspar tá bem queimada, e depois de mentir descaradamente, agora vai sumir por um bom tempo para ‘preservar’ o jornal para o qual mente, quero dizer, trabalha”, publicou outro internauta.

    “A lavajatista Malu Gaspar, que tinha Sergio Moro como ídolo, quer queimar Alexandre de Moraes sem apresentar prova nenhuma. Apenas cita alguém que disse para alguém, que disse para outra pessoa, sobre um escândalo envolvendo um ministro. Mas cadê o bom jornalismo? Como a Globo permite isso?”, questionou outro.

    O deputado Rogério Correia também se manifestou sobre o caso: “Eu avisei. Malu Gaspar não tinha provas, só meia dúzia de “fontes” que não se sustentaram. Agora voltou atrás e admitiu que NÃO houve qualquer pressão do ministro Alexandre de Moraes sobre Gabriel Galípolo, presidente do BC, no caso do Banco Master. O bom jornalismo, assim como a Justiça, exige compromisso com a busca da verdade, checagem rigorosa das informações e questionamento das fontes. Exatamente o que faltou na era Sérgio Moro ou lavajatista, quando convicções viraram manchetes e boatos viraram processos”, afirmou.

    Globo é detonada após Justiça negar acusações contra Moraes

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política