Categoria: POLÍTICA

  • Moraes pede esclarecimentos à PF após Bolsonaro reclamar de barulho do ar-condicionado

    Moraes pede esclarecimentos à PF após Bolsonaro reclamar de barulho do ar-condicionado

    Condenado 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi para a Superintendência da PF em Brasília em novembro após danificar sua tornozeleira eletrônica

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu esclarecimentos à Polícia Federal após a defesa de Jair Bolsonaro (PL) reclamar do barulho do ar-condicionado da sala onde ele está preso.

    Moraes pediu que a PF se manifeste no prazo de cinco dias. Na última sexta, os advogados do ex-presidente pediram providências para reduzir os ruídos do equipamento, que comprometeriam o repouso do ex-presidente e afetariam sua saúde.

    A defesa afirma que a situação caracteriza “perturbação à saúde e integridade do preso” e que o barulho “gera ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário” para manutenção das condições físicas e psicológicas de Bolsonaro.

    Os advogados pediram que Moraes determine à PF medidas para corrigir o barulho e sugerem mudança do local do ar-condicionado ou isolamento acústico na cela.

    Condenado 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi para a Superintendência da PF em Brasília em novembro, quando danificou sua tornozeleira eletrônica e foi retirado do regime domiciliar.

    A sala que ele ocupa, no térreo da superintendência, tem cama, banheiro privativo e uma mesa de trabalho. Conta ainda com televisão e frigobar, além do ar-condicionado.

    O espaço é reservado a autoridades e outras figuras públicas, caso do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, preso em 2024 por posse ilegal de arma de fogo durante operação da PF sobre a trama golpista.

    Também já foram abrigados na superintendência o senador Delcídio do Amaral (MS), o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e o ex-juiz João Carlos Rocha Mattos.

    Bolsonaro voltou à PF no dia 1º de janeiro, após passar oito dias no hospital para tratar de hérnia na virilha e de crises de soluço, ambas condições decorrentes de facada que levou na campanha eleitoral de 2018.

    Na mesma data, o ministro negou pedido da defesa do ex-presidente de prisão domiciliar após a alta.

    Em sua decisão, Moraes disse que “diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”.

    Após as três cirurgias para tratar dos soluços, os médicos concluíram que houve melhora de Bolsonaro, mas que ele precisará seguir fazendo tratamentos não invasivos para tentar controlar esse problema.

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  • Ao menos 33 senadores devem tentar reeleição, e 4 sinalizam aposentadoria

    Ao menos 33 senadores devem tentar reeleição, e 4 sinalizam aposentadoria

    Dois terços das vagas no Senado, 54 cadeiras, estarão em disputa nas eleições de 2026; Bolsonaristas querem aumentar bancada na Casa para pressionar ministros do STF

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Ao menos 33 senadores devem tentar reeleição em outubro de 2026, quando 54 cadeiras do Senado, dois terços do total de 81, estarão em disputa.

    Entre os demais senadores em fim de mandato, 12 afirmam estar com o futuro indefinido, 6 dizem que não disputarão as próximas eleições, uma tentará ser deputada estadual, um busca ser governador e um, presidente da República -o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    A disputa por vagas no Senado, e, consequentemente, pelo controle da Casa, ganhou importância nos últimos anos por causa do plano bolsonarista de aumentar a pressão sobre o STF (Supremo Tribunal Federal).

    A corte impôs derrotas importantes para esse grupo político nos últimos anos, como a condenação e prisão de Jair Bolsonaro (PL) e de diversos aliados do ex-presidente nos processos sobre a trama golpista.

    O bolsonarismo, porém, poderá promover processos de impeachment contra ministros do Supremo caso eleja senadores em número suficiente no ano que vem -o Senado é a Casa que tem o poder de destituir integrantes do STF. O principal alvo do grupo na corte é Alexandre de Moraes, responsável pelo processo que levou à condenação de Bolsonaro.

    A Casa também tem dez pré-candidatos a governador, e ao menos quatro integrantes que sinalizam estar próximos de se aposentar das disputas eleitorais. Os números são de levantamento feito pela Folha.

    Além disso, foram detectados movimentos de integrantes do Senado para concorrer a cargos menores. Dos 81 senadores, 22 dizem que não serão candidatos em 2026, 13 dizem que ainda estão indefinidos e Flávio lançou pré-candidatura a presidente da República.

    Um dos que não pretende se candidatar na próxima eleição é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele tem mandato como senador até 2031.

    Maioria, 9 dos 10 que pretendem disputar governos estaduais, está no meio de mandato. Os mandatos no Senado têm 8 anos, o que estimula candidaturas mais arriscadas: o senador que perde uma eleição para o Executivo nessa situação tem mais quatro anos na Casa independentemente do resultado.

    O único desses pré-candidatos a governador que está no fim do mandato como senador é Eduardo Girão (Novo-CE).

    Além desses 10 que se assumem pré-candidatos a governos estaduais, outros três afirmaram que poderão ser candidatos a governador, mas que ainda não descartaram a hipótese de concorrer a uma reeleição no Legislativo. Deram essa resposta Izalci Lucas (PL-DF), Jayme Campos (União Brasil-MT) e Marcos Rogério (PL-RO).

    Dos 16 senadores que disseram que não serão candidatos, 6 estão em final de mandato. Se mantiveram esses planos, ficarão sem cargo a partir de 2027.

    A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), por exemplo, decidiu não tentar reeleição para apoiar a provável candidatura de seu filho, o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), ao governo da Paraíba.

    José Lacerda (PSD-MT) exerce mandato no Senado como suplente do ministro Carlos Fávaro. Lacerda não disputará a eleição para apoiar Fávaro, que busca se eleger como senador novamente.

    Os outros quatro em fim de mandato e que dizem não pretender disputar a próxima eleição indicaram que deverão se aposentar das corridas eleitorais. O grupo é composto por:

    – Cid Gomes (PSB-CE), de 62 anos, eleito senador uma vez;
    – Jader Barbalho (MDB-PA), de 81 anos, eleito senador três vezes;
    – Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), de 80 anos, eleito senador uma vez;
    – Paulo Paim (PT-RS), de 75 anos, eleito senador três vezes.

    A lista de aposentadorias pode aumentar. Confúcio Moura (MDB-RO) ainda não decidiu seu futuro, e um dos cenários cogitados por ele é se retirar da vida pública. Jorge Kajuru (PSB-GO) avalia voltar a trabalhar em programas de televisão.

    Duas das atuais integrantes do Senado planejam concorrer a cargos menores do que o que ocupam atualmente. Mara Gabrilli (PSD-SP) é pré-candidata a deputada estadual. Augusta Brito (PT-CE), suplente do ministro Camilo Santana, quer disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

    O levantamento que deu origem a essa reportagem foi feito pela Folha com base em informações oficiais de cada senador. As fontes são as assessorias de imprensa de cada gabinete, os próprios senadores ou declarações públicas proferidas por eles. Os dados coletados se referem a quem estava no exercício do mandato até 12 de dezembro.

    Ao menos 33 senadores devem tentar reeleição, e 4 sinalizam aposentadoria

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  • Cotado para suceder Haddad, Dario Durigan é conhecido como 'CEO' do Ministério da Fazenda

    Cotado para suceder Haddad, Dario Durigan é conhecido como 'CEO' do Ministério da Fazenda

    Durigan está liderando interinamente o ministério durante as férias de Haddad, até o dia 11 de janeiro. O titular já disse que pretende deixar o cargo “até fevereiro” e deve ajudar na campanha de reeleição de Lula. Petistas, no entanto, desejam que Haddad tente um cargo eletivo em 2026

    (CBS NEWS) – O Ministério da Fazenda ainda enfrentava dificuldades para se organizar internamente quando o advogado Dario Durigan, 41, assumiu a secretaria-executiva da pasta, em junho de 2023.

    Embora alguns meses já tivessem se passado desde a cisão do superministério da Economia de Paulo Guedes e houvesse um plano de ação traçado pelo ministro Fernando Haddad, a sensação de secretários, assessores, técnicos e pessoas de fora do órgão era a de que os temas não tinham continuidade. As decisões eram tomadas, mas a estrutura interna sofria para extrair alguma consequência prática.

    A chegada de Durigan foi como encaixar a peça que faltava para a engrenagem funcionar, de acordo com. 11 pessoas ouvidas pela reportagem e que, ao longo do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidaram ou ainda atuam diretamente com o secretário. Todas elogiam o estilo de trabalho daquele que, agora, é o principal cotado para suceder Haddad no comando da Fazenda.

    Durigan está liderando interinamente o ministério durante as férias de Haddad, até o dia 11 de janeiro. O titular já disse que pretende deixar o cargo “até fevereiro” e deve ajudar na campanha de reeleição de Lula. Petistas, no entanto, desejam que Haddad tente um cargo eletivo em 2026.

    Batizado de “CEO” do ministério, em referência ao cargo máximo de grandes empresas, é Durigan quem organiza os fluxos, delega tarefas, faz cobranças e centraliza as informações dos diversos temas da pasta -um peso que, em momentos mais conturbados, se faz notar em seu próprio semblante.

    Para fechar as posições de governo, muitas vezes despacha diretamente com Lula, que confia em seu posicionamento. Segundo um interlocutor, o secretário “caiu no gosto do chefe”.

    Mais de uma pessoa diz que Durigan já é o “ministro de fato”, no sentido de dar andamento prático às agendas do órgão. Da disputa pelo cargo em si, ele busca manter distância regulamentar e demonstra lealdade a Haddad. Mesmo quando é o principal responsável por alguma negociação bem-sucedida, ele credita a vitória ao ministro e à equipe.

    CRÍTICAS

    Apesar dos elogios, há também críticas. Em um governo defensor de pautas progressistas e com maior representatividade de mulheres e minorias, Durigan se cercou de assessores homens. De 32 pessoas vinculadas diretamente a ele, entre subsecretários, assessores, gerentes e coordenadores, apenas nove são mulheres, e só uma é subsecretária -as demais ocupam cargos inferiores na hierarquia.

    Embora o estilo CEO seja exaltado na maioria absoluta dos relatos, ele também gera tensões, principalmente quando cobra manifestações céleres da burocracia para fundamentar atos de governo. Ainda assim, as mesmas pessoas que citam esse incômodo ressaltam que o secretário faz questão de ouvir os técnicos, ainda que a posição final contrarie áreas. A quem critica a cobrança, ele costuma dizer que exigir agilidade é a maneira de garantir que o rito formal seja cumprido.

    Durigan é natural de Bebedouro e cresceu em Jaboticabal, ambas no interior de São Paulo. Formou-se em Direito pela USP (Universidade de São Paulo) e tem mestrado pela UnB (Universidade de Brasília). Ingressou na AGU (Advocacia-Geral da União) em 2010 e, no governo Dilma Rousseff (PT), começou a trabalhar na SAJ (Subchefia de Assuntos Jurídicos) da Casa Civil, por onde passam todos os atos a serem assinados pelo presidente da República.

    Foi na SAJ que o atual secretário teve os primeiros contatos com Haddad, então à frente do Ministério da Educação. Durigan integrava um grupo de quatro técnicos que ganhou a admiração do ministro. Um deles, Felipe de Paula, foi o primeiro a ser convidado por Haddad para trabalhar na Prefeitura de São Paulo. Foi ele quem aproximou Durigan do então prefeito, que o chamou para embarcar na gestão.

    Na Prefeitura, Durigan estreitou a relação com Haddad, com quem despachava todos os dias. A sintonia foi tão grande que, poucos dias após Lula sair vitorioso das eleições de 2022, Haddad lhe telefonou. Queria que fosse seu número dois na Fazenda. Ao lado do futuro ministro, chegou a entrevistar possíveis nomes para compor a equipe, mas precisou declinar do convite por razões pessoais.

    Quem assumiu a secretaria-executiva em 1º de janeiro de 2023 foi Gabriel Galípolo, hoje presidente do Banco Central. Embora hábil nas negociações políticas, ele não conseguiu desenvolver o mesmo traquejo na gestão interna da Fazenda. Um integrante da pasta reconhece que o secretariado se ressentiu de não ter Galípolo mais presente na gestão do dia a dia, tarefa típica da função.

    Entre março e abril de 2023, Durigan avisou que seu impedimento pessoal havia sido superado. Na época, ele trabalhava como diretor de políticas públicas no WhatsApp. Pouco tempo depois, no início de maio, a ida de Galípolo para o BC (ainda como diretor de Política Monetária) deu a Haddad a oportunidade de acertar a engrenagem do ministério, e ele ligou para Durigan para refazer o convite.

    Os dois combinaram de jantar no sábado, 6 de maio, com suas respectivas esposas. Lá, fecharam os detalhes da transição. No dia seguinte, o executivo pediu ao WhatsApp que fosse desligado da empresa ainda na manhã de segunda-feira, 8 de maio -seu nome foi anunciado na tarde do mesmo dia.

    À frente da secretaria-executiva, Durigan conseguiu transitar bem entre o mundo técnico e o político, onde também virou referência para as lideranças do Congresso como alguém que resolve. Pragmático, costuma delimitar com clareza até onde os parlamentares podem ir em mudanças nos projetos da pasta, sobretudo aqueles com impacto nas contas públicas.

    Considero um dos melhores, se não for o melhor quadro do governo federal. Preparado, seguro, corretíssimo em todas as discussões com a Câmara, principalmente nas negociações dos projetos de lei e medidas provisórias, com uma capacidade administrativa e visão do país como poucas vezes vi em alguém no setor público”, afirma o deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), líder da sigla na Câmara e um dos expoentes do centrão.

    Nem sempre, porém, o pragmatismo foi suficiente para afastar sobressaltos. Um dos momentos mais difíceis foi a devolução da MP que restringia o uso de créditos de PIS/Cofins pelas empresas para pagar menos tributos. O texto foi enviado em 4 de junho de 2024, e Durigan esperava uma negociação dura com o Congresso, mas a reação foi ainda pior. Uma semana depois, a MP foi devolvida sem nem sequer ser analisada.

    Outro momento delicado foi a edição do decreto do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), em maio de 2025. A medida gerou atritos com Congresso e Banco Central, já sob o comando de Galípolo, e acabou sendo enxugada.

    Mesmo diante dos reveses, a persistência de Durigan é citada por colegas como uma característica decisiva para o avanço das medidas econômicas do atual governo, inclusive as que lhe dão maior orgulho, como a reforma tributária do consumo e o imposto mínimo para a alta renda.

    No caso mais recente, ele se empenhou na aprovação do projeto que corta benefícios fiscais de empresas e aumenta tributos sobre setores como as bets (casas de apostas). A liberação de emendas parlamentares foi um ingrediente relevante na votação, mas o protagonismo do secretário nas negociações foi percebido por lideranças como uma espécie de passagem de bastão de Haddad.

    Cotado para suceder Haddad, Dario Durigan é conhecido como 'CEO' do Ministério da Fazenda

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  • Tarcísio busca espaço na crise da Venezuela, reforça tom eleitoral e recalibra relação com Trump

    Tarcísio busca espaço na crise da Venezuela, reforça tom eleitoral e recalibra relação com Trump

    O vídeo de Tarcísio de Freitas celebrando a captura de Maduro repercutiu entre bolsonaristas e foi interpretado como gesto presidencial. Ele criticou Lula, evitou citar Trump e reforçou discurso contra a esquerda, enquanto aliados consideraram a manifestação estratégica e com tom eleitoral.

    (CBS NEWS) – O vídeo em tom eleitoral do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para comemorar a captura pelos Estados Unidos do ditador Nicolás Maduro (Venezuela) foi bem recebido na militância bolsonarista, teve resposta da ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e foi visto por aliados como um recado presidenciável.

    Tarcísio está de férias e afastado do Governo de São Paulo até 11 de janeiro, mas escreveu pessoalmente o texto que gravou para suas redes sociais. Nele, fala das mazelas da ditadura no país vizinho e acusa o presidente Lula (PT) de apoiar o regime de Maduro -ele não menciona Donald Trump, porém.

    “A Venezuela agora está vencendo a esquerda e que, no final do ano, o Brasil também vença”, encerra o governador, em referência à eleição presidencial de outubro deste ano.

    A primeira-dama paulista, Cristiane Freitas, comentou a publicação na mesma linha: “Uma grande vitória para o povo venezuelano. Que, ao fim das eleições de 2026, nós, brasileiros, também possamos comemorar!”.

    Apesar de ser o candidato preferido do centrão e do mercado para a Presidência da República, o governador tem dito que vai concorrer à reeleição no estado.

    No início de dezembro, o senador Flávio Bolsonaro (Pl-RJ) atropelou o movimento pró-Tarcísio ao se lançar candidato representando o bolsonarismo e com o aval do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Flávio também comemorou a ação militar americana na Venezuela e usou o episódio como munição para fustigar Lula a partir de sua proximidade com Maduro -mas não houve referência explícita à eleição brasileira como no caso de Tarcísio.

    Outros governadores da direita cotados como presidenciáveis exaltaram a queda de Maduro também sem fazer relação com o futuro do Brasil. É o caso de Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Ratinho Jr (PSD-PR) e Romeu Zema (Novo-MG). Tarcísio foi o último a se pronunciar publicamente.

    O governador de São Paulo destoou ainda em relação a Trump, demarcando uma mudança na posição vista no tarifaço. O alinhamento de Tarcísio ao presidente dos EUA, inclusive com o uso do boné com o slogan de Trump, rendeu ao governador uma crise quando o americano anunciou a sobretaxa aos produtos brasileiros.

    Em julho do ano passado, a primeira reação de Tarcísio foi de culpar Lula e eximir Bolsonaro na articulação que resultou no aumento das tarifas. Depois, mudou de tom e admitiu o impacto negativo para o estado de São Paulo. Ele também abrandou o discurso de defesa da anistia como solução para o tarifaço.

    Desta vez, Tarcísio evitou endossar Trump e nem sequer mencionou o presidente americano em seu vídeo. Na opinião de aliados, a exclusão não foi proposital.

    O desgaste anterior foi lembrado pela ministra Gleisi ao responder ao governador nas redes.

    “Tarcísio Freitas, que vestiu boné do Trump, comemorou o tarifaço que ele impôs contra o Brasil, apoiou a traição de Eduardo Bolsonaro à pátria, defendeu a anistia aos golpistas condenados, agora tem o desplante de responsabilizar Lula pela invasão dos EUA à Venezuela. É muito cinismo para um bolsonarista só”, disse neste domingo (4).

    Ao comentar a queda de Maduro em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Tarcísio atribui a ação americana ao que considera omissão do Brasil em liderar o processo de transição democrática na Venezuela devido ao alinhamento entre o PT e o ditador.

    “O Brasil nunca fez isso, nunca cumpriu esse papel. A gente pode criticar os meios que foram usados agora, a legitimidade ou não. Mas o fato é que algo precisava ser feito e foi feito”, disse.

    Um interlocutor do governador afirma que vencer a esquerda é algo que já está incorporado no discurso de Tarcísio.

    Em outro aceno recente ao bolsonarismo, ele divulgou um vídeo no último dia 1º em que, vestido com a camisa do Brasil, deseja feliz 2026 e prega a derrota do PT. Em uma lousa, Tarcísio resolve uma equação que termina com os dizeres feliz Ano-Novo em inglês e escreve abaixo “Feliz 2026” e “Fora PT”. “A fórmula é simples! Feliz 2026 = Fora PT”, publicou na legenda.

    Auxiliares e aliados de Tarcísio não fizeram reparos em relação ao vídeo divulgado por ele sobre a Venezuela.

    Procurados pela reportagem, disseram que a manifestação, que teve sucesso do ponto de vista do engajamento, foi presidenciável, bem executada, estratégica e mais ponderada em relação a outros bolsonaristas, que passaram a vislumbrar uma deposição de Lula nos moldes da de Maduro.

    Um interlocutor diz ainda que o governador planeja a reeleição, mas vai trabalhar pela união da direita seja quem for o candidato do campo ao Planalto.

    O ataque feito pelos EUA a Venezuela neste sábado (3) é considerado como a maior intervenção contra a América Latina em décadas. O governo Trump bombardeou a capital, Caracas, e capturou Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O ditador venezuelano já desembarcou nos EUA para julgamento por narcoterrorismo e crimes relacionados a tráfico de drogas.

    Tarcísio busca espaço na crise da Venezuela, reforça tom eleitoral e recalibra relação com Trump

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  • Políticos da esquerda brasileira condenam ataque dos EUA à Venezuela

    Políticos da esquerda brasileira condenam ataque dos EUA à Venezuela

    O presidente Donald Trump afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora do país caribenho, mas ainda não há informações oficiais sobre o paradeiro do ditador venezuelano.

    MARINA PINHONI
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Políticos da esquerda brasileira condenaram neste sábado (3) os ataques militares dos Estados Unidos contra a Venezuela.

    O presidente Donald Trump afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora do país caribenho, mas ainda não há informações oficiais sobre o paradeiro do ditador venezuelano.

    Em publicações nas redes sociais, parlamentares brasileiros afirmaram que a ofensiva fere direitos internacionais e se solidarizaram com a população civil do país.

    Em nota, o PT condenou o que chamou de agressão militar por parte dos EUA e de sequestro de Maduro. “O bombardeio em Caracas e o sequestro do presidente configuram a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século 21”, diz a nota.

    “Reiteramos que a soberania dos povos, a solução pacífica das controvérsias e o respeito ao direito internacional constituem princípios centrais da política externa do Partido dos Trabalhadores e caminhos indispensáveis para a preservação da paz e da estabilidade na América Latina”, completa.

    A Bancada do PT na Câmara dos Deputados também repudiou os ataques dos Estados Unidos à Venezuela. “O respeito à independência, à autodeterminação dos povos e à não-intervenção são preceitos básicos de soberania de todas as nações.”

    “O imperialismo exporta guerra e destruição, da Palestina à América Latina. Ataque merece repúdio e condenação rápida. É um ataque à América do Sul que viola todas as regras do direito internacional”, afirmou o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula.
    A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) também defendeu a soberania da América do Sul.

    “A escalada de guerra do governo Trump chega ao nosso continente em busca do controle político regional e do petróleo -a Venezuela detém cerca de 17% das reservas globais. A América do Sul deve se unir pela justiça, paz e princípio da não intervenção”, escreveu.

    Talíria Petrone, líder do PSOL na Câmara, classificou o ataque como “inaceitável”. “Trump já deixou claro: quer as reservas de petróleo da Venezuela, não tem interesse em aprofundar a democracia naquele país, tampouco em combater o narcotráfico”, afirmou ainda.

    Já o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) cobrou uma manifestação do presidente Lula.

    “Isso é terrorismo de Estado pra controlar as reservas de petróleo. É fundamental a condenação de toda comunidade internacional a esse a crime gravíssimo e sem precedentes. A manifestação do presidente Lula nesse sentido é imprescindível e urgente”, escreveu.

    O deputado federal Orlando Silva (PC do B) chamou de “absurda e ilegal agressão bélica dos EUA à Venezuela”. Disse ainda que “Trump rasga o direito internacional para roubar petróleo e impor regimes na América Latina”.

    Em nota, o PSB repudiou a ação e disse que ela desrespeita “completamente o direito internacional”. Ao mesmo tempo, reiterou sua posição de crítica ao regime de Maduro. “Nenhuma agressão externa pode ser justificada por erros internos de um regime.”

    A Venezuela afirmou que sofreu uma “agressão militar” dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada. Diante da situação, o país declarou estado de emergência.

    Segundo comunicado do regime venezuelano, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, o que levou ao estado de emergência nacional e à mobilização das forças de defesa.

    Políticos da esquerda brasileira condenam ataque dos EUA à Venezuela

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  • Direita brasileira comemora captura de Maduro: 'Viva a liberdade', diz Eduardo

    Direita brasileira comemora captura de Maduro: 'Viva a liberdade', diz Eduardo

    “O regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo. Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis, anotem. Viva a liberdade”, escreveu Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    MARINA PINHONI
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Políticos da direita brasileira comemoraram neste sábado (3) o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa foram capturados e levados para fora do país caribenho.

    “O regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo. Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis, anotem. Viva a liberdade”, escreveu Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, escreveu depois o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho de Bolsonaro.
    “O fim de Maduro, o tirano de Caracas. Melhor para Venezuela e para o mundo”, afirmou em suas redes sociais o senador Sergio Moro (União-PR).

    “Que todos os ditadores da América Latina, sejam presidentes ou juízes, tenham o mesmo destino”, escreveu no X o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

    Já o governador Eduardo Leite (PSD-RS) fez uma fala mais ponderada em suas redes sociais e condenou a ação dos EUA na Venezuela.

    “O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. Viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano. No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável.”

    A Venezuela afirmou que sofreu uma “agressão militar” dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada. Diante da situação, o país declarou estado de emergência.

    Segundo comunicado do regime venezuelano, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, o que levou ao estado de emergência nacional e à mobilização das forças de defesa.

    O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) também comemorou a ação. “O que a gente quer é que o Lula possa soltar uma nota dando total apoio a essa ação do Trump. Esse canalha do Maduro tem que ser preso para que a Venezuela possa ser libertada”, disse em vídeo publicado no X.

    “Acabou o regime ditatorial na Venezuela. A grande notícia do sábado é que, finalmente, o regime esquerdista da Venezuela caiu”, afirmou o vice-líder da oposição na Câmara, Mauricio Marcon (PL-RS).

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  • Lula diz que bombardeios dos EUA a Venezuela 'ultrapassam uma linha inaceitável'

    Lula diz que bombardeios dos EUA a Venezuela 'ultrapassam uma linha inaceitável'

    O presidente diz que atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência.

    MARIANA BRASIL
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) repudiou os ataques dos Estados Unidos a Venezuela e afirmou que ultrapassam uma linha “inaceitável”. O presidente diz que atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência.

    “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”, escreveu a conta de Lula no X (antigo Twitter)

    “A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”

    Antes da manifestação oficial, a secretária-geral do Itamaraty, Maria Laura da Rocha, já havia convocado uma reunião de emergência com ministros para discutir a situação internacional. A diplomacia brasileira vem reunindo informações sobre o ataque desde a madrugada.

    Além de ministros que estão em Brasília, a reunião deverá contar com a presença de representantes das Forças Armadas, do Ministério da Justiça, além do titular da Defesa, José Múcio Monteiro, já que uma das pautas deverá ser a situação das fronteiras brasileiras.

    No momento, Lula ainda não está em Brasília, mas em Marambaia (RJ), onde passou o Réveillon. O Palácio do Planalto ainda está deliberando sobre um retorno antecipado do presidente a Brasília e se haverá declaração à imprensa.

    No começo do mês, Lula conversou por telefone com Nicolás Maduro, sobre a escalada militar dos Estados Unidos contra o país vizinho.

    Foi a primeira conversa entre os dois desde a eleição na Venezuela no meio do ano passado, quando Maduro foi declarado vencedor apesar de denúncias de fraude por parte da oposição.

    Lula diz que bombardeios dos EUA a Venezuela 'ultrapassam uma linha inaceitável'

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  • Lula convoca reunião emergencial sobre ataque dos EUA à Venezuela, diz TV

    Lula convoca reunião emergencial sobre ataque dos EUA à Venezuela, diz TV

    Encontro acontece ainda pela manhã no Palácio do Itamaraty. Não há detalhes sobre se Lula, que está no Rio, e Mauro Vieira, que está de férias, participarão do encontro.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O governo Lula fará uma reunião de emergência neste sábado (3) para tratar o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, informou o canal GloboNews.

    Encontro acontece ainda pela manhã no Palácio do Itamaraty. Não há detalhes sobre se Lula, que está no Rio, e Mauro Vieira, que está de férias, participarão do encontro.

    TRUMP DIZ QUE CAPTUROU MADURO

    Presidente dos EUA diz que Nicolas Maduro e sua esposa foram capturados da Venezuela. Ainda conforme o presidente dos EUA, eles foram “levados para fora do país”.

    Sem comentar a suposta captura de Maduro, o governo venezuelano classificou os ataques como uma “grave agressão militar”. Em comunicado oficial, eles dizem que as explosões atingiram áreas civis e militares em Caracas e nos Estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

    “Essa agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais e coloca em risco a vida de milhões de pessoas”, afirma o comunicado.

    Maduro declarou que o objetivo dos Estados Unidos seria “tomar os recursos estratégicos do país”: “especialmente petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação”.

    Lula convoca reunião emergencial sobre ataque dos EUA à Venezuela, diz TV

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  • Genial/Quaest: 52% acreditam que prisão de Bolsonaro ocorreu por seus próprios atos

    Genial/Quaest: 52% acreditam que prisão de Bolsonaro ocorreu por seus próprios atos

    Levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 11 e 14 de dezembro; a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

    A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro ocorreu por seus próprios atos e de familiares, na avaliação de 52% dos entrevistados de uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada hoje (1º).

    Quanto ao motivo que mais contribuiu para a prisão de Bolsonaro, 32% disseram que foi por causa dos danos à tornozeleira eletrônica e 16% consideram risco de fuga para o exterior, enquanto 4% acham que foi a vigília. Outros 21% consideram que o motivo que mais contribuiu para a prisão seria perseguição política do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do ministro Alexandre de Moraes. Dos demais entrevistados, 5% apontaram outros motivos e 22% não souberam ou não responderam.

    Entre os entrevistados, 89% declararam ter conhecimento de que o ex-presidente está preso numa cela na Polícia Federal, em Brasília (DF). A pesquisa mostrou, ainda, que 51% dos respondentes acreditam que ele merece estar preso, enquanto 42% enxergam perseguição política. Outros 7% não souberam ou não responderam.

    Já em relação à condição de Bolsonaro após a prisão, 56% acreditam ele fica mais fraco, enquanto 36% acreditam que ele fica mais forte. Os que não souberam e não responderam somam 8%.

    Genial/Quaest: 52% acreditam que prisão de Bolsonaro ocorreu por seus próprios atos

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  • Bolsonaro e irmão acertam a quadra da Mega da Virada em bolão; prêmio é de R$ 216,76

    Bolsonaro e irmão acertam a quadra da Mega da Virada em bolão; prêmio é de R$ 216,76

    Familiar afirmou que apostas são feitas todos os anos por um grupo de quatro pessoas, incluindo o ex-presidente, e brincou que o número 22 ‘vai ganhar nas urnas’

    Irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o pré-candidato a deputado federal Renato Bolsonaro (PL-SP) afirmou que os dois acertaram a quadra da Mega da Virada em um bolão da família. O valor da quadra é de R$ 216,76 e será dividido entre os participantes do bolão.

    “Esse ano fizemos o bolão em três, e não podia deixar meu irmão (Jair, que está preso) de fora”, escreveu no Instagram. No jogo, Renato apostou no 22, número do PL, partido do ex-presidente, mas a dezena não foi sorteada. Dessa vez não saiu 22, mas em 2026 pode anotar que o 22 vai ganhar.”

    Entre as dezenas sorteadas está o 13, número de urna do Partido dos Trabalhadores (PT) e, portanto, usado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adversário político de Bolsonaro.

    Em publicação no Instagram, Renato disse que sempre organiza a aposta com o irmão, o cunhado e um outro homem. Renato afirmou ainda que o grupo também havia acertado a quadra no ano passado.

    A Caixa Econômica Federal realizou nesta quinta-feira, 1.º, o sorteio da Mega da Virada 2025. O concurso 2955 teve prêmio total de R$ 1.091.357.286,52, o maior já anunciado pelas Loterias Caixa. As dezenas sorteadas foram 59, 21, 32, 13, 33 e 09. A quadra do bolão da família Bolsonaro foi composta pelos números 13, 21, 32 e 59. No total, 308.315 bilhetes marcaram a quadra.

    No mesmo dia do sorteio, Jair Bolsonaro recebeu alta médica e deixou o Hospital DF Star. Em seguida, foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, para dar continuidade ao cumprimento da pena de 27 anos de prisão. Ele foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado articulada durante seu governo, em 2022.

    Quem é Renato Bolsonaro

    Irmão mais novo de Jair Bolsonaro, Renato recebeu do PL a tarefa de manter viva a força da legenda no Estado de São Paulo. Como mostrou o Estadão, o partido decidiu antecipar a pré-campanha dele e escalou um marqueteiro exclusivo para cuidar de sua imagem.

    Renato tem percorrido o interior paulista e herdou o número 2222, antes usado por um dos filhos do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O histórico dele, porém, joga contra: das oito eleições que disputou, Renato venceu apenas uma, para vereador em Praia Grande, há quase três décadas.

    A principal preocupação do bolsonarismo em São Paulo é encontrar alternativas para substituir os campeões de votos de 2022: Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro, Ricardo Salles e Guilherme Derrite. Os quatro somaram mais de 2,5 milhões de eleitores, mas não devem concorrer à Câmara pelo PL em 2026.

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