Categoria: POLÍTICA

  • Moraes manda Malafaia se explicar por chamar Alto Comando do Exército de frouxo

    Moraes manda Malafaia se explicar por chamar Alto Comando do Exército de frouxo

    A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 18 de dezembro, penúltimo dia antes do recesso do Judiciário. O caso teve origem em uma representação apresentada pelo general contra Malafaia

    (CBS NEWS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, deu 15 dias para que o pastor Silas Malafaia apresente sua defesa em relação a uma denúncia pelos crimes de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva.

    A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 18 de dezembro, penúltimo dia antes do recesso do Judiciário. O caso teve origem em uma representação apresentada pelo general contra Malafaia.

    Malafaia é acusado de ofender a dignidade e o decoro de Tomás Paiva durante uma manifestação bolsonarista em abril do ano passado. Na avenida Paulista, do alto do carro de som, o pastor atacou o Alto Comando do Exército, mas não citou nomes.

    “Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição”, afirmou.

    O ato havia sido convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para pressionar por anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em setembro, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e está preso desde novembro na superintendência da Polícia Federal em Brasília.

    Segundo Gonet, o discurso de Malafaia ofendeu os generais que integram o Alto Comando, inclusive o comandante do Exército. O procurador argumenta que o pastor também imputou aos generais o falso crime de prevaricação e ainda divulgou sua fala nas redes sociais, em postagem com mais de 300 mil visualizações.

    No dia 20 de dezembro, durante o recesso do Judiciário, Moraes determinou que Malafaia fosse notificado e deu o prazo de 15 dias de defesa. O pastor recebeu a notificação em 23 de dezembro.

    O recesso e as férias coletivas dos ministros do STF vão até o fim de janeiro e, durante esse período, apenas casos urgentes são decididos pelo presidente da corte, Edson Fachin, ou pelo vice, Alexandre de Moraes.

    Gonet encaminhou o caso para Moraes sob o argumento de haver “estrita conexão entre as condutas denunciadas” e as investigações dos inquéritos das fake news e das milícias digitais.

    No entendimento de Malafaia, porém, tal ligação não existe e a ação deveria tramitar na primeira instância. “Eu não tenho prerrogativa de função, que me mandasse, então, para a primeira instância”, diz à reportagem.

    Malafaia diz ainda que não ofendeu Tomás Paiva pois sequer menciona nomes. “A minha fala não cita o nome de ninguém. Eu não citei o nome do comandante do Exército”, afirma.

    O pastor diz ser vítima de perseguição por parte de Gonet e Moraes, a quem acusa de passar dos limites por determinar que a defesa seja apresentada em 15 dias em pleno recesso.

    “O que tem a ver uma expressão de opinião em uma manifestação com fake news e milícia digital? Isso se chama liberdade de expressão, que Alexandre de Moraes transformou em crime de opinião com esse inquérito imoral e ilegal de fake news. Isso é perseguição política, é conluio”, conclui Malafaia.

    Moraes manda Malafaia se explicar por chamar Alto Comando do Exército de frouxo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Michelle diz que vida de Bolsonaro está nas mãos da PGR

    Michelle diz que vida de Bolsonaro está nas mãos da PGR

    Mais cedo, Moraes rejeitou o pedido da defesa de Bolsonaro para que o ex-presidente fosse levado ao hospital para a realização de exames. Segundo o ministro, não há indicação médica que justifique encaminhamento hospitalar urgente, conforme relatório elaborado pela Polícia Federal

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou, nesta terça-feira, 6, a postura do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes diante da queda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão da Polícia Federal (PF). Michelle afirmou que a saúde e a vida do marido estão “nas mãos” da Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Mais cedo, Moraes rejeitou o pedido da defesa de Bolsonaro para que o ex-presidente fosse levado ao hospital para a realização de exames. Segundo o ministro, não há indicação médica que justifique encaminhamento hospitalar urgente, conforme relatório elaborado pela Polícia Federal.

    “Nós fizemos novamente o pedido de exames. Eu estava no hospital aguardando ele. Ficamos quase três horas no estacionamento do hospital, retornamos para cá, na Polícia Federal, e vimos que ele, Alexandre de Moraes, encaminhou essa petição para a PGR. Então, a saúde e a vida do meu marido estão nas mãos da PGR”, afirmou Michelle ao jornal O Globo, ao deixar a Superintendência da PF, em Brasília.

    De acordo com o relatório médico da Polícia Federal, Bolsonaro estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico na manhã desta terça-feira.

    Após a negativa, a defesa do ex-presidente apresentou um novo pedido médico solicitando a realização de tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma, exame usado para avaliar a atividade elétrica do cérebro. Moraes determinou a intimação da PGR para que se manifeste sobre o caso.

    “A gente não sabe por quanto tempo ele ficou desacordado e ele não sabe explicar. Então, não sabemos o que está acontecendo. A Polícia Federal não tem autonomia para retirar uma pessoa que sofreu um acidente, que bateu a cabeça em um móvel. A gente está esperando o excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes autorizar”, disse Michelle.

    Michelle diz que vida de Bolsonaro está nas mãos da PGR

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Moraes nega transferência imediata de Bolsonaro para exames em hospital

    Moraes nega transferência imediata de Bolsonaro para exames em hospital

    Ministro diz que médico da Polícia Federal não identificou a necessidade de transferência; advogados disseram que impacto ‘impõe risco concreto e imediato’ à saúde de ex-presidente

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta terça-feira (6) um pedido de transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para um hospital depois que ele bateu a cabeça durante a madrugada.

    Em sua decisão, o ministro citou que o médico da Polícia Federal constatou apenas ferimentos leves no ex-presidente e não identificou a necessidade de encaminhá-lo a um hospital, sendo indicada apenas observação.

    “Dessa maneira, não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal. A defesa, entretanto, aconselhada pelo médico particular do custodiado, tem direito a realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”, disse o ministro em sua decisão.

    Ele determinou que seja juntado o laudo médico da PF decorrente do atendimento de Bolsonaro e que a defesa “indique quais os exames que entende necessários para que se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário”.

    No início da tarde, batedores da Polícia Militar chegaram a se posicionar na sede regional da PF em Brasília, onde Bolsonaro está preso, para escoltar o comboio da polícia que levaria o ex-presidente ao hospital, distante cerca de um quilômetro do local.

    Após a negativa, os advogados voltaram a pedir que Bolsonaro faça exames em ambiente hospitalar, e juntaram um pedido de Brasil Ramos Caiado, um dos médicos do ex-presidente.

    O médico, diz a defesa, apontou um quadro clínico compatível com “traumatismo craniano, síncope noturna associada a queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante em região temporal direita”.

    Foi recomendada a realização de tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma.

    “Tais exames mostram-se essenciais para adequada avaliação neurológica do peticionário [Bolsonaro], sendo indicada a sua realização em ambiente hospitalar especializado -no Hospital DF Star, onde o paciente vem sendo acompanhado clinicamente-, com o objetivo de afastar risco concreto de agravamento do quadro e prevenir eventuais complicações neurológicas”, diz a defesa.

    Moraes ainda não se manifestou sobre essa solicitação.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi ao hospital DF Star para aguardar a chegada do marido. Com a negativa de Moraes, Michelle retornou para a Superintendência da PF em Brasília. Pelas redes sociais, ela disse que Bolsonaro está de jejum para a realização de exames.

    De manhã, Michelle disse pelas redes sociais que Bolsonaro havia tido uma queda enquanto dormia e não estava bem.

    “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita”, escreveu.
    Nos autos, os advogados de Bolsonaro afirmaram que o ex-presidente “sofreu queda em sua cela, com impacto craniano e suspeita de traumatismo, situação que, diante de seu histórico clínico recente, impõe risco concreto e imediato à sua saúde”.

    “Diante da urgência e gravidade do quadro, requer seja desde logo autorizada a imediata remoção do paciente ao hospital, para realização dos exames clínicos e de imagem necessários, com acompanhamento de sua equipe médica e sob escolta policial, a fim de preservar sua integridade física e evitar agravamento irreversível”, disse a defesa em seu primeiro pedido.

    Em um relatório médico juntado no processo no fim da tarde desta terça, os médicos da PF disseram que atenderam Bolsonaro por volta das 9h e que ele relatou que teve um “leve traumatismo craniano e contusão em braços e pés” com a queda.

    “Relata que ontem teve quadro de tontura durante o dia e soluços intensos à noite. Ao exame: consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico”, disseram os médicos da PF. “Lesão superficial cortante em face (região malar) direita e em hálux esquerdo com presença de sangue.”

    No fim, o relatório aponta as seguintes hipóteses diagnósticas: “1. Interação medicamentosa? 2. Crise epiléptica? 3. Adaptação ao uso de CPAP (hipoxemia)? 4. Processo inflamatório pós operatório?”.

    Bolsonaro voltou à Superintendência da PF no dia 1º de janeiro, após passar oito dias no hospital para tratar de hérnia na virilha e de crises de soluço, ambas condições decorrentes de facada que levou na campanha eleitoral de 2018.

    Na mesma data, Moraes negou pedido da defesa do ex-presidente de prisão domiciliar após a alta.

    Em sua decisão, o ministro disse que “diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”.

    Moraes nega transferência imediata de Bolsonaro para exames em hospital

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Defesa de Filipe Martins pede ao STF revogação de prisão e nega uso do LinkedIn

    Defesa de Filipe Martins pede ao STF revogação de prisão e nega uso do LinkedIn

    Advogados pedem revogação de prisão de ex-assessor de Jair Bolsonaro; suposto acesso à plataforma foi motivo apresentado por Moraes para prisão

    A defesa de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apresentou um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para revogar a prisão preventiva do réu. Os advogados afirmam que Martins não utilizava a rede social LinkedIn desde 2024, antes da imposição da medida cautelar que proibia o uso de redes sociais.

    A prisão preventiva foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes após a identificação de um suposto acesso à plataforma, conduta considerada incompatível com as restrições impostas pela Corte.

    Martins foi condenado pelo STF, em 16 de dezembro, a 21 anos e seis meses de prisão por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. A decisão ainda não transitou em julgado e, por isso, cabe recurso.

    No pedido encaminhado ao Supremo, a defesa apresentou um relatório de acessos à conta do LinkedIn do réu indicando que o último login ocorreu em 2024, período em que o uso de redes sociais ainda não havia sido proibido por Moraes. Para os advogados, a prisão foi “precipitada, desarrazoada e intempestiva”.

    Em 29 de dezembro, Moraes havia determinado que a defesa de Martins esclarecesse em até 24 horas uma possível violação das medidas cautelares impostas no âmbito da ação penal sobre a tentativa de golpe.

    Em explicação a Moraes, a defesa de Martins disse que ele não usou a rede social nem fez publicações. Os advogados afirmaram que o perfil está sob controle deles para preservar provas, organizar informações relevantes ao processo e auditar os históricos digitais.

    Martins foi preso na última sexta-feira, 2, em Ponta Grossa (PR), onde cumpria a medida imposta pelo Supremo.

    Em 26 de dezembro, Moraes determinou a substituição da prisão por regime domiciliar para Filipe Martins e outros nove réus do processo da trama golpista, sob a justificativa de risco concreto de fuga.

    A medida teve como objetivo evitar novas evasões de condenados no mesmo processo, após o episódio envolvendo Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, preso naquele mesmo dia ao tentar entrar clandestinamente no Paraguai.

    O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), também condenado pela tentativa de golpe, conseguiu deixar o País e fugir para os Estados Unidos para evitar a prisão.

    Defesa de Filipe Martins pede ao STF revogação de prisão e nega uso do LinkedIn

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • PT vai processar vice de Tarcísio por ter chamado partido de 'narcoafetivo'

    PT vai processar vice de Tarcísio por ter chamado partido de 'narcoafetivo'

    Diversos políticos usam como estratégia associar o Partido dos Trabalhados ao tráfico, porém nunca conseguiram provar alguma relação; Felício Ramuth (PSD) terá de provar na justiça as declarações com o PT

    O Partido dos Trabalhadores (PT) vai processar o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), por ter chamado o partido de “narcoafetivo”, apurou o Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    A declaração de Ramuth foi dada durante um evento em São Paulo. Questionado por jornalistas sobre o fluxo migratório de venezuelanos para o Brasil após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos EUA, o vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos) criticou o PT.

    “Eu acredito que esse êxodo vai acabar levando aquelas pessoas, principalmente na fronteira, a retornar ao seu país, onde ele vai poder desfrutar de liberdade e vai deixar de ter aquele Estado ‘narcoafetivo’, como nosso PT, que temos aqui no nosso País”, declarou.

    Procurado, o vice-governador reafirmou que o PT é um partido “narcoafetivo”. “O termo foi usado em sentido político e retórico, para criticar uma postura pública de tolerância e relativização diante do crime organizado”, afirmou Ramuth à reportagem.

    O pedido à Justiça faz parte de uma estratégia do PT de se afastar o quanto puder da pecha de ser leniente com drogas ilícitas. No ano passado, uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre traficantes causou um mal-estar. Na oportunidade, ele disse que os traficantes seriam “vítimas” dos usuários.

    A declaração de Ramuth ocorreu após uma pergunta de um jornalista sobre o fluxo migratório de venezuelanos para a cidade de São Paulo, direcionada ao prefeito Ricardo Nunes (MDB). Na ocasião, o vice-governador disse que, quando há problemas nos países vizinhos, o Estado de São Paulo tem que se preparar para receber imigrantes, mas que acredita que a tendência será contrária: de que os venezuelanos tenham a possibilidade de retornar ao país de origem.

    Durante o evento, o prefeito Ricardo Nunes afirmou esperar que, com o afastamento do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, capturado e preso pelos Estados Unidos, diminua a necessidade de que os venezuelanos fujam do país. No entanto, ele disse que se os refugiados migrarem para a capital paulista, a cidade vai recebê-los.

    Queda de Maduro

    Os Estados Unidos bombardearam Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa neste sábado, 3. Desde março de 2020, Maduro enfrenta acusações criminais no Tribunal do Distrito Sul de Nova York.

    Com a prisão do ditador, quem assumiu interinamente a presidência foi Delcy Rodríguez, vice de Maduro. Integrante de uma ala mais ideológica do chavismo, ela é, ao mesmo tempo, conhecida por manter interlocução com setores das elites econômicas do país.

    Apesar de a oposição não ter assumido o poder, María Corina Machado prometeu nesta segunda-feira, 5, retornar ao país sul-americano o mais rápido possível. A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 também criticou a presidente interina. Segundo ela, Delcy é uma das principais arquitetas de tortura, perseguição, corrupção e narcotráfico na Venezuela.

    PT vai processar vice de Tarcísio por ter chamado partido de 'narcoafetivo'

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Lewandowski deve deixar Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta semana

    Lewandowski deve deixar Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta semana

    Ministro informou a seus secretários no mês passado que deixaria a pasta em janeiro

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, deve deixar o cargo até a sexta-feira, 9. Ele informou a seus secretários no mês passado que deixaria a pasta em janeiro.

    Trata-se de mais uma entre várias baixas que o governo Lula deve ter em seu quarto ano de mandato, a meses das eleições.

    Aliados do ministro dizem que ele está cansado, com a sensação de ter feito tudo o que poderia fazer à frente do cargo, e que precisa ter mais tempo com a família, que sente a sua falta.

    Eles avaliam que o último ano de mandato, em que as atenções da classe política se voltam para as eleições, é mais político e tem menor oportunidades para aprovar e implementar novos projetos.

    O secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, deve assumir ao menos interinamente. Há previsão da saída de outros secretários até o fim do mês.

    Lewandowski deixa como legado iniciativas na área da segurança, mas que não chegaram a ser aprovadas por completo no Congresso Nacional.

    A mais importante delas, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que amplia atribuições da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal para fortalecer o combate à criminalidade e constitucionaliza os fundos nacionais de fomento ao setor e o Sistema Único de Segurança Pública.

    O projeto foi desidratado pelo relator Mendonça Filho (União-PE), que apresentou seu relatório em dezembro com mudanças drásticas em relação ao texto original e uma espécie de mistura do PL Antifacção em tramitação no Senado.

    O relatório do deputado prevê brecha para reduzir a maioridade penal, endurecimento penal contra faccionados e blindagem dos Estados contra a influência da União para direcionar políticas públicas – na contramão do proposto por Lewandowski.

    Outra iniciativa na área da segurança é o PL Antifacção. O texto endurece penas para organizações criminosas, cria novas fontes de financiamento para o combate ao crime, como até R$ 30 bilhões de bets, e fortalece ações contra a lavagem de dinheiro.

    Os senadores rejeitaram um destaque apresentado pelo Partido Liberal para equiparar algumas ações de facções criminosas a crimes de terrorismo.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em 11 de dezembro que o Ministério da Segurança Pública será recriado caso a PEC da Segurança Pública seja aprovada no Congresso.

    “A Polícia Federal tem expertise, tem mais inteligência. Queremos redefinir o papel da Guarda Nacional. Se aprovada a PEC, nós vamos criar o Ministério da Segurança Pública”, disse Lula.

    Lewandowski deve deixar Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta semana

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Bolsonaro deve fazer exames em hospital após bater a cabeça durante a madrugada

    Bolsonaro deve fazer exames em hospital após bater a cabeça durante a madrugada

    Ex-presidente teria supostamente sofrido uma queda durante crise de soluços; encaminhamento depende de autorização do STF

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Polícia Federal após condenação por tentativa de golpe de Estado, deve fazer exames no hospital nesta terça-feira (6), após bater a cabeça durante a madrugada.

    Segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ele sofreu uma queda enquanto dormia.

    “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, disse em postagem. “Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita.”

    Em nota, a PF disse que Bolsonaro recebeu atendimento médico após ter relatado a queda à equipe de plantão.

    “O médico da Polícia Federal constatou que houve ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, disse a corporação, que posteriormente confirmou a ida ao hospital para exames.

    Bolsonaro voltou à Superintendência da PF no dia 1º de janeiro, após passar oito dias no hospital para tratar de hérnia na virilha e de crises de soluço, ambas condições decorrentes de facada que levou na campanha eleitoral de 2018.

    Na mesma data, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou pedido da defesa do ex-presidente de prisão domiciliar após a alta.

    Em sua decisão, Moraes disse que “diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”.

    QUADRO DE SAÚDE

    Durante o período internado, Bolsonaro fez exames que constataram um quadro severo de apneia do sono, para o qual ele passou a utilizar o equipamento Cpap.

    Após as três cirurgias para tratar dos soluços, os médicos concluíram que ele tem um caso raro, e que não será resolvido com as intervenções, mas precisará de tratamento constante, por exemplo, por meio de fisioterapia.

    O ex-presidente também solicitou a sua equipe para tomar remédios contra depressão, o que foi prescrito para ele.

    A defesa de Bolsonaro voltou a pedir que, após sua internação no hospital, ele fosse transferido para prisão domiciliar, para cuidar da saúde. Na última quinta-feira (1º), Moraes negou a solicitação.

    O ex-presidente foi preso preventivamente no dia 22 de novembro após tentar romper a tornozeleira eletrônica com ferro de solda. A decisão de Moraes foi confirmada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte.

    Bolsonaro deve fazer exames em hospital após bater a cabeça durante a madrugada

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Líder do PT pede à PF investigação contra Nikolas e irmãos Bolsonaro por incitação golpista

    Líder do PT pede à PF investigação contra Nikolas e irmãos Bolsonaro por incitação golpista

    “Eles continuam com a tentativa de golpe, é um golpe continuado. Agora eles abertamente estimulam uma intervenção armada estrangeira dos Estados Unidos contra o Brasil”, declarou Lindbergh em vídeo publicado no Instagram

    O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), vai apresentar nesta terça-feira, 6, uma representação à Polícia Federal (PF) contra os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sob a acusação de incentivarem uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.

    “Eles continuam com a tentativa de golpe, é um golpe continuado. Agora eles abertamente estimulam uma intervenção armada estrangeira dos Estados Unidos contra o Brasil”, declarou Lindbergh em vídeo publicado no Instagram.

    O principal post citado foi feito pelo deputado Nikolas Ferreira e alcançou 7,3 milhões de visualizações na rede social X. A publicação traz uma montagem que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sendo segurado por dois militares norte-americanos. A cena remete à imagem da prisão do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

    “Nikolas quer ser engraçadinho quando faz uma montagem daquela. Nikolas, quem está preso é o Bolsonaro e quem vai ser preso é você. Você deveria ter respeito, fedelho, com a democracia brasileira”, afirmou o petista.

    Lindbergh fundamentou a representação apresentada à Polícia Federal em comentários feitos pelos parlamentares sobre o tarifaço e sobre a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, mencionada nas publicações.

    A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) também protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira, por suposta apologia ao crime de golpe de Estado.

    “Não é opinião. São falas, ameaças e peças de propaganda que tentam normalizar a ideia de intervenção militar estrangeira no Brasil, questionar eleições, incitar guerra e depor um governo legitimamente eleito”, afirmou Lindbergh.

    Líder do PT pede à PF investigação contra Nikolas e irmãos Bolsonaro por incitação golpista

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Nikolas Ferreira sugere intervenção externa no Brasil após caso Maduro

    Nikolas Ferreira sugere intervenção externa no Brasil após caso Maduro

    Deputado do PL afirmou apoiar uma ação externa como forma de punir “criminosos”, publicou memes sugerindo cenário semelhante ao da Venezuela e disse que sua posição expressa o que “muita gente pensa, mas não tem coragem de dizer”.

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) passou a ser questionado por especialistas e por integrantes do meio político após declarações e publicações que, na prática, endossam de forma implícita a ideia de uma intervenção estrangeira no Brasil, ainda que ele evite afirmá-la de maneira direta.

    Dois dias depois da operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, o parlamentar publicou memes nas redes sociais sugerindo que o Brasil poderia ser o “próximo” alvo. Em uma das imagens, escreveu “eu tentando avisar o Trump que ele tem mais um para levar”, acompanhada da bandeira brasileira. Em outra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece no lugar de Maduro sendo conduzido por forças estrangeiras.

    Questionado por jornalistas em Belo Horizonte, após a entrega de emendas parlamentares à Santa Casa, Nikolas tentou relativizar o conteúdo das postagens, mas não recuou da ideia central. “Não estou dizendo que desejo que capturem o presidente do Brasil. O que eu estou dizendo é que os criminosos precisam pagar pelos seus crimes”, afirmou.

     
     
     

     
     
    Ver essa foto no Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    Um post compartilhado por Guga Noblat (@guganoblat)

    Na sequência, ao ser confrontado sobre como esses crimes deveriam ser punidos, se pela Justiça brasileira ou por mecanismos externos, o deputado não descartou a segunda hipótese. “Pode ser por uma intervenção externa também. Hoje, o direito internacional penal praticamente não existe mais”, disse.

    A fala é considerada sensível porque rompe com o princípio constitucional da soberania nacional e relativiza o papel das instituições brasileiras. Embora Nikolas negue defender diretamente uma ação estrangeira contra o país, especialistas avaliam que o discurso normaliza e legitima a possibilidade de uma intervenção internacional, sobretudo ao comparar o Brasil com o caso venezuelano.

    O parlamentar também reiterou que suas declarações refletem, segundo ele, um sentimento popular reprimido. “O que eu falo é o que está entalado na garganta de muita gente, só que muita gente não tem coragem de dizer”, afirmou.

    Nikolas Ferreira sugere intervenção externa no Brasil após caso Maduro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Moraes pede esclarecimentos à PF após Bolsonaro reclamar de barulho do ar-condicionado

    Moraes pede esclarecimentos à PF após Bolsonaro reclamar de barulho do ar-condicionado

    Condenado 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi para a Superintendência da PF em Brasília em novembro após danificar sua tornozeleira eletrônica

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu esclarecimentos à Polícia Federal após a defesa de Jair Bolsonaro (PL) reclamar do barulho do ar-condicionado da sala onde ele está preso.

    Moraes pediu que a PF se manifeste no prazo de cinco dias. Na última sexta, os advogados do ex-presidente pediram providências para reduzir os ruídos do equipamento, que comprometeriam o repouso do ex-presidente e afetariam sua saúde.

    A defesa afirma que a situação caracteriza “perturbação à saúde e integridade do preso” e que o barulho “gera ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário” para manutenção das condições físicas e psicológicas de Bolsonaro.

    Os advogados pediram que Moraes determine à PF medidas para corrigir o barulho e sugerem mudança do local do ar-condicionado ou isolamento acústico na cela.

    Condenado 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi para a Superintendência da PF em Brasília em novembro, quando danificou sua tornozeleira eletrônica e foi retirado do regime domiciliar.

    A sala que ele ocupa, no térreo da superintendência, tem cama, banheiro privativo e uma mesa de trabalho. Conta ainda com televisão e frigobar, além do ar-condicionado.

    O espaço é reservado a autoridades e outras figuras públicas, caso do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, preso em 2024 por posse ilegal de arma de fogo durante operação da PF sobre a trama golpista.

    Também já foram abrigados na superintendência o senador Delcídio do Amaral (MS), o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e o ex-juiz João Carlos Rocha Mattos.

    Bolsonaro voltou à PF no dia 1º de janeiro, após passar oito dias no hospital para tratar de hérnia na virilha e de crises de soluço, ambas condições decorrentes de facada que levou na campanha eleitoral de 2018.

    Na mesma data, o ministro negou pedido da defesa do ex-presidente de prisão domiciliar após a alta.

    Em sua decisão, Moraes disse que “diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”.

    Após as três cirurgias para tratar dos soluços, os médicos concluíram que houve melhora de Bolsonaro, mas que ele precisará seguir fazendo tratamentos não invasivos para tentar controlar esse problema.

    Moraes pede esclarecimentos à PF após Bolsonaro reclamar de barulho do ar-condicionado

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política