Categoria: POLÍTICA

  • Flávio e Carlos atacam Moraes após ministro manter Bolsonaro preso na PF

    Flávio e Carlos atacam Moraes após ministro manter Bolsonaro preso na PF

    Filhos do ex-presidente dizem que ministro do Supremo pratica tortura e o chamam de ‘ser abjeto’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi atacado nas redes sociais pelos filhos Jair Bolsonaro (PL) após negar a prisão domiciliar ao ex-presidente nesta quinta-feira (1º). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou a decisão do ministro de tortura.

    “Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura?”, escreveu o filho mais velho de Bolsonaro nesta quinta no X.

    O ex-presidente esteve internado no hospital DF Star, em Brasília, para fazer uma cirurgia de hérnia. Ele sofreu com picos de hipertensão e teve crises de soluço -motivo pelo qual foi submetido a três procedimentos cirúrgicos, respectivamente no sábado (27), na segunda (29) e terça (30).

    Moraes negou o pedido da defesa para que ele não voltasse para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal após a alta hospitalar, dada nesta quinta. O ex-presidente cumpre pena por liderar uma trama golpista após a derrota nas eleições de 2022.

    O senador afirma que a decisão é cheia de sarcasmo por dizer que a saúde de Bolsonaro melhorou, o que, segundo Flávio, não condiz com a avaliação dos médicos.

    “O laudo médico é claro em apontar que ele precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos numa prisão -existe até o risco de AVC em função das complicações em sua saúde”, diz, ofendendo o magistrado na sequência: “Leia o laudo, ser abjeto!”

    O ex-vereador Caros Bolsonaro (PL) também se manifestou na mesma rede social sugerindo que a decisão de Moraes faz parte de um complô contra o pai.
    “Qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada, que precisa ser cumprida, e desde quando ela foi emitida pela primeira vez”, escreveu.

    Carlos também compartilhou o post do senador Magno Malta (PL-ES), negando que exista descumprimento de cautelares, risco de fuga e ameaça à ordem pública. Segundo o aliado, negar a prisão domiciliar é “punição, exposição e crueldade, impostas por Alexandre de Moraes”.

    O ex-vereador publicou ainda um texto dizendo que as decisões do ministro “violam garantias constitucionais básicas, como expõem deliberadamente Jair Bolsonaro a riscos reais, físicos e humanos”. Ele continua, inflamando a militância ao dizer que “interromper imediatamente essa perseguição política não é favor, não é concessão e não é ideologia -é dever institucional”.

    “O Brasil não pode ser governado por decisões personalistas, sem contraditório efetivo, sem limites e sem responsabilidade. Ou se restaura agora o império da lei, com equilíbrio, garantias e freios reais ao poder, ou o país caminhará conscientemente para um ponto cujas consequências ninguém poderá fingir que não previu .”

    Bolsonaro foi preso preventivamente no dia 22 de novembro após tentar romper a tornozeleira eletrônica com ferro de solda. A decisão de Moraes foi confirmada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte. Segundo pesquisa Datafolha realizada em dezembro, 54% concordam que Bolsonaro tinha intenção de fugir.

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  • PF determina que Eduardo Bolsonaro reassuma cargo de escrivão da corporação

    PF determina que Eduardo Bolsonaro reassuma cargo de escrivão da corporação

    Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teve mandato de deputado cassado no final de dezembro; parlamentar viajou aos EUA em março para pressionar por punições de Donald Trump contra autoridades e economia brasileira

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Polícia Federal determinou que o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reassuma as funções de escrivão da corporação. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro perdeu o cargo de parlamentar no final de dezembro por excesso de faltas na Câmara.

    O ato ordenando que Eduardo retome as atividades na delegação da Polícia Federal em Angra dos Reis (RJ) foi publicado no “Diário Oficial” da União desta sexta-feira (2), assinado pelo diretor de gestão de pessoas da PF substituto, Licinio Nunes de Moraes Netto.

    A publicação informa ainda que “a ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”.

    O filho de Bolsonaro assumiu seu primeiro mandato de deputado federal em 2015. Eduardo foi cassado por decisão da Mesa Diretora da Câmara em 18 de dezembro, no mesmo dia em que o órgão decretou a perda do mandato de Alexandre Ramagem (PL-RJ).

    A Constituição estabelece em seu artigo 55 que perderá o mandato o deputado ou o senador que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial. Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Repubilcanos-PB), Eduardo ultrapassou essa marca.

    Em setembro, Motta chegou a barrar uma manobra do PL para driblar as faltas de Eduardo. O deputado foi indicado líder da minoria, já que os líderes não precisam justificar suas ausências, mas a designação não foi aceita pelo presidente da Casa.

    Eduardo viajou para os EUA em março, de onde comandou uma campanha para que o presidente americano, Donald Trump, determinasse punições a autoridades brasileiras, além de ter articulado o tarifaço contra produtos brasileiros, com o objetivo de livrar o pai da prisão.

    Ele diz que viajou ao exterior por sofrer perseguição no Brasil. Por causa da sua atuação no exterior, Eduardo se tornou réu no STF sob acusação de coação.

    Apesar do esforço do filho, Bolsonaro foi condenado pelo Supremo a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na trama golpista e está preso na sede da PF em Brasília.

    Além do mais, os EUA retiraram as sanções da Lei Magnitsky aplicadas contra o ministro Alexandre de Moraes, o que também enfraqueceu a posição política do deputado.

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  • Emendas entram em 2026 como trunfo eleitoral do Congresso e novamente contestadas

    Emendas entram em 2026 como trunfo eleitoral do Congresso e novamente contestadas

    Indicações superaram R$ 50 bilhões em 2025 e drenaram Orçamento federal; previsão em 2026 é de mais de R$ 60 bi; ações no Supremo, principalmente relatadas por Flávio Dino, questionam transparência e mau uso de emendas

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Trunfo de deputados e senadores para as eleições, as emendas parlamentares terão pela primeira vez o pagamento obrigatório de parte delas antes do período eleitoral. Mas entrarão em 2026 novamente sob escrutínio, com acusações sobre falta de transparência, operações da Polícia Federal para investigá-las e uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) que questiona sua impositividade.

    As indicações de deputados e senadores ocuparam mais de R$ 50 bilhões do Orçamento de 2025 e consumiram até 70% da verba discricionária dos ministérios, usada em investimentos e contratos. O Orçamento de 2026, aprovado no dia 19 de dezembro, prevê elevar o valor das emendas para mais de R$ 61 bilhões.

    Entre as principais frentes de questionamento das emendas estão as ações relatadas pelo ministro Flávio Dino no Supremo. Além de determinar mudanças em regras de transparência dos repasses, o ministro tem autorizado operações policiais, como a realizada no último dia 12 de dezembro, que teve como alvo Mariângela Fialek, a Tuca, assessora ligada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL).

    O ministro disse no começo de dezembro que concluiu a instrução das ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) que questionam a existência das emendas parlamentares impositivas, e que pedirá que o presidente da corte, Edson Fachin, abra espaço na pauta para julgamento pelo plenário.

    No mesmo evento, Dino afirmou que a existência das emendas impositivas “é um debate fundamental em um país presidencialista”, que “diz respeito à separação de Poderes, freios e contrapesos, vértice do sistema político”. “É um debate essencial e de índole constitucional. É um debate jurídico, não é um debate político”, completou.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou no último dia de votações do Congresso em 2025 que o Judiciário cumpre o seu papel ao ordenar investigações, mas criticou o que considera exageros contra as emendas. Ele afirmou que é preciso “estabelecer uma linha” contra exageros e disse que não se pode generalizar os ataques às indicações parlamentares.

    “Nós não temos compromisso com quem não trabalha correto com emenda. Mas eu tenho também a plena certeza de que a larga maioria dos representantes que estão na Câmara dos Deputados, os senhores deputados e deputadas federais, trabalha corretamente com a emenda”, disse.

    A regra que tornou obrigatório o pagamento das emendas individuais de cada parlamentar ao Orçamento foi criada em 2015.

    Desde então, o Congresso também tornou impositivas as emendas de bancadas estaduais e criou outras modalidades, como as emendas de comissão e de relator, para ampliar o direcionamento de recursos para suas bases eleitorais, de prefeitos e governadores.

    O avanço do Congresso sobre o Orçamento se escancarou a partir de 2020, quando houve um salto de R$ 13,7 bilhões para R$ 46,2 bilhões previstos para indicações parlamentares. A alta foi puxada pela chamada emenda do relator, que o STF declarou inconstitucional em 2022.

    Durante a última campanha para presidente, Lula (PT) se referiu à distribuição de verba com baixa transparência como “o maior esquema de corrupção da atualidade”, “orçamento secreto” e “bolsolão”.

    No começo de dezembro, o presidente voltou a criticar o volume de verba definida pelo Congresso. “Eu acho que o fato de o Congresso Nacional sequestrar 50% do Orçamento da União é um grave erro histórico. Mas você só vai acabar com isso quando mudar as pessoas que governam e que aprovam isso”, declarou.

    Apesar das críticas, o petista manteve nomes do centrão no comando de pastas que servem como canais de escoamento das emendas, como a Codevasf e o Ministério dos Esportes.

    O cenário sobre as emendas se tornou mais cinzento com movimentos do governo federal para entregar ao Congresso parcelas do Orçamento que não estavam marcadas para indicações de deputados e senadores.

    No Ministério da Saúde, uma fatia de mais de R$ 7,65 bilhões é tratada nos bastidores como emendas informais. O governo nega a existência das indicações paralelas ou secretas, mas ofícios, publicações nas redes e falas dos próprios parlamentares confirmam o controle da verba.

    Em 2025, o governo deve empenhar cerca de R$ 50 bilhões, quase dez vezes mais do que em 2015. O principal destino da verba é o Ministério da Saúde, que tem mais de R$ 27 bilhões reservados ao Congresso.

    As emendas consomem até 70% dos recursos para custeio e investimento de pastas como a dos Esportes. Mesmo com travas impostas pelo STF, ainda há uma parcela das emendas em que é praticamente impossível localizar o padrinho político da verba.

    No caso das indicações feitas pelas comissões temáticas do Congresso, que somam R$ 11,5 bilhões em 2025, as listas com autores das emendas estão espalhadas nos sites dos colegiados, sem um padrão definido ou valores consolidados.

    Emendas entram em 2026 como trunfo eleitoral do Congresso e novamente contestadas

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  • PF prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, após ordem de Moraes

    PF prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, após ordem de Moraes

    Decisão de Moraes ocorre após defesa admitir ter acessado redes sociais do seu cliente

    A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira, 2, Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Martins foi preso em sua casa, em Ponta Grossa (PR), onde cumpria prisão domiciliar, e levado a um presídio da região. A ordem foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Em 29 de dezembro, Moraes havia determinado que a defesa de Martins esclarecesse em até 24 horas uma possível violação das medidas cautelares impostas no âmbito da ação penal sobre a tentativa de golpe.

    O ministro alega que Martins acessou seu perfil no LinkedIn, naquele mesmo dia, para buscar perfis de terceiros. O ex-assessor de Bolsonaro estava proibido pelo STF de usar as redes sociais.

    Em explicação a Moraes, a defesa de Martins disse que ele não usou a rede social e nem fez publicações. Os advogados afirmaram que o perfil está sob controle deles com o objetivo de preservar provas, organizar informações relevantes ao processo e auditar os históricos digitais.

    “Frise-se, com a exatidão que o caso exige: o Defendente não utilizou a plataforma LinkedIn, nem realizou qualquer ato de manifestação pública ou comunicação por meio dela”, argumentou a defesa na manifestação enviada ao STF.

    No despacho da ordem de prisão, Moraes escreveu que “não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social, não havendo qualquer pertinência da alegação defensiva no sentido de que as redes sociais foram utilizadas para ‘preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa’”.

    O ministro afirmou que Martins demonstrou “total desrespeito” pelas normas impostas e pelas instituições democráticas, “em virtude de que, ao fazer uso das redes sociais, ofende as medidas cautelares aplicadas, assim como, todo o ordenamento jurídico”.

    Ricardo Scheiffer, um dos advogados de Martins, afirmou ao Estadão não saber a razão da prisão, uma vez que “foi entregue apenas um mandado de prisão, sem qualquer justificativa”, segundo ele.

    “Eu acompanhei a prisão. Eu estava indo para a academia quando vi uma movimentação (em frente à casa de Martins) e cheguei. Foi uma coincidência. O Filipe está tranquilo, consciente da injustiça que ele vem sofrendo, e preparado para poder enfrentar isso aí de frente”, declarou Scheiffer.

    No último dia 26, Moraes tinha ordenado a prisão domiciliar de Martins e de outros nove réus no processo sob a justificativa de que havia risco de fuga.

    A decisão foi tomada para evitar o risco de novas tentativas de fuga de outros condenados pela trama golpista, como acontecera com Silvinei Vasques, diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal no governo Bolsonaro, preso naquele mesmo dia ao tentar entrar clandestinamente no Paraguai.

    O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), também condenado pela tentativa de golpe, foi outro a fugir para o exterior para evitar a prisão. 

    Réu do “núcleo 2” da trama golpista, Martins foi condenado pelo STF a 21 anos e seis meses de prisão. Ele ainda estava em liberdade, já que a condenação não transitou em julgado – isto é, ainda há espaço para recurso da defesa.

    Quem é Filipe Martins

    O ex-assessor de Bolsonaro tem 38 anos e é natural de Sorocaba (SP). Em seu perfil no LinkedIn, ele afirma ser formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e ter cursado Diplomacia e Defesa na Escola Superior de Guerra, que integra a estrutura do Ministério da Defesa.

    O paulista assumiu o cargo de assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República em 2019, no início do governo Bolsonaro, após ter trabalhado com o então ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, durante o governo de transição.

    Martins diz ter atuado como intérprete e tradutor antes de se tornar assessor internacional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele também afirma ter sido assessor econômico na Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e professor em um curso preparatório para concursos públicos.

    Ele se aproximou da família Bolsonaro em 2014, ao conhecer o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pela internet. O “03” do ex-presidente se tornou seu padrinho político. Martins também se declara entusiasta de Olavo de Carvalho, mentor intelectual do bolsonarismo.

    O ex-assessor de Bolsonaro foi apontado como integrante do chamado “gabinete do ódio”, grupo acusado de usar redes sociais para difundir desinformação contra adversários de Bolsonaro. Desde 2022, ele não atualiza seu perfil no Instagram, onde ainda se apresenta como assessor especial.

     

    PF prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, após ordem de Moraes

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  • Flávio chama Moraes de "ser abjeto" e diz que Bolsonaro precisa de cuidados fora da prisão

    Flávio chama Moraes de "ser abjeto" e diz que Bolsonaro precisa de cuidados fora da prisão

    A família Bolsonaro passou os últimos seis anos debochando, atacando e ameaçando rivais, agora, com Jair condenado e preso, buscam e pedem empatia da sociedade de forma bastante contradiória

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu hoje, 1º, à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na sede da Polícia Federal em Brasília (DF), sustentando que o ex-chefe do Executivo precisa de cuidados que não podem ser garantidos em uma prisão.

    Em seu perfil no X, o parlamentar, que anunciou sua pré-candidatura ao Planalto no ano que vem, alegou que seu pai tem até o risco de um AVC “em função das complicações em sua saúde”.

    Mais cedo, Moraes negou um pedido da defesa de Bolsonaro para concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-chefe do Executivo. O ministro determinou que, assim que o ex-presidente tenha alta do Hospital DF Star, ele seja encaminhado para a superintendência da Polícia em Brasília, para voltar a cumprir sua pena de 27 anos de prisão.

    No despacho, Moraes apontou que, “diferente do que alegou a defesa”, o quadro de saúde de Bolsonaro melhorou. Flávio sustentou que a decisão está “cheia de sarcasmo”. “Até quando Moraes terá procuração para praticar tortura”, escreveu. “Leia o laudo, ser abjeto”, completou, em referência ao documento que, segundo o senador, é “claro” em apontar que o ex-presidente “precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos em uma prisão”.

    Flávio chama Moraes de "ser abjeto" e diz que Bolsonaro precisa de cuidados fora da prisão

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  • Bolsonaro tem alta, deixa hospital e volta à prisão na PF após decisão de Moraes

    Bolsonaro tem alta, deixa hospital e volta à prisão na PF após decisão de Moraes

    Ex-presidente deixou o hospital DF Star, onde estava internado desde o último dia 24 para fazer uma cirurgia de hérnia

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (1º) e voltou a cumprir sua pena na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negar o pedido da defesa pela prisão domiciliar.

    No final da tarde, Bolsonaro deixou o hospital DF Star, onde estava internado desde o último dia 24 para fazer uma cirurgia de hérnia. Ele sofreu com picos de hipertensão e teve crises de soluço -motivo pelo qual foi submetido a três procedimentos cirúrgicos, respectivamente no sábado (27), na segunda (29) e terça (30).

    Com a previsão de que Bolsonaro teria alta nesta quinta, a defesa pediu que ele não voltasse para a superintendência da PF devido ao risco de agravamento do caso, o que foi negado por Moraes.

    Bolsonaro cumpre pena após ser condenado por liderar uma trama golpista depois da derrota nas eleições de 2022. Ele está preso na sede da PF desde o dia 22 de novembro, após ter violado a tornozeleira eletrônica. Antes disso, cumpria prisão domiciliar.

    Em sua decisão, Moraes disse que “diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”.

    “Destaco, ainda, que todas as prescrições médicas indicadas como necessárias na petição da defesa podem ser integralmente realizadas na Superintendência da Polícia Federal, sem qualquer prejuízo à saúde do custodiado, uma vez que, desde o início do cumprimento de pena, foi determinado plantão médico 24 horas por dia; bem como autorizado acesso integral de seus médicos, com os medicamentos necessários, fisioterapeuta e entrega de comida produzida por seus familiares”, afirmou o ministro.

    Segundo o último boletim médico sobre o estado de saúde de Bolsonaro, divulgado na quarta (31), o resultado da endoscopia revelou a “persistência de esofagite e gastrite”.

    “[Ele] segue em tratamento para doença do refluxo gastroesofágico, em fisioterapia respiratória, terapia de CPAP noturno [aparelho que ajuda na respiração] e medidas preventivas para trombose”, diz o documento.

    Bolsonaro recebeu uma série de orientações de autocuidado que terá que seguir, por exemplo, comer de forma mais fracionada e não deitar depois de se alimentar para não ter refl uxo. Segundo os médicos, ele seguirá com curativos depois da alta e precisará dispensar atenção especial ao risco de queda em razão do uso do CPAP.

    Ainda conforme a equipe, Bolsonaro também pediu, nos dias de internação, para fazer uso de remédios antidepressivos, que passaram a ser administrados pelos médicos durante a permanência dele no hospital.

    Na cela da superintendência da PF em que Bolsonaro cumpre a pena não há convívio com outros detentos e há maior conforto do que num presídio. O espaço é um quarto de 12 m², com televisão, ar-condicionado, banheiro privado e uma escrivaninha.

    As visitas a Bolsonaro são restritas e precisam ser autorizadas por Moraes previamente, com exceção daquelas feitas pelos médicos e advogados do ex-presidente. Até o momento, Bolsonaro recebeu as visitas de sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e dos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan.

    Bolsonaro tem alta, deixa hospital e volta à prisão na PF após decisão de Moraes

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  • Moraes rejeita prisão domiciliar para Bolsonaro

    Moraes rejeita prisão domiciliar para Bolsonaro

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para…
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    Moraes rejeita prisão domiciliar para Bolsonaro

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  • Bolsonaro solicita remédio inusitado em internação: "piora considerável"

    Bolsonaro solicita remédio inusitado em internação: "piora considerável"

    Nesta quarta (31), ele passou por um novo exame de endoscopia na manhã, apresenta quadro estável e não teve intercorrências.

    JOÃO GABRIEL
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por liderar a tentativa de golpe após as eleições de 2022, deve ter alta nesta quinta-feira (1º) caso seu quadro permaneça estável e, durante sua internação, pediu para fazer uso de remédios antidepressivos, segundo sua equipe médica.

    Nesta quarta (31), ele passou por um novo exame de endoscopia na manhã, apresenta quadro estável e não teve intercorrências.
    Nos últimos dias, ele sofreu com picos de hipertensão e teve crises de soluço -motivo pelo qual foi submetido a três procedimentos cirúrgicos, respectivamente no sábado (27), na segunda (29) e terça (30).

    O ex-presidente foi internado no hospital DF Star, em Brasília (DF), no último dia 24, para fazer uma cirurgia de hérnia.

    Segundo seus médicos, seu quadro é do que se chama de “soluços persistentes”, algo extremamente raro. Ao mesmo tempo, ele sofre com uma situação de apneia do sono considerada severa pela equipe que o acompanha, com até 50 registros dentro de uma hora durante a noite.

    Esta segunda intercorrência tem causado hipertensão, e ele passou a dormir com auxílio do aparelho Cpap, que ajuda na respiração.
    Segundo sua equipe, o estado psicológico afeta o quadro de saúde de Bolsonaro, como de qualquer outro paciente, e como ele está abalado, passou-se a usar medicamento para depressão.

    “O próprio [ex-]presidente pediu para fazer uso de algum medicamento antidepressivo. Então foi introduzido [durante a internação] esse tratamento e a gente espera que passe a fazer algum efeito em alguns dias”, afirmou Claudio Birolini, médico que acompanha a saúde do ex-presidente.

    “Obviamente ele não está feliz, né? [Seu ânimo] oscila um pouco, a gente percebe uma piora considerável nos momentos de soluços prolongados”, completou.

    A ida ao hospital precisou ser autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), já que Bolsonaro atualmente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado na carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

    Após essa intervenção, seus médicos decidiram realizar um novo procedimento, desta vez para tentar controlar os seus soluços.

    O primeiro procedimento, para bloqueio do nervo frênico direito, foi realizado no último sábado e durou entre 45 minutos e 1 hora.

    Na última segunda, foi realizado uma intervenção para bloqueio do nervo frênico esquerdo, que teve a duração semelhante.

    Como os soluços retornaram na manhã de terça, ele passou por uma nova intervenção, para reforçar os dois bloqueios.

    Desde então, segundo sua equipe, seu quadro é estável e sem intercorrências. A endoscopia desta quarta foi realizada para “avaliação do refluxo gastroesofágico”.

    Seus médicos devem passar no hospital novamente na manhã desta quinta para avaliar a saúde do ex-presidente e, provavelmente, confirmar a alta. Sua ida para a Superintendência, porém, depende de acertos logísticos feitos com a Polícia Federal.
    Bolsonaro seguirá fazendo uso de medicamentos e também do Cpap, para controle da apneia do sono.

    Após as três cirurgias para tratar dos soluços, os médicos concluíram que houve melhora, mas que ele precisará seguir fazendo tratamentos não invasivos para tentar controlar esse problema.

    Segundo o boletim médico divulgado nesta quarta, a endoscopia revelou a “persistência de esofagite e gastrite”.

    “[Ele] segue em tratamento para doença do refluxo gastroesofágico, em fisioterapia respiratória, terapia de CPAP noturno e medidas preventivas para trombose”, completa o documento.

    “A endoscopia mostrou o quadro que ele já tinha, que é uma gastrite e uma esofagite erosiva. Provavelmente nós suspeitamos que essa esofagite é muito causadora dos soluços”, afirmou Brasil Caiado, cardiologista da equipe médica.

    Bolsonaro irá receber uma série de orientações de autocuidado que terá que seguir, por exemplo comer de forma mais fracionada e não deitar depois de se alimentar para não ter refluxo.

    Ainda de acordo com Birolini, ele seguirá com curativos depois da alta e precisará se atentar para em com especial atenção ao risco de queda em razão do uso do Cpap.

    Bolsonaro solicita remédio inusitado em internação: "piora considerável"

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  • Defesa pede que Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar

    Defesa pede que Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar

    A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-Presidente brasileiro seja autorizado a cumprir a sua pena em prisão domiciliar, alegando um “risco concreto de deterioração repentina” da sua saúde.

    Os advogados apresentaram um novo pedido para que o ex-líder brasileiro (2019–2022) permaneça em prisão domiciliar para cumprir a pena de 27 anos à qual foi condenado por seu papel na tentativa de golpe para afastar o sucessor, Lula da Silva.

    Jair Bolsonaro está internado desde 24 de dezembro em uma clínica em Brasília.

    Após ter sido submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal, ele deve deixar a unidade hospitalar na quinta-feira e retornar à sua cela na sede da Polícia Federal, na capital brasileira.

    “Manter este paciente em uma prisão logo após a alta hospitalar o exporia a um risco concreto de deterioração súbita de sua saúde”, argumentaram os advogados no pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), citado pela agência France Presse (AFP).

    Internado na clínica privada Estrela da Liberdade, em Brasília, o ex-presidente brasileiro foi operado de uma hérnia inguinal no dia de Natal.

    “Está tudo correndo bem no pós-operatório, por isso mantemos a previsão de alta para amanhã [quinta-feira]”, informou hoje o cirurgião Claudio Birolini em entrevista coletiva.

    Jair Bolsonaro, de 70 anos, sofre sequelas de um atentado ocorrido em 2018, quando foi esfaqueado no abdômen durante um comício da campanha presidencial.

    Desde então, ele passou por diversas cirurgias.

    Em setembro, o STF o considerou culpado de conspiração para se manter no poder “de forma autoritária” após a derrota nas eleições de 2022 para Lula da Silva.

    Bolsonaro também foi submetido a três procedimentos médicos nos últimos dias para tratar crises persistentes de soluços que o afligem há meses. Segundo Birolini, os episódios diminuíram de intensidade, mas não foram completamente eliminados.

    O cardiologista Brasil Caiado observou que o estado psicológico do ex-presidente “piora consideravelmente” quando ele sofre com soluços prolongados.

    “Dado o contexto — tudo o que está acontecendo com ele —, já chegou aqui em um estado emocional mais deprimido”, afirmou.

    Essa internação de nove dias foi a primeira aparição pública de Jair Bolsonaro desde que passou a cumprir pena, no fim de novembro, na sede da Polícia Federal. Apesar de alegar inocência, ele cumpre a condenação imposta pelos ministros do STF.

    Defesa pede que Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar

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  • Alcolumbre alterna entre atritos e aliança com Lula após volta ao comando do Senado

    Alcolumbre alterna entre atritos e aliança com Lula após volta ao comando do Senado

    A tendência é de reconciliação nas próximas semanas, mas os estresses ainda aparecem em conversas reservadas. De acordo com aliados, a relação ainda está longe do patamar do início da gestão de Alcolumbre.

    CAIO SPECHOTO
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – De volta ao comando do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) alternou momentos em 2025 como principal fiador do governo Lula (PT) no Legislativo e atritos causados pelas indicações do novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e de dirigentes das agências reguladoras.

    A tendência é de reconciliação nas próximas semanas, mas os estresses ainda aparecem em conversas reservadas. De acordo com aliados, a relação ainda está longe do patamar do início da gestão de Alcolumbre.

    O senador do Amapá, que já havia sido presidente do Senado e do Congresso de 2019 a 2021, voltou ao comando da Casa neste ano com um apoio amplo que incluiu o governo e o PT, mas também da maioria da oposição. Nos meses seguintes, tornou-se o principal aliado do Planalto no Legislativo.

    Senadores influentes da base governista avaliam que Alcolumbre foi responsável por angariar o apoio aos projetos de interesse do Executivo no Senado e foi mais importante nessa função inclusive do que os líderes do governo no Legislativo, a quem tradicionalmente cabe esse papel.

    Lula enfrentou dificuldades na Câmara dos Deputados e teve no Senado sua principal fonte de governabilidade no Legislativo.

    Senadores lulistas reclamam de falta de mobilização de correligionários do presidente da República para defender os projetos do governo e cobram mudanças para a reta final do mandato, principalmente às vésperas do período eleitoral.

    As interações entre os dois presidentes de Poder ao longo do ano, relatam políticos à reportagem, costumavam ser em tom informal. Na última semana, Lula disse se considerar amigo tanto de Alcolumbre quanto do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    O anúncio da aposentadoria do agora ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso, em outubro, deu início a um afastamento entre Alcolumbre e o governo que evoluiu para uma crise política, agora em fase de resolução.

    O presidente do Senado e integrantes influentes da Casa queriam que o presidente da República escolhesse Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga aberta na Suprema Corte. Quando Lula anunciou, no fim de novembro, que tinha optado por Jorge Messias, a relação com Alcolumbre estremeceu.

    O Senado ainda não votou a indicação de Messias -ele só assumirá a cadeira no STF se for aprovado pela maioria da Casa. Um dos principais apoiadores do indicado de Lula, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), perdeu interlocução com Alcolumbre.

    No mesmo dia em que Lula anunciou seu escolhido para o STF, Alcolumbre informou à imprensa que colocaria em votação no Senado o projeto de aposentadoria especial de agentes de saúde, uma proposta com alto custo fiscal e que contrariava os interesses do Planalto.

    Aliados do petista entenderam o ato como uma retaliação. É comum se referir a projetos com impacto fiscal colocados em votação contra a vontade do governo como “pauta bomba”. Alcolumbre fez um forte discurso público rechaçando as críticas.

    O presidente do Senado disse que o governo teve seu apoio nos momentos mais difíceis e lembrou das vezes em que o Legislativo aumentou os gastos públicos a pedido do Executivo.

    “O [programa] Pé-de-Meia custa para o Estado brasileiro R$ 12 bilhões por ano, e nós votamos aqui para 4 milhões de estudantes, o que dá, nos próximos oito anos, quase R$ 100 bilhões”, disse Alcolumbre em 25 de novembro. “Não foi bomba”, afirmou ele. O senador disse que as acusações eram motivo de indignação.

    Alcolumbre repetiu os argumentos recentemente em conversas com o alto escalão do governo sobre corte de gastos públicos. O motivo foram declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrando responsabilidade fiscal do Congresso.

    Depois, no início de dezembro, o presidente do Senado reclamou com integrantes do governo por Lula ter dito que o Congresso havia sequestrado o Orçamento por meio das emendas -recursos que deputados e senadores podem enviar para obras em suas bases eleitorais.

    Os atritos começaram a esfriar nas últimas semanas. Lula teve conversas com senadores poderosos e próximos de Alcolumbre, como Weverton Rocha (PDT-MA), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL).
    Ao mesmo tempo, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), aliado de Alcolumbre no Amapá, também trabalhou para reaproximar os chefes do Executivo e do Legislativo.
    Depois da última sessão do Congresso em 2025, Alcolumbre foi questionado se havia conversado ou se conversaria com Lula. “Se eu for convidado, eu vou”, respondeu. Os dois conversaram por telefone e, dias depois, encontraram-se pessoalmente.

    Lula agradeceu ao presidente do Senado pelos projetos de interesse do governo aprovados no Legislativo e voltou a defender que Pacheco concorra ao governo de Minas Gerais -mas ouviu que o mineiro não está com essa disposição.

    Também o sondou sobre o clima para a indicação de Messias, mas essa parte da conversa não teve conclusão e a resolução ficará para a retomada dos trabalhos, em fevereiro.

    Aliados do presidente do Senado avaliam que a relação entre ele e Lula ainda não voltou a ser o que foi durante a maior parte de 2025, mas que a tendência atual é de melhora.

    Antes da indicação de Messias, governo e Senado já tiveram outros atritos, como o impasse em torno dos nomes dos diretores escolhidos por Lula para agências reguladoras. Esses cargos também precisam do aval dos senadores, e divergências atrasaram por meses as nomeações.

    Parte das agências e autarquias continua acéfala ou com cargos vagos, como a presidência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e, a partir de janeiro, duas diretorias do Banco Central.
    Outro ponto de estresse com o governo foi a campanha de Alcolumbre nos bastidores para derrubar o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, um dos mais próximos de Lula. Ele foi inicialmente indicado pela cúpula do Senado, mas perdeu apoio após desentendimentos sobre projetos e cargos do ministério, e medidas provisórias do setor foram quase rejeitadas em meio a esse embate.

    O petista, porém, se recusou a demitir o auxiliar.

    Alcolumbre alterna entre atritos e aliança com Lula após volta ao comando do Senado

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