Categoria: POLÍTICA

  • Eduardo assinou contrato com diretor de filme de Bolsonaro, diz site

    Eduardo assinou contrato com diretor de filme de Bolsonaro, diz site

    Função assumida pelo ex-deputado daria poder de lidar diretamente com a gestão financeira do projeto, segundo Intercept Brasil. Procurado pela Folha, Eduardo não se manifestou; Flávio Bolsonaro nega que irmão tenha gerido recursos do filme

    SÃO PAULO, SP, E WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atuou como produtor-executivo do sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e assinou um contrato com poderes sobre a gestão financeira do projeto, de acordo com o site The Intercept Brasil. Os documentos obtidos contradizem declarações públicas de Eduardo de que ele teria apenas cedido direitos de imagem, sem exercer nenhum cargo de gestão na produção.

    Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo admitiu que assinou um contrato com a produtora do filme para contratar o diretor da obra e que recebeu a função de diretoria executiva, mas afirmou que os planos mudaram.

    Segundo o Intercept, o contrato, datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo em 30 de janeiro de 2024, designa ele e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) como produtores-executivos, ao lado da produtora GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos. A função conferiria poder para lidar diretamente com o controle de orçamento e a gestão financeira de um projeto audiovisual.

    Ainda de acordo com o site, os produtores-executivos teriam responsabilidade sobre decisões estratégicas de financiamento, preparação de documentação para investidores e identificação de fontes de recursos para o filme -que, na época, se chamava “O Capitão do Povo”.

    Também haveria uma minuta de aditivo contratual, datada de fevereiro de 2024, citando Eduardo como “financiador” da produção. O Intercept ressalva que não há confirmação de que o aditivo tenha sido, de fato, assinado.

    No vídeo postado em suas redes, Eduardo Bolsonaro disse que o Intercept está fazendo um “vazamento seletivo” para “assassinar a reputação de Flávio Bolsonaro”.

    Segundo Eduardo, o contrato com o cargo foi assinado com a produtora para assegurar a execução do filme. O ex-deputado diz que enviou US$ 50 mil para os EUA como garantia para que o diretor Cyrus Nowrasteh continuasse no projeto. Por isso, teria recebido o título de produtor-executivo.

    “A produtora, na época, disse basicamente o seguinte: Eduardo, bota esse dinheiro aqui. Como o risco é 100% seu, eu vou te garantir ser diretor-executivo do filme”, disse ele.

    Ainda segundo Eduardo, grandes investidores teriam entrado no projeto antes do fim do contrato, o que possibilitou que o ex-deputado não precisasse mais ter essa função. Ele diz que, com essa mudança, recebeu de volta os US$ 50 mil que havia enviado como garantia.

    “Quando essa estrutura passou a ser de fundo de investimento, ter outra estrutura, eu saí dessa posição de diretor-executivo, e passei a ser somente uma pessoa que assinou sua cessão de direitos autorais”, disse Eduardo.

    “Quem diz que recebi dinheiro de Daniel Vorcaro ou do fundo criado nos Estados Unidos está mentindo. Eu recebi meu dinheiro de volta da produtora, o valor que era meu e que nem foi corrigido. Esse dinheiro foi o que permitiu confeccionar o filme”, afirmou. Procurado diretamente pela Folha, o ex-deputado não se manifestou.

    Em entrevista à CNN na tarde desta sexta (15), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o contrato mostrado pelo Intercept é antigo e que Eduardo publicaria um vídeo para explicar a situação. Segundo o senador, seu irmão nunca fez a gestão dos recursos do filme.

    Na quarta-feira (13), o Intercept revelou que Flávio articulou com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, o repasse de R$ 134 milhões para financiar a produção, dos quais R$ 61 milhões já foram pagos. Um áudio de setembro de 2025 mostra o senador cobrando mais recursos ao banqueiro. Flávio confirmou ter pedido dinheiro a Vorcaro para o filme, mas negou ter recebido ou oferecido vantagens em troca.

    Nesta sexta, o Intercept também publicou mensagens em que Eduardo orienta o empresário Thiago Miranda, intermediário entre Vorcaro e a família Bolsonaro, sobre como enviar recursos aos Estados Unidos. “O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo”, teria dito Eduardo.

    Em outra mensagem, sugere: “Enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual”.

    As mensagens indicam que parte dos valores negociados por Flávio com Vorcaro foi transferida ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas (EUA) e controlado por aliados de Eduardo -entre eles Paulo Calixto, advogado responsável pelo processo imigratório do ex-deputado nos Estados Unidos.

    A Polícia Federal apura se o dinheiro de Vorcaro para o filme teria custeado despesas de Eduardo nos EUA, para onde ele se mudou em fevereiro de 2025 alegando perseguição do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

    Em postagem em redes sociais na quinta (14), Eduardo negou ter recebido recursos do fundo e afirmou que a suspeita “não se sustenta e é tosca”. Disse ainda que seu status migratório nos EUA não permitiria tal operação. Já Mario Frias informou ao Intercept que “Eduardo Bolsonaro não é e nunca foi produtor-executivo” do filme.

    O orçamento total da produção, segundo documentos obtidos pelo site, está estimado entre US$ 23 milhões e US$ 26 milhões -valor que condiz montante que Flávio Bolsonaro negociou com Vorcaro: US$ 24 milhões.

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  • José Dirceu é diagnosticado com linfoma e inicia tratamento em SP

    José Dirceu é diagnosticado com linfoma e inicia tratamento em SP

    Ex-ministro do governo Lula é pré-candidato a deputado federal

    O ex-ministro José Dirceu foi diagnosticado com linfoma. Segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Hospital Sírio-Libanês, ele se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico.

    José Dirceu está internado desde o último domingo (10), quando a doença foi detectada durante a realização de exames gerais. Ele está sendo atendido pela equipe dos médicos Raul Cutait, Roberto Kalil e Celso Arrais.

    Ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2005, Dirceu já foi eleito três vezes deputado federal e presidiu o Partido dos Trabalhadores (PT) entre 1995 e 2002.  

    Atualmente, José Dirceu é pré-candidato a deputado federal.

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  • Bolsonaristas veem Tarcísio distante e querem apoio maior a Flávio

    Bolsonaristas veem Tarcísio distante e querem apoio maior a Flávio

    Governador afirmou que filho de Bolsonaro deve continuar dando respostas sobre financiamento de filme. Aliados avaliam que Tarcísio não endossou argumentos da defesa de Flávio sobre recursos privados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O primeiro posicionamento do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) diante da crise gerada pelas relações entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, do Banco Master, desagradou bolsonaristas em São Paulo.

    Embora Tarcísio tenha defendido o senador, dizendo que ele prontamente prestou esclarecimentos sobre o tema, as avaliações colhidas pela Folha com três apoiadores do clã Bolsonaro, sob condição de reserva, foram no sentido de que o governador buscou se distanciar de Flávio.

    A crise foi deflagrada na quarta-feira (13), quando o site The Intercept Brasil revelou que Flávio negociou diretamente com Vorcaro um financiamento para a produção de um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Segundo a reportagem, de R$ 134 milhões previstos, ao menos R$ 61 milhões foram transferidos de fevereiro a maio de 2025. Vorcaro está preso desde novembro do ano passado, e o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central poucos dias depois.

    Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e outros parlamentares do grupo têm focado a defesa do senador no argumento de que o financiamento do filme foi feito sem recursos públicos. Eles se dizem a favor também de uma apuração mais ampla, por meio de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Master.

    Ao dizer que o tema “preocupa”, Tarcísio não fez referência a esses argumentos e, ao destacar que o senador “imediatamente procurou dar todos os esclarecimentos”, afirmou que Flávio deveria continuar dando respostas –o que, entre aliados, indicou que, para o governador, as explicações não bastavam.

    Uma eventual CPI do Master não conta com apoio do centrão no Congresso –que tem nomes citados nas investigações do escândalo. Os desvios no Master, que causaram um rombo de R$ 47 bilhões ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito), contaram com recursos de investidores privados e também de fundos de pensão de servidores públicos.

    A contrariedade com a posição do governador se acentuou porque, segundo os relatos, além de considerar que Flávio tem mais o que explicar, Tarcísio pediu a auxiliares que cancelassem o encontro com o senador previsto para a noite desta sexta-feira (15) em Campinas.

    A tentativa se deu nesta quinta, enquanto Tarcísio fazia uma visita às cidades do ABC. Ele entregou apartamentos, almoçou com apoiadores e anunciou medidas para mobilidade urbana. Diante de sinalizações de que nem Flávio nem Derrite queriam o adiamento, Tarcísio foi aconselhado a manter o encontro, segundo um de seus interlocutores.

    O senador e o governador haviam marcado um evento de lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado. O PP já havia adiado um encontro com a presença do governador após a operação da Polícia Federal que mirou ligações entre Vorcaro e o presidente da sigla, Ciro Nogueira, que nega irregularidades.

    No fim de fevereiro, quando Flávio encontrou Tarcísio em uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, o governador afirmou ao senador que caberia a ele a coordenação da pré-campanha no estado. Na ocasião, auxiliares de Flávio relataram ter ficado positivamente surpresos com a sinalização.

    Nas redes sociais, parlamentares e apoiadores bolsonaristas pouparam, por ora, o governador de ataques. Segundo um dos integrantes do grupo, há ainda a expectativa de que, no evento em Campinas, Tarcísio adote uma posição mais próxima de Flávio em sua defesa.

    A reportagem procurou o Palácio dos Bandeirantes, mas não teve resposta até a publicação deste texto.

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  • Lula ironiza Flávio Bolsonaro e diz que 'aqui não tem dinheiro do Vorcaro'

    Lula ironiza Flávio Bolsonaro e diz que 'aqui não tem dinheiro do Vorcaro'

    Em Barretos (SP), presidente fez referência à revelação de pedido feito pelo senador ao ex-dono do Banco Master. Petista voltou a defender a proibição da utilização de inteligência artificial nas eleições deste ano

    RIBEIRÃO PRETO, SP (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) ironizou nesta sexta-feira (14) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, ao participar de evento no interior de São Paulo, e voltou a defender a proibição do uso de inteligência artificial nas eleições deste ano.

    As afirmações foram feitas no Hospital de Amor de Barretos (a 423 km de São Paulo), onde esteve para anunciar a construção de um centro de pesquisa e medidas de incentivo à realização de cirurgias robóticas pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

    Acompanhado do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e dos ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Frederico de Siqueira Filho (Comunicações), Lula se referiu ao caso envolvendo Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, enquanto comentava sobre recursos liberados para o hospital, referência no tratamento oncológico no país.

    “Aqui nesse hospital, aqui não tem dinheiro do Vorcaro”, disse o petista, que foi ovacionado pelos presentes.

    Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso, e o ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção, valor que supera os custos de filmes que venceram o Oscar, como “Ainda Estou Aqui”.

    As informações, reveladas pelo The Intercept Brasil e confirmadas pela Folha de S.Paulo, mostram o senador se referindo a Vorcaro como “irmão”. Flávio diz que o que ocorreu foi um filho procurar patrocínio privado para um filme sobre a história do pai.

    Também em seu discurso de cerca de 20 minutos, o presidente afirmou novamente que não deveria haver inteligência artificial nas eleições e pediu que os eleitores, ao receberem supostas notícias nos seus celulares, pesquisem a procedência das mesmas. Também afirmou que o Brasil precisa voltar a ser humano e que é necessário “extirpar o ódio”.

    “Por favor, pesquisem, pesquisem, porque você sabe que uma mentira é tão rápida como um avião de guerra, e uma verdade às vezes fica engatinhando. Então é por isso que a gente toma cuidado, porque tem muita gente mentindo nesse país […] O presidente da suprema corte Eleitoral [TSE} falou: ‘ah, dois dias para as eleições não vai ter inteligência artificial’. Mas não pode ter nunca inteligência artificial para eleição, não pode ter nunca, porque governar não é artificial, governar é real, cuidar do povo é real.”

    No evento foi anunciada a construção de um novo centro de pesquisa clínica e cirurgia robótica do Hospital de Amor e do Ircad (Instituto de Treinamento em Cirurgias Minimamente Invasivas).

    Lula e Padilha divulgaram também medidas do programa Agora Tem Especialistas, a implementação de uma tabela específica para o financiamento de cirurgias robóticas na rede pública e a entrega de veículos para o transporte de pacientes até os locais de tratamento.

    Para o hospital de Barretos, o ministério vai repassar R$ 129 milhões e formalizar um termo de execução com o Ministério das Comunicações para criar a Rede Saúde Brasil de Cibersegurança.

    Parte dos presentes gritou “Lula, Lula” enquanto os convênios eram assinados, e um dos presentes gritou “sem anistia”, no que foi saudado por parte dos presentes.

    Em sua fala, o presidente do Hospital de Amor, Henrique Prata, agradeceu ao presidente pelos recursos liberados nesta sexta e em seus mandatos anteriores. Também participaram do ato o prefeito de Barretos, Odair Silva (Republicanos), e o vice-prefeito, Mussa Calil Neto (MDB).

    A viagem marca também o retorno de Lula ao hospital, onde esteve há 13 anos para a inauguração de uma ala que leva o seu nome.

    O espaço tem 4.511 metros quadrados, duas salas cirúrgicas, UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e leitos de internação. A ala, à época, recebeu investimento de R$ 30 milhões (R$ 62,34 milhões, atualizados pelo IPCA), provenientes de doações de pessoas físicas e jurídicas.

    A viagem a Barretos é o único evento público na agenda do presidente nesta sexta-feira. Ele deve decolar para Brasília às 14h40, do aeroporto Chafei Amsei, em Barretos.

    Lula ironiza Flávio Bolsonaro e diz que 'aqui não tem dinheiro do Vorcaro'

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  • Dino abre apuração sobre emendas para produtora do filme de Bolsonaro

    Dino abre apuração sobre emendas para produtora do filme de Bolsonaro

    Parlamentares do PL teriam destinado recursos para ONGs

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (15) a abertura de uma investigação preliminar para apurar o envio de emendas parlamentares para organizações não-governamentais (ONGs) ligadas à produtora responsável pelas gravações da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A apuração vai tramitar de forma sigilosa. 

    Em abril deste ano, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) solicitou ao Supremo providências sobre o envio de recursos oriundos de emendas parlamentares para as entidades, fato que poderia ser considerado como desvio de finalidade na aplicação de recursos públicos. 

    Posteriormente, o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) também denunciou o caso. 

    Segundo os parlamentares, os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Mário Frias (PL-SP) e Bia Kicis (PL-SP) enviaram emendas para o Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura.

    As duas entidades fazem parte do mesmo conglomerado de ONGs e são ligadas à produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, que ainda não foi lançado e retrata a trajetória política do ex-presidente. 

    Após receber o pedido de providências dos parlamentares, o ministro Flávio Dino, relator do caso, determinou que os deputados fossem notificados para explicar a destinação das emendas. Pollon e Bia Kicis negaram o envio direto de recursos para produtora do filme. Mário Frias também deveria ser notificado para prestar esclarecimentos, mas não foi encontrado pelo oficial de Justiça enviado pelo Supremo.

    Diante do episódio, Dino determinou que a Câmara dos Deputados informe os endereços residenciais do parlamentar em São Paulo e Brasília.

    Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil. As emendas ocorreram em 2024 e 2025. 

    Nesta semana, o site The Intercept revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações do filme que retrata a vida política de Bolsonaro. 

    Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.

    Dino abre apuração sobre emendas para produtora do filme de Bolsonaro

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  • PF acusa Cláudio Castro de usar máquina pública para facilitar crimes da Refit

    PF acusa Cláudio Castro de usar máquina pública para facilitar crimes da Refit

    Denúncias indicam que agentes públicos de alto escalão receberiam mais de R$ 300 mil por mês para facilitar processos do grupo

    RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – As investigações da Polícia Federal que culminaram com a Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15), acusam o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro de usar a máquina do estado para facilitar crimes atribuídos ao empresário Ricardo Magro, dono da Refit.

    As denúncias indicam que agentes públicos de alto escalão receberiam mais de R$ 300 mil por mês para facilitar processos do grupo. Um fiscal de rendas é acusado de ter acumulado mais de R$ 12 milhões em propinas nos últimos anos.

    “A leniência e a criação de um ambiente propício para a propagação da atividade espúria desenvolvida pela organização criminosa capitaneada por Ricardo Magro”, diz a PF, “retratam o amálgama do crime organizado com agentes públicos influentes na política fluminense, a começar pelo então chefe do Poder Executivo”.

    Em nota, a defesa de Castro diz que foi surpreendida com a operação, que o ex-governador “está à disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura” e que todos os procedimentos de sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais da legislação vigente, inclusive os relacionados à política de incentivos fiscais do Estado.

    “A gestão Cláudio Castro foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado, o que reforça a postura isenta e institucional do ex-governador. No total, gestão conseguiu garantir o pagamento de parcelas cujo o montante se aproxima de R$ 1 bilhão.”

    A defesa afirma que o parcelamento está suspenso devido a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e que, em sua gestão, a PGE (Procuradoria-Geral do Estado) ingressou com inúmeras ações contra a Refit.

    A Refit e Magro, também em nota, negam ter falsificado declarações fiscais para ter vantagens fiscais ou ter fornecido combustível para o crime organizado.

    Castro foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão na operação desta sexta. Ele renunciou ao cargo em março, para evitar cassação pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em processo de abuso de poder nas eleições de 2022.

    O governo Castro é acusado de tomar decisões que facilitaram supostas operações fraudulentas do grupo Refit e de dificultar investigações e processos contra empresas de Magro. Entre as facilidades, aprovou uma lei que parcelou R$ 9,5 bilhões em dívidas com desconto de 95% das penalidades e juros.

    A lei ficou conhecida como “Lei Ricardo Magro”.

    As investigações apontam ainda atuações de outros órgãos estaduais em favor do grupo. O Inea (Instituto Estadual do Meio Ambiente) teria aprovado e renovado licenças de operação ambiental para a Refit à revelia de pareceres do Ibama (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis).

    A PGE teria emitido pareceres favoráveis à empresa. Em um deles, tentou reverter interdição da refinaria de Manguinhos pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) após a Operação Cadeia de Carbono, em parceria com a Receita Federal.

    No parecer, a procuradoria alegava que a paralisação das atividades da refinaria teria efeitos negativos sobre as receitas do estado.

    A Polícia Federal acusa ainda agentes da Polícia Civil do Rio de atuar para sabotar investigações sobre irregularidades cometidas pela Refit, adotando medidas que inviabilizassem a colheita de provas, como a intimação precoce de suspeitos.

    “Sob a batuta de Cláudio Castro e mediante suas diretrizes, o Estado do Rio de Janeiro direcionou todos os esforços de sua máquina pública, em um verdadeiro engajamento multiorgânico em prol do conglomerado capitaneado por Ricardo Magro”, diz a PF.

    O ex-secretário de Fazenda Juliano Pasqual é apontado como peça-chave nesse esquema. Sob seu comando, diz a PF, a secretaria se tornou “extensão da estrutura empresarial o grupo Refit”, com decisões favoráveis aos negócios de Magro.

    Segundo as investigações, Pasqual teria ainda atuado para impedir a concorrência no estado, ao obstruir ou dificultar obras de outras empresas do setor, como Tobras, Tramp Oil e Branson Holdings.

    A decisão destaca que o conglomerado Refit e as pessoas vinculadas a ele acumulam uma dívida de cerca de R$ 52 bilhões inscrita na dívida ativa da União, estados e Distrito Federal. Desse total, 94%, R$ 48, 9 bilhões, estão concentrados especificamente na Refit.

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  • Flávio diz que Jair Bolsonaro o aconselhou a falar a verdade e que Eduardo vive de doação do pai

    Flávio diz que Jair Bolsonaro o aconselhou a falar a verdade e que Eduardo vive de doação do pai

    Flávio Bolsonaro afirmou ter conversado com Jair Bolsonaro após a divulgação de mensagens com Daniel Vorcaro e disse que o pai o orientou a “ficar tranquilo e falar a verdade”. Senador negou irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”.

    (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (15) que conversou com seu pai, Jair Bolsonaro (PL), a respeito de sua relação com Daniel Vorcaro, revelada pelo site The Intercept Brasil, e que o ex-presidente lhe disse para ficar tranquilo e falar a verdade.

    Flávio afirmou que o dono do Banco Master e Bolsonaro nunca se encontraram, apesar de ter havido uma tentativa de levar o ex-presidente à mansão do ex-banqueiro para assistir a um documentário. O presidenciável também criticou seu rival na direita, o ex-governador Romeu Zema (Novo), a quem chamou de precipitado por ter dito que o caso era “imperdoável”.

    O pré-candidato disse que esteve com Bolsonaro na tarde de quarta (13), logo após virem à tona as conversas e áudios em que ele cobrava de Vorcaro os aportes restantes para bancar o filme “Dark Horse”, em homenagem ao ex-presidente. A última mensagem do senador ao ex-banqueiro é de 16 de novembro, um dia antes da prisão de Vorcaro.

    “Expliquei [ a Bolsonaro] que a imprensa havia noticiado o caso e que não havia absolutamente nada de errado. Ele me disse para ficar tranquilo, seguir firme e falar a verdade, que é o que estou fazendo. Insisto que não fiz nada de errado; trata-se de um investimento privado em um filme com expectativa de retorno”, disse Flávio a jornalistas no aeroporto em Brasília, antes de embarcar para um evento no Rio.

    Flávio disse ainda que o custo total de “Dark Horse” (azarão em inglês) foi de US$ 16 milhões (cerca de R$ 80 milhões na cotação atual), mas não soube detalhar o caminho do dinheiro entre as empresas ligadas a Vorcaro e a produtora do filme, passando por um fundo nos EUA gerenciado pelo advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL).

    O senador voltou a negar que parte do dinheiro tenha sido usada para bancar despesas do irmão, suspeita investigada pela Polícia Federal, e disse que Eduardo sobrevive de uma doação feita pelo pai e de reservas próprias.

    Flávio disse que Zema foi “precipitado” e que tentou ligar para o adversário para conversar. Ele também agradeceu ao presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), que minimizou o episódio.

    “Ele [Zema] é novo na política e precisa entender que tem a grande responsabilidade de ajudar os brasileiros a se livrarem do PT. Eu merecia, pelo menos, o benefício da dúvida da parte dele após meus esclarecimentos. Ele se equivocou em se antecipar e me pré-condenar, eu jamais faria isso com ele”, declarou.

    “A última parcela que ele pagou foi em maio de 2025, quando o caso não estava em evidência como hoje.

    Não havia operação contra ele. Eu apenas cobrava que o contrato fosse cumprido. É difícil arrumar investidores para um filme assim e eu não queria que a produção fosse interrompida”, disse ainda.

    “Minha relação com ele era estritamente profissional para tratar do fundo. Quando os problemas com ele surgiram, a relação foi encerrada e busquei outros investidores para terminar o filme”, completou.

    Flávio diz que Jair Bolsonaro o aconselhou a falar a verdade e que Eduardo vive de doação do pai

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  • Cármen Lúcia relata que evitava reclamar do trabalho para não ser estigmatizada

    Cármen Lúcia relata que evitava reclamar do trabalho para não ser estigmatizada

    Ministra do STF afirmou que evitava reclamar da carga de trabalho para não ser desacreditada por ser mulher. Corte validou lei que obriga empresas com mais de 100 funcionários a divulgar relatórios de transparência salarial.

    Durante a votação no Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira (14), que validou a lei de igualdade salarial entre mulheres e homens que exercem a mesma função, a ministra Cármen Lúcia relatou episódios de preconceito enfrentados ao longo da carreira jurídica. Segundo ela, evitava reclamar da carga excessiva de trabalho por acreditar que suas queixas seriam desconsideradas por ser mulher.

    “O preconceito contra a mulher continua na ordem do dia, da maneira mais cruel. Falo de cátedra, porque acham que a gente anda na rua e não passa por isso. Passa. Todas as mulheres passam, de uma forma ou de outra”, afirmou a ministra.

    “Eu não reclamava porque, se reclamasse, iam dizer: ‘mulher’. Se tinha tantas audiências para fazer, tantos processos… Já saí de cargo que, no meu lugar, colocaram três procuradores, e eles reclamavam”, declarou Cármen Lúcia.

    A ministra também afirmou que a desigualdade enfrentada pelas mulheres vai além da diferença salarial e inclui obstáculos para promoções, estereótipos de gênero e divisão desigual de tarefas no ambiente profissional.

    Cármen acompanhou o voto do relator, Alexandre de Moraes, e classificou a discriminação de gênero como uma “questão de humanidade”.

    O plenário analisava a validade da Lei 14.611/2023, que obriga empresas com mais de 100 funcionários a divulgarem relatórios de transparência salarial e critérios remuneratórios ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Caso sejam identificadas desigualdades salariais, as empresas devem apresentar um plano de ação com metas e prazos para correção.

    Para os ministros, a legislação reforça princípios constitucionais de combate à discriminação de gênero e promoção da igualdade salarial, sem violar a livre iniciativa.

    “É flagrante que homens recebem muito mais pelo exercício exatamente das mesmas funções exatamente por serem homens. Não são mais antigos, não são mais competentes, não são melhores profissionais. A questão é claramente discriminação de gênero”, afirmou Moraes.

    O ministro também citou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, divulgada em 2024.

    “As mulheres recebem rendimentos inferiores aos dos homens no mercado de trabalho, chegando, em algumas regiões do país, a uma proporção de até 74,2% a menos”, destacou.

    “O que o constitucionalismo contemporâneo propõe não é apenas a assimilação e a repetição do princípio da igualdade, é a dinâmica da igualação. Ou seja, é uma ação permanente do Estado e da sociedade”, afirmou Cármen Lúcia.

    “Todo mundo que subiu à tribuna disse ser a favor da igualdade, ‘mas…’. E é no ‘mas’ que os meus direitos tropeçam e ficam no chão”, completou.

    O STF julgou três ações sobre o tema apresentadas pelo Partido Novo, pela Confederação Nacional da Indústria e pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

    As entidades alegavam que a divulgação salarial poderia expor informações estratégicas das empresas, argumento rejeitado pelo relator.

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  • PF cumpre buscas contra Cláudio Castro em operação sobre suspeitas no ramo de combustíveis

    PF cumpre buscas contra Cláudio Castro em operação sobre suspeitas no ramo de combustíveis

    Segundo a PF, a operação apura “atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”

    (CBS NEWS) – A Polícia Federal cumpre, nesta sexta-feira (15), mandados de busca e apreensão contra Cláudio Castro (PL), ex-governador do Rio de Janeiro, em operação que também tem com alvo Ricardo Magro, dono da Refit.

    Magro vive fora do Brasil e foi determinada a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol.

    A decisão é do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Segundo a PF, a operação apura “atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”.

    A investigação é sobre suspeitas de fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria.

    Magro é dono da Refit (Refinaria de Manguinhos), investigada nas operações Carbono Oculto e Cadeia de Carbono, deflagradas no ano passado contra sonegação de impostos na importação da gasolina e fornecimento de combustíveis para postos de gasolina do PCC.

    Foi determinado o de bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros.

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  • PF suspeita que dinheiro de Vorcaro tenha custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA

    PF suspeita que dinheiro de Vorcaro tenha custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA

    PF investiga suspeita de uso de recursos ligados ao Banco Master para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro confirmou repasses para produção de filme sobre Jair Bolsonaro, mas negou que o dinheiro tenha financiado a permanência do irmão no país

    (CBS NEWS) – A Polícia Federal suspeita que recursos ligados a Daniel Vorcaro, do Banco Master, foram usados para financiar despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele vive desde fevereiro de 2025.

    Esses recursos teriam sido transferidos pela Entre Investimentos e Participações, que tem ligações com Vorcaro, a um fundo controlado por aliados de Eduardo e sediado no Texas, nos EUA.

    A empresa é a mesma utilizada no financiamento do filme “Dark Horse” (“azarão”, em inglês), que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Por meio de postagem em rede social, Eduardo rebateu nesta quinta-feira (14) as suspeitas, disse que a história veiculada “é tosca” e que tudo não passa de uma tentativa “de assassinato de reputação, que tenta atrelar ilicitude em patrocínio para um filme”.

    “A história de que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca. Meu status migratório não permitiria, se isso tivesse acontecido o próprio governo americano me puniria. No meu processo migratório expliquei às autoridades americanas toda a origem dos meus recursos e não tive qualquer problema, porque aqui não vigora um regime de exceção”, disse.

    Mais cedo, em entrevista à Globonews, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que recursos pagos por Vorcaro para a produção do filme passou pelo Havengate Development Fund, fundo registrado no Texas e representado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo. O parlamentar negou, porém, que esse dinheiro tenha sido destinado a bancar as despesas do irmão nos EUA.

    A PF pretende entender se os recursos -que teriam sido enviados a pedido do dono do Master- foram, de fato, usados para financiar o filme ou se uma parte serviu para custear a vida de Eduardo no país, para onde ele se mudou alegando perseguição de Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), e de onde já se queixou de contas bancárias bloqueadas inclusive de sua mulher.

    Em entrevista à Globonews, Flávio disse que os recursos aportados no fundo foram integralmente usados para fazer o filme. Em nota, afirmou ainda ser “falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro”. “Os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos.”

    Em sua postagem, Eduardo disse que “nós não somos donos do filme, mas sim os mais de uma dezena de investidores” e que “o escritório cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos”.

    Ele afirmou ter apresentado o advogado ao ex-deputado federal Mario Frias (PL-SP), que estava procurando investidores para o filme, e que “o filme não é um produto inexistente ou um serviço fake de advocacia, é um produto real com grandes estrelas”.

    Na quarta-feira (13), o site The Intercept Brasil revelou que Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para financiar o filme.

    O ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões, de um total de R$ 134 milhões que estaria previsto, e um áudio de setembro de 2025 mostra o senador do PL cobrando mais recursos.

    Flávio confirmou ter pedido dinheiro a Vorcaro para o filme, mas negou ter recebido ou oferecido vantagens.

    “O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público”, afirmou. No comunicado, ele disse que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, “quando o governo Bolsonaro já havia acabado e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”.

    “O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, completou.

    Também na quarta, a Go Up Entertainment, produtora do filme, negou ter recebido repasses de Vorcaro para o projeto, assim como o produtor-executivo e ex-deputado Mario Frias.

    Frias, no entanto, recuou nesta quinta. Em nova manifestação, o ex-deputado admitiu que houve repasses por meio da empresa Entre e afirmou que se referia anteriormente “ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico [com a produção], assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora”.

    Eduardo foi para os EUA no ano passado. Ele é réu no STF em uma ação sob acusação do crime de coação.

    A acusação diz que ele buscou sanções contra o Brasil e contra autoridades brasileiras com o objetivo de atrapalhar o andamento do julgamento de Jair Bolsnaro pela trama golpista.

    A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) foi apresentada em 21 de setembro, após a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O documento cita declarações públicas de Eduardo, entrevistas e postagens em que ele expõe sua atuação na imposição de sanções. Em novembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo aceitou a denúncia por unanimidade.

    No ano passado, Eduardo chamou a acusação de fajuta e disse que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, é “lacaio de [Alexandre de] Moraes”. 

    A defesa também argumenta que não houve violência ou grave ameaça no episódio.

    Flávio vinha buscando se descolar do escândalo do Master. Após seu aliado Ciro Nogueira (PP-PI) ser alvo de operação da PF, Flávio afirmou na última sexta (8) que “querem me vincular com o Ciro Nogueira, mas o Banco Master é do Lula”.

    Flávio havia negado, há dois meses, ter tido qualquer contato com Vorcaro, quando a Folha revelou que seu número de telefone estava na agenda do ex-banqueiro.

    PF suspeita que dinheiro de Vorcaro tenha custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA

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