Categoria: POLÍTICA

  • 70% dizem que Lula e Congresso têm relação mais de confronto do que de colaboração, aponta Datafolha

    70% dizem que Lula e Congresso têm relação mais de confronto do que de colaboração, aponta Datafolha

    Pesquisa Datafolha mostra que 70% dos brasileiros enxergam mais confronto do que colaboração na relação entre o governo Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso. Levantamento também aponta alta rejeição ao desempenho de deputados e senadores

    (CBS NEWS) – A relação entre o governo Lula (PT) e o Congresso Nacional é vista por 70% da população como de mais confronto do que colaboração, segundo nova pesquisa Datafolha.

    Outros 20% veem mais cooperação do que embate, enquanto 2% afirmam não ver nem um, nem outro, e 8%, que não sabem.

    A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios de todo o país, na terça-feira (12) e quarta-feira (13), e foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-00290/2026.

    A maioria das entrevistas foi feita antes da revelação de conversas em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pede dinheiro a Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master.

    A opinião do eleitorado parece refletir a série de embates entre Executivo e Legislativo ocorridos no atual mandato de Lula. Eles chegaram ao ápice no fim de abril, com a histórica rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Desde 2023, o Congresso impôs uma série de reveses ao governo. Naquele ano, por exemplo, retirou competências das pastas de Meio Ambiente e Povos Indígenas.

    Em 2024, os parlamentares derrubaram vetos às chamadas saidinhas de presos e ao “PL do Veneno”, sobre agrotóxicos. Em 2025, impediram mudanças nas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), na primeira reversão de um decreto presidencial desde o governo Collor, e barraram também medida provisória que aumentava os impostos. O governo e o PT reagiram com críticas nas redes com o mote “Congresso Inimigo do Povo”.

    Neste ano, além de barrar Messias, o Senado derrubou o veto de Lula à redução de penas a acusados por atos golpistas.

    Por outro lado, Lula conseguiu ver aprovadas no Legislativo a reforma tributária e a isenção e Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e fez acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para votar a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1, considerada estratégica para a campanha do petista.

    Entre quem acha que há mais confronto do que colaboração entre o governo e o Congresso, 89% dizem que isso é negativo para o Brasil, e 10% consideram positivo. No grupo minoritário, que vê colaboração, 58% dizem que a relação Lula-Congresso é positiva, e 38% descrevem a parceria como negativa para o país.

    Neste momento, o petista mantém proximidade com Motta e tenta superar o desgaste com o chefe do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após o veto à indicação de Messias.

    O objetivo de Lula é fazer avançar propostas como o fim da escala 6×1, que deve ser votada ainda neste mês na Câmara. No Senado, a ideia é aprovar a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, parada no momento.

    AVALIAÇÃO DO CONGRESSO

    O levantamento também mostra o Legislativo em baixa perante a população. O desempenho de deputados federais e senadores é considerado ruim ou péssimo por 37% dos entrevistados, e bom ou ótimo por 15%. A maior parcela, 43%, diz que o Congresso é regular.

    A situação é pior do que a medida em dezembro do ano passado, mas se manteve estável em relação ao último levantamento, no início de março. Naquele momento, 39% consideravam o Legislativo brasileiro ruim ou péssimo, 14% o viam como ótimo ou bom e 42% o classificavam como regular.

    A insatisfação com a Câmara e o Senado não sofre mudança significativa a depender do olhar bolsonarista ou petista. Entre os que se classificam da primeira forma, 15% consideram o trabalho bom ou ótimo, 43% o veem como regular e 37% como ruim ou péssimo. A divisão entre os petistas é de 17%, 40% e 37%, respectivamente.

    Brasileiros de renda intermediária e mais instruídos estão mais descontentes com o Congresso em comparação aos mais pobres e menos instruídos.

    Considerando diferentes estratos sociais, a avaliação positiva do Congresso chega a 21% entre empresários e pessoas com ensino fundamental completo. A avaliação negativa varia para 47% entre funcionários públicos, 43% entre quem tem mais de 60 anos, 34% entre mulheres e 31% entre evangélicos.

    O descontentamento do brasileiro com os deputados e senadores ganhou novos contornos com o acirramento da crise do Banco Master, cujos desdobramentos atingiram recentemente dois senadores -o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro (RJ), e o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI).

    Flávio admitiu ter mantido contato com Daniel Vorcaro, dono do banco, ao longo de 2025 para tratar do financiamento a um filme sobre Jair Bolsonaro (PL), enquanto Ciro é suspeito de ter recebido R$ 300 mil mensais do Master para defender interesses do banco, o que ele nega.

    Apesar da dimensão do escândalo, Alcolumbre enterrou a proposta de criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Master no mês passado, em acordo com a oposição em troca de pautar a derrubada do veto de Lula à lei que reduz penas de condenados por golpismo. A instalação da comissão ainda é defendida, contudo, por petistas e bolsonaristas nas redes.

    No fim de abril, o duplo revés de Lula com Messias e Dosimetria levou a esquerda a ressuscitar o slogan “Congresso inimigo do povo”.

    O Datafolha também apontou que, aos três anos e quatro meses de mandato, 39% avaliam que o presidente Lula está fazendo um trabalho ruim ou péssimo, enquanto 30% consideram a gestão boa ou ótima, e 29% a classificam como regular.

    70% dizem que Lula e Congresso têm relação mais de confronto do que de colaboração, aponta Datafolha

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  • Joaquim Barbosa vira pré-candidato e provoca guerra dentro do DC

    Joaquim Barbosa vira pré-candidato e provoca guerra dentro do DC

    Partido Democracia Cristã lançou o ex-ministro do STF como pré-candidato à Presidência, mas Aldo Rebelo rejeitou a mudança e afirmou que manterá sua candidatura até a convenção, mesmo que precise recorrer à Justiça

    Joaquim Barbosa entrou oficialmente no Democracia Cristã e passou a ser tratado pela legenda como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão, no entanto, provocou uma disputa interna no partido, já que Aldo Rebelo afirmou que manterá sua pré-candidatura até a convenção partidária e não descartou recorrer à Justiça.

    O anúncio foi feito pelo presidente nacional do partido, João Caldas, que afirmou ver em Joaquim Barbosa uma figura capaz de representar “união nacional” e recuperar a confiança da população nas instituições brasileiras.

    Em nota, Caldas declarou que a trajetória do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal “honra os valores republicanos” e atende ao desejo de mudança da sociedade.

    Segundo dirigentes do partido, a entrada de Barbosa ocorreu após a avaliação de que a candidatura de Aldo Rebelo não conseguiu avançar nas pesquisas de intenção de voto desde o lançamento, no início do ano.

    Apesar disso, Aldo Rebelo contestou a movimentação da sigla e afirmou que a decisão anunciada reflete apenas a posição do presidente do partido.

    Em entrevista à TV Globo, o ex-ministro disse que seguirá como pré-candidato até a convenção nacional da legenda e afirmou que poderá judicializar a disputa interna caso seja necessário.

    Rebelo também destacou que Joaquim Barbosa ainda não confirmou publicamente se pretende disputar a Presidência.

    Procurado pela emissora, o ex-ministro do STF não comentou o assunto nem respondeu aos pedidos de entrevista.

    Joaquim Barbosa integrou o Supremo entre 2003 e 2014 e ganhou projeção nacional durante o julgamento do mensalão. Ele deixou a Corte antes da aposentadoria compulsória, encerrando antecipadamente sua passagem pelo tribunal em julho de 2014.

    Pelas regras atuais, Barbosa poderia ter permanecido no STF até 2029, quando completaria 75 anos.
     

    Joaquim Barbosa vira pré-candidato e provoca guerra dentro do DC

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  • 52% dos brasileiros são contra reduzir penas de condenados no 8 de janeiro, diz Genial/Quaest

    Levantamento mostra aumento da rejeição à redução das penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Maioria dos entrevistados também acredita que a proposta aprovada pelo Congresso buscava beneficiar Jair Bolsonaro

    52% dos brasileiros são contra reduzir penas de condenados no 8 de janeiro, diz Genial/Quaest

    Pesquisa Quaest mostra que 52% dos brasileiros são contra a redução das penas dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Por outro lado, 39% se declaram favoráveis à medida. O levantamento ouviu eleitores entre os dias 8 e 11 de maio, após o Congresso derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto sobre dosimetria das penas.

    Em dezembro de 2025, quando o Congresso aprovou o projeto de lei, os grupos favoráveis e contrários estavam empatados, com 46% cada.

    A proposta havia sido vetada por Lula, mas o veto acabou derrubado pelo Congresso. Posteriormente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a aplicação da lei até que a Corte julgue ações que questionam sua constitucionalidade.

    A pesquisa também aponta que 54% dos entrevistados acreditam que o projeto foi aprovado para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, reduzindo uma eventual pena contra ele.

    Já 34% afirmam que a proposta teve como objetivo diminuir as penas de todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Outros 12% disseram não saber ou preferiram não responder.

    Em dezembro, 58% acreditavam que o projeto beneficiaria Bolsonaro, enquanto 30% entendiam que a medida favoreceria todos os envolvidos. Outros 12% não opinaram.

    52% dos brasileiros são contra reduzir penas de condenados no 8 de janeiro, diz Genial/Quaest

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  • 52% dos brasileiros são contra reduzir penas de condenados no 8 de janeiro, diz Genial/Quaest

    52% dos brasileiros são contra reduzir penas de condenados no 8 de janeiro, diz Genial/Quaest

    Levantamento mostra aumento da rejeição à redução das penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Maioria dos entrevistados também acredita que a proposta aprovada pelo Congresso buscava beneficiar Jair Bolsonaro

    Pesquisa Quaest mostra que 52% dos brasileiros são contra a redução das penas dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Por outro lado, 39% se declaram favoráveis à medida. O levantamento ouviu eleitores entre os dias 8 e 11 de maio, após o Congresso derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto sobre dosimetria das penas.

    Em dezembro de 2025, quando o Congresso aprovou o projeto de lei, os grupos favoráveis e contrários estavam empatados, com 46% cada.

    A proposta havia sido vetada por Lula, mas o veto acabou derrubado pelo Congresso. Posteriormente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a aplicação da lei até que a Corte julgue ações que questionam sua constitucionalidade.

    A pesquisa também aponta que 54% dos entrevistados acreditam que o projeto foi aprovado para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, reduzindo uma eventual pena contra ele.

    Já 34% afirmam que a proposta teve como objetivo diminuir as penas de todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Outros 12% disseram não saber ou preferiram não responder.

    Em dezembro, 58% acreditavam que o projeto beneficiaria Bolsonaro, enquanto 30% entendiam que a medida favoreceria todos os envolvidos. Outros 12% não opinaram.

    52% dos brasileiros são contra reduzir penas de condenados no 8 de janeiro, diz Genial/Quaest

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  • Lula diz a aliados que vai reenviar ao Senado indicação de Messias para vaga do STF

    Lula diz a aliados que vai reenviar ao Senado indicação de Messias para vaga do STF

    Segundo pessoas próximas, o petista quer reafirmar que a escolha é uma prerrogativa do presidente da República. Em conversas, ele também diz ter consciência de que o Senado não impôs uma derrota pessoal a Messias, mas a seu governo.

    CATIA SEABRA E MARIANA BRASIL
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) disse a aliados que deverá reenviar ao Senado o nome de Jorge Messias para a vaga do STF (Supremo Tribunal Federal), mesmo após a Casa rejeitar a indicação do advogado-geral da União.

    Segundo pessoas próximas, o petista quer reafirmar que a escolha é uma prerrogativa do presidente da República. Em conversas, ele também diz ter consciência de que o Senado não impôs uma derrota pessoal a Messias, mas a seu governo.

    A expectativa é de que o chefe do Executivo reencaminhe o nome antes das eleições de outubro. Aos ministros e articuladores políticos com os quais conversou, Lula afirmou que não há justificativa técnica para a rejeição e que Messias não a merecia.

    Esses aliados dizem que, após assistir aos destaques da sabatina de Messias, Lula reforçou a avaliação de que o chefe da AGU está preparado para a função.
    Pessoas próximas a Lula afirmam que episódios como o gesto de desagravo a Messias durante a posse do novo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde foi fortemente aplaudido, reforçaram a credibilidade do AGU aos olhos do presidente.

    A homenagem a Messias no TSE foi ignorada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), destoando de outros integrantes da mesa oficial da posse do ministro Kassio Nunes Marques. Durante a solenidade, Lula quase não trocou palavras com Alcolumbre, em uma demonstração do clima entre os dois.

    Pessoas próximas relataram que o advogado-geral ficou recluso após ter o nome rejeitado pelo Senado e disse ter intenção de deixar o governo.
    Lula, no entanto, recomendou que ele não tomasse decisão no calor da derrota. Messias entrou de férias no dia 13 de maio, e seu retorno está previsto para o próximo dia 25.

    Na AGU (Advocacia-Geral da União), há quem avalie que, caso ele permaneça no cargo, haverá constrangimento nas tratativas dos interesses da União com o STF, frente à oposição a seu nome por parte de alguns integrantes da corte.
    Aliados de Lula apostavam no nome de Messias para assumir o Ministério da Justiça num cenário de divisão da pasta -o presidente já disse ter intenção de rachar o ministério em dois (um de Justiça e outro para a Segurança Pública) caso a PEC da Segurança seja aprovada pelo Congresso.

    Lula chegou a cogitar a indicação de uma mulher para a vaga no STF, inclusive sob pressão de aliados do PT. Para líder do partido na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), além da questão da representatividade, a escolha por uma ministra traria um menor risco de rejeição neste momento.
    Articulação política sem mudanças

    O episódio representou um problema na articulação política da gestão petista com o Congresso, uma vez que o número de votos favoráveis a Messias foi menor do que havia sido previsto pelos líderes do governo. Apesar disso, Lula disse a aliados que não pretende fazer mudanças na equipe de articulação política, mesmo com a rejeição inédita. Para ele, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi traído.

    O presidente também não deve abrir mão de José Guimarães (Relações Institucionais), representante do governo na articulação política com o Congresso.

    Lula diz a aliados que vai reenviar ao Senado indicação de Messias para vaga do STF

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  • Motta diz que pedido do de CPI do Master vai ter tratamento regimental

    Motta diz que pedido do de CPI do Master vai ter tratamento regimental

    “Vamos cumprir o regimento da Câmara, que é o que tem que nortear a decisão do presidente”, disse Motta a jornalistas, após participar de uma corrida em comemoração aos 200 anos da Câmara dos Deputados, em Brasília.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse neste domingo, 17, que os pedidos de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master vão ter um \”tratamento regimental\”, sem dar mais detalhes.

    \”Vamos cumprir o regimento da Câmara, que é o que tem que nortear a decisão do presidente\”, disse Motta a jornalistas, após participar de uma corrida em comemoração aos 200 anos da Câmara dos Deputados, em Brasília.

    O governo e a oposição travam uma disputa pelo protagonismo do pedido de abertura da CPI para apurar irregularidades cometidas pelo Banco Master e pelo seu dono, Daniel Vorcaro. O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. Vorcaro atualmente está preso e negociando uma delação premiada.

    Há uma série de pedidos de abertura da investigação. Mas a instauração da CPI ainda enfrenta resistências do próprio Motta e do presidente da Câmara, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    O tema voltou à discussão no Congresso após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aliados terem pedido a instauração de uma CPI sobre o Master após o site The Intercept Brasil ter revelado que Flávio pediu uma contribuição de US$ 24 milhões a Vorcaro.

    Segundo o senador, os valores serviriam para patrocinar um filme sobre o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Motta diz que pedido do de CPI do Master vai ter tratamento regimental

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  • Flávio Bolsonaro reforça intenção de manter candidatura: 'não vou desistir'

    Flávio Bolsonaro reforça intenção de manter candidatura: 'não vou desistir'

    “Achando que vão me intimidar, achando que vão me calar, eles se esqueceram de uma coisa: aqui tem sangue de Bolsonaro\”, disse. \”Eu não vou desistir de lutar pelo meu Brasil”, acrescentou Flávio durante lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou sua intenção de se candidatar à Presidência mesmo após a repercussão envolvendo as trocas de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro. Durante discurso em evento na cidade de Sorocaba, no interior paulista, o pré-candidato à Presidência da República disse neste sábado, 16, que \”não vai desistir de lutar pelo Brasil\”.

    \”Achando que vão me intimidar, achando que vão me calar, eles se esqueceram de uma coisa: aqui tem sangue de Bolsonaro\”, disse. \”Eu não vou desistir de lutar pelo meu Brasil\”, acrescentou Flávio durante lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado.

    Na quarta-feira, 13, o The Intercept Brasil revelou áudios e mensagens nos quais o senador pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações fazem parte da extração do conteúdo do primeiro telefone celular do banqueiro apreendido pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.

    A notícia instaurou uma crise na pré-campanha de Flávio e repercutiu também no mercado financeiro. No dia da divulgação das mensagens, o Ibovespa fechou com queda de 1,8%, enquanto o dólar ficou acima de R$ 5 pela primeira vez desde abril.

    A Polícia Federal (PF) vai investigar se os pagamentos de Vorcaro a pedido de Flávio foram repassados a Eduardo para bancar a estadia do irmão nos Estados Unidos.

    Segundo a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno da disputa presidencial. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

    A maioria das entrevistas ocorreu antes da divulgação da reportagem do The Intercept Brasil.

    Ao longo de sua fala no evento deste sábado, Flávio também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador mencionou a substituição do delegado da Polícia Federal que chefiava o inquérito sobre os desvios no INSS e foi responsável por pedir a realização de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho de Lula, conhecido como Lulinha.

    \”Vocês acabaram de ver, eles aparelharam até a Polícia Federal. Trocaram o delegado que quebrou o sigilo do Lulinha, que recebia dinheiro do Careca do INSS para tentar manipular as investigações\”, disse.

    O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também citou o endividamento no País e disse que \”a taxa de juros altíssima\” é resultado de um \”governo irresponsável\”.

    \”É, esse percentual altíssimo que fica corrigindo a dívida dos brasileiros, ela fica impagável. Dois Desenrolas em apenas três anos do governo Lula. Somadas, as dívidas de todo mundo dão R$ 500 bilhões. E esse outro Desenrola dele, ele está oferecendo R$ 4,5 bilhões – e ainda por cima, o dinheiro do FGTS da própria pessoa que quer se livrar da dívida\”, declarou.

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  • Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 45% cada em eventual 2º turno, diz Datafolha

    Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 45% cada em eventual 2º turno, diz Datafolha

    A pesquisa do Datafolha foi realizada entre terça-feira (12) e quarta-feira (13), com 2.004 entrevistados em 139 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE com o código BR-00290/2026.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) empatam com 45% das intenções de voto cada em um eventual segundo turno da disputa presidencial, segundo a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 16. O levantamento também mostra que 9% dos entrevistados votariam em branco ou nulo, e 1% não sabe.

    A pesquisa do Datafolha foi realizada entre terça-feira (12) e quarta-feira (13), com 2.004 entrevistados em 139 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE com o código BR-00290/2026.

    A maioria entrevistas ocorreu antes da divulgação pelo The Intercept Brasil – no dia 13 de maio – do áudio de Flávio Bolsonaro, que mostra uma troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, na qual o senador pede dinheiro para ajudar a bancar a produção do filme \”Dark Horse\” sobre a vida do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Por isso, a pesquisa pode não ter captado a totalidade do efeito das denúncias sobre a campanha do senador do PL.

    Segundo o Datafolha, ainda nas projeções de segundo turno, Lula tem 46% contra 40% do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Lula pontua 46% contra 39% do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), em um eventual segundo turno. Na pesquisa anterior, Lula tinha empate técnico com Flávio, Zema e Caiado nas simulações de segundo turno, o que mostra que o petista abriu vantagem sobre os dois últimos.

    No cenário estimulado de primeiro turno, Lula tem 38% e Flávio Bolsonaro tem 35%, em empate técnico. Zema e Caiado aparecem com 3% cada, enquanto Renan Santos (Missão) tem 2% e Cabo Daciolo (Mobiliza) registra 1%. O Datafolha mostra ainda que 9% afirmam que votarão em branco ou nulo, e 3% não sabem.

    Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 45% cada em eventual 2º turno, diz Datafolha

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  • 'Ele merece ou não este filme?', diz Flávio Bolsonaro ao defender uso de verba para obra sobre o pai

    'Ele merece ou não este filme?', diz Flávio Bolsonaro ao defender uso de verba para obra sobre o pai

    “Um filho quer fazer um filme, em homenagem ao próprio pai. Ele merece ou não merece esse filme?”, questionou ele, para a plateia. “E a gente vai fazer e busca recursos privados, tudo certo, direitinho, dentro da lei.”

    BÁRBARA MARQUES E MARCELO TOLEDO
    CAMPINAS, SP, E RIBEIRÃO PRETO, SP (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu sua atuação no financiamento do filme que conta a história do pai, Jair Bolsonaro, em discurso realizado em Campinas, interior de São Paulo, nesta sexta-feira (15). Na última quarta (14), o site The Intercept Brasil revelou conversas nas quais o senador cobra repasses do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para custear a produção.

    “Um filho quer fazer um filme, em homenagem ao próprio pai. Ele merece ou não merece esse filme?”, questionou ele, para a plateia. “E a gente vai fazer e busca recursos privados, tudo certo, direitinho, dentro da lei.”

    O senador esteve presente no evento para lançar a pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado, no Hotel Royal Palm Plaza.

    Ele disse que “ninguém imaginava” na época que “o investidor” chegaria na situação que está hoje, em referência a Vorcaro. “Nesse país, gente, está tudo tanto de pernas pro ar, que o certo vira errado, o errado vira certo, e não tem mais limite para as maldades.”

    Ele também atacou o site Intercept, que divulgou as conversas, e associou o veículo à criminalidade. Disse que o site publicou “mentiras” depois que ele anunciou medidas que pretende tomar contra organizações criminosas. “Bastou eu falar pros marginais que eles têm até dezembro para sair do país ou serem neutralizados pelos nossos policiais”, afirmou.

    Flávio vinha tentando se apresentar na pré-campanha com discurso de moderação em comparação com o pai.

    O evento desta sexta também contou com a presença de aliados como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), e o senador e ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro Sérgio Moro (PL).

    Moro, que discursou no início do evento, defendeu a candidatura de Flávio e atacou o PT. “O escândalo do grupo Master é o escândalo do PT”, afirmou.
    Neste sábado (16), Flávio participará de outro evento de Derrite, também com Tarcísio, em Sorocaba (SP).

    Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, e o ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção, valor que supera os custos de filmes que venceram o Oscar, como “Ainda Estou Aqui”.

    Na manhã desta sexta, o presidenciável disse que não tinha a obrigação de avisar antecipadamente seus aliados sobre sua relação com Vorcaro e a cobrança por valores destinados, de acordo com ele, ao filme.

    “Não tem absolutamente nada de errado. Não tenho que justificar nada para ninguém. Foi uma época lá atrás que eu busquei um investidor, quando Vorcaro circulava por todas as rodas, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão, circulava entre autoridades. Era uma pessoa até cortejada em todo o Brasil”, afirmou o senador.

    Ao participar de um evento na manhã desta no Hospital de Amor em Barretos (a 423 km de São Paulo), o presidente Lula (PT) ironizou Flávio, ao fazer uma relação do pré-candidato à Presidência da República com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “Aqui nesse hospital, aqui não tem dinheiro do Vorcaro”, afirmou o presidente.

    'Ele merece ou não este filme?', diz Flávio Bolsonaro ao defender uso de verba para obra sobre o pai

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  • Set de 'Dark horse' teve champanhe na prisão de Bolsonaro

    Set de 'Dark horse' teve champanhe na prisão de Bolsonaro

    De acordo com profissionais ouvidos pela reportagem da Globo, alguns trabalhadores resistiram inicialmente em participar do filme devido ao viés ideológico do projeto. Ainda assim, muitos aceitaram por conta dos cachês acima da média do mercado.

    As gravações de Dark Horse foram marcadas por um clima de tensão nos bastidores. Isso porque grande parte da equipe técnica tinha posicionamentos progressistas, algo comum no setor audiovisual, enquanto os principais nomes ligados ao projeto eram associados ao bolsonarismo e ao trumpismo, como o roteirista Mário Frias e o diretor Cyrus Nowrasteh. Além das divergências ideológicas, profissionais que participaram da produção relataram em entrevista a GLOBO que o longa demonstrava, diariamente, sinais de um investimento milionário.

    O filme, cujo título significa “azarão”, retrata o atentado a faca sofrido por Jair Bolsonaro e sua chegada à Presidência da República. A produção recebeu patrocínio de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, preso sob acusações como lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, coerção e intimidação.

    Segundo relatos, desde o começo das gravações, os responsáveis orientaram os profissionais a evitarem roupas vermelhas ou símbolos ligados a movimentos como o MST. Com o passar do tempo, integrantes da equipe passaram a questionar também acessórios usados pelas lideranças do projeto, incluindo bonés e roupas com bandeiras americanas estampadas com fuzis. “A gente concordava em não usar vermelho, mas pedimos que eles também não usassem aquilo”, contou uma pessoa envolvida na produção.

    De acordo com profissionais ouvidos pela reportagem da Globo, alguns trabalhadores resistiram inicialmente em participar do filme devido ao viés ideológico do projeto. Ainda assim, muitos aceitaram por conta dos cachês acima da média do mercado. Uma integrante da equipe teria até perdido outro trabalho após os contratantes descobrirem sua participação em Dark Horse. “Ela chorou no set”, relatou um profissional.

    O momento de maior tensão teria acontecido no chamado “dia do rolo 100”, tradição do cinema que celebra a marca simbólica do centésimo rolo de gravação — atualmente adaptada ao “cartão de memória 100”. Apesar da falta de entusiasmo de parte da equipe, os líderes organizaram uma comemoração com champanhes. Coincidentemente, a data caiu em 22 de novembro de 2025, dia da prisão de Jair Bolsonaro. Segundo relatos, muitos integrantes celebraram de maneira evidente, usando a festa como justificativa, enquanto Mário Frias e outros bolsonaristas lamentavam discretamente.

    Os relatos também reforçam que a produção teve orçamento elevado. As filmagens duraram cerca de dez semanas, tempo considerado acima da média. “Tudo era filmado com calma, a gente filmava três páginas de roteiro por dia, quando o normal no cinema é cinco ou seis”, afirmou um integrante da equipe.

    O set contava frequentemente com centenas de figurantes, além de até cinco equipes de câmera usando equipamentos sofisticados. Os atores norte-americanos, como Jim Caviezel e Esai Morales, tinham trailers próprios e profissionais stand-ins para testes de luz e posicionamento, estrutura incomum em produções brasileiras. Segundo a colunista Malu Gaspar, ao menos R$ 62 milhões de Daniel Vorcaro teriam sido destinados ao projeto. “Em Dark Horse, era dinheiro para todo lado”, resumiu um integrante da equipe.

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