Categoria: POLÍTICA

  • Moraes determina que Brasil inicie trâmites para extradição de Carla Zambelli

    Moraes determina que Brasil inicie trâmites para extradição de Carla Zambelli

    A Corte de Apelação italiana proferiu decisões a favor da extradição de Zambelli nos dois processos em que ela foi condenada no STF

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou em decisão divulgada nesta quarta-feira, 20, que os Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores iniciem as providências necessárias para extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão foi tomada após a Justiça italiana autorizar, em março, que ela fosse enviada ao Brasil para cumprir pena.

    A Corte de Apelação italiana proferiu decisões a favor da extradição de Zambelli nos dois processos em que ela foi condenada no STF, mas ainda existem recursos a serem analisados. Um deles deve ser analisado nesta sexta-feira, 22. A defesa argumenta que ela sofre perseguição política no Brasil e não teve direito a um julgamento justo.

    No último dia 14, a Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas enviou decisão da Corte de Roma sobre o deferimento da extradição da ex-deputada e solicitou que sejam enviadas as garantias exigidas pelas autoridades italianas para a concretização do processo.

    Carla Zambelli foi condenada pelo STF no ano passado a dez anos de prisão por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos. Depois, recebeu uma segunda condenação, de cinco anos e três meses, por perseguir armada um homem na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

    Depois da primeira condenação, ela deixou o Brasil e foi para a Itália, onde foi presa. Caso os recursos restantes sejam rejeitados e a decisão de extradição seja confirmada, Zambelli deve ser transferida ao Brasil e ficar presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

    Moraes determina que Brasil inicie trâmites para extradição de Carla Zambelli

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  • Fux diverge de Gilmar no STF e defende limitar alcance do foro privilegiado

    Fux diverge de Gilmar no STF e defende limitar alcance do foro privilegiado

    Corte analisa no plenário virtual recursos da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre decisão que ampliou o alcance da prerrogativa; o placar está em 4 votos a 1 a favor do entendimento do relator, que não altera o núcleo da decisão anterior

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux abriu divergência de Gilmar Mendes em julgamento que discute os limites do foro privilegiado para autoridades. A Corte analisa no plenário virtual até esta sexta-feira, 22, recursos da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre decisão que ampliou o alcance da prerrogativa.

    A PGR apresentou embargos de declaração para que o Supremo esclareça pontos de tese firmada em março do ano passado. Na ocasião, prevaleceu o entendimento do relator, Gilmar, de que o foro por prerrogativa de função permanece válido mesmo após a autoridade deixar o cargo, desde que os crimes tenham sido praticados durante o exercício da função e em razão dela.

    São pedidos esclarecimentos sobre como a regra se aplica a processos já avançados na primeira instância; casos de autoridades que ocuparam cargos com diferentes foros; pessoas em cargos vitalícios (como membros de Judiciário, Ministério Público e Tribunais de Contas) e alcance do foro em crimes praticados durante o período eleitoral.

    Até o momento, o placar está em 4 votos a 1 a favor do entendimento do relator, que não altera o núcleo da decisão anterior. Ele defende que a nova orientação seja aplicada imediatamente aos processos em curso, independentemente da fase processual em que se encontram, e que ela também deve valer para cargos vitalícios.

    Além disso, propõe que, em casos de autoridades que exerceram cargos com diferentes foros, prevaleça a competência do tribunal de maior hierarquia para julgar o caso. Crimes praticados durante o período eleitoral só contariam com a prerrogativa quando houver conexão com crimes posteriores, cometidos depois que a pessoa passa a ter foro especial. Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin acompanharam.

    O ministro Flávio Dino acompanhou o relator, mas apresentou ressalva em casos que envolvem exercício sucessivo de cargos com diferentes foros. Segundo ele, uma vez fixada a competência do tribunal de maior hierarquia, o processo não deve descer novamente para instâncias inferiores para evitar “sobe e desce” e reforçar a estabilidade jurídica.

    O que defende Fux

    Em voto-vista, o ministro Luiz Fux foi o primeiro a divergir do relator. Ele não se ateve a esclarecer a nova regra, mas defendeu restringir o alcance do foro privilegiado como em entendimento da Corte anterior a 2025. Segundo Fux, não houve alteração constitucional que justificasse uma ampliação.

    Ele propôs que processos já avançados permaneçam no juízo onde tramitam, que o foro deixe de valer após aposentadoria, renúncia ou saída do cargo, inclusive em funções vitalícias, e que crimes cometidos durante o período eleitoral não sejam automaticamente atraídos para tribunais superiores.

    A exceção, nesse último caso, seria quando há continuidade entre mandatos parlamentares federais – como na passagem de deputado federal para senador -, desde que o suposto crime tenha sido praticado durante o exercício do mandato anterior e em razão dele.

    Fux também propôs que a diplomação, quando a Justiça Eleitoral reconhece a pessoa como eleita, seja considerada o marco objetivo para a incidência do foro privilegiado. A finalidade é impedir alegação de foro com base apenas na possibilidade futura de assumir o cargo. Segundo ele, a mera expectativa de assumir uma função pública não é suficiente para atrair competência originária dos tribunais superiores.

    Ao final do voto, o ministro propôs cinco diretrizes: manter no juízo de origem processos já avançados; remeter ao primeiro grau casos sem nexo funcional com o cargo atual; afastar o foro após desligamento do cargo; fixar a diplomação como marco para incidência da prerrogativa; e excluir do foro crimes praticados no período eleitoral.

    Fux diverge de Gilmar no STF e defende limitar alcance do foro privilegiado

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  • Transparência Internacional diz que Câmara 'premia irregularidades' e favorece desinformação

    Transparência Internacional diz que Câmara 'premia irregularidades' e favorece desinformação

    Entidade afirma que projeto aprovado pela Câmara enfraquece mecanismos de fiscalização, facilita punições mais brandas a partidos políticos e amplia riscos de desinformação eleitoral com disparos automatizados de mensagens

    A Transparência Internacional Brasil afirmou que o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira (19) “premia irregularidades e abre portas para a desinformação eleitoral”. O texto concede uma série de benefícios aos partidos políticos, como prazo de até 15 anos para pagamento de multas, permissão para remuneração de dirigentes fantasmas e uma brecha para uso de números partidários em disparos em massa de mensagens automatizadas.

    Segundo a entidade, a aprovação do projeto “representa um grave retrocesso para o sistema partidário brasileiro e uma ameaça à integridade do processo eleitoral que se aproxima”.

    “Aprovado em um plenário esvaziado e sem qualquer debate com a sociedade, o projeto fragiliza mecanismos de fiscalização, agrava riscos de corrupção e desvios de recursos públicos e perpetua um cenário de impunidade dos partidos políticos”, afirma a nota divulgada pela organização.

    De acordo com a proposta, cada diretório partidário — nacional, estadual ou municipal — passará a responder apenas pelas próprias multas e punições. Na prática, uma dívida de um diretório municipal, por exemplo, não poderá mais ser cobrada de outra instância do mesmo partido.

    O texto também proíbe a Justiça Eleitoral de descontar recursos de um diretório para quitar dívidas de outro órgão da legenda. Além disso, estabelece novas regras para parcelamento, pagamento e fiscalização dessas multas.

    Na avaliação da Transparência Internacional, o projeto dá continuidade ao movimento do Congresso de aliviar punições aplicadas a partidos que descumpriram regras de incentivo à participação de mulheres e pessoas negras na política.

    Isso porque a proposta permite que legendas parcelem dívidas e multas em até 15 anos, inclusive utilizando recursos públicos do Fundo Partidário para quitar os valores.

    “Premia-se, assim, aqueles que optaram pela perpetuação da exclusão de mulheres e pessoas negras da política”, diz a entidade.

    O projeto ainda cria novas vantagens para partidos envolvidos em processos judiciais. Além de facilitar fusões partidárias, o texto prevê a suspensão de ações judiciais e administrativas durante a análise dos pedidos de fusão e dificulta a cobrança de sanções após a incorporação das legendas.

    “Cresce, assim, o risco de que as fusões partidárias se tornem uma saída para partidos que querem escapar de punições”, afirma a nota.

    Outro trecho criticado pela organização autoriza partidos políticos a criarem instituições de ensino superior e cobrarem mensalidades.

    Segundo a Transparência Internacional, o dispositivo “dispensa, inexplicavelmente, a comprovação do desempenho efetivo de tarefas por dirigentes partidários”, o que abriria espaço para a multiplicação de funcionários fantasmas pagos com dinheiro público.

    A entidade também criticou o trecho que libera partidos e candidatos para realizarem disparos em massa de mensagens automáticas em aplicativos como WhatsApp e Telegram por meio de robôs.

    O texto ainda impede que as plataformas suspendam essas contas sem decisão judicial, mesmo diante de indícios de irregularidades ou disseminação de fake news.

    Para a Transparência Internacional, a medida “ignora a experiência das últimas eleições, marcadas pela disseminação de desinformação”.

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  • Ciro Gomes é condenado por violência política de gênero por ofensas contra ex-senadora

    Ciro Gomes é condenado por violência política de gênero por ofensas contra ex-senadora

    Justiça Eleitoral condenou Ciro Gomes por violência política de gênero após declarações contra a prefeita Janaína Farias, chamada pelo ex-ministro de “cortesã” e “assessora para assuntos de cama” de Camilo Santana durante entrevista em 2024

    CRISTINA CAMARGO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará, foi condenado pela Justiça Eleitoral por violência política de gênero contra a prefeita de Cratéus (CE), Janaína Farias (PT).

    Ele dirigiu uma série de ofensas à petista em 2024, quando ela assumiu o Senado como suplente de Camilo Santana, ex-ministro da Educação do governo Lula e rival de Ciro.

    Em declarações públicas, a adversária política foi chamada de “cortesã” e “assessora para assuntos de cama do Camilo Santana”.

    “Em vez de ser assessora de alcova agora eu vou substituir. Ela é simplesmente a pessoa que organizava as farras do Camilo Santana. É isso que eu estou dizendo”, ele afirmou em entrevista ao Jornal Jangadeiro, de Fortaleza, em abril de 2024.

    O artigo do Código Eleitoral em que Ciro foi enquadrado é o 326-B, que estabelece pena de um ano e quatro meses de reclusão, mais pagamento de multa, a quem “assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato, utilizando-se de menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia, com a finalidade de impedir ou dificultar a campanha eleitoral ou o desempenho do mandato”.

    A pena, de um ano e quatro meses de reclusão, foi substituída pelo próprio juiz Edson Feitosa dos Santos Filho, da 115ª Zona Eleitoral do Ceará, pelo pagamento de 20 salários mínimos a Janaína e 50 salários mínimos a entidades cearenses de proteção dos direitos das mulheres. A defesa pode recorrer.

    Em sua defesa, Ciro negou a intenção sexista de suas afirmações e alegou que as menções feitas sobre a então senadora foram exemplo do que chama de “patrimonialismo do sr. Camilo Santana”.

    Segundo ele, o ex-ministro era o verdadeiro alvo de suas falas. À Justiça Eleitoral, disse ainda que sempre deu espaço para as mulheres em seus mandatos de prefeito e governador.

    Janaína chamou a condenação de uma vitória das mulheres. “Fui vítima, assim como tantas mulheres neste país, e a decisão é um alento. Não podemos relativizar a misoginia jamais”.

    Ela afirmou que vai doar os valores estipulados pela Justiça Eleitoral a entidades ligadas à proteção dos direitos das mulheres.

    Na época das ofensas, a bancada feminina do Senado pediu um voto de repúdio contra o ex-governador do Ceará, chamando a fala dele sobre a senadora de machista, preconceituosa e violenta.

    “Esses ataques são repugnantes e absolutamente inaceitáveis, refletindo uma postura pessoal de desvalorização das mulheres e uma resistência preocupante à participação feminina em espaços de poder e decisão”, diz trecho do documento.

    Em 2002, o presidenciável afirmou que um dos papéis na campanha eleitoral de sua então mulher, a atriz Patrícia Pillar, era dormir com ele. O episódio rendeu muitas críticas a Ciro, chamado de machista. Vinte anos depois, a atriz afirmou ter perdoado o então candidato, por quem declarou “grande admiração e respeito”.

    Ciro Gomes é condenado por violência política de gênero por ofensas contra ex-senadora

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  • Justiça determina penhora de bens de Zambelli em ação por uso irregular de foto de Boulos

    Justiça determina penhora de bens de Zambelli em ação por uso irregular de foto de Boulos

    Em 2021, Zambelli publicou críticas a Boulos e utilizou uma imagem produzida pelo fotógrafo Peter Leone. Segundo o processo, a parlamentar não pagou os direitos autorais nem obteve autorização do profissional para usar a foto

    A ex-deputada federal Carla Zambelli terá um imóvel penhorado por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Na ação, a parlamentar foi condenada a pagar indenização de R$ 17,7 mil pelo uso indevido de uma foto de Guilherme Boulos (PSOL-SP). Como não quitou a dívida, a Justiça determinou a penhora do bem. A decisão foi publicada na segunda-feira, 18.

    A execução ocorrerá em um imóvel localizado em Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo. No despacho, o juiz Ricardo Kuei Hsu, da Vara do Juizado Especial Cível de Itaquera, determinou que o \”oficial de justiça deverá relacionar os bens que encontrar, ainda que entenda não serem passíveis de penhora\”. Os itens serão avaliados e poderão ser levados a leilão.

    Em 2021, Zambelli publicou críticas a Boulos e utilizou uma imagem produzida pelo fotógrafo Peter Leone. Segundo o processo, a parlamentar não pagou os direitos autorais nem obteve autorização do profissional para usar a foto.

    A defesa do fotógrafo afirmou que Zambelli “usurpou trabalho alheio”. Já a ex-parlamentar argumentou que Leone havia cedido a imagem a um banco de imagens e que, por isso, ela poderia utilizá-la sem pagamento. A justificativa, no entanto, foi rejeitada pela Justiça paulista, uma vez que a ex-deputada não comprovou no processo que a foto havia sido disponibilizada para uso livre de direitos autorais.

    Zambelli está presa na Itália desde 2025 e enfrenta um processo de extradição. Ela deixou o país após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão por invasão de sistemas do CNJ e falsidade ideológica, assim como o hacker Walter Delgatti Neto. Ele afirmou ter sido contratado por ela para acessar o sistema do CNJ e inserir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

    Ela também foi condenada a cinco anos e três meses de prisão em outro processo, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O caso diz respeito à ocasião em que ela perseguiu, armada, um homem após uma discussão política em São Paulo.

    Justiça determina penhora de bens de Zambelli em ação por uso irregular de foto de Boulos

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  • AGU diz ao STF que Lei da Dosimetria é inconstitucional

    AGU diz ao STF que Lei da Dosimetria é inconstitucional

    Advocacia-Geral da União afirmou ao Supremo Tribunal Federal que a Lei da Dosimetria representa um “retrocesso institucional” e defendeu a suspensão da norma, aprovada pelo Congresso para reduzir penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro

    A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu nesta terça-feira (19) a inconstitucionalidade da Lei da Dosimetria, norma que permite a redução das penas dos réus que foram condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o órgão também opinou pela manutenção da suspensão da aplicação da lei.

    O parecer foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu a aplicação da lei até decisão final da Suprema Corte sobre a constitucionalidade da norma. 

     

    A AGU disse que a promulgação da Lei da Dosimetria pelo Congresso representa um “retrocesso institucional”.
    Para o órgão, os atentados contra a democracia devem receber a resposta firme diante da gravidade das condutas.

     “A Lei nº 15.402/2026 padece, ainda, de múltiplas e graves incompatibilidades materiais com a Constituição da República, especialmente porque enquanto o constituinte originário buscou estabelecer travas severas na direção da defesa da democracia, o diploma legal impugnado, em sentido oposto, inclina-se a beneficiar aqueles que tentaram e poderão tentar subvertê-la”, afirmou a AGU.

    Pelo menos três ações contestam no Supremo a deliberação do Congresso, que, no mês passado, derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei da dosimetria.

    As ações foram protocoladas pelas Federação PSOL-Rede, Federação PT, PCdoB e PV e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

    A expectativa é que as ações sejam julgadas neste mês pelo plenário da Corte.

    AGU diz ao STF que Lei da Dosimetria é inconstitucional

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  • Flávio Bolsonaro contradiz discursos anteriores ao confirmar visita a Daniel Vorcaro

    Flávio Bolsonaro contradiz discursos anteriores ao confirmar visita a Daniel Vorcaro

    Senador admitiu encontro com Daniel Vorcaro após prisão do ex-banqueiro e mudou versões dadas anteriormente sobre relação com o dono do Banco Master e o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro

    (CBS NEWS) – O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou ter tido um encontro com Daniel Vorcaro após o ex-banqueiro ter sido preso pela primeira vez, em novembro de 2025. Segundo o senador, ele foi até a casa de Vorcaro para colocar um “ponto final” sobre o financiamento do filme de seu pai, Jair Bolsonaro (PL).

    A informação foi divulgada inicialmente nesta terça (19) pelo portal Metrópoles e depois confirmada pelo parlamentar.

    O senador havia afirmado na última sexta (15) que poderia vir à tona algum encontro com o então banqueiro, mas não disse na ocasião que isso teria ocorrido quando já se sabia de irregularidades do Banco Master. “Não vai ter surpresinha. Não virão coisas novas”, disse em entrevista à CNN Brasil.

    Questionado nesta terça, Flávio não respondeu sobre por que não contou a respeito da reunião com o dono do Master antes.

    Como revelou o site The Intercept Brasil, o senador pediu dinheiro a Vorcaro para financiar filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção. A informação pegou de surpresa aliados, porque, antes de admitir conversas para fazer o pedido, Flávio havia negado publicamente mais de uma vez conhecer o ex-banqueiro
    Lembre diferentes declarações de Flávio sobre pontos-chave do caso.

    SOBRE CONHECER VORCARO

    ANTES

    Como mostrou a coluna Mônica Bergamo em março, documentos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) revelaram que o telefone de Flávio constava na agenda de Vorcaro.
    Na ocasião, Flávio afirmou que nunca teve contato com o ex-banqueiro. “O número do meu telefone não é propriamente um segredo”, disse ele, sugerindo que outra pessoa poderia ter passado seu contato a Vorcaro.

    DEPOIS

    No último dia 13, o site Intercept Brasil revelou que Flávio enviou, em 16 de novembro do ano passado, a seguinte mensagem ao então banqueiro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

    Flávio então mudou o tom e confirmou a aproximação nas redes sociais. “Eu conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024. Não tinha mais governo Bolsonaro, não tinha absolutamente nenhuma acusação contra ele”, declarou.

    Em entrevistas posteriores, ele disse que havia negado o contato devido a uma cláusula de confidencialidade imposta pelo contrato do filme “Dark Horse”.

    “Quando eu falo, quando eu nego, na verdade, que eu conhecia, que eu tinha contato com ele [Vorcaro] é porque tinha uma cláusula de confidencialidade nesse contrato”, declarou à GloboNews.

    Além disso, justificou o motivo da negação: “Se alguém não entende a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas”.

    SOBRE VORCARO TER FINANCIADO O FILME ‘DARK HORSE’

    ANTES

    Questionado em Brasília pelo Intercept antes da publicação da reportagem sobre o financiamento de Vorcaro ao filme sobre Bolsonaro, o senador negou diante de vários jornalistas. “É mentira, de onde você tirou isso? É mentira, pelo amor de Deus”, declarou.

    DEPOIS

    Após a publicação da reportagem, na quarta (13), ele divulgou nota na qual confirmou os contatos e disse não haver qualquer irregularidade. “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai”, declarou.

    SOBRE TER FALADO COM VORCARO APESAR DAS SUSPEITAS SOBRE O MASTER

    ANTES

    Em entrevistas após a revelação da troca de mensagens com Vorcaro, Flávio disse que, à época, não sabia das suspeitas sobre o Master, mas não mencionou ter encontrado Vorcaro depois da primeira prisão do ex-banqueiro.
    “Não tinha como saber o que o Brasil não sabia”, afirmou o senador à GloboNews na última quinta (14).

    Questionado sobre a mensagem trocada quando o Banco Central já havia vetado a compra do Master pelo BRB, ele respondeu: “Eu torcia para que ele esclarecesse”.

    “A última parcela de investimento que ele fez foi em maio de 2025. Portanto, não havia toda essa confusão que nós sabemos sobre a sua atuação. Isso não existia na época”, declarou à CNN no dia seguinte.

    DEPOIS

    Nesta terça, após o Metrópoles divulgar que Flávio encontrou Vorcaro quando este já usava tornozeleira eletrônica, o senador declarou: “Eu estive com ele mais uma vez, após esse evento, quando ele passou a usar o monitoramento eletrônico e não podia sair da cidade de São Paulo. Eu fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história, para dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu teria ido atrás de outro investidor há bastante tempo”.

    O senador finalizou afirmando que solicitou à produtora uma prestação de contas, exigindo que o valor aplicado por Vorcaro seja destacado e fique à disposição das autoridades.

    Quando questionada pela Folha de S.Paulo, a sócia-administradora da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme, Karina Gama negou repasses de verba do ex-banqueiro para o projeto. “Não tenho absolutamente nenhum recurso oriundo dessa pessoa [Vorcaro] ou das empresas das quais ele ou Fabiano Zettel fazem parte. De todos os investidores que vieram para a gente, mais de dez, nenhum deles faz parte do conglomerado dele. São empresas americanas que atuam em território americano”.

    Flávio Bolsonaro contradiz discursos anteriores ao confirmar visita a Daniel Vorcaro

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  • Áudio mostra Mario Frias agradecendo a Vorcaro por apoio a filme, diz site

    Áudio mostra Mario Frias agradecendo a Vorcaro por apoio a filme, diz site

    Frias afirma na gravação que queria agradecer e informar o então banqueiro sobre o andamento da produção. Ele chegou a dizer que o banqueiro não havia dado “um único centavo” para o longa

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Áudios e conversas mostram que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) manteve contato e agradeceu Daniel Vorcaro pelo apoio à produção de “Dark Horse”, filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são do site Intercept Brasil.

    No trecho divulgado, Frias afirma que queria agradecer e informar o então banqueiro sobre o andamento da produção. “Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país, tá? Preciso de vez em quando te falar como as coisas vão andando, tá?”, diz o deputado.

    Mensagem teria sido enviada em 11 de dezembro de 2024. Segundo o Intercept, o áudio foi gravado pouco depois do horário em que estava previsto um encontro entre Flávio e Vorcaro, que não foi confirmado.

    Vorcaro responde pelo WhatsApp que retornaria em seguida. “Eu to numa ligação te chamo em seguida”, escreveu, e Frias respondeu: “Blz”. Segundo o site, os dois conversaram por ligação por cerca de dois minutos naquele dia.

    Mario Frias teria procurado Vorcaro novamente em 15 de dezembro de 2024.

    Ainda segundo a reportagem, o deputado enviou uma captura de tela que exibe uma troca de mensagens entre ele e o diretor Cyrus Nowrasteh. Em seguida, disse a Vorcaro: “Leia isso. Milagres só são possíveis quando a [há] fé. Vai ser a maior super produção de uma história brasileira”.

    Em 22 de dezembro, os dois voltaram a se falar. Vorcaro disse que estava na igreja e prometeu chamar o parlamentar quando saísse. Veja o diálogo:

    Vorcaro: Fala irmão. Na igreja. Qdo sair te chamo.

    Mario Frias: Ok irmão. Irmão Esse filme é o grande milagre, ele será capaz de tocar o coração de milhões de pessoas em todo mundo. O planeta está despertando e o filme terá um papel histórico imprescindível para as futuras gerações. Muito obrigado. Ele é uma questão de justiça divina. Será um filme de fé e superação!

    Daniel Vorcaro: Tenho certeza disso

    Mario Frias: Amém. JB [Jair Bolsonaro] precisa ter sua verdadeira história revelada. 2026 é do Brasil. Deus te abençoe meu Brother

    Frias é produtor-executivo do filme Dark Horse. Após a divulgação dos áudios entre Vorcaro e Flávio, ele disse que o banqueiro não havia dado “um único centavo” para a produção do longa. No dia seguinte, recuou e disse que havia “uma diferença de interpretação sobre a origem formal” do investimento.

    “Quando afirmei anteriormente que não há ‘um centavo do Master’ no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora”, disse.

    O UOL procurou Mario Frias, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

    Áudio mostra Mario Frias agradecendo a Vorcaro por apoio a filme, diz site

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  • Candidatura 'derrete' e Flávio Bolsonaro cai 6 pontos, aponta Atlas/Intel

    Candidatura 'derrete' e Flávio Bolsonaro cai 6 pontos, aponta Atlas/Intel

    Flávio Bolsonaro cai 6 pontos e perderia para Lula no 2º turno, aponta pesquisa Atlas/Intel. A rejeição do senador chegou a 52% e superou numericamente a de Lula (50,6%)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caiu 6 pontos no cenário de segundo turno contra Lula (PT), mostra pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19).

    O levantamento indica que a divulgação dos áudios em que pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro impactou a candidadura do parlamentar.

    Flávio, que estava empatado tecnicamente com o petista, ficou com 41,8%, enquanto o presidente alcançou 48,9%. Na última pesquisa do instituto, a diferença entre eles era de 0,3%. Intenções de votos brancos, nulos e eleitores que não souberam responder somam 9,3%.

    A rejeição do senador chegou a 52% e superou numericamente a de Lula (50,6%). Em abril, 51% dos eleitores não votariam no atual presidente de jeito nenhum, enquanto 49,8% rejeitavam o pré-candidato do PL.

    A Atlas/Intel ouviu 5.032 pessoas através do método Atlas RDR, sigla em inglês para recrutamento digital aleatório, do dia 13, quando foram divulgadas as conversas entre Flávio e o então dono do Banco Master Daniel Vorcaro, ao dia 18.

    A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06939/2026 e tem nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

    Após a repercussão, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro pediu à corte eleitoral que suspendesse a divulgação da pesquisa. O argumento é que o levantamento foi “estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa”.

    No questionário aprentando pela Atlas/Intel ao TSE, o conteúdo dos áudios entre o senador e Daniel Vorcaro foi mostrado aos participantes ao final da entrevista, depois das perguntas sobre intenção de voto.

    Ao todo, foram testados três cenários de primeiro turno com Lula. No primeiro deles, o atual presidente tem 47%, e Flávio, 34,3%, uma queda de 5,4 pontos percentuais para o bolsonarista em relação a abril.

    Eles são seguidos por Renan Santos (Missão), com 6,9%, Romeu Zema (Novo), com 5,2%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 2,7%. Augusto Cury (Avante), tem 0,4%, e Aldo Rebelo, (DC), marca 0,2%. Brancos e nulos somam 1,4%, e 1,9% dizem não saber.

    No mês passado, Flávio tinha 39,7%, ante 46,6% de Lula nesse mesmo cenário.

    A pesquisa não considerou a possível pré-candidatura do ministro aposentado do STF Joaquim Barbosa. O ex-magistrado foi anunciado pelo DC (Democracia Cristã) e causou atrito interno. Rebelo afirma que judicializará a disputa partidária caso seja preterido injustamente, segundo ele.

    As outras duas simulações projetam a disputa em primeiro turno sem o atual pré-candidato do PL. No cenário sem membros da família Bolsonaro, Lula lidera com 46,7%, seguido por Zema (17%), Caiado (13,8%), Renan Santos (8%), Rebelo (1,8%) e Augusto Cury (1,2%). Brancos e nulos chegam a 6,8%, e 4,6% não souberam responder.

    No cenário com Michelle Bolsonaro (PL), o atual presidente mantém a liderança, com 47%, contra 23,4% da ex-primeira-dama. Romeu Zema registra 10%, seguido por Renan Santos, com 7,8%, e Ronaldo Caiado, com 6%. Aldo Rebelo marca 0,7%, e Augusto Cury, 0,5%. Brancos, nulos e indecisos somam 4,6%.

    ÁUDIOS DE FLÁVIO A VORCARO

    As conversas entre o senador e o dono do Banco Master chegaram ao conhecimento de 95,6% dos entrevistados. O filho de ex-presidente cobrava o banqueiro pelo financiamento do filme ‘Dark Horse’, que conta a trajetória política de Jair Bolsonaro. Ao todo, Flávio pediu R$ 134 milhões

    O vazamento foi recebido com naturalidade pela maioria, com 65,2% dos entrevistados afirmando que as informações não causaram surpresa. Outros 20,5% disseram ter ficado um pouco surpresos, enquanto apenas 14,3% relataram forte espanto com o conteúdo revelado.

    Para a maioria dos que souberam do vazamento (51,7%), o diálogo entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro traz evidências de envolvimento direto no escândalo do Master. Já 33,3% veem uma tentativa legítima de apoio financeiro a um filme. Outros 12,1% apontam proximidade sem ilegalidade e 2,9% não souberam opinar.

    Os eleitores também avaliaram o impacto do ‘Caso Dark Horse’ na candidatura do senador do PL. Para 45,1%, o episódio enfraqueceu muito sua pré-candidatura à Presidência, e 19% acham que enfraqueceu um pouco.O caso não trouxe efeitos para 15%, e 13,4% acreditam em fortalecimento. Não souberam responder 7,3%.

    ‘MEDO OU PREOCUPAÇÃO’

    “Pensando no futuro do país no contexto das eleições presidenciais deste ano, qual dos seguintes resultados possíveis te causa mais medo ou preocupação?”, também perguntou a Atlas/Intel aos participantes.

    A eleição de Flávio passou a ser o resultado eleitoral que causa maior medo ou preocupação nos entrevistados, atingindo 47,4%. Ele superou a reeleição de Lula, que caiu para 40,5%, enquanto 11% afirmaram ter o mesmo nível de temor por ambos os cenários.

    Em abril, a recondução do atual presidente era o resultado que causava maior preocupação, liderando com 47,3%. A eleição do filho de Jair Bolsonaro causava temor em 45,4% dos entrevistados, enquanto 7,2% responderam que ambos os cenários causavam o mesmo nível de medo.

    A AVALIAÇÃO DO GOVERNO

    Segundo o levantamento, a avaliação negativa do governo Lula oscilou para baixo e chegou a 48,4%, ante 51% em abril, queda de 2,6 pontos percentuais. Já a percepção positiva não variou: era 42% e foi para 42,9%. A avaliação regular, por sua vez, foi de 7% para 8,7%, avanço de 1,7 ponto percentual.

    A desaprovação ao presidente Lula caiu de 53% em abril para 51,3% em maio, recuo de 1,7 ponto percentual. Já a aprovação não mudou: era 47% e hoje está em 47,4%. Os que não souberam responder são 1,3%.

    Candidatura 'derrete' e Flávio Bolsonaro cai 6 pontos, aponta Atlas/Intel

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  • PF faz operação contra perito suspeito de vazar contrato de mulher de Moraes com Master

    PF faz operação contra perito suspeito de vazar contrato de mulher de Moraes com Master

    Nota do STF diz que investigado teria repassado a integrante da imprensa ‘informações sigilosas relacionadas a fatos ocorridos no início do caso’; associação disse que perito tem direito à ampla defesa e frisou necessidade de ‘evitar conclusões precipitadas’

    A Polícia Federal (PF) realiza operação nesta terça-feira, 19, contra o perito criminal federal João Cláudio Nabas por suspeita de vazamento de informações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes obtidas na investigação da Compliance Zero, que apura fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

    A suspeita da PF nessa apuração é que Nabas teria vazado informações de Moraes apreendidas no telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro, como o contrato do escritório de advocacia da mulher do ministro, a advogada Viviane Barci, com o Banco Master e diálogos do magistrado com o banqueiro.

    Segundo informações da Receita Federal, o escritório de Viviane Moraes recebeu R$ 80,2 milhões em pagamentos do Master em 2024 e 2025.

    A PF cumpriu mandados de busca e apreensão e suspensão das funções públicas do perito. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso.

    De acordo com comunicado do STF, “o investigado, na condição de perito criminal federal, teria repassado a integrante da imprensa informações sigilosas relacionadas a fatos ocorridos no início das investigações, obtidas a partir da análise de material apreendido durante uma das fases da Operação Compliance Zero”. O Estadão tenta contato com a defesa de Nabas.

    Essa operação foi batizada como a sétima fase da Operação Compliance Zero e apura o crime de violação de sigilo funcional. Na nota, o STF ressaltou que não há investigação contra profissional de imprensa. “Nesse contexto, as medidas não implicam qualquer direcionamento investigativo contra jornalistas ou veículos de imprensa, permanecendo preservadas a liberdade de atuação jornalística e a garantia constitucional do sigilo da fonte”, diz a nota.

    O perito atuou nas fases inicias da investigação e foi responsável pela análise de materiais apreendidos.

     

    PF faz operação contra perito suspeito de vazar contrato de mulher de Moraes com Master

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