Categoria: POLÍTICA

  • Lula vence todos os adversários em 2º turno, mas distância para Flávio diminui, diz AtlasIntel

    Lula vence todos os adversários em 2º turno, mas distância para Flávio diminui, diz AtlasIntel

    Levantamento mostra queda da vantagem do petista em relação a dezembro e avanço do senador, enquanto Lula mantém liderança em todos os cenários de segundo turno e Jair Bolsonaro aparece como o nome mais rejeitado pelos eleitores.

    Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira, 21, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 49,2% das intenções de voto e venceria o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 44,9%, em um eventual segundo turno da eleição presidencial. Outros 6% dos entrevistados não sabem ou não responderam.

    O levantamento ouviu 5.418 pessoas de forma virtual entre os dias 15 e 20 de janeiro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02804/2026.

    Em relação à sondagem anterior, divulgada em dezembro, Lula recuou 3,8 pontos percentuais, enquanto Flávio Bolsonaro avançou 3,9 pontos. Com isso, a diferença entre os dois caiu de 12 para 4,3 pontos percentuais.

    Em um cenário de segundo turno entre Lula e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente aparece com 49,1% das intenções de voto, contra 45,4% do adversário. Os que não sabem ou não responderam somam 6%. Na comparação com a pesquisa anterior, ambos oscilaram positivamente, sem variação superior a um ponto percentual.

    No confronto entre Lula e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o petista tem 49%, enquanto Michelle registra 45%. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder.

    Já em um eventual segundo turno contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), Lula aparece com 49% das intenções de voto, contra 39% do adversário. Nesse cenário, 13% dos entrevistados estão indecisos ou não responderam.

    O mesmo percentual de Lula, 49%, é registrado em disputas contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). Ambos aparecem com 39%, enquanto os indecisos e os que não responderam somam 12% em cada cenário.

    O maior índice de indecisão ocorre na simulação de segundo turno entre Lula e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). Nesse caso, Lula tem 48% das intenções de voto, enquanto Leite aparece com 23%.

    A pesquisa também testou um cenário entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e é inelegível. Nesse confronto, Lula tem 49%, Bolsonaro soma 46% e 5% não sabem ou não responderam.

    Rejeição

    O levantamento aponta Jair Bolsonaro como o político com maior índice de rejeição. Metade dos entrevistados afirmou que não votaria nele de forma alguma. O segundo maior índice de rejeição é o de Lula, com 49,7%.

    Na sequência aparecem Flávio Bolsonaro, rejeitado por 47,4% dos entrevistados; Renan Santos (Missão), com 45,6%; Michelle Bolsonaro, com 44,9%; o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), com 44,7%; e o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), com 43,4%.

    Entre os governadores, o mais rejeitado é Romeu Zema, com 42,1%, seguido por Eduardo Leite, com 41,7%; Tarcísio de Freitas, com 41,1%; Ronaldo Caiado, com 40,7%; e Ratinho Júnior, com 39,9%.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aparece com o menor índice de rejeição entre os 13 nomes avaliados: 36% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de forma alguma.
     
     

     

    Lula vence todos os adversários em 2º turno, mas distância para Flávio diminui, diz AtlasIntel

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  • Governo Lula consulta países sobre Conselho da Paz e avalia resposta coordenada a convite de Trump

    Governo Lula consulta países sobre Conselho da Paz e avalia resposta coordenada a convite de Trump

    O Planalto avalia riscos diplomáticos e jurídicos antes de responder ao convite de Donald Trump e busca coordenação com outros países, diante do temor de retaliações e de sobreposição ao Conselho de Segurança da ONU

    (CBS NEWS) – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está consultando outros países convidados a participar do Conselho de Paz antes de decidir se o Brasil vai aderir ao órgão e avalia uma resposta coordenada ao convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Segundo pessoas a par das discussões, ouvidas sob condição de anonimato, a lista de países convidados e a reação de cada um têm sido fatores relevantes para a deliberação sobre a participação brasileira na nova organização.

    O conselho integra a segunda fase do plano dos EUA para o fim do conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, mas também deve tratar de outras questões relacionadas a conflitos internacionais.

    O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou no sábado (17) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, sobre o tema.

    Diplomatas afirmam que tanto Vieira quanto Lula devem procurar outros países para saber quais informações eles têm a respeito do conselho e qual é a posição adotada por cada governo. A avaliação é que o ideal seria uma coordenação internacional sobre a resposta a Trump.

    Um diplomata envolvido nas discussões afirmou que essa articulação serviria para evitar que países se exponham desnecessariamente e fiquem sujeitos a eventuais retaliações dos EUA. Há também a expectativa de negociar os termos do conselho para que ele contemple demandas de outros países.

    O mesmo diplomata citou o caso da França. Na segunda-feira (19), o governo francês informou que não pretende aceitar o convite para integrar o conselho. No mesmo dia, Trump ameaçou impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses.

    Integrantes do governo brasileiro minimizam o risco de deterioração das relações com o presidente americano caso o Brasil decida não participar do colegiado, avaliando que Trump terá de separar temas bilaterais de questões globais.

    No entorno de Lula, o Conselho de Paz é visto, por ora, com desconfiança. A decisão final, porém, depende da conclusão de análises políticas e jurídicas sobre a proposta. O governo deve usar os próximos dias para avaliar os impactos internacionais antes de definir sua posição. O convite chegou ao presidente na sexta-feira (18).

    Além de Lula, Trump convidou líderes como Javier Milei, da Argentina, Vladimir Putin, da Rússia, e chefes de governo de países como Uzbequistão, Cazaquistão, Belarus, Alemanha, França, Turquia, Egito e Polônia, entre outros. Ao todo, cerca de 60 países foram convidados, número que representa menos de um terço dos membros da ONU, segundo um auxiliar do governo.

    Há preocupação no Itamaraty de que o Conselho de Paz proposto por Trump se sobreponha ao trabalho do Conselho de Segurança da ONU, o que poderia enfraquecer a organização.

    Segundo dois integrantes do Itamaraty, é pouco provável que haja uma recusa sem manifestação formal. Outros diplomatas avaliam a possibilidade de deixar o convite sem resposta, como forma de evitar atritos com Trump. Caso haja resposta, ela deve ser feita diretamente entre os presidentes, já que o convite foi enviado por carta pessoal ao Brasil.

    Como revelou a Folha, o estatuto do Conselho de Paz prevê mandatos de três anos para cada Estado-membro, com possibilidade de renovação. A organização funcionaria com base em contribuições voluntárias, e países que contribuírem com pelo menos US$ 1 bilhão garantiriam um assento permanente.

    Os detalhes sobre o funcionamento do grupo ainda não estão claros. A proposta recebeu críticas do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, que afirmou que o anúncio não foi coordenado com Tel Aviv e que a iniciativa vai na direção oposta à política adotada por seu governo.

    No início da semana, alguns países confirmaram o recebimento do convite, como Israel, segundo o jornal Times of Israel. O gabinete de Netanyahu ainda não se manifestou oficialmente sobre a participação.

    Na sexta-feira (16), Trump anunciou os primeiros nomes que devem compor o grupo, entre eles o secretário de Estado Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, os enviados para o Oriente Médio Steve Witkoff e Jared Kushner, o bilionário Marc Rowan, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, e o assessor presidencial Robert Gabriel.

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  • Flávio embarca para Israel em busca de alianças internacionais

    Flávio embarca para Israel em busca de alianças internacionais

    Pré-candidato à Presidência, senador participa de conferência contra o antissemitismo em Jerusalém, busca aproximação com lideranças da direita internacional e sinaliza posições de política externa, como a defesa da transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, embarcou na manhã desta terça-feira, 20, para Israel, onde participará de um evento contra o antissemitismo e tentará se reunir com lideranças políticas de direita do país.

    Flávio deve discursar na “Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo”, marcada para os dias 26 e 27 de janeiro de 2026, em Jerusalém. O evento contará também com a presença do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Após a conferência, está previsto um jantar do qual ambos devem participar.

    Sem ainda oficializar sua candidatura no Brasil, Flávio Bolsonaro planeja uma série de viagens internacionais para ampliar sua projeção junto a políticos da direita, incluindo compromissos no Bahrein e em países da América Latina.

    As viagens também funcionam como uma forma de sinalizar diretrizes de um eventual governo. No domingo, 18, o senador defendeu que, caso seja eleito presidente, o Brasil transfira sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, proposta que já havia sido defendida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante seu mandato. À época, Bolsonaro recuou da mudança e optou pela abertura de um escritório comercial em Jerusalém.

    Flávio embarca para Israel em busca de alianças internacionais

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  • Lula critica Trump e diz que americano quer governar o mundo pelo Twitter

    Lula critica Trump e diz que americano quer governar o mundo pelo Twitter

    Lula criticou Donald Trump durante evento no RS, dizendo que o americano “quer governar o mundo pelo Twitter”. Comentou que Trump muda o discurso diariamente e defendeu respeito e contato direto com as pessoas.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em meio à investida tarifária e diplomática de Donald Trump contra países europeus com o objetivo de anexar a Groenlândia, o presidente Lula (PT) disse nesta terça-feira (20) que o americano “quer governar o mundo pelo Twitter”.

    Em fala a apoiadores durante evento de entrega de unidades habitacionais na cidade de Rio Grande (RS), Lula disse: “Vocês já perceberam que o presidente Trump quer governar o mundo pelo Twitter? É fantástico. Todo dia ele fala uma coisa e todo dia o mundo fala ali da coisa que ele falou”. “Vocês acham que é possível, gente?”, prosseguiu o petista. “É possível tratar o povo com respeito se eu não olhar na cara de vocês, se eu achar que vocês são objetos, e não um ser humano?”

    Lula critica Trump e diz que americano quer governar o mundo pelo Twitter

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  • Moraes autoriza visita de Tarcísio a Bolsonaro na Papudinha na quinta (22)

    Moraes autoriza visita de Tarcísio a Bolsonaro na Papudinha na quinta (22)

    Autorização inclui ainda visitas de familiares e aliados políticos e ocorre após a transferência do ex-presidente da sede da Polícia Federal para a sala de Estado-Maior na Papuda, medida considerada positiva por interlocutores de Bolsonaro

    (CBS NEWS) — O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso no local conhecido como Papudinha.

    O magistrado agendou para quinta-feira (22) a ida do governador à sala de Estado-Maior instalada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde Bolsonaro se encontra detido.

    Moraes também autorizou a visita de Diego Torres Dourado, irmão de Michelle Bolsonaro, no dia 28 de janeiro, e de Bruno Scheid, integrante do PL, no dia 29.

    O pedido para a realização dos encontros foi protocolado pela defesa de Bolsonaro nesta segunda-feira (19), poucos dias após a transferência do ex-presidente de uma sala na sede da Polícia Federal para a Papudinha.

    Segundo aliados, Tarcísio teve papel relevante na mudança, ao atuar junto a um ministro do Supremo em favor da concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro. Apesar de Moraes não ter autorizado o regime domiciliar, a transferência para a Papudinha foi avaliada como positiva por pessoas próximas ao ex-presidente, sob o argumento de que o local oferece melhores condições.

    Condenado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro havia sido retirado do regime domiciliar e levado à Superintendência da PF, em Brasília, em novembro, após tentar violar a tornozeleira eletrônica. À época, ele afirmou ter agido por “curiosidade”.

    Médicos atribuíram o episódio a um quadro de confusão mental relacionado ao uso de medicamentos. Especialistas ouvidos afirmam que os remédios são considerados seguros, embora, em casos raros, possam provocar delírio.

    Desde a prisão em regime fechado, a defesa apresentou uma série de pedidos ao ministro Alexandre de Moraes, que vão desde a instalação de uma smart TV até a redução do ruído do ar-condicionado. Familiares também têm alegado riscos à saúde do ex-presidente fora de casa, argumento que ganhou força após Bolsonaro sofrer uma queda e exames apontarem traumatismo craniano leve.
     

    Moraes autoriza visita de Tarcísio a Bolsonaro na Papudinha na quinta (22)

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  • Master: Fachin antecipa retorno a Brasília para conter desgaste do STF com condução de Toffoli

    Master: Fachin antecipa retorno a Brasília para conter desgaste do STF com condução de Toffoli

    O objetivo central de Fachin é gerenciar o desgaste na imagem do tribunal provocado pelos recentes desdobramentos do inquérito do Banco Master, sob relatoria do ministro Dias Toffoli

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, interrompeu o recesso e antecipou o retorno a Brasília, onde desembarcou na noite de segunda-feira (19). A interlocutores e pares da Corte, o ministro justificou a volta antes da abertura oficial do ano Judiciário com a avaliação de que “o momento exige” sua presença na capital.

    O objetivo central de Fachin é gerenciar o desgaste na imagem do tribunal provocado pelos recentes desdobramentos do inquérito do Banco Master, sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Fachin, que havia transferido a presidência interina ao vice, Alexandre de Moraes, busca articular uma saída institucional para o impasse que colocou o Supremo em rota de colisão com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Nesta terça-feira (20), o presidente do STF cumpre agenda em São Luís, no Maranhão, para um encontro com o ministro Flávio Dino. Fachin decidiu ir à capital maranhense para se reunir presencialmente com Dino porque o filho do ministro passará por uma cirurgia.

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebeu quatro representações de parlamentares nos últimos meses para que proponha ao STF a suspeição de Toffoli como relator do inquérito que investiga fraudes e crimes cometidos pelos proprietários do Master. Ao longo dos últimos 26 anos, no entanto, não houve nenhuma decisão do Supremo favorável a pedidos de afastamento de ministros.

    Decisões “atípicas” e sigilo

    O foco das preocupações da presidência é a manutenção e o método de condução de Dias Toffoli no caso. Decisões do relator geraram forte desconforto no meio jurídico. Toffoli avocou para o STF todas as investigações sobre o Banco Master, incluindo processos que tramitavam na primeira instância sem envolvimento de autoridades com foro privilegiado, e impôs elevado grau de sigilo, impedindo a visualização de atos processuais nos sistemas de consulta pública.

    A tensão institucional escalou quando o ministro determinou que todo o material apreendido pela Polícia Federal em novas fases da operação fosse enviado diretamente ao seu gabinete. A ordem foi revista somente após a PF alertar para o risco de prejuízo à análise das provas e a PGR emitir parecer contrário. Após o recuo, ficou definido que o material permaneceria sob a guarda da Procuradoria.

    Reação dos delegados

    O mal-estar tornou-se público no último sábado (17), quando a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou nota classificando o cenário como “atípico”. A entidade apontou “afronta às prerrogativas” da corporação, citando interferências diretas no planejamento investigativo, como a imposição de prazos exíguos para buscas, a realização de acareações fora do padrão e a escolha nominal de peritos pelo magistrado.
     
     

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  • Lula pede para Gleisi concorrer ao Senado e deixa articulação política do Planalto incerta

    Lula pede para Gleisi concorrer ao Senado e deixa articulação política do Planalto incerta

    Pedido de Lula para que Gleisi Hoffmann dispute o Senado pelo Paraná acelera discussão sobre a chefia da articulação política do governo e expõe disputa interna no PT em meio às movimentações para as eleições de 2026.

    AUGUSTO TENÓRIO, CATIA SEABRA E MARIANA BRASIL
    BRASÍLIA, DF 

    (CBS NEWS) — Ao pedir que a ministra Gleisi Hoffmann (PT) concorra ao Senado pelo Paraná, o presidente Lula (PT) antecipou o debate sobre quem assumirá o comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) a partir de abril. A possível saída da ministra abre espaço para uma disputa interna em meio a outras mudanças previstas no Palácio do Planalto e na Esplanada dos Ministérios.

    Gleisi já deixaria o cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, caminho considerado mais seguro para manter um mandato por, pelo menos, mais quatro anos. Na quarta-feira (14), no entanto, Lula conversou com a ministra e pediu que ela concorra ao Senado, segundo fontes do governo.

    A interlocutores, Gleisi disse estar entusiasmada com o que considera uma missão dada pelo presidente. Nos bastidores, porém, aliados relatam cautela e alguma resistência à candidatura. O PT do Paraná, já informado do pedido de Lula, aguarda uma posição oficial da ministra para definir a chapa majoritária.

    Tradicionalmente, ministros que deixam o cargo para disputar eleições são substituídos interinamente pelo secretário-executivo da pasta. Na SRI, a função é ocupada por Marcelo Costa, diplomata de carreira com perfil técnico. Setores do PT, no entanto, defendem que a articulação política do governo seja conduzida por um nome com maior peso político, mesmo durante o período eleitoral.

    Nesse contexto, circulam no Planalto nomes de lideranças petistas cotadas para assumir o posto de Gleisi. Entre eles estão os ministros Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Camilo Santana (Educação), ambos senadores eleitos em 2022 e, portanto, sem necessidade de disputar eleição neste ano.

    O futuro de Camilo Santana, contudo, é incerto. Ele é cotado para concorrer ao governo do Ceará, diante do risco de derrota do atual governador, Elmano de Freitas (PT), nas pesquisas. Nesse cenário, Elmano poderia disputar o Senado, o que enfraqueceria a pré-candidatura do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT).

    Guimarães, que já foi considerado para a articulação política do Planalto, voltou a ter o nome lembrado para a SRI. Segundo aliados, o deputado, em seu quinto mandato, tem manifestado desinteresse em permanecer mais quatro anos na Câmara. Assumir as Relações Institucionais, ao menos até a definição de um eventual quarto mandato de Lula, é visto no PT como uma alternativa viável.

    Nos bastidores, Lula tem dito que a eleição de 2026 terá um perfil distinto das anteriores. O presidente pretende acompanhar de perto e interferir diretamente na escolha dos ministros que substituirão os titulares que deixarão o governo em abril.

    Na Casa Civil, por outro lado, a nomeação da atual secretária-executiva, Miriam Belchior, é considerada encaminhada. O ministro Rui Costa (PT) deve deixar o cargo para disputar o Senado ou o governo da Bahia, a depender do desempenho do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas pesquisas.

    Segundo interlocutores, Lula passou a dar atenção especial à eleição para o Senado em reação à estratégia da base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca maioria na Casa a partir de 2027. O objetivo da direita bolsonarista seria conter os poderes do STF (Supremo Tribunal Federal) e impor derrotas a um eventual quarto mandato do petista.

    PERMANÊNCIA DE BOULOS

    Entre os poucos ministros que permanecerão no cargo durante a campanha está Guilherme Boulos (PSOL), à frente da Secretaria-Geral da Presidência desde outubro. Deputado federal licenciado por São Paulo, ele poderia se afastar para disputar a reeleição, mas Lula decidiu mantê-lo no Planalto.

    A permanência até o fim do mandato foi uma das condições impostas por Boulos para aceitar o cargo, em substituição a Márcio Macêdo (PT). A Secretaria-Geral é responsável pela interlocução do governo com movimentos sociais, e a saída em abril reduziria o tempo para entregas relevantes.

    Uma das principais ações previstas para o primeiro semestre de 2026 é o programa Governo do Brasil na Rua, que leva serviços de ministérios aos estados por meio de mutirões e deve ter peso no período de pré-campanha.

    Em 2024, Boulos disputou a Prefeitura de São Paulo e foi derrotado por Ricardo Nunes (MDB). Meses depois, no início de 2025, seu nome passou a ser cogitado para integrar o governo Lula. Além dele, o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Amaro dos Santos, também deve permanecer no cargo, por não exercer função de natureza política.
     
     

     

    Lula pede para Gleisi concorrer ao Senado e deixa articulação política do Planalto incerta

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  • Governo Tarcísio incomoda aliados ao represar repasse para prefeituras paulistas

    Governo Tarcísio incomoda aliados ao represar repasse para prefeituras paulistas

    A queixa recorrente é que acordos fechados com assessores ligados à Casa Civil não avançaram quando os processos chegaram à Secretaria de Governo, o que, segundo deputados e prefeitos, atrasou a assinatura de convênios e a liberação de recursos

    (CBS NEWS) – A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) represou a transferência de recursos para prefeituras realizarem investimentos (como compra de veículos ou execução de obras) em 2025, frustrando aliados do governador que esperavam apresentar essas entregas à população em ano pré-eleitoral.

    Em 2024, em valores corrigidos pela inflação, a liberação (empenho) de recursos para serem investidos por meio de transferências a municípios de São Paulo somou R$ 1,7 bilhão, segundo dados da Secretaria da Fazenda e Planejamento.

    Em 2025, até a segunda quinzena de dezembro, havia sido de quase R$ 1,27 bilhão. Na última semana do ano, em meio a cobranças públicas de aliados, o governo paulista liberou mais R$ 424 milhões -quase igualando o valor do ano anterior (apenas R$ 5 milhões a menos).

    Por meio de nota, o governo afirma que, além das transferências às prefeituras, faz investimentos diretos em todo o estado, destacando que realizou “mais de R$ 30 bilhões em investimentos em mobilidade urbana e logística em diferentes regiões”.

    Com os recursos travados, prefeitos da base do governador têm se equilibrado entre pressionar por verbas e manter a aliança política. No dia 9, em Anhumas (a 550 km da capital paulista), 17 prefeitos da região do Pontal do Paranapanema, no noroeste do estado, se reuniram para pedir a liberação de recursos.

    No salão do evento, havia uma faixa com a frase “SOS governador: cidades do oeste paulista pedem socorro”. O prefeito de Anhumas, Adailton Menossi (PSD), declarou à imprensa local que “isso aqui não é um protesto, essa faixa é só um pedido”.

    Prefeitos das cidades do Alto Tietê, no leste do estado, articulam movimento similar, enquanto as prefeituras ligadas ao PP anunciaram que avaliam apoio a outro candidato em vez do governador caso sua candidatura à reeleição se confirme.

    As transferências às cidades se dão por convênios entre o governo e as prefeituras, muitas vezes bancados com emendas parlamentares. Em 2025, o governo repassou R$ 171 milhões aos municípios via emendas voluntárias, que dependem de decisão do governo e não têm execução obrigatória. Em 2024, foram R$ 367 milhões, em valores corrigidos.

    Entre os projetos que ficaram sem recursos, há reformas de prédios para guardas municipais e escolas, investimentos em pequenas obras viárias, compras de tratores e construção de campos de futebol, segundo dados da Secretaria de Governo e Relações Institucionais.

    O ano foi de arrecadação fraca em São Paulo, o que preocupou parte da equipe do governador, como a Folha mostrou. O presidente da APM (Associação Paulista de Municípios), Fred Guidoni, ex-prefeito de Campos do Jordão, avalia que, com cenário fiscal adverso, foi natural que o estado reduzisse repasses.

    “As cidades, a cada dia que passa, recebem mais atribuições, mais obrigações, mas a participação no bolo da arrecadação não acompanha”, diz o dirigente, ao destacar a importância de as prefeituras buscarem fontes alternativas de arrecadação.

    Além da questão orçamentária, políticos ouvidos pela reportagem se queixaram do fluxo criado para liberação de recursos no Palácio dos Bandeirantes.

    Desde o primeiro ano de mandato de Tarcísio, deputados reclamam, nos bastidores, da relação entre os secretários Arthur Lima, da Casa Civil, amigo de infância do governador, e Gilberto Kassab, de Governo e Relações Institucionais, presidente nacional do PSD.

    A queixa recorrente é que acordos fechados com assessores ligados à Casa Civil não avançaram quando os processos chegaram à Secretaria de Governo, o que, segundo deputados e prefeitos, atrasou a assinatura de convênios e a liberação de recursos.

    Ao todo, 17 secretarias liberaram recursos para transferir às prefeituras em 2025, e cerca de 65% do total ficaram concentrados na Secretaria de Governo.
    Aliados do governador afirmam que Kassab também esteve focado, ao longo do ano, na reorganização política do PSD para as eleições de 2026, atuando na filiação de prefeitos e na ampliação da base municipal do partido, o que contribuiu para o desgaste da relação com Tarcísio.

    Kassab chegou a articular a possibilidade de disputar o governo estadual caso Tarcísio concorresse à Presidência -plano que foi suspenso após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciar sua pré-candidatura, com apoio do pai, Jair Bolsonaro (PL).

    Contudo aliados do governador atribuem ao presidente do PSD um trabalho de contenção das críticas a Tarcísio entre os prefeitos do interior -a assessoria de Kassab, questionada sobre o tema, disse não ter conhecimento dessa atuação.

    A reportagem questionou o Palácio dos Bandeirantes sobre os relatos de desentendimento entre as pastas de Kassab e Arthur Lima, mas a nota enviada em resposta não respondeu a esse ponto.

    Segundo o governo, ao longo dos três anos de mandato, Tarcísio enviou R$ 3,5 bilhões aos municípios paulistas para investimento, “reforçando o compromisso do Governo de São Paulo com a gestão municipalista e com o fortalecimento das administrações locais”.

    “É importante esclarecer que os investimentos estaduais não se limitam às transferências voluntárias”, diz o texto, ao destacar que o estado mantém “mais de R$ 30 bilhões em investimentos em mobilidade urbana e logística em diferentes regiões do estado”.

    “As ações de repasse e investimento são planejadas de forma integrada pelas diversas áreas do governo do estado, com coordenação permanente e diálogo contínuo com prefeitos e parlamentares”, diz o texto.

    Governo Tarcísio incomoda aliados ao represar repasse para prefeituras paulistas

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  • Eduardo Paes descumpre promessa e anuncia pré-candidatura ao Governo do RJ

    Eduardo Paes descumpre promessa e anuncia pré-candidatura ao Governo do RJ

    Paes confirmou que é pré-candidato após reunião com o secretariado nesta segunda, na sede da prefeitura. Ele afirmou que deve anunciar oficialmente a saída até o Carnaval.

    (CBS NEWS) – O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou nesta segunda-feira (19) que vai renunciar ao cargo para disputar o governo estadual.

    É a primeira vez que Paes confirma publicamente a candidatura, que vinha costurando desde o ano passado. A decisão contraria as promessas reiteradas de que concluiria seu quarto mandato à frente do município.

    Paes confirmou que é pré-candidato após reunião com o secretariado nesta segunda, na sede da prefeitura. Ele afirmou que deve anunciar oficialmente a saída até o Carnaval.

    No sábado (17), o prefeito já havia indicado que era pré-candidato durante agenda no município de Santo Antonio de Pádua, no noroeste fluminense. Na fala, em tom jocoso, Paes pediu apoio ao prefeito da cidade, Paulinho da Refrigeração (MDB).

    Na semana passada, Paes comunicou a aliados que sairá no dia 20 de março. Ele também esteve com o presidente Lula para reafirmar o apoio à sua candidatura à reeleição, apesar de rusgas recentes na relação com o PT.

    O movimento foi uma consolidação do que já ocorria nos bastidores, em que Paes já falava abertamente sobre sua saída.

    A promessa de que concluiria o mandato foi feita durante as eleições e reafirmada em diferentes momentos ao longo de 2025.

    Na campanha, ele classificou como uma “obrigação” permanecer no cargo pelos quatro anos. Prometeu pela Portela, Vasco e o rei Momo. O compromisso foi renovado no primeiro ano de mandato, quando chegou até a ser chamado, de forma jocosa, de “mentiroso” pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

    Em agosto, cometeu um ato falho ao dizer que o vice Eduardo Cavaliere tiraria sua “marca de prefeito mais jovem da história do Rio de Janeiro”. O sucessor tem 31 anos e Paes assumiu seu primeiro mandato aos 38.

    Em seguida, Paes buscou tirar da fala a conotação de despedida. Argumentou que fazia referência ao fato de que o vice assumiria o cargo dias depois em razão de uma viagem internacional já programada. Contudo, Cavaliere já havia sido prefeito interino em outras oportunidades semelhantes, inexistindo qualquer ineditismo como descrito no ato falho.

    Aliados do prefeito dizem avaliar que não haverá desgaste ao prefeito. Eles afirmam que pesquisas internas apontam o desejo do eleitorado do prefeito para que ele concorra ao governo, que vive uma crise financeira e na segurança pública.

    Paes intensificou a agenda de Cavaliere a partir do segundo semestre de 2025, num plano, segundo aliados, de acostumá-lo aos ritos do cargo. Parte dos secretários passou a se reportar a ambos.

    Eduardo Paes descumpre promessa e anuncia pré-candidatura ao Governo do RJ

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  • Valdemar diz que candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto é 'viável e irreversível'

    Valdemar diz que candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto é 'viável e irreversível'

    O próprio Flávio já havia afirmado que sua decisão “não tem volta”. Neste sábado, 17, o senador pediu convergência na direita e citou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas, em uma tentativa de demonstrar união entre os aliados

    O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência é “viável e irreversível”. A declaração foi dada à CNN Brasil.

    Pesquisa Genial/Quaest, divulgada no dia 14 de janeiro, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança dos cenários testados. Em um eventual segundo turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 8 e 11 de janeiro e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

    Apesar do avanço, partidos do Centrão ainda resistem ao nome de Flávio. Dirigentes avaliam impactos regionais e mantêm espaço para alternativas, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Aliados do governador reconhecem o protagonismo recente do senador, mas não descartam a viabilidade de Tarcísio em uma disputa pelo Planalto.

    O próprio Flávio já havia afirmado que sua decisão “não tem volta”. Neste sábado, 17, o senador pediu convergência na direita e citou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas, em uma tentativa de demonstrar união entre os aliados.

    “Todos nós que queremos um Brasil melhor temos que ter muita sabedoria e união para vencer o partido das trevas. A gente precisa praticar aquilo que prega: como vamos unir o Brasil se não conseguimos unir a direita antes?”, afirmou o senador.

    “Não caiam em pilha errada. O Tarcísio é um aliado fundamental. A Michelle tem um papel importantíssimo”, acrescentou.

    Apesar de Michelle nunca ter declarado preferência por Tarcísio de Freitas como candidato, gestos recentes da ex-primeira-dama vêm sendo interpretados como sinais nessa direção. Entre aliados do bolsonarismo, o compartilhamento de vídeos do governador nas redes sociais alimentou desconfianças e levantou suspeitas sobre seu posicionamento no processo de escolha do nome para as eleições deste ano.

    Valdemar diz que candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto é 'viável e irreversível'

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