Categoria: POLÍTICA

  • Flávio Bolsonaro tem o pior desempenho contra Lula entre nomes da direita

    Flávio Bolsonaro tem o pior desempenho contra Lula entre nomes da direita

    Conforme o levantamento, nomes da família Bolsonaro também têm maior rejeição do eleitor do que governadores situados no campo da direita. O índice de rejeição aos governadores fica, em geral, na casa dos 20% enquanto a dos Bolsonaros supera os 35%.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o nome da direita cotado para disputar a Presidência da República em 2026 com pior desempenho em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mostrou pesquisa Datafolha divulgada ontem. Conforme o levantamento, nomes da família Bolsonaro também têm maior rejeição do eleitor do que governadores situados no campo da direita. O índice de rejeição aos governadores fica, em geral, na casa dos 20% enquanto a dos Bolsonaros supera os 35%.

    Caso disputasse a presidência, Flávio Bolsonaro, que anunciou anteontem pré-candidatura ao Palácio do Planalto, ficaria 15 pontos atrás do petista na disputa de um eventual segundo turno. Flávio marcaria 36% dos votos, enquanto Lula teria 51%. Os votos brancos e nulos somariam 12%. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos. O filho de Jair Bolsonaro (PL) é rejeitado por 38% dos entrevistados na pesquisa.

    O desempenho de Flávio seria semelhante ao de outros membros da família Bolsonaro. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teria 35% das intenções de voto em um segundo turno contra o atual presidente, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) teria 39%. Na margem de erro, os três estão praticamente empatados na rejeição pelos entrevistados pelo Datafolha: 37% disseram que não votariam de jeito nenhum em Eduardo, enquanto 35% afirmaram o mesmo sobre Michelle.

    Segundo a pesquisa, a rejeição a Lula chega a 44%. Caso pudesse disputar as eleições do próximo ano, Jair Bolsonaro seria o candidato com o maior índice de reprovação, 45%. Atualmente, o ex-presidente está inelegível por ter sido condenado por ter tramado um golpe após ter sido derrotado por Lula nas eleições de presidenciais de 2022.

    GOVERNADORES

    Em termos de potencial de votação, Lula mostra maior vantagem sobre os candidatos da família Bolsonaro, mas, de acordo com a pesquisa, a vitória no segundo turno seria mais apertada contra os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).

    Em um eventual segundo turno, o petista venceria o atual governador de São Paulo com 47% dos votos ante 42% de Tarcísio. Segundo o Datafolha, numa simulação com os nomes de Lula e Ratinho Jr., o atual mandatário teria 47% dos votos, enquanto o governador do Paraná teria 41%. Considerando a taxa de rejeição, o índice de Tarcísio de Freitas é de 20%, superior à do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que registra 18%, e inferior às de Ratinho Jr, do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Tanto Ratinho Jr. quanto Zema têm 21% de rejeição.

    O Datafolha ouviu 2.002 eleitores de terça a quinta-feira, antes portanto do anúncio de Flávio. O levantamento foi feito em 113 municípios e entrevistou eleitores acima de 16 anos. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos. Lula manteve a vantagem em relação aos adversários, considerando a pesquisa anterior do instituto, de julho.

    E COMO FICA O PT?

    O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), disse ontem que a direita está \”sem bússola\” desde a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o ex-mandatário \”está certo\” ao escolher o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu pré-candidato ao Planalto.

    \”A divisão da direita fortalece o nosso campo. Com uma coisa dessa, Tarcísio vai deixar o governo de São Paulo? Acho difícil. Quem quer tudo termina sem nada\”, disse Guimarães. \”Eles estão sem bússola com a prisão de Bolsonaro. Não existe uma liderança da direita que os unifique. Bolsonaro não quer protagonismo de Tarcísio.\”

    O líder o governo mencionou ainda o que ele considerou outras \”contribuições\” da oposição ao governo Lula. \”Lá (no Ceará) Michelle foi e deu uma grande contribuição\”, afirmou, em referência ao episódio em que a ex-primeira-dama foi ao palanque do pré-candidato ao governo do Estado Eduardo Girão (Novo) e fez críticas a Ciro Gomes (PSDB), também pré-candidato ao cargo, que estava acertando uma aliança com o PL cearense. Após as críticas de Michelle, a aliança entre o PL e o PSDB no Ceará saiu dos trilhos.

    Guimarães definiu o RJ, SP e MG como os Estados cruciais para o PT na eleição de 2026. No Rio de Janeiro, a aliança do PT já está fechada. O partido lançará a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) ao Senado e apoiará a candidatura do prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), ao governo do Estado.

    Nos outros dois Estados, a situação é incerta. Em SP, o PT poderá lançar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para a disputa do Palácio dos Bandeirantes, ou apoiar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Em Minas Gerais, o PT ainda está em busca de uma aliança para definir o nome que apoiará na disputa.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Flávio Bolsonaro tem o pior desempenho contra Lula entre nomes da direita

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  • Lulistas querem aproveitar pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para avançar sobre centrão

    Lulistas querem aproveitar pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para avançar sobre centrão

    Embora se dividam sobre as reais intenções do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao lançar o nome do filho, aliados de Lula enxergam uma oportunidade de flerte com partidos que hoje integram o governo, mas ameaçavam se unificar em torno do nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    CATIA SEABRA E CAIO SPECHOTO
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Integrantes do governo Lula (PT) avaliam que o lançamento de Flávio Bolsonaro (PL) para a disputa presidencial facilitará uma investida sobre os partidos do centrão, seja essa candidatura para valer ou não.

    Embora se dividam sobre as reais intenções do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao lançar o nome do filho, aliados de Lula enxergam uma oportunidade de flerte com partidos que hoje integram o governo, mas ameaçavam se unificar em torno do nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    Como mostrou a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, integrantes do centrão avaliam que a aposta de Bolsonaro em Flávio visa a sobrevivência política da família e pode culminar no isolamento do pré-candidato.

    Nesse cálculo, a dispersão da direita permitiria a costura de acordos ao menos pela neutralidade dos partidos do centro, a exemplo do que aconteceu com o PSD em 2022.

    Ministros de Lula trabalham com duas hipóteses para a decisão de Bolsonaro. Uma ala do governo avalia que o ex-presidente estaria interessado apenas em preservar seu cacife político até o ano que vem para negociar seu apoio a outro candidato em melhores condições. Nesse caso, Flávio também sairia ganhando ao manter seu nome em evidência desde já com vistas à campanha para tentar se reeleger ao Senado.

    Na equipe de Lula, há também quem aposte na veracidade da candidatura de Flávio como forma de manter todo o capital político dos Bolsonaros com a família, ainda que sob risco de derrota para Lula nas eleições. A estratégia seria impedir a diluição desse espólio entre candidatos de centro.

    Um setor dos lulistas que aposta na candidatura de Flávio em 2026 avalia que ela mira, na verdade, 2030. Esse raciocínio parte do pressuposto de que adversário que for com Lula para o segundo turno, caso o petista seja reeleito, liderará a oposição nos quatro anos seguintes e será um nome consolidado para a eleição posterior.

    Esses colaboradores de Lula concordam em um ponto: o nome de Bolsonaro voltou ao centro do debate eleitoral no momento em que Tarcísio monopolizava as atenções à direita.

    Aliados do presidente da República lembram que, em suas conversas, ele repete que não escolhe adversários. Mas a novidade exigirá uma mudança na sua comunicação.

    Hoje focada nas críticas à gestão de Tarcísio e na apresentação do governador de São Paulo como candidato do sistema, a estratégia irá enfatizar a comparação com o governo Bolsonaro.

    A tônica de não escolher adversário não impede que aliados do presidente se manifestem. O ministro da Secretaria Geral, Guilherme Boulos, por exemplo, provocou Flávio no X, antigo Twitter. “Lula derrotou Bolsonaro em 2022. Agora vamos derrotar o filho em 26. Só não vai desmaiar no debate, Flávio Bolsonaro!”, disse o ministro, em referência a debate na campanha de 2016.

    O PT, partido de Lula, hesita em começar a se organizar desde já para uma campanha eleitoral com Flávio como adversário porque a cúpula da legenda não tem certeza que ele irá mesmo concorrer a presidente.

    Dirigentes petistas avaliam que o grupo político bolsonarista passa por mudanças constantes. O mais prudente, para eles, seria esperar até as candidaturas estarem mais definidas, do meio para o fim do primeiro semestre do ano que vem, e aí decidir o que fazer.

    Caso o cenário com Flávio se consolide, os correligionários de Lula veem uma possibilidade maior de obter apoio de outras legendas para a candidatura do presidente à reeleição, já que o senador carregaria desde o início da campanha o alto nível de rejeição de Bolsonaro.

    Petistas também observam que candidatos a governador, senador e deputado aliados de Lula ganhariam mais força no Nordeste e no Pará, além do norte de Minas Gerais, com uma candidatura de Flávio. São regiões onde Bolsonaro perdeu o segundo turno em 2022 e que costumam rejeitar o grupo político do ex-presidente.

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  • Responsáveis da minuta do golpe de Estado começam a ser julgados

    Responsáveis da minuta do golpe de Estado começam a ser julgados

    O julgamento, no Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, dos responsáveis pela elaboração da minuta do golpe de Estado, num processo que levou já à condenação do ex-Presidente Jair Bolsonaro, inicia-se na terça-feira.

    De acordo com o Ministério Público, os acusados também são responsáveis por monitorar a “proposta de neutralização violenta de autoridades”, como o presidente brasileiro Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes.

    Além disso, eles também estavam envolvidos na articulação dentro da Polícia Rodoviária Federal (PRF) “para dificultar o voto de eleitores da região Nordeste” durante o segundo turno das eleições presidenciais em outubro de 2022, numa região conhecida por votar majoritariamente em Lula da Silva.

    O grupo chamado de Núcleo 2 da tentativa de golpe de Estado é composto por Fernando de Sousa Oliveira (delegado da Polícia Federal), Filipe Garcia Martins Pereira (ex-assessor internacional da Presidência da República), Marcelo Costa Câmara (coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência), Marília Ferreira de Alencar (delegada e ex-diretora de Inteligência da Polícia Federal), Mário Fernandes (general da reserva do Exército) e Silvinei Vasques (ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal).

    Durante o julgamento, que deve terminar em 17 de dezembro, os acusados respondem pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

    Os mesmos crimes que, em 11 de setembro, levaram à condenação de Jair Bolsonaro, que foi considerado também o líder da organização criminosa.

    De acordo com o STF, “já foram julgados e condenados 24 réus pela tentativa de golpe: oito do Núcleo 1, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete ex-integrantes do governo; sete do Núcleo 4; e nove do Núcleo 3.”

    Responsáveis da minuta do golpe de Estado começam a ser julgados

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  • Lula bate Flávio Bolsonaro por 15 pontos e Tarcísio por 5 no 2º turno, diz Datafolha

    Lula bate Flávio Bolsonaro por 15 pontos e Tarcísio por 5 no 2º turno, diz Datafolha

    Outros nomes da direita, como os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Jr. (PSD-PR), marcam 5 e 6 pontos de desvantagem, respectivamente.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Anunciado como candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ser o rival de Lula (PT) na eleição de 2026, seu filho Flávio ficaria 15 pontos atrás do petista se um eventual segundo turno fosse hoje.

    Outros nomes da direita, como os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Jr. (PSD-PR), marcam 5 e 6 pontos de desvantagem, respectivamente.
    O senador pelo PL do Rio divulgou sua unção pelo pai, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe após perder o pleito de 2022 para Lula e que só poderá voltar a concorrer com 105 anos de idade, nesta sexta-feira (5).

    A indicação foi vista pelo centrão, pelo MDB e pelo PSD, a amálgama que está no governo Lula e também tem nomes para desafiá-lo, com desagrado. Os números da mais recente pesquisa do Datafolha sobre a sucessão do ano que vem colocam mais água nesse moinho.

    O instituto ouviu 2.002 eleitores de terça (2) a quinta (4), antes, portanto, do anúncio feito por Flávio. O levantamento foi feito em 113 municípios com maiores de 16 anos. A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou menos.

    Começando pelo segundo turno, dado que a pulverização e a rejeição dos principais nomes na praça indicam que a fatura não deverá ser encerrada na primeira rodada, o que se vê é uma ampliação marginal do domínio de Lula ante o levantamento anterior, do fim de julho.

    No cenário contra Flávio, Lula marca 51% ante 36%; antes, ganhava de 48% a 37%. O sobrenome Bolsonaro é pesado no contexto.

    O Datafolha também testou o eventual nome do ex-presidente contra o sucessor, dado que até ter sua candidatura rejeitada pela Justiça Eleitoral Bolsonaro pode fazer campanha, como Lula então preso e inelegível fez em 2018 até lançar seu vice, Fernando Haddad (PT). O instituto procedeu da mesma forma naquele ano.

    A vantagem de Bolsonaro caiu no período, que coincidiu com sua condenação e prisão. Perdia por 47% a 43%, e agora por 49% a 40%. Mas as chances de ele disputar a eleição são, no horizonte visível, nulas.

    Já no mais pulverizado primeiro turno, Lula manteve sua vantagem, usual para quem busca a reeleição. O Datafolha testou cinco cenários, um deles com Jair Bolsonaro. Nos quatro que são factíveis hoje, Flávio e seu irmão têm o pior desempenho no embate familiar contra Lula.

    O presidente marca 41% das preferências, ante 18% do senador, 12% de Ratinho Jr., 7% do governador Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e 6% do chefe do Executivo de Minas, Romeu Zema (Novo).

    Na simulação em que Flávio dá lugar a Eduardo, que está nos Estados Unidos em ora minguante campanha contra as instituições brasileiras no que chama de perseguição ao pai, o resultado é idêntico.

    Já quando a madrasta deles entra em campo, há uma melhora para a família: Lula segue com 41%, ante 24% de Michelle, 10% de Ratinho Jr., 6% de Caiado e 5% de Zema.

    Na configuração com Tarcísio candidato, Lula novamente tem 41%, enquanto o governador chega a 23%. Ratinho Jr. tem 11%, Caiado, 6%, e Zema, 3%. Por óbvio esses cenários pressupõem uma desunião total da direita contra o nome óbvio do Planalto, sendo assim factível assumir que desistências possam ser incorporadas a candidaturas mais viáveis.

    Ocorre que a lógica política não prevê isso, e sim esperar o segundo turno para vender caras alianças. Nesse sentido, o que salta aos olhos é a toxicidade do sobrenome Bolsonaro nas opções para a rodada final.
    Rejeição

    Ela também fica explicitada na rejeição aferida dos candidatos, o segundo item mais importante na composição do índice de viabilidade de um projeto eleitoral.

    O patriarca do clã pontifica com 45% de eleitores que dizem que nunca votariam nele, empatado com Lula, 44%, considerando a margem de erro. Sem nunca ter disputado uma eleição nacional, contudo, já registram taxas altíssimas de rejeição o senador Flávio, com 38%, o deputado Eduardo, com 37%, e Michelle, com 35%.

    Bem mais abaixo vêm os governadores da direita, em sua maioria com avaliações de razoáveis a boas em seus estados, mas desconhecidos no nível federal. Zema e Ratinho Jr. têm 21% de rejeição, Tarcísio registra 20% e Caiado, 18%.

    Isso tudo coloca em perspectiva a escolha de Bolsonaro, vista como uma forma de buscar manter seu sobrenome relevante como o mais fote da direita, algo duvidoso dia após dia.

    Ainda há muito a ser jogado, mas por ora o cenário favorece Lula, embora sua alta rejeição e reprovação de 38%, ante 32% de uma aprovação estagnada nesta rodada do Datafolha, sejam motivos mais do que suficientes para acender alertas no Planalto para o tira-teima de 25 de outubro de 2026.

    Lula bate Flávio Bolsonaro por 15 pontos e Tarcísio por 5 no 2º turno, diz Datafolha

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  • Carlos Bolsonaro apoia Flávio e diz ser normal mercado se preocupar com nome que pode reduzir lucro

    Carlos Bolsonaro apoia Flávio e diz ser normal mercado se preocupar com nome que pode reduzir lucro

    Carlos Bolsonaro apoia Flávio e diz ser normal mercado se preocupar com nome que pode reduzir lucro

    BRUNO RIBEIRO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) confirmou que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), indicou seu irmão Flávio para disputar a Presidência no ano que vem e criticou a reação negativa do mercado ao anúncio.

    “O mercado está muito bem, quase 15% ou mais de 15% de juros. E, quando você traz algum nome que possa reduzir essa margem de lucros, é lógico que o mercado fica preocupado. O mercado está preocupado com o dinheiro, não está preocupado com o público”, afirmou.

    O dólar fechou em disparada de 2,33% e a Bolsa caiu 4,30% nesta sexta-feira (5), após a notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu o filho Flávio, senador do Rio de Janeiro pelo PL, como seu candidato presidencial nas eleições de 2026.

    Carlos, que estava em São Paulo para receber uma homenagem da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) com o deputado federal Mário Frias (PL-SP), disse não ter detalhes sobre a indicação do irmão.

    “Eu só sei que meu pai decidiu e a gente vai apoiar. E é por aí, mas detalhes eu não posso dar para vocês porque, infelizmente, eu não tenho informação”, disse.

    “Fiquei sabendo pelo advogado do meu pai que meu pai deu essa decisão lá de Brasília”, completou.

    O vereador disse que não está preocupado com reações negativas à indicação do irmão por parte dos partidos do centrão. “Não estou preocupado com o centrão, não. O que o Bolsonaro decidir está decidido”, afirmou.

    Ele chamou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de amigo e disse que estarão juntos.

    “Eu tenho certeza de que o Tarcísio é um aliado nosso, é um amigo nosso, e acho que, se tiver algum problema -ou se tiver, acredito que não tenha-, todo mundo vai se alinhar para uma linha como o Tarcísio”, afirmou. “Deixo um grande abraço para ele.”

    O governador era cotado para receber a indicação de Bolsonaro para concorrer à Presidência, embora diga que tentará a reeleição em São Paulo.

    Antes da entrevista, durante o evento, ao fazer seu discurso de agradecimento, Frias disse que a indicação de Flávio era uma notícia “muito importante” e cobrou união da direita ao redor do senador.

    “O recado [com a indicação] é o seguinte: união, sim, desde que seja em torno de Jair Bolsonaro”, disse.
    Irmão do vereador, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi tratado como “exilado político que merece todo o nosso apoio” no início da cerimônia, durante discurso do deputado estadual Gil Diniz (PL).

    Pouco antes de o evento começar, cerca de 20 estudantes fizeram um protesto contra a concessão da homenagem ao vereador, gritando frases contra a anistia a Jair Bolsonaro.

    Carlos Bolsonaro apoia Flávio e diz ser normal mercado se preocupar com nome que pode reduzir lucro

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  • Alcolumbre recebeu Monjauro de empresário investigado pela PF, diz portal

    Alcolumbre recebeu Monjauro de empresário investigado pela PF, diz portal

    O empresário Roberto Leme teria presenteado o senador Davi Alcolumbre com canetas do produto, indicado para tratamento de diabetes e que é comumente utilizado para perda de peso

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), recebeu Monjauro do empresário Roberto Leme, conhecido como Beto Louco, investigado pela Polícia Federal na Operação Carbono Oculto, segundo reportagem do portal UOL.

    Mensagens trocadas entre Leme e um motorista particular de Brasília mostram, de acordo com a publicação, que o empresário presenteou o senador com canetas do produto, indicado para tratamento de diabetes e que é comumente utilizado para perda de peso.

    A Folha de S.Paulo procurou Alcolumbre, via assessoria, e ainda aguarda retorno. A reportagem do UOL também procurou o presidente do Senado desde a tarde de quarta (3), mas não houve resposta.

    Leme está foragido e é apontado pela PF como líder de um esquema de fraude em combustíveis e lavagem de dinheiro. Ele também é alvo de mais duas operações: Tank e Quasar. Uma das suspeitas envolve a ligação de postos de gasolina investigados com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

    O caso das canetas Monjauro teria acontecido por volta de agosto de 2024, quando Alcolumbre já era o favorito à sucessão na presidência da Casa, no lugar de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    Ao saber do interesse do senador no medicamento, sob o relato de dificuldades para acessar o produto no Brasil, Beto Louco teria prometido a Alcolumbre arrumar algumas canetas com um contato em São Paulo e entregá-las rapidamente em Brasília, de acordo com o UOL.

    O motorista de Alcolumbre, Janduí Nunes Bezerra Filho, confirmou ao portal que se lembrava da entrega feita e confirmou conhecer o motorista de Beto Louco que entregou o medicamento.

    A defesa de Beto Louco disse à reportagem do Uol desconhecer os fatos. Também negou que o empresário tenha relação com o PCC.

     

    Alcolumbre recebeu Monjauro de empresário investigado pela PF, diz portal

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  • Bolsonaro escolhe Flávio como candidato à Presidência para 2026

    Bolsonaro escolhe Flávio como candidato à Presidência para 2026

    Flávio viajou para São Paulo nesta quinta-feira (4) para informar a decisão de Bolsonaro ao governador de São Paulo

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (5) ter sido escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como candidato do grupo para disputar a Presidência da República nas eleições do ano que vem.

    Ele avisou aliados e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), antes do anúncio, consolidado após visita ao pai na prisão na terça-feira (2), na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Os dois conversaram por cerca de meia hora.

    O senador viajou para São Paulo nesta quinta-feira (4) para informar a decisão de Bolsonaro ao governador de São Paulo.

    A escolha de Flávio foi revelada inicialmente pelo portal Metrópoles e, nesta tarde, o senador publicou um texto em suas redes sociais dizendo que não vai ficar de braços cruzados.

    “É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, escreveu.

    “Eu me coloco diante de Deus e diante do Brasil para cumprir essa missão. E sei que Ele irá à frente, abrindo portas, derrubando muralhas e guiando cada passo dessa jornada.”

    A escolha de Flávio mantém o sobrenome Bolsonaro em evidência -atenuando o receio do ex-presidente de ser esquecido pelo centrão enquanto cumpre pena em regime fechado por tentativa de golpe de Estado.

    O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, divulgou nota nesta tarde informando que Flávio é o nome indicado por Bolsonaro para representar o partido na disputa presidencial.

    “Flávio me disse que o nosso capitão confirmou sua pré-candidatura. Então, se Bolsonaro falou, está falado”, publicou.

    Em entrevista à Folha de S.Paulo em junho, o senador afirmou que, para receber o apoio de Bolsonaro nas eleições de 2026, o candidato à Presidência deveria não só conceder indulto ao pai dele, mas brigar com o Supremo por isso, se for preciso.

    “Estou fazendo uma análise de cenário. Bolsonaro apoia alguém, esse candidato se elege, dá um indulto ou faz a composição com o Congresso para aprovar a anistia, em três meses isso está concretizado, aí vem o Supremo e fala: é inconstitucional, volta todo mundo para a cadeia. Isso não dá”, declarou, na ocasião.

    O anúncio desta sexta também mantém a extrema direita e a direita sob o comando da família Bolsonaro, em um momento em que parte dos governadores busca protagonismo junto a esse eleitorado.

    Na saída da PF, na terça, o senador disse que pediu desculpas para a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), pela briga envolvendo o palanque do PL no Ceará e explicou ao pai a situação. O senador também atribuiu o episódio a um “ruído de comunicação” e disse que Michelle estava no núcleo duro do PL.

    Flavio Bolsonaro, 44, é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com Rogéria Nantes Nunes Braga. Nascido em Resende, no interior do estado do Rio de Janeiro, formou-se em direito na Universidade Cândido Mendes e tem especialização em políticas públicas pelo Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) e em empreendedorismo pela FGV.

    Sua carreira na vida pública começou em 2003, quando se elegeu, no Rio de Janeiro, ao cargo de deputado estadual pela primeira vez. Foi reeleito em 2006, 2010 e 2014. Disputou as eleições para a prefeitura da capital fluminense, em 2016, mas acabou em quarto lugar – Marcelo Crivella sagrou-se vitorioso, na ocasião. Dois anos depois, conseguiu se eleger ao cargo de senador.

    Ao longo de sua carreira política, Flavio passou por diferentes partidos: PP, PFL, PSC, PSL, Republicanos, Patriota e, finalmente, PL.

    Como mostrou a Folha, as apostas de aliados de que Flávio seria o nome de Bolsonaro se intensificaram nos últimos meses, quando ele assumiu a linha de frente do ex-presidente nos bastidores políticos e passou a adotar uma defesa pública mais enfática e dura do pai contra o STF (Supremo Tribunal Federal).

    Parte dos políticos do centrão, por sua vez, preferia que a escolha fosse por Tarcísio, apostando que o governador teria mais viabilidade eleitoral e poderia unir a direita e a extrema direita. O governador, no entanto, segue dizendo publicamente que será candidato à reeleição.

    A avaliação -que, para alguns, era mais um temor- era que o ex-presidente confia mais em seus filhos e acharia justo manter o espólio eleitoral no clã. Dentro dessa lógica, Flávio seria o nome mais viável, já que Eduardo está nos Estados Unidos.

    Por outro lado, o ex-presidente dava sinais contraditórios. Em determinado momento, segundo relatos, ele já chegou a dizer que não quer sua família em cargos do Executivo, por acreditar que seus ocupantes são mais suscetíveis que os parlamentares a supostas perseguições do Judiciário.

    Dos filhos, Flávio sempre foi o mais moderado e defendia uma anistia “a todos, inclusive a [Alexandre de] Moraes”. Mais recentemente, adotou tom mais crítico e passou a defender o impeachment do ministro do STF.

    Bolsonaro escolhe Flávio como candidato à Presidência para 2026

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  • Tarcísio atrai liderança evangélica mais que Michelle para substituir Bolsonaro

    Tarcísio atrai liderança evangélica mais que Michelle para substituir Bolsonaro

    Pastores que apoiaram ex-presidente têm convergido para endossar governador para disputa ao Planalto; político tratado como palatável acenou a religiosos, acumulou ambiguidades e foi criticado por Malafaia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Para alguns deles, Tarcísio de Freitas (Republicanos) saiu melhor que a encomenda e se provou um nome mais apropriado do que o próprio Jair Bolsonaro (PL) para honrar o legado bolsonarista. Para outros, o ex-presidente não tem ninguém à altura como substituto, mas é preciso agir agora que ele, além de inelegível, está preso. O governador de São Paulo, então, seria a opção mais palatável entre os quadros de direita.

    Seja como for, os principais líderes evangélicos têm convergido para endossar Tarcísio como opção do campo conservador para a Presidência em 2026, mais do que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, expoente desse segmento religioso e que ganhou projeção nesta semana em embate com filhos do ex-presidente.

    Não há sinais de predileção nesse grupo por uma candidatura com o nome Bolsonaro na cabeça de chapa, hipótese que empolga uma ala bolsonarista desconfiada dos governadores de direita cotados para a eleição do ano que vem -fora Tarcísio, há Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS). Fala-se na ex-primeira-dama Michelle no máximo como uma vice possível para Tarcísio.

    Com o discurso oficial de que é candidato à reeleição em São Paulo, Tarcísio acumula acenos ao público religioso -que também era alvo de Bolsonaro, seu padrinho político condenado por tentativa de golpe de Estado, na disputa contra Lula (PT), que ainda patina no segmento, embora tenta conquistado apoiadores neste ano.

    Líderes evangélicos ouvidos pela Folha de S.Paulo citam o Evangelho de Mateus para pregar união em torno do governador, bastante criticado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL) em meio à série de rachas na direita: “Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá”.

    Entre aqueles publicamente simpáticos a uma chapa liderada por Tarcísio está o apóstolo Estevam Hernandes, líder da Renascer em Cristo e idealizador da Marcha para Jesus, com quem o político tem uma relação de amizade. “Acho que ele seria o candidato ideal para este momento do Brasil.”

    Outros que têm apreço pela ideia: Juanribe Pagliarin, fundador da Comunidade Cristã Paz e Vida e da rádio evangélica Feliz FM, e Edson Rebustini, presidente do Conselho de Pastores de São Paulo. O apóstolo César Augusto, da goiana Fonte da Vida, fala em “candidato que melhor representa pautas alinhadas ao cristianismo.

    O bispo Robson Rodovalho (Sara Nossa Terra) o chama de “quase unanimidade”. Tarcísio, vale lembrar, é da costela partidária da Universal do Reino de Deus, o Republicanos. Assim como o governador acumula ambiguidades entre a moderação (como quando negociou com Lula) e o radicalismo bolsonarista (como quando atacou o Judiciário e chamou Alexandre de Moraes de tirano), a legenda também: tem o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, na gestão petista.

    Entre os evangélicos, mais um que tem Tarcísio em alta conta é o apóstolo Valdemiro Santiago, que o recebeu em sua Mundial do Poder de Deus. O governador profetizou para os fiéis “promessas de cura, de prosperidade, de salvação”.

    Tarcísio também é acolhido nas duas Assembleias de Deus de maior capital político, os ministérios Belém e Madureira. Em outubro, ele foi celebrar os 91 anos do pastor José Wellington Bezerra da Costa, do Belém, e ali questionou “quantas pessoas aqui foram batizadas nas águas” e “ganharam uma vida nova.

    Mesmo Silas Malafaia, que já o criticou pelo que vê como falta de pulso para defender Bolsonaro e atacar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, é conciliador ao falar do governador. Eu posso ter divergências com o Tarcísio, mas ele é o melhor nome. Depois de Bolsonaro, é ele.” Para o pastor, Tarcísio “encarna a mesma proporção de Bolsonaro” na liderança evangélica. “Não tem ninguém que seja assim, ‘não, não gosto dele’.”

    Líder do PL e ex-presidente da bancada evangélica, Sóstenes Cavalcante é um dos entusiastas da composição Tarcísio-Michelle. Mas já mencionou outras combinações, como Tarcísio pareado com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ou Ciro Gomes (PSDB-CE).

    Tarcísio é um católico fluente na oratória evangélica. Herdou-a da mãe. “Dona Maria Alice foi quem me ensinou a dobrar o joelho, a entender a palavra de Deus e o sentido da graça divina”, já disse sobre ela, uma evangélica que envia orações ao filho.

    Seu conhecimento da Bíblia, segundo pastores, o diferencia de outros católicos próximos do segmento, mas que claramente não conhecem as Escrituras a fundo. Bolsonaro seria um exemplo.

    Na campanha municipal de 2024, Pablo Marçal chegou a zombar de Ricardo Nunes (MDB) por uma suposta falta de lastro bíblico: disse que o prefeito paulistano só citava versículo decorado a mando do marqueteiro, ainda assim dando uma “embananadinha”, e o inquiriu a apontar “pelo menos dois filhos de José” para mostrar que “é assíduo na palavra, homem de oração”.

    No caso de Tarcísio, a fala e a impostação de voz, quando em ambientes religiosos, são comparadas à pregação de um pastor.

    Nesta quinta (4), um evento no Palácio dos Bandeirantes contou com fiéis cantando “1000 Graus”. Popular nas igrejas, o louvor que fala em “mil graus de unção” foi entoado por Tarcísio na Marcha para Jesus, ao lado de Estevam Hernandes e da bispa Sonia Hernandes. Na mesma tarde, usou óculos escuros onde se lia numa lente “Jesus” e na outra “salva”.

    Pastores ouvidos pela Folha também dizem ver com bons olhos o estilo mais diplomático do governador em contraste com o pavio curto de Bolsonaro.

    Entendem que há certa fadiga com a postura de confronto aberto com opositores, uma marca do bolsonarismo. De novo a Bíblia, agora o livro de Eclesiastes: existe “tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir”.

    Tarcísio atrai liderança evangélica mais que Michelle para substituir Bolsonaro

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  • Dino marca para fevereiro julgamento do caso Marielle no STF

    Dino marca para fevereiro julgamento do caso Marielle no STF

    O deputado Chiquinho Brazão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio Domingos Brazão, o delegado Rivaldo Barbosa, o major Ronald Paulo Pereira e o policial militar Robson Calixto Fonseca serão julgados

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Flávio Dino marcou para os das 24 e 25 de fevereiro de 2026 o julgamento, na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federeal), dos cinco réus do caso Marielle Franco, vereadora do PSOL morta em março de 2018 no Rio de Janeiro.

    Serão julgados o deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Domingos Brazão, o delegado Rivaldo Barbosa, o major Ronald Paulo Pereira e o policial militar reformado Robson Calixto Fonseca, o Peixe.

    Eles são acusados de mandar matar a vereadora e o motorista Anderson Gomes. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes. Chiquinho, Domingos e Rivaldo foram presos em março de 2024 e negam envolvimento no crime.

    Chiquinho está em prisão domiciliar desde 11 de abril por questões de saúde. O parecer pela cassação do seu mandato foi aprovado em agosto passado.

    Os prontuários médicos dele indicam que ele é portador de doença arterial coronariana crônica, com obstrução de duas artérias e implante de “stents”, inclusive com o implante de novo “stent” feito em fevereiro deste ano, e que em outras artérias coronárias há lesões que podem evoluir para oclusões, além do diagnóstico de diabetes tipo 2; sinais de nefropatia parenquimatosa bilateral; e hipertensão arterial sistêmica.

    Em 13 de maio, a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou ao STF as alegações finais em que pede a condenação dos envolvidos no caso. No documento, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, acrescentou trechos de depoimentos ouvidos durante a instrução do processo para reforçar as teses da acusação.

    Dentre elas, Chateaubriand afirma que algumas declarações comprovam as atuações de grilagem dos irmãos Brazão no Rio e a prática criminosa para alcançar os objetivos. Um dos depoimentos citados é o de Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica.

    “O crime foi praticado mediante promessa de recompensa e por motivo torpe, pois os agentes visavam manter a lucratividade de seus negócios ilícitos”, diz o pedido.

    Os irmãos Brazão são acusados de encomendar a morte da vereadora após um acúmulo de divergências políticas entre eles e o PSOL. Marielle, segundo as investigações, atuou para dificultar a exploração de terrenos ilegais da família.

    O delegado Rivaldo, à época chefe da Polícia Civil, é acusado de ter auxiliado no planejamento do crime, assim como outros dois policiais militares.

    Peixe é acusado de ter participado da entrega e da devolução da arma usada no crime, de acordo com a delação premiada do ex-PM Ronnie Lessa, réu confesso pela morte da vereadora. Ele trabalhava como assessor de Domingos Brazão.

    Chiquinho, Domingos e Rivaldo negam que tenham qualquer envolvimento com o crime.

    Dino marca para fevereiro julgamento do caso Marielle no STF

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  • Messias indica visão conservadora sobre aborto e aval a emendas para virar votos de senadores

    Messias indica visão conservadora sobre aborto e aval a emendas para virar votos de senadores

    Indicado de Lula para o Supremo afasta sua imagem da de Flávio Dino, impopular no Congresso; campanha por votos para ser aprovado para a corte continua mesmo sem data para sabatina

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O indicado do presidente Lula (PT) para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), Jorge Messias, tem expressado a senadores uma visão conservadora sobre temas como o aborto para tentar virar votos. Messias também tem indicado aval às emendas parlamentares, principal mecanismo para congressistas enviarem dinheiro federal para obras em suas bases eleitorais.

    O postulante ao STF está em campanha para obter apoio e ser aprovado pelo Senado. Ele só assumirá uma vaga na corte se tiver ao menos 41 votos no plenário da Casa. Antes, precisa ser submetido a uma sabatina pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

    A sabatina e a votação estavam marcadas para 10 de dezembro, mas foram adiadas. Messias corre o risco de ser rejeitado.

    Políticos próximos de Messias ou que tiveram conversas com ele depois da indicação ao STF ser anunciada contam, reservadamente, que o postulante a ministro do Supremo tem posições contrárias ao aborto e ao uso de drogas.

    A impressão transmitida pelo escolhido de Lula aos interlocutores é a de que ele não tomaria decisões que flexibilizem as leis sobre esses dois temas.

    O posicionamento é importante porque deixa mais confortáveis setores mais conservadores do Congresso, que costumam protestar quando o STF toma decisões liberalizantes nessas áreas. Messias é evangélico e tem em sua identidade religiosa um dos principais argumentos para obter a simpatia de parte da oposição ao governo Lula.

    O aborto é permitido em três situações no Brasil: quando a gestação é decorrente de um estupro, quado a vida da mãe está em risco por causa da gravidez ou quando o feto tem anencefalia.

    As regras sobre drogas causaram uma controvérsia recente entre Legislativo e Judiciário. O STF fixou em 40 gramas a quantidade mínima de maconha para diferenciar usuário de traficante, e formou maioria para descriminalizar o porte dessa droga para uso pessoal. O movimento irritou setores do Congresso que entendem que esse tipo de regra só poderia ser alterada pelo Legislativo.

    Além disso, o indicado do presidente da República costuma dizer a seus interlocutores que, caso se torne ministro, não irá criminalizar a política. Congressistas e dirigentes partidários que ouvem a fala entendem como uma indicação de que Messias não pretende se opor às emendas.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, setores do Senado identificam no indicado de Lula uma ameaça a esse dispositivo. O temor é que ele se torne ministro e se some a Flávio Dino na tomada de decisões que dificultam e questionam o pagamento de emendas.

    Tanto a fala sobre criminalização política quanto as posições mais conservadoras afastam a imagem de Messias da de Dino, apesar de o ministro do STF também já ter se colocado contra a flexibilização das regras sobre aborto.

    Os processos sobre as emendas transformaram Flávio Dino em um dos ministros do STF mais impopulares entre congressistas. Setores da oposição tentaram colar em Messias a pecha de “novo Dino” para tentar aumentar a rejeição a seu nome.

    Dino não declarou apoio ao novo indicado de Lula, diferentemente de outros ministros do STF. O silêncio, observou um integrante o Centrão à reportagem, acabaria ajudando o postulante a integrante da corte.

    Além disso, a reportagem apurou que Messias foi questionado por senadores, em reuniões, sobre obras paradas por decisões judiciais, normalmente relacionadas a legislação ambiental, e sobre exploração mineral em terras indígenas.

    O indicado classificou a si mesmo como um desenvolvimentista nessas conversas. A indicação é de que não é favorável à paralisação de obras nem totalmente contrário à atividade econômica em território indígena. Nesse último caso, porém, fez a ressalva de que é necessário consultar a população da terra sobre a atividade mineradora.

    A Folha de S.Paulo informou a assessoria de imprensa de Messias sobre o teor da reportagem e perguntou se ele gostaria de se manifestar. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.

    Apoiadores de Messias têm argumentado, ao pedir votos a senadores, que, se ele for barrado, Lula provavelmente indicaria outro nome mais à esquerda e difícil de ser rejeitado.

    Seria politicamente desgastante para senadores votar contra, por exemplo, a indicação de uma mulher negra que não seja tão próxima do presidente da República quanto Messias, mesmo que ela tenha posições progressistas muito marcadas.

    SENADORES CONTRARIADOS

    O indicado de Lula encontra um ambiente adverso no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) e vários senadores influentes queriam que o indicado para o STF fosse Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    A escolha de Lula por Messias em detrimento de Pacheco estremeceu a relação entre governo e Senado, Casa que mais deu apoio ao petista no Legislativo durante o atual mandato.

    Alcolumbre cancelou a sabatina prevista para a próxima semana porque o Planalto não havia enviado os documentos necessários para deflagrar o processo de análise pelo Senado. Lula buscava avaliar o ambiente político e postergar o envio até ter certeza de que seu indicado teria os votos necessários.

    Com o cancelamento, Alcolumbre retomou o poder para escolher uma data para a sabatina depois que o Planalto remeter a papelada necessária. Nesta quinta-feira (4), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a sabatina será feita no ano que vem pois já não haveria tempo hábil neste ano.

    Aliados do presidente da República dizem que ele deve procurar Alcolumbre nos próximos dias para conversar e repactuar sua relação com o Senado. O senador tem demonstrado irritação com o caso a seus aliados.

    Enquanto isso, Messias continua sua campanha. Na noite de terça (2), horas depois do adiamento da sabatina, encontrou senadores evangélicos, ministros do STF e outros políticos em jantar organizado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG).

    Na manhã de quarta (3), conversou ao menos com os senadores Beto Faro (PT-PA) e Nelsinho Trad (PSD-MS). Também encontrou a bancada feminina do Senado, onde se disse comprometido com o combate ao feminicídio. “Continuo meu trabalho da mesma forma”, disse Messias à reportagem em um corredor do Senado.

    Messias indica visão conservadora sobre aborto e aval a emendas para virar votos de senadores

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