Categoria: POLÍTICA

  • Flávio Bolsonaro diz agora que candidatura é irreversível e que sobrenome é vantagem sobre Tarcísio

    Flávio Bolsonaro diz agora que candidatura é irreversível e que sobrenome é vantagem sobre Tarcísio

    O ajuste no discurso de Flávio ocorre no dia seguinte à declaração de que ele poderia desistir da candidatura, mas que haveria um preço –o ex-presidente livre e nas urnas.

    (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se lançou à Presidência da República e ameaçou desistir em seguida, voltou atrás e agora afirma que sua candidatura é irreversível.

    “É irreversível. Minha candidatura não está à venda”, disse à Folha, nesta segunda-feira (8), pouco mais de 24 horas após afirmar que sus adesistência teria um preço.

    O filho de Jair Bolsonaro (PL) afirmou ainda que seu sobrenome é uma vantagem sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que até então era o candidato preferido da maior parte da classe política para representar o bolsonarismo em 2026.

    “Eu também atendo a todos os requisitos [para concorrer ao Planalto], com a vantagem de que tenho sobrenome Bolsonaro”, disse Flávio em entrevista à Folha, nesta segunda-feira (8), ao ser questionado sobre a preferência por Tarcísio.

    “Eu acho que não tem um cenário de eu ser candidato e ele [Tarcísio] ser. Seria uma ignorância muito grande, e ignorante é tudo o que o Tarcísio não é. Um cara extremamente inteligente, um cara que eu não tenho dúvida: a gente vai estar junto”, completou.

    O ajuste no discurso de Flávio ocorre no dia seguinte à declaração de que ele poderia desistir da candidatura, mas que haveria um preço –o ex-presidente livre e nas urnas.

    Segundo Flávio, sua candidatura “não está à venda”. O senador admite ainda que a reversão da inelegibilidade de seu pai é um cenário improvável.

    “A única possibilidade de o Flávio Bolsonaro não ser candidato a presidente da República é o candidato ser o Jair Messias Bolsonaro. Acho que está bem simples de entender para todo mundo que, obviamente, não tem preço”, disse.

    Flávio define sua candidatura como “de protesto”, mas afirma que tem viabilidade eleitoral.

    “Não deixa de ser uma candidatura de protesto. Além de ser uma candidatura viável, é uma candidatura de protesto contra tudo o que está acontecendo aqui no Brasil”, disse.

    Em relação ao apoio do centrão, Flávio diz que busca atrair partidos como PP, União Brasil e Republicanos, mas que já conta com o PL e o povo. De acordo com o senador, sua candidatura representa “uma luz no fim do túnel” para a militância bolsonarista, “que estava de cabeça baixa”.

    Flávio Bolsonaro diz agora que candidatura é irreversível e que sobrenome é vantagem sobre Tarcísio

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  • União Brasil expulsa Celso Sabino do partido, após ministro ficar no governo Lula

    União Brasil expulsa Celso Sabino do partido, após ministro ficar no governo Lula

    A expulsão ocorre após uma sequência de ameaças de saída do paraense da sigla, que chegou a entregar uma carta de demissão ao presidente da República, mas depois mudou de ideia e ficou no cargo.

    (CBS NEWS) – O ministro do Turismo, Celso Sabino, foi expulso do União Brasil nesta segunda-feira (8) após descumprir a ordem do partido para que os filiados deixassem o governo Lula (PT).

    O desembarque da sigla foi decidido em setembro deste ano e mirou principalmente Sabino, já que preservou os indicados do partido que não têm mandato, como dirigentes de estatais e outros ministros.

    A expulsão ocorre após uma sequência de ameaças de saída do paraense da sigla, que chegou a entregar uma carta de demissão ao presidente da República, mas depois mudou de ideia e ficou no cargo.

    No final de novembro, o Conselho de Ética do União Brasil decidiu recomendar a expulsão do ministro e dissolver o diretório do Pará, do qual Sabino era presidente, além de nomear uma comissão provisória no lugar. A reunião para oficializar a expulsão foi realizada nesta terça pela cúpula da sigla, por volta das 15h.

    A tensão entre Sabino e o partido começou após reportagem do ICL (Instituto Conhecimento Liberta) e UOL revelar acusações feitas por um piloto de que o presidente do partido, Antonio Rueda, seria dono de aviões operados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), ao que Rueda negou a acusação à época.

    Diante disso, integrantes do partido viram influência do Palácio do Planalto na reportagem, uma vez que um de seus autores tinha também um programa na TV Brasil. A partir daí, o União Brasil orientou que seus filiados que tivessem cargos no governo Lula deixassem as posições.

    Celso Sabino, no entanto, articulou sua permanência na gestão, principalmente pela expectativa de sua participação na execução da COP30 (Conferência Climática da ONU), que estava prestes a ocorrer no Pará, seu estado. Ele é deputado federal licenciado e o evento era um de seus principais palanques.
    Apesar da negociação, o partido determinou que Sabino deveria abandonar o cargo ou seria expulso da sigla.

    A relação de Rueda com o governo federal já vinha estremecida antes da reportagem do ICL. O dirigente partidário reclamava a aliados pelo fato de nunca ter sido recebido por Lula. A primeira reunião ocorreu em julho, um dia após o Congresso derrubar um decreto do governo com mudanças no IOF (Imposto sobre Circulação), e foi descrita por integrantes do União Brasil como “péssima”.

    De lá para cá, o presidente da República se queixou de declarações públicas de Rueda com críticas ao governo federal. O dirigente do partido é presidente da federação com o PP e tem se posicionado na oposição à gestão petista e em apoio a uma candidatura da centro-direita em 2026.

    Em agosto, em reunião ministerial, Lula cobrou fidelidade dos ministros do centrão e citou nominalmente Rueda, afirmando que não gostava dele e sabia que a recíproca era verdadeira.

    Na época do começo dos atritos entre Rueda e Lula, a principal ponte entre o presidente da República e o partido era o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). No entanto, hoje o relacionamento com o chefe da Casa também está abalado, após Lula ter indicado Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) ao invés de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), preferência de Alcolumbre.

    Desde então, o presidente do Senado reagiu incluindo na agenda do Congresso uma pauta considerada bomba para o orçamento do governo, além de desencadear uma nova leva de críticas entre Legislativo e Executivo.

    União Brasil expulsa Celso Sabino do partido, após ministro ficar no governo Lula

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  • Flávio reúne presidentes de PL, União e PP hoje à noite; Republicanos, de Tarcísio, não irá

    Flávio reúne presidentes de PL, União e PP hoje à noite; Republicanos, de Tarcísio, não irá

    O encontro vem três dias depois de Flávio afirmar que recebeu o apoio de seu pai, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) para ser o nome bolsonarista nas eleições presidenciais do ano que vem – pleito que era disputado com nomes como o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)

    O senador Flávio Bolsonaro (PL) reunirá na noite desta segunda-feira, 8, os presidentes de ao menos três partidos para conversar sobre seu plano de candidatura à Presidência da República, nas eleições de 2026. O encontro será realizado na casa de Flávio em Brasília, às 21h, e terá a presença dos presidentes do PL, Valdemar Costa Neto; do PP, Ciro Nogueira; e do União Brasil, Antônio Rueda.

    Marcos Pereira, que preside o Republicanos, também foi convidado, mas respondeu que não poderá participar. Flávio tenta captar o apoio das quatro siglas ao seu nome, com discussões para que indiquem um vice de chapa.

    O encontro vem três dias depois de Flávio afirmar que recebeu o apoio de seu pai, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) para ser o nome bolsonarista nas eleições presidenciais do ano que vem – pleito que era disputado com nomes como o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    No domingo, Flávio afirmou que só abriria mão de uma candidatura caso o próprio pai, que está inelegível e preso, concorresse.

    Flávio reúne presidentes de PL, União e PP hoje à noite; Republicanos, de Tarcísio, não irá

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  • Alerj se reúne nesta segunda para decidir sobre prisão do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar

    Alerj se reúne nesta segunda para decidir sobre prisão do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar

    A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro decide nesta segunda (8) se mantém ou revoga a prisão de Rodrigo Bacellar, presidente da Casa, detido pela PF na Operação Unha e Carne. Suspeito de vazar informações da Operação Zargun, Bacellar nega amizade com TH Joias, mas admitiu conversa prévia sobre a ação.

    A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) se reúne nesta segunda-feira, 8, para decidir se a prisão do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), será mantida ou revogada.

    A primeira análise será feita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), às 11 horas. Os deputados vão elaborar o Projeto de Resolução sobre o caso para que, depois, o texto siga para votação em plenário, às 15 horas. Nesta fase, votam os 69 deputados estaduais. São necessários, ao menos, 36 votos para revogar a prisão de Bacellar.

    A reunião na CCJ estava marcada para sexta-feira, 5, mas foi adiada para esta segunda.

    Bacellar foi preso na manhã de quarta-feira, 3, pela Polícia Federal, alvo da Operação Unha e Carne. Segundo a PF, ele é suspeito de ter vazado informações da Operação Zargun, na qual o então deputado estadual TH Joias foi preso, acusado de ligação criminosa com a facção Comando Vermelho (CV).

    A ordem de prisão foi expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator da ADPF das Favelas.

    De acordo com Moraes, a PF argumentou que Bacellar “orientou o investigado na remoção de objetos da sua residência”, o que indicaria envolvimento direto “no encobrimento do investigado à atuação dos órgãos de persecução penal”.

    Em depoimento à Polícia Federal (PF), o presidente da Alerj negou ser amigo do ex-deputado estadual TH Joias, mas admitiu ter falado com ele na véspera da operação que resultou em sua prisão.

    “[Ele] pede para falar comigo sozinho, no canto: ‘Tá sabendo de alguma operação amanhã para mim?’ Eu disse: ‘Não estou sabendo nada. Está uma fofocaiada na Casa já faz três dias de que vai ter algum problema nesta semana para deputado, onde a fumaça for’. Aí ele fala: ‘Não, beleza, eu não sei o que eu faço, se vou embora’. ‘Aí é com você. Eu, se estivesse no seu lugar, só me preocuparia com a tua filha pequena. Agora, você tem que saber o que faz ou deixa de fazer’”, contou o presidente da Alerj à PF.

    O depoimento dele foi revelado pelo programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo, 7.
     

     
     

    Alerj se reúne nesta segunda para decidir sobre prisão do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar

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  • Para 54%, Bolsonaro quis fugir; 33% culpam surto por dano à tornozeleira, mostra Datafolha

    Para 54%, Bolsonaro quis fugir; 33% culpam surto por dano à tornozeleira, mostra Datafolha

    Pesquisa Datafolha mostra que 54% dos brasileiros acreditam que Jair Bolsonaro danificou a tornozeleira eletrônica para preparar uma fuga, enquanto 33% aceitam sua versão de surto paranoico. Outros 13% não opinaram. Jovens tendem a crer na fuga, e os mais ricos no surto.

    (CBS NEWS) – A versão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de que danificou sua tornozeleira eletrônica porque estava em surto paranoico é aceita por 33% dos brasileiros, mas 54% concordam com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e acham que ele preparava uma fuga.

    Foi o que aferiu o Datafolha de terça-feira (2) a quinta (4), ouvindo 2.002 eleitores em 113 municípios brasileiros. A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou menos. Não souberam dizer o que acham do episódio consideráveis 13% dos entrevistados.

    O resultado global é verificado de forma homogênea entre os principais segmentos socioeconômicos da pesquisa, com as maiores variações nominais, mas dentro da margem de erro específica, de lado a lado em dois grupos. Jovens de 16 a 24 anos acreditam mais na fuga (60%), enquanto os mais ricos apostam no surto (40%).

    Já na leitura política, o surto é mais universalmente aceito entre grupos ligados ao bolsonarismo. Acreditam nisso 40% dos moradores do Sul e Norte/Centro-Oeste, 46% dos evangélicos e 66% dos eleitores do ex-presidente no segundo turno de 2022. Já a hipótese de tentativa de fuga encontra mais eco entre nordestinos (61%) e entre quem votou em Lula (66%).

    O episódio é um dos mais nebulosos da estonteante sucessão de fatos na reta final do processo no qual o político foi condenado pela trama golpista para tentar fica no Planalto e impedir a posse de Lula (PT).

    Tudo começou às 0h07 do dia 22 de novembro, um sábado.

    Bolsonaro estava preso em casa em Brasília desde 4 de agosto, já envergando uma tornozeleira, devido ao descumprimento de medidas cautelares ordenadas por Moraes enquanto esperava seu julgamento, cuja sentença de 27 anos e três meses de prisão foi proferida em 11 de setembro.

    Naquele horário, soou um alerta de violação do equipamento na central da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal. Agentes ligaram para a casa e ouviram o relato de que ele havia batido a tornozeleira numa escada, mas decidiram averiguar.

    Chegando lá, Bolsonaro mostrou a tornozeleira danificada com um ferro de solda, “por curiosidade”. Moraes considerou o risco de fuga, da qual suspeitava quando o filho do ex-presidente Flávio convocou uma “vigília de orações” para aquele sábado em frente à residência do pai.

    Para o ministro, a confusão seria usada para retirar o ex-presidente do local e levá-lo para uma embaixada de país simpático a ele, como EUA, Argentina ou Hungria -onde Bolsonaro dormiu de forma suspeita por duas noites em 2024. Os territórios diplomáticos são invioláveis.

    Inicialmente, os apoiadores de Bolsonaro tentaram ligar a prisão a uma suposta repressão religiosa, mas logo que as imagens da agente verificando a tornozeleira danificada foram divulgadas, passaram a espalhar a ideia de que o político havia surtado.

    Ele deu essa explicação quando passou por audiência de custódia com Moraes no dia seguinte (23), adicionando que estava paranoico com a hipótese de haver uma escuta no dispositivo.

    Seus advogados sugeriram que o episódio foi causado por uma combinação de medicamentos para outros problemas de saúde, como um soluço constante, mas médicos consideram a hipótese remota.

    Desde então, Bolsonaro está preso na superintendência da PF em Brasília, em uma sala simples com banheiro. O ministro decidiu mantê-lo no local e negou pedido de prisão domiciliar após o encerramento do processo, no dia 25 passado.

    Para 54%, Bolsonaro quis fugir; 33% culpam surto por dano à tornozeleira, mostra Datafolha

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  • Saiba o que pensa Jorge Messias, indicado de Lula para o STF, sobre aborto, emendas e violência

    Saiba o que pensa Jorge Messias, indicado de Lula para o STF, sobre aborto, emendas e violência

    O indicado por Lula ao STF (Supremo Tribunal Federal) também já se manifestou sobre temas como emendas parlamentares e segurança pública, seja na sua atuação à frente da AGU (Advocacia-Geral da União), seja nas redes sociais

    (CBS NEWS) – Pivô de crise entre crise entre o Senado e governo Lula (PT), o advogado-geral da União, Jorge Messias, 45, já disse ser contra ampliar o aborto legal, defendeu a regulação das big techs e, em seu doutorado, citou Karl Marx para defender a intervenção do Estado na economia.

    O indicado por Lula ao STF (Supremo Tribunal Federal) também já se manifestou sobre temas como emendas parlamentares e segurança pública, seja na sua atuação à frente da AGU (Advocacia-Geral da União), seja nas redes sociais.

    A escolha por Messias para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, aposentado há dois meses, desagradou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que queria o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no posto.

    Em um cenário de indefinição, a sabatina de Messias foi adiada. Considerando não ter o número de votos necessário para a aprovação, o governo retardou o envio de seu nome ao Senado, forçando o cancelamento da sessão parlamentar.

    Nascido no Recife (PE), o advogado-geral da União se formou em direito pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e obteve os títulos de mestre e doutor pelo programa Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional da Unb (Universidade de Brasília).

    Em tempos recentes, ele orbitou o poder nas gestões petistas. Exerceu diversas funções em ministérios e atuou como procurador do Banco Central e do BNDES. Também foi assessor parlamentar do senador Jaques Wagner (PT-BA).

    Ficou mais conhecido, em 2016, quando foi citado pela então presidente Dilma Rousseff em um telefonema a Lula, à época investigado na Lava Jato. A transcrição o identificou como “Bessias”.

    ABORTO

    Evangélico, da Igreja Batista, Messias disse a senadores ser contra o aborto, num aceno aos mais conservadores. Contudo, ele também endossou a atual legislação: o procedimento é liberado em casos específicos, como gestação resultante de estupro, feto anencefálico e perigo à vida da mãe. No ano passado, a AGU, sob comando de Messias, expediu parecer ao STF, se posicionando contra uma norma do CFM (Conselho Federal de Medicina) que vetava a assistolia fetal -procedimento médico para a realização do aborto- em casos de gestação acima de 22 semanas.

    O parecer sustentava que o conselho havia cometido abuso de poder ao restringir o procedimento, tentando alterar o que é previsto no Código Penal. Segundo a AGU, a mudança na lei seria atribuição do Congresso. Um mês antes da manifestação do órgão, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, já havia suspendido, em caráter liminar, a norma, impedindo também a punição de profissionais da área médica nesses casos.

    Parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) resgataram a manifestação da AGU. O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL) disse que Messias posava de cristão e apoiava o aborto mais cruel.

    REDES SOCIAIS

    Em diversas ocasiões, Messias defendeu a regulação do modelo de negócio das redes sociais. Segundo ele, trata-se de uma prioridade a ser analisada pelo Supremo. Em junho, ele classificou como histórica a decisão da corte que ampliou a responsabilização das big techs por conteúdos publicados por terceiros. No meio do ano, afirmou, em um evento, que as big techs deveriam disponibilizar o processo de construção algorítmica para o escrutínio público.

    SEGURANÇA PÚBLICA

    Durante um seminário sobre o tema realizado em maio, Messias defendeu a PEC da Segurança Pública e disse ser necessário investir mais em inteligência, porque a fórmula da violência já teria se esgotado. Para o advogado-geral da União, o tema da segurança pública deve ser discutido a partir de uma perspectiva social, democrática e humanista.

    Em março de 2024, ele se opôs às iniciativas de um grupo de governadores de direita do Sul e do Sudeste. Esses governadores elaboraram dois documentos, defendendo uma revisão de critérios para a liberdade provisória e alteração na concessão da chamada saidinha. Com as propostas, esses governadores ambicionavam endurecer o combate ao crime organizado espalhado pelo país.

    Nas redes sociais, Messias citou a Bíblia (“Não matarás”) para criticar o “populismo penal” dos governadores. “A violência deve ser combatida por uma política de segurança eficiente, com uma polícia equipada, organizada e valorizada”, escreveu, em sua conta no X.

    EMENDAS

    No ano passado, a AGU teve ao menos três pedidos negados por Dino para facilitar o desbloqueio de mais de R$ 13 bilhões em emendas. O órgão também publicou um parecer com orientações a ministérios para manter o bloqueio de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão.

    Com Messias já cotado para a corte, em outubro deste ano, a AGU disse em manifestação ao STF que o acordo entre os três Poderes firmado em 2024 foi satisfatório e defendeu que o Supremo declare a constitucionalidade do novo fluxo do pagamento de emendas parlamentares.

    Já indicado por Lula para a corte, Messias tenta desfazer o risco propalado por senadores de que ele seja um potencial “novo Dino”.

    ECONOMIA

    Defendida em 2024, a tese de doutorado de Messias, intitulada “O Centro de Governo e a AGU: Estratégias de Desenvolvimento do Brasil Na Sociedade de Risco Global”, oferece algumas informações sobre o pensamento socioeconômico de seu autor.

    Citando Marx e Engels (“Tudo o que é sólido se desmancha no ar”), Messias mostra, em seu trabalho, que o mundo contemporâneo é definido por um cenário de riscos de diversas naturezas -econômicos, políticos, ecológicos e sanitários. Tal cenário exigiria políticas públicas condizentes e novas medidas regulatórias do Estado. Messias citou a pandemia de Covid-19 para mostrar a necessidade da atuação estatal para mitigar os riscos.

    Saiba o que pensa Jorge Messias, indicado de Lula para o STF, sobre aborto, emendas e violência

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  • Preço para desistir de candidatura é 'Bolsonaro livre, nas urnas', diz Flávio Bolsonaro

    Preço para desistir de candidatura é 'Bolsonaro livre, nas urnas', diz Flávio Bolsonaro

    O senador declarou que a escolha pelo seu nome como pré-candidato é “muito consciente” e “não tem volta”, diante do cenário atual, com o pai preso e inelegível. “A minha pré-candidatura à Presidência da República é muito consciente”, afirmou

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, em entrevista à TV Record, que o preço para desistir de sua candidatura à Presidência em 2026 é ter o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “livre, nas urnas”. Segundo a emissora, Flávio afirmou na entrevista que será exibida neste domingo, 7, que o “preço é justiça com quase 60 milhões de brasileiros que foram sequestrados, estão dentro de um cativeiro, neste momento, junto com Jair Messias Bolsonaro”.

    O senador declarou que a escolha pelo seu nome como pré-candidato é “muito consciente” e “não tem volta”, diante do cenário atual, com o pai preso e inelegível. “A minha pré-candidatura à Presidência da República é muito consciente”, afirmou.

    Mais cedo, Flávio havia dito que existia “um preço” para retirar a candidatura e que a anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 fazia parte da negociação. Ele ressaltou, porém, que não se tratava apenas da anistia, sem especificar outras eventuais condições.

    A nova exigência, “Bolsonaro livre e nas urnas”, surgiu quando ele foi questionado se a anistia seria suficiente para fazê-lo desistir. O senador rejeitou a possibilidade de renunciar à pré-candidatura em favor de outra chapa neste momento. “O nome Flávio Bolsonaro está colocado e não sai”, afirmou.

    Jair Bolsonaro cumpre pena após ser condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

    Preço para desistir de candidatura é 'Bolsonaro livre, nas urnas', diz Flávio Bolsonaro

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  • Filme sobre Jair Bolsonaro tem primeiras imagens vazadas na internet

    Filme sobre Jair Bolsonaro tem primeiras imagens vazadas na internet

    Nas filmagens, é possível ver Caviezel usando uma camisa verde e amarela com uma estampa em que se lê “meu partido é o Brasil”. Ele está em cima de um palanque, enquanto é ovacionado por dezenas de pessoas. Atrás dele, parte do público agita bandeiras com o rosto do político.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Circulam na internet imagens e vídeos que mostram o ator americano Jim Caviezel dando vida ao ex-presidente Jair Bolsonaro no filme “Dark Horse”, longa que deve narrar os momentos do ex-presidente após ser vítima de um esfaqueamento em Juiz de Fora (MG), em 2018.

    Nas filmagens, é possível ver Caviezel usando uma camisa verde e amarela com uma estampa em que se lê “meu partido é o Brasil”. Ele está em cima de um palanque, enquanto é ovacionado por dezenas de pessoas. Atrás dele, parte do público agita bandeiras com o rosto do político.

    Como mostrou a Folha, o filme começou a ser rodado em São Paulo em outubro. A primeira locação de filmagem foi no Hospital Indianópolis, na zona sul da capital paulista.

    O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana. Ele tem em seu currículo filmes como “Infidel”, “O Jovem Messias” e “O Apedrejamento de Soraya M.”, segundo o Internet Movie Database.

    O roteiro do filme contém a informação de que é baseado “em uma história real escrita por Mario Frias intitulado ‘Capitão do Povo’”.
    Segundo fontes ouvidas pela Folha, o filme tem produção de Eduardo Verástegui, que produziu “Som da Liberdade”, filme de 2023 que fez um enorme sucesso entre o público de direita e conservador.

    Filme sobre Jair Bolsonaro tem primeiras imagens vazadas na internet

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  • Flávio admite retirar candidatura: 'Tenho um preço para isso'

    Flávio admite retirar candidatura: 'Tenho um preço para isso'

    Questionado se esse “preço” estaria relacionado à votação da anistia, o senador respondeu de forma direta: “Está quente, está perto”.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de seu primeiro ato público após anunciar sua candidatura à Presidência da República e admitiu que pode desistir da disputa. Segundo ele, existe “um preço” para abrir mão do projeto. Durante a conversa com jornalistas, Flávio afirmou que ainda há possibilidade de não seguir até o fim da corrida eleitoral: “Tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho preço para isso. Eu vou negociar. Eu tenho preço para não ir até o fim”.

    Questionado se esse “preço” estaria relacionado à votação da anistia, o senador respondeu de forma direta: “Está quente, está perto”. A declaração ocorreu dias após a divulgação de pesquisa Datafolha que mostrou baixa preferência do eleitorado por seu nome. Apenas 8% dos entrevistados consideram Flávio como o candidato que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria apoiar em 2026. Os principais nomes citados continuam sendo Michelle Bolsonaro, com 22%, e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), com 20%.

    Flávio Bolsonaro participou de um culto em Brasília e, após o evento, reafirmou que sua decisão de se lançar candidato foi tomada após conversas com o pai, que está preso. Ele afirmou que aguardava o momento em que Jair Bolsonaro se sentiria “confortável” para autorizar o anúncio oficial da pré-candidatura.

    Segundo o senador, o ex-presidente já o sondava “há bastante tempo” sobre a possibilidade de disputar a Presidência, considerando o cenário político atual e as dificuldades enfrentadas pelo grupo. Flávio disse que a decisão final ocorreu após uma reunião familiar realizada na última semana, na qual discutiram os rumos políticos e o momento considerado adequado para tornar pública a candidatura.

    Agora, afirmou o senador, o foco é ampliar alianças, reunir apoiadores e iniciar a construção do projeto de governo que pretende apresentar ao eleitorado caso siga na disputa presidencial.

    Flávio admite retirar candidatura: 'Tenho um preço para isso'

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  • Michelle foi quem mais visitou Bolsonaro na PF desde a prisão

    Michelle foi quem mais visitou Bolsonaro na PF desde a prisão

    Preso desde o dia 22, Bolsonaro já recebeu a visita de Michelle e dos filhos. Carlos Bolsonaro (PL-RJ), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Jair Renan (PL-SC) e a caçula Laura Bolsonaro visitaram o ex-presidente.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi quem mais visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.

    Preso desde o dia 22, Bolsonaro já recebeu a visita de Michelle e dos filhos. Carlos Bolsonaro (PL-RJ), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Jair Renan (PL-SC) e a caçula Laura Bolsonaro visitaram o ex-presidente.

    Desde a prisão, Michelle foi quem fez mais visitas. Na quinta, a ex-primeira-dama visitou o marido pela terceira vez, acompanhada da filha Laura – que viu o pai pela primeira vez na prisão.

    Com duas visitas, Flávio foi o segundo familiar que mais visitou Bolsonaro. O senador ainda não visitou o ex-presidente após a confirmação de sua candidatura à Presidência em 2026. Michelle e Flávio devem visitar o ex-presidente na próxima terça-feira.

    Jair Renan e Carlos visitaram o pai uma vez cada. Carlos poderia ter ido visitar o pai pela segunda vez na quinta, mas a defesa de Bolsonaro pediu mudança na data, alegando que o vereador já possuía viagem marcada para Santa Catarina. O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido.

    A PF prevê que visitas a presos na unidade só podem ocorrer às terças e quintas-feiras. Os encontros são individuais, com duração de 30 minutos.

    Bolsonaro cumpre pena por trama golpista
    Ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão. A condenação foi por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

    Do total, Moraes defendeu que 24 anos e 9 meses sejam cumpridos em regime de reclusão. Os demais 2 anos e seis meses em regime de detenção, além de 124 dias-multa fixados em dois salários mínimos.

    Ex-presidente pode ter progressão de pena e ir para o regime semiaberto em 2033 e ter liberdade condicional apenas em 2037, segundo a Vara de Execução Penal. Já o término da pena será em 4 de novembro de 2052.

    Além do ex-presidente, outros sete réus foram condenados por tentativa de golpe de Estado. Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto terão de cumprir penas que vão de 2 a 27 anos de prisão.

    Michelle foi quem mais visitou Bolsonaro na PF desde a prisão

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