Categoria: POLÍTICA

  • Fux altera regras de eleição indireta no RJ e atinge pré-candidatos a mandato-tampão

    Fux altera regras de eleição indireta no RJ e atinge pré-candidatos a mandato-tampão

    Ministro do STF afirma que prazo de desincompatibilização de 6 meses deve ser respeitado mesmo em pleito não planejado; magistrado também defende votação secreta para evitar interferência do crime organizado na eleição

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O estado de São Paulo confirmou no último dia 11 o primeiro caso de sarampo de 2026: um bebê de seis meses que contraiu a doença durante uma viagem à Bolívia em janeiro. A criança não estava vacinada porque ainda não tinha chegado à idade recomendada para receber o imunizante.

    A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, só é aplicada a partir dos 12 meses. A razão é biológica: bebês recebem anticorpos da mãe durante a gestação, e esses anticorpos interferem na resposta imunológica à vacina nos primeiros meses de vida. “A mãe que já teve a doença ou já tomou a vacina passa os anticorpos na gravidez para o filho. Por isso a gente só recomenda vacinar depois de 12 meses”, diz o infectologista pediatra Renato Kfouri.

    Isso não significa que o bebê está completamente protegido pelo anticorpo materno nesse período. “Nem sempre eles são suficientes para prevenir a doença”, diz Kfouri. É essa janela que torna crianças menores de um ano especialmente vulneráveis quando expostas ao vírus.

    Para bebês entre seis meses e um ano que vão a regiões com transmissão ativa do sarampo, especialistas recomendam uma estratégia chamada “dose zero”: aplicar a vacina antes do primeiro aniversário. Ela oferece proteção parcial, não substitui as duas doses do calendário regular -feitas aos 12 e 15 meses- e por isso não é contabilizada no esquema vacinal.

    O número de casos de sarampo nas Américas cresceu 32 vezes entre 2024 e 2025, o que levou a Opas, escritório regional da OMS, a emitir um alerta e pedir ação imediata dos países. Em 2025, foram 14.891 casos em 13 países do continente.

    A Bolívia registrou 597 casos e continua com transmissão ativa. Nos Estados Unidos, a situação é epidêmica, em meio à desconfiança pública nas vacinas impulsionada pelo governo Donald Trump. O país registrou 2.242 casos no ano passado, com três mortes. No Brasil, foram 38 casos confirmados em 2025, dez deles contraídos fora do país.

    “Entre seis meses e um ano, você avalia se esse bebê está indo para uma situação de risco. Sem dúvida, ele deve fazer essa dose extra para ir com mais segurança”, afirma Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

    Antes dos seis meses, a vacina não tem indicação: a concentração de anticorpos maternos ainda é alta para permitir qualquer resposta imunológica. Há quem defenda que, nesse caso, a melhor decisão é simplesmente não viajar. “Se a criança não está com a vacinação completa, a ida a qualquer lugar é arriscada”, diz o imunologista Luiz Vicente Rizzo, diretor de pesquisa do Einstein Hospital Israelita.

    A dose zero, no entanto, não faz parte do calendário do PNI (Programa Nacional de Imunizações) e só é ativada na rede pública em situações de surto no Brasil.

    “A ação é programática. Não temos essa recomendação de vacinação extraordinária e individualizada”, afirma Eder Gatti, diretor do PNI no Ministério da Saúde. Algumas cidades têm centros públicos de medicina do viajante que podem avaliar o caso individualmente, mas não é regra. Para a maioria das famílias, a dose precisará ser obtida na rede privada.

    Além do sarampo, o calendário do SUS (Sistema Único de Saúde) para o primeiro ano de vida oferece até os seis meses vacinas contra hepatite B, tuberculose, poliomielite, rotavírus, coqueluche, tétano, difteria, meningite por Haemophilus, pneumonia e meningite C. Aos seis meses entra a vacina contra gripe -duas doses com intervalo de um mês da primeira vacinação. Aos nove meses, a vacina contra febre amarela, prevista no calendário nacional para toda a população é especialmente relevante para viagens a áreas com transmissão ativa da doença, como partes do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

    A SBIm recomenda vacinas adicionais ou com formulações mais abrangentes do que as oferecidas pelo SUS -como a pneumocócica 20-valente, no lugar da 10-valente disponível nos postos-, mas o calendário básico público já cobre as principais doenças preveníveis na infância.

    A preocupação não se limita a viagens internacionais. O Brasil tem perfis epidemiológicos muito diferentes entre suas regiões: áreas com risco de febre amarela, dengue, malária e leishmaniose exigem atenção específica conforme o destino.

    “Vacinação em dia é garantia de proteção para coqueluche, pneumonia, diarreia por rotavírus, febre amarela, gripe. Não muda nada viajar dentro ou fora do Brasil”, diz Kfouri.

    A orientação dos especialistas converge em um ponto: consultar o pediatra antes de qualquer viagem com bebê, verificar o perfil epidemiológico do destino e avaliar se há alguma dose que possa ser antecipada.

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  • Deputada Fabiana Bolsonaro faz 'blackface' em protesto transfóbico

    Deputada Fabiana Bolsonaro faz 'blackface' em protesto transfóbico

    A deputada Fabiana Bolsonaro, do PL, decidiu atacar a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara

    Na tarde desta quarta-feira (18), a deputada estadual paulista Fabiana Bolsonaro (PL) fez ‘blackface’ (quando alguém se pinta para representar uma pessoa negra, de forma pejorativa) no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), em protesto transfóbico contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

    Fabiana Bolsonaro alegou que Erika Hilton está “roubando um espaço” das mulheres cisgênero ao assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A parlamentar citou uma suposta “transição de raça” comparando com a transição de gênero.

    Protesto transfóbico

    “Agora, aos 32 anos, decido me maquiar. Me pintando de negra, sinto na pele a dor que uma pessoa negra sentiu? O racismo? Eu estou negra agora?”, questionou.

    “Não adianta eu me maquiar, eu não sei as dores que vocês passaram. Não adianta eu fingir algo, eu não sei as dores”, em analogia para dizer que Hilton não poderia representar as mulheres cisgênero na Câmara. “Eu me reconheço como negra, por que eu não posso presidir a comissão sobre racismo? Por que eu não posso cuidar dessa pauta?”, disse.

    A parlamentar defendeu ainda que seja criada uma comissão separada para pessoas trans: “Uma trans está tirando o espaço de uma mulher [cis]. Que crie a sua categoria, a sua comunidade. E tem muitas pessoas trans que precisam dessa defesa. Para vocês crescerem, não precisam nos engolir”.

    Erika Hilton

    Vale destacar que em diversos municípios pelo Brasil, há muitas comissões dos Direitos da Mulher liderada apenas por homens. A questão de gênero nunca foi debatida pela direita e extrema-direita, que agora usa Erika Hilton para ter visibilidade. A deputada do PSOL é uma das parlamentares que mais apresentou e aprovou projetos voltados para mulheres.

    Fabiana Bolsonaro

    Fabiana de Lima Barroso, que adotou o sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como forma de identificação política, foi vice-prefeita de Barrinha, no interior de São Paulo, antes de se eleger para a Alesp.

    Deputada Fabiana Bolsonaro faz 'blackface' em protesto transfóbico

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  • Zema compara STF a papa pedófilo e diz que tribunal 'está aprontando'

    Zema compara STF a papa pedófilo e diz que tribunal 'está aprontando'

    Governador de MG aumenta críticas ao Supremo como estratégia para tentar crescer em pesquisas; Gilmar afirmou em sessão que gestão do mineiro sobrevive graças a liminares concedidas pelo tribunal

    BELO HORIZONTE, MG (CBS NEWS) – Governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo) voltou a criticar nesta quarta-feira (18) o Supremo Tribunal Federal (STF) e comparou a atuação da corte à de um papa pedófilo.

    Zema, que ainda patina nas pesquisas eleitorais, tem adotado nas últimas semanas um discurso de confronto com o Supremo em meio às polêmicas do caso Master que cercam o tribunal.

    “O que nós estamos assistindo no Brasil, eu não me lembro de ter assistido à mais alta corte, que deveria ser referência. Olha o que ela está aprontando. É como se nós tivéssemos um papa pedófilo. O que esperar dos padres?”, afirmou o governador em evento do agronegócio em Belo Horizonte.

    O governador mineiro, que vai passar o cargo no próximo domingo (22) ao vice, Mateus Simões (PSD), criticou o Supremo após ser questionado sobre como levaria a bandeira do agronegócio para a pré-campanha à Presidência.

    Como mostrou a coluna Painel, Zema e o partido Novo têm buscado ocupar o espaço dos bolsonaristas nas críticas ao Judiciário.

    Estrategistas do governador mineiro avaliam que os partidários de Flávio Bolsonaro (PL) têm adotado cautela nos ataques ao Judiciário, com o intuito de demonstrar moderação junto ao eleitor de centro.

    O acúmulo de críticas de Zema ao STF chegou a ser alvo de comentários do ministro Gilmar Mendes em sessão do Supremo no início do mês.

    “É chocante ver um governador como o de Minas Gerais, que levou o estado a uma debacle econômica, mas está sobrevivendo graças a liminares dadas por este tribunal, atacar o tribunal. Eu fico pensando ‘Pai, eles não sabem o que fazem’”, disse o decano.

    Gilmar se referia a uma decisão do STF ainda do fim do governo do antecessor de Zema, Fernando Pimentel (PT), que liberou o estado de pagar suas dívidas com a União.

    A liminar foi renovada ao longo do governo Zema até a entrada do estado no Regime de Recuperação Fiscal -também por decisão do Supremo.

    Minas Gerais encerrou 2025 com R$ 177 bilhões em dívidas junto à União, alta de 40% em valores corrigidos pela inflação em relação a 2018, último ano antes de Zema assumir o cargo.

    A gestão estadual afirma que não contraiu novas dívidas no período e que a alta é justificada pela incidência de juros e outros encargos. Também diz que um indicador que mede a capacidade de pagamento do estado melhorou durante o governo Zema.

     

    Zema compara STF a papa pedófilo e diz que tribunal 'está aprontando'

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  • Bolsonaro tem 'melhora importante', mas ainda sem previsão de deixar a UTI, diz hospital

    Bolsonaro tem 'melhora importante', mas ainda sem previsão de deixar a UTI, diz hospital

    O ex-presidente está preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão; Bolsonaro foi hospitalizado na última sexta-feira, 13, com broncopneumonia bacteriana bilateral

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou “boa evolução clínica, com melhora parcial dos aspectos tomográficos e melhora importante dos marcadores inflamatórios”, segundo boletim médico divulgado pelo hospital DF Star nesta quarta-feira, 18. Apesar do progresso no tratamento, os médicos destacam que ainda não há previsão de alta da unidade de terapia intensiva (UTI).

    O ex-presidente foi hospitalizado na última sexta-feira, 13, com broncopneumonia bacteriana bilateral. Segundo o boletim médico, Bolsonaro “tem programação de manter o tratamento com antibioticoterapia e segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”.

    Após deixar o hospital na manhã desta quarta, o médico Brasil Caiado explicou a jornalistas que um novo exame apontou uma melhora parcial do pulmão direito, sendo que o lado esquerdo do órgão ainda apresenta comprometimento moderado e difuso.

    O cardiologista destacou ainda que apesar de não haver previsão de alta da UTI, existe uma expectativa de que, com as reações positivas ao tratamento, Bolsonaro possa ser transferido para o quarto neste final de semana.

    “A prudência manda deixarmos lá (na UTI) para termos total segurança, observar, como eu falei, o quadro clínico, a evolução laboratorial, a melhora dos sintomas. Mas acredito que pode ser, daqui para o final de semana, que evoluamos para uma transferência para o quarto. Mas eu não sei exatamente o momento”, disse Caiado.

    Na última sexta, o médico afirmou que essa foi a “maior pneumonia que Bolsonaro já teve”. O ex-presidente chegou à UTI com água nos pulmões, causadas pela aspiração de líquido do estômago, em decorrência dos soluços frequentes que ele apresenta.

    “Pelo passado dele de várias comorbidades, e a principal delas, neste caso, nós suspeitamos, é esofagite, a gastrite e o refluxo gastroesofágico. Este refluxo, quando é aspirado para o pulmão, causa uma pneumonia aguda, grave”, explicou o médico.

    “Em geral, (o tratamento é com) antibiótico, terapia venosa. Em quadro de pneumonia grave bilateral, você pode estimar por mais de sete dias, oito, dez, doze (de internação), mas é impossível falar”, afirmou. “Temos que nos antecipar a qualquer tipo de probabilidade de complicação. Depende muito da resposta do organismo dele ao antibiótico”, completou.

    Bolsonaro está preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após as eleições de 2022.

    Bolsonaro tem 'melhora importante', mas ainda sem previsão de deixar a UTI, diz hospital

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  • Hugo Motta: Não concordamos com nenhum episódio de transfobia

    Hugo Motta: Não concordamos com nenhum episódio de transfobia

    “A Câmara dos Deputados tem e deve ser sempre uma casa plural, que respeita todos, que respeita as minorias”, disse Hugo Motta, após ser questionado sobre ataques contra Erika Hilton

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), repudiou a prática de transfobia ao comentar sobre a repercussão da nomeação da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) à presidência da Comissão de Mulheres da Câmara.

    As declarações ocorreram nesta quarta-feira, 18, à imprensa, após Motta ter inaugurado a Sala Lilás da Câmara, espaço voltado para o acolhimento de mulheres vítimas de violência.

    “Não concordamos com nenhum episódio de transfobia ou com qualquer tipo de preconceito. A Câmara dos Deputados tem e deve ser sempre uma casa plural, que respeita todos, que respeita as minorias”, disse Motta, após ser questionado sobre o caso de Erika.

    A deputada entrou com ações contra o apresentador Carlos Roberto Massa, o “Ratinho”, do SBT, após ele ter dito ser contrário à nomeação da parlamentar como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher porque “ela não é mulher”. A instalação do colegiado ocorreu em 11 de março.

    Hugo Motta: Não concordamos com nenhum episódio de transfobia

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  • STF: Mendonça prorroga inquérito sobre Banco Master por 60 dias a pedido da PF

    STF: Mendonça prorroga inquérito sobre Banco Master por 60 dias a pedido da PF

    O ministro André Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que disse precisar de novas diligências para esclarecer os fatos envolvendo o Banco Master

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça prorrogou por mais 60 dias o inquérito que apura irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Ele atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que disse precisar de novas diligências para esclarecer os fatos.

    A Polícia Federal requer nova prorrogação de prazo para a realização de diligências reputadas imprescindíveis para o esclarecimento dos fatos. Considerando-se as razões apresentadas pela autoridade de polícia judiciária federal, defiro o pedido, prorrogando o inquérito por mais 60 dias”, diz a decisão, que também intimou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manifestar sobre a prorrogação.

    Esta é a segunda vez em que o inquérito foi prorrogado. A primeira foi em janeiro, quando o caso ainda era relatado pelo ministro Dias Toffoli. Ele saiu da relatoria após a PF entregar ao Supremo um relatório com citações ao ministro no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, que está preso.

    A investigação apura a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras falsas de crédito ao BRB e uma estrutura de ativos inflados que teria elevado artificialmente o patrimônio do Master. Entre os investigados estão diretores do Master e do BRB, além de empresários e ex-executivos ligados às instituições financeiras.

    STF: Mendonça prorroga inquérito sobre Banco Master por 60 dias a pedido da PF

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  • Moro faz acordo com Flávio Bolsonaro para concorrer a governo do Paraná

    Moro faz acordo com Flávio Bolsonaro para concorrer a governo do Paraná

    Ex-juiz deve se candidatar pelo PL para garantir um palanque forte para Flávio no estado e estrutura partidária; durante governo Bolsonaro, o ex-presidente foi acusado por Moro de tentar interferir na PF contra investigação de Flávio

    Nesta terça-feira (17), o ex-deputado Tony Garcia revelou que ele e o pré-candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), bateram o martelo sobre quem deveriam apoiar para concorrer ao governo do Paraná. Sergio Moro  (União-PR), que lidera as pesquisas de intenção de votos para o governo do Paraná e estava em busca de partido para disputar a eleição, teria sido o escolhido.

    De acordo com informações da ‘Revista Fórum’, Moro teria aceitado a proposta e deve se filiar ao PL na semana que vem. O acordo mira a garantia de um palanque forte para Flávio no estado e estrutura partidária para Moro, que temia ficar isolado.

    A parceria entre Flávio Bolsonaro e Sergio Moro surgiu com decisão do governador Ratinho Jr. de disputar a presidência da República pelo PSD, deixando de ter espaço no Paraná para focar em candidatura nacional.

    Moro no governo Bolsonaro

    Sergio Moro, pediu demissão em 24 de abril de 2020 em entrevista coletiva após exoneração do diretor-geral da Polícia Federal (PF) pelo presidente Jair Bolsonaro, o qual Moro acusou de interferência na Polícia Federal para proteger Flávio no esquema das rachadinhas.

    Nos bastidores, Flávio Bolsonaro teria sido o motivo para que Moro deixasse o Ministério da Justiça de Jair Bolsonaro. Em uma reunião gravada no Palácio, Bolsonaro disse: “Se não vai ajudar, não atrapalha “. E ainda afirmou que se não pudesse interferir no trabalho da PF mudaria o ministro. O que acabou ocorrendo.

     

    Moro faz acordo com Flávio Bolsonaro para concorrer a governo do Paraná

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  • Estado de saúde pode fazer Bolsonaro ir para prisão domiciliar? Veja o que diz especialista

    Estado de saúde pode fazer Bolsonaro ir para prisão domiciliar? Veja o que diz especialista

    Internado com pneumonia, ex-presidente pede prisão domiciliar por motivos de saúde. Defesa aponta gravidade do quadro, enquanto especialistas afirmam que decisão depende de avaliação médica e pode incluir restrições durante o cumprimento da pena.

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista de 2022.

    O ex-chefe do Executivo está internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde trata uma pneumonia bacteriana bilateral. Os advogados solicitam que o ministro Alexandre de Moraes reconsidere decisão anterior que negou o benefício.

    A defesa afirma que o quadro de saúde é de extrema gravidade e justifica a concessão da prisão domiciliar. Especialistas apontam que o ex-presidente pode atender aos requisitos legais, mas destacam que a decisão depende de avaliação médica oficial indicada pelo Judiciário.

    Caso o pedido seja aceito, a medida deve ser temporária e acompanhada de restrições, como limitação de visitas e de contatos externos. A permanência em casa dependerá da evolução do estado de saúde.

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    Estado de saúde pode fazer Bolsonaro ir para prisão domiciliar? Veja o que diz especialista

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  • Dirceu ataca Flávio, rejeita 'Lulinha paz e amor' e reúne políticos do Centrão em aniversário

    Dirceu ataca Flávio, rejeita 'Lulinha paz e amor' e reúne políticos do Centrão em aniversário

    Em evento com presença de ministros, aliados e nomes do Centrão, ex-ministro critica Flávio Bolsonaro, defende Lula e afirma que eleição será marcada por confronto político e debate sobre soberania, corrupção e rumos econômicos do país

    O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato a deputado federal José Dirceu (PT-SP) reuniu ministros, políticos da base governista e do Centrão e lideranças históricas do PT na festa em que comemorou seus 80 anos, em um restaurante de luxo em Brasília, na noite desta terça-feira (17). No discurso, Dirceu atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

    Dirceu afirmou que Flávio representaria a volta da extrema direita ao poder e que a soberania do Brasil está em jogo nas eleições deste ano. O ex-ministro declarou ainda que o senador teria um programa semelhante ao do presidente da Argentina, Javier Milei, com propostas como desvincular o salário mínimo das aposentadorias, privatizar bancos públicos e a Petrobras e acabar com o piso da saúde e da educação. Ele afirmou que o adversário quer fazer o país regredir ao século 19.

    Ele também disse que a volta do bolsonarismo teria como nome Flávio Bolsonaro, a quem chamou de golpista, afirmando que o senador teria a mesma origem política do pai. Segundo Dirceu, o parlamentar estaria alinhado aos interesses dos Estados Unidos e a uma agenda de guerra, o que, na sua avaliação, colocaria em risco a soberania nacional.

    Durante o evento, Dirceu elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o petista demonstrou capacidade de governar o país diante de conflitos internacionais, especialmente durante a crise do tarifaço. O ex-ministro também disse que a próxima campanha presidencial não seguirá o perfil conciliador adotado por Lula em 2002.

    Ele afirmou que será necessário conquistar a maioria da população com uma proposta de transformação política e social no Brasil, deixando claro que não se trata de uma campanha moderada.

    Condenado nos escândalos do mensalão e da Operação Lava Jato, Dirceu defendeu investigações sobre fraudes bilionárias envolvendo descontos indevidos no INSS e o Banco Master. Ao mesmo tempo, afirmou que políticos de direita chegaram ao poder com o discurso anticorrupção, que, segundo ele, deve voltar ao centro do debate neste ano.

    Ele citou como exemplos as eleições de Jânio Quadros, Fernando Collor e Jair Bolsonaro, além do período da ditadura militar, que, segundo ele, também se sustentou inicialmente sob o argumento de combate à corrupção.

    Entre os presentes estavam o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), além dos ministros Camilo Santana (Educação), Esther Dweck (Gestão), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Wolney Queiroz (Previdência Social).

    Políticos do Centrão também participaram do evento. Estiveram presentes o líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA), o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o deputado Celso Sabino (sem partido-PA).

    Dirceu ataca Flávio, rejeita 'Lulinha paz e amor' e reúne políticos do Centrão em aniversário

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  • Mendonça vai relatar pedido de prorrogação da CPMI do INSS

    Mendonça vai relatar pedido de prorrogação da CPMI do INSS

    Presidente da comissão aponta no STF omissão do presidente do Senado; comissão apura a suposta participação do banco em empréstimos consignados irregulares a aposentados e pensionistas

    O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federa (STF), foi sorteado nesta terça-feira (17) para relatar o pedido de prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. 

    Na sexta-feira (13), o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), protocolou um mandado de segurança no STF para o obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a ler o requerimento no qual a CPMI pede a prorrogação dos trabalhos, que estão previstos para acabar no dia 28 deste mês.

    Segundo o senador, há omissão de Alcolumbre e da Mesa Diretora ao não receberem o requerimento de prorrogação. 

    “A Mesa Diretora e o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, não querem adotar as providências necessárias para a prorrogação da CPMI do INSS, desde a não determinação de recebimento do requerimento até a não promoção da leitura do referido pedido de extensão de prazo na sessão do Senado Federal ou do Congresso Nacional”, argumenta a CPMI.

    Caso Master

    Mendonça também é relator do inquérito que apura as fraudes no Banco Master.Ontem, o ministro proibiu a CPMI do INSS de ter acesso a novos dados da quebra de sigilos dos sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. 

    A comissão apura a suposta participação do banco em empréstimos consignados irregulares a aposentados e pensionistas.

    Com a decisão, os dados, que estão em uma sala-cofre da CPMI, no Senado, deverão ser devolvidos para a Polícia Federal (PF).  

    A medida foi tomada após o ministro determinar a abertura de inquérito para investigar o vazamento de conversas privada entre Vorcaro e sua ex-namorada.

     

    Mendonça vai relatar pedido de prorrogação da CPMI do INSS

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