Categoria: POLÍTICA

  • Glauber Braga é retirado à força após ocupar a Mesa Diretora da Câmara

    Glauber Braga é retirado à força após ocupar a Mesa Diretora da Câmara

    Parlamentar decidiu protestar na Câmara e foi agredido por outros parlamentares de direita e extrema-direita; Hugo Motta teria ordenado tirar sinal da ‘TV Câmara’ e impediu o trabalho da imprensa no local

    Nesta terça-feira (9), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou a líderes partidários e para imprensa que a Câmara votaria a perda de mandato dos deputados Carla Zambelli (PL-SP), Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Glauber Braga (PSOL-RJ). No entanto, o caso chamou a atenção, já que Zambelli e Ramagem foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal e Glauber recebeu o ‘mesmo tratamento’, sendo que o deputado do PSOL apenas se envolveu em uma confusão após ser hostilizado por um militante de extrema-direita.

    Glauber Braga (PSOL-RJ) decidiu protestar e sentou na Mesa Diretora da Câmara, no entanto acabou sendo retirado à força do local e foi agredido por outros parlamentares e por força policial. Hugo Motta (Republicanos-PB) determinou o esvaziamento do plenário, impedindo a imprensa de entrar no local.

    “A única coisa que eu pedi ao Hugo Motta foi que ele tivesse comigo 1% tratamento que teve com aqueles deputados que sequestraram a Mesa Diretora da Câmara”, declarou Gauber se referindo aos parlamentares bolsonaristas que protestaram contra prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em agosto. Na ocasião, Hugo Motta foi intimidado e impedido de sentar na cadeira de presidente da Câmara.

    O presidente da Câmara vem sendo duramente criticado por impossibilitar os trabalhos da imprensa e por tirar sinal da ‘TV Câmara’ durante a confusão. Depois das agressões contra Glauber, Hugo Motta afirmou que não ordenou a saída da imprensa do plenário da Câmara e nem a retirada do sinal da TV Câmara.

    Glauber denuncia Emendas Secretas

    Vale lembrar que Glauber Braga (PSOL-RJ) entrou na mira de Hugo Motta e parlamentares de direita e extrema-direita após denunciar o uso de ‘emendas secretas’ ou ‘emendas pix’ que estariam sendo usadas sem registros do uso de verba pública.

     

    Glauber Braga é retirado à força após ocupar a Mesa Diretora da Câmara

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  • PL da Dosimetria pode reduzir regime fechado de Bolsonaro para 2 a 4 anos

    PL da Dosimetria pode reduzir regime fechado de Bolsonaro para 2 a 4 anos

    Relator fala em prisão por 2 anos e 4 meses em regime fechado, mas período dependerá de trabalho e estudo e de interpretação pelo STF; proposta proíbe somatória de crimes e diminui punição de quem atuou em contexto de multidão; ex-presidente seguiria condenado a mais de 20 anos

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O novo parecer do projeto de lei de redução de penas para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, protocolado nesta terça-feira (9) pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), pode diminuir o tempo de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em regime fechado para 2 anos e 4 meses, segundo o relator e parlamentares de oposição.

    A depender da interpretação, porém, o texto pode levar a uma redução menor, para algo entre 3 anos e 4 meses e 4 anos e 2 meses em regime fechado. Eventual redução para o patamar esperado pela oposição dependerá da remição da pena, ou seja, de Bolsonaro reduzir seu tempo preso por meio de trabalho ou estudo.

    Com a condenação atual, o tempo em regime fechado é estimado entre 6 anos e 10 meses a pouco mais de 8 anos.

    A proposta será votada nesta terça no plenário da Câmara dos Deputados, segundo o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). O parecer foi protocolado em seguida, após meses de negociação. A oposição desistiu de propor uma emenda ao projeto para anistiar de forma ampla e irrestrita todos os condenados pelos atos golpistas, em troca do apoio do centrão à redução de penas.

    Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo STF por cinco crimes, como líder da trama golpista. Outros sete réus foram condenados a penas que vão de 2 a 26 anos de reclusão. Além deles, centenas de pessoas foram punidas pelos atos do 8 de Janeiro.

    O parecer protocolado por Paulinho unifica os crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, aplicando apenas a pena daquele que é maior. Com isso, no caso de Bolsonaro, seria descartado o crime de abolição violenta do Estado democrático de Direito (6 anos e 6 meses de prisão). Restariam ainda 20 anos e 9 meses de prisão.

    A legislação prevê a possibilidade de progressão de regime, para que o condenado com bom comportamento possa migrar para o semiaberto ou aberto após um tempo. O projeto fixa que, nesses casos, o regime de progressão será após o cumprimento de um sexto da pena, não mais um quarto.

    Com as mudanças feitas pelo projeto, a progressão ocorreria após 3 anos e cerca de 4 meses.

    O relator, no entanto, diz que a redução será maior. “Dá mais de 3 anos, mas depois tem a remição de penas, e cai para 2 [anos e] 4 [meses”, disse Paulinho à Folha de S.Paulo, sem detalhar como ocorrerá. O projeto determina que a remição poderá ocorrer mesmo em regime domiciliar.

    Advogados, no entanto, apontam que a redução pode ser menor, já que o texto pode ser interpretado de forma a ampliar a pena por golpe de Estado entre 1/6 e 2/3, a depender da interpretação do juiz -neste caso, o STF (Supremo Tribunal Federal).

    Com isso, o tempo de prisão iria para algo entre 21 anos e 10 meses e 25 anos e 1 mês. Com a progressão, poderia chegar a 4 anos e 2 meses antes de migrar para o semiaberto.

    O projeto pode ter efeito maior sobre outros condenados pela trama golpista.

    Além de impedir a somatória das penas e o tempo para progressão de regime, o texto permite a redução das penas entre 1/3 e 2/3 quando os crimes forem praticados “em contexto de multidão”, como foi o caso das centenas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que depredaram as sedes dos três Poderes.

    Para esta redução de penas, no entanto, o condenado ou réu não pode ter praticado ato de financiamento ou exercido papel de liderança para a tentativa de golpe de Estado.

    Com a aprovação do projeto, o centrão afirma que ficará mais fácil de convencer Bolsonaro a apoiar a candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na sexta (5), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se colocou como candidato, mas depois sinalizou que seu “preço” seria a aprovação da anistia. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele recuou e disse que sua candidatura é “irreversível”.

    O projeto, caso aprovado pela Câmara, ainda precisa passar pelo Senado Federal e depois ter o aval do presidente Lula (PT), que pode vetá-lo. Deputados de esquerda se insurgiram contra a proposta e defenderão que o petista vete o texto.

    PL da Dosimetria pode reduzir regime fechado de Bolsonaro para 2 a 4 anos

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  • STF nega pedido para Fux julgar 'núcleo 2' do plano de golpe; 'absurdo', reage Moraes

    STF nega pedido para Fux julgar 'núcleo 2' do plano de golpe; 'absurdo', reage Moraes

    Defesa do general Mário Fernandes apresentou questão de ordem na abertura do julgamento dos réus do ‘núcleo de gerência’ da trama golpista; relator rejeitou e foi acompanhado por todos os demais ministros da Primeira Turma

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, por unanimidade, um pedido para o ministro Luiz Fux participar do julgamento do “núcleo de gerência” (núcleo 2) do plano de golpe, iniciado nesta terça-feira, 9.

    Logo no início da sessão, o advogado Marcus Vinicius de Camargo Figueiredo, que representa o general Mário Fernandes, um dos réus no processo, reiterou o requerimento, que já havia sido apresentado ao STF por escrito.

    Se o pedido fosse aceito, a sessão precisaria ser adiada, o que bagunçaria o calendário definido pela Primeira Turma para concluir os julgamentos da trama golpista ainda em 2025.

    Fux é o único que vinha votando a favor dos réus. Ele pediu transferência para a Segunda Turma do STF e não vai mais participar das decisões relacionadas ao plano de golpe. Quando solicitou a mudança, o ministro se colocou à disposição para votar nos processos da trama golpista.

    O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, afirmou que o pedido “não tem a mínima pertinência”. Ele já havia negado monocraticamente um requerimento semelhante apresentado pela defesa de Filipe Martins, ex-assessor da Presidência, que também é réu na ação penal do núcleo 2.

    “Além de protelatório, chega a ser absurdo o pedido de que um ministro da Segunda Turma faça parte de um julgamento na Primeira Turma”, criticou Moraes.

    “Nenhum ministro pode estar presente e fazer parte das duas Turmas ao mesmo tempo. Isso é tão óbvio que causa espanto ter sido pleiteado. Talvez pelo fato dos eminentes advogados que pleitearam não terem o costume de atuar no Supremo Tribunal Federal.”

    O relator argumentou que, desde a transferência de Fux, a Primeira Turma já analisou 672 processos sessões virtuais e presenciais.

    O regimento interno permite o funcionamento das Turmas e do plenário mesmo sem a composição completa.

    Se for aprovado pelo Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, nomeado pelo presidente Lula para a vaga em aberto no STF, vai compor a Primeira Turma. A votação da indicação deve ficar para 2026.

    “Uma vez empossado o novo membro e pegará o julgamento do momento em que estiver”, acrescentou Moraes.

    Esse é o primeiro dia de julgamento do núcleo 2. Também foram reservadas sessões nos dias 10, 16 e 17 de dezembro para a deliberação dos ministros.

    STF nega pedido para Fux julgar 'núcleo 2' do plano de golpe; 'absurdo', reage Moraes

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  • Defesa de Filipe Martins diz que Cid é culpado e controlou narrativa da PGR na trama golpista

    Defesa de Filipe Martins diz que Cid é culpado e controlou narrativa da PGR na trama golpista

    Advogado de Fernando Oliveira, que integrou Ministério da Justiça, nega influência sobre PRF; julgamento inclui blitzes da PRF, Punhal Verde e Amarelo e minuta do golpe

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – As defesas do núcleo da trama golpista composto por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que tinham cargos estratégicos negaram, nesta terça-feira (9), a participação em irregularidades durante o segundo turno nas eleições de 2022 e após a derrota para Lula (PT) na eleição.

    Eles se manifestam à Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) após a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que reiterou o pedido de condenação dos réus do núcleo.

    Os principais réus do procesos são o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, o general Mário Fernandes e o ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência Filipe Martins. Além deles, outros três réus são julgados no processo.

    Filipe Martins foi presencialmente à sessão de julgamento desta terça. Ao se manifestar para os magistrados, seu advogado, Jeffrey Chiquini, atribuiu ao tenente-coronel Mauro Cid a responsabilidade pela tentativa de golpe de Estado. Também disse que ele controlou a narrativa das acusações.

    Cid, que foi ajudante de ordens de Bolsonaro e fez uma delação premiada que ajudou a fundamentar a denúncia contra os réus dos processos.

    “Filipe Martins foi preso por uma viagem que não fez -por culpa de Mauro Cid-, foi denunciado por uma minuta que não existe -por culpa de Mauro Cid- e é será julgado por reuniões que não participou -por culpa de Mauro Cid”, disse o advogado.

    Martins, que foi assessor internacional de Bolsonaro, foi preso no início de 2024 após a PF identificar que o nome dele constava na lista de passageiros que embarcariam com destino aos EUA na comitiva presidencial. O documento foi encontrado em mídia de Mauro Cid.

    No dia 14 de julho de 2025, entretanto, Cid afirmou ao Supremo que Martins não constava na lista final de passageiros do voo que levou Jair Bolsonaro aos Estados Unidos depois que o ex-presidente perdeu as eleições.

    Segundo Gonet, Martins “contribuiu para a elaboração do decreto que romperia com as estruturas democráticas do país”, a chamada “minuta do golpe”.

    “Participou, também, da apresentação do documento a representantes das Forças Armadas, com o objetivo de angariar apoio militar para a pretendida derrubada institucional.”

    Chiquini disse que “condenar Filipe Martins é condenar na palavra de Mauro Cid, que não tem credibilidade”. “Mauro Cid criou a minuta golpista, a minuta é dele, ele escreveu a minuta do golpe e ele apresentou a minuta do golpe aos comandantes”, afirmou o advogado.

    O núcleo julgado pelo Supremo também trata do tema das blitze da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições de 2022. Inicialmente, as investigações sobre esse tema eram feitas separadamente pela Polícia Federal, mas a PGR decidiu que deveria entrar na ação principal sobre a tentativa de golpe.

    A defesa de Fernando de Sousa Oliveira (ex-integrante do Ministério da Justiça) também negou as acusações contra seu cliente. Oliveira ocupou um cargo no ministério quando o órgão era comandado por Anderson Torres, que foi condenado no núcleo principal da trama golpista.

    Seu advogado, Guilherme de Mattos Fontes, afirmou que Oliveira não tinha uma posição hierárquica para interferir nas ações da Polícia Rodoviária Federal durante o segundo turno das eleições e que não há prova de vínculo entre ele e o ex-diretor Silvinei Vasques.

    Ainda se manifestarão as defesas de Fernandes, de Marcelo Costa Câmara (ex-assessor da Presidência) e de Marília Ferreira (ex-integrante do Ministério da Justiça).

    Do grupo, o general da reserva Mário Fernandes tem uma das situações mais complicadas no Supremo.

    A Polícia Federal encontrou com o militar documentos com planejamento do assassinato de Lula e do vice Geraldo Alckmin (PSB), com uso de armas militares ou envenenamento em evento público, além de Moraes.

    No interrogatório no STF, o general afirmou que o arquivo “Punhal Verde e Amarelo”, encontrado no seu computador, se tratava de “pensamentos digitalizados” e que nunca foi compartilhado com ninguém.

    Fernandes foi questionado se confirmava a existência do documento e respondeu de forma positiva, mas argumentou que era uma análise do momento do país.

    Os réus, disse Gonet em sua manifestação, “foram responsáveis por gerenciar as principais iniciativas da organização criminosa”.

    “É evidente a contribuição decisiva que proporcionaram para a caracterização dos crimes denunciados, valendo-se de suas posições profissionais relevantes e conhecimentos estratégicos”, afirmou.

    Defesa de Filipe Martins diz que Cid é culpado e controlou narrativa da PGR na trama golpista

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  • Motta diz que decidirá sobre Eduardo e pautará perda de mandato de Zambelli, Ramagem e Glauber

    Motta diz que decidirá sobre Eduardo e pautará perda de mandato de Zambelli, Ramagem e Glauber

    Presidente da Câmara dos Deputados afirma que casos devem ser resolvidos até o recesso; Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA, já estourou número de faltas e pode perder o mandato

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, nesta terça-feira (9), a líderes partidários que vai votar até o recesso, previsto para o fim da semana que vem, a perda de mandato dos deputados Carla Zambelli (PL-SP), Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Glauber Braga (PSOL-RJ).

    Motta afirmou ainda que a Mesa Diretora vai decidir a respeito da situação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que já excedeu o número permitido de faltas e corre o risco de perder o mandato. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está nos Estados Unidos desde março.

    Caso concretizada, a decisão de Motta marcará uma mudança em relação à postura de vistas grossas que vinha adotando em relação a deputados bolsonaristas que estão fora do Brasil para evitar processos judiciais e que têm mantido o mandato parlamentar.

    Eduardo falta às sessões desde março, período em que a manutenção de seus assessores custou mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos. Zambelli está presa na Itália e foi afastada do cargo, mas a Câmara posterga há cinco meses o cumprimento da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Motta proibiu que eles votassem do exterior nas sessões remotas, com o uso do celular, mas manteve até agora os mandatos deles e o uso de assessores -mesmo nos casos em que há decisão judicial para que fossem retirados do cargo.

    Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo está nos Estados Unidos desde março, quando fugiu do Brasil alegando que o STF recolheria seu passaporte para evitar que articulasse internacionalmente contra o julgamento de seu pai.

    O Conselho de Ética da Câmara já rejeitou, por 11 votos a 7, que ele fosse alvo de um processo disciplinar por atuar para que os EUA aplicassem sanções ao Brasil.

    Já Ramagem fugiu para os Estados Unidos durante o julgamento da trama golpista pelo STF, processo no qual foi condenado a 16 anos e um mês de prisão por participar da tentativa de um golpe. O Supremo também determinou a perda do mandato.

    Ele teria se mudado em setembro para um condomínio de luxo na cidade de North Miami, na Flórida, enquanto gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, amparado por um atestado médico.

    Motta diz que decidirá sobre Eduardo e pautará perda de mandato de Zambelli, Ramagem e Glauber

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  • Quem são os 6 réus de núcleo 2 da trama golpista que começam a ser julgados nesta terça no STF

    Quem são os 6 réus de núcleo 2 da trama golpista que começam a ser julgados nesta terça no STF

    Todos os réus respondem pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado

    Seis réus do núcleo 2 da tentativa de golpe de Estado começam a ser julgados na manhã desta terça-feira, 9. Eles são apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsáveis por gerenciar e operacionalizar ações para tentar manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

    Todos os réus respondem pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

    Quem é quem

    Filipe Martins, ex-assessor de assuntos internacionais da Presidência, é acusado, entre outros pontos, de elaborar a minuta golpista.

    Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, é apontado por usar a estrutura da corporação para dificultar o acesso de eleitores às urnas, favorecendo Bolsonaro.

    Mário Fernandes, general, é acusado de elaborar o plano chamado Punhal Verde e Amarelo, que previa o assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin (PSB), então recém-eleitos, e do ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso. Segundo a denúncia, o documento foi impresso por Fernandes no Palácio do Planalto e levado ao Palácio da Alvorada, onde foi apresentado ao então presidente Jair Bolsonaro. As ações seriam executadas pelos kids pretos, que integram o núcleo 3.

    Fernando de Sousa Oliveira, ex-diretor de operações do Ministério da Justiça.

    Marília de Alencar, ex-subsecretária da pasta.

    Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro.

    Como e quando será o julgamento

    As sessões serão distribuídas entre os dias 9, 10, 16 e 17. Nos dias 9 e 16, ocorrerão em dois turnos, das 9h às 12h e das 14h às 19h. Nos dias 10 e 17, serão apenas no período da manhã, das 9h às 12h.

    Quem faz parte da Primeira Turma

    A análise caberá à Primeira Turma do Supremo, composta por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que preside o colegiado.

    Os ministros decidirão se os réus serão absolvidos ou condenados.
     
     

     

    Quem são os 6 réus de núcleo 2 da trama golpista que começam a ser julgados nesta terça no STF

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  • Tarcísio declara apoio a Flávio, mas diz que direita terá mais candidatos em 2026

    Tarcísio declara apoio a Flávio, mas diz que direita terá mais candidatos em 2026

    Ao comentar a indicação, Tarcísio foi questionado sobre a pesquisa Datafolha que o colocou mais bem colocado do que Flávio em uma disputa contra Lula (PT). “Isso a gente vai avaliar com o tempo, está cedo. A gente tem tempo de maturação”, respondeu

    (CBS NEWS) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou nesta segunda-feira (8) apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência. No entanto, Tarcísio, que era cotado para disputar o mesmo cargo, disse que a direita deve ter outros candidatos no pleito.

    “Ele [Flávio] esteve comigo na sexta-feira [5] passada. Nós conversamos sobre isso. O presidente Bolsonaro, que é uma pessoa que eu respeito muito -eu sempre disse que eu ia ser leal ao Bolsonaro, que sou grato ao Bolsonaro e tenho essa lealdade inegociável- ele disse, o Flávio, da escolha dele [Bolsonaro] e é isso”, afirmou.

    “O Flávio vai contar com a gente. O Flávio tem uma grande responsabilidade a partir de agora que se junta a outros grandes nomes da oposição que já colocaram seus nomes à disposição”, complementou, citando como alternativas Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo) e Ratinho Jr. (PSD).

    As declarações foram dadas em uma entrevista coletiva conturbada, em que o governador tentou por diversas vezes fugir do assunto e preferiu abordar temas como a cracolândia e obras do Metrô.

    Tarcísio ainda não havia se manifestado sobre a candidatura de Flávio, que anunciou sua candidatura na última sexta-feira (5). Conforme a Folha informou, entre seu aliados, o lançamento da candidatura do filho de Bolsonaro foi avaliado como uma humilhação ao governador, pois demonstrou que Tarcísio não tem autonomia política.

    Ao comentar a indicação, Tarcísio foi questionado sobre a pesquisa Datafolha que o colocou mais bem colocado do que Flávio em uma disputa contra Lula (PT). “Isso a gente vai avaliar com o tempo, está cedo. A gente tem tempo de maturação”, respondeu.

    O governador, porém, fez um discurso crítico ao governo federal, destacando que é necessário, na sua avaliação, uma mudança de rumos. “A gente precisa discutir as questões estruturais do Brasil e é isso que vai estar na mesa. E a gente vai organizar esse grupo [da direita] porque a gente tem uma convergência ideias, uma convergência do plano, para que a gente organize a política para encontrar saídas, encontrar soluções resolver essas questões”, disse.

    As declarações do governador ocorreram em um evento para marcar a inauguração de um posto de saúde em Diadema, no ABC Paulista. Os jornalistas perguntaram sobre as reações do mercado financeiro ao anúncio e sobre a demora para ele se manifestar, mas Tarcísio não respondeu.O evento estava repleto de apoiadores e houve gritos de “presidente” para Tarcísio, que ouviu sem repreender.

    O governador vinha sendo apontado pelos dirigentes dos partidos da centro-direita como principal nome para concorrer contra Lula no ano que vem. Embora nunca tenha admitido a proposta, uma série de declarações de Tarcísio, em especial para eventos do mercado financeiro, vinham sendo interpretadas como sinais de que ele estava disposto a concorrer.

    Uma das mais recentes dessas sinalizações ocorreu no meio de novembro, quando o governador participou de uma palestra para do grupo G4 Educação, em que disse que se “trocar o CEO”, o Brasil voltaria a funcionar, em uma crítica indireta a Lula.

    No último dia 25, contudo, instantes após o STF (Supremo Tribunal Federal) confirmar o trânsito em julgado (conclusão) do processo contra Bolsonaro, o que confirmou sua prisão, Tarcísio disse que estava “fora do bolo” de possíveis nomes na disputa.

    Tarcísio declara apoio a Flávio, mas diz que direita terá mais candidatos em 2026

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  • Flávio é meu amigo, mas política não se faz só com amizade, diz Ciro Nogueira

    Flávio é meu amigo, mas política não se faz só com amizade, diz Ciro Nogueira

    Ciro Nogueira reafirmou que nomes como o dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), poderiam unificar os campos do centro e da direita, mas admitiu que as possibilidades podem mudar e que pode ser “convencido”.

    O presidente do PP, Ciro Nogueira, afirmou nesta segunda-feira, 8, ser amigo de Flávio Bolsonaro (PL), mas ponderou que “política não se faz só com amizades” e que é necessário haver uma conversa entre os partidos do centro e da direita para que a escolha não seja feita só pelo PL. A declaração vem dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciar a intenção de entrar no pleito.

    “O senador Flávio é um dos melhores amigos que tenho na minha vida pública. Se eu tivesse que escolher pessoalmente um candidato para suceder Bolsonaro, não tenho a menor dúvida de que seria Flávio, pela minha relação com ele. Só que política não se faz só com amizades, se faz com pesquisas, com viabilidade, ouvindo os partidos aliados. Isso não pode ser só uma decisão do PL, precisa ser uma decisão construída”, disse Ciro a jornalistas no Paraná. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pela Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Ciro Nogueira reafirmou que nomes como o dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), poderiam unificar os campos do centro e da direita, mas admitiu que as possibilidades podem mudar e que pode ser “convencido”: “Já tinha externado anteriormente: os dois candidatos que poderiam unificar essa chapa eram os nomes do governador Tarcísio, que era o mais forte, ou do governador Ratinho, mas a política é como nuvem”.

    Ciro disse que, se não houver uma união entre o centro e a direita, há risco de derrota para o grupo que se opõe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente do PP falou ainda que ouvirá Flávio em reunião marcada para esta noite para entender os motivos que o levaram a anunciar seu nome.

    “É muito importante nós unificarmos todo o campo político de centro e da direita, porque, senão, não vamos ganhar a eleição. Estarei reunido hoje [segunda] com ele [Flávio] na sua casa para ouvi-lo, o que ele pensa, para que a gente tome a decisão”, disse.

    Flávio anunciou na última sexta-feira, 8, que recebeu o aval de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para concorrer à Presidência e ser o nome do bolsonarismo na disputa. No mesmo dia, integrantes da família Bolsonaro, como Eduardo e Michelle, foram às redes sociais defender a escolha. No fim de semana, o “filho 01” de Bolsonaro disse à TV Record que o “preço” para não continuar com a sua pré-candidatura é ter a liberdade de seu pai, com o nome dele nas urnas.

    Flávio é meu amigo, mas política não se faz só com amizade, diz Ciro Nogueira

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  • Flávio Bolsonaro diz agora que candidatura é irreversível e que sobrenome é vantagem sobre Tarcísio

    Flávio Bolsonaro diz agora que candidatura é irreversível e que sobrenome é vantagem sobre Tarcísio

    O ajuste no discurso de Flávio ocorre no dia seguinte à declaração de que ele poderia desistir da candidatura, mas que haveria um preço –o ex-presidente livre e nas urnas.

    (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se lançou à Presidência da República e ameaçou desistir em seguida, voltou atrás e agora afirma que sua candidatura é irreversível.

    “É irreversível. Minha candidatura não está à venda”, disse à Folha, nesta segunda-feira (8), pouco mais de 24 horas após afirmar que sus adesistência teria um preço.

    O filho de Jair Bolsonaro (PL) afirmou ainda que seu sobrenome é uma vantagem sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que até então era o candidato preferido da maior parte da classe política para representar o bolsonarismo em 2026.

    “Eu também atendo a todos os requisitos [para concorrer ao Planalto], com a vantagem de que tenho sobrenome Bolsonaro”, disse Flávio em entrevista à Folha, nesta segunda-feira (8), ao ser questionado sobre a preferência por Tarcísio.

    “Eu acho que não tem um cenário de eu ser candidato e ele [Tarcísio] ser. Seria uma ignorância muito grande, e ignorante é tudo o que o Tarcísio não é. Um cara extremamente inteligente, um cara que eu não tenho dúvida: a gente vai estar junto”, completou.

    O ajuste no discurso de Flávio ocorre no dia seguinte à declaração de que ele poderia desistir da candidatura, mas que haveria um preço –o ex-presidente livre e nas urnas.

    Segundo Flávio, sua candidatura “não está à venda”. O senador admite ainda que a reversão da inelegibilidade de seu pai é um cenário improvável.

    “A única possibilidade de o Flávio Bolsonaro não ser candidato a presidente da República é o candidato ser o Jair Messias Bolsonaro. Acho que está bem simples de entender para todo mundo que, obviamente, não tem preço”, disse.

    Flávio define sua candidatura como “de protesto”, mas afirma que tem viabilidade eleitoral.

    “Não deixa de ser uma candidatura de protesto. Além de ser uma candidatura viável, é uma candidatura de protesto contra tudo o que está acontecendo aqui no Brasil”, disse.

    Em relação ao apoio do centrão, Flávio diz que busca atrair partidos como PP, União Brasil e Republicanos, mas que já conta com o PL e o povo. De acordo com o senador, sua candidatura representa “uma luz no fim do túnel” para a militância bolsonarista, “que estava de cabeça baixa”.

    Flávio Bolsonaro diz agora que candidatura é irreversível e que sobrenome é vantagem sobre Tarcísio

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  • União Brasil expulsa Celso Sabino do partido, após ministro ficar no governo Lula

    União Brasil expulsa Celso Sabino do partido, após ministro ficar no governo Lula

    A expulsão ocorre após uma sequência de ameaças de saída do paraense da sigla, que chegou a entregar uma carta de demissão ao presidente da República, mas depois mudou de ideia e ficou no cargo.

    (CBS NEWS) – O ministro do Turismo, Celso Sabino, foi expulso do União Brasil nesta segunda-feira (8) após descumprir a ordem do partido para que os filiados deixassem o governo Lula (PT).

    O desembarque da sigla foi decidido em setembro deste ano e mirou principalmente Sabino, já que preservou os indicados do partido que não têm mandato, como dirigentes de estatais e outros ministros.

    A expulsão ocorre após uma sequência de ameaças de saída do paraense da sigla, que chegou a entregar uma carta de demissão ao presidente da República, mas depois mudou de ideia e ficou no cargo.

    No final de novembro, o Conselho de Ética do União Brasil decidiu recomendar a expulsão do ministro e dissolver o diretório do Pará, do qual Sabino era presidente, além de nomear uma comissão provisória no lugar. A reunião para oficializar a expulsão foi realizada nesta terça pela cúpula da sigla, por volta das 15h.

    A tensão entre Sabino e o partido começou após reportagem do ICL (Instituto Conhecimento Liberta) e UOL revelar acusações feitas por um piloto de que o presidente do partido, Antonio Rueda, seria dono de aviões operados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), ao que Rueda negou a acusação à época.

    Diante disso, integrantes do partido viram influência do Palácio do Planalto na reportagem, uma vez que um de seus autores tinha também um programa na TV Brasil. A partir daí, o União Brasil orientou que seus filiados que tivessem cargos no governo Lula deixassem as posições.

    Celso Sabino, no entanto, articulou sua permanência na gestão, principalmente pela expectativa de sua participação na execução da COP30 (Conferência Climática da ONU), que estava prestes a ocorrer no Pará, seu estado. Ele é deputado federal licenciado e o evento era um de seus principais palanques.
    Apesar da negociação, o partido determinou que Sabino deveria abandonar o cargo ou seria expulso da sigla.

    A relação de Rueda com o governo federal já vinha estremecida antes da reportagem do ICL. O dirigente partidário reclamava a aliados pelo fato de nunca ter sido recebido por Lula. A primeira reunião ocorreu em julho, um dia após o Congresso derrubar um decreto do governo com mudanças no IOF (Imposto sobre Circulação), e foi descrita por integrantes do União Brasil como “péssima”.

    De lá para cá, o presidente da República se queixou de declarações públicas de Rueda com críticas ao governo federal. O dirigente do partido é presidente da federação com o PP e tem se posicionado na oposição à gestão petista e em apoio a uma candidatura da centro-direita em 2026.

    Em agosto, em reunião ministerial, Lula cobrou fidelidade dos ministros do centrão e citou nominalmente Rueda, afirmando que não gostava dele e sabia que a recíproca era verdadeira.

    Na época do começo dos atritos entre Rueda e Lula, a principal ponte entre o presidente da República e o partido era o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). No entanto, hoje o relacionamento com o chefe da Casa também está abalado, após Lula ter indicado Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) ao invés de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), preferência de Alcolumbre.

    Desde então, o presidente do Senado reagiu incluindo na agenda do Congresso uma pauta considerada bomba para o orçamento do governo, além de desencadear uma nova leva de críticas entre Legislativo e Executivo.

    União Brasil expulsa Celso Sabino do partido, após ministro ficar no governo Lula

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