Categoria: POLÍTICA

  • PT busca plano B para Governo de Minas enquanto Lula insiste em Rodrigo Pacheco

    PT busca plano B para Governo de Minas enquanto Lula insiste em Rodrigo Pacheco

    O presidente Lula tem dito a aliados que ainda buscará ter mais conversas com Pacheco sobre a possibilidade de uma candidatura

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) avisou a auxiliares que vai procurar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para tentar convencê-lo a disputar o Governo de Minas Gerais, o que garantiria um palanque forte para o petista no segundo maior colégio eleitoral do país.

    Diante dos sinais contrários dados por Pacheco nos últimos meses, lulistas tentam buscar um plano B em Minas, com um leque de alternativas que inclui o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite (MDB), e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares.

    Também são citadas as prefeitas de Contagem, Marília Campos, e de Juiz de Fora, Margarida Salomão, ambas petistas. As menções a Marília, porém, são mais frequentes para uma das duas vagas ao Senado.

    Ao menos até aqui, o movimento não tem o aval de Lula. O presidente está convencido de que Pacheco é o nome ideal para a disputa no estado e pretende convidá-lo para uma conversa sobre seu destino político. O petista tem enaltecido o senador em conversas com aliados. Além disso, para a costura de um acordo, busca ajuda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    O diretório mineiro do PT também dificultaria uma possível aliança entre Lula e Cleitinho. Petistas do estado dizem que o senador dá sinais trocados e o veem como bolsonarista -no último fim de semana, por exemplo, Cleitinho apoiou a caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pela liberdade de Jair Bolsonaro (PL).

    Além de Cleitinho, aliados do presidente também identificam no deputado estadual Tadeuzinho, presidente da Assembleia, um possível candidato ao governo estadual.

    Recentemente, no entanto, Lula recomendou que o presidente do PT, Edinho Silva, adiasse a negociação com Tadeuzinho à espera de um aceno de Pacheco. A medida foi interpretada no entorno de Lula como um sinal de que as conversas com Pacheco poderiam evoluir.

    Procurado, Tadeuzinho afirmou que hoje é pré-candidato a deputado estadual. O emedebista disse que passou os últimos meses focado na dívida do estado e que qualquer caminho diferente ao da reeleição será discutido a partir de agora com seu grupo político.

    Minas Gerais tem o segundo maior eleitorado do Brasil, superado em tamanho apenas pelo de São Paulo. Tradicionalmente, o candidato a presidente que vence em solo minero é eleito. Desde 1945, só quem ganhou a Presidência apesar da derrota em Minas foi Getúlio Vargas, em 1950.

    Lula e seus aliados avaliam que a eleição presidencial de 2026 será acirrada. Ter candidatos fortes a governador fazendo campanha pelo petista seria importante para ele não perder votos que teve nos estados em 2022. Naquele ano, Lula obteve 50,2% dos votos mineiros.

    O presidente da República tem dito a aliados que ainda buscará ter mais conversas com Pacheco sobre a possibilidade de uma candidatura. Lula fala, nos bastidores, que quer contar com o senador para um projeto político amplo. Ele propõe a montagem de um palanque que dê segurança para que Pacheco assuma o desafio.

    Aliados do petista avaliam que o senador do PSD poderia disputar o governo com uma chapa forte, tendo o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e Marília Campos como candidatos ao Senado. O ex-prefeito de BH Marcio Lacerda também tem sido assediado como possível vice de Pacheco -mesmo com o recado já dado a pessoas próximas de que não pretende voltar à vida pública.

    Pacheco, por sua vez, vem afirmando a aliados que pretende encerrar sua trajetória política ao fim de seu atual mandato como senador, que acaba em fevereiro do ano que vem. Ele esteve entre os cotados para ser indicado a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, no ano passado, mas o presidente acabou escolhendo Jorge Messias. Procurado pela reportagem, o parlamentar não quis se manifestar.

    Caso decida concorrer a governador, Pacheco provavelmente teria que mudar de partido. O PSD, ao qual é filiado atualmente, agora abriga também o vice-governador Mateus Simões, que é pré-candidato ao governo com o apoio do governador atual, Romeu Zema (Novo).

    Lula teria indicado a Pacheco que o melhor partido para ele concorrer, se assim decidir, seria o MDB. Uma eventual migração seria negociada por meio dos senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL).

    Também haveria a possibilidade de Alcolumbre encontrar espaço para Pacheco no União Brasil. Nesse caso, seria necessário oferecer mais garantias ao senador. Uma das possibilidades seria, sempre por meio do presidente do Senado, tentar emplacar um aliado de Pacheco como presidente do diretório mineiro do partido.

    Com o cenário indefinido, setores petistas de Minas Gerais discutem a possibilidade de lançar a reitora da UFMG, Sandra Goulart, como candidata ao governo. É pouco provável, porém, que Lula e a direção nacional do PT deixem a definição de uma candidatura majoritária no estado para a seção local do partido.

    Petistas mineiros acham possível que Cleitinho não seja candidato e indique seu irmão, Gleidson Azevedo, prefeito de Divinópolis, como vice de Simões. O senador tem descartado essa hipótese.

    PT busca plano B para Governo de Minas enquanto Lula insiste em Rodrigo Pacheco

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  • PT cita Banco Master para reforçar críticas ao mercado financeiro antes da eleição

    PT cita Banco Master para reforçar críticas ao mercado financeiro antes da eleição

    PT usará caso Master para atacar mercado financeiro e reforçar bandeiras de campanha de Lula

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O PT deve aprovar ainda nesta quinta-feira (29) uma resolução que usa o caso Banco Master para reforçar as críticas do partido ao mercado financeiro. O texto, ao qual a reportagem teve acesso, também defenderá a tarifa zero no transporte público e a redução da jornada de trabalho, dois temas que deverão aparecer na campanha de reeleição do presidente Lula.

    “Os escândalos financeiros, como o do Banco Master e outros, que expõem a corrupção e a promiscuidade entre parte do mercado e o crime organizado”, afirma a proposta de resolução que deverá ser aprovada, “revelam que a disputa em curso é estrutural” -o texto menciona outros fatores, como “a permanente ofensiva da extrema direita”.

    O partido deverá afirmar que a disputa política atual “trata-se do enfrentamento entre um projeto que defende a democracia e o desenvolvimento com soberania e justiça social e um projeto que busca subordinar o Estado brasileiro aos interesses do capital financeiro, das plataformas digitais sem controle democrático e de uma agenda autoritária”.

    O escândalo do Banco Master envolve operadores do mercado e da política. O dono do banco, Daniel Vorcaro, ficou preso por 12 dias no ano passado e agora é monitorado por tornozeleira eletrônica.

    O caso ganhou relevância depois de o Banco Central barrar a compra do Master pelo BRB, banco estatal de Brasília. As perdas para a empresa do governo do Distrito Federal podem chegar a R$ 5 bilhões, de acordo com um dos depoimentos dados à investigação.

    Na resolução debatida pelo PT, as críticas ao mercado financeiro aparecem em diferentes momentos.

    “A disputa eleitoral que se aproxima não será apenas entre candidaturas, mas entre projetos antagônicos: de um lado, o projeto democrático, popular e soberano que recolocou o povo no centro das decisões do Estado; de outro, o projeto autoritário, excludente e subordinado aos interesses do capital rentista e da extrema direita global, representado pelo bolsonarismo, independentemente de quem venha a ser seu porta-voz nas urnas”, afirma o documento em discussão.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para ser o candidato do bolsonarismo na eleição presidencial deste ano. Forças mais ao centro têm se organizado para também ter um candidato para disputar o poder com Flávio e Lula.

    O partido também defende a queda da taxa de juros. Na quarta-feira (28), o Banco Central decidiu manter a taxa em 15% ao ano, mas sinalizou que fará um corte em março.

    Além disso, o documento deverá incluir um trecho sobre segurança pública. O debate sobre o tema é uma deficiência histórica do PT. É consenso no mundo político que, em 2026, o assunto deverá ser um dos principais da campanha presidencial.

    “A extrema direita tenta disputar o imaginário social a partir do debate da segurança pública de forma irresponsável e sem apresentar soluções concretas, mobilizando termos como ‘narcoterrorismo’”, afirma o texto.

    “Essa narrativa, que opera pelo medo, reforça ações autoritárias e oferece respostas simplistas para problemas complexos, explorando a sensação de falta de segurança vivida pela população”, afirma o texto.

    O partido instruirá seus militantes a defender a redução da jornada de trabalho, a tarifa zero no transporte coletivo e propostas de aumentem a seguridade social para trabalhadores de aplicativos.

    PT cita Banco Master para reforçar críticas ao mercado financeiro antes da eleição

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  • Ratinho Jr. defende indulto a Bolsonaro e expõe racha no PSD de Kassab

    Ratinho Jr. defende indulto a Bolsonaro e expõe racha no PSD de Kassab

    Ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho é um dos nomes do partido de Gilberto Kassab que pode disputar a Presidência no próximo ano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), defendeu nesta quarta-feira (29) um indulto para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista, e para os condenados por participação nos ataques do dia 8 de janeiro de 2023.

    Ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho é um dos nomes do partido de Gilberto Kassab que pode disputar a Presidência no próximo ano.

    “Esses vândalos, que erraram, têm que ser tratados como criminosos em cima de um crime de vandalismo. Mas, se for necessário para pacificar o país, é necessário fazer isso”, disse o governador em entrevista à CNN Brasil.

    Ratinho afirmou que a punição ao 8 de Janeiro foi excessiva e comparou o ataque a invasões de petistas à Assembleia Legislativa do Paraná.

    Lideranças do PSD se dividem sobre o tema. Caiado, que anunciou sua filiação à legenda nesta semana, já afirmou em diversas ocasiões que é favorável a uma anistia ampla e irrestrita, que também beneficiaria Bolsonaro.

    Leite, por outro lado, já disse que é contra a anistia, por considerá-la “ruim para o país”. Em entrevista à CNN, em março do ano passado, admitiu discutir a dosagem das penas para os que não estiveram envolvidos em atos de planejamento de um golpe de Estado.

    Sob pressão de bolsonaristas, Kassab afirmou em nota, em setembro, um dia após a condenação de Bolsonaro, sua posição a favor da anistia e “sua solidariedade ao ex-presidente”.

    Ratinho Jr. defende indulto a Bolsonaro e expõe racha no PSD de Kassab

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  • Tarcísio reforça que vai disputar a reeleição em SP, após visita a Bolsonaro na Papudinha

    Tarcísio reforça que vai disputar a reeleição em SP, após visita a Bolsonaro na Papudinha

    Após visitar Bolsonaro na Papudinha, governador reforçou que seguirá em São Paulo, confirmou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto e afirmou que a conversa teve caráter de solidariedade, descartando qualquer pressão por uma disputa presidencial

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reafirmou nesta quinta-feira, 29, após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, que vai disputar a reeleição neste ano. “A gente conversa sobre isso desde 2023, que meu interesse é ficar em São Paulo”, disse ao sair da unidade prisional.

    Este foi o primeiro encontro entre os dois após a prisão de Bolsonaro. A visita havia sido autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na quinta-feira passada, 22. Tarcísio chegou a cancelar o encontro depois de avaliar que a conversa poderia servir para pressioná-lo a apoiar de forma mais explícita a candidatura de Flávio Bolsonaro.

    Na terça-feira, 27, o governador já havia afirmado que não seria candidato à Presidência “nem se Bolsonaro pedisse”.

    “A gente queria fazer essa visita ao presidente. Uma visita que a gente tinha se programado. Queria muito transmitir meu abraço e solidariedade, falar do meu apreço e da minha gratidão e tinha uma tarefa muito difícil, que era transmitir o abraço de muitas pessoas”, afirmou.

    “Toda vez que faço evento em São Paulo são milhares de pessoas. É impressionante o carinho das pessoas. Eu queria ser porta-voz desse carinho, falar da saudade que as pessoas têm dele, dizer que tem uma massa de brasileiros que torcem por ele. Foi esse o objetivo da visita. Ele vai sempre ter um grande amigo”, acrescentou.

    O governador de São Paulo afirmou ainda que estará na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto. Questionado se participará da campanha, respondeu: “Claro”.

    Tarcísio também disse que conversou com o ex-presidente sobre a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pelo PSD. Segundo ele, Bolsonaro avalia que o nome soma na disputa. “O presidente elogiou Caiado. Tem apreço por ele. A gente entende que é uma candidatura que soma com o projeto e que, no fim, estará junto contra o PT”, afirmou.

    O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) acompanhou Tarcísio durante a visita desta quinta-feira, 29, mas preferiu não se pronunciar.

    Na véspera, Carlos almoçou com o governador em São Paulo. Há duas semanas, ele havia ironizado um discurso da primeira-dama paulista, Cristiane de Freitas, que afirmou que o Brasil “precisa de um novo CEO”, em referência a uma possível candidatura presidencial do marido.   

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  • Moraes nega visitas de Valdemar e Magno Malta a Bolsonaro

    Moraes nega visitas de Valdemar e Magno Malta a Bolsonaro

    Na mesma decisão, Moraes liberou a ampliação da assistência religiosa ao ex-presidente, permitindo a atuação do padre Paulo M. Silva, que se somará aos atendimentos já prestados por um bispo e um pastor evangélico

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para autorizar a visita do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e do senador Magno Malta (PL-ES) à Papudinha, em Brasília. A decisão é desta quinta-feira, 29.

    Moraes afirmou que a autorização de contato entre investigados e condenados em procedimentos correlatos apresenta “risco manifesto à investigação” e citou a tentativa prévia de ingresso de Magno Malta na unidade prisional sem autorização, além do fato de Valdemar Costa Neto ser investigado pelos mesmos crimes atribuídos ao ex-presidente.

    Apesar de negar os pedidos de visita de Magno Malta e do presidente do PL, o ministro autorizou outras visitas ao ex-presidente. No dia 7 de fevereiro, Jair Bolsonaro poderá receber o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), das 8h às 10h, e o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), das 11h às 13h.

    Já no dia 14 de fevereiro, estão autorizadas as visitas de Luiz Antonio Nabhan Garcia, das 8h às 10h, e do senador Wilder Morais (PL-GO), das 11h às 13h.

    Caminhada

    Além de negar parte dos pedidos de visita, Moraes autorizou a realização de caminhadas controladas pelo ex-presidente, em locais previamente definidos pela administração do Núcleo de Custódia Policial Militar (NCPM), preferencialmente no campo de futebol ou na pista asfaltada da unidade. A atividade deverá ocorrer sob escolta permanente e sem contato com outros detentos, em atendimento a recomendações médicas.

    O ministro também autorizou a alteração excepcional de um dos dias de visitação para os sábados, mantendo as quartas-feiras, com o objetivo de reduzir a circulação interna e reforçar a segurança do local. As visitas seguem limitadas a dois visitantes por vez, em horários previamente estabelecidos pela administração prisional.

    Na mesma decisão, Moraes liberou a ampliação da assistência religiosa ao ex-presidente, permitindo a atuação do padre Paulo M. Silva, que se somará aos atendimentos já prestados por um bispo e um pastor evangélico. As atividades religiosas deverão ocorrer de forma individual, uma vez por semana, com duração de até uma hora. 

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  • Lula faz exames e passará por cirurgia nesta sexta-feira

    Lula faz exames e passará por cirurgia nesta sexta-feira

    Procedimento será feito no olho esquerdo nesta sexta-feira, após exames pré-operatórios realizados hoje; agenda incluiu cancelamento de viagem a Goiás e despachos na Granja do Torto depois de retorno de compromisso internacional no Panamá.

    A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será submetido a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo nesta sexta-feira, 30. O procedimento foi confirmado por meio de nota divulgada nesta quinta-feira, 29.

    De acordo com a Secom, Lula realizou hoje os exames pré-operatórios. Ao longo do restante do dia, o presidente manterá despachos a partir da Granja do Torto, residência de campo oficial da Presidência da República.

    A intervenção médica não constava na agenda inicial do chefe do Executivo. Lula tinha prevista uma visita a um território quilombola em Cavalcante, no interior de Goiás, a cerca de 300 quilômetros de Brasília, compromisso que acabou cancelado no início da semana.

    O presidente retornou de viagem internacional na madrugada desta quinta-feira. Ele esteve no Panamá para participar do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, ocasião em que se reuniu com o presidente panamenho, José Raúl Mulino, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.

     

    Lula faz exames e passará por cirurgia nesta sexta-feira

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  • Lula já me comunicou que Miriam Belchior assumirá a Casa Civil, diz Rui Costa

    Lula já me comunicou que Miriam Belchior assumirá a Casa Civil, diz Rui Costa

    Rui Costa afirmou que deixará o governo no fim de março para disputar as eleições e disse que a transição será feita sem mudanças na equipe ou descontinuidade de projetos, com a secretária-executiva assumindo o comando da Casa Civil

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou que a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, assumirá o ministério em seu lugar quando ele deixar o cargo para disputar as eleições. Segundo Rui, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já o comunicou oficialmente sobre a decisão e também informou Miriam.

    “Eu saio no final de março, último dia de março, deixo o governo. Quem assume, o presidente Lula já me comunicou e comunicou a Miriam também, que ela assume o ministério. Ela já foi ministra do Planejamento, é uma pessoa excepcional, trabalha muito, é uma técnica competente e assume o ministério no início de abril. Não vai ter nenhuma descontinuidade, a equipe é a mesma”, declarou Rui Costa em entrevista à Rádio 95 FM, de Jequié, na Bahia.

    Rui Costa afirmou ainda que o presidente dará prioridade, nas mudanças ministeriais, a nomes que já integram as equipes atuais.

    “Lula está dando prioridade nas eventuais mudanças que vai ter que fazer nos ministérios para que se mantenham as equipes. Um caso ou outro pode mudar, mas, na essência, ele quer manter as equipes, porque não faz sentido, a seis meses das eleições, fazer mudança geral nas equipes, porque correria risco de descontinuar projetos e ações”, completou.

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  • Encontro com Bolsonaro na Papudinha deve selar adesão de Tarcísio a Flávio, dizem aliados

    Encontro com Bolsonaro na Papudinha deve selar adesão de Tarcísio a Flávio, dizem aliados

    Aliados avaliam que encontro na Papudinha deve encerrar ruídos recentes e definir papéis para 2026, com Tarcísio focado na reeleição em São Paulo e alinhamento esperado em torno da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

    (CBS NEWS) – A visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta quinta-feira (29), deve virar a página em relação a desentendimentos recentes entre os dois líderes da direita, avaliam aliados ouvidos pela Folha.

    Segundo esses interlocutores, o clima para o encontro na Papudinha, onde Bolsonaro está preso em Brasília, é de acomodação política, com a expectativa de que o governador passe a embarcar de forma mais efetiva na pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

    Pessoas próximas a Tarcísio afirmam que ele deve reforçar a Bolsonaro a decisão de permanecer em São Paulo para disputar a reeleição. O governador chegou a ser cogitado para concorrer ao Palácio do Planalto, mas foi preterido pelo ex-presidente, que optou por lançar o próprio filho na disputa contra o presidente Lula (PT).

    Gestos recentes, no entanto, indicaram que Tarcísio ainda não havia abandonado totalmente pretensões nacionais, o que o colocou em rota de colisão com o senador. O governador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) articularam junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) a concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro, movimento visto pelo entorno de Flávio como uma tentativa de se credenciarem para a corrida presidencial.

    No auge do atrito, Tarcísio cancelou uma visita ao ex-presidente que estava prevista para a quinta-feira passada (22), sinalizando insatisfação com a pressão por apoio explícito à candidatura de Flávio.

    O encontro só foi remarcado após a redução das tensões. De um lado, o governador passou a afirmar publicamente que disputará a reeleição; de outro, aliados de Bolsonaro fizeram gestos de reaproximação, destacando a lealdade de Tarcísio, ex-ministro da Infraestrutura, ao antigo chefe.

    Nesta quarta-feira (28), o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) publicou em uma rede social que esteve com Tarcísio em São Paulo, em um encontro descrito como amistoso. “Foi mais um momento muito bacana com o eterno ministro, por quem tenho um carinho e uma admiração enormes”, escreveu o filho do ex-presidente.

    Tarcísio respondeu: “Foi muito bom estar com você no dia de hoje. Você sempre será credor do meu respeito e da minha amizade”.

    Com isso, aliados de ambos avaliam que o ambiente para a reunião é positivo. A expectativa é que Bolsonaro receba o governador de forma cordial e deixe mais claras as diretrizes políticas para 2026. Entre os aliados, há dúvidas se o ex-presidente espera que Tarcísio concentre esforços em fortalecer um palanque para Flávio em São Paulo ou atue como articulador nacional.

    No campo da oposição a Lula, o cenário ainda é fragmentado. Flávio Bolsonaro tem acenado para uma possível convergência com outros nomes da direita, como os governadores Ratinho Junior (PSD-PR) e Romeu Zema (Novo-MG). Na terça-feira (27), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também pré-candidato ao Planalto, anunciou filiação ao PSD, presidido por Gilberto Kassab.

    Auxiliares de Tarcísio afirmam que o quadro já está definido, com o governador focado na reeleição em São Paulo e Flávio na disputa presidencial. Assim, a visita não deve provocar mudanças no tabuleiro eleitoral, mas sim consolidar papéis e reforçar a lealdade do governador ao ex-presidente.

    Diante desse cenário, é possível que a conversa inclua a composição da chapa bolsonarista em São Paulo. Um acordo prévio definiu que Tarcísio indicaria um nome ao Senado e Bolsonaro outro. O escolhido do governador foi Guilherme Derrite (PP), enquanto a vaga do PL ainda não foi preenchida.

    O próprio Tarcísio afirmou, na terça-feira, que não há expectativa de mudança em seus planos eleitorais, nem de um eventual pedido de Bolsonaro para que ele dispute a Presidência. “Isso não vai acontecer. Mas eu diria não”, disse em entrevista à rádio Jovem Pan de Sorocaba.

    Aliados esperam que Bolsonaro apresente suas diretrizes para a eleição em São Paulo, embora a política não deva ser o único assunto do encontro. “Vou ver um amigo. Geralmente, levo essas conversas de forma muito leve. Quero saber primeiro como ele está, se precisa de alguma coisa. Mostrar que a gente aqui fora está com ele”, afirmou Tarcísio durante um evento em Sorocaba.

    Segundo pessoas próximas ao governador, o principal objetivo da visita é demonstrar solidariedade, com espaço também para temas pessoais. Não é esperado que Tarcísio leve à mesa assuntos sensíveis, como a insatisfação com declarações de Flávio que motivaram o adiamento da visita anterior.

    Na semana passada, o senador disse à CNN que o encontro serviria para o governador ouvir que sua candidatura presidencial estava “descartada”. Aliados de Tarcísio afirmam que ele se sentiu pressionado e incomodado com ataques, sobretudo por estar envolvido nas articulações pela prisão domiciliar de Bolsonaro.

    O ex-presidente está preso em regime fechado desde 22 de novembro. Ele foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e cumpre pena na Papudinha, em Brasília. Aliados alegam deterioração de seu estado de saúde e buscam a transferência para o regime domiciliar.
     

     
     

    Encontro com Bolsonaro na Papudinha deve selar adesão de Tarcísio a Flávio, dizem aliados

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  • Centrão se divide, vira página sobre Tarcísio e testa candidatura alternativa na direita

    Centrão se divide, vira página sobre Tarcísio e testa candidatura alternativa na direita

    Dirigentes de siglas como PSD, União Brasil, PP e Republicanos, ouvidos pela Folha, trabalham atualmente com um cenário eleitoral que considera irreversível a presença de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto

    (CBS NEWS) – Antes entusiastas de uma candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Presidência, partidos do centrão passaram pela fase do luto e hoje estão conformados com a permanência do governador em São Paulo para tentar a reeleição.

    Dirigentes de siglas como PSD, União Brasil, PP e Republicanos, ouvidos pela Folha, trabalham atualmente com um cenário eleitoral que considera irreversível a presença de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto.

    A admissão do cenário em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será candidato, porém, não significou até agora uma adesão formal dessas legendas à candidatura de Flávio. Pelo contrário, há uma resistência que impulsionou os partidos a articular um nome alternativo na direita.

    O PSD, um dos primeiros a entender que não poderia contar com uma candidatura de Tarcísio à Presidência, deu seu principal sinal de resignação ao anunciar a filiação do governador Ronaldo Caiado (GO) na terça-feira (27). O goiano tem dito que não abre mão de concorrer à Presidência e chega como uma garantia de que a sigla terá um candidato próprio.

    Os outros dois pré-candidatos à Presidência da sigla, os governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Júnior (PR), não oferecem certezas de que manterão o projeto nacional. O primeiro não entusiasma colegas fora da região Sul, por não ter adesão de lulistas ou bolsonaristas, enquanto o segundo enfrenta problemas no Paraná.

    A decisão do PSD de lançar um presidenciável parte da premissa de que Tarcísio não será candidato à Presidência. Caso contrário, o partido estaria na coligação do governador, conforme afirmou o presidente da legenda, Gilberto Kassab, à Folha.

    Dirigentes do PSD dizem que o objetivo é tentar desidratar a candidatura de Flávio e chegar ao segundo turno. Caso isso não ocorra, não há decisão a respeito de apoio ao presidente Lula (PT) ou ao filho de Bolsonaro. A tendência, afirmam integrantes da sigla, é a neutralidade, como ocorreu na última eleição.

    Para o governo Lula, o melhor seria ter uma pulverização maior de candidaturas de direita. Mas, por ora, aliados do presidente ainda não calcularam qual será o impacto real desse movimento de Kassab.

    Entre dirigentes do centrão, apenas o presidente do PP, Ciro Nogueira, deu sinalizações públicas de eventual apoio a Flávio, mas a federação União Progressista, formada com o União Brasil, não bateu o martelo. Nos bastidores, Ciro passou a pregar cautela e defende aguardar para decidir se embarca na campanha do senador.

    Ao mesmo tempo, essas siglas tampouco demonstram interesse em apoiar Lula no primeiro turno, apesar de contarem com ministérios e cargos no atual governo. O Planalto, por ora, se satisfaz com a tendência de independência de parte dessas siglas, sem adesão total a Flávio.

    Inicialmente, líderes do centrão tentaram manter Tarcísio no páreo para disputar a Presidência, mesmo após Bolsonaro escolher o filho. O entendimento atual do grupo, principalmente após o recente atrito com a família do ex-presidente, é que o governador não confrontaria o ex-chefe para disputar o Planalto.

    Parte dos dirigentes faz a ressalva, contudo, de que ainda pode haver mudanças e que a política é dinâmica.

    A candidatura do PSD deu aos partidos de oposição a Lula uma terceira alternativa, além da neutralidade ou do apoio a Flávio. Nesta quarta-feira (28), durante evento em São Paulo, Caiado afirmou que o PSD vai buscar o apoio de todos os partidos da centro-direita, mencionando MDB, Republicanos, PP e União Brasil.

    A federação União Progressista já não considera Tarcísio na sua equação nacional. Essa aliança do centrão tem resistido às ofensivas de Flávio por um apoio já no primeiro turno. A ordem é concentrar esforços na montagem de chapas nos estados e só decidir um posicionamento nacional em abril.

    A tendência da federação, dizem líderes, é a neutralidade ou o apoio a Flávio. A segunda opção é vista como a mais remota, pois implicaria em dificultar a eleição de deputados e senadores em estados com tendência de voto lulista, principalmente no Nordeste.

    O Republicanos, apesar de abrigar Tarcísio, tende à neutralidade, segundo integrantes da cúpula do partido. O comando da sigla já defendia há meses a permanência do governador em São Paulo, sob argumento de que não valeria a pena trocar uma reeleição vista como certa para se arriscar num projeto nacional.

    Recentemente, Tarcísio estreitou os laços com seu partido ao convidar o presidente estadual do Republicanos, Roberto Carneiro, para assumir a secretaria da Casa Civil. Carneiro é considerado um braço direito e conselheiro de Marcos Pereira.

    Embora o governador já tenha declarado seu apoio a Flávio, seu partido ainda mantém sua decisão a respeito da eleição nacional em aberto. Um acordo é cobiçado tanto pelo senador como pelo trio de presidenciáveis do PSD.

    Segundo lideranças do Republicanos, há chances de negociação com o PSD em busca de fortalecer uma espécie de terceira via que não comprometa a eleição nos estados.

    No MDB, a avaliação também é a de que Tarcísio deve concorrer à reeleição, embora mudanças não sejam descartadas. O partido mantém proximidade com Lula através de três ministérios, mas estuda manter a neutralidade -já um apoio a Flávio é tido como improvável.

    O Solidariedade, que fechou uma federação com o PRD, também não conta mais com a hipótese de Tarcísio concorrer. A tendência é liberar os filiados para apoiar quem quiserem na eleição presidencial.

    Centrão se divide, vira página sobre Tarcísio e testa candidatura alternativa na direita

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  • Motta: PEC da Segurança Pública será debatida nas próximas semanas, com votação após o carnaval

    Motta: PEC da Segurança Pública será debatida nas próximas semanas, com votação após o carnaval

    A proposta ainda será debatida nas próximas semanas e, segundo o governo, deve ser analisada pela comissão especial no fim de fevereiro, antes de seguir para votação em plenário.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou na rede social X, nesta quarta-feira, 28, que a votação da PEC da Segurança deve ocorrer após o Carnaval.

    “A PEC da Segurança Pública será debatida nas próximas semanas, com previsão de votação após o Carnaval”, escreveu.

    De acordo com o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), a previsão é de que a votação na comissão especial ocorra em 23 de fevereiro.

     

    Motta: PEC da Segurança Pública será debatida nas próximas semanas, com votação após o carnaval

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