Categoria: POLÍTICA

  • Lula passa por exame de rotina e apresenta 'evolução satisfatória' após cirurgia de catarata

    Lula passa por exame de rotina e apresenta 'evolução satisfatória' após cirurgia de catarata

    Em nota à imprensa, o Palácio do Planalto afirmou que o presidente apresenta “evolução satisfatória, com exame oftalmológico dentro do esperado para o período”. O texto também reforça a previsão de retorno com as atividades habituais na segunda-feira.

    LUÍSA MARTINS
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi submetido, neste sábado (31), em Brasília, a uma avaliação médica de rotina, parte do acompanhamento pós-operatório da cirurgia de catarata realizada na sexta-feira.

    Em nota à imprensa, o Palácio do Planalto afirmou que o presidente apresenta “evolução satisfatória, com exame oftalmológico dentro do esperado para o período”. O texto também reforça a previsão de retorno com as atividades habituais na segunda-feira.

    O procedimento cirúrgico da sexta-feira foi realizado no Hospital de Olhos CBV, sem intercorrências. Lula chegou por volta das 7h40 e recebeu alta às 10h. De acordo com nota oficial do governo, ele ficará na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência da República, ao longo do fim de semana.

    Na quinta, dia seguinte ao retorno de uma viagem ao Panamá, Lula foi submetido a exames pré-operatórios. O presidente é acompanhado por equipes médicas lideradas pelos médicos Roberto Kalil Filho e Helena Germo.

    O procedimento é considerado simples por especialistas. A catarata é uma condição que afeta principalmente idosos em razão do desgaste do cristalino ocular, uma lente que fica atrás da parte colorida do olho e que, com o passar dos anos, fica opaca.

    Na cirurgia, é implantada uma lente para substituição do cristalino opaco. Isso é feito por meio de uma incisão na córnea após anestesia. Os cuidados pós-operatórios incluem aplicação de colírio quatro vezes por dia e repouso.

    Lula tem 80 anos e teve outras duas passagens relevantes pelo hospital no atual governo: operou uma artrose no setembro de 2023 e, em dezembro de 2024, foi internado às pressas devido a um sangramento intracraniano, consequência de uma queda em casa dois meses antes.

    Lula passa por exame de rotina e apresenta 'evolução satisfatória' após cirurgia de catarata

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  • Rotina de Bolsonaro na Papudinha tem caminhada, médico todo dia e nenhum livro lido, aponta relatório

    Rotina de Bolsonaro na Papudinha tem caminhada, médico todo dia e nenhum livro lido, aponta relatório

    As atividades constam em um relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela Polícia Militar do Distrito Federal, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.

    LUÍSA MARTINS
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, onde está preso, inclui caminhadas, visitas de familiares e advogados, atendimento médico diário, ajuda religiosa eventual e nenhum livro lido.

    As atividades constam em um relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela Polícia Militar do Distrito Federal, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.

    O documento aponta que Bolsonaro foi submetido à perícia da PF (Polícia Federal) no dia 20 de janeiro. Contudo, o laudo -que vai embasar decisão de Moraes sobre o pedido de domiciliar- ainda não foi anexado ao processo.

    A PM monitorou a rotina do ex-presidente entre os dias 15 e 27 de janeiro e consolidou os dados ao Supremo a partir de registros administrativos e operacionais do seu Núcleo de Custódia.

    Nesse período, Bolsonaro fez mais de cinco horas de caminhada -a mais curta foi de nove minutos (das 10h45 às 10h54) e a mais longa, de uma hora e quinze minutos (das 17h45 às 19h). Os dois registros são do dia 17.

    O ex-presidente fez cinco sessões de fisioterapia -dias 17,19, 22, 24 e 26- e recebeu duas vezes o serviço de capelania. A assistência religiosa coube ao pastor Thiago Manzoni, deputado distrital pelo PL, nos dias 20 e 27.

    Sem contar os médicos e os advogados, que têm livre acesso à Papudinha, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ex-vereador Carlos Bolsonaro, esposa e filho do ex-presidente, foram os únicos a visitá-lo na prisão no período.

    De acordo com os registros da PM, Bolsonaro não leu livros ao longo do período -uma atividade que, pela legislação, lhe garantiria remição (abatimento) da pena de 27 anos a três meses à qual foi condenado.

    A assistência médica diária na Papudinha foi feita tanto por profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal quanto pela equipe particular que acompanha o seu quadro clínico.

    A PM afirma que os atendimentos consistem em avaliações de rotina, “voltadas ao monitoramento geral do estado de saúde do custodiado, abrangendo, principalmente, aferição de sinais vitais”.
    Costumam ser analisados índices como pressão arterial, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio, “bem como avaliação clínica sumária e acompanhamento preventivo”, aponta a PM.

    Bolsonaro foi transferido em 15 de janeiro da Superintendência da PF em Brasília para a Papudinha. Ele está em uma cela de 64,83 m² de área total, com banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e uma área externa.

    Nesta quinta-feira (29), Bolsonaro recebeu a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em um gesto que o reaproximou do clã familiar após a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da direita em 2026.

    Rotina de Bolsonaro na Papudinha tem caminhada, médico todo dia e nenhum livro lido, aponta relatório

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  • Marina Silva diz que conversa com PT sobre disputa ao Senado por São Paulo

    Marina Silva diz que conversa com PT sobre disputa ao Senado por São Paulo

    Segundo a ministra, as conversas ainda estão em fase inicial e não há decisão tomada sobre uma eventual filiação partidária ou candidatura. Marina afirmou que tem recebido sondagens de diferentes siglas e que o cenário está sendo avaliado com cautela.

    A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que conversou com o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, e que também foi procurada por outras legendas interessadas em lançá-la candidata ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano.

    Segundo a ministra, as conversas ainda estão em fase inicial e não há decisão tomada sobre uma eventual filiação partidária ou candidatura. Marina afirmou que tem recebido sondagens de diferentes siglas e que o cenário está sendo avaliado com cautela.

    \”Estou dialogando com o PT, sim, e tive uma primeira conversa muito boa com o Edinho. Uma conversa já aconteceu com a presidente do PSOL, Paula Coradi. Tem pedidos de conversa do PSB, do PV, de vários partidos. Uma análise está sendo feita\”, disse em entrevista à RedeTV!, nesta quinta-feira, 29.

    Marina também comentou as especulações em torno de uma eventual candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao governo de São Paulo. Segundo ela, as manifestações dentro do campo governista não devem ser interpretadas como pressão para que ele entre na disputa.

    \”Muita gente fala em pressão, mas eu vejo como reconhecimento da liderança que o Haddad representa e da importância política que ele tem\”, afirmou. Marina lembrou que o ministro levou a disputa paulista ao segundo turno em 2022, em uma eleição considerada difícil, e que o desempenho foi decisivo para a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). \”A liderança dele volta a ser central\”, disse.

    Eleita deputada federal em 2022, Marina afirmou que não pretende disputar a reeleição à Câmara e indicou que vê o Senado como o próximo passo de sua trajetória política.

    \”Eu me vejo no desenho da construção para o Senado. São Paulo ajudou a salvar a minha vida biológica e me recolocou na cena política de uma forma incrível, quando eu nem queria mais ser candidata. E, agora, eu estou disposta a fazer essa construção\”, disse.

    Além do nome de Marina, o PT estuda lançar a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB-MS), como candidata ao Senado. Tebet avalia a mudança de domicílio eleitoral após as eleições de 2022, quando apoiou Lula no segundo turno, movimento que gerou resistência ao seu nome em Mato Grosso do Sul, reduto de perfil majoritariamente bolsonarista.

    Marina Silva tem uma trajetória no PT. Foi uma das fundadoras da legenda e permaneceu filiada por mais de duas décadas, até 2009, quando anunciou sua desfiliação após divergências internas, especialmente em torno da agenda ambiental. À época, a então senadora afirmou que a decisão havia sido \”sofrida\” e disse buscar liberdade para discutir projetos programáticos ligados ao desenvolvimento sustentável.

    Marina Silva diz que conversa com PT sobre disputa ao Senado por São Paulo

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  • Presidente do MDB diz que plano do PT de lançar Simone Tebet em SP é uma arapuca

    Presidente do MDB diz que plano do PT de lançar Simone Tebet em SP é uma arapuca

    “Graças ao MDB e ao brilhantismo dela, Simone virou uma figura nacional, mas o PT armou uma arapuca que pode queimar uma liderança com um grande futuro político”, disse.

    CAROLINA LINHARES
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), reagiu à investida do PT para que a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), deixe seu partido para concorrer ao governo ou ao Senado em São Paulo na chapa de apoio a Lula (PT). Baleia afirmou à reportagem que o PT não age corretamente e está armando uma arapuca para Tebet.

    “Graças ao MDB e ao brilhantismo dela, Simone virou uma figura nacional, mas o PT armou uma arapuca que pode queimar uma liderança com um grande futuro político”, disse.
    “O PT não está agindo corretamente ao usar Simone para uma aventura de um partido que não tem liderança em São Paulo. É um desrespeito com o MDB”, completou.

    Nesta sexta-feira (30), a ministra afirmou que deixará a pasta até o dia 30 de março e que será candidata na eleição deste ano em São Paulo ou Mato Grosso do Sul, mas sem especificar o cargo. O futuro eleitoral de Tebet deve ser definido por Lula.

    Segundo a ministra, não foi feito nenhum acerto ainda e estão programadas novas conversas com o presidente antes do Carnaval. “Não discutimos mudança partidária, não discutimos cargos, não discutimos nem Governo do Estado de São Paulo” afirmou.

    Ela disse que conversou com Lula sobre uma candidatura ao Senado e indicou que não deve tentar o governo paulista.

    O PT discute nomes para lançar em São Paulo, mas as principais figuras, como Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), resistem a disputar o Palácio dos Bandeirantes. Por isso, Tebet é cogitada como alternativa contra a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    O ex-governador e atual ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), também é uma opção.

    Pesquisas eleitorais encomendadas por aliados de Tebet indicam que ela pontua bem em São Paulo e poderia representar um incômodo para Tarcísio, que é o favorito para a reeleição.

    O objetivo do PT é construir um palanque forte em São Paulo e chegar ao menos ao segundo turno, atraindo um patamar relevante de votos para Lula, ainda que o resultado seja de derrota -como aconteceu em 2022 com Haddad, que disputou o governo. O atual ministro da Fazenda é o preferido pela cúpula do PT para concorrer ao governo paulista.

    Em relação ao Senado, os quatro políticos (Tebet, Haddad, Alckmin e França) são opções, além de Marina Silva, que está de saída da Rede e negocia com o PT.

    “Simone tem uma história política no MDB desde seu pai, Ramez Tebet, que foi uma das grandes lideranças políticas nacionais do MDB”, disse ainda Baleia Rossi.

    Para integrar o palanque de Lula em São Paulo, porém, Tebet tem que trocar de partido. Uma filiação ao próprio PT é considerada improvável, mas ela já recebeu convite do PSB. Em São Paulo, o MDB faz oposição ao presidente e deve integrar a coligação de Tarcísio.

    No plano nacional, o MDB é divido entre apoiadores e detratores de Lula, e a tendência do partido é a de manter neutralidade no pleito presidencial. Emedebistas próximos ao petista, porém, trabalham para que o partido ocupe a vaga de candidato a vice no lugar de Alckmin.

    Tebet, por sua vez, já declarou que, independentemente da posição do MDB, irá apoiar a reeleição de Lula.

    Em 2022, ela concorreu à Presidência pelo MDB, como alternativa a Lula e Jair Bolsonaro (PL), mas declarou apoio e fez campanha para o petista no segundo turno, o que ajudou a consolidar o discurso da esquerda de frente ampla contra o bolsonarismo.

    Presidente do MDB diz que plano do PT de lançar Simone Tebet em SP é uma arapuca

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  • Kassab cita FHC como referência e diz que Tarcísio teria cenário ideal para Presidência

    Kassab cita FHC como referência e diz que Tarcísio teria cenário ideal para Presidência

    Ele citou mais de uma vez como referência o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e não rechaçou a comparação de que o PSD seria um novo PSDB na política, citando semelhança no posicionamento dos partidos como opções de centro em momentos históricos.

    ANA GABRIELA OLIVEIRA LIMA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse nesta sexta-feira (30) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria o candidato ideal ao Palácio do Planalto em 2026, negou ter falado em submissão do político em relação ao clã Bolsonaro e disse que é preciso avançar com os três pré-candidatos do PSD.

    “A candidatura de Tarcísio seria a ideal, mas é preciso olhar para frente. Temos três ótimos nomes para concorrer à Presidência”, afirmou Kassab à reportagem em evento na Arena B3, no centro de São Paulo.

    Ele citou mais de uma vez como referência o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e não rechaçou a comparação de que o PSD seria um novo PSDB na política, citando semelhança no posicionamento dos partidos como opções de centro em momentos históricos.

    “O PSDB cumpriu um papel importante. Teve um grande presidente, o Fernando Henrique Cardoso, grandes quadros. Vamos lembrar aqui em São Paulo, por exemplo, o governo Mário Covas, o governo José Serra, dois expoentes do PSDB”, disse.

    “O PSD também surge em um momento em que lideranças políticas de diferentes estados, que pensam da mesma maneira, têm o mesmo projeto do país, entendem que já têm um partido representando esse centro. Tem uma semelhança um pouco de como está nascendo [agora o PSD]. O PSDB veio naquele momento se contrapor à direita malufista e a esquerda petista. O PSD está realmente surgindo como partido de centro, tem essa semelhança, se contrapondo à direita bolsonarista e a esquerda petista”.

    Nesta semana, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deixou o União Brasil e se filiou ao PSD, que passou a reunir três pré-candidatos à Presidência -ao lado dos governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

    No evento na Arena B3, Kassab disse que Tarcísio tem dado sinais consistentes de que vai se manter fiel ao clã Bolsonaro e afirmou respeitar a opinião do político, de quem é secretário de governo e relações institucionais.

    Ele negou ter insinuado haver submissão na relação entre o governador de São Paulo e a família Bolsonaro em entrevista dada na quinta-feira (29) ao Canal UOL. Nela, Kassab afirmou ser “fundamental que ele [Tarcísio] tenha a sua identidade. Uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade, outra coisa é submissão”.

    Na arena B3, Kassab afirmou que com a frase quis dizer que Tarcísio não é submisso, mas que tem caráter e faz os gestos corretos aos Bolsonaro. Disse ainda que seria um privilégio ser vice na chapa do governador à reeleição e que acha que vai deixar o governo, mas que isso vai ser conversado “na hora certa”.

    “Foi o contrário. A pessoa me perguntou se ele era submisso, eu falei que não era submisso. Ele [Tarcísio] é uma pessoa que tem caráter, que sabe que reconhecimento é importante, seja na vida pessoal, seja na vida política, e que esses gestos dele são corretos, são adequados para alguém que foi ministro e foi lançado e apoiado nessa campanha de governador. Portanto, é mais do que correta essa aliança, essa parceria, esse reconhecimento”, disse Kassab sobre fala dada ao UOL no dia anterior.

    Na Arena B3, ele ainda falou ser preciso respeitar a posição do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), de tentar candidatura própria ao Planalto e negou já ter feito movimentação, no final do ano passado e antes de apresentar seus três pré-candidatos atuais à Presidência, para que Zema fosse vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), movimento noticiado à época.

    Nesta semana, Kassab foi um dos principais personagens da política nacional ao anunciar que seu partido concentraria três pré-candidatos para disputar uma vaga na corrida presidencial de 2026, para concorrer contra o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro, que recebeu o aval do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para pleitear o cargo e herdar seu capital político.

    Zema tem sinalizado que se mantém na corrida para garantir visibilidade ao próprio partido. A possibilidade de aceitar ser vice, porém, continua em aberto, segundo pessoas próximas ao político.
    Já Tarcísio confirmou nesta quinta-feira (29) que fará parte do time de Bolsonaro na corrida. Disse também que disputará a reeleição no estado.

    A fala de Kassab desta sexta se deu em evento da Amcham Brasil, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, que reuniu empresários e analistas na B3, em São Paulo, a respeito da “visão do setor privado sobre os principais desafios e prioridades para 2026”.

    Kassab cita FHC como referência e diz que Tarcísio teria cenário ideal para Presidência

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  • Tarcísio diz que Kassab tem opiniões próprias e que apoio a Bolsonaro não é submissão

    Tarcísio diz que Kassab tem opiniões próprias e que apoio a Bolsonaro não é submissão

    A declaração foi dada após evento de entrega da restauração da Estação Júlio Prestes, ponto de partida da linha 8-diamante de trens metropolitanos.

    JULLIA GOUVEIA E ANA GABRIELA OLIVEIRA LIMA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (30) que Gilberto Kassab (PSD) tem “opiniões próprias” e que seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não é submissão.

    A declaração foi dada após evento de entrega da restauração da Estação Júlio Prestes, ponto de partida da linha 8-diamante de trens metropolitanos.

    O governador foi questionado em coletiva de imprensa sobre fala de Kassab, que é secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo, sobre sua relação com o ex-presidente, afirmando que “uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade, outra coisa é submissão”.

    “Ele é um dirigente nacional importante e fala como dirigente nacional dentro daquilo que ele acredita. […] Ele é a pessoa que tem suas opiniões próprias, e problema nenhum também”, afirmou Tarcísio, que reafirmou o alinhamento de Kassab com as diretrizes do governo estadual em sua atuação como secretário.

    Sobre sua relação com Bolsonaro, Tarcísio afirmou que tem uma relação de gratidão e amizade com o ex-presidente, “absolutamente nada a ver com submissão”.

    “É fácil você ficar do lado quando a pessoa tá bem. Difícil e você às vezes não tem muito isso na política, é estender a mão quando a pessoa está na pior, quando ela precisa da sua ajuda, quando a pessoa perdeu o poder, quando a pessoa tá privada da sua liberdade”, disse.

    Também nesta sexta (30), Kassab afirmou em evento na Arena B3, no centro de São Paulo, que não falou em submissão na relação entre Tarcísio e a família Bolsonaro.

    “Foi o contrário. A pessoa me perguntou se ele era submisso, eu falei que não era submisso. Ele [Tarcísio] é uma pessoa que tem caráter, que sabe que reconhecimento é importante, seja na vida pessoal, seja na vida política, e que esses gestos dele são corretos, são adequados para alguém que foi ministro e foi lançado e apoiado nessa campanha de governador. Portanto, é mais do que correta essa aliança, essa parceria, esse reconhecimento”.

    Nesta quinta (29), o governador de São Paulo visitou o ex-presidente no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha.

    Ele afirmou manter “relação muito próxima” com ele, apesar das tensões com bolsonaristas que levaram ao cancelamento da visita na semana anterior. “Havia algumas questões de interpretação de outros, são naturais, alguns ruídos que acontecem. Mas nunca houve desarmonia nenhuma”, disse.

    Tarcísio reafirmou que busca reeleição como governador de São Paulo e que vai aliar a estratégia de São Paulo à estratégia nacional de seu grupo, com “alinhamento absoluto e total” ao PL.

    Já Kassab disse que seria um privilégio compor a chapa ao governo de São Paulo como vice de Tarcísio, disse que apoia o político na eleição estadual e que cabe a ele a definição sobre parcerias para tentar a reeleição como governador.

    Tarcísio diz que Kassab tem opiniões próprias e que apoio a Bolsonaro não é submissão

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  • Eduardo diz que visita de Tarcísio a Bolsonaro 'fortalece laços' e 'constrói pontes'

    Eduardo diz que visita de Tarcísio a Bolsonaro 'fortalece laços' e 'constrói pontes'

    “É um gesto que, sem dúvida, faz muito bem a ele neste momento difícil que ele atravessa e que contribui para que, com mais força e energia, possamos seguir adiante com esperança em dias melhores”, escreveu o ex-parlamentar nas redes sociais

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta quinta-feira, 29, representou um gesto de apoio em um “momento difícil” e contribui para o fortalecimento de laços políticos.

    “Fico muito feliz ao ver o Tarcísio visitando o meu pai. É um gesto que, sem dúvida, faz muito bem a ele neste momento difícil que ele atravessa e que contribui para que, com mais força e energia, possamos seguir adiante com esperança em dias melhores”, escreveu o ex-parlamentar em publicação no X.

    Este foi o primeiro encontro entre Tarcísio e Bolsonaro desde a prisão do ex-presidente. O governador havia sido autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a realizar a visita na quinta-feira passada, 22, mas optou por cancelá-la após avaliar que a conversa poderia servir para pressioná-lo a apoiar de forma mais explícita a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

    Na terça-feira, 27, Tarcísio afirmou que não será candidato ao Palácio do Planalto “nem se Bolsonaro pedisse”. A pressão no campo da direita pela candidatura de Tarcísio à Presidência provocou um estremecimento na relação dele com a família Bolsonaro, que agora tenta dissipar publicamente o conflito.

    Na postagem, Eduardo Bolsonaro disse ainda que o episódio deve ser visto como um sinal de convergência entre aliados. “Este é um momento de focarmos naquilo que converge. Tenho certeza de que todos nós compartilhamos o mesmo desejo: um Brasil melhor“, escreveu.

    Segundo ele, São Paulo ocupa papel central nesse processo. “Esse caminho passa por São Paulo e por todos os brasileiros, inclusive aqueles que hoje estão fora do país”, afirmou.

    Eduardo destacou ainda a presença do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) no encontro e disse que gestos como o da visita reforçam compromissos políticos. “Fiquei especialmente satisfeito com a visita realizada hoje (ontem, quinta) e ainda mais alegre ao ver o meu irmão Carlos Bolsonaro ao lado do governador. Gestos como esse fortalecem laços, constroem pontes e reafirmam compromissos com o futuro do Brasil”, concluiu.

    Eduardo diz que visita de Tarcísio a Bolsonaro 'fortalece laços' e 'constrói pontes'

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  • Lula deixa hospital após cirurgia de catarata no olho esquerdo

    Lula deixa hospital após cirurgia de catarata no olho esquerdo

    Em 2020, Lula já havia sido submetido a uma cirurgia de catarata no olho direito

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou na manhã desta sexta-feira, 30, o hospital, em Brasília, onde foi submetido a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo. Lula chegou ao hospital por volta das 7h20. A cirurgia, segundo apurou o Broadcast Político, estava prevista para as 8h. O presidente deixou o local às 10h04 com o comboio presidencial.

    O CBV Hospital de Olhos, onde Lula fez o procedimento, fica na Asa Sul, em Brasília, próximo ao hospital Sírio-Libanês.

    A Secretaria de Comunicação Social da Presidência não deu informações sobre a cirurgia desde a tarde de quinta-feira, 29, quando informou que o presidente passou por exames e faria o procedimento desta sexta. Não informou, porém, o horário e nem o local. Tampouco divulgou informações, até este momento, sobre a cirurgia ou o período de recuperação do presidente.

    Em 2020, Lula foi submetido a uma cirurgia de catarata no olho direito. Naquela oportunidade, estava atuando na campanha do PT para eleger prefeitos e vereadores nas eleições municipais daquele ano.

    Segundo informou o jornal O Globo, na época, o petista recebeu alta no mesmo dia do procedimento. Daquela vez, o presidente teve de ficar alguns dias de repouso e retomou as atividades em cerca de uma semana.

    Por causa do exame e da cirurgia desta sexta, Lula cancelou alguns compromissos. Na quinta-feira, 29, ele faria anúncios do programa Agora Tem Especialistas. Nesta sexta, visitaria uma unidade odontológica móvel no quilombo Kalunga, em Cavalcante (GO). As duas agendas, com claro apelo eleitoral, foram adiadas.

    Lula deixa hospital após cirurgia de catarata no olho esquerdo

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  • Lula chega a hospital para cirurgia de catarata em Brasília

    Lula chega a hospital para cirurgia de catarata em Brasília

    Presidente fez exames pré-operatórios na quinta-feira (29); petista já teve outras passagens pelo hospital no atual governo

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) chegou por volta das 7h40 desta sexta-feira (30) ao hospital em Brasília onde será submetido a uma cirurgia de catarata.

    O comboio presidencial entrou por uma portaria específica para carros e se dirigiu a uma entrada privada nos fundos do prédio do Hospital de Olhos CBV, na Asa Sul de Brasília. Seguranças do presidente se agruparam em frente a essa porta.

    A hora e o local da cirurgia não foram divulgados oficialmente pela área de comunicação do governo federal.

    Lula passou por exames pré-operatórios na manhã de quinta-feira (29), dia seguinte ao retorno de uma viagem ao Panamá. O petista passou o resto do dia na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência da República.

    O procedimento é descrito como simples pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor-executivo do Instituto Penido Burnier e membro da Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa. Ele diz que a catarata afeta principalmente idosos em razão do desgaste do cristalino ocular.

    Lula tem 80 anos e teve duas passagens relevantes pelo hospital no atual governo: operou uma artrose no final de 2023 e, no fim de 2024, foi internado às pressas por causa de um sangramento intracraniano.

    A cirurgia de artrose foi em 29 de setembro de 2023, em Brasília. O petista teve uma prótese implantada no lado direito do quadril para eliminar dores que sentia no local havia meses. Ele havia passado a campanha presidencial de 2022 e os primeiros meses de 2023 reclamando das dores a aliados.

    Depois, em 10 de dezembro de 2024, o presidente passou por um procedimento mais delicado. Ele foi submetido às pressas a uma cirurgia para tratar uma hemorragia intracrainana. O sangramento foi consequência de uma queda que Lula havia sofrido em casa dois meses antes.

    Os riscos corridos pelo petista nesse episódio foram maiores. Ele passou mal no Palácio do Planalto e foi removido emergencialmente para São Paulo.

    Ao deixar o hospital depois de tratar o sangramento, Lula disse que só se deu conta da gravidade do episódio depois da operação. Eu só fui ter noção da gravidade já depois da cirurgia pronta, depois da cabeça estar nova“, declarou. “Nunca penso que vou morrer, mas tenho medo”, disse o petista na ocasião.

    Lula fumou por cerca de 50 anos até parar em 2010, depois de uma crise de hipertensão. No ano seguinte, já como ex-presidente, o petista teve um câncer diagnosticado na laringe. Ele tratou a doença, que foi curada em 2012.

    Diz que, agora, cuida melhor da própria saúde. O presidente, que concorrerá à reeleição em outubro, procura mostrar vitalidade ao público sempre que pode.

    Lula costuma mencionar sua rotina de exercícios. Também tem por hábito divulgar imagens de caminhadas e outras atividades ao ar livre realizadas nos terrenos do Palácio da Alvorada ou da Granja do Torto, residências oficiais da Presidência da República.

    Em setembro passado, por exemplo, ele participou de uma caminhada promovida pelo Ministério da Educação e correu em alguns trechos do trajeto -incluindo a parte mais íngreme, a subida entre o Palácio do Planalto e a sede do Ministério da Justiça.

    Lula chega a hospital para cirurgia de catarata em Brasília

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  • PF encontrou indícios sobre políticos em investigação do Master

    PF encontrou indícios sobre políticos em investigação do Master

    Em provas coletadas pela PF na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, há referências a lideranças partidárias e altas autoridades

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – As investigações da Polícia Federal envolvendo o Banco Master chegaram a elementos que apontam para o envolvimento de políticos com foro especial. Apurações sobre essas autoridades terão de correr no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Provas coletadas pela PF na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, contêm referências a lideranças partidárias e altas autoridades, segundo relatos feitos à reportagem, sob anonimato, por investigadores do caso. Eles afirmam que foram feitos “vários achados” com menções a essas figuras.

    Quando Vorcaro foi preso, a PF quebrou sigilos, apreendeu documentos e acessou o telefone celular do banqueiro.

    As referências aos políticos, na avaliação de investigadores, não têm relação direta com o inquérito sobre a fabricação de carteiras fraudulentas de crédito consignado pelo Master e a negociação de venda para o BRB (Banco de Brasília).

    Essas fraudes sustentaram a decisão da Justiça Federal em Brasília que autorizou a primeira fase da operação da PF, em 18 de novembro do ano passado, mesmo dia em que o Master foi liquidado.

    Vorcaro ganhou notoriedade em Brasília por ter construído uma rede de aliados políticos e por organizar encontros em uma mansão na capital.

    As conhecidas relações do banqueiro provocam tensão entre autoridades desde que o dono do Master foi alvo da PF. Alguns políticos temem que sejam desvendadas suas relações pessoais e financeiras com Vorcaro.

    As conexões do banqueiro são consideradas tão amplas que provocaram a leitura de que uma investigação profunda seria comparável à operação Lava Jato, que provocou abalos em diversos partidos e levou a uma série de tentativas de abafar as apurações.

    A verificação desses indícios será agora aprofundada pelos investigadores para determinar se houve participação de autoridades no esquema de fraudes de Vorcaro. Eles se somarão aos dados já coletados na segunda fase da operação, que teve como alvo o uso de fundos de investimentos administrados pela gestora Reag para desvio de recursos captados pelo Master com a venda de CDBs (Certificados de Depósitos Bancários).

    A segunda fase da Compliance Zero, realizada em janeiro, ocorreu já por ordem do ministro do STF, Dias Toffoli, que assumiu o caso após provocação da defesa de Vorcaro, que alegou ter sido encontrada uma referência ao deputado João Bacelar (PL-BA), que tem foro especial.

    A referência a Bacelar, no entanto, não é o alvo das apurações da PF neste novo momento. O material encontrado na operação cita outros políticos, incluindo nomes do Congresso.

    Em depoimento à PF no fim de dezembro, Vorcaro minimizou suas conexões com autoridades. “Se eu tenho tantas relações políticas, como estão dizendo, e se eu tivesse pedido a ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, eu não estaria aqui de tornozeleira, eu não teria sido preso e estava com a minha família sofrendo o que a gente está sofrendo”, disse.

    Segundo investigadores, as apurações envolvendo políticos poderão ser desmembradas do caso original. Mesmo que o inquérito sobre o negócio BRB-Master seja remetido à Justiça de primeiro grau, a investigação envolvendo políticos continuaria sob supervisão do STF.

    Nas últimas semanas, uma articulação foi iniciada por ministros do Supremo para que o caso seja remetido à Justiça de primeiro grau. O objetivo era reduzir a pressão sobre o tribunal, principalmente depois de revelações sobre conexões de integrantes do tribunal com negócios do Master.

    O movimento passou a ser descrito como uma saída honrosa para o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito no Supremo, que tem sua conduta questionada por manter um alto grau de sigilo sobre o caso e pela sociedade que dois de seus irmãos mantiveram com um fundo controlado pelo cunhado de Vorcaro no resort Tayayá, no Paraná.

    Com o desgaste do STF e a pressão da opinião pública, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, chegou a afirmar ao G1 que havia “uma tendência, pelo que se verifica até agora” de que o caso saísse do tribunal.

    A menção aos políticos encontrada na investigação, no entanto, deve levar a um ajuste de rota, com parte das investigações enviadas à instância inferior e uma nova frente aberta no STF.

    A investigação que pode ser enviada ao primeiro grau, que envolve a fabricação de carteiras pelo Master, está avançada e deve ser concluída rapidamente, segundo agentes envolvidos no caso. A PF deve produzir um relatório final e apontar os indícios de crime que teriam sido praticados pelos principais suspeitos.

    A preocupação de pessoas envolvidas no caso, ouvidas pela Folha, é com o risco de as investigações contra políticos não avançarem no STF por pressões sobre a corte.

    PF encontrou indícios sobre políticos em investigação do Master

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