Categoria: POLÍTICA

  • Presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar é preso pela PF

    Presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar é preso pela PF

    A investigação apura vazamento de informações sigilosas da ‘Operação Zargun’, que o deputado TH Joias foi preso

    Na manhã desta quarta-feira (3), a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados na Operação Unha e Carne, onde o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), era um dos alvos e foi preso.

    Segundo a PF, Bacellar é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, em que o então deputado estadual TH Joias foi preso.

    Agentes informaram que a ação tinha o objetivo de cumprir 1 mandado de prisão preventiva e 8 mandados de busca e apreensão, além de 1 mandado de intimação para cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    A defesão do deputado estadual Rodrigo Bacellar ou o partido União Brasil ainda não comentaram sobre o caso.

    Presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar é preso pela PF

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Rachas no PL e na família Bolsonaro extrapolam aliança com Ciro Gomes e se estendem a outros estados

    Rachas no PL e na família Bolsonaro extrapolam aliança com Ciro Gomes e se estendem a outros estados

    Sem uma liderança coesa, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, os filhos do ex-presidente, Flávio, Eduardo e Carlos, e a ala do partido alinhada ao centrão disputam espaços e tentam influir na formação dos palanques para 2026

    (CBS NEWS) – O imbróglio da família Bolsonaro em torno do apoio a Ciro Gomes (PSDB) no Ceará expôs um cenário de crises internas e disputas de poder dentro do PL que se estende para outros estados.

    O partido, que convivia sob um duplo comando de Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro, viu os atritos se acirrarem com a prisão do ex-presidente, que cumpre pena em regime fechado desde o mês passado após a condenação no processo sobre a trama golpista.

    Sem uma liderança coesa, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, os filhos do ex-presidente, Flávio, Eduardo e Carlos, e a ala do partido alinhada ao centrão disputam espaços e tentam influir na formação dos palanques para 2026.

    A cúpula do PL realizou uma reunião de emergência nesta terça-feira (2) para aparar arestas e definir uma rotina de decisões conjuntas. O resultado foi a suspensão do apoio a Ciro Gomes e iniciativa de mapear eventuais acordos fechados por Bolsonaro em outros estados.

    A objetivo é evitar embates públicos como a protagonizada pela mulher e pelos três filhos de Bolsonaro na última segunda-feira (1º).

    O impasse no clã Bolsonaro veio a público após a ex-primeira-dama criticar o apoio do PL a uma possível candidatura de Ciro Gomes, recém-filiado ao PSDB, ao governo do Ceará. Ciro foi adversário de Bolsonaro nas eleições de 2018 e 2022, e tem um histórico de críticas duras ao ex-presidente.

    Flávio Bolsonaro (PL-RJ) respondeu às críticas e disse que a madrasta foi autoritária e atropelou o ex-presidente, que teria avalizado o movimento de aproximação com Ciro Gomes. Nesta terça, o senador falou em união do grupo e disse ter pedido desculpas a Michelle.

    A briga tem a eleição para o Senado como pano de fundo. Michelle Bolsonaro lançou para a disputa a vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), mas a cúpula local do partido defende a candidatura de Alcides Fernandes (PL), pai do deputado André Fernandes (PL-CE).

    As candidaturas ao Senado são uma prioridade do partido, cuja meta é formar maioria para se contrapor ao Supremo Tribunal Federal. O objetivo é eleger o novo presidente da Casa e destravar pedidos de impeachment contra ministros do STF.

    Embates semelhantes se repetem em estados como Rio de Janeiro, Santa Catarina e Pernambuco, além do Distrito Federal, com a possibilidade de possíveis baixas dentro do PL.

    Um dos casos mais simbólicos é Santa Catarina, onde o ex-presidente indicou o filho Carlos Bolsonaro (PL), vereador pelo Rio de Janeiro, para ser candidato a senador. A escolha gerou um embate com a deputada federal Caroline de Toni (PL), que vinha articulando uma candidatura ao cargo.

    Apesar das duas vagas em disputa, o governador Jorginho Mello (PL) deve apoiar a reeleição do senador Espiridião Amin (PP), o que inviabilizaria uma chapa pura com dois nomes do PL para o Senado. Diante do cenário adverso, De Toni avalia migrar para o Novo.

    A candidatura de Carlos Bolsonaro, que não é catarinense, é vista com reservas no estado. O prefeito de Pouso Redondo, Rafael Tambozi (PL), declarou que o povo de Santa Catarina “não é gado” e disse apoiar De Toni e Amin, movimento que pode ganhar tração com outros prefeitos.

    Em Pernambuco, Bolsonaro escolheu como candidato o ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL), mas a prisão do ex-presidente embaralhou o jogo e intensificou as divisões internas no partido.

    Anderson Ferreira, ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, também pretende disputar o Senado. Em um estado que é reduto do presidente Lula (PT), a avaliação no meio político é que o PL precisaria sair unido em torno de um único candidato para tentar conseguir uma das duas vagas.

    Em mensagem enviada a aliados há duas semanas, Gilson admitiu que pode mudar de partido -o Novo é uma das alternativas. “Espero que a vontade de Bolsonaro prevaleça no meu partido. Caso contrário, já é pacífico a minha ida para outro ninho. Não vou sair atirando, apenas vou agradecer tudo que fizeram comigo”, disse Gilson.

    No Rio de Janeiro, um candidato natural à reeleição é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A segunda vaga é disputada pelo governador Cláudio Castro e o senador Carlos Portinho.

    A situação ficou mais favorável para o governador, que ampliou sua popularidade após a megaoperação policial que terminou com 122 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro.

    Aliados de Carlos Portinho, contudo, lembram que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julga o governador em processo que pode culminar com sua cassação e inelegibilidade.

    No Distrito Federal, uma ala do PL defende que a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) seja a companheira de chapa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para o Senado, movimento que isolaria o governador Ibaneis Rocha (MDB).

    Para o cientista político Adriano Oliveira, da Universidade Federal de Pernambuco, as divergências internas no bolsonarismo devem continuar enquanto Bolsonaro estiver preso.

    “Vão prosseguir e devem demorar porque Bolsonaro não pode conversar, andar pelos país e não é expectativa de poder. Diante disso, existe um vazio e a busca do espólio eleitoral”, afirma.

    Rachas no PL e na família Bolsonaro extrapolam aliança com Ciro Gomes e se estendem a outros estados

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Alcolumbre usa recuo em data de sabatina para retomar controle sobre indicação de Messias

    Alcolumbre usa recuo em data de sabatina para retomar controle sobre indicação de Messias

    O indicado de Lula é benquisto entre senadores, mas corre o risco de ser rejeitado porque Alcolumbre e setores importantes do Senado queriam que o escolhido fosse Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente da Casa.

    (CBS NEWS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), recuou da data que havia anunciado para a sabatina do indicado de Lula para o STF (Supremo Tribunal Federal), Jorge Messias, em uma tentativa de retomar o controle sobre o processo.

    Até poucos dias atrás, Alcolumbre queria avançar com a avaliação do postulante ao STF mesmo sem o governo ter enviado os documentos necessários para oficializar a indicação, mas não teve apoio suficiente na Casa e recuou da ideia.

    Ministros do STF são indicados pelo presidente da República, mas só assumem o cargo após sabatina e aprovação pelo Senado. É necessário o voto favorável de ao menos 41 dos 81 parlamentares da Casa.

    A data anunciada por Alcolumbre antes de o governo enviar a papelada deu a Lula o poder de manter ou cancelar a sabatina conforme sua conveniência. Como o indicado sofre resistência dos senadores, o presidente da República poderia não enviar a mensagem e inviabilizar ele mesmo a sabatina caso percebesse que não haveria apoio suficiente para aprovar seu escolhido.

    A avaliação predominante no Senado é que, com o cancelamento, o jogo é zerado. A tramitação de Messias ainda depende de Lula enviar a mensagem com os documentos necessários, mas Alcolumbre poderá marcar a sabatina em seu tempo, sem a pressão de já ter uma data previamente anunciada.

    Além disso, o presidente do Senado ganhou discurso e respaldo entre aliados para postergar a sabatina após o envio da mensagem, caso ache necessário. Como o cancelamento foi por falta de um ato do governo, Alcolumbre estará protegido contra críticas por uma eventual demora.

    A Folha de S.Paulo apurou que o presidente do Senado chegou a dizer a colegas de plenário nesta terça, em tom de piada, que realizaria a sabatina só em novembro do ano que vem -depois da eleição em que Lula pode ou não ser escolhido para um novo mandato à frente do Planalto.

    Aliados próximos a Alcolumbre, porém, acham improvável que ele postergue a sabatina por meses depois de a mensagem com os documentos de Messias chegar ao Senado.

    O adiamento vem depois de Alcolumbre passar dias dizendo, nos bastidores, que faria a sabatina mesmo sem o envio da mensagem. O político avaliava que a publicação do nome de Messias no Diário Oficial da União pelo governo federal era suficiente para dar andamento ao processo.

    O relator da indicação de Messias, senador Weverton Rocha (PDT-MA), disse a jornalistas na terça que Alcolumbre considerou publicar uma notificação ao indicado no Diário Oficial para ele próprio apresentar os documentos necessários.

    Aliados do presidente do Senado e até mesmo senadores da oposição a Lula, porém, não queriam que isso fosse feito. Avaliavam que o ato iria contra as regras da Casa. Além disso, Alcolumbre foi aconselhado por políticos de fora do Senado a evitar um tensionamento ainda maior.

    A última vez que um indicado ao STF foi rejeitado pelo Senado foi no século 19. Se Messias for barrado, como havia risco de acontecer com a sabatina no dia 10, seria aberta uma crise política quase sem precedentes. Diversos senadores manifestavam, reservadamente, temer esse cenário.

    O indicado de Lula é benquisto entre senadores, mas corre o risco de ser rejeitado porque Alcolumbre e setores importantes do Senado queriam que o escolhido fosse Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente da Casa.

    A posição frágil de Messias, porém, tornou-se uma oportunidade para os senadores cobrarem uma repactuação geral na relação entre governo e Senado. 

    Aliados de Lula na Casa acusam o governo de negociar insuficientemente seus projetos. Também avaliam que a bancada do PT se expõe pouco para defender as propostas de interesse do Planalto.

    Nos últimos dias, Lula conversou com os senadores Weverton; Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), colegiado responsável por sabatinar indicados ao STF; e Omar Aziz (AM), líder do PSD.

    O presidente ouviu pessoalmente essas reclamações. Também rechaçou a ideia de que Alcolumbre estaria dificultando a vida de Messias para obter novos cargos no governo. Essa acusação, especificamente, magoou o presidente do Senado.

    Lula teria entendido que, antes de enviar a mensagem que dá início oficial à análise do nome de Messias pelo Senado, é necessário se entender com Alcolumbre. Sem um acerto entre essas duas partes a aprovação do indicado seria quase impossível. O chefe do governo deve procurar o presidente do Senado nos próximos dias, segundo Weverton.

    Apesar de o adiamento ter baixado a temperatura política, aliados do presidente do Senado afirmam que ele continua indignado com a forma como Lula conduziu o processo da indicação para o STF. Também falam em uma quebra de confiança, já que a Casa foi o principal ponto de apoio do governo no Legislativo no atual mandato.

     

    Alcolumbre usa recuo em data de sabatina para retomar controle sobre indicação de Messias

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Planalto rejeita texto na Câmara que mantém escala 6×1

    Planalto rejeita texto na Câmara que mantém escala 6×1

    O texto do parlamentar deve ser votado nesta quarta-feira (3), na Câmara dos Deputados, em uma subcomissão que analisa o tema. Em seguida, se aprovada, a matéria será levada à discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

    Ministros do governo federal anunciaram na tarde desta terça-feira (2) uma posição contrária ao parecer do deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE) sobre a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem o fim da escala de trabalho 6×1.

    O texto do parlamentar deve ser votado nesta quarta-feira (3), na Câmara dos Deputados, em uma subcomissão que analisa o tema. Em seguida, se aprovada, a matéria será levada à discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

    “O governo quer aqui reafirmar aos parlamentares que a nossa posição é de fim da escala 6 por 1. Nós entendemos que tem que ter qualidade de vida na vida dos trabalhadores”, afirmou a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

    “Não adianta só reduzir a jornada, é necessário também que os trabalhadores tenham um tempo para resolver os seus problemas, tempo de lazer, tempo de cuidar da sua família”, acrescentou a ministra, em declaração à imprensa.

    Gleisi estava acompanhada do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da primeira proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o tema na Câmara (PEC 221/2019), e da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), autora do projeto de lei 67/2025, que também propõe a redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas.

    “Nós fomos surpreendidos pelo relatório da subcomissão. Então, vamos seguir defendendo essa posição do fim da escala de trabalho 6×1, sem redução do salário, no Parlamento, na sociedade, nas ruas, e dialogar com o conjunto dos parlamentares. É uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira em todas as pesquisas”, disse o ministro Guilherme Boulos.

    Planalto rejeita texto na Câmara que mantém escala 6×1

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Eduardo Bolsonaro muda tom e celebra diálogo político entre Trump e Lula

    Eduardo Bolsonaro muda tom e celebra diálogo político entre Trump e Lula

    O deputado classificou como positiva a conversa entre os presidentes e voltou a defender a legitimidade das sanções norte-americanas, enquanto Lula e Trump discutem a retirada de sobretaxas e a cooperação no combate ao crime organizado.

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comentou nesta terça-feira, 2, o telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em publicação no X, o parlamentar afirmou ter recebido a notícia “com otimismo” e defendeu que a aproximação entre os dois governos pode abrir “caminhos importantes”, desde que guiada por princípios claros.

    Eduardo, que recentemente criticou a falta de diálogo entre parlamentares brasileiros e autoridades norte-americanas durante a crise bilateral, voltou a justificar as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Para ele, medidas punitivas comerciais são legítimas quando outras alternativas de negociação são esgotadas.

    Lula telefonou a Trump no início da tarde. Segundo o Palácio do Planalto, a conversa durou cerca de 40 minutos e tratou do tarifaço aplicado pelos EUA, além de temas como cooperação no combate ao crime organizado. A Presidência informou que Lula manifestou interesse em acelerar as tratativas para retirar a sobretaxa de 40% que ainda incide sobre parte dos produtos brasileiros.

    Em Washington, Trump confirmou a conversa a repórteres e mencionou ter discutido comércio e sanções. Ele afirmou que os dois tiveram “uma ótima conversa” e que espera encontrar Lula em breve, destacando que a parceria recém-formada pode gerar “muita coisa boa”, segundo a agência Reuters.

    No mês passado, a Casa Branca retirou 238 itens da lista de produtos tarifados, incluindo café, frutas tropicais, carnes e especiarias. Ainda assim, 22% das exportações brasileiras continuam sujeitas às sobretaxas, índice que chegou a 36% no início do tarifaço.

    De acordo com o governo brasileiro, Lula considerou positiva a redução anunciada pelos Estados Unidos, mas ressaltou que ainda há produtos pendentes de negociação e que o Brasil pretende avançar rapidamente nas discussões.

    Eduardo Bolsonaro muda tom e celebra diálogo político entre Trump e Lula

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Bolsonaro só poderá pedir regime semiaberto em 2033, diz Justiça

    Bolsonaro só poderá pedir regime semiaberto em 2033, diz Justiça

    A Justiça calculou que o ex-presidente deverá cumprir ao menos sete anos e meio em regime fechado antes de pedir progressão para o semiaberto. Ele também só poderá solicitar liberdade condicional em 2037, poucos dias antes de completar 82 anos.

    Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, deverá permanecer em regime fechado por pelo menos sete anos e meio, segundo cálculos divulgados na terça-feira pela Justiça. De acordo com um documento enviado pelo Tribunal de Execuções Penais de Brasília ao Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente só poderá solicitar a progressão para o regime semiaberto em 24 de abril de 2033.

    Caso o benefício seja concedido, Bolsonaro, então com 78 anos, poderá deixar a prisão durante o dia para trabalhar ou estudar, mas terá de retornar à unidade prisional para dormir.

    O tribunal também calcula que ele terá direito a pedir liberdade condicional em 13 de março de 2037, poucos dias antes de completar 82 anos.

    Segundo o documento, Bolsonaro passou a cumprir oficialmente a pena em 4 de agosto, quando o tribunal superior determinou prisão domiciliar por descumprimento de medidas impostas anteriormente. A pena está prevista para terminar em 2052.

    O ex-presidente ainda espera que o Supremo Tribunal Federal aceite o recurso apresentado na semana passada, no qual pede a anulação de todo o processo que o condenou por tentativa de golpe. As chances de sucesso, porém, são consideradas baixas, já que o tribunal entende que o caso está encerrado.

    Bolsonaro cumpre pena em uma cela especial na sede da Polícia Federal em Brasília e foi condenado por liderar uma conspiração para tentar impedir a posse do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que o derrotou nas eleições de outubro de 2022, quando tentava a reeleição.

    Bolsonaro só poderá pedir regime semiaberto em 2033, diz Justiça

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Pedido de vista adia votação de parecer sobre mandato de Zambelli

    Pedido de vista adia votação de parecer sobre mandato de Zambelli

    Relator apresentou parecer contrário à cassação da parlamentar; Diego Garcia (Republicanos-PR) declarou que não há provas contra Carla Zambelli, mesmo a parlamentar tendo sido considerada culpada em dois processos e condenada pela Justiça

    Um pedido de vista coletivo adiou a votação do relatório do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados que trata da perda do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Mais cedo, Garcia apresentou seu parecer se manifestando contrário à cassação da parlamentar. 

    Com o pedido de vista, o relatório só será analisado após duas reuniões do colegiado. A previsão é que Zambelli e sua defesa sejam ouvidos na próxima reunião da CCJ.

    Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, multa e a perda do mandato no caso relacionado à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A deputada, entretanto, fugiu para a Itália, em julho, pouco antes de sua prisão ser decretada.

    A parlamentar está presa no país europeu, esperando uma decisão da Justiça italiana sobre o pedido de extradição feito pelo Brasil. Na movimentação mais recente, o Ministério Público de Itália deu parecer favorável à extradição.

    A decisão sobre perda do mandato foi encaminhada para a CCJ, também em junho, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Em seu parecer, Garcia afirmou não haver certeza sobre que Zambelli ordenou o ataque aos sistemas do CNJ.

    “Onde houver sombra de incerteza, se houver lacuna de prova, que prevaleça então o respeito ao voto de quase um milhão de brasileiros que a elegeram”, escreveu.

    O deputado acusou ainda o STF de “perseguição política” a Zambelli e que a decisão da corte foi tomada a partir do que classificou como “alguns arquivos recebidos por e-mails” e do “testemunho dúbio” do hacker Walter Delgatti Netto, que também, foi condenado e preso pela invasão do sistema do CNJ. Na invasão do dia 4 de janeiro de 2023, o hacker incluiu um pedido de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    “Porque, ao fazê-lo [defender a perda do mandato], não condenaríamos apenas uma deputada. Condenaríamos os seus eleitores. Silenciaríamos quase um milhão de vozes que depositaram, nas urnas, a esperança de serem representadas neste Parlamento. E reproduzir os frutos de uma perseguição política que maculou o poder Judiciário, servirá somente para macular também o poder Legislativo”, justificou Garcia disse.

    Após a votação do parecer, ele será levado para o plenário da Câmara para a votação final. Para a perda do mandato é necessária a maioria absoluta dos votos dos 513 deputados.

    A líder do PSOl, Fernanda Melchionna (PSOL-RS) disse que o parecer é um tapa na cara do povo brasileiro.

    “Nós não estamos julgando aqui a inocência, que obviamente nem eu, nem o Judiciário acham, afinal, ela foi condenada. Estamos discutindo aqui se alguém que está preso em outro país, sem acesso à internet, no xilindró, vai poder seguir com o mandato deputado federal”, disse.

    “O relatório é um tapa na cara do povo brasileiro, porque nenhuma pessoa em sã consciência acha que a Câmara dos Deputados tem que gastar por mês R$ 140 mil para pagar assessores de um mandato que não existe, porque tem uma deputada presa”, acrescentou.

    Pedido de vista adia votação de parecer sobre mandato de Zambelli

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Após críticas de Michelle, PL suspende apoio a Ciro Gomes

    Após críticas de Michelle, PL suspende apoio a Ciro Gomes

    Flávio e os irmãos Eduardo e Carlos Bolsonaro protagonizaram um briga pública no domingo (30) e na segunda-feira (1°) com a ex-primeira dama; partido decidiu repensar acordos feitos por Bolsonaro

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O PL suspendeu nesta terça-feira (2) o apoio ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará e decidiu mapear eventuais acordos fechados por Jair Bolsonaro (PL) em outros estados, após a briga entre os filhos do ex-presidente e a mulher dele, Michelle Bolsonaro (PL).

    Após dois dias de acusações, Michelle se reuniu na sede do PL nesta terça com o enteado mais velho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado federal André Fernandes (PL-CE), o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e o secretário-geral, senador Rogério Marinho (PL-RN).

    Após o encontro, Fernandes disse que Bolsonaro, Valdemar, Flávio e Marinho estavam cientes das conversas com Ciro, mas Michelle não. O deputado, que é presidente do PL no Ceará, acrescentou que as tratativas no estado estavam suspensas e que a “composição” seria feita em conjunto.

    “Acato a ordem do diretório nacional do presidente Valdemar e do presidente Bolsonaro, que lá atrás havia me autorizado a tentar essas articulações. Mas pelo momento nós vamos dar uma pausa. Nós vamos repensar, nós vamos analisar um futuro melhor para o estado do Ceará e eu agradeço a confiança de continuar à frente nessa articulação”, disse Fernandes.

    Flávio e os irmãos Eduardo e Carlos Bolsonaro protagonizaram um briga pública no domingo (30) e na segunda-feira (1°) desde que a ex-primeira dama criticou o apoio à candidatura Ciro ao governo do Ceará e falou que o candidato dela é o senador Eduardo Girão (Novo).

    Após críticas de Michelle, PL suspende apoio a Ciro Gomes

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Alcolumbre cancela sabatina de Jorge Messias, nome de Lula para o STF

    Alcolumbre cancela sabatina de Jorge Messias, nome de Lula para o STF

    Lula anunciou a escolha de Messias para o STF em 20 de novembro, mas não enviou diretamente ao Senado os documentos necessários para dar início à tramitação do processo

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta terça-feira (2) o cancelamento do cronograma anunciado anteriormente para a sabatina de Jorge Messias, indicado do presidente Lula (PT) ao STF (Supremo Tribunal Federal).

    “Esta omissão de responsabilidade exclusiva do poder Executivo é grave e sem precedentes. É uma interferência no cronograma da sabatina, prerrogativa do poder legislativo”, afirmou Alcolumbre.

    “Por fim, para evitar a possível alegação de vício regimental no trâmite da indicação, diante da possibilidade de se realizar a sabatina sem o recebimento formal da mensagem, esta presidência e a CCJ do SEnado determinam o cancelamento do calendário apresentado.”

    Lula anunciou a escolha de Messias para o STF em 20 de novembro, mas não enviou diretamente ao Senado os documentos necessários para dar início à tramitação do processo. Indicados para o Supremo só assumem uma cadeira na corte se forem aprovados com ao menos 41 votos favoráveis no Senado.

    Cinco dias depois do anúncio de Lula, Alcolumbre anunciou que o Senado deliberaria sobre a indicação de Messias em 10 de dezembro. O prazo foi considerado exíguo por aliados do indicado, que é alvo de resistência no Senado. Messias está em campanha para reverter sua desvantagem, trabalho que será menos difícil se houver mais tempo para conversar com senadores.

    A escolha de Lula por Messias contrariou Alcolumbre e a diversos setores do Senado, que queria o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) fosse o escolhido para a vaga no tribunal.

    A tensão política desencadeada pela indicação de Messias estremeceu a aliança entre Lula e o Senado, Casa que mais forneceu apoio ao petista ao longo do atual mandato.

    Alcolumbre cancela sabatina de Jorge Messias, nome de Lula para o STF

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • TJ-SP condena Paulo Kogos a pagar R$ 15 mil a Kim Kataguiri por acusação de 'rachadinha'

    TJ-SP condena Paulo Kogos a pagar R$ 15 mil a Kim Kataguiri por acusação de 'rachadinha'

    Tribunal diz que as contas ‘foram devidamente aprovadas’; o ‘Estadão’ tenta contato com o influenciador

    O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o influenciador Paulo Kogos (União-SP) a pagar R$ 15 mil ao deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) e arcar com as custas do processo pela imputação da prática de “rachadinha” ao parlamentar.

    A decisão em segunda instância confirma o que ocorreu na fase anterior. Ainda cabe recurso. O Estadão tenta contato com Kogos.

    Kataguiri protocolou o processo em dezembro de 2024 no TJ-SP dizendo que teve a imagem afetada ao ser associado por Kogos a práticas de corrupção.

    Os advogados do deputado federal sustentam que Kogos inventou fatos “falsos e caluniosos” ao acusar o deputado de cometer “rachadinha” – o ato de exigir, de forma ilegal, uma parte do salário de assessores.

    “As contas de campanha do requerente foram devidamente aprovadas, não havendo sequer instauração de inquérito policial para apurar a suposta prática de crime”, diz o juiz Ronnie Herbert Barros Soares, relator do caso. “O requerente teve sua imagem efetivamente atingida e apenas recorreu ao Poder Judiciário para buscar a reparação cabível, agindo, portanto, de forma legítima e dentro da legalidade.”

    Naquele mesmo mês de dezembro, Kogos fez uma publicação no X com uma comparação entre o que supostamente “idiotas manipulados pela mídia” versus o que “pessoas pensantes e bem informadas” imaginam quando ouvem a palavra “rachadinha”.

    No primeiro caso, ele cita o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz. No segundo, Kataguiri e o deputado federal André Janones (Avante-MG) são mencionados.

    Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) em 2020 por supostas “rachadinhas” praticadas na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). A denúncia foi arquivada pela Justiça do Rio em 2022. Janones é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e de um processo de cassação do mandato no Conselho de Ética na Câmara dos Deputados por supostamente aplicar a prática em seu gabinete. Os três negam as acusações.

    No caso de Kataguiri, o texto de Kogos se refere a uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo sobre repasses de servidores para a campanha eleitoral do parlamentar em 2022. Ele nega irregularidades e afirma ter recebido doações de assessores de políticos de seu partido, o União Brasil. “Apesar de não haver nenhum problema legal com tais doações, o requerente, a fim de evitar qualquer questionamento e manter um elevado nível ético na campanha, devolveu tais doações”, diz trecho da ação.

    Kogos é autodenominado economista, filósofo, autor e empresário e é conhecido na internet por declarações e posicionamentos polêmicos. Foi candidato a deputado estadual em 2022 e a vereador em 2024. Foi derrotado em ambos os pleitos.

    TJ-SP condena Paulo Kogos a pagar R$ 15 mil a Kim Kataguiri por acusação de 'rachadinha'

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política