Categoria: POLÍTICA

  • Bolsonaristas reclamam de apoio envergonhado de Tarcísio à pré-campanha de Flávio à Presidência

    Bolsonaristas reclamam de apoio envergonhado de Tarcísio à pré-campanha de Flávio à Presidência

    Tarcísio disse a jornalistas que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá contar com ele, mas até agora só fala publicamente sobre o assunto quando perguntado, não declara seu apoio nas redes sociais e não participou de eventos da pré-campanha, como o almoço com empresários em dezembro em São Paulo

    (CBS NEWS) – Políticos bolsonaristas estão insatisfeitos com a falta de um apoio mais enfático do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à pré-campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL).

    Tarcísio disse a jornalistas que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá contar com ele, mas até agora só fala publicamente sobre o assunto quando perguntado, não declara seu apoio nas redes sociais e não participou de eventos da pré-campanha, como o almoço com empresários em dezembro em São Paulo.
    Entre os bolsonaristas, já há quem o chame de “Tarcísio Garcia”, em referência ao ex-governador Rodrigo Garcia, que se manteve neutro entre Lula (PT) e Bolsonaro na campanha à reeleição em 2022 e que acabou amargando o terceiro lugar, ficando de fora do segundo turno.

    Essa ala diz que, se Tarcísio não manifestar um apoio firme e escancarado a Flávio, pode ser visto como traidor e ser alvo da artilharia do grupo.

    Já aliados de Tarcísio afirmam que a ansiedade dos apoiadores de Flávio é esperada, mas que ainda não é hora de fazer campanha e que o governador está focado na gestão estadual. Um deles diz que o momento, por enquanto, é de articular apoio com os demais partidos, e que essa responsabilidade é do senador, e não de Tarcísio.

    Há também bolsonaristas que avaliam que as críticas são apressadas. “Há que se respeitar o tempo de cada pessoa. Nem tudo ocorre na janela temporal que terceiros desejam”, afirma Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Bolsonaro. “A relação do governador com o presidente é de total lealdade, respeito e amizade.”

    Apoiadores de Flávio e líderes partidários acreditam que, se o filho do ex-presidente não desistir de concorrer, Tarcísio eventualmente entrará de cabeça na campanha, mesmo que por sobrevivência política. “Ele não vai querer nunca ser um [João] Doria, ficar com viés de traidor”, diz o senador Ciro Nogueira, presidente do PP.

    Para Nogueira, que em entrevista à Folha na semana passada descartou a possibilidade de Tarcísio ser candidato à Presidência, o governador ficou frustrado por não ter sido escolhido por Bolsonaro para a missão. O líder do PP afirmou, porém, que o próprio Tarcísio já disse a ele que apoiará Flávio.

    Um integrante do PL especula que, caso Tarcísio não mergulhe na campanha, Bolsonaro poderia até mesmo apoiar outro candidato em São Paulo, rompendo com o governador e garantindo um palanque mais alinhado para o filho. Nogueira avalia que isso não acontecerá porque “seria ruim para os dois”.

    O governador era o candidato preferido do mercado financeiro e do centrão, que buscava um nome para a Presidência que pudesse unir o eleitorado de direita. Publicamente, ao longo do ano passado, Tarcísio passou a fazer discursos de tom nacional e críticos ao governo federal, mas sempre disse que era candidato à reeleição.

    Mesmo políticos que acreditam que a intenção do governador era continuar em São Paulo avaliam que Tarcísio ficou frustrado ao menos com a forma pela qual a pré-candidatura de Flávio foi anunciada, em dezembro. O senador confirmou nas redes sociais que havia sido escolhido pelo pai após a revelação da notícia pelo portal Metrópoles.

    Não houve um evento construído antecipadamente em conjunto com o PL e aliados, como seria o esperado para a ocasião. Antes de declarar que seria o candidato de Bolsonaro, Flávio foi a São Paulo para contar a novidade a Tarcísio.

    A decisão de manter a influência do clã Bolsonaro e escantear outros atores dessa decisão, inclusive o governador, que aguardava instruções para 2026, explicaria por que Tarcísio agora resiste a apoiar mais abertamente a campanha de Flávio, diz um integrante do PL.

    O governador demorou três dias para se pronunciar após o anúncio da pré-candidatura. Quando o fez, questionado pela imprensa, disse que apoiaria o senador, afirmando que ele se juntava a “outros grandes nomes da oposição” que haviam se colocado à disposição. Durante a entrevista, Tarcísio tentou por diversas vezes fugir do assunto.

    Entusiastas da campanha de Flávio afirmam que o apoio do governador é importante não apenas para garantir o palanque no estado com o maior colégio eleitoral do país, mas também em termos estratégicos. Considerando a intenção de vender o senador como uma versão “light” do pai, Tarcísio poderia ser apresentado como um exemplo de sucesso de um “bolsonarista moderado”, segundo esses interlocutores.

    Na virada do ano, o governador se afastou por 17 dias para uma viagem de férias aos Estados Unidos. Na mesma época, Flávio foi ao país para visitar o irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL). Não houve encontro com Tarcísio.

    Em entrevista ao blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, divulgada na última semana, Flávio disse que sua pré-candidatura tem a vantagem de não colocar em risco o controle da direita sobre São Paulo. Ou seja, se Tarcísio concorresse à Presidência e perdesse para Lula, o grupo ficaria sem o governo federal e o paulista. Para o senador, Tarcísio não perde a reeleição “de jeito nenhum”.

    Ele também afirmou que recebeu uma ligação do governador no Natal, um gesto que considerou “muito legal”. “Ele falou ‘Flávio, feliz Natal, estamos juntos, conta comigo’. Fiquei feliz demais. Tarcísio está nas férias dele, dando uma recarregada nas baterias, como eu também estou”, disse.

    O filho mais velho de Bolsonaro afirmou ainda que a relação entre os dois é boa e que conta com o aliado na campanha. “Respeito muito o Tarcísio, um cara leal ao Bolsonaro. No tempo dele, vai estar perto, dar o palanque, e vamos caminhar juntos. A vitória no plano nacional passa principalmente por São Paulo.”

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  • Defesa entra com novo recurso, cita Fux e tenta levar condenação de Bolsonaro ao plenário do STF

    Defesa entra com novo recurso, cita Fux e tenta levar condenação de Bolsonaro ao plenário do STF

    Advogados argumentam que discursos contra outros Poderes não podem ser considerados criminosos; Fux foi único voto da Primeira Turma pela absolvição de ex-presidente; ministro hoje integra Segunda Turma

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A defesa de Jair Bolsonaro (PL) entrou com um novo recurso no do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (12) voltando a pedir que o voto do ministro Luiz Fux que absolveu o ex-presidente prevaleça e a condenação dele seja anulada.

    No pedido, os advogados também tentam levar o caso para o plenário completo da corte, com os 11 ministros -atualmente, o colegiado tem dez ministros, com a cadeira vaga de Luís Roberto Barroso.

    Fux, único a votar pela absolvição de Bolsonaro na fase da análise do mérito da ação, deixou a Primeira Turma a seu pedido e não participa da análise dos recursos.

    Num dos pontos levantados pela defesa em referência ao voto de Fux, os discursos de Bolsonaro contra outros Poderes não poderiam ser considerados criminosos.

    “O voto proferido pelo eminente Ministro Luiz Fux também destacou o disposto no art. 359-T do Código Penal, que afasta qualquer tipicidade penal de discursos ou ‘bravatas’ proferidas contra os membros de outros poderes e reiterou o que a defesa apontou diversas vezes quanto ao veto ao art. 359-O, que buscava criminalizar ‘campanha ou iniciativa para disseminar fatos que sabe inverídicos, e que sejam capazes de comprometer a higidez do processo eleitoral’”, disseram os advogados.

    A peça alega que as condutas imputadas, como críticas ao sistema eleitoral, configuram liberdade de expressão ou meros atos preparatórios impuníveis. Não seriam, assim, atos de execução de crimes contra o Estado Democrático de Direito.

    No agravo, os advogados pedem a reconsideração de decisão anterior que negou o último pedido. A defesa apresentou os chamados embargos infringentes em 28 de novembro. O relator, Alexandre de Moraes, rejeitou o pedido em 19 de dezembro.

    No documento de 73 páginas, eles afirmaram que o STF cometeu “erro judiciário” ao antecipar o trânsito em julgado enquanto ainda transcorria prazo para a oposição de embargos.

    A defesa afirma ainda que o que ocorreu é uma “exceção inadmissível”. O recurso é assinado pelos advogados Celso Vilardi, Paulo da Cunha Bueno, Daniel Tesser, Renata Kalim, Domitila Kohler e Eduardo Ferreira da Silva.

    O ministro Alexandre de Moraes declarou o trânsito em julgado da ação penal em 25 de novembro. Na mesma data, o magistrado oficializou a condenação definitiva do ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão pela acusação de liderar uma trama golpista.

    Agora, a defesa retoma argumentos anteriores, como os de que a minuta golpista eram “esboços rudimentares”, ou de que as ações de Bolsonaro não têm nexo causal com os ataques de 8 de janeiro de 2024 e que não é possível caracterizar participação em organização criminosa nos fatos julgados.

    Antes disso, a Primeira Turma já havia rejeitado, no início de novembro, por unanimidade, o recurso do ex-presidente e dos demais réus do núcleo central da trama golpista contra a condenação imposta a eles pelo colegiado.

    Ainda, dizem conhecer o precedente que Moraes usou pra negar o pedido anterior, mas que o caso merece evolução do entendimento.

    Segundo os advogados, o regimento interno do Supremo permite embargos infringentes em caso de decisão não unânime, e o STF fixar um número mínimo de votos para aceitar esses recursos seria invadir competência legislativa do Congresso. Ainda, que todos têm o direito de recorrer de sentença.

    O julgamento dos embargos de declaração marcaram o início de uma nova fase no processo, a partir de quando se começou a especular sobre o início do cumprimento de pena dos condenados.

    Tiveram também seus pedidos rejeitados Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil), Almir Garnier Santos (ex-chefe da Marinha), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e deputado federal), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI) e Anderson Torres (ex-ministro da Justiça).

    O único que não recorreu foi o tenente-coronel Mauro Cid. Como benefício do acordo de colaboração premiada, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro não ficará preso pela participação na trama golpista, pois foi condenado a apenas dois anos de reclusão em regime aberto.

    Defesa entra com novo recurso, cita Fux e tenta levar condenação de Bolsonaro ao plenário do STF

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  • Zema nega ser vice de Flávio Bolsonaro e diz que seguirá como pré-candidato à Presidência

    Zema nega ser vice de Flávio Bolsonaro e diz que seguirá como pré-candidato à Presidência

    Governador de Minas Gerais descarta conjectura ventilada por Ciro Nogueira e afirma que pretende manter candidatura própria até o fim do calendário eleitoral

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), negou nesta segunda-feira, 12, que esteja em tratativas para integrar uma eventual chapa presidencial como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    A possibilidade foi levantada pelo presidente do Progressistas, Ciro Nogueira (PI), que, na semana passada, defendeu publicamente a união entre Flávio e Zema como estratégia para enfrentar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano.

    Na avaliação do dirigente partidário, o governador mineiro reúne “entregas e experiência”, atributos que, segundo ele, ganhariam peso em um cenário eleitoral fortemente concentrado na região Sudeste, principal colégio eleitoral do país.

    Zema, no entanto, afirmou que sua estratégia, neste momento, é manter-se como cabeça de chapa e seguir com a pré-candidatura até o fim do calendário eleitoral. “Eu sou pré-candidato, como já aconteceu o lançamento no ano passado, continuo com a pré-candidatura e irei até o final”, disse ao ser questionado pela imprensa.

    Apesar de defender o nome do governador mineiro como eventual vice, Ciro Nogueira ponderou que ainda não sabe se Zema teria capacidade de ampliar o eleitorado da chapa. “Não sei se o Zema chega a somar eleitoralmente”, afirmou em entrevista ao O Globo.

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  • Moraes autoriza notificação pessoal de Augusto Heleno pela Comissão de Ética da Presidência

    Moraes autoriza notificação pessoal de Augusto Heleno pela Comissão de Ética da Presidência

    Ministro Alexandre de Moraes autoriza Comissão de Ética da Presidência a intimar o general, atualmente em prisão domiciliar, por declarações sobre uso da Abin no período eleitoral de 2022

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que servidores da Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República notifiquem pessoalmente o general Augusto Heleno. A autorização foi concedida na sexta-feira, 9, e refere-se a um processo instaurado pelo órgão para apurar supostos desvios éticos em razão de manifestações feitas pelo então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante reunião no Palácio do Planalto, em julho de 2022.

    Segundo o despacho, a Comissão de Ética comunicou ao STF a instauração formal do Processo de Apuração Ética (PAE) contra Heleno por meio de ofício enviado à Corte. Moraes autorizou que dois servidores da Secretaria-Executiva da CEP façam a entrega presencial da notificação, após repetidas tentativas frustradas por e-mail e pelos Correios.

    O procedimento ético foi aberto com base em voto do conselheiro Manoel Caetano Ferreira Filho, relator do caso na Comissão de Ética, que apontou indícios de autoria e materialidade de conduta incompatível com o Código de Conduta da Alta Administração Federal.

    A investigação tem como objeto falas de Heleno durante uma reunião convocada pelo então presidente Jair Bolsonaro em 5 de julho de 2022, com ministros e autoridades do governo, cujo vídeo foi posteriormente divulgado.

    Na gravação, Heleno afirma que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) deveria montar um esquema para acompanhar o que os dois lados estão fazendo. “Eu já conversei, ontem, com o Vitor, que é o novo diretor da Abin; nós vamos montar um esquema para acompanhar o que os dois lados estão fazendo. O problema todo disso é se vazar qualquer coisa, qualquer acusação de infiltração desse elemento da Abin em qualquer lugar”, afirmou o general, segundo a transcrição do documento.

    Ele também diz que seria necessário agir contra determinadas instituições e contra determinadas pessoas antes das eleições, mencionando ainda a possibilidade de “virar a mesa”. “Não vai ter segunda chamada da eleição; não vai ter revisão do VAR. Então, o que tiver de ser feito tem que ser feito antes das eleições; se tiver de dar soco na mesa, é antes das eleições; se tiver de virar a mesa, é antes das eleições”, declarou.

    Segundo o voto da Comissão de Ética, as declarações indicam uma possível tentativa de instrumentalização da Abin para infiltração em campanhas eleitorais, com o objetivo de reforçar uma narrativa de fraude e agir contra instituições do Estado. “Aparentemente, trata-se de possível desvio de finalidade, voltado a reforçar a retórica de fraudes nos processos eleitorais, contrariando o resultado da vontade popular nas urnas”, afirma o relator.

    A reportagem tenta contato com a defesa de Augusto Heleno. O espaço segue aberto.

    À época, a Abin integrava a estrutura do próprio Gabinete de Segurança Institucional, comandado por Heleno, o que, segundo o colegiado, reforça a gravidade dos fatos. A Comissão de Ética entendeu que as declarações violam o artigo 3º do Código de Conduta da Alta Administração Federal, que exige das autoridades padrões de integridade, moralidade, clareza de posições e decoro.

    Apesar de diversas tentativas de notificação desde março de 2024, inclusive por e-mail e via Correios, Heleno não apresentou esclarecimentos, o que levou o colegiado a autorizar a abertura do processo. Com a decisão do STF, o general deverá agora ser formalmente intimado e terá prazo de dez dias úteis para apresentar defesa e documentos.

    Heleno foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão por envolvimento no núcleo central da tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder. O militar cumpre atualmente prisão domiciliar, após apresentar laudos que apontam demência decorrente de Alzheimer.

    Moraes autoriza notificação pessoal de Augusto Heleno pela Comissão de Ética da Presidência

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  • Moraes autoriza hacker que emitiu falso mandado de prisão contra ele a ir para o semiaberto

    Moraes autoriza hacker que emitiu falso mandado de prisão contra ele a ir para o semiaberto

    Segundo os cálculos homologados pelo STF, o hacker precisava cumprir 667 dias de prisão para ter direito ao benefício. O boletim penitenciário indicou que ele já havia cumprido 700 dias até 2 de julho de 2025

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o hacker Walter Delgatti Neto a progredir do regime fechado para o regime semiaberto no cumprimento de sua pena. A decisão foi assinada na última sexta-feira, dia 9.

    Delgatti cumpre pena de oito anos e três meses de prisão pela invasão, em 2023, dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a mando da ex-deputada Carla Zambelli, atualmente presa na Itália. Na ocasião, o hacker inseriu um mandado falso de prisão contra Moraes no sistema da Justiça.

    Ao analisar o pedido da defesa, o ministro concluiu que o condenado cumpriu os requisitos legais para a progressão de regime. Como Delgatti é reincidente, mas os crimes foram cometidos sem violência ou grave ameaça, a legislação exige o cumprimento mínimo de 20% da pena para a mudança de regime.

    Segundo os cálculos homologados pelo STF, o hacker precisava cumprir 667 dias de prisão para ter direito ao benefício. O boletim penitenciário indicou que ele já havia cumprido 700 dias até 2 de julho de 2025.

    Além do requisito temporal, Moraes destacou que Delgatti apresenta bom comportamento carcerário, conforme atestados emitidos pelas unidades prisionais e manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou favoravelmente ao pedido em dezembro.

    “Estão atendidos os requisitos objetivos e subjetivos exigidos para a progressão de regime prisional”, afirmou a PGR, em parecer citado na decisão.

    Moraes determinou ainda que a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) providencie a transferência de Delgatti para uma colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar – unidades destinadas ao cumprimento de pena em regime semiaberto, voltadas à realização de trabalho pelo condenado.

    O ministro advertiu que o benefício poderá ser revogado caso o condenado pratique novo crime doloso ou cometa falta grave, o que pode resultar em regressão para regime mais severo.

    Moraes autoriza hacker que emitiu falso mandado de prisão contra ele a ir para o semiaberto

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  • Moraes assume presidência do STF após Fachin entrar em recesso

    Moraes assume presidência do STF após Fachin entrar em recesso

    Não é a primeira vez que Moraes assume interinamente o comando do STF. Em novembro do ano passado, o ministro presidiu a Corte durante a ausência de Fachin, que esteve em Belém (PA) para representar o Judiciário brasileiro na COP30

    O ministro Alexandre de Moraes assume interinamente a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 12, com o início do período de recesso do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Moraes ficará à frente do Tribunal até o fim de janeiro.

    A mudança ocorre porque o Judiciário está em recesso de 20 de dezembro a 31 de janeiro. Nesse período, Fachin, atual presidente da Corte, ficou responsável pelo plantão entre 20 de dezembro e 11 de janeiro. A partir desta segunda-feira, Moraes, na condição de vice-presidente, passa a responder pela Presidência e pelo plantão judicial até 31 de janeiro.

    Não é a primeira vez que Moraes assume interinamente o comando do STF. Em novembro do ano passado, o ministro presidiu a Corte durante a ausência de Fachin, que esteve em Belém (PA) para representar o Judiciário brasileiro na COP30.

    O plenário do STF formalizou, em agosto, a escolha de Fachin e Moraes para os cargos de presidente e vice-presidente. Ambos tomaram posse em setembro, após o fim da gestão do ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou.

    A eleição segue uma regra de antiguidade e rodízio entre os ministros. Pelo critério do revezamento, Moraes deve assumir a presidência de forma definitiva em 2027, por ser o ministro mais antigo que ainda não comandou a Corte.

    Plantão judicial

    O plantão judicial ocorre para atender jurisdicionados e advogados em casos urgentes nos dias em que não há expediente regular no tribunal, como durante o recesso de 20 de dezembro a 31 de janeiro.

    Durante esse período, os pedidos relacionados aos assuntos previstos na regulamentação do plantão devem ser protocolados exclusivamente por meio eletrônico, com horário de processamento das 9h às 13h.

    Moraes assume presidência do STF após Fachin entrar em recesso

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  • Paes tenta escapar de 'mentira' e ato falho e prepara transição para disputar Governo do Rio

    Paes tenta escapar de 'mentira' e ato falho e prepara transição para disputar Governo do Rio

    As articulações políticas se estendem num cenário de incertezas na política fluminense, sob expectativa de desdobramento das investigações da Polícia Federal e da provável eleição indireta com a iminente renúncia do governador Cláudio Castro (PL) para disputar o Senado

    (CBS NEWS) O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), manteve ao longo de 2025 o discurso público de que concluiria seu quarto mandato, em 2028. No mesmo período, porém, foi chamado em tom jocoso de “mentiroso” por um aliado e cometeu um ato falho que revelou aquilo que, aos poucos, passou a reconhecer com mais franqueza nos bastidores.

    Paes pretende deixar o cargo em março para disputar o Governo do Rio de Janeiro. As articulações políticas avançam em um cenário de incertezas na política fluminense, marcado pela expectativa em torno dos desdobramentos das investigações da Polícia Federal e da possibilidade de uma eleição indireta, diante da iminente renúncia do governador Cláudio Castro (PL) para concorrer ao Senado.

    Ao longo do ano passado, o prefeito buscou preparar a transição para o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD). Com o objetivo de assegurar aos aliados que não haverá rupturas, o futuro prefeito participou de boa parte das conversas sobre as eleições deste ano, que podem se refletir na nova composição da prefeitura.

    Paes também passou a dar sinais públicos de sua futura candidatura. Investiu na divulgação da atuação do município na área de segurança pública, tema que tende a ser central na campanha. Anunciou a construção de terminais de corredores de ônibus voltados à Baixada Fluminense, destacando os benefícios para moradores da região metropolitana, eleitorado do qual busca se aproximar.

    Em viagens ao interior do estado, passou a usar um chapéu de vaqueiro, em substituição ao tradicional chapéu panamá que segue utilizando em aparições no Rio de Janeiro. No Réveillon, além das imagens das praias cariocas que costuma publicar nas redes sociais, divulgou vídeos do litoral de cidades da Região dos Lagos.

    O prefeito tem mantido conversas com MDB e PP para atrair partidos que hoje integram a aliança de Cláudio Castro. O objetivo é ampliar sua capilaridade no interior do estado e, assim como na eleição de 2024, reduzir a associação direta de sua candidatura ao presidente Lula e, sobretudo, ao PT, em um estado de perfil majoritariamente bolsonarista. Um dos nomes cotados para a vice é Rogério Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu, embora a definição deva ficar para meados do ano.

    As negociações avançaram em meio às incertezas sobre quem será o nome do governo para a sucessão no Palácio Guanabara, após as investigações envolvendo o deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil). O presidente afastado da Alerj era um dos nomes mais fortes para a disputa, após se aproximar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas foi afastado do cargo por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, sob suspeita de vazamento de informações sobre operações contra o ex-deputado estadual TH Joias, apontado como ligado ao Comando Vermelho.

    As investigações acrescentaram mais um elemento de instabilidade ao cenário político avaliado por Paes. O enfraquecimento de Bacellar reabriu o debate sobre quem será o futuro “governador-tampão” a assumir o estado após a provável renúncia de Castro, também prevista para março, para disputar o Senado.

    Paes acompanha essas discussões, mas não pretende indicar um nome. O preferido de Castro, o secretário estadual da Casa Civil, Nicola Miccione, é visto como uma opção de transição, ainda que cercada de desconfianças. De perfil técnico, ele é considerado alguém sem ambições políticas para tentar se manter no cargo até outubro.

    No âmbito municipal, Paes tem delegado cada vez mais a gestão cotidiana ao vice-prefeito. Cavaliere passou a participar dos principais anúncios da prefeitura, em um movimento que aliados descrevem como uma transição contínua até março.

    Um desses momentos ocorreu durante a divulgação do Plano Estratégico 2025–2028, coordenado por Cavaliere, no Parque Olímpico da Barra. Foi ali que Paes cometeu o ato falho.

    “O vice-prefeito, Eduardo Cavaliere, vai tirar de mim uma marca que era minha, a de prefeito mais jovem da história do Rio de Janeiro. Eu assumi aos 38, ele vai assumir aos 30, 31 anos de idade”, afirmou, em agosto.

    Em seguida, Paes tentou minimizar a declaração, dizendo que se referia ao fato de o vice assumir interinamente durante uma viagem internacional já programada. Cavaliere, no entanto, já havia ocupado o cargo de prefeito interino em outras ocasiões semelhantes, o que esvaziou o argumento de ineditismo.

    O episódio ocorreu meses depois de uma brincadeira do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, à Folha, ao comentar a resistência de Paes em assumir publicamente a pré-candidatura. “Mas você sabe que ele é mentiroso, né?”, disse.

    Aliados do prefeito avaliam que não haverá desgaste político relevante. Lembram que, em 2024, Paes prometeu, pela Portela e pelo Vasco, seu time do coração, que não renunciaria para disputar outro cargo. Segundo eles, pesquisas internas indicam que o eleitorado deseja que o prefeito concorra ao governo do estado, que enfrenta uma crise financeira e sérios problemas na área de segurança pública.
     
     

     

    Paes tenta escapar de 'mentira' e ato falho e prepara transição para disputar Governo do Rio

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  • Aliados de Flávio Bolsonaro apostam em Marçal por alcance digital e entrada na periferia

    Aliados de Flávio Bolsonaro apostam em Marçal por alcance digital e entrada na periferia

    Nas eleições de 2024, Marçal ganhou na maior parte da zona leste de São Paulo e em alguns distritos da zona norte. Na zona eleitoral da Vila Formosa, na zona leste, o influenciador teve 34,59% dos votos. Terminou a eleição com 28% dos votos

    (CBS NEWS) – Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, enxergam o influenciador Pablo Marçal (PRTB) como uma carta na manga da campanha do filho de Jair Bolsonaro (PL). Eles avaliam que o empresário, figura marcante da corrida eleitoral para a Prefeitura de São Paulo em 2024, pode entregar capilaridade digital e facilitar a entrada de Flávio entre os eleitores das periferias.

    Estrategistas de campanha especulam que Marçal pode atuar como o “spin doctor” do senador, ou seja, um especialista em controlar e manipular a informação. Por outro lado, o histórico do influenciador, que ascendeu na campanha à prefeitura com provocações, polêmicas e factoides, e acabou inelegível, poderia prejudicar Flávio, que precisa reduzir a rejeição para se tornar viável.

    No mês passado, o filho mais velho de Jair Bolsonaro surpreendeu quando, após um encontro com empresários em São Paulo, foi parar na sede da empresa de Marçal em Alphaville, uma espécie de meca onde o influenciador promove suas palestras. Flávio foi levado pelo empresário Filipe Sabará, que também tem feito a ponte do senador com a Faria Lima e que coordenou o plano de governo de Marçal em 2024.

    Em entrevista à Folha em novembro, o influenciador havia dito que a direita era refém de Bolsonaro e que torcia pela ascensão de um outsider para a Presidência.

    Dias após ter recebido Flávio, a reportagem perguntou a Marçal por que decidiu apoiá-lo. Ele respondeu que o senador é o único Bolsonaro com “perfil presidenciável” e disse que pretende se engajar na campanha. “O coração dele é ensinável.”

    Sabará, que foi pupilo do ex-governador João Doria e que depois se alinhou aos bolsonaristas, diz que o apoio de Marçal reforça a adesão do público conservador a Flávio, com seu império digital -apenas no Instagram, o influenciador tem quase 13 milhões de seguidores.

    Ele também acredita que Marçal pode ajudar o senador a conquistar espaço nas periferias, por meio do discurso do empreendedorismo, muito marcado na fala do influenciador. “Tem muita gente conservadora nas periferias que vota na esquerda por causa de transferência de renda. Esse voto é muito interessante e importante”, afirma.

    Nas eleições de 2024, Marçal ganhou na maior parte da zona leste de São Paulo e em alguns distritos da zona norte. Na zona eleitoral da Vila Formosa, na zona leste, o influenciador teve 34,59% dos votos. Terminou a eleição com 28% dos votos, encostado em Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL), que se enfrentaram no segundo turno.

    Professor de marketing político na ESPM, com longo histórico em campanhas eleitorais, Marcelo Vitorino avalia que Marçal entrega mais problemas do que soluções para Flávio. Ele diz que o influenciador conversa, em geral, com o mesmo público do senador. Para falar com a periferia, por exemplo, uma alternativa melhor seria caminhar com os evangélicos, que não têm uma carga negativa.

    Vitorino diz que o influenciador poderia ser útil na construção da candidatura de uma figura pouco conhecida -o oposto de Flávio. “Onde ele tem a agregar não é onde o Flávio precisa. Ele precisa mostrar capacidade de unir pessoas em torno de um projeto. Isso o Marçal não faz, muito pelo contrário”, afirma.

    Para o estrategista, a associação com o influenciador poderia, inclusive, atrair mais rejeição para o senador. Pesquisa Genial/Quaest de dezembro mostrou que 60% dos entrevistados diziam que não votariam em Flávio. O fator é citado como um obstáculo central para a adesão em massa do centrão à campanha, já que dificulta a vitória sobre o presidente Lula (PT) no segundo turno.

    “Marçal sabe muito bem usar o algoritmos para se projetar, mas também comete tropeços. Ele mesmo está inelegível pelas manobras que fez na disputa municipal”, diz. “[Se eu fosse o marqueteiro da campanha] o usaria de forma limitada e com supervisão. Pode até ganhar, mas depois perde o mandato porque infringiu regras.”

    A visita à meca de Marçal já acrescentou ao vocabulário de Flávio expressões do influenciador. Em entrevista ao blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, divulgada na quarta-feira (7), o senador afirmou que seu sonho é “virar a chave da prosperidade na cabeça do povo brasileiro”.

    Flávio falava sobre a necessidade de mudar a mentalidade de pessoas que estão felizes em receber o Bolsa Família. “Isso que me motiva, virar essa mentalidade. Olha, a gente pode, a gente consegue. Depende de nós”, disse. Figueiredo percebeu a digital de Marçal e perguntou: “Teu novo amigo Pablo Marçal chama de virar o código, não é isso?”.

    O senador respondeu que o influenciador o recebeu de braços abertos. “A gente já tinha trocado algumas ideias um tempo atrás. Ele falou: ‘O que você quer que eu te ajude?’. Ele estava dando uma palestra, [falei] ‘Vamos lá, vou pedir para o seu público orar comigo’. Ele abriu o palco dele, o que ele não faria para qualquer um.”

    Naquele dia, a plateia de Marçal ovacionou de pé o senador. Em vídeo divulgado nas redes, Flávio aponta para o braço, sinalizando estar arrepiado. “As portas estão abertas para você, vamos para a guerra juntos”, disse Marçal.

    O senador falou algumas palavras e começou uma oração: “Sou coberto em Cristo, o inimigo não me vê, ele vê Jesus”.

    O influenciador afirmou que aquele ato não era político, mas profético. “As pessoas não estão acreditando que ele tem total capacidade, só que essas pessoas não o conhecem.”

    Marçal e a família Bolsonaro se aproximaram em 2022, quando chegaram a negociar o uso do conhecimento digital do influenciador a favor da reeleição do então presidente. Na campanha pela Prefeitura de São Paulo, Marçal ameaçou a hegemonia de Bolsonaro entre seus eleitores, conquistando esses votos mesmo depois que a família se posicionou a favor do prefeito Ricardo Nunes.

    Preocupados com o avanço do influenciador, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL) abriram fogo contra Marçal, que chegou a chamar o segundo de “retardado”. O apoio dos bolsonaristas ao empresário, porém, levou a família a recuar para reduzir os danos políticos com o episódio.

    Aliados de Flávio Bolsonaro apostam em Marçal por alcance digital e entrada na periferia

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  • Lula posta foto com Janja na praia e detalhe chama à atenção; veja

    Lula posta foto com Janja na praia e detalhe chama à atenção; veja

    A imagem gerou diversos comentários destacando a boa forma física do petista aos 80 anos. O episódio reacendeu discussões sobre os desafios e cuidados necessários para manter corpo e mente saudáveis na terceira idade.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou atenção nas redes sociais neste sábado (10/1) ao aparecer em uma foto na praia ao lado da primeira-dama, Janja da Silva. A imagem gerou diversos comentários destacando a boa forma física do petista aos 80 anos. O episódio reacendeu discussões sobre os desafios e cuidados necessários para manter corpo e mente saudáveis na terceira idade.

    O avanço da idade costuma trazer impactos naturais ao organismo, incluindo maior risco de limitações físicas e alterações cognitivas. No entanto, segundo a personal trainer Soraia Barcat, essas mudanças fazem parte do processo de envelhecimento e podem ser melhor administradas a partir das escolhas feitas ao longo da vida. Para ela, o estilo de vida adotado é um dos principais fatores que influenciam a saúde na maturidade.

    De acordo com a profissional, hábitos como alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, sono de qualidade e manutenção de relações sociais contribuem diretamente para um envelhecimento mais saudável. Barcat destaca ainda que nunca é tarde para iniciar cuidados com o corpo. O ponto central, segundo ela, é começar e manter a regularidade. Com acompanhamento adequado, é possível obter ganhos importantes, como aumento de força, melhora do equilíbrio, maior autonomia e mais qualidade de vida.

    Em entrevista, a personal trainer compartilhou orientações voltadas a quem busca envelhecer com mais saúde. Entre elas, está a importância de manter o corpo em movimento no dia a dia, o que ajuda a preservar disposição e independência. A hidratação também é apontada como fundamental, já que contribui para o bom funcionamento dos músculos, das articulações e dos níveis de energia.

    Outro ponto destacado é a necessidade de orientação profissional, que permite adaptar os exercícios às limitações individuais e garantir segurança durante a prática. Barcat reforça que resultados consistentes surgem com paciência, respeitando o ritmo de cada corpo. Para ela, o verdadeiro segredo está no equilíbrio entre alimentação, descanso, atividade física e prazer em viver.

    Lula posta foto com Janja na praia e detalhe chama à atenção; veja

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  • Bolsonaro pede smart TV para acessar YouTube na prisão

    Bolsonaro pede smart TV para acessar YouTube na prisão

    O pedido tem como objetivo permitir que Bolsonaro acompanhe conteúdos jornalísticos disponíveis em plataformas de streaming, como o YouTube, com acesso à internet restrito apenas a esse fim. Segundo os advogados, não há intenção de uso de redes sociais ou de outras funcionalidades do aparelho.

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para a instalação de uma televisão do tipo smart na cela onde ele está preso, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O pedido tem como objetivo permitir que Bolsonaro acompanhe conteúdos jornalísticos disponíveis em plataformas de streaming, como o YouTube, com acesso à internet restrito apenas a esse fim. Segundo os advogados, não há intenção de uso de redes sociais ou de outras funcionalidades do aparelho.

    No requerimento encaminhado ao STF, a defesa afirma que o acesso a conteúdos informativos é um direito básico do detento e contribui para manter o vínculo com a realidade social e política do país. Bolsonaro já possui uma televisão convencional na cela, mas os advogados argumentam que a smart TV ampliaria o acesso a canais de notícias. O pedido foi encaminhado pelo ministro Alexandre de Moraes para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Preso há cerca de 50 dias após condenação por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro tem apresentado uma série de solicitações ao STF. Algumas foram aceitas, enquanto outras acabaram negadas. Entre os pedidos autorizados estão o recebimento de alimentação com comida caseira, visitas de familiares próximos e a liberação de visitas permanentes dos filhos que residem no Brasil, além da enteada. Michelle Bolsonaro já tinha autorização prévia para visitas em dias e horários determinados.

    A alimentação diferenciada foi justificada por questões de saúde e por receio de envenenamento, com a condição de que todas as refeições sejam vistoriadas. Outro pedido envolveu reclamações sobre o barulho do sistema de ar-condicionado da Sala de Estado Maior, onde o ex-presidente está detido. A Polícia Federal confirmou a existência de ruídos, mas informou que não é possível eliminá-los sem obras estruturais.

    A defesa também solicitou que Bolsonaro possa participar do programa de remição de pena por meio da leitura de livros, previsto em resolução do Conselho Nacional de Justiça. A cada obra lida e avaliada, quatro dias da pena podem ser reduzidos, mediante apresentação de resenha analisada por comissão e homologada judicialmente. Esse pedido também aguarda manifestação da PGR.

    A cela onde Bolsonaro está preso possui cerca de 12 metros quadrados, com cama de solteiro, frigobar, banheiro privativo, ar-condicionado e uma televisão comum. A smart TV, se autorizada, seria fornecida por familiares.

    Bolsonaro pede smart TV para acessar YouTube na prisão

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