Categoria: POLÍTICA

  • "É um caso de polícia", diz Lula sobre relação entre Flávio e Vorcaro

    "É um caso de polícia", diz Lula sobre relação entre Flávio e Vorcaro

    Senador teve conversas com banqueiro reveladas por portal de notícias; Flávio articulou repasses de R$ 134 milhões do banqueiro supostamente para financiar a realização de um filme sobre a trajetória política do pai

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (14) que os vínculos entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes financeiras, é um caso de polícia. A declaração foi feita em resposta ao questionamento de uma jornalista durante visita do presidente à fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia, a Fafen, em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.  

    “Eu não vou comentar, é um caso de polícia, não meu. Eu não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia”, afirmou o presidente. 

    Lula se referia ao escândalo envolvendo o senador pelo Rio de Janeiro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato ao Palácio do Planalto, revelado em reportagem do portal The Intercept Brasil. 

    De acordo com a publicação, Flávio articulou repasses de R$ 134 milhões do banqueiro supostamente para financiar a realização de um filme sobre a trajetória política do pai, que governou o país entre 2019 e 2022.    

    O banqueiro Daniel Vorcaro está preso suspeito de liderar uma organização criminosa que praticava fraudes financeiras por meio do Banco Master, que teve sua liquidação decretada no fim do ano passado, por decisão do Banco Central (BC), após a constatação da incapacidade da instituição em honrar com os depósitos e aplicações de clientes.

    Ao revelar o envolvimento entre Flávio e Vorcaro, a reportagem do Intercept divulgou um áudio do próprio senador que menciona a importância do filme sobre o pai e a necessidade do envio dos recursos para pagar “parcelas para trás”.  

    A reportagem revela também, com base em outras mensagens de WhatsApp vazadas, bem como em documentos e comprovantes bancários, que parte do valor teria sido pago entre fevereiro e maio de 2025.

    Prisão

    As últimas conversas entre ambos, mostradas pela reportagem, datam do início de novembro do ano passado, um período crítico para o Banco Master e Vorcaro. Pouco mais de uma semana depois dessa troca de mensagens, o Banco Central decretou a liquidação do Master e a Polícia Federal (PF) prendeu o banqueiro em um dos desdobramentos da operação sobre fraudes financeiras.

    Vorcaro está preso na Superintendência da PF, em Brasília, e negocia um acordo de delação premiada.

    O filme estaria sendo realizado por uma produtora no exterior, com atores e equipes estrangeiros, e tem previsão de ser lançado ainda este ano. 

    Ainda segundo a matéria, o apoio envolve transferências internacionais de uma empresa controlada por Vorcaro a um fundo dos Estados Unidos gerido por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio. 

    Deputados federais da base no governo apresentaram uma denúncia à PF e à Receita Federal para que apurem se houve ilegalidades nas transações e se os recursos podem estar relacionados a algum tipo de propina.

    Outro lado

    Horas após a publicação da reportagem, nesta quarta-feira (13), Flávio Bolsonaro, que inicialmente negou a situação, acabou admitindo ter pedido o recurso e ter mantido relação com Vorcaro, mas destacou tratar-se de uma questão privada.  

    “É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, esclarece Flávio. 

    “Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, acrescentou o parlamentar na manifestação, horas após a publicação da matéria.

    Ainda na nota, Flávio Bolsonaro negou ter combinado qualquer vantagem indevida no trato com o banqueiro.

    “Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do Master já”, completou.

    Pouco depois de divulgar a nota, um vídeo de Flávio repetindo os mesmos argumentos também foi compartilhado nas redes sociais. Na gravação, ele disse que Vorcaro parou de honrar com as parcelas pendentes do patrocínio e informa que havia um contrato assinado a respeito desses repasses prometidos. Ele não deu informações a respeito do suposto contrato.

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  • Produtora de filme de Bolsonaro tem verba da Prefeitura de SP e emendas

    Produtora de filme de Bolsonaro tem verba da Prefeitura de SP e emendas

    Sócia defende regularidade e nega ter recebido recursos públicos para longa-metragem sobre Jair Bolsonaro. Gestão Nunes diz que convênio de R$ 108 mi foi regular, e deputados do PL justificam destinação de verbas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Ao justificar o pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre a história de Jair Bolsonaro (PL), o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfatizou haver “zero de dinheiro público”, mas a produtora responsável pelo projeto tem ligações com uma rede que já foi abastecida por emendas de deputados do PL e contrato com a Prefeitura de São Paulo na gestão Ricardo Nunes (MDB).

    A Go Up, produtora do longa-metragem “Dark Horse” (“Azarão”), que trata da vida do ex-presidente, tem como sócia-administradora Karina Gama, que controla outras empresas ou entidades do ramo cultural beneficiadas por verbas públicas destinadas por deputados federais do PL como Mario Frias (SP).

    O Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina, também firmou termo de colaboração para receber R$ 108 milhões da prefeitura paulistana, conforme revelado pelo The Intercept Brasil, para fornecer internet wi-fi em comunidades de baixa renda, após chamamento público realizado em 2024.

    Karina nega que o filme sobre Bolsonaro tenha recebido dinheiro de pessoas ou empresas brasileiras, seja verba pública ou privada, e também nega que Daniel Vorcaro tenha passado qualquer valor à produção do longa-metragem.
    A gestão Nunes afirma que “a contratação do Instituto Conhecer Brasil para a instalação de 5.000 pontos do Wi-Fi Livre na cidade foi realizada por meio de chamamento público transparente e sem contestações”.

    Segundo a prefeitura, “a organização social cumpriu todas as exigências previstas no edital, e a prestação do serviço está em andamento com 3.200 pontos de wi-fi implementados e 1.800 pontos previstos para 2026”.

    Em relação ao financiamento do filme sobre Bolsonaro, a Go Up, que também está associada a um endereço nos Estados Unidos, diz não ser possível revelar nenhum dos mais de dez investidores estrangeiros em razão de um acordo de confidencialidade.

    Além da Go Up, Karina é associada a mais três empresas do ramo cultural. Todas têm o mesmo endereço e telefone fixo para contato nos dados oficiais da Receita Federal, mas o local abriga uma quarta empresa, a Gowork, um escritório virtual com endereço fiscal que atende diversas empresas para o recebimento de correspondência simples.

    Segundo a Gowork, a produtora não tem relação com o endereço e apenas uma empresa de Karina, o Instituto Conhecer Brasil, é cliente do serviço. A Go Up nega qualquer irregularidade com os dados e afirma que suas “documentações seguem de forma regular junto aos prestadores de serviços”.

    O Instituto Conhecer Brasil também recebeu R$ 2 milhões do deputado Mario Frias em 2025 para projetos de letramento digital e incentivo ao esporte.

    Segundo o parlamentar, as emendas foram entregues a “projetos sociais devidamente estruturados e supervisionados por órgãos federais” e nada têm a ver com o filme “Dark Horse”, para o qual contribuiu com argumento inicial, atuação e produção executiva, “especialmente na articulação internacional e na captação de investimento privado e estrangeiro para o setor audiovisual nacional”.

    Ele, que também é citado pelo Intercept como possível intermediário nos trâmites com Vorcaro, endossou em nota o posicionamento da produtora e negou que tenha havido repasses.

    Outra empresa da qual Karina é presidente, a ANC (Academia Nacional de Cultura), teve R$ 2,6 milhões de emendas destinadas pelos deputados Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL- DF), além de Carla Zambelli, então deputada pelo PL de São Paulo, e Alexandre Ramagem, que exercia o mandato pelo PL do Rio de Janeiro.

    Conforme revelado pelo UOL, o dinheiro foi repassado em 2024, por emenda Pix, para o estado de São Paulo e tinha como destino final a ANC para a realização de uma série sobre heróis nacionais.

    Segundo a assessoria de Pollon, a emenda do parlamentar, de R$ 1 milhão, foi redirecionada para uma instituição oncológica depois de o projeto não cumprir os requisitos necessários. O deputado afirma que “não houve destinação de recursos para qualquer finalidade diferente daquela apresentada formalmente nos projetos” e que as emendas foram destinadas de forma regular, transparente e dentro das prerrogativas legais do mandato.

    Kicis afirma que a emenda passada por ela, de R$ 150 mil, “sequer foi paga até o presente momento” e que o projeto tem natureza cultural e educativa, voltado à valorização da história nacional e ao fortalecimento da economia criativa.

    Ela diz que, em momento algum, “destinou emenda parlamentar para a produção de filme ou qualquer conteúdo audiovisual relacionado à vida do presidente Jair Bolsonaro”.

    Gerido pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o estado de São Paulo confirmou que as emendas para a série “encontram-se, em sua totalidade, sem execução em razão de diligências em curso para sanar restrições técnicas e pendências documentais relacionadas ao beneficiário”.

    “Não houve empenho, liquidação ou pagamento dos valores, que permanecem integralmente preservados, contabilmente identificados e vinculados à finalidade originalmente prevista. Caso as pendências não sejam sanadas, os recursos serão devolvidos.”

    Os repasses ligados a Karina geraram uma representação aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) sobre os aportes públicos da Prefeitura de São Paulo e de emendas às organizações ligadas à empresária.

    Já a Conhecer Brasil Assessoria Produção e MKT Cultural, quarta empresa ligada a Karina, recebeu R$ 54 mil de Frias em gastos da campanha de 2022.

    Segundo Frias, a prestação de contas foi devidamente analisada e aprovada pelos órgãos competentes. “Não há relação entre esses serviços e projetos sociais ou produções audiovisuais. Cada contratação seguiu os parâmetros legais aplicáveis ao processo eleitoral.”

    A Go Up afirma que a estreia comercial do filme sobre Bolsonaro está em fase de definição. As gravações terminaram em dezembro, em São Paulo. A obra conta com o americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus em “A Paixão de Cristo” (2004), no papel do ex-presidente. A direção é de Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana e com obras de tema religioso.

    Produtora de filme de Bolsonaro tem verba da Prefeitura de SP e emendas

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  • STF apura emenda parlamentar para produtora de filme sobre Bolsonaro

    STF apura emenda parlamentar para produtora de filme sobre Bolsonaro

    Academia Nacional de Cultura foi contemplada com R$ 2,6 milhões oriundos de emendas parlamentares destinadas por deputados federais filiados ao Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Bolsonaro. Repasses foram feitos por deputados, entre eles Mário Frias

    Há mais de um mês, oficiais de justiça tentam cumprir uma determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e intimar o deputado federal Mário Frias (PL-SP) a prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares a empresas da produtora artística responsável pelo filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, a obra Dark Horse.

    Em 21 de março, o ministro Flávio Dino deu cinco dias para o parlamentar responder à denúncia da também deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). Tabata acusa Frias de ter destinado ao menos R$ 2 milhões à organização não governamental (ONG) Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama.

    Karina também está à frente de outras entidades e empresas, como o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Go Up Entertainment, responsável por produzir o filme biográfico sobre Bolsonaro, previsto para estrear nos cinemas brasileiros em meados de setembro, semanas antes do primeiro turno das eleições.

    Segundo os autos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 854, a oficial de Justiça Federal encarregada de intimar Frias esteve no gabinete do deputado, na Câmara dos Deputados, em Brasília, em ao menos três ocasiões entre março e abril. Em todas as vezes, foi atendida por assessores parlamentares que informaram que Frias estaria em São Paulo, em compromissos de campanha, e que não demonstraram “interesse em informar a agenda do parlamentar”.

    Emendas

    A denúncia apresentada por Tabata Amaral foi motivada por uma reportagem de dezembro de 2025, do site The Intercept Brasil. Segundo a publicação, a Academia Nacional de Cultura foi contemplada com R$ 2,6 milhões oriundos de emendas parlamentares destinadas por deputados federais filiados ao Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Bolsonaro. Além de Frias, são citados os deputados Bia Kicis e Marcos Pollon.

    A partir da reportagem, Tabata sugere a formação de um grupo econômico composto por diferentes empresas e entidades atuando sob um comando único. Ela defende que isso poderia dificultar a rastreabilidade da execução da verba pública e estar indiretamente financiando produções cinematográficas de cunho ideológico.

    Também intimados por Dino, Bia e Pollon entregaram ao ministro seus esclarecimentos dentro do prazo estipulado. O deputado admitiu ter destinado R$ 1 milhão para a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo viabilizar, por intermédio da Go Up Entertainment, “a produção da série documental intitulada Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rendem”.

    Contudo, segundo o deputado, devido à “incapacidade da entidade beneficiária de cumprir requisito técnico essencial”, o projeto não avançou e ele redirecionou os recursos para a área da saúde, “especificamente em favor do Hospital de Amor de Barretos” (SP).

    “A inexistência de execução afasta, por completo, qualquer hipótese de desvio de finalidade ou irregularidade material na aplicação de recursos públicos”, sustenta Pollon.

    Decisão política 

    Bia Kicis também admitiu ter destinado R$ 150 mil em recursos públicos para a realização da série Heróis Nacionais, citada por Pollon. E, assim como o deputado, pondera que a indicação não foi executada

    A deputada classifica a petição de Tabata Amaral como “maldosa” por, “indevidamente”, associar sua emenda “a supostas irregularidades e desvios de finalidade”, não havendo “qualquer conexão entre a emenda [parlamentar] e a obra cinematográfica Dark Horse”.

    “A tentativa de realizar uma amálgama entre projetos distintos, apenas por envolverem a mesma produtora ou temas de espectro conservador, constitui um erro metodológico e jurídico grave”, argumenta a deputada.

    Bia Kicis refuta a “leviana alegação” de que ajudou a custear, com dinheiro público, um filme sobre Jair Bolsonaro.

    “A despeito da tentativa de criminalizar a indicação orçamentária realizada por esta parlamentar, é fundamental que este Supremo Tribunal Federal analise o mérito social e econômico do projeto beneficiado, o qual reflete o compromisso deste mandato com a promoção da cultura e da história nacional brasileira”, alega a deputada, reconhecendo que, com sua emenda, além de fomentar o setor audiovisual, tomou “uma decisão política pautada pela potencialidade de geração de valor para a sociedade, especialmente no campo da educação e da economia criativa”.

    Provocada pelo ministro Flávio Dino, a Advocacia da Câmara dos Deputados atestou que, do ponto de vista processual, não identificou irregularidades nas duas emendas de Mario Frias – as únicas que Tabata Amaral elencou em sua representação.

    Master

    Nesta quarta-feira (13), reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil revelou que o senador Flávio Bolsonaro pediu a Vorcaro que destinasse cerca de R$ 134 milhões para custear o filme Dark Horse. Deste total, Vorcaro teria liberado ao menos R$ 61 milhões.

    Áudios divulgados revelam que o senador e o banqueiro trocaram mensagens sobre a necessidade de aporte financeiro para o filme às vésperas de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero. Deflagrada em novembro de 2025, a operação aprofunda as investigações de supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e fraudes nas negociações entre os bancos Master e de Brasília (BRB).

    Em um dos áudios, Flávio menciona a importância do filme e a necessidade do envio dos recursos para pagar “parcelas para trás”.  

    “Apesar de você ter dado a liberdade de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. É porque está em um momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, está todo mundo tenso e fico preocupado com o efeito contrário com o que a gente sonhou para o filme”, diz o senador, em áudio.  

    Superprodução

    Roteirista e produtor executivo do filme, o deputado Mário Frias afirmou, nesta quarta-feira (13), que o senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer participação societária no filme ou na produtora Go Up Entertainment, de Karina Ferreira da Gama. Segundo Frias, a obra não recebeu “nem um único centavo” do Banco Master ou de Vorcaro.

    “E ainda que houvesse [recebido], não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco”, sustentou Frias.

    Ele foi secretário especial de cultura (2020/2022) da gestão de Jair Bolsonaro.

    Na mesma nota, Frias tenta justificar os custos da produção – superiores, por exemplo, aos valores do filme Ainda Estou Aqui, ganhador do Oscar de Melhor Filme Internacional, em 2025, que totalizaram R$ 45 milhões.

    “Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional — com qualidade inédita para retratar o maior líder político brasileiro do século XXI. O projeto é real, será lançado nos próximos meses e, para quem investiu, será um negócio bem-sucedido”, acrescentou Frias.

    STF apura emenda parlamentar para produtora de filme sobre Bolsonaro

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  • Lula sugere veto a IA na eleição e, sem citar Flávio Bolsonaro, diz que 'verdade não falha'

    Lula sugere veto a IA na eleição e, sem citar Flávio Bolsonaro, diz que 'verdade não falha'

    Presidente afirma que não aceitará inteligência artificial para campanha política e pede a petistas medidas legislativas. ‘Político tem que permitir que povo olhe no olho dele para saber quem está mentindo’, diz petista em evento na Bahia

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) sugeriu nesta quinta-feira (14) a senadores aliados da Bahia que propusessem uma medida legislativa para vetar o uso de inteligência artificial nas eleições.

    Um dia após a divulgação da troca de mensagens do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, o presidente não fez menções nominais ao adversário, pré-candidato à Presidência da República, mas disse que “a verdade tarda, mas não falha”.

    “Eu confesso a vocês, um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu, não aceitará inteligência artificial para fazer campanha política. Se tem uma coisa que um político tem que fazer é olhar no olho do povo e permitir que o povo olhe no olho dele para saber quem está mentindo. E vocês estão vendo na televisão. A verdade tarda, mas não falha”, afirmou o presidente.

    Lula participou de evento para entrega de 384 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida em Camaçari (BA).

    Ele elogiou a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de proibir o uso de inteligência artificial em propaganda eleitoral três dias antes das eleições. Mas sugeriu aos senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD), presentes ao evento, que fosse proposta alguma forma de proibir o uso de IA em todo o processo eleitoral.

    “Na eleição, será que é necessária IA? Nas eleições, as pessoas têm que votar numa coisa verdadeira, de carne e osso. As pessoas não podem votar numa mentira. […] Fiquei pensando. O que a gente pode fazer para proibir em época de eleição, sobre a eleição, falar de inteligência artificial na política? Porque isso vai servir aos mentirosos. Porque como é mentira, posso falar tudo bonitão. E a política é o tempo da verdade. O cara que mente na política, deveria cair a língua dele. Porque ele, quando é eleito, foi eleito para representar o povo e não pode mentir.”

    “Então, é importante que a gente tenha em conta, Wagner, o que pode ser feito do ponto de vista legislativo para discutir com verdade esse negócio de inteligência artificial, que presta serviços extraordinários à ciência. Mas eu fico me perguntando: como é que você pode votar num candidato pela inteligência artificial?”, afirmou o presidente.

    Em março, o TSE definiu novas regras para o uso de IA nas campanhas. Entre as medidas adotadas está a proibição de conteúdos eleitorais produzidos por IA 72 horas antes e 24 horas depois de cada turno da votação.

    A corte também manteve a determinação de que as propagandas devem indicar a existência de conteúdo sintético e informar qual tecnologia foi usada. Outra regra prevê o banimento de perfis falsos, apócrifos ou automatizados quando houver práticas que possam comprometer o processo.

    A cinco meses das eleições, os conteúdos produzidos com inteligência artificial generativa inundam as redes sociais e se consolidam como trincheira da disputa política dentro e fora do aparato oficial das pré-campanhas.

    Lula sugere veto a IA na eleição e, sem citar Flávio Bolsonaro, diz que 'verdade não falha'

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  • Ala do Novo ligada a Dallagnol no PR reclama de vídeo de Zema contra Flávio

    Ala do Novo ligada a Dallagnol no PR reclama de vídeo de Zema contra Flávio

    Aliados de Deltan Dallagnol classificam ataque de Zema a Flávio Bolsonaro como “precipitado” e defendem manutenção de parceria com o PL

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O diretório do Novo no Paraná classificou como “precipitada” a divulgação de um vídeo do pré-candidato do partido à Presidência, Romeu Zema, atacando Flávio Bolsonaro (PL) pelo áudio do senador pedindo dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. No estado, o partido é liderado pelo ex-coordenador da força-tarefa da Lava-Jato Deltan Dallagnol, que quer concorrer ao Senado com o apoio do PL.

    “A divulgação do vídeo pela equipe de comunicação de Zema foi precipitada e gerou ruídos desnecessários em alianças já estabelecidas. Posicionamentos públicos dessa natureza devem observar alinhamento prévio com a convenção nacional do partido – o que não ocorreu neste caso”, afirmou a nota do diretório do Novo no Paraná, divulgada pela equipe de Deltan Dallagnol.

    O ex-deputado federal quer disputar o Senado na chapa que tem Sergio Moro (PL) concorrendo ao governo e o deputado federal Filipe Barros (PL) na disputa pela segunda vaga de senador. No grupo, a pré-candidatura de Zema causa preocupações justamente porque o ex-governador de Minas Gerais disputa o mesmo eleitorado de Flávio.

    “A aliança entre PL e Novo no Paraná permanece sólida, fundamentada em diálogo, convergência de princípios e compromisso com resultados concretos para os paranaenses. Unidos pela oposição ao PT e ao ideário da esquerda, seguimos confiantes na força desse projeto para o estado”, diz a nota divulgada pelo diretório paranaense.

    Eles ainda defendem uma “investigação profunda e completa do caso Banco Master pelos órgãos competentes, com atuação firme dos mecanismos de fiscalização e controle” e pedem a instalação imediata da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do Banco Master.

    Nesta quarta-feira (13), foi divulgado áudio e mensagens de Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador.

    O ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção de Dark Horse (que significa “azarão”), que trata da vida do ex-presidente, e um áudio de setembro de 2025 mostra o senador do PL cobrando mais recursos do ex-banqueiro.

    As informações foram reveladas pelo site The Intercept Brasil, e a autenticidade das mensagens trocadas entre eles foi confirmada pela Folha de S.Paulo com duas pessoas ligadas à investigação.

    Em vídeo publicado em suas redes sociais, Zema afirmou que se trata de “um tapa na cara dos brasileiros de bem”. “Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável”, disse o pré-candidato. “Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, acrescentou.

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  • “Fala, mermão!”: veja os detalhes das mensagens entre Flávio e Vorcaro

    “Fala, mermão!”: veja os detalhes das mensagens entre Flávio e Vorcaro

    Conversas divulgadas pelo Intercept Brasil mostram trocas de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre encontros, gravações e pedidos de ajuda ligados a um filme sobre Jair Bolsonaro ao longo de 2025

    Mensagens obtidas pelo site Intercept Brasil mostram conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento de um filme ligado à trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Segundo a publicação, as trocas de mensagens indicam pedidos de apoio financeiro para a produção do projeto audiovisual. O material inclui mensagens de texto, áudios, vídeos e imagens trocados entre os dois ao longo de 2025.

    De acordo com o Intercept Brasil, houve negociação para que Vorcaro contribuísse com valores que poderiam chegar a US$ 24 milhões. A reportagem afirma ainda que pagamentos de aproximadamente US$ 10 milhões já teriam sido feitos até 2025.

    O conteúdo teria sido compartilhado integralmente com a defesa de Daniel Vorcaro em fevereiro, por determinação do Supremo Tribunal Federal. Até o momento, segundo a publicação, a Polícia Federal não abriu investigação específica sobre as conversas envolvendo Flávio Bolsonaro.

    O senador nega ter recebido dinheiro do banqueiro e defende a criação de uma CPI para investigar o Banco Master.

    As mensagens reveladas mostram pedidos de ajuda financeira, conversas sobre gravações do filme e até um jantar reservado envolvendo o ator Jim Caviezel.

    Veja as conversas divulgadas:

    24 de setembro de 2025

    Flavio Bolsonaro (13:38): Ligação de Voz (00:45)

    Flavio Bolsonaro (17:46): Ligação de Voz (00:25)

    Daniel Vorcaro (21:25): Irmao, Infelizmente vou precisar ficar em sp amanha. Poderiamos marcar terça final dia ou quarta qq hora?

    Flavio Bolsonaro (21:53): Fala mermao, veja o que for melhor pra vc. Vou estar aqui a semana toda.

    Daniel Vorcaro (21:59): Quarta 14:30?

    Flavio Bolsonaro (22:00): Ligação de Voz (01:50)

    1º de outubro de 2025

    Daniel Vorcaro (13:00): Opa

    Daniel Vorcaro (13:00): Tudo bem?

    Daniel Vorcaro (17:46): Vamos amanha?

    Daniel Vorcaro (17:46): Como esta

    22 de outubro de 2025

    Flavio Bolsonaro (08:54): Bom dia, mermao! Já estamos no terceiro dia de gravação. Estamos no limite.

    Flavio Bolsonaro (09:03): Mais uma vez, com toda a liberdade que temos, se não der me fala que procuro urgente outro caminho.

    Daniel Vorcaro (09:22): Deixa comigo irmao, vou ver agora

    Flavio Bolsonaro (09:44): [Figurinha enviada]

    Flavio Bolsonaro (10:42): Topa jantar com o Jim Caviezel e o Cyrus em São Paulo no dia 2/Nov (segunda)? Totalmente reservado.

    Daniel Vorcaro (10:43): Topo claro

    Daniel Vorcaro (10:43): Sera onde? Quer fazer minha casa?

    Flavio Bolsonaro (10:44): Pode ser na sua casa sim! Acho até melhor!

    Daniel Vorcaro (10:46): Boa.

    Daniel Vorcaro (10:46): Eles ficam ate quando

    Daniel Vorcaro (10:46): Eu tinha umaviagem

    Daniel Vorcaro (10:46): Vou me reorganizar aqui

    Flavio Bolsonaro (10:46): Fechado!

    Flavio Bolsonaro (10:47): Jim chega dia 30/Out, acho que fica a semana toda gravando.

    Daniel Vorcaro (10:49): Se puder ser terça ou quarta seria mehor pra mim. Mas so se der

    Flavio Bolsonaro (11:51): Na quinta ou na sexta funciona pra vc?

    Daniel Vorcaro (12:42): Funciona sim! Quinta melhor

    Daniel Vorcaro (15:16): Ta em bsb?

    Flavio Bolsonaro (15:27): Vou avisar lá To sim

    Daniel Vorcaro (15:28): Tomar cafe amanha?

    Flavio Bolsonaro (17:38): Eu viajo amanhã de manhã e só volto na segunda à noite.

    Flavio Bolsonaro (17:39): Quer falar hj a noite?

    Flavio Bolsonaro (20:09): Confirmado jantar quinta na sua casa!

    Daniel Vorcaro (20:09): Boa

    Daniel Vorcaro (20:10): Hoje a noite nao consigo, pena!

    Flavio Bolsonaro (20:10): 6/Nov

    Flavio Bolsonaro (20:10): Tranquilo!

    Daniel Vorcaro (20:10): Vc ta indo dubai?

    Flavio Bolsonaro (20:11): Não, acho que meu irmão tá indo

    Daniel Vorcaro (20:11): Fiquei sabendo por isso perguntei!

    Flavio Bolsonaro (20:12): Tá precisando de algo lá? Peço pra ele te encontrar.

    4 de novembro de 2025

    Flavio Bolsonaro (08:24): Bom dia, mermao! Manda o endereço da sua casa em SP. Qual o melhor horário pra vc na quinta, umas 20:00?

    Daniel Vorcaro (17:42): Fala irmao Estoi em dubai terminando reuniao Ja chamo

    Flavio Bolsonaro (17:42): Só pra confirmar isso aqui. Pro pessoal se programar em SP.

    Daniel Vorcaro (17:44): Te confirmo! Estou esperando uma resposta daqui que te falei! Se eu puder confirmar amanha cedo

    Flavio Bolsonaro (17:50): Blz Já deu certo, irmão! Nos falamos amanhã, abs!

    7 de novembro de 2025

    Flavio Bolsonaro (20:25): [Vídeo de Visualização Única] Tá perdendo, irmão! Tudo isso só está sendo possível por causa de vc!

    Daniel Vorcaro (21:40): Que demais

    Daniel Vorcaro (21:44): Ficou perfeito

    15 de novembro de 2025

    Daniel Vorcaro (15:46): Fala irmao Tava trânsito voo o tem

    Flavio Bolsonaro (15:47): Fala mermao Pode atender?

    16 de novembro de 2025

    Daniel Vorcaro (10:37): Fala irmaozao ro na igreja terminando te chamo

    Flavio Bolsonaro (15:38): [Imagem de Visualização Única]

    Flavio Bolsonaro (15:43): [Imagem de Visualização Única]

    Flavio Bolsonaro (15:46): Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!

    Daniel Vorcaro (15:52): [Imagem de Visualização Única]

    Flavio Bolsonaro (15:53): Amém!
     
     

     

    “Fala, mermão!”: veja os detalhes das mensagens entre Flávio e Vorcaro

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  • Flávio confirma ter pedido dinheiro a Vorcaro para filme de Bolsonaro

    Flávio confirma ter pedido dinheiro a Vorcaro para filme de Bolsonaro

    Senador cobrou dono do Master pagamentos para produção de longa-metragem sobre o pai. Segundo reportagem, foram repassados R$ 61 milhões

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta quarta-feira (13) que pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas negou ter recebido vantagens do ex-banqueiro.

    “Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] do Banco Master. É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai”, escreveu o senador, em nota.

    Informações reveladas pelo site The Intercept Brasil e confirmadas pela Folha mostram que Vorcaro pagou R$ 61 milhões para financiar o longa-metragem sobre Bolsonaro.

    No comunicado, Flávio disse ter conhecido Vorcaro em dezembro de 2024 e que, na época, não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o ex-banqueiro. O senador afirmou ainda que buscou contato com o dono do Master porque houve atraso no pagamento das parcelas de patrocínio para concluir o filme.

    “Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro”, declarou o pré-candidato.

    Em vídeo publicado nas redes sociais, o filho de Bolsonaro repete as alegações da nota e acrescenta que Vorcaro “simplesmente parou de honrar” com os pagamentos para bancar a produção, o que fez com que outros investidores tivessem que ser procurados.

    “Sim, tinha um contrato que, ao ele não pagar essas parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, do filme sequer ser concluído”, disse Flávio.

    A nota à imprensa foi divulgada nesta tarde após inicialmente Flávio negar os pagamentos. Ao ser abordado pela equipe do Intercept ao deixar o STF (Supremo Tribunal Federal), o parlamentar foi questionado sobre o financiamento e respondeu: “De onde você tirou essa informação? É mentira”, segundo relato do site. Depois, o senador riu e deixou o local.

    O novo posicionamento, com a confirmação dos repasses de Vorcaro, foi divulgado após ele se reunir com integrantes e advogados da sua campanha presidencial nesta tarde para preparar a resposta sobre sua relação com Daniel Vorcaro.

    Aliados e auxiliares do presidenciável tiveram reuniões no escritório político da campanha, em uma mansão no Lago Sul, em Brasília. Estratégias foram discutidas antes da divulgação de qualquer resposta pública do senador à maior crise da sua pré-candidatura até aqui.

    Além de Flávio, estiveram no QG da campanha o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o coordenador e senador Rogério Marinho (PL-RN) e a advogada eleitoral Maria Claudia Bucchianeri.

    Segundo a reportagem, além dos R$ 61 milhões, Flávio pediu mais dinheiro em áudio para Vorcaro.

    “Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme, né?”, teria dito o senador em mensagem enviada em 8 de setembro do ano passado.

    “Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, teria acrescentado. Jim Cazaviel vive Jair Bolsonaro no filme. Cyrus Nowrasteh é o diretor da película.

    Isadora Albernaz e Carolina Linhares

    Flávio confirma ter pedido dinheiro a Vorcaro para filme de Bolsonaro

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  • Deputados pedem investigação sobre relação entre Vorcaro e Flávio

    Deputados pedem investigação sobre relação entre Vorcaro e Flávio

    Reportagem do portal The Intercept Brasil divulgou áudio em que senador cobra pagamento de banqueiro; Daniel Vorcaro teria pago R$ 61 milhões para o filho do ex-presidente

    Deputados federais do PT, PSOL e PCdoB anunciaram nesta quarta-feira (13) que vão apresentar um requerimento à Receita Federal, além de um pedido de abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), para investigar a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

    O pedido se baseia em uma reportagem do site The Intercept Brasil que revelou que o senador Flávio Bolsonaro teria negociado diretamente com Vorcaro um aporte milionário para financiar um filme sobre a família Bolsonaro. Vorcaro está preso suspeito de liderar uma organização criminosa que praticava fraudes financeiras.

    Trocas de mensagens e documentos obtidos pelo veículo mostram Flávio cobrando Vorcaro pelos pagamentos. O valor mencionado na negociação seria de, aproximadamente, R$ 134 milhões, segundo o Intercept. O apoio do banqueiro viabilizaria a realização do filme, que estava sendo realizado no exterior, com atores e equipe estrangeiros. 

    Em um dos áudios, Flávio menciona a importância do filme e a necessidade do envio dos recursos para pagar “parcelas para trás”.  

    “Apesar de você ter dado a liberdade de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. É porque está em um momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, está todo mundo tenso e fico preocupado com o efeito contrário com o que a gente sonhou para o filme”, diz o senador, em áudio. 

    A matéria revela, com base em áudios e mensagens de WhatsApp vazadas, bem como em documentos e comprovantes bancários, que parte do valor teria sido pago entre fevereiro e maio de 2025. O suposto apoio envolve transferências internacionais de uma empresa controlada por Vorcaro a um fundo dos Estados Unidos gerido por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio.

    Investigação

    O líder do PT, na Câmara, deputado federal Pedro Uczai (SC), questiona se a transferência dos recursos teria se dado de forma legal.

    “Esse recurso encaminhado lá nos EUA para o fundo que tem relação com o advogado de Eduardo Bolsonaro, passou pela Receita, teve cobrança tributária, foi declarado, é ilegal?”, questionou.

    De acordo com Uczai, um requerimento com essas indagações será encaminhado à Receita Federal. “Ninguém doa o valor de R$ 134 milhões se não tiver relação pessoal, política e até afetiva”, disse o deputado.

    Nas mensagens reveladas pela reportagem, o senador trata o banqueiro como “irmão” e chega a proferir frases como: “Estou e estarei contigo sempre”. As conversas vazadas, segundo o Intercpet, teriam ocorrido dias antes da primeira prisão de Vorcaro e da liquidação do Banco Master por decisão do Banco Central.

    “Lavagem de dinheiro, corrupção passiva, tráfico de influência e financiamento ilegal. Há indícios fortes desses quatro crimes, que precisam ser investigados, na relação entre o senador Flávio Vorcaro e o banqueiro Daniel Bolsonaro. Porque agora os nomes começam a se misturar”, acusou o líder da federação PSOL/Rede na Câmara, deputado federal Tarcísio Motta (RJ).

    Já a atual líder da bancada do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), apontou que o suposto valor de R$ 134 milhões é muito acima do que custaria um filme, o que abre questionamentos sobre a real finalidade do recurso. De forma irônica, ela comparou o orçamento de Dark Horse, o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, com o de obras brasileiras premiados recentemente, como Ainda Estou Aqui e Agente Secreto.

    “O Ainda Estou Aqui não passou de R$ 50 milhões. O Agente Secreto foi R$ 28 milhões de orçamento. Qual é a biografia que tem o senhor Jair Bolsonaro para ter um filme de R$ 134 milhões? É importante que a gente também apure para onde de fato, foi esse dinheiro. Para o bolso de quem foi, nós precisamos saber”, afirmou.

    Outro lado

    Em nota, Flávio Bolsonaro confirmou o pedido de dinheiro para financiar o filme e a relação com Vorcaro, mas destacou tratar-se de uma relação privada. 

    “É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, afirmou.
    Flávio disse que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024,”quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”

    “O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, disse o parlamentar na manifestação.

    Ainda na nota, Flávio Bolsonaro nega ter combinado qualquer vantagem indevida no trato com o banqueiro.

    “Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro”, completou.

    Deputados pedem investigação sobre relação entre Vorcaro e Flávio

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  • Flávio Bolsonaro pediu dinheiro para filme e Vorcaro pagou R$ 61 milhões

    Flávio Bolsonaro pediu dinheiro para filme e Vorcaro pagou R$ 61 milhões

    Daniel Vorcaro teria pago R$ 61 milhões para filme do ex-presidente Jair Bolsonaro. ‘Estou e sempre estarei contigo’, disse Flávio em mensagem ao pedir dinheiro para o banqueiro, revelou o Intercept Brasil

    Na tarde desta quarta-feira (13), o portal Intercept Brasil divulgou uma gravação de conversa entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, onde o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pede dinheiro para produção do filme do pai.

    O senador e pré-candidato à Presidência da República pressionou por pagamentos e o banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar o longa-metragem.

    O Intercept Brasil teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro do ano passado. Investigadores e pessoas com acesso às informações confirmaram o conteúdo da reportagem e a existência do áudio.

    Segundo a reportagem, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro teria sido transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de outro filho do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

    Em áudio enviado a Vorcaro em 8 de setembro, Flávio diz entender que o banqueiro passava por um “momento dificílimo” – pouco dias antes, em 3 de setembro, a compra do Master pelo BRB havia sido rejeitada pelo Banco Central – e que ficava “sem graça” de cobrar, mas que precisava do dinheiro.

    “Tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e eu fico preocupado com o efeito contrário ao que a gente sonhou pro filme”, diz Flávio Bolsonaro.

    O Intercept mostra contatos frequentes entre Flávio e Vorcaro sobre o tema. Muitos dos contatos envolviam ligações telefônicas e mensagens com imagens de visualização única. Em 16 de novembro, após o envio de duas dessas mensagens, Flávio diz: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”

    No dia seguinte, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal (PF), enquanto embarcava em Guarulhos. A prisão foi parte do começo das investigações sobre uma rede que envolve fraudes, corrupção de servidores públicos e até o uso de uma “milícia privada” para intimidar opositores.

    Flávio Bolsonaro havia revelado que o filme “Dark Horse” chegaria aos cinemas antes das eleições em outubro pata impulsionar a candidatura do senador à Presidência de República.

    Flávio Bolsonaro pediu dinheiro para filme e Vorcaro pagou R$ 61 milhões

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  • PL ainda quer Ciro Nogueira em palanque de Flávio Bolsonaro, diz Valdemar

    PL ainda quer Ciro Nogueira em palanque de Flávio Bolsonaro, diz Valdemar

    Presidente da sigla afirma que conversa muda se algo for provado contra o parlamentar; Ciro Nogueira (foto) publicou vídeo dizendo ser vítima de perseguição política em ano eleitoral

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou em entrevista à CNN Brasil na terça-feira (12) que ainda quer o senador Ciro Nogueira (PP-PI) no palanque com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

    Ciro Nogueira foi alvo da 5ª fase da operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), na última quinta-feira (7), com cumprimento de mandados de busca e apreensão em seu endereço.

    “Hoje ainda queremos [Ciro no palanque de Flávio], por que não? Até que se prove alguma coisa contra ele. Se provarem alguma coisa contra ele, a conversa muda”, disse Valdemar em entrevista.

    O líder do PL disse, ainda, que o senador tem o direito de se defender publicamente e que sua equipe de defesa está trabalhando para isso.

    Ciro Nogueira publicou um vídeo em seu perfil no Instagram na manhã de terça (12) em que afirma estar sendo investigado por ser um líder da oposição, dizendo que perseguições ocorrem em anos eleitorais para o enfraquecer.

    “Tem uma coisa que me causou muita estranheza: por que começar essa operação por um líder da oposição? Essas coisas não surgem por acaso, acontecem porque estamos em ano eleitoral. As questões técnicas e provas estão em segundo plano para eles”, disse.

    O relatório da investigação da PF aponta que o parlamentar teria recebido pagamentos ilícitos para apresentar a emenda Master, que visava aumentar a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Além disso, o ministro André Mendonça, relator do caso, aponta que Ciro Nogueira teria recebido um envelope com uma sugestão de emenda parlamentar elaborada pelo Banco Master.

    Ciro nega que a emenda tenha sido publicada na íntegra, conforme recebida no envelope. “Nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade que seja, nesse caso ou em qualquer outro”, diz o parlamentar no vídeo.

    Valdemar ainda disse que Ciro é um grande líder político. “Nós queremos o PP do nosso lado, é um grande partido e tem excelentes políticos.

    Evelyn Aires

    PL ainda quer Ciro Nogueira em palanque de Flávio Bolsonaro, diz Valdemar

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