Categoria: POLÍTICA

  • Justiça nega retirada de post de Nikolas sobre Janja e Lula

    Justiça nega retirada de post de Nikolas sobre Janja e Lula

    Na postagem em questão, o parlamentar ironiza a reação de Janja ao ver Lula tirando uma foto com uma apoiadora. “E o medo de perder as viagens de luxo?”, escreveu Nikolas junto ao vídeo que mostra o momento do registro, destacando a expressão da primeira-dama. O episódio ocorreu em um período em que o presidente havia passado por uma cirurgia de catarata.

    A Justiça do Distrito Federal decidiu não acatar o pedido de remoção de uma publicação feita pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), na qual ele menciona o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja. A decisão foi tomada pelo 6º Juizado Especial Cível de Brasília, que analisou a solicitação apresentada no processo.

    Na postagem em questão, o parlamentar ironiza a reação de Janja ao ver Lula tirando uma foto com uma apoiadora. “E o medo de perder as viagens de luxo?”, escreveu Nikolas junto ao vídeo que mostra o momento do registro, destacando a expressão da primeira-dama. O episódio ocorreu em um período em que o presidente havia passado por uma cirurgia de catarata.

    O pedido para retirada do conteúdo foi apresentado por Manuella Tyler Araujo Medrado, pré-candidata a deputada federal pelo PSB, que aparece ao lado de Lula na publicação. A análise do juiz foi concluída em 24 de março e se limitou exclusivamente ao pedido de remoção do post, sem tratar do mérito completo da ação, que continua em andamento. Uma audiência de conciliação entre as partes já está marcada para o dia 25 de maio.

    Na decisão, o juiz Júlio César Lérias Ribeiro afirmou que não identificou elementos que caracterizassem discurso de ódio ou conteúdo transfóbico na publicação. Segundo ele, “Em análise à postagem objeto da lide, não se verifica qualquer referência do demandado à transexualidade da autora, ou incitação a discurso de ódio. Como qualquer postagem na internet, especialmente envolvendo pessoas públicas de expressão nacional, em uma época de extrema polarização política, o conteúdo é passível de gerar manifestações de desapreço ou que beirem o ilícito penal (o que deve ser combatido pela própria plataforma), sem que isso necessariamente configura ofensa a direito da personalidade pelo criador. O que se depreende do contexto é uma referência pejorativa à reação de uma esposa ao ver o marido ser abordado com admiração por uma mulher mais jovem e bonita (ou ao menos é o que se verifica da análise isolada da postagem)”, afirmou o magistrado.

    Justiça nega retirada de post de Nikolas sobre Janja e Lula

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  • Bolsonaro tem boa evolução após cirurgia e seguirá internado, diz boletim médico

    Bolsonaro tem boa evolução após cirurgia e seguirá internado, diz boletim médico

    O procedimento foi concluído sem intercorrências na sexta-feira (1º). No boletim médico, não foi informada previsão de alta.

    NATHALIA GARCIA
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou boa evolução após ser submetido a uma cirurgia no ombro direito no Hospital DF Star, em Brasília, e continuará internado, informou boletim médico divulgado neste sábado (2).

    O procedimento foi concluído sem intercorrências na sexta-feira (1º). No boletim médico, não foi informada previsão de alta.

    “Apresentou boa evolução e bom controle álgico. No momento, segue internado em apartamento para analgesia, medidas de prevenção de trombose e iniciará protocolo de reabilitação motora e funcional”, disse o hospital.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem publicado em suas redes sociais atualizações sobre o estado de saúde do ex-presidente. Na manhã deste sábado, ela disse que o marido tinha passado bem a noite e que tudo estava sob controle.

    Na véspera, contou também que ele já estava sem oxigênio nasal e que tinha conseguido tomar sopa. “Os dedos da mão do braço do procedimento -que é normal não se mexerem por conta do anestésico- já voltaram a se movimentar”, escreveu.

    Em prisão domiciliar desde março, Bolsonaro precisou de autorização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para ser submetido ao procedimento.

    Segundo os advogados, o ex-presidente apresentava um quadro de dor persistente e incapacidade funcional no ombro, com necessidade de tomar medicamentos analgésicos todos os dias.

    O manguito rotador é um conjunto de quatro tendões localizados na região do ombro, responsáveis pelos movimentos de rotação e por manter a articulação firme e estável durante os movimentos, segundo o ortopedista Maurício Raffaelli, especialista em cirurgia de ombro e cotovelo.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, a cirurgia do manguito rotador consiste em recolocar o tendão no osso para que ele volte a cicatrizar e recuperar sua função.

    Bolsonaro está em prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado. A pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pela Primeira Turma do STF, começou a ser cumprida em novembro do ano passado, inicialmente na superintendência da Polícia Federal em Brasília e depois na chamada Papudinha.

    Bolsonaro tem boa evolução após cirurgia e seguirá internado, diz boletim médico

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  • Pastores lamentam Messias fora do STF, mas colocam rejeição na conta de Lula

    Pastores lamentam Messias fora do STF, mas colocam rejeição na conta de Lula

    O advogado-geral da União não conseguiu, na quarta-feira (29), a quantidade de votos necessária para virar ministro da corte, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), opor-se à indicação.

    ANA GABRIELA OLIVEIRA LIMA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Lideranças evangélicas lamentaram a reprovação de Jorge Messias no STF (Supremo Tribunal Federal), mas colocaram o episódio na conta do presidente Lula (PT).

    O advogado-geral da União não conseguiu, na quarta-feira (29), a quantidade de votos necessária para virar ministro da corte, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), opor-se à indicação.
    Lideranças evangélicas haviam declarado apoio à nomeação, apesar de o nome do AGU dividir religiosos com mandato. A divergência vinha pelo fato de ele ser próximo a Lula e ser lido pelo segmento, majoritariamente à direita, como alinhado à esquerda.

    O bispo Robson Rodovalho, fundador da Igreja Sara Nossa Terra, afirma que Messias se saiu bem na sabatina, mas enfrentou contra si a insatisfação com o governo Lula. “Caíram no colo dele todas as insatisfações, todas as promessas não cumpridas do governo”, afirma Rodovalho.

    Ele diz entender que Messias “se explicou bastante durante a sabatina” sobre ações que tomou como advogado-geral. No encontro com os senadores, o indicado de Lula disse ser totalmente contra o aborto, tema levantado por conservadores em razão de um parecer da AGU contra uma norma do CFM (Conselho Federal de Medicina) que vetava um procedimento necessário para o aborto legal em gestações avançadas.

    Na sabatina, Messias também justificou pedidos de prisão durante ataques golpistas do 8 de Janeiro, assunto também levantado pela oposição. “Nunca vou me alegrar em adotar medidas constritivas de liberdade de alguém, eu fiz por obrigação, por dever de ofício. […] Não fiz com alegria, fiz com dor”, afirmou.
    Apesar de ter defendido a nomeação, Rodovalho diz que as lideranças evangélicas veem com tranquilidade a rejeição, pois “não obstante os méritos do Messias, ele é muito posicionado à esquerda”.

    “Agora surge a possibilidade de que o próximo presidente possa indicar essa vaga. E pode não ser o Lula”, afirmou Rodovalho, que também é presidente do Concepab (Conselho Nacional dos Conselhos de Pastores do Brasil).

    O apóstolo César Augusto, fundador da Igreja Fonte da Vida, diz lamentar a rejeição, por não levar a mais um evangélico ao STF, mas avalia que a derrota maior é do governo Lula.

    “Acho que as pessoas não votaram contra a capacidade jurídica ou a pessoa do Messias, ainda que ele tenha posicionamentos que alguns conservadores não entendem, mas votaram contra a ação do presidente Lula.”

    O pastor diz que mais um evangélico no Supremo seria importante para o segmento, mas que “a vida continua”.

    “Não deu, não deu. Agora é tocar o barco para frente. A derrota maior é do governo Lula, com certeza.”

    Para o pastor Silas Malafaia, presidente da ADVEC (Assembleia de Deus Vitória em Cristo), “a derrota de Messias não é propriamente dele, é a derrota acachapante de Lula”, porque a indicação é um direito do presidente.

    “Quem foi derrotado foi Lula, e com recado para o STF”, afirmou Malafaia à reportagem. O pastor disse acreditar que qualquer indicado do político seria derrotado. “Não tem nada a ver com Messias, tem tudo a ver com Lula, com esse momento político e de intromissão do Judiciário em tudo que é lugar, se tornando uma instituição terrivelmente política.”

    Antes da derrota, Malafaia havia criticado Messias, a quem chamou de “esquerdopata gospel”, mas não se contrapôs à indicação por, segundo ele, uma questão de coerência e respeito à prerrogativa do presidente.

    O pastor pentecostal William Douglas, por sua vez, que é juiz federal no TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) e professor de direito constitucional, se disse “profundamente triste” com o resultado.

    Apesar do perfil conservador, ele afirma não considerar correto misturar “divergência ideológica com avaliação de capacidade”.

    “Na minha avaliação, o Senado errou”, declarou em nota. “A Constituição confere ao presidente da República a prerrogativa de indicar ministros para o Supremo Tribunal Federal, cabendo ao Senado rejeitar apenas quando ausentes os requisitos constitucionais -e não por razões políticas, circunstanciais ou de conveniência.”

    William Douglas, que já foi cotado para uma vaga no Supremo na gestão de Jair Bolsonaro (PL), concorda que a rejeição não foi direcionada a Messias, mas ao contexto político envolvendo o presidente Lula.

    Segundo ele, decisões como a de quarta-feira “não atingem o nome de quem foi rejeitado, mas revelam os critérios que prevaleceram na sua rejeição -e isso deixa marcas no padrão de Justiça que a República escolhe para si”.

    Pastores lamentam Messias fora do STF, mas colocam rejeição na conta de Lula

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  • Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame no DF: "Imunda"

    Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame no DF: "Imunda"

    Após o episódio, a funcionária deixou a sala e acionou outros membros da equipe médica. O senador, no entanto, teria recusado atendimento posterior. A vítima relatou dor e vermelhidão no rosto e afirmou estar com receio de reencontrá-lo.

    Uma técnica de radiologia procurou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para registrar uma ocorrência contra o senador Magno Malta (PL-ES), acusando-o de agressão durante atendimento no hospital DF Star. De acordo com o relato, o parlamentar teria dado um tapa em seu rosto e a ofendido verbalmente, chamando-a de “imunda” enquanto realizava um exame. O hospital informou que abriu apuração administrativa sobre o caso, registrado na quinta-feira (30).

    Segundo a profissional, o senador estava internado para a realização de uma angiotomografia de tórax e coronariana. Ela era responsável por conduzi-lo até a sala, realizar a monitorização e iniciar os procedimentos, incluindo a aplicação de soro para acesso venoso. Durante a injeção de contraste, o equipamento detectou uma oclusão e interrompeu automaticamente o exame. Ao verificar, a técnica identificou extravasamento do líquido no braço do paciente.

    Ainda conforme o depoimento, ao explicar que seria necessário fazer compressão no local afetado, o senador reagiu de forma agressiva. Ele teria se levantado e, quando a profissional tentou auxiliá-lo, a atingiu com um tapa no rosto, chegando a entortar seus óculos. Além disso, teria proferido ofensas como “imunda” e “incompetente”.

    Após o episódio, a funcionária deixou a sala e acionou outros membros da equipe médica. O senador, no entanto, teria recusado atendimento posterior. A vítima relatou dor e vermelhidão no rosto e afirmou estar com receio de reencontrá-lo. O caso será investigado pela PCDF.

    Em nota, o hospital declarou que está prestando suporte à colaboradora e permanece à disposição das autoridades. Já o senador alegou falha técnica no procedimento, afirmando que havia alertado sobre dores intensas. “Diante da situação e da forma como foi tratado, o senador deixou sozinho a sala de exames (estava desacompanhado nesse momento). Ressalta-se que Magno Malta possui dificuldades de locomoção e poderia ter sofrido queda ou agravamento do quadro em razão da desorientação causada pelo episódio, o que evidencia a gravidade e a irresponsabilidade da condução adotada”, disse.

    Questionado sobre a agressão, afirmou lembrar apenas da dor causada pelo contraste.

    O parlamentar foi internado após passar mal a caminho do Congresso Nacional. Em vídeo, declarou: “Estou no hospital. Acabei de fazer uma tomografia e, graças a Deus, estou bem. Queria estar no plenário para me pronunciar, porque hoje é um dia muito importante. Mas estou bem. Vou voltar mais forte”.

    Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame no DF: "Imunda"

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  • Tebet: garanto que Brasil não quebra com fim da 6×1, como não quebrou com férias de 30 dias

    Tebet: garanto que Brasil não quebra com fim da 6×1, como não quebrou com férias de 30 dias

    “O trabalhador precisa de tempo para dormir, descansar, para estar com os filhos, para ir na igreja, para visitar os pais idosos. E muitos dirão que isso não é possível, mas eu garanto para vocês que o Brasil não quebra, como não quebrou quando a gente passou de 15 dias de férias para 30 dias, como não quebrou com a aprovação do décimo terceiro salário e, com horas extras. E não vai quebrar com mais este avanço”, disse Tebet.

    A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu há pouco, durante ato do Dia do Trabalhador, a necessidade de o Brasil aprovar o fim da escala 6 por 1, sem redução salarial. Ela disse que a medida é importante para garantir mais tempo aos trabalhadores e que não é verdade que o País irá \”quebrar\” com o novo modelo de trabalho.

    \”O trabalhador precisa de tempo para dormir, descansar, para estar com os filhos, para ir na igreja, para visitar os pais idosos. E muitos dirão que isso não é possível, mas eu garanto para vocês que o Brasil não quebra, como não quebrou quando a gente passou de 15 dias de férias para 30 dias, como não quebrou com a aprovação do décimo terceiro salário e, com horas extras. E não vai quebrar com mais este avanço\”, disse Tebet.

    O ato acontece na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, na capital paulista. Também participam do evento o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, Fernando Haddad, e a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Tebet e Marina são cotadas para disputar a eleição pelo Senado por São Paulo.

    Durante sua fala, Tebet também exaltou alguns feitos na área econômica do atual governo do presidente Lula e de Haddad à frente da Fazenda, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.

    \”O trabalhador brasileiro não paga mais imposto de renda no Brasil. E a classe média, que ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350,00 também teve diminuição do imposto. E nós precisamos mostrar que quem fez isso fomos nós. E que isso está fazendo a diferença na vida dele do trabalhador, porque ele ainda não conseguiu entender\”, disse Tebet. Em seguida, ela também defendeu a necessidade de equiparação de salário entre homens e mulheres que desempenham a mesma função.

    A ex-ministra do Planejamento ainda destacou a importância de uma participação cada vez maior de mulheres na vida pública e exaltou a trajetória política de Marina Silva, de quem disse ser \”discípula\”. Ela disse que Marina Silva sabe que não há desenvolvimento sem sustentabilidade, e que o meio ambiente \”não briga com a agricultura familiar e com o agronegócio\”.

    Tebet ainda fez menção à importância econômica de São Paulo para o País, dizendo que o Estado é a \”locomotiva\” do Brasil. \”Quando São Paulo vai bem, o Brasil vai bem, quando São Paulo vai mal, o Brasil inteiro sente\”, destacou.

    Tebet: garanto que Brasil não quebra com fim da 6×1, como não quebrou com férias de 30 dias

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  • Marina diz que redução de penas a golpistas é vergonha, e Haddad fala em acordo por impunidade

    Marina diz que redução de penas a golpistas é vergonha, e Haddad fala em acordo por impunidade

    “Ontem, no Congresso Nacional, uma vergonha. Aqueles que atacaram a nossa democracia, que temem a nossa soberania, querendo diminuir a pena com um discurso falso, hipócrita, de que é por aquele coitado que não sabia o que estava fazendo”, afirmou Marina.

    MARIA CLARA MATOS, JULIANA ARREGUY E ALANA MORZELLI
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os ex-ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Fernando Haddad (Fazenda) criticaram nesta sexta-feira (1º) a derrubada do veto do presidente Lula (PT) ao PL da Dosimetria e afirmaram que os envolvidos em ataques à democracia não deveriam ter suas penas reduzidas.

    “Ontem, no Congresso Nacional, uma vergonha. Aqueles que atacaram a nossa democracia, que temem a nossa soberania, querendo diminuir a pena com um discurso falso, hipócrita, de que é por aquele coitado que não sabia o que estava fazendo”, afirmou Marina.

    “A pena para eles não deveria ser menor, deveria ser maior”, disse a ex-ministra em ato do VAT (Vida Além do Trabalho) realizado na praça Roosevelt, em São Paulo. Ela deixou a pasta neste ano para disputar as eleições.

    Haddad, que deve disputar o Governo de São Paulo, disse a aprovação do PL da Dosimetria é fruto de um acordo pela impunidade no país.

    O relator da proposta, aprovada nesta quinta (30) pelo Congresso Nacional, foi o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que estava no evento desta manhã. Ex-presidente da organização, ele foi chamado a compor a mesa de autoridades junto com os ex-ministros Haddad, Simone Tebet e Marina Silva, mas preferiu não subir ao palco.

    “E sou da opinião de que essa derrota, essa dita derrota no Congresso, ela foi uma derrota do combate à corrupção. Eu compartilho com os analistas que eu tenho lido nos jornais de que por trás dessa derrota tinha uma pretensão de um grande acordo em torno da impunidade daqueles responsáveis por alguns escândalos recentes no Brasil”, afirmou Haddad.

    Tebet, que deve concorrer ao Senado por São Paulo, evocou Darcy Ribeiro ao dizer que “jamais gostaria de estar ao lado de quem me derrotou”.

    O PL da Dosimetria reduz as penas dos condenados por golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Na Câmara, 318 deputados votaram contra o veto do chefe do Executivo, enquanto 144 congressitas votaram para que ele fosse mantido. As abstenções foram cinco. No Senado, a derrubada contou com 49 votos favoráveis e 24 contrário, sem abstenções.

    O projeto, aprovado em dezembro do ano passado, prevê que penas por golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático não sejam cumulativas no mesmo contexto. Em caso de penas iguais, aplica-se uma delas aumentada de um sexta a metade. Crimes de tentativa de golpe ou abolição praticados em multidão têm redução de um terço a dois terços, exceto para financiadores ou líderes.

    Um dos principais articulares do projeto e relator da proposta na Câmara dos Deputados, Paulinho da Força (Solidariedade-SP) não se juntou a ex-ministros do governo Lula no palco durante o ato de 1° de Maio promovido pela Força Sindical, movimento do qual já foi presidente.

    O deputado chegou a ser anunciado para compor a mesa das autoridades e, presente no evento, optou por não subir. No auditório da Força, um manifestante carregava um cartaz com os dizeres: “Paulinho, que confusão, o PL da Dosimetria vai soltar estuprador e ladrão”.

    Também presente no ato contra a escala 6×1 em São Paulo, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), autora de uma das PECs (Propostas de Emenda à Constituição) contra a escala 6×1, classificou a aprovação da derrubada do veto do presidente Lula à dosimetria como “uma espécie de anistia disfarçada”.

    Em nota, a parlamentar disse se tratar de uma proteção a uma classe política “corrupta” e que também tem um nítido interessante em atacar o STF a viabilizar impeachment de ministros da corte.

    “É uma decisão que, inevitávelmente, fragiliza o Congresso diante do povo e a democracia brasileira diante do mundo, pois é uma tentativa de desmontar por dentro as instituições, preparando o terreno para um regime autoritário no país”, acrescentou a congressista do PSOL.

    A derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria foi a segunda derrota seguida do governo em menos de 24 horas. Na última quarta-feira (29), o Senado rejeitou a indicação de Lula, o advogado-geral da União Jorge Messias, para ocupar uma cadeira no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Em uma segunda agenda na liberdade, Marina mencionou o veto à indicação de Messias.

    “Quando eles dizem que derrotaram o presidente Lula, não aprovando o nosso companheiro Messias, eu não concordo. Quem perdeu não foi o presidente Lula. A derrota foi para o Brasil. E ninguém pode derrotar mais de 200 milhões de pessoas impunemente.”

    Marina diz que redução de penas a golpistas é vergonha, e Haddad fala em acordo por impunidade

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  • Cirurgia no ombro de Bolsonaro ocorreu sem intercorrências, diz equipe

    Cirurgia no ombro de Bolsonaro ocorreu sem intercorrências, diz equipe

    No boletim médico divulgado por volta das 14h, a equipe médica informou que Bolsonaro foi submetido a cirurgia de reparo artroscópico do manguito rotador à direita. A operação ocorreu sem intercorrências.

    Após passar por uma cirurgia no ombro, o ex-presidente Jair Bolsonaro está em observação na unidade de terapia intensiva. Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira (1º), no hospital DF Star, em Brasília, para realizar o procedimento. 

    No boletim médico divulgado por volta das 14h, a equipe médica informou que Bolsonaro foi submetido a cirurgia de reparo artroscópico do manguito rotador à direita. A operação ocorreu sem intercorrências.

    “No momento, encontra-se internado em unidade de internação para controle de dor e observação clínica” diz o boletim.

     

    A equipe médica que acompanha o ex-presidente é formada pelo ortopedista Alexandre Firmino Paniago – cirurgião de ombro; Claudio Birolini – cirurgião geral; Leandro Echenique e Brasil Caiado – cardiologistas e Allisson B. Barcelos Borges – diretor geral do hospital.

    A autorização da cirurgia foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

    Os exames e o relatório fisioterapêutico anexados ao processo indicavam a necessidade da cirurgia para reparação de lesões na região do ombro.

    Por decisão do ministro, de 24 de março, Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária, após deixar o mesmo hospital privado da capital federal, onde esteve internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.

    O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.

    Cirurgia no ombro de Bolsonaro ocorreu sem intercorrências, diz equipe

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  • Flávio Bolsonaro diz que derrubada do veto foi presente de aniversário e honra injustiçados

    Flávio Bolsonaro diz que derrubada do veto foi presente de aniversário e honra injustiçados

    A vitória, segundo Flávio, representa um novo começo para \”centenas de famílias brasileiras\”. \”Foi só um primeiro passo, mas fundamental para muito em breve a gente conseguir honrar integralmente todos os brasileiros injustiçados pelo 8 de janeiro, incluindo o meu pai\”, disse ele sobre Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e passa por uma cirurgia no ombro.

    Vestindo uma camiseta branca com a frase \”Pai de menina\”, o pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, comemorou a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei da dosimetria pelo Congresso. \”Foi um dia daqueles que a gente nunca mais esquece\”, enfatizou em um vídeo de pouco mais de um minuto e meio postado nas redes sociais, ressaltando que se tratou também da data de seu aniversário.

     

    A vitória, segundo Flávio, representa um novo começo para \”centenas de famílias brasileiras\”. \”Foi só um primeiro passo, mas fundamental para muito em breve a gente conseguir honrar integralmente todos os brasileiros injustiçados pelo 8 de janeiro, incluindo o meu pai\”, disse ele sobre Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e passa por uma cirurgia no ombro.

     

    A vida cotidiana das famílias afetadas por prisões extensas será retomada, conforme o pré-candidato, mesmo que os \”traumas da injustiça, da perseguição, da impotência muitas vezes ainda levem um tempo para se cicatrizar\”. \”E uma coisa eu digo para cada um de vocês com ainda mais certeza depois de ontem: o Brasil tem futuro, sim. E ele está logo aqui na frente\”, concluiu.

    Flávio Bolsonaro diz que derrubada do veto foi presente de aniversário e honra injustiçados

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  • Bolsonaro passará por duas horas de preparação e três de cirurgia, diz Michelle Bolsonaro

    Bolsonaro passará por duas horas de preparação e três de cirurgia, diz Michelle Bolsonaro

    Por volta das 9h30 desta manhã, Michelle publicou que o ex-presidente havia acabado de ir para o centro cirúrgico e que, de acordo com o médico ortopedista, seriam duas horas de preparação, para colocação do cateter de medicação, e três horas de cirurgia.

    O procedimento médico ao qual se submete o ex-presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira deve durar cinco horas, afirmou mais cedo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em publicação no Instagram.

    Por volta das 9h30 desta manhã, Michelle publicou que o ex-presidente havia acabado de ir para o centro cirúrgico e que, de acordo com o médico ortopedista, seriam duas horas de preparação, para colocação do cateter de medicação, e três horas de cirurgia.

    \”As restrições seguem as mesmas: enquanto eu estiver no leito, não poderei usar o aparelho celular. À medida que eu for recebendo notícias do centro cirúrgico, vou deixando vocês informados\”, disse a ex-primeira-dama, que agradeceu ao carinho de todos e disse seguir em oração.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realiza uma cirurgia no ombro direito no Hospital DF Star, em Brasília. Segundo os relatórios médicos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro se queixa de \”dores recorrentes e intermitentes\” no local e precisa fazer uso diário de medicação analgésica. O procedimento foi autorizado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, após pedido da defesa.

    Bolsonaro passará por duas horas de preparação e três de cirurgia, diz Michelle Bolsonaro

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  • Collor, preso há 1 ano, vira trunfo para Bolsonaro, mas é deixado de lado na política de Alagoas

    Collor, preso há 1 ano, vira trunfo para Bolsonaro, mas é deixado de lado na política de Alagoas

    Sempre bem vestido, às vezes até mesmo de terno e gravata, aparenta tranquilidade e reclama de ter que ficar em casa, especialmente por conta do isolamento, já que tem poucos amigos e eles precisam de autorização judicial para visitá-lo. Também tem o costume de presentear os visitantes.

    JOSUÉ SEIXAS
    RECIFE, PE (CBS NEWS) – O ex-presidente Fernando Affonso Collor de Mello, 76, mantém a eloquência ao receber visitantes no apartamento em Maceió (AL) em que cumpre prisão domiciliar desde 1º de maio de 2025.

    Sempre bem vestido, às vezes até mesmo de terno e gravata, aparenta tranquilidade e reclama de ter que ficar em casa, especialmente por conta do isolamento, já que tem poucos amigos e eles precisam de autorização judicial para visitá-lo. Também tem o costume de presentear os visitantes.

    Collor foi preso no dia 25 de abril de 2025, por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, de onde foi levado à sede da Polícia Federal em Alagoas e, depois, para o presídio Baldomero Cavalcante, no qual a sala do diretor foi adaptada para atender às suas necessidades de saúde.

    À época, os advogados informaram que o ex-mandatário é idoso e trata as doenças de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar. Depois de seis dias no presídio, Moraes concedeu o benefício da prisão domiciliar.

    A pena do ex-presidente abre margem para um pedido de progressão ao regime semiaberto em cerca de cinco meses, em que terá cumprido 17 meses dos 8 anos e 10 meses a que foi condenado.

    A prisão se deu pelo processo em que Collor foi condenado por receber propina de um esquema de corrupção na BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras. Ele sempre negou as acusações.

    A ação penal é derivada da Operação Lava Jato. Comprovantes encontrados no escritório do doleiro Alberto Youssef, além de depoimentos de colaboradores da operação, foram elencados como elementos de prova.

    O caso foi tratado como um prelúdio do que seria a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) meses depois. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se encontrou com Moraes em janeiro e, segundo relatos, perguntou se ele não poderia conceder ao marido o benefício da prisão domiciliar humanitária, assim no caso de Collor.

    Bolsonaro teve a prisão domiciliar autorizada há um mês, também com uso de tornozeleira eletrônica.

    Moradores do prédio em que o ex-presidente Collor vive dizem que o período de prisão domiciliar está sendo tranquilo, sem grandes mudanças na rotina do edifício, que conta com poucos funcionários e portaria remota.

    O ex-presidente vive no endereço com a esposa, Caroline Serejo Medeiros Collor de Mello, e as duas filhas mais novas do casal ficam no imóvel quando estão no Brasil.

    Os três filhos mais velhos de Collor, Arnon, Joaquim e Fernando James moram em outras residências. Arnon e Joaquim, inclusive, não vivem em Alagoas.

    James e Caroline assumiram o controle da TV Gazeta. Ela é sócia, enquanto ele é considerado administrador.

    Para familiares, o ex-presidente não precisa avisar sobre as visitas, assim como advogados e médicos.

    O endereço atual é uma cobertura de 600 metros quadrados à beira-mar em uma área nobre de Maceió. Segundo parecer que consta em processo na

    Justiça do Trabalho, o imóvel conta com varanda, sala de estar, gabinete, galeria, sala de jantar, lavabo, adega, três suítes (sendo uma master com closet), além de piscina, terraços coberto e descoberto e bar.

    A decisão do STF sobre a prisão domiciliar não restringe o uso de telefone nem de internet, como acontece com Bolsonaro.

    Collor só pode deixar seu apartamento por questões de saúde, em consultas médicas previamente informadas. Se tiver de sair por alguma emergência, tem 48 horas para prestar informações sobre o ocorrido. Seu passaporte foi suspenso e a confecção de um novo documento, proibida.

    A defesa do ex-presidente foi procurada, mas preferiu não fazer comentários.
    Ao longo de um ano de prisão, o ex-presidente teve 24 autorizações de visita deferidas pelo STF, contemplando 23 visitantes em datas específicas de setembro até abril.

    Um dos pedidos, para um encontro com quatro pessoas no dia 29 de dezembro, foi desmembrado, sendo duas pessoas no dia 28 e outras duas no dia 29.

    Além disso, o ministro autorizou a entrada de um fisioterapeuta por um período de seis meses para a realização de tratamento, a partir de maio de 2025.

    Das 23 visitas, 13 foram no ano passado e 10, neste ano. Entre eles estão empresários, políticos, como o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), advogados e jornalistas. O presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Marcelo Victor (MDB), e o pai dele, o ex-deputado estadual Gervásio Raimundo, constam nas visitas autorizadas por Moraes.

    Também foi autorizada a visita do ex-ministro do governo Michel Temer e ex-presidente do PSDB Bruno Araújo e da esposa dele.

    Entre os visitantes, também esteve Cláudio Melo Filho, um dos delatores da empreiteira Odebrecht.

    No dia 19 de junho, morreu a última irmã do ex-presidente, Leda Maria de Melo Coimbra, que tinha 83 anos.

    Em outubro passado, Collor recebeu uma reprimenda por ter deixado que faltasse bateria na tornozeleira eletrônica entre 9h de 2 de maio e 21h de 3 de maio, sob pena de voltar à prisão. A defesa argumentou que o desligamento aconteceu de forma involuntária, decorrente de informações truncadas repassadas a Collor.

    Segundo a professora de ciência política da UFAL (Universidade Federal de Alagoas) Luciana Santana, a prisão ocorreu em um momento em que o ex-presidente já apresentava perda consistente de relevância política, com baixa capacidade de articulação e influência reduzida em Alagoas.

    O esvaziamento, afirma a professora, vinha se desenhando ainda nos últimos anos de seu mandato no Senado e se acentuou após tentativa frustrada de retornar ao governo estadual. Ele se candidatou ao governo em 2022, concorrendo pelo PTB, mas ficou apenas em terceiro lugar.

    Para a pesquisadora, a derrota eleitoral consolidou um quadro de isolamento político, ao evidenciar a dificuldade de mobilização e de reconstrução de capital eleitoral.

    Apesar de similaridades com o caso de Bolsonaro no que tange a prisão domiciliar, Santana vê situações distintas. “Diferentemente de Collor, Bolsonaro tem herdeiros na política. Ele tem um filho presidenciável, tem o Carlos Bolsonaro, o Eduardo, a própria Michelle. Então tem um espólio político incomparável nos dois casos”, explica.

    Collor, preso há 1 ano, vira trunfo para Bolsonaro, mas é deixado de lado na política de Alagoas

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