Categoria: POLÍTICA

  • Ratinho Jr. defende indulto a Bolsonaro e expõe racha no PSD de Kassab

    Ratinho Jr. defende indulto a Bolsonaro e expõe racha no PSD de Kassab

    Ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho é um dos nomes do partido de Gilberto Kassab que pode disputar a Presidência no próximo ano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), defendeu nesta quarta-feira (29) um indulto para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista, e para os condenados por participação nos ataques do dia 8 de janeiro de 2023.

    Ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho é um dos nomes do partido de Gilberto Kassab que pode disputar a Presidência no próximo ano.

    “Esses vândalos, que erraram, têm que ser tratados como criminosos em cima de um crime de vandalismo. Mas, se for necessário para pacificar o país, é necessário fazer isso”, disse o governador em entrevista à CNN Brasil.

    Ratinho afirmou que a punição ao 8 de Janeiro foi excessiva e comparou o ataque a invasões de petistas à Assembleia Legislativa do Paraná.

    Lideranças do PSD se dividem sobre o tema. Caiado, que anunciou sua filiação à legenda nesta semana, já afirmou em diversas ocasiões que é favorável a uma anistia ampla e irrestrita, que também beneficiaria Bolsonaro.

    Leite, por outro lado, já disse que é contra a anistia, por considerá-la “ruim para o país”. Em entrevista à CNN, em março do ano passado, admitiu discutir a dosagem das penas para os que não estiveram envolvidos em atos de planejamento de um golpe de Estado.

    Sob pressão de bolsonaristas, Kassab afirmou em nota, em setembro, um dia após a condenação de Bolsonaro, sua posição a favor da anistia e “sua solidariedade ao ex-presidente”.

    Ratinho Jr. defende indulto a Bolsonaro e expõe racha no PSD de Kassab

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  • Tarcísio reforça que vai disputar a reeleição em SP, após visita a Bolsonaro na Papudinha

    Tarcísio reforça que vai disputar a reeleição em SP, após visita a Bolsonaro na Papudinha

    Após visitar Bolsonaro na Papudinha, governador reforçou que seguirá em São Paulo, confirmou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto e afirmou que a conversa teve caráter de solidariedade, descartando qualquer pressão por uma disputa presidencial

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reafirmou nesta quinta-feira, 29, após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, que vai disputar a reeleição neste ano. “A gente conversa sobre isso desde 2023, que meu interesse é ficar em São Paulo”, disse ao sair da unidade prisional.

    Este foi o primeiro encontro entre os dois após a prisão de Bolsonaro. A visita havia sido autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na quinta-feira passada, 22. Tarcísio chegou a cancelar o encontro depois de avaliar que a conversa poderia servir para pressioná-lo a apoiar de forma mais explícita a candidatura de Flávio Bolsonaro.

    Na terça-feira, 27, o governador já havia afirmado que não seria candidato à Presidência “nem se Bolsonaro pedisse”.

    “A gente queria fazer essa visita ao presidente. Uma visita que a gente tinha se programado. Queria muito transmitir meu abraço e solidariedade, falar do meu apreço e da minha gratidão e tinha uma tarefa muito difícil, que era transmitir o abraço de muitas pessoas”, afirmou.

    “Toda vez que faço evento em São Paulo são milhares de pessoas. É impressionante o carinho das pessoas. Eu queria ser porta-voz desse carinho, falar da saudade que as pessoas têm dele, dizer que tem uma massa de brasileiros que torcem por ele. Foi esse o objetivo da visita. Ele vai sempre ter um grande amigo”, acrescentou.

    O governador de São Paulo afirmou ainda que estará na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto. Questionado se participará da campanha, respondeu: “Claro”.

    Tarcísio também disse que conversou com o ex-presidente sobre a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pelo PSD. Segundo ele, Bolsonaro avalia que o nome soma na disputa. “O presidente elogiou Caiado. Tem apreço por ele. A gente entende que é uma candidatura que soma com o projeto e que, no fim, estará junto contra o PT”, afirmou.

    O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) acompanhou Tarcísio durante a visita desta quinta-feira, 29, mas preferiu não se pronunciar.

    Na véspera, Carlos almoçou com o governador em São Paulo. Há duas semanas, ele havia ironizado um discurso da primeira-dama paulista, Cristiane de Freitas, que afirmou que o Brasil “precisa de um novo CEO”, em referência a uma possível candidatura presidencial do marido.   

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  • Moraes nega visitas de Valdemar e Magno Malta a Bolsonaro

    Moraes nega visitas de Valdemar e Magno Malta a Bolsonaro

    Na mesma decisão, Moraes liberou a ampliação da assistência religiosa ao ex-presidente, permitindo a atuação do padre Paulo M. Silva, que se somará aos atendimentos já prestados por um bispo e um pastor evangélico

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para autorizar a visita do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e do senador Magno Malta (PL-ES) à Papudinha, em Brasília. A decisão é desta quinta-feira, 29.

    Moraes afirmou que a autorização de contato entre investigados e condenados em procedimentos correlatos apresenta “risco manifesto à investigação” e citou a tentativa prévia de ingresso de Magno Malta na unidade prisional sem autorização, além do fato de Valdemar Costa Neto ser investigado pelos mesmos crimes atribuídos ao ex-presidente.

    Apesar de negar os pedidos de visita de Magno Malta e do presidente do PL, o ministro autorizou outras visitas ao ex-presidente. No dia 7 de fevereiro, Jair Bolsonaro poderá receber o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), das 8h às 10h, e o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), das 11h às 13h.

    Já no dia 14 de fevereiro, estão autorizadas as visitas de Luiz Antonio Nabhan Garcia, das 8h às 10h, e do senador Wilder Morais (PL-GO), das 11h às 13h.

    Caminhada

    Além de negar parte dos pedidos de visita, Moraes autorizou a realização de caminhadas controladas pelo ex-presidente, em locais previamente definidos pela administração do Núcleo de Custódia Policial Militar (NCPM), preferencialmente no campo de futebol ou na pista asfaltada da unidade. A atividade deverá ocorrer sob escolta permanente e sem contato com outros detentos, em atendimento a recomendações médicas.

    O ministro também autorizou a alteração excepcional de um dos dias de visitação para os sábados, mantendo as quartas-feiras, com o objetivo de reduzir a circulação interna e reforçar a segurança do local. As visitas seguem limitadas a dois visitantes por vez, em horários previamente estabelecidos pela administração prisional.

    Na mesma decisão, Moraes liberou a ampliação da assistência religiosa ao ex-presidente, permitindo a atuação do padre Paulo M. Silva, que se somará aos atendimentos já prestados por um bispo e um pastor evangélico. As atividades religiosas deverão ocorrer de forma individual, uma vez por semana, com duração de até uma hora. 

    Moraes nega visitas de Valdemar e Magno Malta a Bolsonaro

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  • Lula faz exames e passará por cirurgia nesta sexta-feira

    Lula faz exames e passará por cirurgia nesta sexta-feira

    Procedimento será feito no olho esquerdo nesta sexta-feira, após exames pré-operatórios realizados hoje; agenda incluiu cancelamento de viagem a Goiás e despachos na Granja do Torto depois de retorno de compromisso internacional no Panamá.

    A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será submetido a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo nesta sexta-feira, 30. O procedimento foi confirmado por meio de nota divulgada nesta quinta-feira, 29.

    De acordo com a Secom, Lula realizou hoje os exames pré-operatórios. Ao longo do restante do dia, o presidente manterá despachos a partir da Granja do Torto, residência de campo oficial da Presidência da República.

    A intervenção médica não constava na agenda inicial do chefe do Executivo. Lula tinha prevista uma visita a um território quilombola em Cavalcante, no interior de Goiás, a cerca de 300 quilômetros de Brasília, compromisso que acabou cancelado no início da semana.

    O presidente retornou de viagem internacional na madrugada desta quinta-feira. Ele esteve no Panamá para participar do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, ocasião em que se reuniu com o presidente panamenho, José Raúl Mulino, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.

     

    Lula faz exames e passará por cirurgia nesta sexta-feira

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  • Lula já me comunicou que Miriam Belchior assumirá a Casa Civil, diz Rui Costa

    Lula já me comunicou que Miriam Belchior assumirá a Casa Civil, diz Rui Costa

    Rui Costa afirmou que deixará o governo no fim de março para disputar as eleições e disse que a transição será feita sem mudanças na equipe ou descontinuidade de projetos, com a secretária-executiva assumindo o comando da Casa Civil

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou que a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, assumirá o ministério em seu lugar quando ele deixar o cargo para disputar as eleições. Segundo Rui, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já o comunicou oficialmente sobre a decisão e também informou Miriam.

    “Eu saio no final de março, último dia de março, deixo o governo. Quem assume, o presidente Lula já me comunicou e comunicou a Miriam também, que ela assume o ministério. Ela já foi ministra do Planejamento, é uma pessoa excepcional, trabalha muito, é uma técnica competente e assume o ministério no início de abril. Não vai ter nenhuma descontinuidade, a equipe é a mesma”, declarou Rui Costa em entrevista à Rádio 95 FM, de Jequié, na Bahia.

    Rui Costa afirmou ainda que o presidente dará prioridade, nas mudanças ministeriais, a nomes que já integram as equipes atuais.

    “Lula está dando prioridade nas eventuais mudanças que vai ter que fazer nos ministérios para que se mantenham as equipes. Um caso ou outro pode mudar, mas, na essência, ele quer manter as equipes, porque não faz sentido, a seis meses das eleições, fazer mudança geral nas equipes, porque correria risco de descontinuar projetos e ações”, completou.

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  • Encontro com Bolsonaro na Papudinha deve selar adesão de Tarcísio a Flávio, dizem aliados

    Encontro com Bolsonaro na Papudinha deve selar adesão de Tarcísio a Flávio, dizem aliados

    Aliados avaliam que encontro na Papudinha deve encerrar ruídos recentes e definir papéis para 2026, com Tarcísio focado na reeleição em São Paulo e alinhamento esperado em torno da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

    (CBS NEWS) – A visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta quinta-feira (29), deve virar a página em relação a desentendimentos recentes entre os dois líderes da direita, avaliam aliados ouvidos pela Folha.

    Segundo esses interlocutores, o clima para o encontro na Papudinha, onde Bolsonaro está preso em Brasília, é de acomodação política, com a expectativa de que o governador passe a embarcar de forma mais efetiva na pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

    Pessoas próximas a Tarcísio afirmam que ele deve reforçar a Bolsonaro a decisão de permanecer em São Paulo para disputar a reeleição. O governador chegou a ser cogitado para concorrer ao Palácio do Planalto, mas foi preterido pelo ex-presidente, que optou por lançar o próprio filho na disputa contra o presidente Lula (PT).

    Gestos recentes, no entanto, indicaram que Tarcísio ainda não havia abandonado totalmente pretensões nacionais, o que o colocou em rota de colisão com o senador. O governador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) articularam junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) a concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro, movimento visto pelo entorno de Flávio como uma tentativa de se credenciarem para a corrida presidencial.

    No auge do atrito, Tarcísio cancelou uma visita ao ex-presidente que estava prevista para a quinta-feira passada (22), sinalizando insatisfação com a pressão por apoio explícito à candidatura de Flávio.

    O encontro só foi remarcado após a redução das tensões. De um lado, o governador passou a afirmar publicamente que disputará a reeleição; de outro, aliados de Bolsonaro fizeram gestos de reaproximação, destacando a lealdade de Tarcísio, ex-ministro da Infraestrutura, ao antigo chefe.

    Nesta quarta-feira (28), o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) publicou em uma rede social que esteve com Tarcísio em São Paulo, em um encontro descrito como amistoso. “Foi mais um momento muito bacana com o eterno ministro, por quem tenho um carinho e uma admiração enormes”, escreveu o filho do ex-presidente.

    Tarcísio respondeu: “Foi muito bom estar com você no dia de hoje. Você sempre será credor do meu respeito e da minha amizade”.

    Com isso, aliados de ambos avaliam que o ambiente para a reunião é positivo. A expectativa é que Bolsonaro receba o governador de forma cordial e deixe mais claras as diretrizes políticas para 2026. Entre os aliados, há dúvidas se o ex-presidente espera que Tarcísio concentre esforços em fortalecer um palanque para Flávio em São Paulo ou atue como articulador nacional.

    No campo da oposição a Lula, o cenário ainda é fragmentado. Flávio Bolsonaro tem acenado para uma possível convergência com outros nomes da direita, como os governadores Ratinho Junior (PSD-PR) e Romeu Zema (Novo-MG). Na terça-feira (27), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também pré-candidato ao Planalto, anunciou filiação ao PSD, presidido por Gilberto Kassab.

    Auxiliares de Tarcísio afirmam que o quadro já está definido, com o governador focado na reeleição em São Paulo e Flávio na disputa presidencial. Assim, a visita não deve provocar mudanças no tabuleiro eleitoral, mas sim consolidar papéis e reforçar a lealdade do governador ao ex-presidente.

    Diante desse cenário, é possível que a conversa inclua a composição da chapa bolsonarista em São Paulo. Um acordo prévio definiu que Tarcísio indicaria um nome ao Senado e Bolsonaro outro. O escolhido do governador foi Guilherme Derrite (PP), enquanto a vaga do PL ainda não foi preenchida.

    O próprio Tarcísio afirmou, na terça-feira, que não há expectativa de mudança em seus planos eleitorais, nem de um eventual pedido de Bolsonaro para que ele dispute a Presidência. “Isso não vai acontecer. Mas eu diria não”, disse em entrevista à rádio Jovem Pan de Sorocaba.

    Aliados esperam que Bolsonaro apresente suas diretrizes para a eleição em São Paulo, embora a política não deva ser o único assunto do encontro. “Vou ver um amigo. Geralmente, levo essas conversas de forma muito leve. Quero saber primeiro como ele está, se precisa de alguma coisa. Mostrar que a gente aqui fora está com ele”, afirmou Tarcísio durante um evento em Sorocaba.

    Segundo pessoas próximas ao governador, o principal objetivo da visita é demonstrar solidariedade, com espaço também para temas pessoais. Não é esperado que Tarcísio leve à mesa assuntos sensíveis, como a insatisfação com declarações de Flávio que motivaram o adiamento da visita anterior.

    Na semana passada, o senador disse à CNN que o encontro serviria para o governador ouvir que sua candidatura presidencial estava “descartada”. Aliados de Tarcísio afirmam que ele se sentiu pressionado e incomodado com ataques, sobretudo por estar envolvido nas articulações pela prisão domiciliar de Bolsonaro.

    O ex-presidente está preso em regime fechado desde 22 de novembro. Ele foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e cumpre pena na Papudinha, em Brasília. Aliados alegam deterioração de seu estado de saúde e buscam a transferência para o regime domiciliar.
     

     
     

    Encontro com Bolsonaro na Papudinha deve selar adesão de Tarcísio a Flávio, dizem aliados

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  • Centrão se divide, vira página sobre Tarcísio e testa candidatura alternativa na direita

    Centrão se divide, vira página sobre Tarcísio e testa candidatura alternativa na direita

    Dirigentes de siglas como PSD, União Brasil, PP e Republicanos, ouvidos pela Folha, trabalham atualmente com um cenário eleitoral que considera irreversível a presença de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto

    (CBS NEWS) – Antes entusiastas de uma candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Presidência, partidos do centrão passaram pela fase do luto e hoje estão conformados com a permanência do governador em São Paulo para tentar a reeleição.

    Dirigentes de siglas como PSD, União Brasil, PP e Republicanos, ouvidos pela Folha, trabalham atualmente com um cenário eleitoral que considera irreversível a presença de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto.

    A admissão do cenário em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será candidato, porém, não significou até agora uma adesão formal dessas legendas à candidatura de Flávio. Pelo contrário, há uma resistência que impulsionou os partidos a articular um nome alternativo na direita.

    O PSD, um dos primeiros a entender que não poderia contar com uma candidatura de Tarcísio à Presidência, deu seu principal sinal de resignação ao anunciar a filiação do governador Ronaldo Caiado (GO) na terça-feira (27). O goiano tem dito que não abre mão de concorrer à Presidência e chega como uma garantia de que a sigla terá um candidato próprio.

    Os outros dois pré-candidatos à Presidência da sigla, os governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Júnior (PR), não oferecem certezas de que manterão o projeto nacional. O primeiro não entusiasma colegas fora da região Sul, por não ter adesão de lulistas ou bolsonaristas, enquanto o segundo enfrenta problemas no Paraná.

    A decisão do PSD de lançar um presidenciável parte da premissa de que Tarcísio não será candidato à Presidência. Caso contrário, o partido estaria na coligação do governador, conforme afirmou o presidente da legenda, Gilberto Kassab, à Folha.

    Dirigentes do PSD dizem que o objetivo é tentar desidratar a candidatura de Flávio e chegar ao segundo turno. Caso isso não ocorra, não há decisão a respeito de apoio ao presidente Lula (PT) ou ao filho de Bolsonaro. A tendência, afirmam integrantes da sigla, é a neutralidade, como ocorreu na última eleição.

    Para o governo Lula, o melhor seria ter uma pulverização maior de candidaturas de direita. Mas, por ora, aliados do presidente ainda não calcularam qual será o impacto real desse movimento de Kassab.

    Entre dirigentes do centrão, apenas o presidente do PP, Ciro Nogueira, deu sinalizações públicas de eventual apoio a Flávio, mas a federação União Progressista, formada com o União Brasil, não bateu o martelo. Nos bastidores, Ciro passou a pregar cautela e defende aguardar para decidir se embarca na campanha do senador.

    Ao mesmo tempo, essas siglas tampouco demonstram interesse em apoiar Lula no primeiro turno, apesar de contarem com ministérios e cargos no atual governo. O Planalto, por ora, se satisfaz com a tendência de independência de parte dessas siglas, sem adesão total a Flávio.

    Inicialmente, líderes do centrão tentaram manter Tarcísio no páreo para disputar a Presidência, mesmo após Bolsonaro escolher o filho. O entendimento atual do grupo, principalmente após o recente atrito com a família do ex-presidente, é que o governador não confrontaria o ex-chefe para disputar o Planalto.

    Parte dos dirigentes faz a ressalva, contudo, de que ainda pode haver mudanças e que a política é dinâmica.

    A candidatura do PSD deu aos partidos de oposição a Lula uma terceira alternativa, além da neutralidade ou do apoio a Flávio. Nesta quarta-feira (28), durante evento em São Paulo, Caiado afirmou que o PSD vai buscar o apoio de todos os partidos da centro-direita, mencionando MDB, Republicanos, PP e União Brasil.

    A federação União Progressista já não considera Tarcísio na sua equação nacional. Essa aliança do centrão tem resistido às ofensivas de Flávio por um apoio já no primeiro turno. A ordem é concentrar esforços na montagem de chapas nos estados e só decidir um posicionamento nacional em abril.

    A tendência da federação, dizem líderes, é a neutralidade ou o apoio a Flávio. A segunda opção é vista como a mais remota, pois implicaria em dificultar a eleição de deputados e senadores em estados com tendência de voto lulista, principalmente no Nordeste.

    O Republicanos, apesar de abrigar Tarcísio, tende à neutralidade, segundo integrantes da cúpula do partido. O comando da sigla já defendia há meses a permanência do governador em São Paulo, sob argumento de que não valeria a pena trocar uma reeleição vista como certa para se arriscar num projeto nacional.

    Recentemente, Tarcísio estreitou os laços com seu partido ao convidar o presidente estadual do Republicanos, Roberto Carneiro, para assumir a secretaria da Casa Civil. Carneiro é considerado um braço direito e conselheiro de Marcos Pereira.

    Embora o governador já tenha declarado seu apoio a Flávio, seu partido ainda mantém sua decisão a respeito da eleição nacional em aberto. Um acordo é cobiçado tanto pelo senador como pelo trio de presidenciáveis do PSD.

    Segundo lideranças do Republicanos, há chances de negociação com o PSD em busca de fortalecer uma espécie de terceira via que não comprometa a eleição nos estados.

    No MDB, a avaliação também é a de que Tarcísio deve concorrer à reeleição, embora mudanças não sejam descartadas. O partido mantém proximidade com Lula através de três ministérios, mas estuda manter a neutralidade -já um apoio a Flávio é tido como improvável.

    O Solidariedade, que fechou uma federação com o PRD, também não conta mais com a hipótese de Tarcísio concorrer. A tendência é liberar os filiados para apoiar quem quiserem na eleição presidencial.

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  • Motta: PEC da Segurança Pública será debatida nas próximas semanas, com votação após o carnaval

    Motta: PEC da Segurança Pública será debatida nas próximas semanas, com votação após o carnaval

    A proposta ainda será debatida nas próximas semanas e, segundo o governo, deve ser analisada pela comissão especial no fim de fevereiro, antes de seguir para votação em plenário.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou na rede social X, nesta quarta-feira, 28, que a votação da PEC da Segurança deve ocorrer após o Carnaval.

    “A PEC da Segurança Pública será debatida nas próximas semanas, com previsão de votação após o Carnaval”, escreveu.

    De acordo com o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), a previsão é de que a votação na comissão especial ocorra em 23 de fevereiro.

     

    Motta: PEC da Segurança Pública será debatida nas próximas semanas, com votação após o carnaval

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  • Exército autoriza aposentadoria do tenente-coronel Mauro Cid

    Exército autoriza aposentadoria do tenente-coronel Mauro Cid

    Cid tem 29 anos e 11 meses de serviços prestados pelo Exército e, em setembro, foi condenado a dois anos de reclusão, em regime aberto, como resultado do acordo de colaboração premiada firmado com a Polícia Federal

    (CBS NEWS) – O Exército autorizou a aposentadoria antecipada do tenente-coronel Mauro Cid, 46, ex-auxiliar de Jair Bolsonaro, condenado pela trama golpista pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

    O militar, que foi delator no processo que levou o ex-presidente à prisão, deixará o serviço a partir de 31 de janeiro e entrará para a reserva.

    Cid entregou ao Exército um pedido formal em agosto para ir à reserva antes de completar o tempo mínimo de serviço. Na ocasião, a Força criou uma comissão para analisar a documentação do militar antes de tomar uma decisão.
    A informação inicialmente foi dada pelo SBT News.

    O pedido é conhecido como cota compulsória -mecanismo pelo qual um militar pode passar à reserva do Exército e receber como aposentadoria um valor proporcional ao tempo de serviço.

    Cid tem 29 anos e 11 meses de serviços prestados pelo Exército e, em setembro, foi condenado a dois anos de reclusão, em regime aberto, como resultado do acordo de colaboração premiada firmado com a Polícia Federal. Ele teria o direito de deixar o serviço ativo, com todos os benefícios, somente após 31 anos de trabalho. Na prática, no entanto, uma redução salarial na reserva seria pequena.

    O Exército sugeriu a Cid que fosse para a reserva ainda em 2023, por meio da cota compulsória, segundo três generais ouvidos pela reportagem. O argumento era que o militar pudesse focar seus esforços em sua defesa diante do avanço das investigações sobre a trama golpista.

    O tenente-coronel negou a sugestão na época. Ele acreditava que era possível reverter o cenário, ainda confiante de que nem sequer seria denunciado pela tentativa de golpe de Estado. A avaliação de aliados de Cid é que a situação acabou se tornando insustentável, e o melhor caminho era deixar o Exército.

    O pedido de reserva de Cid foi anunciado por seu advogado Jair Alves Pereira durante sustentação oral na Primeira Turma do STF.

    Exército autoriza aposentadoria do tenente-coronel Mauro Cid

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  • “Divididos, somos frágeis”, diz Lula ao defender integração na AL

    “Divididos, somos frágeis”, diz Lula ao defender integração na AL

    Lula ponderou que, para atingir esses objetivos, é fundamental que as lideranças regionais estejam comprometidas com mecanismos institucionais e que “articulem de forma equilibrada os distintos interesses nacionais de nossa região”

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a América Latina e o Caribe só resolverão seus problemas caso os enfrentem de forma conjunta. Nesta quarta-feira (28), durante a abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, no Panamá, Lula destacou os ativos políticos e econômicos que podem, via integração regional, favorecer todos os países, tornando-os mais relevantes no cenário mundial.

    “Seguir divididos nos torna todos mais frágeis”, discursou o presidente durante a sessão de abertura do fórum, ao citar as “credenciais econômicas, geográficas, demográficas, políticas e culturais excepcionais” que os países latino-americano e caribenhos têm “para aspirar a uma presença relevante no contexto mundial”.

    Lula ponderou que, para atingir esses objetivos, é fundamental que as lideranças regionais estejam comprometidas com mecanismos institucionais e que “articulem de forma equilibrada os distintos interesses nacionais de nossa região”.

    Segundo Lula, falta às lideranças regionais convicção sobre os benefícios de adoção de um projeto mais autônomo de inserção internacional. Nesse sentido, sugeriu que os países da região levem em consideração as riquezas inexploradas que poderão garantir uma inserção competitiva na ordem global.

    “Dispomos de ativos de ordem política e econômica que podem conferir materialidade ao impulso integracionista”, argumentou o presidente ao enumerar, entre esses ativos, o potencial energético relacionado às reservas de petróleo e gás, a hidroeletricidade, os biocombustíveis, e a energia gerada a partir das matrizes nuclear, eólica e solar.

    O presidente citou também como ativos o fato de a região contar com a maior floresta tropical do planeta; e as variadas condições de solo e clima e os avanços científicos e tecnológicos para a produção de alimentos.

    “Reunimos também recursos minerais abundantes, inclusive minérios críticos e terras raras, essenciais para a transição energética e digital”, disse o presidente brasileiro ao afirmar que “minerais críticos e as terras raras só têm sentido se for para enriquecer os nossos países, e se tivermos coragem de construir parcerias, gerando riqueza, emprego e desenvolvimento em nossos países”.

    Lula lembrou que, juntos, os países da região formam um mercado consumidor com mais de 660 milhões de pessoas. Além disso, disse que não há conflitos graves entre os países participantes do fórum; e que, predominantemente, todos governo foram eleitos democraticamente.

    “A América Latina e o Caribe são únicos. Cabe a nós assumir que a integração possível é a que estará calcada na pluralidade de opções. Guiados pelo pragmatismo, podemos superar divergências ideológicas e construir parcerias sólidas e positivas dentro e fora da região. Essa é a única doutrina que nos convém”, afirmou.

    “Não há nenhuma possibilidade de qualquer país da América Latina, sozinho, achar que vai resolver os problemas. Temos 525 anos de história. Muitas vezes a colonização não estará na interferência de outro, mas na formação cultural que o nosso o povo teve. Precisamos mudar de comportamento. Vamos criar um bloco. Um bloco que possa dizer que a gente vai acabar com a fome em nossos países”, concluiu.

    Por ser convidado especial, o presidente brasileiro foi o segundo a discursar, logo após o presidente do país anfitrião, José Raúl Mulino. A expectativa é que Lula retorne ao Brasil ainda hoje, ao final do dia.

    O Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe seguirá até o dia 30.

     

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