Categoria: POLÍTICA

  • Simone Tebet anuncia que vai disputar o Senado por São Paulo

    Simone Tebet anuncia que vai disputar o Senado por São Paulo

    Sem confirmar partido pelo qual vai concorrer ao cargo, ministra Simone Tebet citou pedidos do presidente Lula e vice Alckmin e ‘grata surpresa’ com votos dos paulistas em 2022

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), anunciou nesta quinta-feira, 12, que concorrerá ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026.

    A ministra confirmou a intenção de concorrer ao cargo em entrevista a jornalistas em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Tebet disse que ainda não definiu o partido pelo qual disputará o cargo.

    Na declaração à imprensa, a ministra afirmou ter “eterna gratidão” ao Mato Grosso do Sul, seu Estado natal, pelo qual foi senadora e prefeita da capital.

    Segundo Simone, a candidatura ao Senado por São Paulo foi sugerida a ela pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

    Ainda de acordo com a ministra, a escolha de São Paulo como local da disputa também partiu da “grata surpresa” de constatar que, em 2022, os paulistas responderam por um terço dos votos que recebeu como candidata a presidente.

    Segundo levantamento do Real Time Big Data divulgado nesta segunda-feira, 9, Tebet está empatada tecnicamente com o deputado federal Guilherme Derrite (PP) e com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), na disputa pelo Senado por São Paulo. No pleito deste ano, haverá a renovação de dois terços da Casa. Cada Estado elegerá dois representantes.

    Tebet foi cotada para disputar o governo de São Paulo e já havia declarado que concorreria pelo cargo sugerido pelo presidente. “Coloquei meu destino político na mão do presidente”, disse a ministra em 30 de janeiro.

    Enquanto Tebet será candidata ao Senado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a pedido de Lula, concorrerá ao Palácio dos Bandeirantes como oposição ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará a reeleição.

    Simone Tebet anuncia que vai disputar o Senado por São Paulo

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  • Moraes pede ao Itamaraty detalhes sobre agenda de assessor de Trump que quer visitar Bolsonaro

    Moraes pede ao Itamaraty detalhes sobre agenda de assessor de Trump que quer visitar Bolsonaro

    Ministro quer saber se assessor de Donald Trump tem agenda oficial no país e se pediu visita ao ex-presidente, preso em Brasília. Defesa de Bolsonaro tenta antecipar encontro alegando compromissos do americano

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes solicitou nesta quarta-feira (11) que o Itamaraty envie informações sobre a agenda de Darren Beattie no Brasil. O objetivo é esclarecer se o assessor de Donald Trump possui compromissos no país e se pediu autorização para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília.

    O STF já havia autorizado que Darren Beattie se encontrasse com Bolsonaro na próxima quarta-feira (18). Os advogados do ex-presidente, no entanto, protocolaram um pedido para remarcar a visita para segunda-feira (16) ou terça-feira (17), alegando que o assessor já possui compromissos no Brasil que não podem ser alterados, o que inviabilizaria o encontro na data inicialmente definida.

    Para a defesa de Bolsonaro, a data estabelecida pelo ministro “acaba por inviabilizar materialmente a própria realização da visita autorizada”. Segundo os advogados, por se tratar de um funcionário “de alto escalão do Departamento de Estado dos Estados Unidos”, não haveria possibilidade concreta de estender a agenda de Beattie.

    Moraes solicitou ao Ministério das Relações Exteriores “informações sobre a existência de agenda diplomática de Darren Beattie, atual Senior Advisor for Brazil Policy do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América, e eventual pedido de visitação a Jair Messias Bolsonaro”.

    O ministro havia determinado que o encontro ocorresse na quarta-feira por ser o dia específico para visitas no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

    “Não há previsão legal ou excepcionalidade para realizar alteração específica de dia de visitação”, afirmou Moraes na decisão. Ele também ressaltou que os visitantes devem se adequar ao regime do estabelecimento prisional, e não o contrário, para preservar a organização administrativa e a segurança do local.

    Beattie vem ao Brasil com o objetivo de entender como funciona o processo eleitoral brasileiro. Segundo os advogados de Bolsonaro, a visita do assessor se “reveste de evidente interesse institucional”.

    Nomeado para o cargo no mês passado, Beattie é responsável por orientar políticas e ações entre Washington e Brasília. O assessor também é crítico do governo Lula e do ministro Alexandre de Moraes, especialmente em relação ao processo que investiga a tentativa de golpe.

     

    Moraes pede ao Itamaraty detalhes sobre agenda de assessor de Trump que quer visitar Bolsonaro

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  • Caso Master e chapa bolsonarista raiz isolam Ibaneis no DF, e aliados citam plano B para eleição

    Caso Master e chapa bolsonarista raiz isolam Ibaneis no DF, e aliados citam plano B para eleição

    Crise envolvendo o caso Master levou ao rompimento entre o governador do Distrito Federal e o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Isolado politicamente, Ibaneis Rocha mantém a intenção de disputar o Senado, mas aliados já admitem a possibilidade de uma candidatura alternativa

    (CBS NEWS) – O caso Master levou ao isolamento do governador Ibaneis Rocha (MDB), que perdeu qualquer chance de apoio do PL para concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.

    O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), até então seu aliado, viu na divulgação de um contrato milionário do escritório do emedebista com a Reag, investigada no contexto das fraudes no banco, o momento ideal para desembarcar da base.

    Por ora, o governador tem dito que manterá sua candidatura ao Senado mesmo sem apoios considerados chave. Mas seus próprios aliados não descartam que talvez ele tenha que recorrer a um plano B, como se candidatar a deputado federal, para garantir uma eleição e evitar perder o foro especial, que eventualmente o protegeria de investigações no caso Master.

    Pessoas próximas ao governador dizem que também não está descartado que ele decida ficar até o final do ano no cargo, justamente para manter seu foro.
    Ibaneis foi eleito em 2018 e reeleito quatro anos depois com apoio de Bolsonaro.

    Para a eleição de 2026, seu plano era concorrer ao Senado numa aliança com o PL, dando a segunda vaga de senador na sua chapa a um candidato ou candidata bolsonarista. Nesse desenho, a vice-governadora Celina Leão (PP) foi escolhida para disputar o Governo do Distrito Federal.

    Agora, o PL rompeu de vez com Ibaneis e caminha para lançar duas candidatas ao Senado: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis.

    Apesar do rompimento, o partido pretende manter o apoio para Celina concorrer ao governo, numa das poucas convergências com Ibaneis. O atual governador indicaria o vice nessa composição, seu secretário da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha.

    A avaliação é que Ibaneis ficou numa encruzilhada. O PL escolheu duas candidatas consideradas fortes e com amplo reconhecimento na base bolsonarista e dobrou a aposta, apoiando a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Legislativa do DF para investigar a fraude que envolve o BRB (Banco de Brasília).

    Na esquerda, as portas também estão fechadas para Ibaneis. O PT pretende lançar o presidente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Leandro Grass, ao governo. O PSB, por sua vez, tem como pré-candidato Ricardo Cappelli, presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), que foi interventor do Distrito Federal logo após 8 de Janeiro.

    Se, de um lado, o PL pede uma CPI contra Ibaneis, do outro PSB e PSOL acionaram o STF (Supremo Tribunal Federal) cobrando investigação do emedebista e seu afastamento do cargo. A despeito do cerco, aliados no MDB afirmam que o governador tem repetido que pretende concorrer ao Senado, mesmo sem o apoio dos bolsonaristas.

    No PL, o apoio a Celina está encaminhado, mas lideranças do partido condicionam a manutenção da aliança ao desenrolar do caso Master. Há um temor de que a aliança com ela vincule o partido a personagens envolvidos no escândalo.

    No PL, a ordem é pressionar pela CPI. “Não dá mais para esperar. Quando aparecem indícios graves de desvio de recursos, temos obrigação de agir. CPI é instrumento de fiscalização, e esta se tornou inevitável”, afirmou Bia Kicis, que também é presidente do partido no Distrito Federal.

    O PL já avaliava rifar Ibaneis na eleição, pois preferia ter as candidatas identificadas com o chamado bolsonarismo raiz. Nesse cenário, a crise envolvendo a tentativa de compra do Master pelo BRB deu munição à ala que não pretendia dar espaço ao atual governador.

    A crise entre o bolsonarismo e Ibaneis escalou na última semana, quando a Câmara Legislativa aprovou autorização para o Governo do Distrito Federal fazer um aporte no BRB. A medida tem como objetivo cobrir prejuízos relacionados às operações com o Master.

    Na Câmara Legislativa, a base de Ibaneis tem 17 dos 24 deputados distritais. Mas três nomes até então governistas votaram contra o projeto: Thiago Manzoni (PL), que agora lidera a articulação pela CPI, Rogério Morro da Cruz (PRD) e João Cardoso (Avante).

    CONTRATO COM A REAG

    A Folha de S. Paulo teve acesso ao documento que comprova que o escritório de advocacia de Ibaneis vendeu para o fundo Reag Legal Claims os direitos sobre o recebimento de honorários no valor de R$ 38,13 milhões -equivalente a 10% da condenação-, com data-base de dezembro de 2021. A informação foi antecipada pelo jornal O Globo.

    Segundo investigações da Polícia Federal, a Reag estava envolvida na teia de fraudes financeiras encabeçada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
    Ibaneis diz que desconhece a negociação com a Reag. “Ele está afastado do escritório de advocacia desde 2018, de modo que não possui informações sobre negociações realizadas quase seis anos após seu afastamento”, diz sua defesa, em nota.

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  • Zanin será novo relator de pedido de criação da CPI do Banco Master

    Zanin será novo relator de pedido de criação da CPI do Banco Master

    Dias Toffoli se declarou suspeito para analisar o caso e sorteio foi feito pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte para escolher um novo relator; mandado de segurança para garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)

    O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) foi escolhido nesta quarta-feira (11) novo relator da ação para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

    Zanin foi escolhido após Dias Toffoli se declarar suspeito para analisar o caso e deixar a relatoria do mandado da segurança. O sorteio foi feito pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte.

    No mês passado, Toffoli também deixou a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, que há menções a ele em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da 

    A operação Compliance Zero foi deflagrada no ano passado. O ministro é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF.

    CPI

    O mandado de segurança para garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar alega que o requerimento para a criação da comissão já foi protocolado e cumpriu os requisitos legais.

    Segundo o parlamentar, há omissão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deixar de instalar a CPI.

    “O requerimento obteve um total de 201 assinaturas, cumprindo o requisito de mais de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara dos Deputados, possui objeto certo e prazo definido, preenchendo, assim, todos os requisitos previstos no art. 58, § 3º, da Constituição Federal”, disse o deputado.

    Zanin será novo relator de pedido de criação da CPI do Banco Master

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  • Defesa de Bolsonaro diz que data para visita de assessor de Trump é inviável e pede troca

    Defesa de Bolsonaro diz que data para visita de assessor de Trump é inviável e pede troca

    Ministro determinou que encontro de Darren Beattie com o ex-presidente deve seguir regras da Papudinha; advogados afirmam que integrante do governo dos EUA não estará em Brasília na data

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (11) que a data definida pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para a visita do conselheiro para relações com o Brasil nos Estados Unidos, Darren Beattie, ao ex-presidente é inviável. Os advogados pediram que o magistrado reconsidere sua decisão e autorize o encontro na próxima segunda (16) ou terça (17).

    Na noite de terça (10), Moraes liberou a reunião entre Beattie e Bolsonaro na Papudinha, onde o ex-presidente está preso em Brasília, mas rejeitou a solicitação dos advogados para que o encontro ocorresse em dias excepcionais devido ao curto período do americano na capital federal.

    O ministro determinou que a visita ocorra na quarta (18), das 8h às 10h. Pelas regras de visitação na Papudinha, batalhão da Polícia Militar ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda, Bolsonaro só pode receber visitas às quartas e aos sábados.

    Os advogados de Bolsonaro afirmaram que o conselheiro do governo de Donald Trump não poderá ficar em Brasília até a data escolhida por Moraes, o que impede a visita a Bolsonaro.

    “Trata-se de funcionário de alto escalão do Departamento de Estado dos Estados Unidos, cujos compromissos internacionais são estruturados com antecedência e submetidos a rígida agenda diplomática, especialmente em deslocamentos internacionais de curta duração. Nessas circunstâncias, não há possibilidade concreta de extensão da permanência em Brasília para adequação à data fixada”, diz a defesa do ex-presidente.

    Darren Beattie é crítico do governo Lula e de Alexandre de Moraes. Ele já chamou o ministro de “principal arquiteto do complexo de censura e perseguição” contra Bolsonaro, além de ser próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de quem recebeu agradecimentos após a imposição de sanções da Lei Magnitsky sobre Moraes.

    O conselheiro de Trump estará em São Paulo e em Brasília para entender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro, segundo apurou a Folha de S. Paulo, e deve se encontrar com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

    Beattie também vai tratar de decisões judiciais que determinaram o bloqueio de perfis em redes sociais no âmbito dos inquéritos sobre “fake news” e milícias digitais conduzidos pelo Supremo.

    Ele ainda deve ter uma ampla agenda com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que a partir de junho será comandado por ministros do STF indicados por Bolsonaro, com Kássio Nunes Marques na presidência e André Mendonça como vice.

    Defesa de Bolsonaro diz que data para visita de assessor de Trump é inviável e pede troca

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  • Moraes manda prender antiga cúpula da PM-DF condenada por omissão no 8/1

    Moraes manda prender antiga cúpula da PM-DF condenada por omissão no 8/1

    Condenação foi fixada em dezembro, e trânsito em julgado saiu nesta terça-feira (10); militares devem ficar na Papudinha; defesa questiona competência do Supremo Tribunal Federal

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a prisão dos cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal condenados por omissão nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

    A condenação foi fixada pela Primeira Turma da corte em 4 de dezembro e o trânsito em julgado da ação -a conclusão do processo- foi decretado nesta terça-feira (10). Eles devem cumprir pena na Papudinha, em Brasília, onde também está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    O julgamento começou no último dia 28, em sessão virtual da corte (plataforma na qual os ministros depositam seus votos), e terminou na última sexta (5). Os ex-integrantes da cúpula da PM negaram as acusações de omissão.

    Foram condenados a 16 anos de prisão os coronéis Fábio Augusto Vieira, então comandante-geral da PMDF; Klépter Rosa Gonçalves, então subcomandante-geral da PMDF; Jorge Eduardo Naime Barreto, ex-chefe do Departamento de Operações; Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra; e Marcelo Casimiro Vasconcelos.

    Todos foram denunciados pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.

    Por meio de nota, a defesa do coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos afirmou que ele se apresentou voluntariamente às autoridades para começar o cumprimento de pena. Os advogados também voltaram a defender a inocência do militar.

    “Também se registra a preocupação da defesa quanto à fixação da competência originária do Supremo Tribunal Federal para o julgamento da causa, situação que, no entendimento defensivo, limitou a plena amplitude do debate probatório e recursal, resultando em decisão de natureza praticamente irrecorrível no sistema processual vigente”, disse.

    Mário de Almeida Costa Neto, que assina a nota, afirmou entender que o Supremo não tinha competência para julgar o caso e, ainda, não considera esgotadas as possibilidades de recurso na ação penal.

    “O coronel Marcelo Casimiro sempre atuou como administrador público comprometido com a legalidade e com a proteção da sociedade brasiliense, tendo exercido, no dia 8 de janeiro de 2023, as atribuições que lhe eram legalmente conferidas, dentro dos limites institucionais de sua função”, disse.

    Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), apesar de terem meios para evitar os ataques e a depredação na praça dos Três Poderes, a cúpula da PM-DF se omitiu.

    Em seu voto, Moraes afirmou que os militares aderiram a propósitos criminosos direcionados a uma tentativa de ruptura institucional, que acarretaria a abolição do Estado democrático de Direito e a deposição do governo legitimamente eleito.

    “Cabe destacar, ainda, que a horda criminosa golpista atuava desde a proclamação do resultado das eleições gerais de 2022, em intento organizado que procedeu em escalada de violência até culminar no lamentável episódio do início de janeiro deste ano”, disse.

    De acordo com a Procuradoria-Geral da República, os policiais aderiram subjetivamente às ações delitivas dos golpistas que depredaram as sedes dos três Poderes, em vez de agirem para evitar a destruição dos prédios públicos.

    A denúncia também narrou que a PM-DF tinha informantes ou policiais infiltrados nos movimentos de insurgência popular, inclusive nos acampamentos em frente ao quartel-general do Exército, que municiaram os oficiais com informações frequentes e imagens, evidenciando a necessidade de ação preventiva para impedir os atos delituosos.

    Moraes manda prender antiga cúpula da PM-DF condenada por omissão no 8/1

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  • Vereador do Rio é preso suspeito de ligação com o Comando Vermelho

    Vereador do Rio é preso suspeito de ligação com o Comando Vermelho

    Salvino Oliveira Barbosa é ex-secretário municipal da Juventude; operação revelou tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico, com o objetivo de transformar esses territórios em bases eleitorais

    O vereador do Rio de Janeiro Salvino Oliveira Barbosa (PSD), ex-secretário municipal da Juventude, foi preso nesta quarta-feira (11) pela Polícia Civil por suspeita de ligação com o Comando Vermelho, a maior facção criminosa do estado.

    A operação revelou tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico, com o objetivo de transformar esses territórios em bases eleitorais. Segundo a investigação, o vereador Salvino teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho.

    “Em contrapartida, o parlamentar teria articulado benefícios ao grupo criminoso, apresentados publicamente como ações voltadas à população local. Um dos exemplos investigados envolve a instalação recente de quiosques na região. Conforme apurado, a definição de parte dos beneficiários teria sido determinada diretamente por integrantes da facção, sem processo público transparente”, informou a polícia.A assessoria do vereador disse que, até o momento, o gabinete não recebeu qualquer informação oficial sobre o ocorrido. “A assessoria jurídica já foi acionada e aguardamos esclarecimentos das autoridades competentes para compreender os fatos”, diz a nota.

    Red Legacy

    Policiais da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro deflagraram a Operação Contenção Red Legacy, com o objetivo de desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho, identificada pela investigação como organização criminosa com características de cartel e atuação interestadual altamente estruturada.

    “As investigações reuniram um conjunto robusto de provas que revelam o funcionamento interno da facção, demonstrando a existência de uma cadeia de comando organizada, divisão territorial e articulação entre integrantes em diferentes estados do país, informou a corporação.

    Até o momento, seis criminosos foram presos, incluindo um vereador do município do Rio de Janeiro”, acrescentou.

    Marcinho VP

    As apurações também identificaram a participação direta de familiares de um dos principais líderes históricos da facção, Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, no funcionamento dessa organização criminosa. Segundo a investigação, Márcia Gama, esposa de Marcinho VP, atua na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional, participando da circulação de informações entre integrantes e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos.

    Outro investigado apontado como peça relevante na estrutura é Landerson, sobrinho de Marcinho VP. De acordo com a investigação, ele exerce papel de elo entre lideranças da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização criminosa, como serviços, imóveis e outros negócios utilizados para geração de recursos e expansão do poder do grupo.

    Márcia e Landerson não foram localizados em seus endereços e são considerados foragidos da Justiça.

    Durante as investigações, também foram identificados casos de criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, incluindo vazamento de informações e simulação de operações.

    “A Polícia Civil ressalta que essas condutas representam traição à instituição e não refletem a atuação da grande maioria dos profissionais da segurança pública, que desempenha seu trabalho com dedicação e compromisso com a sociedade”, afirma a corporação.

    O trabalho investigativo aponta ainda uma estrutura criminosa de grande complexidade, com conselho nacional, conselhos regionais e articulação entre organizações criminosas de diferentes estados, inclusive com indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

    Mesmo após quase três décadas no sistema prisional, as investigações indicam que Marcinho VP continua exercendo papel central na estrutura de comando da facção, apontado como liderança do chamado conselho federal permanente do grupo.

    A apuração também identificou outros integrantes com funções estratégicas dentro da organização, entre eles o traficante Doca, apontado como principal liderança nas ruas; Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, responsável pela gestão financeira do grupo; e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, encarregado de operacionalizar determinações da liderança.

    As investigações seguem em andamento para aprofundar a responsabilização penal de todos os envolvidos e ampliar o combate às estruturas financeiras, operacionais e institucionais utilizadas pela organização criminosa.

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  • Barroso: STF passa por momento difícil, mas um fato não conta história da instituição

    Barroso: STF passa por momento difícil, mas um fato não conta história da instituição

    Ministro aposentado elogia condução das investigações do Banco Master no Supremo Tribunal Federal e afirma esperar conclusão do caso para avaliar o processo

    O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso disse que está “observando a cena” e que a Corte passa por “um momento difícil”, mas ponderou que não se deve deixar que “um fato conte a história da instituição”. As declarações foram feitas em entrevista à Globo News veiculada na noite da última terça-feira, 10.

    “Há uma percepção crítica real. Eu leio o jornal, vou à farmácia, tenho amigos. Portanto, é um momento difícil. Mas acho que a gente não deve fazer juízos precipitados e a gente não deve considerar que um fato conte a história da instituição”, afirmou.

    Barroso também defendeu que juízes podem ser acionistas de empresas. “Por exemplo, se a família dele tem imóveis, ele pode ter cotas daquela empresa que tem os imóveis. O problema não é esse. O problema, de novo falando em tese, é o tipo de relacionamento que você estabelece com quem, eventualmente, possa ter interesse no seu campo. Essa é a grande delicadeza”, disse.

    O ministro aposentado disse ainda que tem “simpatia” pelo código de ética para ministros do Supremo e cogitou implementá-lo, mas que não levou a ideia em frente porque é um tema “divisivo” na Corte. “Eu tive muitos projetos importantes que eu dependia da coesão do Tribunal”, afirmou.

    Durante a entrevista, o jornalista Roberto d’Ávila questionou Barroso, em tom de brincadeira, se ele costumava apagar mensagens do celular – uma referência indireta à controvérsia sobre os supostos diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro por mensagens de visualização única. Barroso respondeu que não apaga e afirmou que não havia percebido a “maldade” na pergunta, acrescentando que costuma manter conversas antigas porque tem “má memória”.

    Barroso também avaliou que o “timing” da discussão sobre um código de conduta pode não ter sido o ideal. “Se há uma demanda da sociedade, e não há nada a esconder, eu não vejo porquê não fazer. O ‘timing’ talvez não tenha sido feliz, porque misturou com outros episódios, e alguém sempre pode achar que é contra si, ou por causa disso”, afirmou.

    Barroso: STF passa por momento difícil, mas um fato não conta história da instituição

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  • Lula empata com Flávio e Tarcísio no 2º turno, aponta pesquisa Meio Ideia

    Lula empata com Flávio e Tarcísio no 2º turno, aponta pesquisa Meio Ideia

    A pesquisa ouviu 1.500 pessoas em todo o Brasil de sexta-feira (6) até esta terça (10), por meio de entrevistas telefônicas. O intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-00386/2026-Brasil

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) está em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em simulações de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa Meio Ideia divulgada nesta quarta-feira (11).

    No cenário de disputa entre Lula e Flávio, o presidente aparece com 47% das intenções de voto, contra 45% do senador. No confronto com Tarcísio, Lula tem 46% e o governador, 45%. A diferença nos dois casos está dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

    A pesquisa ouviu 1.500 pessoas em todo o Brasil de sexta-feira (6) até esta terça (10), por meio de entrevistas telefônicas. O intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-00386/2026-Brasil.

    Nos outros cenários de segundo turno testados pela pesquisa, Lula aparece à frente dos adversários. Ele marca 47% contra 41% de Ratinho Jr. (PSD-PR), 46% contra 38% de Romeu Zema (Novo-MG), 46% contra 37% de Ronaldo Caiado (PSD-GO), 47% contra 29% de Eduardo Leite (PSD-RS), 47% contra 25% de Renan Santos (Missão) e 47% contra 19% de Aldo Rebelo (DC).

    Nos três cenários estimulados de primeiro turno em que foram testados juntos pela pesquisa, Lula e Flávio têm larga vantagem sobre os demais. O petista marca 40% em todos, o senador oscila entre 35% e 36%, dentro da margem de erro, e os demais ficaram abaixo de 10%.

    Ratinho Jr, Eduardo Leite, e Ronaldo Caiado aparecem com 9%, 4% e 5%, respectivamente, nas vezes em que são testados. Tarcísio aparece com 36% no cenário em que é inserido no lugar de Flávio, ante 40% de Lula.

    O atual presidente é o candidato com maior rejeição entre os nomes testados: 43,6% dos entrevistados dizem que não votariam nele de jeito nenhum. O filho de Jair Bolsonaro aparece em seguida, com 34,5%. Os demais ficam abaixo de 16%.

    Na avaliação geral do governo, 45,3% classificam a gestão como ruim ou péssima, e 34,6% como ótima ou boa. Outros 18,3% avaliam como regular. Na aprovação pessoal do presidente, 50,5% desaprovam e 47,2% aprovam.

    Questionados se Lula merece continuar no cargo após o fim do mandato, 50,6% disseram que não, contra 46,7% que responderam sim.

    Lula empata com Flávio e Tarcísio no 2º turno, aponta pesquisa Meio Ideia

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  • Alckmin defende apuração rigorosa no caso Master

    Alckmin defende apuração rigorosa no caso Master

    Além de investigar e punir os responsáveis, Alckmin defendeu o fortalecimento das instituições, incluindo o BC e outros órgãos de controle. “Esse é um processo permanente de você melhorar as instituições, aprimorar as instituições. Na democracia, tem que ter transparência, tem que ter clareza”

    O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, defendeu apuração rigorosa e punição a todos os envolvidos no escândalo do Banco Master, que gerou prejuízos bilionários a investidores e entidades públicas e privadas, segundo o Banco Central (BC).

    A declaração foi dada ao jornalista José Luiz Datena, na estreia do programa Na Mesa com Datena.  

     

    “Você não tem um desfalque, uma fraude, do ponto de vista bancário, que começou ontem. Isso vem lá de trás. Agora, está ficando claro que tinham pessoas dentro do Banco Central, que é o órgão responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento do sistema financeiro, que tinham envolvimentos. Já ficou claríssimo isso. Tem que ser feita apuração rigorosa, punição rigorosa”, disse Alckmin.

     

    O vice-presidente também comentou sobre a posição do governo e do presidente Lula em relação ao episódio, e assegurou a total liberdade investigativa da Polícia Federal.

    “O presidente Lula tem sido claro. Ninguém no governo limita investigação. Nenhuma. É investigação rigorosa. Polícia Federal tem liberdade, o Ministério Público, Poder Judiciário. É apurar e fazer justiça, é isso que se deseja. E, de outro lado, responsabilizar e aprimorar os instrumentos de controle. Isso já poderia ter sido pego lá para trás”, observou.

    Além de investigar e punir os responsáveis, Alckmin defendeu o fortalecimento das instituições, incluindo o BC e outros órgãos de controle. “Esse é um processo permanente de você melhorar as instituições, aprimorar as instituições. Na democracia, tem que ter transparência, tem que ter clareza”.

    Na semana passada, o financista Daniel Vorcaro foi preso novamente pela PF, na terceira fase da Operação Compliance Zero. No ano passado, o empresário também foi alvo de um mandado de prisão da operação, mas ganhou direito à liberdade provisória, mediante uso de tornozeleira eletrônica.

    A nova prisão foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da operação. Nas mensagens, Vorcaro ameaça jornalistas e pessoas que teriam contrariado seus interesses..

    A Compliance Zero apura fraudes bilionárias no Banco Master, que causaram um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para o ressarcimento a investidores.

    Saída do MDIC

    Na entrevista a Datena, Alckmin confirmou que deixará o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no dia 2 de abril, uma exigência da legislação eleitoral para que ele possa disputar cargos públicos nas eleições de outubro.

    Pela lei, a desincompatibilização de cargos executivos deve ser feita até seis meses antes do pleito, e a data limite é 4 de abril. O vice-presidente evitou antecipar seu futuro político e continuará exercendo a vice-presidência enquanto as tratativas eleitorais se definem.

    “Olha, Datena, vice-presidente não precisa deixar a vice-presidência, você continua na vice-presidência. Agora, ministério, para qualquer cargo que você for disputar, você tem que se afastar. Então, no dia 2 de abril, cumprindo rigorosamente a lei, nós vamos nos afastar”, garantiu.

    A informação já havia sido antecipada a jornalistas na semana passada, durante uma coletiva de imprensa no MDIC, para anunciar os resultados da balança comercial.

    Guerra no Irã

    Alckmin também comentou os efeitos econômicos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, e previu que o Brasil não deverá ser tão atingido pelo fato de depender mais do comércio internacional com China, União Europeia, Argentina e os próprios EUA, zonas distantes do conflito.

    “Todos os países saem prejudicados, mas o Brasil é o menos prejudicado, porque nossos grandes compradores, parceiros comerciais são China, União Europeia, Argentina, Estados Unidos. Agora, já encareceu o petróleo, então claro que afeta gasolina e diesel”, disse.

    Eleições

    Sobre eleições, Alckmin afirmou que, no mundo inteiro, o cenário eleitoral está marcado pela polarização. Mesmo assim, ele se disse otimista com a percepção da sociedade sobre o bom momento econômico do país.

    “No mundo inteiro, você tem eleições bastante polarizadas. Eleição é comparação, você faz uma comparação. Não tem eleição fácil, mas acredito que as coisas tendem a melhorar”, afirmou.

    “O desemprego é o menor da série histórica e a inflação é 4,2%, a menor também. Então, você tem um ganho de renda da população. Salário mínimo com ganho real. Vamos lembrar que 60% dos aposentados e pensionistas vivem com um salário mínimo no Brasil”, acrescentou.

    PEC da Segurança

    Ao ser questionado por Datena sobre os desafios do combate ao crime no país, Alckmin destacou a aprovação recente da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados, e que agora está em análise no Senado.

    A proposta original foi apresentada pelo governo e cria o Sistema Único de Segurança Pública, uma tentativa de melhorar a integração entre as forças de segurança no país.

    Para o vice-presidente, um dos destaques da proposta é o fortalecimento das polícias municipais.  

    “Essa PEC dá mais espaço para a ação local. Não vai trocar as polícias, mas vai trazer mais um. A mudança da PEC dando mais poder à polícia municipal vai fazer a diferença, porque você está muito mais próximo da população local”.

    A proposta aprovada pelos deputados também atribui de forma expressa à Polícia Federal o combate a crimes cometidos por organizações e milícias privadas com repercussão interestadual ou internacional.

    A Polícia Rodoviária Federal mantém o mesmo nome, mas vai cuidar também das ferrovias e hidrovias federais.

    Alckmin também defendeu aumento de pena contra o crime organizado e a necessidade de prisão dos cabeças do crime.

    Alckmin defende apuração rigorosa no caso Master

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