Categoria: POLÍTICA

  • AtlasIntel: Gleisi (PT) disputa Senado do Paraná com Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL)

    AtlasIntel: Gleisi (PT) disputa Senado do Paraná com Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL)

    No cenário que pergunta qual o primeiro voto do eleitor, Gleisi Hoffmann (foto) é a primeira colocada com 25,8%, seguida de Filipe Barros, com 22,5% e Deltan Dallagnol com 18,5%

    Na disputa pelo Senado no Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) aparece em disputa com Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) pelas duas vagas em diferentes cenários, segundo sondagem divulgada nesta quinta-feira, 2, pelo instituto AtlasIntel.

    No primeiro cenário, que computa o primeiro e o segundo voto do eleitor, Dallagnol tem 21% e Barros tem 18,2%, o que os tornaria eleitos. Gleisi teria 16,5%, contra 11,7% de Cristina Graeml (União Brasil), 8,3% de Alexandre Curi (PSD), 7,6% de Thiago Bagatin (PSOL), 6,2% de Alvaro Dias (MDB), 7,5% de votos brancos e nulos e 3% que não sabem.

    Num segundo cenário, que pergunta qual o primeiro voto do eleitor, Gleisi é a primeira colocada com 25,8%, seguida de Barros, com 22,5%, Dallagnol com 18,5%, Graeml com 16%, Curi com 5,4%, Bagatin com 3,7%, Alvaro Dias com 2,1%, enquanto 4,5% votam branco ou nulo e 1,6% não sabem.

    Dallagnol lidera o segundo voto, com 23,6%, contra 13,9% de Barros, 11,5% de Bagatin, 11,3% de Curi, 10,3% de Alvaro Dias, 7,4% de Graeml, 7,2% de Gleisi, além de 10,5% de votos brancos ou nulos e 4,4% que não sabem.

    Em um cenário sem Dallagnol, Filipe Barros tem 19%, e Gleisi, 16,5%, com 14% de Graeml, 13,3% de Jeffrey Chiquini (Novo), 9,7% de Curi, 8,2% de Bagatin, 6,6% de Alvaro Dias, além de 9,6% de votos brancos ou nulos e 3,1% que não sabem.

    Sem Dallagnol na disputa, Gleisi também lidera o primeiro voto, com 28,3%, contra 28% de Filipe Barros, 16,9% de Graeml, 8% de Chiquini, 5,6% de Alvaro Dias, 5% de Curi, 2,6% de Bagatin, além de 4% de votos brancos ou nulos e 1,6% que não sabem.

    Ainda sem Dallagnol, o segundo voto para senador é liderado por Chiquini, com 18,6%, contra 14,4% de Curi, 13,8% de Bagatin, 11,2% de Graeml, 10% de Barros, 7,6% de Alvaro Dias, 4,7% de Gleisi, além de 15,2% de votos brancos ou nulos, e 4,6% que não sabem.

    A pesquisa entrevistou 1.254 eleitores do Paraná, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. O período de coleta foi de 25 de março a 30 de março deste ano, com nível de confiança de 95%.

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  • Carlos Bolsonaro reclama de dividir horas de visita ao pai com os irmãos

    Carlos Bolsonaro reclama de dividir horas de visita ao pai com os irmãos

    Após visitar Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro usou o X para criticar as regras da prisão domiciliar humanitária. Ele afirmou que os filhos que não moram com o ex‑presidente têm apenas duas horas de visita e precisam dividir esse tempo entre si

    Carlos Bolsonaro voltou a comentar publicamente as restrições impostas à prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro. Depois de visitar o pai nesta quarta‑feira, ele publicou no X, antigo Twitter, uma mensagem criticando o limite de tempo destinado às visitas dos filhos que não moram na residência do ex‑presidente.

    Na postagem, Carlos afirmou que os horários definidos pelo ministro Alexandre de Moraes são “peculiares” e que os filhos precisam dividir entre si as duas horas permitidas às quartas‑feiras e aos sábados. Ele escreveu que deixou a casa do pai insatisfeito com o pouco tempo disponível para a visita.

    “Como determinam as peculiares regras impostas, os filhos só podem visitá-lo por 2 horas às quartas e sábados, tendo ainda que dividir esse tempo entre os irmãos. É assim que deixo hoje [quarta-feira] a casa do presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Carlos .

    As regras estabelecidas pelo STF determinam que as visitas só podem ocorrer em três faixas de horário: das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h. Cada filho deve escolher um desses períodos, sem possibilidade de acesso livre. A defesa de Jair Bolsonaro havia solicitado que os familiares pudessem entrar e sair sem restrições, mas o pedido foi negado.

    Alexandre de Moraes justificou que a prisão domiciliar é uma medida excepcional, autorizada apenas por motivos de saúde. O ex‑presidente se recupera de broncopneumonia, e a permanência em casa substitui temporariamente o recolhimento em unidade prisional. Por isso, segundo o ministro, o controle de visitas é necessário.

    A defesa de Bolsonaro ainda não informou se pretende recorrer das limitações impostas pelo Supremo Tribunal Federal.

    Carlos Bolsonaro reclama de dividir horas de visita ao pai com os irmãos

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  • Governo federal faz mais duas trocas em ministérios antes das eleições

    Governo federal faz mais duas trocas em ministérios antes das eleições

    Marina Silva (foto) e Renan Filho deixam governo para concorrer em outubro; cerca de 18 dos 37 ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva terão saído dos cargos para disputar as eleições.

    Mais dois ministros do governo federal deixaram formalmente seus cargos nesta quarta-feira (1º). Edição extra do Diário Oficial da União (DOU) trouxe as exonerações de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e de Renan Filho do Ministério dos Transportes.

    Ambos concorrerão a cargos eletivos em outubro. Marina pode sair candidata ao Senado pelo estado de São Paulo, enquanto Renan deve concorrer ao governo de Alagoas, estado que ela já governou.

    No Ministério do Meio Ambiente, o comando passa a ser de João Paulo Capobianco, então secretário-executivo da pasta e braço-direito de Marina Silva.

    Na pasta dos Transportes, quem assume é George Palermo Santoro, que também ocupava o cargo de secretário-executivo, que é justamente o segundo na hierarquia do ministério.

    Ao todo, cerca de 18 dos 37 ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva terão saído dos cargos para disputar as eleições.

    Trata-se de uma exigência da legislação eleitoral, segundo a qual ocupantes de cargos como ministros de Estado, governadores e prefeitos, que pretendem se eleger para outros cargos, têm que se afastar da função no prazo máximo de até seis meses antes da data das eleições. Este prazo, portanto, vence no próximo dia 4 de abril, já que o 1º turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro.

    A exigência da chamada desincompatibilização de cargos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), serve para impedir que haja abuso de poder econômico ou político nas eleições por meio do uso de recursos da administração pública, assegurando a paridade entre os candidatos em disputa.

    A regra também vale para magistrados, secretários estaduais, membros do Tribunal de Contas da União (TCU), dos Estados (TCEs) e do Distrito Federal (TCDF). A norma também se aplica a dirigentes de empresas, entidades e fundações públicas em geral.

     

    Governo federal faz mais duas trocas em ministérios antes das eleições

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  • STF julga se Jair Bolsonaro podia bloquear cidadãos em contas oficiais nas redes sociais

    STF julga se Jair Bolsonaro podia bloquear cidadãos em contas oficiais nas redes sociais

    O caso foi apresentado ao STF pelo jornalista William de Luca Martinez em 2020, que pediu à Corte o desbloqueio de seu perfil, alegando que a medida representou censura e abuso de poder

    O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou o julgamento de duas ações que discutem se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderia bloquear cidadãos de suas redes sociais oficiais enquanto ainda ocupava o cargo de presidente da República. Os casos são relatados pela ministra Cármen Lúcia e pelo ministro André Mendonça e devem ser analisados no dia 20 de maio.

    Um dos mandados de segurança analisa se Bolsonaro poderia bloquear um cidadão em sua conta no Twitter (agora, X) sem violar direitos fundamentais. O caso foi apresentado ao STF pelo jornalista William de Luca Martinez em 2020, que pediu à Corte o desbloqueio de seu perfil, alegando que a medida representou censura e abuso de poder.

    O jornalista afirmou que “a participação popular não se esgota no exercício do sufrágio, mas, sim, na prática cotidiana de acompanhar os passos que o governo está dando, fiscalizá-lo, criticá-lo ou sugerir quais medidas devem ser tomadas”.

    “O que só é possível no exercício pleno dos direitos ao acesso à informação, à liberdade de manifestação do pensamento, à liberdade de expressão de comunicação, para se informar e informar, mediante atividade jornalística”, disse.

    A defesa do ex-presidente justificou, na época, que Bolsonaro, assim como qualquer outro cidadão, teria o direito assegurado “de ter uma conta particular na rede social que lhe aprouver, bem como expressar sua opinião, compartilhar postagens, entre outros, decidindo acerca de seus contatos e seguidores”.

    Já o segundo caso foi apresentado pelo advogado Leonardo Medeiros Magalhães, também em 2020. Ele pediu na ação o desbloqueio de sua conta no Instagram e o reconhecimento de seu direito de interagir com o perfil de Bolsonaro, que era o presidente da República.

    O advogado sustentou que o bloqueio é uma “afronta constitucional ao mais caro direito fundamental do cidadão, a livre manifestação do pensamento”. Para Leonardo, o Tribunal deveria julgar “procedente todos os termos desta ação mandamental, sob pena de vivenciarmos uma ditadura virtual, o que custaria muito caro para o nosso recém-nascido Estado democrático”.

    Bolsonaro em sua defesa replicou o argumento de que sua conta no Instagram é de natureza privada, e que, como qualquer cidadão, tem o direito de decidir quem pode segui-lo ou interagir com suas publicações.

    “O pedido do impetrante viola o princípio da legalidade, não sendo o impetrado obrigado a fazer o requerido pelo impetrante, diante de ausência de normativo legal que obrigue qualquer cidadão a ter contato em rede social com quem não queria”, disse a defesa do ex-presidente.

    STF julga se Jair Bolsonaro podia bloquear cidadãos em contas oficiais nas redes sociais

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  • Moraes marca depoimento de Eduardo Bolsonaro em processo no STF

    Moraes marca depoimento de Eduardo Bolsonaro em processo no STF

    Antes de marcar o depoimento, Moraes determinou a notificação de Eduardo por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o dia 14 de abril o interrogatório do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na ação penal que trata da acusação de coação no curso do processo.

    Desde o ano passado, Eduardo, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

    Conforme a decisão do ministro, o interrogatório deve ser realizado por videoconferência. O ex-deputado não é obrigado a participar da audiência. Antes de marcar o depoimento, Moraes determinou a notificação de Eduardo por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular. Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa seja realizada pela Defensoria Pública da União (DPU).

    Em novembro do ano passado, por unanimidade, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte.

    No final de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu cassar o mandato dele.

    A decisão foi tomada após Eduardo deixar de comparecer a um terço do total de sessões deliberativas da Câmara dos Deputados, como prevê a Constituição. O filho de Bolsonaro faltou a 56 das 71 sessões realizadas em 2025, o equivalente a 79% das sessões.

    Moraes marca depoimento de Eduardo Bolsonaro em processo no STF

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  • Presidência da República oficializa indicação de Jorge Messias ao STF

    Presidência da República oficializa indicação de Jorge Messias ao STF

    Documentação do chefe da AGU foi encaminhada ao Senado Federal; indicação oficial ocorre há pouco mais de quatro meses do anúncio do nome pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 20 de novembro do ano passado

    A Presidência da República informou ter feito a entrega, na tarde desta quarta-feira (1º), da documentação do advogado-geral da União, Jorge Messias, formalizando sua indicação à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). 

    A documentação era aguardada para dar sequência ao processo de análise do nome do advogado, que será agora apreciado pelo Senado Federal. 

    O envio foi confirmado pela Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. A indicação oficial ocorre há pouco mais de quatro meses do anúncio do nome pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 20 de novembro do ano passado. 

    A escolha do indicado é uma prerrogativa constitucional exclusiva do presidente da República. 

    Para tomar posse, no entanto, Messias precisará passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) e ter o nome aprovado em votação tanto no colegiado quanto no plenário da Casa.

    A escolha da relatoria e a definição das datas da sabatina e da votação em plenário caberá agora ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    Messias foi indicado para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada da Corte e deixou o tribunal em outubro de 2025. 

    Nesta terça-feira (31), um dia antes de ter a documentação enviada, o chefe da AGU enviou uma declaração sobre o diálogo com os senadores para ter seu nome aprovado.

    “Continuarei meu empenho pela pacificação e estabilidade. Como profissional do Direito, sempre valorizei o diálogo e a conciliação como as melhores maneiras de resolver conflitos. Reafirmarei meu compromisso com essas credenciais”, afirmou.

    Messias tem 45 anos de idade e poderá ficar no Supremo pelos próximos 30 anos, quando completará 75 anos, idade para aposentadoria compulsória. 

    Jorge Messias está no comando da AGU desde 1° de janeiro de 2023, início do terceiro mandato de Lula.

    Nascido no Recife, o futuro ministro é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007. É formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE) e tem os títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB).

    Durante o governo da presidente Dilma Rousseff, Messias foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República. O setor é responsável pelo assessoramento direto do presidente da República.

    Presidência da República oficializa indicação de Jorge Messias ao STF

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  • Lula diz que Faria Lima deve estar irritada com ele por investir em educação para pobres

    Lula diz que Faria Lima deve estar irritada com ele por investir em educação para pobres

    Presidente Lula afirmou que o governo já destinou cerca de R$ 18,6 bilhões ao programa educacional Pé de Meia, voltado à permanência de estudantes no Ensino Médio

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 1, que o investimento do governo federal em educação e em programas sociais, como o Pé-de-Meia, contraria interesses do mercado financeiro e voltou a criticar a elite econômica do País durante evento em Fortaleza (CE).

    “A Faria Lima, lá em São Paulo, a ‘Avenida dos Banqueiros’, deve estar ‘puta’ comigo. O que esse Lula fica colocando R$ 18 bilhões para cuidar de filho de pobre na escola, se esse dinheiro poderia estar aqui no banco rendendo pra gente ficar mais rico?”, disse o petista.

    No evento, Lula afirmou que o governo já destinou cerca de R$ 18,6 bilhões ao programa, voltado à permanência de estudantes no Ensino Médio, e defendeu que o gasto deve ser visto como investimento estratégico. Quando se tratar de educação, não se fala em gasto, se fala em investimento, porque a educação é o melhor investimento que o país pode fazer para melhorar a possibilidade do seu povo”, afirmou.

    Ao defender a ampliação do acesso à educação, Lula afirmou que políticas públicas na área buscam reduzir desigualdades históricas e garantir igualdade de oportunidades. Segundo ele, a intenção é permitir que estudantes de diferentes origens disputem em condições semelhantes.

    “Estamos apenas abrindo uma porta para que o filho do trabalhador e a filha da empregada doméstica tenham a mesma chance de disputar uma vaga com qualquer outra pessoa neste país”, afirmou.

    A cerimônia foi marcada ainda por provocações de opositores durante os discursos e por uma reação direta do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que rebateu as manifestações com críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Houve também uma declaração enfática por parte do ministro da Educação e do ex-governador Camilo Santana (PT), que deve ser cabo eleitoral de Elmano no Estado, no momento atrás do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) nas pesquisas. Camilo chegou a chorar na cerimônia ao lado de Lula.

    O presidente elogiou o ministro da Educação, Camilo Santana, ao afirmar que, se tivesse de remunerá-lo pelo trabalho realizado à frente da pasta, “não teria dinheiro para pagar”. Na mesma linha, Lula incentivou a participação popular na vida pública e pediu que apoiadores não abandonem o debate político, defendendo que são justamente “as pessoas honestas” que precisam permanecer engajadas.

    Ao discursar, Elmano tentou conter as interrupções de opositores presentes e classificou os episódios como “provocações” de bolsonaristas. Em tom crítico, afirmou que adversários políticos “não fizeram nada no Ceará”, citando a ausência de investimentos em escolas técnicas e universidades, além de criticar políticas salariais. “Tchau, tchau. Já vai tarde, (Jair) Bolsonaro”, disse, arrancando aplausos da plateia petista.

    Lula diz que Faria Lima deve estar irritada com ele por investir em educação para pobres

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  • Manifesto pede candidatura de Eduardo Leite à Presidência por outro partido

    Manifesto pede candidatura de Eduardo Leite à Presidência por outro partido

    Manifesto reúne economistas e lideranças civis que defendem candidatura de Eduardo Leite fora do PSD após escolha de Ronaldo Caiado. Documento propõe agenda econômica, reformas institucionais e critica cenário de polarização política no país

    Um grupo de economistas, ex-parlamentares e lideranças civis lançou um manifesto defendendo que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), dispute a Presidência da República neste ano por outro partido. A mobilização ocorre após o PSD preterir Leite e anunciar, na segunda-feira, 30, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), como pré-candidato da legenda ao Palácio do Planalto.

    A escolha foi anunciada pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab, após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, até então o nome mais cotado internamente. “Acabamos entendendo que Ronaldo Caiado tem mais chances de chegar ao segundo turno. Chegando ao segundo turno, ele vencerá as eleições”, disse Kassab, que classificou tanto Ratinho quanto Leite como “excelentes candidatos”.

    Em vídeo publicado nas redes sociais, Leite afirmou que a decisão “tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso País”. Disse ainda que, embora o resultado o decepcione, não pretende contestá-lo publicamente.

    O manifesto, intitulado “Por um Brasil possível e um presidente à altura do desafio”, é organizado pelo sociólogo Zeca Martins, do movimento Derrubando Muros.

    O texto propõe três condições para o que chama de “novo Brasil”: gestão econômica livre da captura por grupos de interesse, com responsabilidade fiscal; áreas como saúde e educação conduzidas pelos melhores profissionais; e reforma institucional dos Três Poderes, com diretrizes apresentadas ainda na campanha e encaminhadas ao Legislativo e ao Judiciário em até 90 dias após a posse.

    Entre os signatários estão os economistas Aod Cunha, Eduardo Giannetti da Fonseca e Samuel Pessoa, o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr., o ex-senador José Aníbal (PSDB-SP) e o ex-presidente do Cidadania Roberto Freire, além de organizações como o Movimento Brasil Livre e o Instituto Democracia. O documento segue aberto para novas adesões e está disponível para assinatura online.

    Os organizadores afirmam que a iniciativa é autônoma e independente do partido que vier a abrigar a candidatura. Leite, por sua vez, disse que pretende cumprir o mandato à frente do governo do estado até dezembro de 2026.

    Manifesto pede candidatura de Eduardo Leite à Presidência por outro partido

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  • Nunes Marques suspende afastamento e determina volta de Rodrigo Manga à prefeitura de Sorocaba

    Nunes Marques suspende afastamento e determina volta de Rodrigo Manga à prefeitura de Sorocaba

    Decisão liminar suspende afastamento de Rodrigo Manga, que volta ao cargo após meses fora da prefeitura. Ministro aponta falta de elementos recentes que justifiquem a medida, enquanto acusações seguem em análise e ainda precisam ser avaliadas pela Segunda Turma do STF

    O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta terça-feira, 31, o afastamento de Rodrigo Manga (Republicanos) da Prefeitura de Sorocaba (SP). Com a decisão, Manga, que estava fora do cargo desde novembro do ano passado, reassume a gestão municipal.

    Em nota, a defesa do prefeito comemorou a decisão e afirmou que o STF “reconheceu a inexistência de razões e fundamentos para a manutenção do afastamento temerário e precipitado, à míngua de elementos mínimos que pudessem evidenciar qualquer ilicitude praticada pelo prefeito Manga”.

    A decisão, no entanto, é liminar e ainda precisa ser confirmada pela Segunda Turma do STF. Nunes Marques determinou que isso ocorra em sessão virtual extraordinária.

    No mês passado, Manga foi denunciado pela Procuradoria Regional da República por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, contratação ilegal e fraude em licitações. A defesa nega as acusações.

    A denúncia tem como base a Operação Copia e Cola, que investiga o prefeito e aliados por suspeita de desvio de recursos da saúde do município.

    A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação em novembro. Na ocasião, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região determinou o afastamento de Manga por 180 dias, sob o argumento de que ele poderia interferir nas investigações, já que havia indícios de continuidade dos supostos crimes até 2025.

    A decisão citava “robustos indícios” de que o prefeito seria o líder e principal beneficiário do esquema. O afastamento chegou a ser mantido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    Ao suspender a medida, Nunes Marques considerou que o único fato recente apresentado foi um contrato firmado em junho de 2025 pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba (SAAE).

    O ministro destacou que o SAAE é uma autarquia da administração indireta e não integra diretamente o Executivo municipal, afirmando que a “decisão não vincula, categoricamente, o contrato realizado pela SAAE à assinatura pelo paciente, prefeito de Sorocaba”.

    “Nessa perspectiva, penso que a manutenção da medida constitui, no presente caso, intervenção excessiva na esfera política e administrativa do município de Sorocaba/SP, sem que a autoridade policial tenha demonstrado a ocorrência de risco efetivo e atual à ordem pública ou à persecução penal”, escreveu.

    Conhecido pelo forte engajamento nas redes sociais, especialmente no TikTok, Manga já sinalizou interesse em disputar cargos como governo de São Paulo, Senado e até a Presidência da República.
     
     

     

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  • Lula envia ao Senado indicação de Messias ao STF mais de 4 meses após anúncio

    Lula envia ao Senado indicação de Messias ao STF mais de 4 meses após anúncio

    O governo enfrentou um impasse que envolveu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que resistia ao nome de Messias. A preferência inicial era pelo nome do também senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG)

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) decidiu enviar nesta terça-feira (31) ao Senado a comunicação que formaliza a indicação de Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União, ao STF (Supremo Tribunal Federal). O anúncio do nome foi feito há mais de quatro meses, no dia 20 de novembro, mas não havia sido formalizado.

    O governo enfrentou um impasse que envolveu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que resistia ao nome de Messias. A preferência inicial era pelo nome do também senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    Embora o nome de Messias tivesse sido anunciado publicamente no fim do ano passado, Lula decidiu segurar o envio do comunicado oficial para ter mais tempo de articulação política para a sabatina de Messias no Senado.

    Em nota à imprensa nesta terça, Messias afirmou que o momento “exige entendimento” e que buscará novamente os senadores para tratar da indicação. “Darei continuidade à minha jornada no Senado com humildade e fé. Continuarei meu empenho pela pacificação e estabilidade”, disse.

    “Como profissional do direito, sempre valorizei o diálogo e a conciliação como as melhores maneiras de resolver conflitos. Reafirmarei meu compromisso com essas credenciais”, afirmou Messias.

    A demora no envio se tornou uma ferramenta para evitar que Alcolumbre trabalhasse por uma derrota rápida de Messias e também para permitir a ampliação das negociações em torno do nome do advogado-geral da União.

    Em novembro passado, o presidente do Senado chegou a marcar a sabatina de Messias logo após o anúncio de Lula, mas foi obrigado a cancelar a data porque o governo não tinha enviado os documentos necessários para o processo -como parte da estratégia para ganhar mais tempo.

    A documentação, agora, dará início ao processo oficial de análise do nome de Messias para o Supremo.

    Com as articulações com a Casa e conversas diretas travadas entre Lula e Alcolumbre de novembro até agora, o governo espera uma melhor recepção ao nome do advogado-geral por parte dos senadores.

    A avaliação governista, no entanto, contrasta com uma projeção de pessoas próximas do presidente do Senado, como mostrou a Folha de S. Paulo.

    Sob condição de anonimato, aliados de Alcolumbre afirmaram que, diferentemente do termômetro governista, a resistência ao indicado de Lula cresceu na medida em que avançaram as investigações do esquema do Banco Master, com a revelação de envolvimento de dirigentes do centrão no escândalo.

    Em paralelo, ministros do próprio Supremo entraram na campanha em prol de Messias nos últimos meses, inclusive os dois indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), André Mendonça e Kassio Nunes Marques. O decano da corte, Gilmar Mendes, e o ministro Cristiano Zanin também defenderam Messias, segundo relatos.

    Antes, Alcolumbre chegou a usar palavras fortes para se referir à ausência de comunicação formal da indicação pelo Planalto. Sem esse passo burocrático, o Senado não pode decidir se aceita ou não o indicado. A demora deu mais tempo para Messias fazer campanha.

    Ao longo do tempo, Lula também tratou do tema com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Otto Alencar (PSD-BA), em um almoço no dia 18 de março. Segundo relatos, Otto disse ao presidente que Messias tem boas chances de ser aprovado.

    A confirmação de Messias depende do aval de ao menos 41 dos 81 senadores, em votação secreta. Houve resistências na Casa, que ameaçou avançar com pautas contrárias ao interesse do governo Lula.

    Alcolumbre era o principal defensor da indicação de Pacheco. Durante o pronunciamento sobre a data da sabatina, ele expôs de maneira sutil seu descontentamento com a forma como Lula conduziu a escolha de Messias.

    A escolha de Lula por Messias deteriorou a relação do presidente da República com o Senado, Casa que foi sua principal fonte de governabilidade desde o começo do atual mandato.

    Na época em que foi escolhido pelo presidente, Messias, que é evangélico, agradeceu a orações e manifestações de apoio e afirmou que iria “retribuir essa confiança com dedicação, integridade e zelo institucional”. O ministro André Mendonça, evangélico e indicado ao STF por Bolsonaro, elogiou a indicação feita por Lula, prometeu apoio no diálogo e disse se tratar de “nome qualificado da AGU e que preenche os requisitos constitucionais”.

    Chefe da AGU, Messias era apontado como favorito para o cargo desde o anúncio da aposentadoria de Barroso, devido à proximidade com o presidente. Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do STF, e a cúpula do Senado, no entanto, faziam campanha pela escolha de Pacheco, que é advogado.

    Lula envia ao Senado indicação de Messias ao STF mais de 4 meses após anúncio

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