Categoria: POLÍTICA

  • Moraes marca para 14 de abril interrogatório de Eduardo Bolsonaro

    Moraes marca para 14 de abril interrogatório de Eduardo Bolsonaro

    Eduardo está vivendo nos Estados Unidos há cerca de um ano. Ele é acusado de atuar nos EUA para pressionar o Judiciário brasileiro às vésperas do julgamento da trama golpista, no qual seu pai, Jair Bolsonaro, foi condenado

    O ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 14 de abril a audiência para interrogar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A sessão será realizada por videoconferência tendo em vista que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não está no Brasil.

    Eduardo está vivendo nos Estados Unidos há cerca de um ano. Ele é acusado de atuar nos EUA para pressionar o Judiciário brasileiro às vésperas do julgamento da trama golpista, no qual seu pai, Jair Bolsonaro, foi condenado. A defesa de Eduardo sustenta que sua atuação configura exercício de liberdade de expressão.

    O ex-deputado é réu no STF por “coação no curso do processo de Justiça, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito”.

    Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que Eduardo atuou junto do blogueiro Paulo Figueiredo Filho para obter sanções dos Estados Unidos ao Brasil durante o julgamento de seu pai no STF. Para o procurador-geral, ficou comprovado que eles se valeram de contatos no governo Donald Trump para “constranger a atuação jurisdicional” do Supremo Tribunal Federal.

    A denúncia descreveu a campanha de Eduardo nos Estados Unidos como uma “estratégia do sacrifício dos interesses nacionais” com “repercussão altamente deletéria sobre a economia” do País, em referência ao aumento de tarifas sobre produtos brasileiros, em julho do ano passado. A PGR sustenta que o ex-deputado tentou “manipular a opinião pública” e jogar o sistema bancário e produtivo do Brasil contra o STF.

    Apesar as pressões, o ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de pena por liderar o plano de golpe de Estado para tentar se manter no poder após as Eleições de 2022.

    Eduardo, que não retornou ao Brasil desde que se mudou para os Estados Unidos, teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro de 2025 pela Mesa Diretora da Câmara, por excesso de faltas, conforme publicado no Estadão.

    Ele também é citado pela Polícia Federal (PF) em um processo administrativo que investiga o abandono do seu cargo de escrivão na delegacia da corporação em Angra dos Reis (RJ) por ausência do trabalho e faltas injustificadas.

    Moraes marca para 14 de abril interrogatório de Eduardo Bolsonaro

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  • Ao menos 18 ministros vão deixar o governo até o dia 2, diz Lula

    Ao menos 18 ministros vão deixar o governo até o dia 2, diz Lula

    Presidente afirma que saídas seguem prazo legal até sábado e podem aumentar. Em reunião, criticou a política, falou em “degradação” das instituições e pediu que aliados ajudem a mudar o Congresso durante a disputa eleitoral

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante reunião ministerial nesta terça-feira, 31, que pelo menos 18 ministros deixarão o governo até a noite de quinta-feira, 2, por causa do prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral para quem pretende disputar as eleições.

    Segundo Lula, esse número ainda pode aumentar, desde que os interessados comuniquem a decisão com antecedência.

    “Pelo menos 14 companheiros já comunicaram que deixarão o governo. A partir de hoje (terça), mais quatro companheiros vão anunciar daqui a pouco. E depois, quem sabe, mais alguns, porque até quinta-feira à noite é tempo de me avisar”, afirmou.

    O presidente também disse que os ministros que disputarão cargos no Legislativo devem ajudar a mudar a “promiscuidade” que, segundo ele, existe no Congresso Nacional, e criticou a perda de “seriedade” na política.

    “Perdeu muito de seriedade a política. O doutor Ulysses Guimarães, quando a imprensa dizia que era preciso reformar, que era preciso mudar, ele dizia sempre que toda vez que se discute mudança, o resultado é para pior. E eu não canso de dizer que a política piorou muito”, declarou.

    Lula ainda criticou o que chamou de “situação de degradação” das instituições e afirmou que a política virou um “negócio”.

    “Outro dia alguém me disse que um deputado federal não será eleito por menos de 50 milhões de reais. Se isso for verdade, nós chegamos ao fim de qualquer seriedade na política brasileira”, disse.

    O presidente afirmou ainda que os ministros candidatos terão “orgulho” de defender o trabalho realizado no governo.

    Em tom de brincadeira, Lula comentou que também haverá ministros que, mesmo sem candidatura, devem se envolver nas campanhas. Ele citou o ministro da Educação, Camilo Santana, como possível nome para disputar o governo do Ceará.

    A reunião ministerial foi a primeira do ano e teve como objetivo apresentar um balanço das mudanças na Esplanada diante do prazo legal. Quem pretende disputar as eleições de outubro precisa deixar cargos no Executivo até sábado, 4. Durante o encontro, Lula também indicou substitutos para pastas que já terão mudanças definidas.

    Ao menos 18 ministros vão deixar o governo até o dia 2, diz Lula

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  • Lula confirma Alckmin como vice na disputa deste ano

    Lula confirma Alckmin como vice na disputa deste ano

    Lula reafirma chapa para eleições e pede que ministros candidatos ajudem a mudar cenário político. Em reunião, destacou necessidade de defender o governo, criticou degradação da política e afirmou que disputa eleitoral exige compromisso para enfrentar adversários

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) confirmou nesta terça-feira (31) Geraldo Alckmin (PSB) como seu vice-presidente na disputa às eleições deste ano.
    “O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, declarou.

    O presidente também pediu que seus ministros que se afastarão para se candidatar a cargos públicos nestas eleições que mudem a “promiscuidade” presente atualmente na política nacional e internacional.

    “O importante é que vocês sejam convencidos da importância da participação de vocês e da importância do cargo que vocês estão disputando e mais ainda, que estejam dispostos a entrar na vida congressual, parlamentar, para ajudar a mudar a promiscuidade que está estabelecida na política mundial e brasileira”, declarou.

    “Segundo a importância dessa reunião porque alguns companheiros e companheiras deixarão por missões muito mais importantes nos próximos meses. Aqui tem gente que vai ser candidato aos mais diferentes cargos da República”, disse ainda.

    As falas foram feitas durante encontro de Lula com sua equipe para reafirmar a necessidade de defesa das ações do governo. Conforme mostrou a Folha, a orientação será, especialmente, endereçada aos ministros que deixarão os cargos para concorrer às eleições de outubro.

    “A política piorou muito. Hoje ainda tem muita gente séria, que faz política com P maiúsculo, mas a verdade é que, em muitos casos, a política virou negócio. Quem está sendo candidato sabe: os cargos têm um preço muito alto.”

    “Chegamos hoje a uma situação, inclusive, de degradação de algumas instituições. Daí a necessidade de vocês serem candidatos, porque é possível mudar e só vai mudar se convencer o povo de que ele, e somente ele, tem condições de mudar o quadro político.”

    Nessa despedida, Lula deverá recomendar a defesa de seu legado, além de agradecer pelo trabalho. Prestes a deixar o governo para concorrer ao Senado pela Bahia, o chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), fará um balanço das realizações.

    Segundo auxiliares do presidente, a ideia é municiar os colegas com as entregas de toda a Esplanada, e não apenas de suas pastas. Assim, os ministros terão uma visão geral da gestão para enfrentamento ao bolsonarismo em suas regiões -Flávio Bolsonaro (PL) deverá ser o principal adversário do petista na disputa.

    Lula confirma Alckmin como vice na disputa deste ano

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  • Metade dos ministros deixa o governo, e Lula cobrará atuação em campanha eleitoral

    Metade dos ministros deixa o governo, e Lula cobrará atuação em campanha eleitoral

    No total, 20 ministros entre os 38 devem se afastar dos cargos por conta das eleições, entre os que disputarão cargos públicos, remanejamentos para outras pastas e atuação na campanha do presidente. O prazo oficial para desincompatibilização se encerra no sábado (4)

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) reúne nesta terça-feira (31) sua equipe para reafirmar a necessidade de defesa das ações do governo. A orientação será, especialmente, endereçada aos ministros que deixarão os cargos para concorrer às eleições de outubro.

    Nessa despedida, Lula deverá recomendar a defesa de seu legado, além de agradecer pelo trabalho. Prestes a deixar o governo para concorrer ao Senado pela Bahia, o chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), fará um balanço das realizações.

    Segundo auxiliares do presidente, a ideia é municiar os colegas com as entregas de toda a Esplanada, e não apenas de suas pastas. Assim, os ministros terão uma visão geral da gestão para enfrentamento ao bolsonarismo em suas regiões -Flávio Bolsonaro (PL) deverá ser o principal adversário do petista na disputa.

    Aliados do presidente também têm sido orientados a falar sobre o impacto negativo na economia brasileira da guerra no Oriente Médio, lembrando que as iniciativas do governo de Donald Trump contam com apoio da família Bolsonaro.

    Como costuma ocorrer nas reuniões ministeriais, o encontro será iniciado por um discurso do presidente, seguido por alguns de seus ministros. Desta vez, as falas devem ser comandadas por Rui Costa, Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) e por Dario Durigan, sucessor de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda.

    Durigan foi escalado para uma apresentação de avanços e desafios na área econômica. Segundo interlocutores, ele deve fazer um balanço das ações da pasta até este momento do mandato.

    A pedido de Lula, foi feito um estudo sobre os efeitos da taxa de juros na economia. A apresentação foi feita a ele e colaboradores diretos do presidente.

    O encontro, que ocorrerá na Sala Suprema do Palácio do Planalto, espaço reservado para reuniões de grande porte, terá foco nos novos ministros, mas contará com a presença dos chefes de todas as pastas, incluindo aqueles que se manterão nos cargos.

    A previsão é de que a reunião desta terça seja mais curta que as edições de anos anteriores, com encerramento por volta das 12h, em decorrência da viagem de Lula a São Paulo na parte da tarde.

    No total, 20 ministros entre os 38 devem se afastar dos cargos por conta das eleições, entre os que disputarão cargos públicos, remanejamentos para outras pastas e atuação na campanha do presidente. O prazo oficial para desincompatibilização se encerra no sábado (4), mas a maioria deve anunciar saída antes desta data.

    Com a aproximação do período eleitoral, a orientação passada à equipe do governo vinha sendo a de que ministros que tivessem mandatos como parlamentares se afastassem durante a disputa para reforçar o palanque de Lula nos estados.

    Essa intenção se manteve, com algumas alterações conforme os planos do petista para cada ministro. Como exemplo, estão os casos de Fernando Haddad (PT) e Márcio França (PSB), hoje à frente da pasta do Empreendedorismo.

    Haddad, então chefe da Fazenda, não pretendia entrar na disputa eleitoral neste ano, mas será candidato a governador de São Paulo a pedido do presidente. França, por sua vez, deve assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, uma vez que Geraldo Alckmin (PSB) se lançará à vice-presidência novamente.

    Entre os ministros palacianos, que atuam diretamente com o presidente, Rui Costa e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) deixarão os postos para pleitear vagas no Senado -pela Bahia e pelo Paraná, respectivamente. Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), Sidônio Palmeira e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), por sua vez, se manterão no governo.

    A sucessão da maioria dos ministérios deverá ficar com os secretários-executivos de cada pasta, como vem sendo anunciado pelos titulares e pelo próprio Lula. Alguns casos, no entanto, ainda carecem de deliberação, como quem assumirá a articulação política no lugar de Gleisi.

    Lula desistiu de nomear o secretário-executivo do Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável), Olavo Noleto, como ministro das Relações Institucionais após líderes do Congresso demonstrarem ressalvas à escolha de Noleto.

    O rumo de alguns ministros ainda está em definição -em alguns casos, por depender de aval do próprio Lula. É o caso do pedetista Wolney Queiroz (Previdência Social), que poderá sair a deputado federal por Pernambuco.

    O petista Camilo Santana (Educação) pode apoiar a campanha de Lula ou se lançar a candidato ao Governo do Ceará. Nesta segunda (30), Lula anunciou o secretário-executivo do MEC (Ministério da Educação), Leonardo Barchini, para assumir o posto.

    Também estão sob deliberação os casos de Alexandre Silveira (PSD), das Minas e Energia, para quem Lula teria pedido que permanecesse no cargo, conforme mostrou a coluna Painel, da Folha. A preocupação seria garantir a estabilidade da “cozinha” do governo com as saídas de outros nomes de maior confiança e proximidade do presidente como Haddad, Rui Costa e Gleisi.

    Sidônio, por sua vez, deverá fazer uma apresentação sobre a comunicação do governo. Para os futuros ministros, a orientação é para que mantenham o ritmo do trabalho de suas pastas. Esta não será a primeira vez em que Lula cobra solidariedade de sua equipe.

    Em reunião ministerial de novembro passado, a cobrança específica direcionada aos ministros foi para que aqueles que já haviam sido governadores adotassem uma posição mais ofensiva frente ao debate da segurança pública nos estados.

    Metade dos ministros deixa o governo, e Lula cobrará atuação em campanha eleitoral

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  • Moraes manda Bolsonaro explicar publicação com fala de Eduardo para avaliar violação em domiciliar

    Moraes manda Bolsonaro explicar publicação com fala de Eduardo para avaliar violação em domiciliar

    Em nota de esclarecimento publicada nas redes sociais da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a assessoria do PL Mulher afirmou que “nenhum arquivo foi encaminhado” por Eduardo, e mesmo que isso tivesse acontecido, “de forma alguma o material seria mostrado ao ex-presidente Jair Bolsonaro”

    (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que a defesa de Jair Bolsonaro explique uma publicação envolvendo o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro para avaliar se há violação à proibição de uso das redes sociais, uma das regras da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente.

    Se Moraes entender que houve burla, Bolsonaro, que está em temporariamente em domiciliar para cuidar de seus problemas de saúde, poderá voltar para o regime fechado na Papudinha. Os advogados têm 24 horas para prestar os esclarecimentos.

    A publicação a que o ministro se refere é um vídeo que circulou no X em que Eduardo, filho do ex-presidente, diz a uma plateia que está gravando sua fala para depois mostrar para o pai.

    “Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, diz Eduardo.

    A declaração ocorreu durante a CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), evento realizado entre 25 e 28 de março nos Estados Unidos, onde o ex-deputado -réu sob a acusação de tentar atrapalhar a investigação sobre a trama golpista- mora há cerca de um ano.

    Na decisão em que pede explicações à defesa de Bolsonaro, Moraes relembra que a prisão domiciliar humanitária está condicionada a uma série de requisitos, entre eles a proibição do uso de redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

    Moraes também proibiu a gravação de vídeos ou áudios pelo próprio ex-presidente ou por meio de terceiros. O ministro disse que o descumprimento das regras implicará na revogação da domiciliar e no retorno imediato ao regime fechado.

    Em nota de esclarecimento publicada nas redes sociais da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a assessoria do PL Mulher afirmou que “nenhum arquivo foi encaminhado” por Eduardo, e mesmo que isso tivesse acontecido, “de forma alguma o material seria mostrado ao ex-presidente Jair Bolsonaro”.

    “Ele está proibido, por força da determinação judicial, de ter acesso a aparelhos celulares. Essa e todas as outras determinações constantes da decisão relativa à prisão domiciliar estão (e continuarão sendo) cumpridas em sua integralidade”, diz o texto.

    O PL Mulher diz, ainda, “desconhecer o contexto e a motivação” de Eduardo “para a utilização dos termos exatos mencionados por ele na sua fala, os quais parecem ter levado a uma interpretação equivocada”. A nota fala em “convicção de que essa não era a intenção de Eduardo”.

    Moraes manda Bolsonaro explicar publicação com fala de Eduardo para avaliar violação em domiciliar

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  • Vamos ter que resolver problemas da família Bolsonaro para ganhar as eleições, diz Valdemar

    Vamos ter que resolver problemas da família Bolsonaro para ganhar as eleições, diz Valdemar

    Existe um racha entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), especialmente entre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Michelle ainda não se engajou na pré-campanha de Flávio

    (CBS NEWS) – O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse na tarde desta segunda-feira (30) que os problemas da família Bolsonaro precisarão ser resolvidos para que o senador Flávio Bolsonaro (PL) possa vencer o presidente Lula (PT) nas próximas eleições.

    Existe um racha entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), especialmente entre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Michelle ainda não se engajou na pré-campanha de Flávio.

    Valdemar participou de um almoço do grupo Lide, do ex-governador João Doria, em São Paulo. O empresário Basilio Jafet perguntou a ele sobre a possibilidade de que brigas na família e falas mais radicais de integrantes do clã possam atrapalhar Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral.

    “Se não resolvermos esses problemas dentro da família, o Eduardo não volta para o Brasil. Temos que ganhar as eleições”, disse o presidente do PL. Eduardo está vivendo nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

    Valdemar afirmou ainda que terá uma reunião com o senador no fim de semana para tratar deste assunto.

    Em sua fala, o presidente do PL defendeu uma mulher para a vaga de vice de Flávio, afirmando que a senadora Tereza Cristina, cotada para o posto, é um “máximo”. Ele também enalteceu o trabalho de Michelle Bolsonaro à frente do PL Mulher.

    Valdemar comentou o caso Master, dizendo que a base do governo Lula não quer assinar uma CPI sobre o assunto. “É um sinal que deve ter gente do governo envolvido nisso”, afirmou.

    A direita bolsonarista vem tentando associar o escândalo do Master ao governo federal, buscando desgastar a imagem de Lula. A pré-campanha de Flávio Bolsonaro acredita que o assunto prejudicará a campanha do presidente.

    Os principais nomes mencionados no caso até o momento, no entanto, são de direita. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), por exemplo, é um dos políticos mais ligados a Daniel Vorcaro, dono do Master, e atuou no Congresso em defesa dos interesses do banco. Vorcaro também era próximo de outros líderes do centrão, como Antonio Rueda, presidente do União Brasil.

    Vamos ter que resolver problemas da família Bolsonaro para ganhar as eleições, diz Valdemar

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  • Eduardo Leite expressa desencanto e reprova indicação de Caiado pelo PSD

    Eduardo Leite expressa desencanto e reprova indicação de Caiado pelo PSD

    Leite pleiteava a indicação partido na disputa pela Presidência nas eleições de outubro deste ano. O PSD, no entanto, optou por escalar Caiado para o pleito

    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, um dos postulantes à indicação como candidato à Presidência da República pelo PSD – criticou a decisão do partido de escolher o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), como pré-candidato ao Palácio do Planalto. Em uma postagem nas redes sociais na manhã desta segunda-feira, 30, Leite disse que decisão tomada pela sigla “desencanta”.

    “Com toda franqueza, a decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita nosso País. Eu acredito em outro caminho. Eu acredito num centro liberal, democrático de verdade. Não como uma posição de conveniência, mas com o compromisso com a conciliação, com o diálogo, com a construção de soluções reais. Um centro que olha para o futuro, que não fica olhando para os conflitos do passado”, afirmou o governador gaúcho.

    Leite pleiteava a indicação partido na disputa pela Presidência nas eleições de outubro deste ano. O PSD, no entanto, optou por escalar Caiado para o pleito.

    “Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso País, eu não vou discutir essa decisão, mas isso não significa ausência de convicção”, diz Leite.

    O governador do Rio Grande do Sul afirmou ainda que a decisão do PSD não encerra a possibilidade de uma candidatura dele ao Planalto.

    “Isso não termina aqui. A política é dinâmica. Jornadas como essa não se encerram com uma decisão partidária. Se não for agora, vai ser logo ali adiante”, diz.

    O lançamento da pré-candidatura de Caiado pelo PSD ocorre nesta segunda-feira, 30, consolidando um movimento que ganhou força após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, da disputa interna. O anúncio será feito na sede da sigla, no centro de São Paulo, às 16h.

    A definição pelo nome de Caiado ocorre após semanas de articulação nos bastidores e encerra um processo interno que opunha seu nome ao do governador do Rio Grande do Sul.

    Segundo fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, a saída de Ratinho Jr. do páreo reorganizou o cenário dentro do partido e abriu caminho para a consolidação do governador goiano como principal opção.

    Eduardo Leite expressa desencanto e reprova indicação de Caiado pelo PSD

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  • Ronaldo Caiado lança pré-candidatura a presidente pelo PSD

    Ronaldo Caiado lança pré-candidatura a presidente pelo PSD

    Governador de Goiás entra na corrida presidencial pela segunda vez e assume vaga após desistência de Ratinho Jr. e recuo de Eduardo Leite. Nome busca espaço no campo da direita, em meio à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro

    (CBS NEWS) – O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, vai anunciar nesta segunda-feira (30) que será o pré-candidato do PSD à Presidência da República neste ano. Aos 76 anos, é a segunda vez que ele tenta o cargo, tendo ficado em décimo lugar na primeira eleição após a redemocratização, em 1989.

    O anúncio encerra um princípio de crise na sigla, historicamente avessa a rupturas. O governador gaúcho, Eduardo Leite, havia retomado uma campanha mais intensa pela postulação desde a semana passada, quando o chefe o Executivo do Paraná, Ratinho Jr., desistiu da disputa.

    O paranaense era o favorito de Gilberto Kassab para a campanha. Em janeiro, o presidente do PSD havia reunido os três governadores em um acordo segundo o qual dois iriam abrir mão da postulação em nome daquele que estivesse melhor colocado nas pesquisas.

    Ratinho Jr. estava nesta posição, ainda que num patamar não muito acima dos demais. Mas o PSD entendia que ele tinha melhores condições de encarnar a ideia de um centro, buscando romper a polarização vigente entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

    O senador pelo Rio foi ungido o candidato da direita pelo pai, Jair, o ex-presidente ora em prisão domicilar, condenado por tentativa de golpe. Ele viu sua candidatura se consolidar no campo anti-Lula, e agora Caiado irá disputar votos na mesma seara: nos últimos anos, o goiano aproximou-se do bolsonarismo.

    Ronaldo Caiado lança pré-candidatura a presidente pelo PSD

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  • BTG/Nexus: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 46% em eventual 2º turno da corrida presidencial

    BTG/Nexus: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 46% em eventual 2º turno da corrida presidencial

    Pesquisa com 2.000 eleitores indica cenário de forte polarização, com empate técnico no primeiro turno e igualdade no segundo. Níveis de rejeição elevados reforçam divisão do eleitorado, enquanto avaliação do governo Lula mostra desaprovação maior que aprovação

    Levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência em parceria com o BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira, 30, aponta um cenário de forte polarização na disputa presidencial de 2026, com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) empatados no segundo turno e tecnicamente empatados no primeiro turno, em diferentes simulações.

    Nos cenários de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 46% cada, e 7% afirmam que votariam em branco ou nulo. Contra outros adversários, o presidente e pré-candidato à reeleição leva vantagem: venceria o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por 46% a 40%, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), por 46% a 41% e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), por 46% a 36%.

    Foram entrevistados 2.000 eleitores entre os dias 27 e 29 de março de 2026. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07875/2026.

    No cenário principal de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2pp, os dois estão empatados tecnicamente. Nomes da chamada terceira via têm desempenho residual: Caiado e Zema marcam 4% cada.

    Quando o candidato testado do PSD é Leite, há empate numérico entre Lula e Flávio, ambos com 39%. Nesse cenário, Zema sobe para 5% e o candidato do PSD pontua 4%. Já em uma simulação sem um nome do PSD, Lula vai a 42%, contra 39% de Flávio Bolsonaro, enquanto Zema alcança 6%.

    Segundo a pesquisa, 69% dos entrevistados afirmam que a decisão do voto no primeiro turno já está tomada e não deve mudar, ao passo que 30% afirmam que ainda podem mudar de ideia.

    No quesito rejeição, 49% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula “de jeito nenhum”, enquanto 48% dizem o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro, reforçando o grau de divisão do eleitorado. Caiado e Zema registram 31% de rejeição, enquanto Leite registra 34%.

    No voto espontâneo, Lula aparece com 32% enquanto Flávio tem 26%. O ex-presidente Jair Bolsonaro pontua 2%.

    Avaliação do governo

    Na avaliação do governo, 44% classificam a gestão Lula como ruim ou péssima, enquanto 35% a consideram ótima ou boa. O governo federal é visto como regular por 21% dos entrevistados. 51% desaprovam a forma do petista governar e 45% aprovam.

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  • Flávio Bolsonaro pede ajuda a Trump para se eleger, diz colunista

    Flávio Bolsonaro pede ajuda a Trump para se eleger, diz colunista

    Diante de uma plateia numerosa, ele traçou paralelos entre a trajetória política de seu pai e a de Donald Trump, ao mesmo tempo em que fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A fala ocorreu em inglês e foi lida a partir de um texto preparado.

    O senador Flávio Bolsonaro protagonizou um discurso que chamou atenção durante um evento com representantes da direita americana em Dallas, no Texas. Diante de uma plateia numerosa, ele traçou paralelos entre a trajetória política de seu pai e a de Donald Trump, ao mesmo tempo em que fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A fala ocorreu em inglês e foi lida a partir de um texto preparado.

    Logo no início, Flávio buscou apresentar o Brasil como peça-chave para os interesses estratégicos dos Estados Unidos. “Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região impossível”, afirmou. Em seguida, reforçou a ideia de que o país ocupa uma posição central no cenário geopolítico: “o Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”.

    De acordo com a colunista Mariana Sanchez, do UOL em Washington, a participação de Flávio foi antecedida por uma introdução feita por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que o chamou ao palco enquanto registrava o momento com o celular. Segundo ele, o vídeo seria mostrado ao pai. Durante sua fala, Flávio também mencionou Jair Bolsonaro, comparando sua situação à de Trump. “Tentaram assassiná-lo, assim como tentaram fazer com Trump. Não conseguiram. E agora ele está na prisão, assim como Trump estaria se vocês não tivessem lutado com sucesso para salvá-lo. Nós brasileiros ainda lutamos”, declarou.

    O senador também dirigiu críticas diretas ao atual presidente brasileiro, a quem chamou de “socialista condenado por corrupção”. Em sua argumentação, tentou justificar a relevância do tema para o público americano: “Talvez vocês pensem: ‘Por que deveríamos nos importar? Este é um problema do Brasil’. Deixem-me explicar exatamente por que isso importa para a América e para o mundo“. Nesse contexto, voltou a mencionar questões como minerais estratégicos e o combate ao narcotráfico.

    Em outro momento, retomou a ideia de alinhamento político internacional, repetindo: “Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região simplesmente impossível”. E reforçou novamente: “O Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”.

    Apesar das críticas à China, o país asiático segue sendo o principal parceiro comercial do Brasil. Ainda assim, Flávio mudou o foco do discurso ao acusar o governo brasileiro de atuar em favor de organizações criminosas. “O presidente do meu país faz lobby nos EUA para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo e exportam armas, lavam dinheiro e exportam drogas para os Estados Unidos e o mundo“, afirmou.

    Nesse ponto, ele defendeu que grupos como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital sejam classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas. Especialistas, no entanto, fazem distinção entre terrorismo e crime organizado. Segundo Mario Sabburro, ex-secretário nacional de Segurança Pública, essas facções não possuem motivação ideológica ou política, mas sim objetivos financeiros.

    Uma eventual classificação como terroristas poderia abrir caminho para ações mais diretas dos Estados Unidos em território brasileiro, incluindo operações militares ou bloqueio de recursos financeiros ligados a essas organizações, o que levanta questionamentos sobre soberania nacional.

    Ao final do discurso, Flávio Bolsonaro fez referência direta a Donald Trump, sugerindo uma aproximação política. “Eu entendo que o presidente Trump está incrivelmente ocupado ‘Fazendo a América Grande Novamente’ e deve manter relações institucionais com líderes de todos os países (…). Mas estou confiante de que o maior negociador da história pode facilmente ver quem são seus verdadeiros aliados do Brasil”. Em tom otimista, concluiu: “Trump 2.0 está sendo muito melhor que Trump 1.0, certo? Bolsonaro 2.0 também será muito melhor, graças à experiência adquirida durante a presidência do meu pai. E os EUA também terão seu aliado de volta”.

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