Categoria: POLÍTICA

  • Não vejo espaço nenhum para terceira via enquanto Lula e Bolsonaro forem vivos, diz Ciro Nogueira

    Não vejo espaço nenhum para terceira via enquanto Lula e Bolsonaro forem vivos, diz Ciro Nogueira

    Senador do PP afirma que cenário polarizado entre Lula e Bolsonaro inviabiliza alternativa eleitoral e diz que nomes da direita e centro-direita não têm chance; declaração foi feita durante evento político realizado em São Paulo.

    FOLHAPRESS) – O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que não vê espaço para uma terceira via na disputa à Presidência enquanto Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “forem vivos”. A fala aconteceu em evento na noite de segunda-feira (27) em evento em São Paulo.

    “O Brasil teve quatro grandes líderes: Getúlio, Juscelino, Lula e Bolsonaro. Pela primeira vez dois se enfrentaram. Enquanto eles tiverem nesse campo, não tem espaço para terceira via”, afirmou Ciro Nogueira.

    Para o parlamentar, Flávio Bolsonaro tem “todas a possibilidades” de vencer a disputa presidencial em outubro, mas pode “jogar fora se for falar apenas para a extrema direita e for ouvir aquele discurso dele dos Estados Unidos”.

    O senador se referia a declarações que o filho mais velho de Bolsonaro deu ao participar de um evento conservador no Texas, em março. Na ocasião, Flávio acusou o ex-presidente americano Joe Biden de interferência na eleição vencida por Lula em 2022.

    Ciro Nogueira foi questionado nesta segunda sobre a possibilidade de vitória de outros nomes da direita e centro-direita na corrida eleitoral deste ano, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), e afirmou que “não existe possibilidade de acontecer”.

    O senador do PP foi chefe da Casa Civil no governo Bolsonaro e tem sido crítico de Lula desde o início do atual mandato, apesar de já ter se aliado ao petista anos antes.

    As presidentes do PSOL, Paula Coradi, e do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), também estiveram presentes no jantar desta segunda, organizado pelo Esfera Brasil, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo.

    Abreu confirmou o apoio à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para governador de São Paulo e uma candidatura própria do Podemos ao Senado no estado. Segundo ela, há uma disputa interna no partido entre o deputado federal Delegado Palumbo e Geraldo Rufino, empresário e presidente do presidente do conselho na JR Diesel.

    Tarcísio, porém, já definiu que terá como candidato ao Senado o deputado federal Guilherme Derrite (PP). A outra vaga deve ficar com o atual presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), Andre do Prado (PL). O ex-ministro e deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) também deve se candidatar.

    Renata Abreu concordou com a fala de Ciro Nogueira sobre um possível favoritismo de Flávio e afirmou que o Podemos está, hoje, na centro-direita do espectro político.

    Paula Coradi, presidente do PSOL, reafirmou o apoio do partido à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. Seu partido, que está federado nacionalmente com a Rede, defende a candidatura de Marina Silva ao Senado.

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  • Kassab diz que Bolsonaro 'teve desempenho pessoal muito aquém das expectativas'

    Kassab diz que Bolsonaro 'teve desempenho pessoal muito aquém das expectativas'

    Kassab afirmou que Bolsonaro assumiu o governo sem nenhuma vocação para a vida pública e que ele não teve (bom) desempenho pessoal

    O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, criticou nesta segunda-feira, 27, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro durante almoço com empresários organizado pelo Grupo Lide, em São Paulo (SP). O dirigente ressaltou que “está fazendo sua parte”, mesmo que o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) não vá para o segundo turno da eleição presidencial.

    “(Em 2018) assume o presidente Bolsonaro, sinceramente, sem nenhuma vocação para a vida pública. Não teve (bom) desempenho pessoal – ao contrário, um desempenho muito aquém das expectativas dos brasileiros, que queriam algo totalmente diferente -, mas teve a sorte de contar com alguns bons ministros que conseguiram levar o governo até o final. Paulo Guedes – que não era nem um ministro; era o ‘presidente da Economia’. Havia 25 ministérios, e ele comandava; foi muito importante a sua presença. Tarcísio (de Freitas), Tereza Cristina mas a gente vai ficando por aí”, disse Kassab sobre o capitão reformado.

    O presidente do PSD afirmou ainda que ninguém pode questionar os bons programas de Lula, como o Minha Casa, Minha Vida, o Luz para Todos e o Bolsa Família. Acrescentou, porém, que há também um lado negativo das gestões petistas: na avaliação dele, “Lula não sabe administrar a máquina pública para torná-la mais eficiente”.

    Kassab diz que Bolsonaro 'teve desempenho pessoal muito aquém das expectativas'

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  • No Pará, Daniel Santos e Hana Ghassan estão em empate técnico, aponta Genial/Quaest

    No Pará, Daniel Santos e Hana Ghassan estão em empate técnico, aponta Genial/Quaest

    Ex-prefeito de Ananindeua e governadora estão em empate técnico tanto nas simulações de primeiro turno quanto no cenário de segundo turno; para o Senado, Helder Barbalho (MDB) e Éder Mauro (PL) são os mais citados

    Levantamento da Genial/Quaest sobre o cenário eleitoral no Pará aponta um empate técnico entre Daniel Santos (Podemos) e Hana Ghassan (MDB) na disputa pelo governo do Estado.

    O ex-prefeito de Ananindeua e a governadora empatam dentro da margem de erro da pesquisa, de três pontos porcentuais, quanto nas simulações de primeiro turno quanto no cenário de segundo turno.

    Na pesquisa estimulada com todos os pré-candidatos ao governo, Santos tem 22%, seguido por Hana, com 19%. Apesar da vantagem numérica do ex-prefeito, eles estão em empate técnico dentro da margem de erro. Mário Couto, do DC, registra 11% de menções, seguido por Cleber Rabelo, do PSTU, com 3%, e Araceli Lemos, do PSOL, com 2%. São 30% os indecisos, e 13% pretendem votar branco ou nulo.

    Em um cenário sem a presença de Mário Couto, Santos vai a 24% e Hana, a 22%;. Cleber Rabelo passa a registrar 5%, e Araceli, 3%. São 33% os indecisos e 13% votariam branco ou nulo.

    Em uma simulação de segundo turno entre Daniel Santos e Hana Ghassan, o ex-prefeito registra 34% de preferência, enquanto a governadora tem 29%. Os índices apontam para um empate técnico dentro da margem de erro. São 25% os indecisos, e 12% votariam branco ou nulo.

    A pesquisa Genial/Quaest realizou 900 entrevistas em domicílios do Pará entre os dias 21 e 25 de abril. A margem de erro é de três pontos porcentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código PA-09305/2026.

    Senado

    Para o Senado, os nomes mais lembrados são o do ex-governador Helder Barbalho, do MDB, e de Delegado Éder Mauro, do PL. O ex-governador têm 24% de menções na combinação dos votos, seguido por Éder Mauro, com 13%.

    No Pará, Daniel Santos e Hana Ghassan estão em empate técnico, aponta Genial/Quaest

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  • Genial/Quaest: Paes lidera contra Ruas e venceria segundo turno por 49% a 16% no RJ

    Genial/Quaest: Paes lidera contra Ruas e venceria segundo turno por 49% a 16% no RJ

    Pesquisa Genial/Quaest realizou 1.200 entrevistas em domicílios do Rio de Janeiro entre os dias 21 e 25 de abril; margem de erro é de três pontos porcentuais, e o nível de confiança é de 95%

    Levantamento da Genial/Quaest sobre a intenção de voto nas eleições estaduais do Rio de Janeiro aponta que o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), lidera os cenários de primeiro turno e também vence a simulação de um segundo turno contra o deputado estadual Douglas Ruas (PL). Para o Senado, os nomes mais citados são os dos pré-candidatos Cláudio Castro (PL) e Benedita da Silva (PT).

    No cenário de primeiro turno com todos os pré-candidatos, Eduardo Paes registra 34%. O segundo colocado, Douglas Ruas, figura com 9%. O deputado estadual está em empate técnico com Anthony Garotinho, do Republicanos, com 8%, e com Wilson Witzel, do DC, com 3%. Entre Ruas e Witzel, o empate técnico ocorre no limite da margem de erro.

    Paes pontua mais em cenários de primeiro turno sem a presença de Garotinho. Nas amostras sem o nome do ex-governador, o ex-prefeito registra de 39% a 40%.

    No segundo turno, Paes venceria Ruas por 49% dos votos a 16%. Nesse cenário, 19% votariam branco ou nulo, e 16% estão indecisos.

    A pesquisa Genial/Quaest realizou 1.200 entrevistas em domicílios do Rio de Janeiro entre os dias 21 e 25 de abril. A margem de erro é de três pontos porcentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código RJ-00613/2026.

    Senado

    Cláudio Castro (PL) e Benedita da Silva (PT) são os pré-candidatos ao Senado mais lembrados pelos eleitores do Rio de Janeiro, aponta a pesquisa. O ex-governador do PL registrou 12% de menções no cenário estimulado com o maior número de opções de voto, seguido por Benedita, com 10%. Felipe Curi (PL) tem 6%, assim como Marcelo Crivella, do Republicanos.

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou na quinta-feira, 23, o acórdão do julgamento que tornou Cláudio Castro inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A maioria dos ministros reconheceu que a saída dele do cargo ocorreu por renúncia, e não por cassação.

    A gestão do ex-governador Cláudio Castro é desaprovada por 47% dos entrevistados, enquanto 35% a aprovam e 18% não responderam. Os índices invertem o cenário observado no levantamento anterior da Genial/Quaest, em outubro de 2025, logo após a Operação Contenção, quando o governo Castro foi bem avaliado pela maioria dos entrevistados.

    Para 36% dos entrevistados, o governo Castro foi negativo, enquanto 23% o acharam positivo. Para 32%, a gestão foi regular.

    Genial/Quaest: Paes lidera contra Ruas e venceria segundo turno por 49% a 16% no RJ

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  • STF: Moraes concede prisão domiciliar humanitária a 'Fátima de Tubarão' e mais 17 idosos

    STF: Moraes concede prisão domiciliar humanitária a 'Fátima de Tubarão' e mais 17 idosos

    Eles foram condenados por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023; durante julgamento, defesa de ‘Fátima de Tubarão’ contestou a competência do STF para julgar o caso e negou as acusações

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou na última sexta-feira, 24, a prisão domiciliar de pelo menos 18 idosos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 aos prédios públicos localizados na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Entre eles, está Maria de Fátima Mendonça Jacinto, que ficou conhecida como “Fátima de Tubarão”.

    Eles devem cumprir medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de sair do País, de acessar redes sociais e manter contato com outros envolvidos no caso, sob risco de voltarem ao sistema prisional em caso de descumprimento. Também seguem com os passaportes suspensos e visitas restritas a familiares e advogados.

    Maria de Fátima Mendonça Jacinto, que hoje tem 70 anos, cumpre pena de 17 anos de prisão. Ela foi condenada pelo STF por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do Patrimônio tombado e associação criminosa armada.

    Natural de Tubarão, no litoral sul de Santa Catarina (SC), a idosa ganhou destaque nas redes sociais por um vídeo em que diz estar “quebrando tudo e cagando nessa b… aqui” durante ato de invasão e depredação dos prédios públicos.

    “Vamos para guerra. Vou pegar o Xandão agora”, disse nas imagens, em ameaça a Alexandre de Moraes. Durante o julgamento, a defesa contestou a competência do STF para julgar o caso e negou as acusações.

    Iraci Nagoshi, frequentemente mencionada por bolsonaristas ao cobrarem anistia aos presos do 8 de Janeiro, também teve prisão domiciliar concedida. Ela já cumpriu um ano e sete meses da pena de 14 anos.

    Iraci estava detida em casa no ano passado, mas teve a prisão convertida em regime fechado ao descumprir “reiteradamente” as medidas cautelares de recolhimento para atividades como musculação, hidroginástica e pilates, conforme relatou Moraes na decisão em que concedeu nova ida para casa.

    A Central de Monitoramento Eletrônico do Estado de São Paulo informou na época que ela descumpriu 966 vezes as regras da prisão domiciliar, entre abril e junho de 2025.

    Todos os idosos beneficiados pela decisão na última semana foram condenados a penas superiores a 13 anos.

    Idosos que tiveram prisão domiciliar concedida

    – Ana Elza Pereira da Silva, 65 anos;

    – Claudio Augusto Felippe, 62 anos;

    – Francisca Hildete Ferreira, 63 anos;

    – Germano Siqueira Lube, 62 anos;

    – Iraci Megumi Nagoshi, 73 anos;

    – Jair Domingues de Morais, 68 anos;

    – João Batista Gama, 63 anos;

    – José Carlos Galanti, 67 anos;

    – Levi Alves Martins, 63 anos;

    – Luis Carlos de Carvalho Fonseca, 65 anos;

    – Marco Afonso Campos dos Santos, 62 anos;

    – Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, 70 anos;

    – Maria do Carmo da Silva, 63 anos;

    – Moisés dos Anjos, 63 anos;

    – Nelson Ferreira da Costa, 61 anos;

    – Rosemeire Aparecida Morandi, 60 anos;

    – Sonia Teresinha Possa, 68 anos;

    – Walter Parreira, 65 anos.

    STF: Moraes concede prisão domiciliar humanitária a 'Fátima de Tubarão' e mais 17 idosos

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  • Genial/Quaest: Moro lidera 1º turno no PR e venceria Requião Filho, Greca e Sandro Alex no 2º

    Genial/Quaest: Moro lidera 1º turno no PR e venceria Requião Filho, Greca e Sandro Alex no 2º

    Moro registra 35% de preferência, seguido pelo deputado estadual Requião Filho, do PDT, com 18%; pesquisa Genial/Quaest realizou 1.104 entrevistas em domicílios do Paraná entre os dias 21 e 25 de abril

    Levantamento da Genial/Quaest sobre o cenário eleitoral no Paraná aponta que o senador Sérgio Moro (PL) lidera as intenções de voto ao governo do Estado nos cenários de primeiro turno e também vence seus adversários nas simulações de segundo turno. Para o Senado, os nomes mais citados são os de Alvaro Dias (MDB) e de Deltan Dallagnol (Novo), que tenta reverter uma decisão da Justiça Eleitoral sobre sua elegibilidade.

    Na pesquisa estimulada com todos os pré-candidatos ao governo, Moro registra 35% de preferência, seguido pelo deputado estadual Requião Filho, do PDT, com 18%. O parlamentar está em empate técnico com o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, do MDB, que registra 15% de menções. O candidato do governador Ratinho Júnior, Sandro Alex (PSD), tem 5%. Luiz França (Missão) e Tony Garcia (DC) têm 1% cada. São 18% os indecisos, e 7% pretendem votar branco ou nulo.

    Em um cenário sem as presenças de Greca e Tony Garcia, Moro vai a 42%, e Requião Filho, a 24%. Sandro Alex tem 6%, e Luiz França, 2%. Os indecisos são 17%, e 9% votariam branco ou nulo.

    A pesquisa Genial/Quaest realizou 1.104 entrevistas em domicílios do Paraná entre os dias 21 e 25 de abril. A margem de erro é de três pontos porcentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código PR-02588/2026.

    Moro venceria adversários no 2º turno

    Segundo o levantamento, Moro também vence seus adversários no segundo turno. Contra Requião Filho, o ex-juiz registra 49% contra 30%. Nesse cenário, 12% estão indecisos, e 9% votariam branco ou nulo.

    Contra Greca, Moro venceria por 44% a 29%, com 15% de indecisos e 12% de votos em branco ou nulos.

    Em um segundo turno contra Sandro Alex, o senador registra 51% de preferência contra 15% do deputado federal, com 17% de indecisos e 17% de votos branco ou nulos.

    Avaliação do governo Ratinho Júnior

    O governo de Ratinho Júnior (PSD) é aprovado por 80% dos paranaenses, segundo a Genial/Quaest. São 13% os que desaprovam a gestão, enquanto 7% não responderam.

    Para 70% dos entrevistados, a gestão estadual é positiva. Para 21%, o governo é regular, enquanto 6% avaliaram-no como negativo e 3% não responderam.

    Genial/Quaest: Moro lidera 1º turno no PR e venceria Requião Filho, Greca e Sandro Alex no 2º

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  • BTG/Nexus: Lula lidera 1º turno, mas empata tecnicamente no 2º turno com Flávio, Zema e Caiado

    BTG/Nexus: Lula lidera 1º turno, mas empata tecnicamente no 2º turno com Flávio, Zema e Caiado

    No cenário de primeiro turno, na pesquisa estimulada, Lula lidera a corrida presidencial com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36%

    O segundo levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência, em parceria com o BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira, 27, sobre a corrida presidencial de outubro deste ano continua apontando um cenário de forte polarização, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição pelo PT, empatado tecnicamente, dentro da margem de erro, com seus principais adversários no segundo turno.

    De acordo com a amostra, se o segundo turno fosse disputado hoje, Lula teria 46% e Flávio Bolsonaro (PL), 45%. Contra Romeu Zema (Novo), que pontuou 41%, Lula teria 45%; contra Ronaldo Caiado (PSD), que aparece com 41%, Lula teria 45%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

    Na pesquisa anterior, divulgada no dia 30 de março, Lula e Flávio Bolsonaro apareciam empatados no cenário de segundo turno, com 46% cada. Contra os outros adversários, na pesquisa de março, o presidente e pré-candidato à reeleição levaria vantagem: venceria Zema por 46% a 40% e Caiado por 46% a 41%.

    No cenário de primeiro turno, na pesquisa estimulada, Lula lidera a corrida presidencial com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36%. Na pesquisa anterior, Lula também pontuava 41% e Flávio 38%, oscilando nessa mostra dois pontos porcentuais para baixo, dentro da margem de erro. Zema e Caiado têm, respectivamente, na pesquisa divulgada hoje 4% e 3%; na mostra anterior, ambos pontuavam 4%.

    Na pesquisa espontânea, na disputa do primeiro turno, Lula tem 33%, Flávio Bolsonaro 26%, Zema 2% e Caiado 1%. O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível, é citado por 2% dos entrevistados e Renan Santos (Missão) também registra 2%.

    Foram entrevistados 2.028 eleitores entre os dias 24 e 26 de abril de 2026, em todo o País. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01075/2026.

    BTG/Nexus: Lula lidera 1º turno, mas empata tecnicamente no 2º turno com Flávio, Zema e Caiado

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  • PT produz vídeo para apontar vínculo de Flávio Bolsonaro com caso Master

    PT produz vídeo para apontar vínculo de Flávio Bolsonaro com caso Master

    Vídeo usa a expressão “bolsomaster” para se referir ao caso e afirma que Flávio Bolsonaro teria recebido uma “mansão de R$ 6 milhões em Brasília” como parte do esquema

    O Partido do Trabalhadores divulgou um vídeo neste domingo, 26, em que tenta associar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, ao escândalo do Banco Master. No vídeo, que começa a circular em perfis bolsonaristas e petistas, o locutor usa a expressão “bolsomaster” para se referir ao caso e afirma que Flávio Bolsonaro teria recebido uma “mansão de R$ 6 milhões em Brasília” como parte do esquema.

    “Flávio Bolsonaro é do esquema, esquema das rachadinhas, que desviou milhões de reais da Alerj, esquema de lavagem de dinheiro com a compra de 51 imóveis em dinheiro vivo, esquema de milicianos que trabalhavam no seu gabinete. E o esquema bolsomaster, que rendeu essa mansão de R$ 6 milhões para Flávio em Brasília. Se duvidar, dê um google. O Flávio é o filho mais corrupto do Bolsonaro”, diz.

    Apesar da afirmação, o senador Flávio Bolsonaro não é investigado no caso Master e não há informações de que a mansão que ele comprou na capital federal tenha relação com o esquema comandado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

    O imóvel foi comprado em 2021, com financiamento do BRB, o banco estatal do Distrito Federal. O início da compra de carteiras de crédito do Master pelo BRB aconteceu em 2024, e a proposta de compra do Master pelo banco público aconteceu em 2025.

    Procurada, a assessoria de Flávio Bolsonaro não retornou. O espaço para manifestação segue aberto.

    O vídeo foi divulgado para apoiadores durante o 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília. O partido lembra que o Master foi autorizado a operar em 2019, durante do governo Jair Bolsonaro, e que o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, doou R$ 5 milhões para as campanhas de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, e para o próprio Jair Bolsonaro.

    “Vamos colocar as cartas na mesa. Daniel Vorcaro foi autorizado a operar o banco Master em 2019, pelo governo Bolsonaro. Fabiano Zettel, sócio do Master, entregou R$ 5 milhões para as campanhas de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. E o governador que tentou acobertar essas fraudes ajudou a comprar a mansão sabe de quem? Flávio Bolsonaro. Entendeu o esquema? O banco Master é bolsomaster”, diz o vídeo.

    Mantega levou Vorcaro a Lula

    O escândalo do banco Master tem levado petistas e bolsonaristas a se acusarem mutuamente. O banco foi autorizado a operar em 2019, durante o governo Bolsonaro, mas foi no período Lula que atingiu o seu maior tamanho, em 2024.

    O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, prestou consultoria a Vorcaro no valor de R$ 14 milhões e chegou a levá-lo para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula, contudo, chamou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e afirmou a Vorcaro que a análise de compra do Master pelo BRB seria estritamente técnica.

    Mantega disse, por nota, que prestou “consultoria econômica financeira” para o Banco Master em 2024 e parte de 2025. “Quando firmei o contrato não tinha conhecimento de nenhuma irregularidade eventualmente cometida por essa instituição financeira”, diz a nota do ex-ministro.

    O escritório de familiares do ex-ministro da Justiça de Lula Ricardo Lewandowski também prestou serviços ao Master no valor R$ 6,1 milhões. Por nota, a equipe do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou que, após deixar a Suprema Corte, em abril de 2023, ele “retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestava serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”.

    Neste domingo, 26, o 8º Congresso aprovou um documento com diretrizes para 2026 que não incluiu o caso Master. O banco de Vorcaro era citado em trecho que defendia a reforma do sistema financeiro. O trecho foi suprimido na versão final.

    O presidente do partido, Edinho Silva, justificou que o caso Master foi debatido durante o Congresso e também o caso do INSS. Mas os dois temas não são citados no texto final.

    PT produz vídeo para apontar vínculo de Flávio Bolsonaro com caso Master

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  • Dino diz que meios para reprimir corrupção na Justiça são insuficientes e defende punição

    Dino diz que meios para reprimir corrupção na Justiça são insuficientes e defende punição

    Em artigo no Correio Braziliense, ministro do STF propõe afastamento imediato após recebimento de denúncia. A mesma lógica, escreve magistrado, deveria valer para advogados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino defendeu, em artigo no jornal Correio Braziliense neste domingo (26), penas mais altas para crimes de corrupção, peculato e prevaricação cometidos por integrantes do sistema de Justiça.

    No texto, intitulado “Como punir a corrupção na Justiça?”, Dino afirma que os atuais mecanismos de controle ético e moral de juízes, procuradores, advogados, defensores, promotores e servidores “têm se mostrado insuficientes” e propõe a revisão do capítulo do Código Penal sobre crimes contra a administração da Justiça.

    A proposta apresentada pelo ministro tem três pontos. O primeiro prevê o aumento das penas para peculato, concussão, corrupção passiva, prevaricação, tráfico de influência e corrupção ativa quando os crimes forem cometidos no âmbito do sistema de Justiça.

    O segundo trata do afastamento e da perda do cargo. Para Dino, o recebimento da denúncia deveria implicar afastamento imediato de magistrados e membros do Ministério Público, da advocacia pública, da Defensoria Pública e de assessorias. A condenação definitiva geraria a perda automática do cargo, independentemente do tempo de pena.

    A mesma lógica, escreve o ministro, deveria valer para advogados: suspensão imediata da inscrição na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) após o recebimento da denúncia e cancelamento definitivo após condenação transitada em julgado. Dino afirma que “não há venda de decisões judiciais se não houver comprador”.

    O terceiro ponto é a tipificação criminal de ações que visem impedir, embaraçar ou retaliar o andamento de processos e investigações, “independentemente de se tratar de apuração contra o crime organizado”.

    Dino afirma que a proposta não configura “ilusão punitivista” e diz se tratar de “usar os instrumentos proporcionais à gravidade da situação”. O ministro escreve ainda ser “evidentemente reprovável que um conhecedor e guardião da legalidade traia a sua toga ou beca”.

    O artigo no Correio Braziliense detalha um dos eixos da reforma mais ampla do Judiciário sugerida pelo ministro em texto no site ICL Notícias na segunda-feira (20). O texto é divulgado em meio à crise envolvendo o caso do Banco Master, que atingiu ministros do STF.

    O ministro integra um grupo de magistrados -ao lado de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin- que defende uma reforma abrangente do Judiciário, em contraposição ao presidente da corte, Edson Fachin, que prioriza a aprovação de um código de conduta para os ministros.

    Dino diz que meios para reprimir corrupção na Justiça são insuficientes e defende punição

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  • Edinho: 'A resposta antissistema está na esquerda, e não na direita e no fascismo'

    Edinho: 'A resposta antissistema está na esquerda, e não na direita e no fascismo'

    Edinho Silva diz que o tema fundamental é a soberania, uma das pautas favoritas de Lula; também prega humildade para petistas ouvirem demandas de eleitores que rejeitam a legenda

    O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou de forma enfática aos militantes petistas que o partido não pode ficar “acuado” diante de um sentimento antissistema na política nacional. Segundo ele, a resposta para o sentimento de crítica ao sistema político “está na esquerda, e não na direita e no fascismo”.

    Edinho disse que “não pode a conjuntura lá fora estar gritando coisas para nós e nós dentro do PT não ouvirmos”. Afirmou que “um partido do tamanho do PT tem que conversar com a sociedade e dar resposta às angústias da sociedade”.

    “Como pode estarmos um ambiente de antissistema e o PT ficar recuado e acuado politicamente e não ir falar que se tem antissistema a resposta está na esquerda, e não na direita e no fascismo? A resposta ao antissistema está conosco”, afirmou.

    Edinho também cobrou os militantes para ouvir as periferias, em vez de “ficar irritado” quando vê setores como a juventude evangélica se afastar da esquerda.

    “Não podemos ser reativos quando a juventude evangélica diz que não quer conversar conosco. Temos de ter humildade de perguntar por que não querem conversar conosco. Por que um partido da classe trabalhadora não é o da juventude evangélica, que é trabalhadora?”, questionou.

    “Quando perdemos votos nas periferias, não adianta o PT ficar irritado com as periferias. Temos que ter humildade de ir até as periferias e perguntar por que esses moradores não querem conversar conosco”, afirmou.

    Edinho cobrou a discussão de programas de governo e projetos nas eleições, em vez de uma discussão personalista entre os candidatos.

    “Queremos saber o que o PL pensa para o Brasil, o que os partidos que alimentam o fascismo pensam para o Brasil, para que possamos dizer o projeto de Brasil que o PT defende. Queremos que a sociedade vote em projeto, não em indivíduo, em programa, e não em influencer que vive de lacração, que se for debater não tem proposta para educação, saúde e não sabe como funciona a economia”, afirmou.

    O presidente do PT disse que o partido não pode “ser a favor das emendas impositivas que usurpam os poderes do presidencialismo”. “Não podemos ser a favor de um sistema político que transforma negociação entre Executivo e Legislativo em balcão de negócios. Esse modelo não é o nosso”, declarou.

    Ele também comentou sobre como o manifesto aprovado no 8º congresso do PT fala em reforma do Poder Judiciário. Segundo ele, essa reforma não seria “na concepção da família Bolsonaro, que quer enfraquecer o Judiciário porque sabe que um Judiciário fraco é o primeiro passo para se instaurar o autoritarismo”, mas para “aproximar o Judiciário e o Ministério Público da sociedade civil”.

    “Queremos fortalecer o Judiciário para que ele seja o grande zelador da democracia”, acrescentando em seu discurso a defesa de outras pautas importantes para a esquerda, como o transporte urbano (ressaltando a defesa da tarifa zero do transporte público), a saúde (mencionando o Agora Tem Especialistas, programa do governo anunciado no ano passado) e a segurança pública.

    Edinho foi o último a discursar no encerramento do congresso do PT. Disse que o partido acertou em não encerrar o debate sobre o programa partidário e aprovar apenas o manifesto neste momento.

    “Temos de continuar debatendo, mas diante dos desafios de um partido do tamanho do PT, não poderíamos tomar decisões que não tivéssemos amadurecido no debate”, afirmou.

    “Por isso, tomamos a decisão de deliberarmos agora a avaliação de conjuntura, tática eleitoral e diretrizes de programa de governo. Mantendo o 8º congresso permanente para que logo depois das eleições a gente delibere sobre modelo da Fundação Perseu Abramo (braço teórico do partido), sobre o programa partidário, que é maior que essa conjuntura e o programa de governo que vamos disputar as eleições, e a reforma do estatuto do PT, porque é fundamental que a gente repense a forma de construção partidária”, declarou.

    Edinho: 'A resposta antissistema está na esquerda, e não na direita e no fascismo'

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