Categoria: POLÍTICA

  • Entenda investigação da PF sobre entrada de malas de avião onde estavam Motta e Ciro Nogueira

    Entenda investigação da PF sobre entrada de malas de avião onde estavam Motta e Ciro Nogueira

    Voo com 16 passageiros e políticos é alvo de investigação após 5 bagagens passarem sem inspeção em São Paulo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Polícia Federal investiga a entrada no Brasil de cinco malas trazidas em um voo em que estavam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Como revelou a Folha, os volumes não passaram pelo raio-X ao chegar a São Paulo, quando um auditor fiscal autorizou que fossem liberados sem inspeção. O caso foi enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal).

    O presidente da Câmara confirmou a viagem, mas disse que “cumpriu todos os protocolos”, enquanto Ciro Nogueira não se manifestou.

    Entenda o que se sabe sobre o episódio.

    QUANDO OCORREU O CASO?

    Na noite do dia 20 de abril de 2025, no retorno de uma viagem à ilha caribenha de São Martinho, em um avião particular.

    QUEM É O DONO DA AERONAVE PARTICULAR?

    O avião pertence ao empresário piauiense Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, dono de empresas de apostas online que disponibilizam jogos como o Fortune Tiger -popularmente conhecido como “jogo do tigrinho”. Ele foi alvo da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Bets.

    QUAIS POLÍTICOS ESTAVAM NO VOO?

    Além de Hugo Motta e Ciro Nogueira, a PF identificou a presença dos deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL), ambos líderes de seus partidos na Câmara. Ao todo, o voo tinha 16 passageiros.

    O QUE ACONTECEU NO AEROPORTO, APÓS O RETORNO AO BRASIL?

    A aeronave chegou no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP), na região metropolitana de Sorocaba, por volta das 21h.

    A PF relatou que, em um primeiro momento, o piloto José Jorge de Oliveira Júnior, comandante do voo e funcionário da empresa de Fernandin OIG, passou pelo detector de metais. Ele trocou algumas palavras com o auditor fiscal Marco Antônio Canella, retirou duas bagagens que haviam acabado de passar pelo raio-X e, contornando o pórtico, retornou à área restrita do desembarque.

    Segundo a PF, até 21h35 todas as bagagens haviam passado pela máquina de raio-X e todos os passageiros haviam sido submetidos à detecção de metais. Porém, por volta das 21h40, ainda de acordo com a polícia, o piloto retornou ao ponto de fiscalização carregando cinco volumes a mais, e nenhuma dessas malas passou pelo raio-X.

    COMO REAGIU O AUDITOR FISCAL?

    A operadora de raio-X do aeroporto teria questionado Marco Antônio Canella sobre o ocorrido. Segundo a corporação, ele gesticulou com as mãos “expressando banalidade e irrelevância”.

    QUEM É O AUDITOR FISCAL ENVOLVIDO NO CASO?

    Canella é um auditor lotado no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Segundo a PF, ele já foi indiciado em outro processo sob suspeita dos crimes de corrupção passiva e facilitação de contrabando. A PF diz que sua atuação neste caso foi no mínimo irregular e deve ser apurada. Canella não respondeu às tentativas de contato da Folha de S. Paulo.

    A QUEM PERTENCEM OS VOLUMES QUE NÃO PASSARAM PELO RAIO-X?

    A PF diz que “não é possível afirmar categoricamente a quem os volumes pertencem ou seu conteúdo”. Por isso, segundo a corporação, não há como descartar “a possibilidade de envolvimento de um ou mais passageiros detentores de prerrogativa de foro nos delitos sob apuração”.

    O QUE DIZEM OS ENVOLVIDOS NO EPISÓDIO?

    Procurado pela Folha de S. Paulo, Motta confirmou que esteve no voo, mas disse que, ao desembarcar no aeroporto, “cumpriu todos os protocolos e determinações estabelecidas na legislação aduaneira”. A assessoria de imprensa do deputado também afirmou que ele aguardará a manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

    Fernandin OIG afirmou que os itens pertenceriam ao comandante do voo e que o desembarque seguiu o processo normal. Já o piloto disse que não se lembra do dia da chegada, mas declarou que o processo aconteceu “em conformidade com as normas da legislação aduaneira vigente”.

    “Há um procedimento padrão: cada passageiro realiza o desembarque com seus pertences de forma individual”, afirmou Jorge Oliveira. “Sigo esse mesmo padrão, e cada piloto transporta apenas seus próprios itens, de modo que, em eventual fiscalização, responda exclusivamente pelo que carrega. Na empresa, é regra que nenhum membro da tripulação conduza pertences de passageiros, limitando-se aos seus”, continuou.

    Ciro Nogueira, Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões não se manifestaram.

    QUAIS CRIMES SÃO INVESTIGADOS PELA PF?

    O inquérito instaurado pela corporação apura os possíveis crimes de facilitação de contrabando ou descaminho e prevaricação.

    EM QUE FASE ESTÁ O CASO NA JUSTIÇA?

    Antes de chegar ao Supremo, o processo estava na 1ª Vara Federal de Sorocaba. A primeira movimentação no sistema naquela instância indica que ele foi distribuído em outubro de 2025. Em 18 de março, a juíza Carolina Castro Costa determinou o envio ao STF.

    A petição ao tribunal foi protocolada em 13 de abril. Em despacho de sexta-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, sorteado relator, determinou que a PGR se manifeste sobre o processo em até cinco dias.

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  • Caiado: tem quem ache que ganha eleição só no TikTok; precisamos respeitar as cidades

    Caiado: tem quem ache que ganha eleição só no TikTok; precisamos respeitar as cidades

    Pré-candidato à Presidência defende maior foco nos municípios e critica campanhas baseadas apenas nas redes sociais; Caiado também reforçou discurso de segurança pública e destacou ações de sua gestão em Goiás.

    O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira (28) que a classe política precisa dar mais atenção às cidades e parar de acreditar que é possível se eleger apenas com as redes sociais.

    “Todo mundo acha que é eleição só no TikTok. Vai ver a hora que o vereador se conscientizar da força que tem, sair de casa em casa, em cada município, para dizer: respeitem os municípios, respeitem quem está na frente do problema em cada cidade”, declarou durante a Marcha dos Gestores e Legislativos Municipais, realizada em Brasília.

    Caiado afirmou que tinha o hábito de receber vereadores no Palácio das Esmeraldas e defendeu a necessidade de investir em iniciativas locais. O ex-governador também disse que não faz política “brigando, mas colocando todo mundo na mesa” para dialogar.

    Segurança pública

    Ronaldo Caiado reforçou seu discurso voltado à segurança pública e afirmou que, durante sua gestão, o governo de Goiás combateu o crime organizado.

    “O bandido muda de profissão ou muda de Goiás, porque a mão do Caiado é pesada… Desafio um Estado que realmente pode dar ao cidadão a segurança pública em Goiás”, disse.

    Segundo a organização do evento, presidenciáveis de outros partidos foram convidados, mas apenas Caiado compareceu. “Cinco presidenciáveis foram convidados. Um aceitou. Aldo Rebelo disse que não viria. O presidente Lula não respondeu. Zema não respondeu. Flávio Bolsonaro não respondeu”, afirmou Gilson Conzatti, presidente da União dos Vereadores do Brasil, entidade responsável pela organização.
     

    Caiado: tem quem ache que ganha eleição só no TikTok; precisamos respeitar as cidades

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  • Tarcísio tem piora na avaliação, mas venceria Haddad em disputa em SP, aponta Genial/Quaest

    Tarcísio tem piora na avaliação, mas venceria Haddad em disputa em SP, aponta Genial/Quaest

    O atual titular do Palácio dos Bandeirantes marca 38% no primeiro turno, contra 26% do ex-ministro da Fazenda de Lula (PT). Na sequência, aparecem o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) e o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB), ambos com 5%

    (CBS NEWS) – O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) supera o oposicionista Fernando Haddad (PT) em todos os cenários de primeiro e segundo turnos testados para a eleição ao Governo de São Paulo por nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29).

    O atual titular do Palácio dos Bandeirantes marca 38% no primeiro turno, contra 26% do ex-ministro da Fazenda de Lula (PT). Na sequência, aparecem o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) e o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB), ambos com 5%.

    Indecisos somam 13%, e brancos, nulos e declarações de não voto marcam 13%.

    O quadro é semelhante em cenário alternativo que não considera a participação de Paulo Serra. Nele, Tarcísio registra 40% das intenções, Haddad, 28%, e Kim, 5%. Indecisos mantêm os 13%, e brancos, nulos e não votos são 14%.

    Nessa configuração, o governador teria mais votos que os adversários somados, o que encerraria a disputa no primeiro turno. Com Paulo Serra na disputa, os rivais de Tarcísio somam 36%, empatados com ele na margem de erro.

    Como mostrou a coluna do Painel, dirigentes do PT torcem para a candidatura de Kim na esperança de que ela abocanhe parte dos votos de Tarcísio e viabilize um segundo turno entre o atual governador e o ex-ministro da Fazenda.

    O coordenador nacional do MBL tem dito que ainda não decidiu se vai disputar o Governo de São Paulo ou se vai tentar a reeleição. À Folha de S.Paulo ele disse que vai tomar a decisão em julho, em comum acordo com o partido, que acaba de ser criado.

    Em eventual segundo turno entre os dois principais concorrentes ao Governo paulista, Tarcísio bate Haddad por 49% a 32%.

    A pesquisa contemplou 1.650 entrevistas domiciliares e presenciais com eleitores de São Paulo de 23 a 27 de abril. O nível de confiança das estimativas é de 95%, e a margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais. O levantamento está registrado sob o código SP-03583/2026.

    Haddad e Tarcísio se enfrentaram na última eleição para governador de São Paulo, em 2022, quando o ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) superou o petista.
    Entre todos os nomes testados, o do ex-ministro da Fazenda de Lula é o mais rejeitado. Dizem que conhecem e não votariam nele 58%. O atual governador é rejeitado por 38%, Paulo Serra, por 31%, e Kim, por 19%.
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    AVALIAÇÃO
    A pesquisa indica piora na avaliação do governo Tarcísio no estado. A gestão é vista como ótima ou boa por 39%, contra 45% do levantamento anterior, de agosto de 2025. Classificam o governo como ruim ou péssimo 19% ante 15%, e o veem como regular 35% contra 29% de antes.

    SENADO

    A pesquisa também ouviu os entrevistados sobre a intenção de voto para senador. Simone Tebet (PSB) lidera com 14%, empatada tecnicamente com Márcio França (PSB), que tem 12%.

    Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo) têm 8% e 6%, respectivamente, enquanto André do Prado (PL) marca 5% e José Aníbal (PSDB), 4%.

    Já em cenário alternativo com Marina Silva (Rede) em vez de Márcio França (PSB), a ex-ministra do Meio Ambiente aparece com 12%, também empatada com Tebet na liderança, esta mantendo 14%.

    Com esta configuração, Derrite tem 8%, Salles e do Prado, 6% cada um, e José Aníbal, 4%.

    Tarcísio tem piora na avaliação, mas venceria Haddad em disputa em SP, aponta Genial/Quaest

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  • Senado decide indicação de Jorge Messias ao STF sob clima de incerteza

    Senado decide indicação de Jorge Messias ao STF sob clima de incerteza

    Apoio indefinido de Davi Alcolumbre e divisão entre governistas e oposição indicam votação apertada; indicado de Lula precisa de 41 votos após sabatina na CCJ, em meio a tensão entre Congresso e Supremo.

    (CBS NEWS) – Indicado pelo presidente Lula (PT) à vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso no STF (Supremo Tribunal Federal), o advogado-geral da União, Jorge Messias, tem a aprovação no Senado incerta diante da falta de sinalização de apoio do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    O plenário do Senado decide nesta quarta-feira (29) se Messias poderá integrar a corte, o que exige 41 votos favoráveis entre 81 senadores em votação secreta. Antes disso, o indicado passa por sabatina, a partir das 9h, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

    As últimas arguições para a corte levaram de 7 horas a 11 horas. A votação na CCJ, composta por 27 senadores, também é secreta. Mesmo em caso de rejeição na comissão, a deliberação será levada ao plenário para a palavra final.

    Na noite desta terça (28), integrantes do Planalto se mostravam mais otimistas com o resultado. Mas o consenso entre governistas e opositores é o de que haverá um placar apertado.

    Para garantir a aprovação de Messias, seus aliados esperavam um gesto público de Alcolumbre e, consequentemente, o voto favorável do grupo de senadores fiel ao parlamentar, mas o presidente do Senado não marcou uma reunião formal com o indicado.

    Senadores da base de Lula dizem esperar que Alcolumbre ainda receba Messias, mesmo que nesta quarta-feira. Nesta segunda-feira (27), o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, chegou a reforçar esse pedido ao presidente do Senado, mas a avaliação é a de que ele está irredutível.

    Contrariado com a escolha de Messias no lugar do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em novembro, Alcolumbre só teve uma interação com o indicado ao longo desses cinco meses. Como revelou a coluna Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, eles se encontraram informalmente durante uma recepção na casa do ministro do STF Cristiano Zanin.

    Messias abordou Alcolumbre para pedir apoio, mas o senador não se comprometeu com isso. Afirmou apenas que vai seguir o rito constitucional da votação e garantir um ambiente de tranquilidade. O vazamento do encontro irritou ainda mais o chefe do Senado, como mostrou o Painel.

    O Palácio do Planalto, que contabiliza cerca de 45 votos a favor de Messias, tenta contornar a resistência de Alcolumbre de outras formas. Como mostrou a Folha de S. Paulo, Guimarães se encarregou de negociar com os senadores cargos em agências reguladoras e a liberação de emendas.

    Líderes do Senado promoveram neste mês trocas na composição da CCJ para ajudar Messias com a entrada de cinco nomes mais alinhados ao governo. O ex-ministro Renan Filho (MDB-AL) entrou no lugar de Sergio Moro (PL-PR) e 

    Ana Paula Lobato (PSB-MA) no de Angelo Coronel (PSD-BA), por exemplo. Depois, Moro entrou como suplente no lugar de outro senador, ou seja, só vota caso haja ausência.

    O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, vai retomar sua cadeira no Senado para a votação. Há uma preocupação do governo de que haja senadores suficientes presentes na votação em uma semana com feriado.

    A não aprovação de Messias seria uma derrota histórica para Lula, já que a última vez que o Senado rejeitou uma indicação presidencial para o STF foi em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto. Para aliados de Alcolumbre, serviria para mostrar que ele controla a Casa e que medidas do governo têm que ser combinadas antes com o senador.

    Governistas que mantêm o otimismo lembram que André Mendonça foi aprovado com 47 votos apesar da oposição de Alcolumbre à época. Já aliados do presidente do Senado afirmam que a suposta neutralidade atual de Alcolumbre, na verdade, é um risco para Messias.

    Na reta final, o advogado-geral intensificou reuniões com senadores e se dedicou a estudar possíveis temas da sabatina. Evangélico, ele também jejuou e fez orações. Nesta terça, o indicado almoçou com a bancada do PSB, evento que teve a presença de Pacheco e do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB).

    Partidos de oposição, como PL e Novo, além dos bolsonaristas, já definiram que votarão contra Messias -cerca de 30 senadores participaram da reunião do grupo nesta terça. Já siglas como PT e PSB votarão a favor. A maior parte do MDB e do PSD também deve apoiar o indicado.

    “Não vai ser só o perfil do indicado que vai pesar, mas o cenário político, a conjuntura do país, os excessos que o Supremo continua cometendo essa altura do campeonato”, disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na corrida presidencial.

    Senadores da oposição afirmam que Messias é fiel a Lula, defendeu a prisão dos envolvidos no 8 de Janeiro e que sua indicação vai na contramão da necessidade de pacificação do país e do resgate do papel do Senado.

    A sabatina de Messias acontece em um contexto de embate acirrado entre o STF e o Senado por causa de investigações de parlamentares, pedidos de impeachment e CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), além da pressão com o caso do Banco Master. Parte dos senadores vê na rejeição de Messias uma resposta para a corte.

    Temas como a separação de Poderes, imunidade parlamentar e o escândalo do INSS devem aparecer na arguição. Messias tem dito a aliados que vai defender limites ao Judiciário em um aceno ao Congresso. Por outro lado, vai adotar cautela em relação ao Master, que implicou os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

    Messias recebeu endosso de ministros do STF, entre eles os dois indicados por Bolsonaro -Mendonça, também evangélico, e Kassio Nunes Marques. Zanin e Gilmar Mendes engrossaram a frente a favor do indicado na corte.

    Em outra frente, o indicado recebeu apoio público de líderes de igrejas, mas enfrenta resistência na bancada evangélica do Senado, composta em grande parte por aliados de Jair Bolsonaro (PL). Sob reserva, eles dizem que as posições de Messias são mais alinhadas ao PT de Lula do que ao conservadorismo.

    A resistência de Alcolumbre ditou o ritmo do processo de indicação de Messias, que levou 160 dias, o mais longo entre os atuais ministros. Como o presidente do Senado ameaçou uma votação relâmpago para rejeitar o indicado assim que a escolha de Lula foi tornada pública, em novembro, o governo decidiu esperar -a formalização da indicação ocorreu apenas em 1º de abril.

    Nesse período, Lula e Alcolumbre voltaram a se aproximar e o governo atuou para distensionar o ambiente. Messias, por sua vez, conseguiu se apresentar a 78 senadores, ressaltando seu perfil técnico e buscando desfazer a ideia de que ele seria um petista ideológico.

    Nome de confiança de Lula, o advogado-geral é procurador da Fazenda desde 2007 e se tornou conhecido nacionalmente como “Bessias” em um grampo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) divulgado pela Operação Lava Jato em meio ao processo de impeachment.

    Senado decide indicação de Jorge Messias ao STF sob clima de incerteza

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  • Moraes diz que políticos sem voto usam crítica ao STF como 'escada eleitoral'

    Moraes diz que políticos sem voto usam crítica ao STF como 'escada eleitoral'

    Dino defende atuar contra ataques à corte, que ele chama de ‘covardia institucional’. Ministros deram declaração durante julgamento na Primeira Turma do tribunal

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Após recentes embates com políticos, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e Flávio Dino saíram em defesa da corte e de seus colegas durante julgamento nesta terça-feira (28) e criticaram parlamentares que, para eles, têm atacado o tribunal para conseguir votos.

    Segundo Dino, o Judiciário deve atuar contra as críticas que visam o Supremo enquanto o “mercado político” não se autorregula. Já Moraes afirmou que os políticos usam a corte como “escada eleitoral”.

    “Em vez de discutir seus mandatos, querem pegar uma escada em uma suposta polarização contra o Supremo, não com críticas, mas com agressões verbais que seriam, em qualquer local do mundo, caracterização de um assédio moral. E, com isso, volto a dizer: querem likes, mas acham que o eleitor não tem consciência disso”, afirmou o magistrado.

    Os ministros deram as declarações durante julgamento na Primeira Turma que rejeitou uma denúncia apresentada pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) contra o colega José Nelto (União Brasil-GO) pelos supostos crimes de injúria e calúnia.

    O congressista do PL acionou o Supremo depois que Nelto chamou-o de “nazista”, “fascista” e “idiota” durante um episódio do podcast Papo de Garagem, em 2023. Houve um empate e, dessa forma, a decisão deve ser a mais favorável ao envolvido.

    Ao votar pela rejeição, Moraes afirmou que parlamentares usam programas do tipo para ofenderem uns aos outros, enquanto cada um repercute esses embates em suas redes sociais. “Eles próprios instrumentalizariam xingamentos recíprocos como forma de campanha eleitoral”, disse o ministro.
    Segundo Moraes, a mesma estratégia tem sido aplicada contra o tribunal e os ministros do STF.

    “Parlamentares -independentemente de partido ou posição ideológica- de posições opostas se reúnem exatamente para isso: para um ficar ofendendo o outro. Cada um repercute nas suas redes sociais, cada um tem muitos likes e consegue elevar o conhecimento público sobre seus nomes. Ou seja, eles próprios instrumentalizam xingamentos recíprocos como uma forma de campanha eleitoral”, disse.

    “Estamos vendo isso não só em relação aos parlamentares, mas também ao próprio Supremo Tribunal Federal e a ministros desta corte. Políticos que não têm votos necessários para atingir as candidaturas que querem acabam querendo ofender o Poder Judiciário, a honra, a dignidade do Poder Judiciário, utilizando-o como escada eleitoral”, completou.

    Dino, que votou para receber a queixa de Gayer apenas pelo crime de calúnia, afirmou que as críticas ao Supremo são desleais e uma “covardia institucional”. Ele defendeu que o Judiciário deve atuar em meio a uma “degeneração” do debate.

    “Cada dia vejo com mais perplexidade essa ideia de alguns de que ao atacarem o Supremo estarão amealhando votos. Espero que o próprio mercado político possa se autorregular, mas, enquanto isso não ocorre e este livre debate de ideias se transforma nesse tipo de degeneração, creio que a tutela jurisdicional é o único mecanismo que pode conter a lei do mais forte”, declarou.

    Duas semanas atrás, em 14 de abril, os ministros da Segunda Turma usaram uma sessão do colegiado para criticar a proposta de indiciamento de magistrados da corte pelo relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

    Os magistrados também consideraram que houve viés eleitoreiro no relatório do congressista. Dias Toffoli, por exemplo, declarou que “a Justiça Eleitoral não faltará em punir aqueles que abusam do seu poder para obter votos”.

    Decano do tribunal, Gilmar Mendes foi responsável pela crítica mais contundente e chegou a acionar a PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Vieira para investigar possível abuso de autoridade.

    O ministro também se envolveu em um embate com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), após o pré-candidato à Presidência divulgar em suas redes sociais vídeos em que satiriza integrantes do Supremo.
    Gilmar enviou a Moraes uma notícia-crime contra Zema e pediu que o político seja investigado no inquérito das fake news pelas postagens. O procedimento é sigiloso.

    Após a divulgação dos vídeos anteriores, o decano do Supremo chegou a comparar as críticas feitas à corte a retratar o ex-governador como homossexual e questionou se isso não seria “ofensivo”, mas depois pediu desculpas.

    Moraes diz que políticos sem voto usam crítica ao STF como 'escada eleitoral'

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  • PF investiga entrada de malas por avião de empresário em que estavam Motta e Ciro Nogueira

    PF investiga entrada de malas por avião de empresário em que estavam Motta e Ciro Nogueira

    A Polícia Federal está investigando a entrada de malas no Brasil por meio de um avião de um empresário de bets em que estavam os deputados Hugo Motta e Ciro Nogueira

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Polícia Federal investiga a entrada no Brasil de cinco bagagens trazidas em um voo em que estavam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) em abril de 2025. As bagagens não passaram pelo raio-X ao chegar a São Paulo, quando um auditor fiscal autorizou que fossem liberadas sem inspeção. O caso está no STF (Supremo Tribunal Federal).

    O episódio ocorreu no retorno de uma viagem à ilha caribenha de São Martinho em um avião particular que pertence ao empresário piauiense Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, dono de empresas de apostas online que disponibilizam jogos como o Fortune Tiger -popularmente conhecido como “jogo do tigrinho”.

    No trecho de manifestação citado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, o MPF (Ministério Público Federal) não informa a quem pertencem as malas e sacolas. Os procuradores afirmam, de forma equivocada, que o voo teria ocorrido em abril de 2024. A Folha apurou que a investigação da Polícia Federal se refere a um desembarque ocorrido, na verdade, em 20 de abril de 2025.

    O avião PP-OIG, que pertence a Fernando, saiu em 13 de abril do aeroporto de Catarina rumo ao caribe e voltou uma semana depois, em 20 de abril, pousando às 21h. Quase uma hora depois, às 21h50, um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) buscou Motta no local e o levou para Brasília.

    Procurado pela Folha de S.Paulo, Motta confirmou que esteve no voo, mas disse que, ao desembarcar no aeroporto, “cumpriu todos os protocolos e determinações estabelecidas na legislação aduaneira”.

    A assessoria de imprensa do deputado também afirmou que ele aguardará a manifestação da Procuradoria.

    Além de Motta e Ciro, estavam na aeronave os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL), ambos líderes de seus partidos na Câmara.

    A reportagem também entrou em contato com as assessorias de Ciro Nogueira, Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões e com Fernandin OIG no início da noite de segunda (27) para obter o posicionamento deles sobre o episódio.

    O pedido foi reforçado nesta terça (28) às 9h para Ciro, às 9h45 para Dr. Luizinho e às 9h30 e às 9h50 para Isnaldo. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.

    O caso foi enviado pela Justiça Federal de São Paulo ao Supremo, onde está sob sigilo. A petição ao tribunal foi protocolada em 13 de abril. Em despacho de sexta-feira (24), Moraes determinou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre o processo em até cinco dias.

    Questionada sobre a existência de um processo interno para apurar a conduta do auditor investigado pela PF, a Receita Federal afirmou que as investigações da corregedoria transcorrem em sigilo e que não poderia confirmar se há procedimentos abertos no caso específico.

    “Quando notificada sobre possíveis desvios funcionais, a Receita Federal instaura, através de sua corregedoria, procedimentos administrativos disciplinares para a apuração dos fatos. Para garantir os direitos constitucionais de ampla defesa e contraditório aos envolvidos, as investigações transcorrem em sigilo até sua conclusão”, disse.

    O inquérito instaurado pela Polícia Federal apura os possíveis crimes de facilitação de contrabando ou descaminho e prevaricação.

    As informações apontam que o auditor fiscal Marco Antônio Canella permitiu que o piloto José Jorge de Oliveira Júnior “passasse com cinco volumes por fora do equipamento de raio-X” no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP), na região metropolitana de Sorocaba, por volta das 21h de 20 de abril de 2025.

    A Folha de S.Paulo também buscou contato com o piloto por mensagem via Instagram e WhatsApp nos últimos dois dias, além de ligação às 10h10 e às 12h30 desta terça. O auditor fiscal foi procurado por email e por ligação, por volta das 14h15 e 14h20. Não houve resposta.

    Durante a investigação, a PF obteve a lista de passageiros do voo, na qual constam os nomes de Motta, Ciro, Isnaldo e Dr. Luizinho. Por envolver autoridades com foro especial, o caso foi enviado ao MPF -que pediu que o processo tramitasse no STF.

    “Diante do que a autoridade policial, considerando a possibilidade de a continuidade das investigações revelar o envolvimento dos passageiros que possuem foro privilegiado no delito sob apuração ou em outras práticas delitivas, remeteu os autos ao Parquet Federal [o MPF] para que verifique se é caso de declínio de atribuição”, diz trecho da manifestação do órgão.

    Os políticos retornavam de São Martinho, ilha no Caribe considerada paraíso fiscal pela Receita Federal, em lista divulgada em 2017. O local também é conhecido como a Las Vegas do Caribe devido a atrações noturnas, como cassinos.

    Antes de chegar ao Supremo, o processo estava na 1ª Vara Federal de Sorocaba. A primeira movimentação no sistema naquela instância indica que ele foi distribuído em outubro de 2025. Em 18 de março, a juíza Carolina Castro Costa determinou o envio ao STF.

    “Destarte, diante da natureza dos fatos apurados e da eventual existência de prerrogativa de foro, a deliberação acerca da competência para o processamento e julgamento incumbe ao Supremo Tribunal Federal”, afirmou a magistrada em sua decisão.

    Como mostrou a Folha de S,Paulo, Ciro Nogueira já viajou em outra ocasião em um jatinho particular de Fernandin OIG. Em maio de 2025, o presidente do PP foi até a Europa em um dos aviões, enquanto o empresário era alvo da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Bets.

    O colegiado foi instalado no Senado no fim de 2024 para apurar irregularidades em casas de apostas e possíveis esquemas de manipulação de resultados em eventos esportivos.

    PF investiga entrada de malas por avião de empresário em que estavam Motta e Ciro Nogueira

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  • STF torna Gustavo Gayer réu sob acusação de injúria por ligar Lula a Hamas e nazismo

    STF torna Gustavo Gayer réu sob acusação de injúria por ligar Lula a Hamas e nazismo

    Pastor chamou Alto Comando do Exército de ‘cambada de frouxos’ em ato bolsonarista na Paulista. Primeira Turma também abriu ação penal contra deputado por ligar presidente a Hamas e nazismo

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) tornou nesta terça-feira (28) o deputado federal bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO) réu sob acusação de injúria contra o presidente Lula (PT). A abertura da ação penal foi tomada por unanimidade.

    Em fevereiro de 2024, o parlamentar publicou uma montagem de Lula segurando um fuzil e com símbolos do nazismo e do grupo Hamas.

    A partir de agora, passa a tramitar uma ação penal contra o bolsonarista na corte. A turma do STF também determinou a comunicação da decisão à Câmara dos Deputados.

    A pena para Gayer, caso condenado, pode ser fixada de três meses a um ano de detenção e multa, e pode ser aumentada pelo agravante de a injúria ter sido cometida contra presidente da República, pessoa com mais de 60 anos e por meio de redes sociais.

    Votaram nesse sentido o relator Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A Primeira Turma está com quatro integrantes desde a mudança de Luiz Fux para a Segunda Turma.

    A publicação de Gayer foi feita no contexto de críticas de Lula ao governo de Israel, quando o presidente disse que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, está usando a guerra no Oriente Médio para se vingar dos palestinos e permanecer no poder.

    A Presidência levou a representação ao MPF (Ministério Público Federal), que ofereceu uma denúncia à corte.

    Os ministros analisaram o recebimento da denúncia, etapa na qual o juiz observa se há indícios de autoria e de materialidade da conduta apontada.

    Com a confirmação, a corte dá início à instrução penal para o julgamento definitivo, com a coleta de provas, depoimentos, interrogatórios.

    O relator do caso, ministro Flávio Dino, afirmou, no julgamento, que a adulteração da imagem feita pelo deputado não pode ser caracterizada como abarcada pela imunidade parlamentar.

    “Tal montagem ou tal falseamento, adulteração, não se inserem no âmbito protetivo de opiniões, palavras e votos. Na minha perspectiva, nesse instante, ela não abrange montagem, falseamento da imagem alheia, sobretudo, reiterando, em termos de tempos de inteligência artificial”, disse.

    Na mesma sessão, o colegiado rejeitou uma queixa-crime de Gayer sob acusação de calúnia e injúria contra o colega José Nelto (União Brasil-GO). Neste caso, houve um empate e, dessa forma, a decisão deve ser a mais favorável ao envolvido.

    O caso começou a ser analisado em junho passado, quando a relatora, ministra Cármen Lúcia, votou pelo recebimento da denúncia. Dino acompanhou em parte, para que o processo tenha andamento apenas na parte sobre calúnia.

    Nesta terça, ao votar, Moraes divergiu dos colegas e foi acompanhado por Cristiano Zanin.

    Gayer questionava declarações feitas por Nelto no podcast Papo de Garagem, em 2023, ao chamá-lo de “nazista”, “fascista” e “idiota”.

    Para Moraes, a denúncia deveria ser integralmente rejeitada por ter identificado um comportamento mais amplo e de ambos os parlamentares de se agredirem publicamente, como forma de visibilidade política.

    Segundo o ministro, depois da edição do podcast apontado na queixa-crime, os dois deputados voltaram ao programa e seguiram o debate, com vários xingamentos. “Ninguém fica duas horas lado a lado ouvindo ofensas se realmente se sente ofendido”, disse Moraes.

    STF torna Gustavo Gayer réu sob acusação de injúria por ligar Lula a Hamas e nazismo

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  • Alessandro Vieira diz que escritório da esposa de Moraes move processo contra ele

    Alessandro Vieira diz que escritório da esposa de Moraes move processo contra ele

    A ação teria sido movida pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e os filhos Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, que pedem indenização de R$ 20 mil para cada um dos autores

    O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta terça-feira, 28, ser alvo de processo por danos morais por parte do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, que pertence à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

    A assessoria de Vieira informou que a ação é movida pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e os filhos Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, que pedem indenização de R$ 20 mil para cada um dos autores.

    Procurado para comentar o caso, o escritório não havia se manifestado até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

    Eles alegam que o senador violou a honra e a imagem do escritório ao afirmar, em entrevista ao programa Sala de Imprensa, do SBT News, que o escritório recebeu dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

    Alessandro Vieira argumenta que, na ocasião, descreveu fluxo financeiro sob investigação na CPI do Crime Organizado, de que foi relator, e nega ter atribuído ligação entre o PCC e o escritório da família do ministro. “Eu não disse isso. Em nenhum momento, está gravado. O que eu disse, repito, é provado e confessado, é que eles receberam sim, cerca de R$ 80 milhões do Banco Master, que hoje nós sabemos, era um grupo criminoso”, afirma.

    “O que fiz foi relatar o processo provável de lavagem de dinheiro realizado por um grupo que contratou os serviços do escritório da família Moraes. Não apontei em nenhum momento uma ligação direta entre o PCC e o referido escritório.”, acrescenta.

    Informações da declaração de Imposto de Renda do banqueiro Daniel Vorcaro enviadas à CPI apontam que o Barci de Moraes Sociedade de Advogados recebeu R$ 80.223.653,84 em pagamentos do Banco Master, em 2024 e 2025. Caso o contrato tivesse sido cumprido integralmente, o valor pago poderia chegar a R$ 129 milhões até o início de 2027.

    O escritório afirmou que “não confirma essas informações incorretas e vazadas ilicitamente, lembrando que todos os dados fiscais são sigilosos”.

    Segundo o senador, o processo movido pelos familiares do ministro do STF é uma “tentativa de intimidação” que se soma a “ameaças e ofensas dos ministros (Dias) Toffoli e Gilmar (Mendes) e são sintomas de um quadro grave, onde uma elite se julga intocável”.

    Durante a entrevista mencionada no processo, concedida no dia 15 de março, Alessandro Vieira abordou dados recebidos pela CPI do Crime Organizado sobre as atividades financeiras do Master. Segundo ele, Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do banco Master produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam para a existência de uma “lavanderia” de dinheiro.

    “Você tem apurações em andamento que apontam a chegada de recursos do PCC, uma organização criminosa violenta. Você tem indicativos de pagamento a autoridades de diversos poderes, servidores públicos de carreira, políticos, eventualmente pessoas ligadas ao Judiciário”, disse.

    Ao detalhar, ele cita a família de Moraes: “A gente tem informações que apontam circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Não é razoável dizer agora que essa circulação é ilícita. Moralmente falando, ela é absolutamente reprovável. Juridicamente falando, a gente vai ter que ter mais passos para constatar. Quando o Master contrata o escritório de advocacia da família do ministro Alexandre de Moraes, ele está contratando um serviço jurídico? Esse escritório prestou serviços correspondentes aos valores recebidos? Até o momento o indicativo é que não”, afirmou o senador, que prosseguiu citando os pagamentos identificados.

    Alessandro Vieira diz que escritório da esposa de Moraes move processo contra ele

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  • Lula lidera no primeiro turno e empata com Flávio e Zema no segundo turno, diz Atlas/Bloomberg

    Lula lidera no primeiro turno e empata com Flávio e Zema no segundo turno, diz Atlas/Bloomberg

    Levantamento mostra Lula à frente no primeiro turno e disputas apertadas no segundo, com empates técnicos contra Flávio Bolsonaro e Romeu Zema; pesquisa ouviu mais de 5 mil eleitores e tem margem de erro de um ponto percentual.

    Pesquisa do instituto Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (28), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera no primeiro turno e aparece em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e com o ex-governador Romeu Zema (Novo) em cenários de segundo turno.

    Segundo o levantamento, Lula tem 46,6% das intenções de voto no primeiro turno, contra 39,7% de Flávio Bolsonaro. O empresário Renan Santos (Missão) aparece com 5,3%, enquanto o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (União) registra 3,3%. Considerando a margem de erro de um ponto percentual, Caiado e Renan estão tecnicamente empatados.

    Em relação ao levantamento anterior, as variações ocorreram dentro da margem de erro. Lula oscilou positivamente 0,7 ponto percentual, enquanto Flávio recuou 0,4 ponto. Renan Santos teve alta de 0,9 ponto percentual.

    Zema aparece com 3,1%, e o escritor Augusto Cury (Avante) soma 1,1%. O ex-governador mineiro está empatado com Caiado e Cury. Também em empate com Cury está o ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (DC), que tem 0,3%. Brancos e nulos somam 0,5%, e 0,1% dos entrevistados estão indecisos.

    Em um cenário com 13 pré-candidatos, Lula aparece com 44,2% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 39,3%. Na sequência estão Renan (5,1%), Zema (3,5%) e Caiado (3,0%). Há empate técnico entre Renan e Zema e também entre os dois ex-governadores.

    Também aparecem empatados a dentista Samara Martins (UP), com 2%; o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), com 1,3%; Aldo Rebelo, com 0,4%; Augusto Cury, com 0,4%; e o economista Edmilson Costa (PCB), com 0,2%.

    O professor Hertz Dias (PSTU), o ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza) e o jornalista Rui Costa Pimenta (PCO) não pontuaram. Brancos e nulos somam 0,2%, e outros 0,2% estão indecisos.

    A pesquisa também simulou um cenário em que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) substitui Lula. Nesse caso, Haddad tem 40,5% das intenções de voto e aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro, que soma 39,2%.

    Na sequência, aparecem empatados Renan (5,8%), Zema (3,8%) e Caiado (3,6%). Cury tem 1,3% e empata com Aldo Rebelo, que registra 0,5%. Indecisos somam 0,5%, enquanto 4,8% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo.

    Segundo turno tem disputas acirradas

    O levantamento aponta empate técnico entre Lula e Flávio em um eventual segundo turno. O senador tem 47,8% das intenções de voto, contra 47,5% do presidente. Indecisos, brancos e nulos somam 4,7%.

    Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em março, Flávio oscilou positivamente 0,2 ponto percentual, enquanto Lula avançou 0,9 ponto.

    Outro empate técnico ocorre em um cenário entre Lula e Zema. O presidente aparece com 47,4%, enquanto o ex-governador tem 46,5%. Indecisos e brancos ou nulos somam 6,1%. Nesse caso, a diferença caiu de 2,9 pontos percentuais no levantamento anterior para 0,9 ponto.

    Lula venceria um eventual segundo turno contra Caiado, com 46,8% das intenções de voto, ante 42,2% do ex-governador. Indecisos, brancos e nulos somam 11%.

    Pela primeira vez, a pesquisa simulou um segundo turno entre Lula e Renan Santos. Nesse cenário, o presidente teria 47,1%, contra 29,5% do fundador do Movimento Brasil Livre (MBL). Indecisos e eleitores que votariam em branco ou nulo somam 23,5%.

    O instituto ouviu 5.008 eleitores pela internet entre os dias 22 e 27 de abril. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. A metodologia adotada foi o recrutamento digital aleatório. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07992/2026.

    Lula lidera no primeiro turno e empata com Flávio e Zema no segundo turno, diz Atlas/Bloomberg

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  • Durigan fala em 'consenso' sobre Desenrola 2

    Durigan fala em 'consenso' sobre Desenrola 2

    Ministro afirma que proposta com descontos de até 90% e uso do FGTS será apresentada a Lula; governo quer anunciar pacote ainda nesta semana para reduzir endividamento das famílias, que já atinge níveis recordes no país.

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (27) que o programa de renegociação de dívidas, informalmente chamado de Desenrola 2.0, será levado nesta terça-feira (28) para avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele também reiterou que a expectativa é de anúncio ainda nesta semana. A declaração foi feita após reunião com executivos de alguns dos principais bancos do país.

    Durigan confirmou a previsão de descontos de até 90% nas renegociações, além da possibilidade de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas. Segundo o ministro, os prazos das dívidas a serem renegociadas já foram definidos em conjunto com os bancos, mas os detalhes do funcionamento do programa serão divulgados apenas após a validação pelo presidente.

    Participaram do encontro representantes de instituições como Itaú Unibanco, Santander Brasil, BTG Pactual, Bradesco e Nu Pagamentos, além do presidente da Febraban, Isaac Sidney. “Eu diria que chegamos a um bom consenso técnico em todos os pontos, e estou pronto para levar ao presidente. Voltando para Brasília amanhã (hoje), falo com o presidente, para que o anúncio seja feito possivelmente ainda esta semana”, afirmou.

    O público-alvo do programa será formado por pessoas com dívidas em três modalidades de crédito: cartão de crédito, crédito pessoal e cheque especial. De acordo com Durigan, as taxas de juros nesses casos variam entre 6% e 10% ao mês. “O governo está exigindo que haja uma taxa de juros muito menor do que a praticada nesses três segmentos”, disse. Também haverá restrições, como para a realização de apostas eletrônicas pelos beneficiários. “A gente passou em revista todos os pontos do programa. A área técnica me acompanhou, trouxe a perspectiva, os bancos também.”

    Como mostrou o Estadão, o endividamento recorde é uma das principais preocupações do governo. Em seu terceiro mandato, Lula já fez ao menos 13 pronunciamentos incentivando o consumo das famílias e a tomada de crédito para estimular a economia. Especialistas, no entanto, alertam que o alívio imediato pode levar ao aumento do endividamento no longo prazo.

    Durigan fala em 'consenso' sobre Desenrola 2

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