Categoria: TECNOLOGIA

  • Apple permitirá baixar apps fora da App Store e pagamento via Pix após acordo com Cade

    Apple permitirá baixar apps fora da App Store e pagamento via Pix após acordo com Cade

    Relator diz que decisão é inédita no mundo ao abrir sistema operacional com base apenas na lei antitruste; empresa cita riscos à segurança de usuários, mas diz trabalhar por proteções contra parte das ameaças

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O tribunal do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) formou maioria para validar um acordo com a Apple para encerrar um processo que investigava práticas anticompetitivas no sistema operacional oferecido pela empresa. A companhia se comprometeu a permitir o download de aplicativos fora da App Store e a autorizar pagamentos alternativos durante o uso dos programas, inclusive o Pix.

    A investigação teve origem em uma denúncia do Mercado Livre, que questionava a obrigatoriedade do uso do sistema de pagamentos da Apple e o impedimento a desenvolvedores de informar usuários sobre opções de compra fora da App Store, potencialmente mais baratas.

    O TCC (Termo de Compromisso de Cessação) remove a vinculação obrigatória do sistema de pagamentos da Apple. Com a implementação das novas regras, os desenvolvedores poderão até mesmo assumir a interface de pagamentos e oferecer métodos alternativos ao lado daquele da empresa americana.

    O texto do compromisso cita explicitamente o Pix como um desses possíveis meios, mencionando a significativa adoção no país e a supervisão exercida pelo Banco Central. A Apple também deixa de proibir que aplicativos exibam links ou botões direcionando o usuário para compras em sites externos.

    O TCC estabelece ainda uma nova estrutura de comissões no Brasil. No modelo tradicional, a empresa cobrava 30% sobre as transações realizadas na App Store. A partir do acordo, essa cobrança passa a ser desagregada por tipos. A comissão da App Store será de 25% para grandes desenvolvedores e de 10% para pequenas empresas enquadradas em um programa da Apple.

    No campo da segurança e da transparência, o acordo autoriza a Apple a exibir telas de aviso informando que determinada transação será gerenciada pelo desenvolvedor, e não pela empresa. O Cade, no entanto, determinou que esses avisos utilizem linguagem neutra e objetiva, sem criar fricções desnecessárias ou mecanismos que possam desencorajar o consumidor.

    De acordo com o conselheiro Victor Oliveira Fernandes, relator do caso do Cade, a medida é pioneira no mundo. “A partir da presente decisão, o Brasil passará a ocupar posição inédita no panorama global, figurando como a única jurisdição em que a Apple será instada a promover a abertura de seu ecossistema móvel com fundamento exclusivo na aplicação da legislação antitruste”, disse.

    O acordo terá vigência de três anos e permite uma fase de transição de 120 dias. O cumprimento das obrigações será acompanhado por um interventor independente, e o descumprimento integral das medidas pode resultar em multa de até R$ 150 milhões.

    Procurada, a Apple afirmou que baixar aplicativos fora da loja oficial da empresa cria novos riscos aos usuários e que, para cumprir as exigências, está fazendo mudanças que impactarão os aplicativos do iOS no Brasil.

    “Embora essas mudanças abram novos riscos à privacidade e à segurança dos usuários, trabalhamos para manter proteções contra algumas ameaças, incluindo a preservação de salvaguardas importantes para usuários mais jovens”, afirmou.

    “Essas salvaguardas não eliminarão todos os riscos, mas ajudarão a garantir que o iOS continue sendo a melhor e mais segura plataforma móvel disponível no Brasil, e continuaremos a defender os interesses de usuários e desenvolvedores”, disse a empresa, em nota.

    A Apple afirma que a empresa tem um processo rigoroso de revisão dos programas oferecidos em sua vitrine para prevenir golpes, fraudes e exposição a conteúdos ilícitos. De acordo com eles, embora o acordo introduza novos riscos, ele oferece mais salvaguardas à privacidade, à segurança e à proteção dos usuários do que as medidas que a empresa foi obrigada a implementar na Europa.

    A companhia acredita que, diferentemente do que ocorre no continente europeu, onde foi estabelecido o Digital Markets Act (legislação da União Europeia voltada a práticas concorrenciais de big techs implementada, na prática, em 2024), a Apple poderá adotar ações para proteger os usuários, com ênfase especial na segurança de crianças e de dados sensíveis. Os usuários poderão continuar escolhendo o sistema da Apple para pagamentos em aplicativos, e os apps só poderão ser baixados de lojas alternativas autorizadas.

    Apple permitirá baixar apps fora da App Store e pagamento via Pix após acordo com Cade

  • Morre Vince Zampella, cocriador do jogo 'Call of Duty', aos 55 anos

    Morre Vince Zampella, cocriador do jogo 'Call of Duty', aos 55 anos

    Vince Zampella, cocriador de jogos icônicos como “Call of Duty” e “Battlefield”, morreu em um acidente de carro na Califórnia; Zampella, que tinha 55 anos, era uma figura influente na indústria de games

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Vince Zampella, um dos executivos mais influentes da indústria de jogos eletrônicos global, morreu aos 55 anos em um acidente de carro neste domingo (21). Ele era conhecido por cocriar a franquia “Call of Duty”, uma das mais bem-sucedidas da história dos videogames.

    Segundo a emissora NBC Los Angeles, Zampella dirigia uma Ferrari que saiu da pista e chocou com uma barreira de concreto, em uma rodovia no sul da Califórnia. O veículo chegou a pegar fogo após a colisão. Zampella morreu no local, mas seu passageiro (não identificado) foi levado a um hospital, onde não resistiu aos ferimentos.

    Zampella foi cofundador da desenvolvedora Infinity Ward ao lado de Jason West, estúdio responsável pela criação da bem-sucedida série “Call of Duty”, lançada em 2003. Após ser demitido pela empresa controladora Activision, ele cofundou a Respawn Entertainment em 2010, que foi adquirida posteriormente pela EA (Electronic Arts). Desde 2021, estava à frente da franquia “Battlefield”, dentro da própria EA.

    “Esta é uma perda inimaginável e nossos corações estão com a família de Vince, seus entes queridos e todos aqueles que foram tocados por seu trabalho”, disse a EA em um comunicado. “A influência de Vince na indústria de videogames foi profunda e abrangente. Amigo, colega, líder e criador visionário, seu trabalho ajudou a moldar o entretenimento interativo moderno e inspirou milhões de jogadores e desenvolvedores em todo o mundo. Seu legado continuará a moldar a forma como os jogos são feitos e como os jogadores se conectam por gerações.”

    Morre Vince Zampella, cocriador do jogo 'Call of Duty', aos 55 anos

  • Xiaomi 17 Ultra: veja algumas fotografias captadas com o top de linha

    Xiaomi 17 Ultra: veja algumas fotografias captadas com o top de linha

    O novo top de linha da empresa chinesa, o Xiaomi 17 Ultra, contará com uma câmera traseira certificada pela Leica. O anúncio oficial do celular está marcado para esta semana

    A Xiaomi já anunciou que vai apresentar oficialmente o seu novo top de linha, o Xiaomi 17 Ultra, no dia 25 de dezembro. A empresa até revelou as primeiras imagens oficiais do celular, desvendando também as três cores que estarão disponíveis nas lojas.

    Entretanto, parece que a Xiaomi está confortável em compartilhar mais informações sobre o Xiaomi 17 Ultra e também revelar um pouco das capacidades – sobretudo da câmera traseira, que deverá estar equipada com um sensor principal de 1 polegada.

    Vale lembrar que, tal como tem acontecido nos últimos anos, a câmera traseira do Xiaomi 17 Ultra voltará a contar com certificação da conhecida marca de lentes Leica.

    Xiaomi 17 Ultra: veja algumas fotografias captadas com o top de linha

  • Instagram pode vir a ter vídeos longos como o YouTube

    Instagram pode vir a ter vídeos longos como o YouTube

    A maior popularidade do TikTok levou o Instagram a alterar a estratégia e apostar em vídeos de curta duração mas, em um momento em que os vídeos longos estão entre os mais consumidos e populares no YouTube, a empresa admite permitir este tipo de conteúdo

    O responsável pelo Instagram, Adam Mosseri, afirmou em entrevista com o site Semafor que a empresa poderá vir a permitir vídeos de longa duração na rede social – sinalizando assim uma mudança de estratégia na plataforma diferente dos últimos anos.

    Vale lembrar que, com a maior popularidade do TikTok, o Instagram decidiu apostar forte nos vídeos de curta duração Reels mas, em um momento em que os criadores de conteúdos têm encontrado sucesso no YouTube com vídeos mais longos

    “Pode acontecer que talvez precisemos que o conteúdo premium funcione”, afirmou Mosseri. “Pode ser que precisemos de vídeos de longa-duração”.

    O que parece certo é a decisão do Instagram de dar aos usuários um maior controle em relação ao que é sugerido pelos respectivos algoritmos, com Mosseri afirmando que, nos próximos meses, os usuários teriam mais ferramentas para indicar o que querem ver mais nos seus feeds.

    Instagram pode vir a ter vídeos longos como o YouTube

  • Inteligência artificial cria negócio imobiliário bilionário no Brasil com data centers

    Inteligência artificial cria negócio imobiliário bilionário no Brasil com data centers

    O Brasil emerge como um território favorável para abrigar data centers, que funcionam como uma espécie de hotel para abrigar supercomputadores

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Megainvestidores estrangeiros e nacionais, como Goldman Sachs, BTG Pactual, Patria Investimentos e General Atlantic, estão se posicionando para explorar o boom global de inteligência artificial no Brasil por meio da construção de data centers.

    Até 2030, a construção desses complexos vai exigir cerca de US$ 7 trilhões (R$ 39 trilhões) em investimentos para atender à crescente demanda por processamento de informação, segundo uma estimativa da McKinsey, sendo a maior parte disso voltado para inteligência artificial. É uma parcela disso que esses investidores querem abocanhar por meio desses empreendimentos imobiliários.

    Na América Latina, o Brasil emerge como um território favorável para abrigar data centers, que funcionam como uma espécie de hotel para abrigar supercomputadores capazes de processar grandes volumes de informação. Em um relatório recente, os analistas do BTG Pactual disseram que Brasil e Chile têm o potencial de se transformar em “um paraíso” para o setor.

    A ABDC (Associação Brasileira de Data Center), que usa a capacidade instalada do projeto como referência, calcula que os novos complexos devem adicionar 2.000 megawatts à estrutura atual de 800 MW em data centers já construídos no país. Segundo estimativas de mercado, isso vai consumir US$ 20 bilhões (R$ 110 bilhões) em investimentos.

    “O Brasil está estreando sua vocação para receber data centers. É o país do mundo com o maior potencial de desenvolvimento de energia renovável que a gente conhece. Tem infraestrutura de maneira bastante desenvolvida”, disse Alessandro Lombardi, presidente da Elea Data Centers, empresa que tem o Goldman Sachs como investidor, acrescentando que boas relações diplomáticas com EUA, China e Europa também contribuem.

    Com base em anúncios ao mercado e pedidos de ligação à rede de eletricidade protocolados junto ao MME, a Folha mapeou os principais projetos em curso -considerando apenas aqueles que já tiveram algum nível de aprovação.

    Sete empresas anunciaram projetos acima de 100 MW, o equivalente ao consumo de uma cidade de 1 milhão de habitantes. São elas Scala, Elea, Omnia, Tecto, Aurea, 247 Data Centers e Terranova: todas, em algum nível, estão ligadas a grandes investidores, incluindo bilionárias gestoras de recursos estrangeiras, como Digital Bridge, com US$ 96 bilhões de ativos sob gestão, Actis, investidora de infraestrutura controlada pela General Atlantic, com US$ 108 bilhões.

    Em construção na região metropolitana de Fortaleza, o data center da ByteDance, conglomerado chinês por trás do TikTok, será o maior da América Latina, com capacidade instalada de 200 megawatts -um consumo elétrico equivalente ao de uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. O projeto vai exigir R$ 200 bilhões em investimentos da companhia chinesa e R$ 12 bilhões do Patria Investimentos.

    QUARTO DE HOTEL

    Apesar de toda a tecnologia envolvida, para esses megainvestidores, os data centers são enquadrados na categoria de ativos imobiliários. Impulsionada pelo rápido crescimento no uso da inteligência artificial, a expansão dos complexos de processamento de informação criou um novo negócio dentro do mercado de imóveis, atraindo investidores que antes investiam, por exemplo, em galpões logísticos.

    “O data center é como se fosse um hotel de computador. Você vai lá alugar um quarto, uma sala, um metro quadrado. Lá tem um rack, tem ar-condicionado e tem energia elétrica estabilizada,” diz Tito Costa, diretor de receita da Tecto, uma empresa controlada por fundos de investimento do BTG Pactual.

    Os investidores constroem o data center para abrigar supercomputadores. Depois de prontos, fecham um contrato de aluguel de dez anos, renováveis por outros dez anos. No preço, estão incluídos os serviços de manutenção, como eletricidade e muitos litros de água.

    A manutenção está longe de ser um serviço trivial. Eles precisam de resfriamento constante porque os chips mais potentes aquecem tanto que seria possível fritar um ovo neles, comparação feita por Márcio Aguiar, diretor de negócios com data centers na América Latina da fabricante de chips Nvidia.

    Por isso, um sistema potente de refrigeração está no centro da operação e consome quantidades enormes de eletricidade e, às vezes, de água, que precisa ser potável para evitar contaminação, o que dificulta a utilização de fontes de reuso.

    Como numa casa ou num escritório, os inquilinos trazem os móveis, que no caso são os supercomputadores que vão ocupar o data center. O setor estima que as big techs podem investir cerca de US$ 100 bilhões (R$ 546 bilhões) em compra de equipamentos, em geral importados, para ocupar os data centers no Brasil.

    As companhias colocam muito dinheiro porque os ganhos também estão nas casas dos bilhões. Segundo Rodrigo Abreu, sócio do Patria Investimentos e presidente da Omnia, o data center do TikTok, no Ceará, vai gerar R$ 16 bilhões em serviços exportados ao ano. O valor seria dividido entre geradora de eletricidade, operadora do data center e subsidiária da “big tech” no Brasil.

    O MPF (Ministério Público Federal), liderança do povo Anacé e entidades da sociedade civil contestam os impactos ambientais do projeto. Perícia contratada pelo MPF apontou omissão de que o data center terá “uma verdadeira termelétrica, considerando a quantidade de geradores”.

    INCENTIVOS DO GOVERNO

    Para executivos do setor, existem dificuldades para se instalar no Brasil, como ligar os data centers à rede elétrica e os impostos cobrados na importação dos supercomputadores. “O custo para investir ainda atrapalha”, diz Lombardi, da Elea.

    A fim de viabilizar os negócios, executivos das empresas mantiveram nos últimos meses uma agenda de visitas aos ministérios de Minas e Energia, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e Fazenda.

    A Omnia escolheu se instalar em uma zona de processamento de exportação (ZPE), onde não incidem uma série de tributos. A Tecto utiliza um regime especial de tributação.

    A esperança do setor recai em uma medida provisória do governo Lula, válida até 25 de fevereiro, que facilita o acesso às vantagens fiscais em todo o país. O governo e o setor produtivo negociam para que esse texto seja aprovado junto com o marco regulatório de inteligência artificial depois do recesso parlamentar, segundo o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), o relator da medida provisória que trata do tema. Com isso, haveria garantia dos benefícios até o fim de 2026.

    Os donos de data centers e os fabricantes de supercomputadores, como Nvidia e Google, serão os beneficiários diretos da política de incentivo, chamada Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center).

    Além disso, o Redata contempla empresas de energia renovável interessadas em atender gigantes da tecnologia, uma vez que os complexos de processamento de dados estão ligados a um uso intenso de energia.

    “Os prédios de tamanho gigawatt [consumo equivalente ao de 10 milhões de brasileiros] aguardam a versão final do Redata para terem sua construção iniciada”, disse Lombardi, da Elea.

    QUEM ESTÁ NO JOGO

    Empresa: Scala

    Principal investidor: Digital Bridge, gestora em ativos como data centers, torres de celular e rede de fibra com U$ 96 bilhões sob gestão

    Principais projetos no Brasil: Tem data centers ativos em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. Reservou área para construção do que seria o maior complexo brasileiro de processamento de dados em Eldorado do Sul, no Rio Grande do Sul.

    Empresa: Ascenty

    Principal investidor: Joint venture entre Digital Realty e Brookfield Infrastructure Partners. A Digital Realty é a maior provedora do mundo de data centers, e a Brookfield é um gigante canadense de infraestrutura com mais de US$ 40 bilhões sob gestão no Brasil

    Principais projetos no Brasil: Opera 23 data centers em nove localidades estratégicas, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas e Fortaleza, além de mais de 5.000 km de rede de fibra própria. Ainda não anunciou projetos para IA

    Empresa: Equinix

    Principal investidor: Equinix Inc., o segundo maior provedor global de data centers, com 260 unidade em 36 países

    Principais projetos no Brasil: Oito data centers em operação em São Paulo e Rio de Janeiro, totalizando cerca de 34.000 m² de espaço de colocation. Ainda não anunciou projetos para IA

    Empresa: Odata

    Principal investidor: Aligned Data Centers, que foi vendida por U$ 40 bi para consórcio entre BlackRock, MGX, Nvidia e Microsoft. Empresa tem mais de 50 unidades que somam 5 GW de capacidade instalada.

    Principais projetos no Brasil: Tem unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e está investindo US$ 450 milhões em uma planta de 48 MW em Osasco

    Empresa: Omnia

    Principal investidor: Patria Investimentos, principal gestora brasileira de private equity e infraestrutura, com mais de US$ 30 bilhões sob gestão

    Principais projetos no Brasil: Primeiro campus está em construção no Complexo do Pecém, no Ceará, com um investimento inicial de US$ 2 bilhões

    Empresa: Elea Data Centers

    Principal investidor: Piemonte Holding, grupo financeiro brasileiro com escritório nos EUA, focado em infraestrutura digital sustentável. Desde 2021, tem parceria com Goldman Sachs Asset Management para expansão da plataforma.

    Principais projetos no Brasil: Rede de nove data centers interconectados nas principais cidades do Brasil (São Paulo, Rio, Brasília, Porto Alegre, Curitiba). Em 2025, venceu a maior licitação de infraestrutura de TI da América Latina, um contrato de R$ 2,3 bilhões com a Petrobras para construir um data center de 30 MW em São Bernardo do Campo. Também desenvolve o Rio AI City, projeto de até 3,2 GW no Parque Olímpico do Rio.

    Empresa: Terranova

    Principal investidor: Actis, investidor global líder em infraestrutura sustentável (comprada pela gestora de private equity General Atlantic), com $108 bilhões sob gestão

    Principais investimento no Brasil: Campus em Campinas (SP) previsto para 2027, com capacidade de 100 MW, expansível para 1 GW

    Empresa: Aurea

    Principal investidor: Aurea Finvest, empresa brasileira de desenvolvimento e investimento imobiliário

    Principais projetos no Brasil: Reservou grandes áreas para desenvolvimento de data centers, incluindo projeto de 800 MW em Sumaré (SP), com investimento previsto de R$ 5 bilhões

    Empresa: 247 Data Centers

    Principal investidor: Arch Capital, liderando aporte com participação de outros investidores, incluindo a firma global Riverwood Capital

    Principais projetos no Brasil: A empresa tem como meta inicial 300 MW de capacidade nos primeiros projetos, distribuídos em três localizações no interior de São Paulo

    Inteligência artificial cria negócio imobiliário bilionário no Brasil com data centers

  • 'Apagão' faz carros autônomos do Google travarem ruas e causarem trânsito nos EUA

    'Apagão' faz carros autônomos do Google travarem ruas e causarem trânsito nos EUA

    Sem semáforos, robotáxis ficaram ‘confusos’ e bloquearam cruzamentos

    Um apagão de grandes proporções em São Francisco, na Califórnia, no sábado, 20, interrompeu o funcionamento dos carros autônomos do Google, levando dezenas de veículos da Waymo a ficarem parados em ruas e cruzamentos da cidade e provocando congestionamentos em diferentes bairros.

    O problema começou na tarde de sábado, quando a queda de energia atingiu semáforos, sistemas de transporte público e parte da infraestrutura urbana. Com sinais de trânsito inoperantes, vários robotáxis permaneceram imobilizados por períodos prolongados enquanto tentavam avaliar as condições dos cruzamentos.

    Imagens e vídeos compartilhados por moradores mostraram carros autônomos bloqueando pistas, obrigando motoristas humanos a desviar ou aguardar. Comentários anônimos publicados nas redes sociais relataram trânsito travado e veículos parados no meio da via durante o pico do apagão.

    Diante do cenário, a Waymo decidiu suspender temporariamente o serviço de transporte autônomo na cidade ainda na noite de sábado. A interrupção foi classificada pela empresa como uma medida preventiva enquanto o apagão afetava o fluxo de tráfego e o funcionamento da sinalização.

    A falta de energia também impactou outros serviços municipais. Semáforos apagados causaram lentidão generalizada, e parte do transporte público teve a operação prejudicada. Autoridades locais recomendaram que a população evitasse deslocamentos não essenciais enquanto durasse a instabilidade.

    Segundo a concessionária Pacific Gas and Electric, o apagão foi causado por um incêndio em uma subestação elétrica. No auge do problema, cerca de 120 mil clientes ficaram sem energia, número que começou a cair ainda no sábado, mas que seguia afetando dezenas de milhares de imóveis na manhã de domingo.

    A Waymo informou que seus sistemas são projetados para tratar semáforos desligados como paradas obrigatórias em cruzamentos. No entanto, a empresa explicou que a escala do apagão levou alguns veículos a permanecerem parados por mais tempo do que o habitual enquanto confirmavam as condições de segurança das vias.

    A empresa também afirmou que a maioria das corridas em andamento foi concluída com sucesso antes da suspensão total do serviço, com os veículos sendo direcionados para locais seguros ou recolhidos.

    A retomada das operações começou apenas no fim da tarde de domingo, após a estabilização do fornecimento de energia e do tráfego urbano. Em comunicado, a Waymo afirmou que o apagão foi um evento generalizado que causou congestionamentos em toda a cidade.

    No mesmo texto, a empresa declarou que trabalhou em coordenação com autoridades municipais durante o episódio e que está incorporando rapidamente as lições aprendidas com o incidente, reafirmando o compromisso de manter a confiança das comunidades onde opera.

    O apagão aconteceu em um momento de expansão acelerada do serviço de robotáxis da Waymo, controlada pela Alphabet, o mesmo grupo que concentra as operações do Google. Documentos recentes indicam que a empresa já realiza cerca de 450 mil viagens por semana, ampliando a presença de veículos totalmente autônomos em grandes centros urbanos dos Estados Unidos.

    'Apagão' faz carros autônomos do Google travarem ruas e causarem trânsito nos EUA

  • Televisão está velha? Estes são os 5 sinais que deve estar atento

    Televisão está velha? Estes são os 5 sinais que deve estar atento

    Há alguns sinais que a sua televisão apresenta que podem significar que está no momento de mudar para um modelo mais moderno. Se for uma Smart TV, pode começar a verificar que alguns apps não conseguem ser abertas

    Se é aficcionado por cinema, séries ou games, é provável que – mesmo que não tenha um modelo top de linha – queira que a sua televisão esteja sempre com bom desempenho, mas algumas vezes alguns sinais indicam que já não está tão boa.

    Pode ser difícil verificar quando está no momento de mudar. Será que a sua televisão está realmente mostrando a sua idade ou é apenas o desejo de mudar para algo novo e melhor?

    É certo que a longevidade de uma televisão dependerá sempre de uma eventual avaria ou da forma que ela é usada mas, caso esteja na dúvida se está na época de comprar um novo modelo, há algumas pistas que tornam evidente que o tempo de vida do seu modelo já passou.

    Abaixo pode encontrar uma pequena lista com os 5 sinais a que deve estar atento e que lhe darão o mote de que está na ocasião de comprar uma nova televisão:

    • Imagem apresenta falhas e problemas de forma recorrente;
    • O som falha e tem dificuldade em sintonizar canais;
    • Televisão demora a ligar e, às vezes, até nisso apresenta problemas;
    • Necessidade de compatibilidade com recursos mais modernos e resoluções mais elevadas;
    • Se for Smart TV, pode começar a não conseguir abrir determinadas aplicativos.

     

    Televisão está velha? Estes são os 5 sinais que deve estar atento

  • Samsung já escolheu mês para revelar o Galaxy S26

    Samsung já escolheu mês para revelar o Galaxy S26

    Uma publicação coreana afirma que a série Galaxy S26 será revelada em fevereiro de 2026. Uma famosa página na rede social X não só corrobora esta informação, como acrescenta que os celulares chegarão às lojas no mês de março

    A Samsung apresentou recentemente o Exynos 2600, um novo processador que deverá estar integrado na próxima geração de celulares da marca sul-coreana – a série Galaxy S26.

    Uma publicação coreana que marcou presença no evento diz agora que a série Galaxy S26 deverá ser oficialmente apresentada no primeiro trimestre de 2026, indicando que o mês escolhido para revelar os novos smartphones será fevereiro.

    Mais ainda, a mesma publicação destaca que o evento Unpacked onde a série Galaxy S26 será apresentada acontecerá nos EUA.

    Quem também diz que a série Galaxy S26 será revelada em fevereiro de 2026 é a página Ice Universe na rede social X, conhecida por desvendar este tipo de informações antes de tempo.

    “O meu ponto é que a série Galaxy S26 será revelada em um evento Galaxy Unpacked em fevereiro e vai começar a ser vendida em março. A longa espera acaba de começar”, pode ler-se na publicação.

    É importante destacar que, mesmo que estes sejam os planos atuais da Samsung, a empresa tecnológica poderá vir a alterar a sua estratégia e optar por antecipar ou adiar este evento de apresentação.

    No entanto, tendo em conta que as novas gerações da série Galaxy S costumam ser apresentadas nos primeiros três meses do ano, é praticamente garantido que teremos novos celulares da Samsung no começo de 2026.

     

    Samsung já escolheu mês para revelar o Galaxy S26

  • TikTok assina acordo para vender operação nos EUA a investidores

    TikTok assina acordo para vender operação nos EUA a investidores

    O acordo deve ser concretizado em 22 de janeiro, de acordo com um memorando interno ao qual a Associated Press teve acesso.

    A TikTok assinou um acordo para vender sua operação nos Estados Unidos a três investidores norte-americanos – Oracle, Silver Lake e MGX -, garantindo que a popular plataforma social de vídeos continue em funcionamento no país.

    O acordo deve ser concretizado em 22 de janeiro, de acordo com um memorando interno ao qual a Associated Press teve acesso.

    O CEO da empresa, Shou Zi Chew, afirmou no memorando que a ByteDance e a TikTok assinaram acordos vinculativos com os três investidores.

    Metade da nova joint venture do TikTok nos EUA será propriedade de um consórcio de investidores – a Oracle, a Silver Lake e a MGX deterão, cada uma, uma participação de 15%. Outros 30,1% serão detidos por afiliadas de investidores existentes da ByteDance e 19,9% serão mantidos pela ByteDance, com sede na China, segundo o memorando.

    A joint venture nos EUA terá um novo Conselho de Administração composto por sete membros, em sua maioria norte-americanos, informou o memorando.

    Ela também estará sujeita a termos que \”protegem os dados dos americanos e a segurança nacional dos EUA\”. Os dados dos usuários dos EUA serão armazenados localmente em um sistema operado pela Oracle.

    O algoritmo do TikTok – o ingrediente secreto que alimenta seu feed de vídeos viciante – será retreinado com base nos dados dos usuários dos EUA para \”garantir que o feed de conteúdo esteja livre de manipulação externa\”, disse o memorando.

    A joint venture norte-americana também supervisionará a moderação de conteúdo e as políticas dentro do país.

    O acordo marca o fim de anos de incerteza sobre o destino da plataforma de compartilhamento de vídeos nos Estados Unidos. Depois que uma ampla maioria bipartidária no Congresso aprovou – e o presidente Joe Biden assinou – uma lei que proibiria o TikTok nos EUA se ele não encontrasse um novo proprietário no lugar da chinesa ByteDance, a plataforma estava prestes a ser encerrada no prazo final da lei, em janeiro de 2025.

    Por várias horas, foi o que aconteceu. Mas, em seu primeiro dia no cargo, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para mantê-la em funcionamento enquanto seu governo tentava chegar a um acordo para a venda da empresa.

    Mais três ordens executivas se seguiram, enquanto Trump, sem uma base jurídica clara, continuava a prorrogar o prazo para um acordo com a TikTok.

    A segunda foi em abril, quando funcionários da Casa Branca acreditavam estar perto de um acordo para transformar o TikTok em uma nova empresa de propriedade dos EUA, que fracassou depois que a China recuou após o anúncio de Trump sobre as tarifas.

    A terceira veio em junho, seguida por outra em setembro, que, segundo Trump, permitiria que o TikTok continuasse operando nos Estados Unidos de uma forma que atendesse às preocupações de segurança nacional./ (AP)

    TikTok assina acordo para vender operação nos EUA a investidores

  • Apple pode lançar novo iMac Pro. Último modelo é de 2017

    Apple pode lançar novo iMac Pro. Último modelo é de 2017

    Novos detalhes obtidos pelo MacRumors apontam para a existência de um novo iMac Pro, cujo último modelo foi lançado em 2017. Este modelo do computador foi descontinuado em 2021.

    A Apple pode vir a lançar um novo iMac Pro equipado com o poderoso processador M5 Max. O site MacRumors encontrou indícios de que testes internos estão sendo realizados para avaliar a viabilidade desse modelo.

    Vale lembrar que o último iMac Pro foi lançado em 2017 e vinha equipado com um processador Xeon da Intel. O modelo foi descontinuado em 2021 e, desde então, os fãs da Apple não tiveram mais notícias sobre um possível sucessor.

    As informações indicam que a Apple está, ao menos, considerando o lançamento de um novo iMac Pro — algo que certamente agradará aos interessados. No entanto, ainda não está claro se o produto realmente chegará ao mercado, sendo necessário aguardar por novos vazamentos ou confirmações oficiais.

    Os dados obtidos pela publicação também sugerem que o iMac Pro não é o único novo modelo em estudo pela Apple. Os arquivos apontam ainda para possíveis novos MacBook Pro com M6 Pro e M6 Max, MacBook Air com M5, Mac mini com M5 e M5 Pro, além de um novo Mac Studio com M5 Max e M5 Ultra.

    Apple pode lançar novo iMac Pro. Último modelo é de 2017