Categoria: TECNOLOGIA

  • Criador da Wikipedia diz que IA de Musk não é imparcial

    Criador da Wikipedia diz que IA de Musk não é imparcial

    Jimmy Wales, um dos fundadores da Wikipedia, considera que os internautas não deviam confiar na Grokipedia – uma plataforma rival da conhecida enciclopédia digital que é ‘alimentada’ por Inteligência Artificial.

    Um dos fundadores da Wikipedia, Jimmy Wales, concedeu uma entrevista ao site The Verge na qual afirmou que as pessoas que navegam na internet não deveriam confiar na Grokipedia, plataforma criada por Elon Musk.

    A Grokipedia foi lançada em outubro por Musk após diversas críticas à Wikipedia, que ele acusou de não ser imparcial. Essa insatisfação levou o empresário a criar uma plataforma rival, alimentada pela inteligência artificial da xAI e também disponível na rede social X por meio do Grok.

    Levando em conta o envolvimento direto de Musk no desenvolvimento do Grok e o fato de que a inteligência artificial frequentemente compartilha desinformação na plataforma X, Wales acredita que a Grokipedia não merece a confiança dos usuários.

    “Muitas das críticas que estão sendo feitas não são uma surpresa para mim”, afirmou Wales. “Também penso na questão da confiança. Não tenho certeza se as pessoas vão confiar em uma enciclopédia que tem o dedo de alguém pesando para um dos lados da balança.”

    Vale destacar que os artigos publicados na Grokipedia são gerados pelo próprio Grok, que, por ser um grande modelo de linguagem, está sujeito às chamadas “alucinações” — situações em que a inteligência artificial fornece informações imprecisas ou simplesmente falsas.

    “Eu uso grandes modelos de linguagem com frequência e conheço bem o problema das alucinações, vejo isso o tempo todo”, disse Wales. “Grandes modelos de linguagem ainda não são bons o suficiente para escrever uma enciclopédia.”

    Criador da Wikipedia diz que IA de Musk não é imparcial

  • Japonesa casa com personagem que criou no ChatGPT: "Somos um casal"

    Japonesa casa com personagem que criou no ChatGPT: "Somos um casal"

    Yurina Noguchi, de 32 anos, terminou um relacionamento há cerca de um ano depois de ter perguntado ao ChatGPT o que é que considerava uma relação tóxica. Depois, questionou-se sobre um personagem de jogos, Klaus. A partir daí, criou a sua própria versão do personagem e acabou por se apaixonar.

    Uma mulher japonesa casou com um personagem criado na plataforma de inteligência artificial ChatGPT, em outubro, no Japão. A noiva terminou um relacionamento há cerca de um ano para poder namorar com o noivo virtual. 

    Toca a música num salão de casamentos, e Yurina Noguchi, de 32 anos, entra, vestida de branco e com uma tiara na cabeça. O futuro marido, Lune Klaus Verdure, encontra-se numa mesa e é exibido na tela do celular.

    “No início, o Klaus era alguém para conversar, mas, aos poucos, fomos ficando mais próximos”, contou Noguchi, que trabalha como operadora de um call center, à Reuters.

    E continuou: “Comecei a ter sentimentos pelo Klaus. Começámos a namorar e depois ele pediu-me em casamento. Eu aceitei e agora somos um casal”. 

    Mas como é que surgiu o Klaus?

    Há cerca de um ano, Yurina Noguchi decidiu terminar o seu noivado com o então namorado, um humano, depois de ter pedido conselhos ao ChatGPT sobre o que é que considerava ser um relação tóxica.

    Meses depois, voltou a utilizar a plataforma de inteligência artificial e questionou-a se conhecia o Klaus, um personagem de um jogo. Após algumas tentativas e também ajustes, Noguchi criou a sua própria versão do personagem, que foi batizada como Lune Klaus Verdure.

    E o casamento?

    O casamento de Noguchi e Klaus seguiu aquilo que é um casamento tradicional, com direito a troca de alianças. No entanto, a mulher de 32 anos optou por não dar voz ao noivo e, por isso, as falas de Klaus foram lidas pelo especialista em casamentos com personagens digitais, Naoki Ogasawara.

    “Como é que alguém que vive dentro de uma tela aprendeu a amar tão profundamente? Porque me ensinaste a amar”, dizia o texto de Klaus.

    A mulher revelou ainda ter recebido diversas críticas nas redes sociais sobre o seu casamento, mas disse estar atenta aos riscos de uma dependência emocional.

    “O meu relacionamento com a IA não é algo conveniente, que dispensa esforço. Eu não escolhi o Klaus para fugir da realidade, mas sim para ele me apoiar enquanto vivo a minha vida”, afirmou.

    Veja o vídeo do casamento abaixo:

    Yurina Noguchi adiantou ainda que, depois de ter conhecido Klaus, começou a ver as coisas de forma mais positiva: “Tudo começou a parecer mais bonito, o cheiro das flores, a cidade, tudo parecia mais brilhante”.

    Estas uniões matrimoniais não têm reconhecimento legal no Japão, mas há dados que dão conta de que este tipo de vínculos tem vindo a crescer. Numa pesquisa feita com cerca de mil pessoas, quando questionados sobre com quem compartilhariam os seus sentimentos, a resposta mais citada foi o chatbot, em vez dos amigos ou da família.

    A pesquisa foi feita pela Dentsu com pessoas entre os 12 e os 69 anos que usam chatbot, pelo menos, uma vez por semana. 

    Japonesa casa com personagem que criou no ChatGPT: "Somos um casal"

  • Cometa 3I/Atlas faz maior aproximação à Terra esta sexta-feira

    Cometa 3I/Atlas faz maior aproximação à Terra esta sexta-feira

    A passagem do cometa interestelar 3I/Atlas a 270 milhões de quilômetros da Terra não representa um perigo para o nosso planeta. Os investigadores estimam que este corpo celeste tenha um núcleo entre os 10 e os 30 quilômetros de diâmetro

    Nesta sexta-feira, dia 19 de dezembro, o cometa interestelar 3I/Atlas faz a sua maior aproximação à Terra – ficando apenas a 270 milhões de quilômetros de distância do nosso planeta, não representando assim qualquer perigo.

    O 3I/Atlas começou sendo avistado em 1 de julho pelo telescópio ATLAS, no Chile, e desde então a viagem deste cometa interestelar tem sido acompanhada por vários telescópios, notando que passou mais perto de Marte em 3 de outubro e do Sol em 29 de outubro. Entre os telescópios espaciais que conseguiram avistar este cometa temos o Hubble, James Webb, XMM-Newton e ainda o XRISM.

    Os investigadores acreditam que o cometa 3I/Atlas tem um núcleo entre os 10 e os 30 quilômetros de diâmetro, viaja a uma velocidade superior a 68 quilômetros por segundo na sua passagem pelo interior do Sistema Solar e a sua órbita é hiperbólica.

    Planetas, luas, asteroides e cometas do Sistema Solar compartilham uma origem comum, enquanto corpos interestelares como o cometa 3I/Atlas são autênticos “forasteiros”, transportando pistas sobre a formação de outros mundos.

    Segundo os cientistas, o 3I/Atlas pode ter tido origem em um sistema estelar muito mais antigo do que o Sistema Solar.

    Observações realizadas em finais de agosto pelo telescópio espacial James Webb da coma (nuvem de gás e poeira) do cometa revelaram a libertação de dióxido de carbono, água, monóxido de carbono e oxissulfeto de carbono à medida que 3I/Atlas aquecia.

    O regresso do 3I/Atlas ao espaço interestelar está previsto para meados da década de 2030, de acordo com Paul Chodas, que dirige o Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra da NASA (agência espacial norte-americana).

    Cometa 3I/Atlas faz maior aproximação à Terra esta sexta-feira

  • Imagens do primeiro iPhone dobrável circulam na web

    Imagens do primeiro iPhone dobrável circulam na web

    O iPhone Fold – como é conhecido o primeiro iPhone dobrável da Apple – deverá ser anunciado oficialmente na segunda metade de 2026. No entanto, o analista Ming-Chi Kuo acredita que o lançamento deverá ser adiado para 2027

    Os rumores que têm circulado nos últimos meses indicam que não teremos de esperar muito mais tempo para conhecer o primeiro iPhone de tela dobrável – conhecido no momento como iPhone Fold.

    Há anos que fabricantes de smartphones como a Samsung, a Huawei, a Google, a Xiaomi, entre outras, levam ao mercado os seus próprios modelos de tela dobrável, com a Apple tendo intenções de estrear nesta categoria já em 2026.

    Ainda teremos de aguardar pelo final do ano para conhecer o iPhone Fold mas, graças ao iPhone-Ticker, podemos agora ver a primeira imagem baseada em arquivos CAD usados por fabricantes de acessórios.

    Estas imagens indicam que o iPhone Fold estará equipado com uma câmara dupla e apresentará proporções fora do normal para um celular desta categoria. Tal como apontavam os primeiro rumores, quando aberto o iPhone Fold terá dimensões semelhantes às de um tablet.

    Quando é que o iPhone Fold será lançado?

    A Apple não comentou nem avançou com detalhes a respeito do seu primeiro iPhone dobrável mas, uma nova previsão compartilhada por um dos analistas mais conhecidos relacionados com a ‘Empresa da Maçã’, indica que o celular poderá só ser lançado em 2007.

    As informações que têm circulado têm apontado para o lançamento do iPhone Fold em 2026 mas, de acordo com Kuo, só o anúncio oficial está previsto para a segunda metade deste ano. Quanto ao lançamento propriamente dito, a chegada deverá ser adiada para 2027.

    Kuo afirma que a Apple deverá ter dificuldades e obstáculos com o processo de fabricação do iPhone Fold antes de iniciar a fase de produção em massa. Dependendo dos atrasos, poderá haver até unidades limitadas do iPhone Fold que, de acordo com as mais recentes previsões sobre o mercado de dobráveis, deverá ajudar a impulsionar as vendas nesta categoria.

    Imagens do primeiro iPhone dobrável circulam na web

  • Novo líder da NASA é multimilionário e aliado de Elon Musk

    Novo líder da NASA é multimilionário e aliado de Elon Musk

    Jared Isaacman, multimilionário e aliado de Elon Musk, foi confirmado pelo Congresso como novo administrador da NASA. Fundador da Shift4 e astronauta privado, terá desafios envolvendo contratos com empresas como a SpaceX.

    O Congresso dos Estados Unidos confirmou que Jared Isaacman será o próximo administrador da Nasa. Ele é astronauta de missões privadas, multimilionário e fundador da plataforma de processamento de pagamentos Shift4.

    Segundo o site TechCrunch, Isaacman havia sido indicado para o cargo pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início de 2025. No entanto, a nomeação foi retirada em junho, após vir a público que, no passado, o empresário havia feito doações para campanhas de candidatos do Partido Democrata.

    Em novembro, Trump decidiu retomar a indicação de Isaacman. Com a confirmação pelo Congresso, o multimilionário assume agora o comando da agência espacial norte-americana.

    Isaacman é um aliado conhecido de Elon Musk e terá que lidar com contratos envolvendo empresas privadas, como a SpaceX. Diante disso, permanece a expectativa sobre como o novo administrador da Nasa irá conduzir possíveis conflitos de interesse à frente da agência.

    Novo líder da NASA é multimilionário e aliado de Elon Musk

  • CEOs da Netflix visitam estúdios da Warner em meio a negociações

    CEOs da Netflix visitam estúdios da Warner em meio a negociações

    O tour foi guiado pelo CEO da Warner, David Zaslav; a visita serve para a Netflix demonstrar respeito à tradição da Warner no cinema

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Ted Sarandos e Greg Peters, co-CEOs da Netflix, visitaram nesta quarta-feira (17) o estúdio da Warner Bros. Discovery em Burbank, na Califórnia.

    Visita foi feita no mesmo dia em que o conselho da Warner rejeitou oferta da Paramount. Em carta aos acionistas, os gestores da empresa citaram a Netflix: “Acreditamos que nossa fusão com a Netflix represente ganhos superiores e mais certeiros para os nossos acionistas, e estamos ansiosos para apresentar os benefícios atrativos dessa combinação”.

    O tour foi guiado pelo CEO da Warner, David Zaslav. Para o site especializado The Hollywood Reporter, isso demonstra a “preferência nada sutil” de Zaslav pela oferta da Netflix. Eles divulgaram fotos do encontro para a imprensa americana.

    A visita também serve para a Netflix demonstrar respeito à tradição da Warner no cinema. Nesta quarta-feira (17), em carta comemorando a rejeição da proposta da Paramount, Sarandos e Peters afirmaram que não pretendem alterar o tempo de exibição dos filmes nas salas de cinema.

    Em um evento na noite de terça (16), Sarandos justificou a distribuição limitada dos filmes da Netflix nos cinemas. “Nunca investimos nisso porque nunca fomos donos de um mecanismo de distribuição cinematográfica”, afirmou em evento em Paris, segundo o The Hollywood Reporter.

    CEOs da Netflix visitam estúdios da Warner em meio a negociações

  • Xiaomi lança modelo de IA para competir com Gemini, DeepSeek e sistemas da OpenAI

    Xiaomi lança modelo de IA para competir com Gemini, DeepSeek e sistemas da OpenAI

    Segundo a Xiaomi, o MiMo-V2-Flash foi projetado para priorizar capacidade de raciocínio, codificação e uso em sistemas de agentes, não se limitando a tarefas matemáticas ou de programação. A empresa também afirma que o modelo pode atuar como um assistente para tarefas cotidianas

    (CBS NEWS) – A empresa chinesa Xiaomi lançou nesta semana um modelo de linguagem de inteligência artificial para competir com versões recentes já disponíveis no mercado, como o Gemini, o DeepSeek e sistemas da OpenAI, como o ChatGPT.

    O modelo, chamado MiMo-V2-Flash, já está disponível para testes públicos e é descrito pela empresa como “poderoso, eficiente e ultrarrápido”, com destaque para tarefas de raciocínio, codificação e agentes, além de uso como assistente geral para atividades do dia a dia.

    A chinesa Luo Fuli, uma das pesquisadoras envolvidas no desenvolvimento do modelo com passagem pela DeepSeek, publicou em seu perfil no X que “este é apenas o segundo passo no nosso modelo de AGI”, em referência à sigla de inteligência artificial geral, conceito que descreve sistemas capazes de realizar tarefas cognitivas em nível humano ou superior.

    “Meus sinceros agradecimentos à minha equipe; eles transformaram essas ideias em realidade, do zero, em produtos prontos para uso em apenas alguns meses”, escreveu Luo.

    Segundo a Xiaomi, o MiMo-V2-Flash foi projetado para priorizar capacidade de raciocínio, codificação e uso em sistemas de agentes, não se limitando a tarefas matemáticas ou de programação. A empresa também afirma que o modelo pode atuar como um assistente para tarefas cotidianas, incluindo apoio à escrita e à geração de ideias.

    A companhia destaca que o MiMo-V2-Flash se sobressai na relação entre custo e velocidade de inferência, oferecendo respostas rápidas a um preço inferior ao de modelos concorrentes, característica considerada relevante para aplicações em larga escala.

    Nos benchmarks divulgados pela Xiaomi, o modelo apresenta desempenho competitivo em tarefas de raciocínio quando comparado a outros sistemas, especialmente em relação aos também chineses Kimi-K2 e DeepSeek-V3.2.

    O MiMo-V2-Flash, no entanto, fica atrás do Gemini 3.0 Pro e de modelos avançados da OpenAI em testes de raciocínio mais complexos, embora se aproxime do desempenho do Chat GPT 5.0 em parte das avaliações.

    Em testes de escrita criativa, o modelo supera o Claude Sonnet 4.5 e o Kimi-K2, mantendo desempenho competitivo frente ao DeepSeek-V3.2. Já em benchmarks que avaliam prompts mais difíceis e ambíguos, voltados ao julgamento e ao raciocínio aberto, o sistema da Xiaomi apresenta resultados inferiores aos de parte dos concorrentes.

    Xiaomi lança modelo de IA para competir com Gemini, DeepSeek e sistemas da OpenAI

  • Warner Bros recomenda que acionistas rejeitem oferta da Paramount

    Warner Bros recomenda que acionistas rejeitem oferta da Paramount

    Segundo a Bloomberg, empresa considera proposta da Paramount Skydance inferior e inadequada, recomenda rejeição aos acionistas e avança em negociações com a Netflix, que pretende adquirir os estúdios, a HBO e o HBO Max.

    A Warner Bros. Discovery demonstrou preferência pela proposta apresentada pela Netflix e avalia como “inferior” e “inadequada” a oferta feita pela Paramount Skydance. A empresa teria recomendado a acionistas e investidores que rejeitem a proposta concorrente, segundo informações da Bloomberg, que apontam fragilidades tanto no financiamento quanto nas condições apresentadas.

    A diferença central entre as propostas está no escopo da aquisição. Enquanto a Paramount Skydance manifestou interesse em comprar a Warner Bros. Discovery como um todo, incluindo a Discovery e canais de televisão como a CNN, a Netflix pretende adquirir apenas os estúdios de cinema e televisão da Warner, além da HBO e da plataforma HBO Max.

    Após a divulgação de que a Warner Bros. Discovery teria escolhido negociar com a Netflix a venda de seus estúdios e da HBO, a Paramount Skydance decidiu levar sua proposta diretamente aos acionistas, oferecendo a compra integral do grupo.

    A Netflix apresentou uma oferta de US$ 82,7 bilhões, cerca de € 71 bilhões, pela Warner Bros. Já a proposta mais recente da Paramount Skydance foi de US$ 108,4 bilhões, o equivalente a aproximadamente € 92,7 bilhões, embora tenha sido considerada menos atrativa pela atual administração da empresa.

    Com a preferência clara da Warner Bros. Discovery pela Netflix, o principal entrave para a concretização do negócio tende a ser a análise dos órgãos reguladores. Há ainda fatores políticos em jogo, já que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém proximidade com Larry Ellison, fundador da Oracle e pai do presidente e CEO da Paramount Skydance.

    Antes da conclusão de qualquer acordo com a Netflix, a estratégia da Warner Bros. Discovery prevê a separação da Discovery, que passaria a operar como uma empresa independente listada em bolsa.
     
     

     

    Warner Bros recomenda que acionistas rejeitem oferta da Paramount

  • Instagram testa aplicativo para assistir a Reels diretamente na televisão

    Instagram testa aplicativo para assistir a Reels diretamente na televisão

    Plataforma começou a testar, nos Estados Unidos, uma versão do app para Fire TV da Amazon que permite ver vídeos Reels na TV, com planos de expandir para outros dispositivos, países e incluir novas funções de interação

    O Instagram começou a testar um novo aplicativo que permite assistir aos vídeos Reels diretamente na televisão. Por enquanto, a novidade está disponível apenas nos Estados Unidos e exclusivamente para dispositivos Fire TV, da Amazon. A plataforma pretende ampliar o lançamento para outros aparelhos e regiões, além de adicionar novas funcionalidades.

    Segundo informações do Business Insider, a ideia surgiu a partir do comportamento dos próprios usuários, que buscavam maneiras de exibir os Reels em telas maiores, como as de TV, para assistir ao conteúdo de forma mais confortável e compartilhada.

    “Ao que tudo indica, as pessoas querem estar juntas e assistir aos vídeos do Instagram na televisão”, afirmou a vice-presidente de Produto do Instagram, Tessa Lyons. De acordo com ela, a equipe percebeu que muitos usuários já tentavam espelhar ou adaptar os vídeos para a TV, o que motivou o desenvolvimento da nova aplicação.

    Lyons destacou ainda que o objetivo vai além do consumo individual. “As pessoas não querem apenas enviar vídeos por mensagens privadas, mas também aproveitá-los em grupo”, explicou.

    A executiva afirmou que o aplicativo ainda está em fase de testes, mas a expectativa é que, no futuro, ele seja disponibilizado para outros dispositivos e sistemas operacionais, permitindo que mais usuários assistam aos Reels diretamente na televisão.

    Entre as próximas funcionalidades previstas estão a possibilidade de usar o celular como controle remoto, melhorias na navegação e a criação de canais personalizados que combinem os interesses do dono da conta com os de amigos.

    Instagram testa aplicativo para assistir a Reels diretamente na televisão

  • Por que a Austrália baniu redes sociais para menores de 16 anos

    Por que a Austrália baniu redes sociais para menores de 16 anos

    Lei que entrou em vigor no dia 10 de dezembro serviu de exemplo para projetos na França, Dinamarca e Malásia; objetivo é proteger crianças do cyberbullying, do vício em telas e da exposição a conteúdos violentos e sexuais

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – No dia 10 de dezembro de 2025, os adolescentes australianos acordaram num mundo sem redes sociais.

    Isso mesmo. Instagram, TikTok, Facebook, Snapchat e Youtube tiveram de bloquear as contas de usuários com menos de 16 anos por causa de uma lei nacional que pretende proteger crianças e adolescentes do cyberbullying, do vício em telas e da exposição a conteúdos tóxicos, especialmente os violentos e sexuais, que circulam por ali.

    Hoje já se sabe que a arquitetura dessas plataformas aplica conhecimentos da neurociência e da psicologia comportamental para ativar o sistema de recompensa do cérebro a partir de conteúdos rápidos, em feeds de rolagem infinita capazes de gerar um uso excessivo e compulsivo dessas mídias.

    Os likes e comentários funcionam como um disparador de dopamina, um neurotransmissor ligado ao bem-estar e ao prazer. E quando seus níveis caem, a tendência é que se busque reproduzir o comportamento que pode servir como gatilho de um outro pico de dopamina.

    Se esse apelo já é muito envolvente para os adultos, ele se torna quase irresistível para adolescentes cujo cérebro está em fase de formação. E é aí que mora o problema.

    Estudos já apontaram que quanto maior o tempo de uso de redes sociais, maiores as chances de o adolescente desenvolver quadros de depressão e de ansiedade. Entre adolescentes americanos, por exemplo, esses problemas de saúde mental cresceram cerca de 150% em dez anos.

    Como se não bastasse, esse uso também prejudica a atenção e a sociabilidade desses adolescentes e já foi relacionado ao aumento de distúrbios de imagem, como bulimia e anorexia, principalmente em meninas, e de casos de automutilação e até suidício.

    O livro “Geração Ansiosa”, do psicólogo social Jonathan Haidt, compilou uma série de estudos e dados sobre a deterioração da saúde mental de adolescentes e jovens que apontam para o abuso de tempo nas redes sociais como fator fundamental para estes processos. No livro, ele indica que redes sociais deveriam ser permitidas apenas após 16 anos, quando as fases cruciais do desenvolvimento cerebral foram preservadas.

    Na esteira do experimento australiano, países como França, Dinamarca e Malásia apresentaram propostas semelhantes.

    Críticos do banimento argumentam que a medida fere a liberdade de informação dos adolescentes e que, no lugar de proibir usuários, seria mais importante regular a atividade dessas plataformas para que elas invistam pesado em segurança online e educar os jovens sobre os problemas de saúde que elas podem trazer. E algumas empresas já estão recorrendo à Justiça australiana contra a medida considerada por elas como inconstitucional.

    Por que a Austrália baniu redes sociais para menores de 16 anos