Categoria: TECNOLOGIA

  • OpenAI vai começar a exibir anúncios no ChatGPT; enteda

    OpenAI vai começar a exibir anúncios no ChatGPT; enteda

    A empresa inicia testes de publicidade para usuários gratuitos nos EUA e apresenta o plano ChatGPT Go, mais barato que as versões Plus e Pro, como parte da estratégia para diversificar receitas e ampliar o acesso à ferramenta de inteligência artificial.

    A OpenAI anunciou que começará a exibir anúncios dentro do ChatGPT para parte dos usuários nos Estados Unidos. A iniciativa, segundo a empresa, está em fase de testes e tem como objetivo ampliar a base de clientes e diversificar as fontes de receita.

    De acordo com comunicado publicado no blog oficial da OpenAI, os anúncios aparecerão ao final das respostas sempre que houver um produto ou serviço patrocinado considerado relevante. A empresa afirma que o conteúdo publicitário será claramente identificado como anúncio.

    Assinantes dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise não verão anúncios durante o uso do ChatGPT.

    “Acreditamos em um modelo de receita diversificado, no qual os anúncios podem desempenhar um papel importante para tornar a informação mais acessível para todos”, afirmou Fidji Simo, CEO de aplicativos da OpenAI.

    Nova assinatura do ChatGPT

    Junto com a novidade, a OpenAI também lançou um novo plano de assinatura, chamado ChatGPT Go. O plano já está disponível globalmente, inclusive no Brasil, com mensalidade de R$ 39,99.

    Segundo a empresa, o ChatGPT Go oferece mais capacidade de uso do que a versão gratuita, permitindo explorar temas com maior profundidade, manter conversas mais longas, enviar mais conteúdos, gerar mais imagens e contar com mais memória para respostas personalizadas.

    No Brasil, os valores atuais das assinaturas do ChatGPT são:

    O plano gratuito segue disponível sem custo, com acesso limitado aos recursos da plataforma.

    O plano ChatGPT Go custa R$ 39,99 por mês.

    O ChatGPT Plus tem mensalidade de aproximadamente R$ 99,90.

    O ChatGPT Business varia entre R$ 134,99 e R$ 159,99 por mês, dependendo da forma de pagamento.

    Já o plano ChatGPT Pro custa cerca de R$ 999,90 mensais.

    A OpenAI reforça que os anúncios não afetarão a experiência dos usuários pagantes e que a exibição de publicidade será limitada apenas à versão gratuita do serviço.
     
     
     

    OpenAI vai começar a exibir anúncios no ChatGPT; enteda

  • EUA e NASA querem reator nuclear na Lua até 2030

    EUA e NASA querem reator nuclear na Lua até 2030

    O objetivo deste projeto – previsto para 2030 – passa por gerar energia no satélite natural da Terra de forma a ter missões espaciais mais prolongadas e sem dependência de combustível enviado do nosso planeta.

    A NASA e o Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciaram planos para construir um reator nuclear na superfície da Lua, indicando que o projeto deve ser concluído até 2030.

    O objetivo da iniciativa é criar uma fonte de energia no satélite natural da Terra, que ajudará a sustentar missões mais longas na Lua, eliminando a necessidade de transportar combustível a partir do nosso planeta.

    “Este acordo permite uma colaboração mais próxima entre a NASA e o Departamento de Energia para fornecer as capacidades necessárias para uma nova Era Dourada da exploração e da descoberta espacial”, afirmou o administrador da NASA, Jared Isaacman, em comunicado.

    Ainda assim, será necessário realizar uma série de testes para avaliar a viabilidade da construção de um reator nuclear na Lua.

    Um dos principais desafios será a forma de resfriamento das torres nucleares. Considerando a baixa gravidade e a reduzida pressão atmosférica, será preciso adotar soluções mais criativas, podendo exigir, por exemplo, o uso de metal líquido como sistema de resfriamento.

    Outro obstáculo importante será a poeira lunar que, diferentemente do que ocorre em Marte, é carregada de radiação solar. Isso exigirá que os equipamentos desenvolvidos para a superfície da Lua sejam projetados para resistir a esse fator.

    EUA e NASA querem reator nuclear na Lua até 2030

  • Prime Video já escolheu o ator que interpretará Kratos em "God of War"

    Prime Video já escolheu o ator que interpretará Kratos em "God of War"

    O nome escolhido para interpretar o protagonista de “God of War” é Ryan Hurts, conhecido sobretudo por “Sons of Anarchy” e “The Walking Dead”. O ator também já interpretou um personagem dos jogos.

    A Amazon anunciou oficialmente que Ryan Hurst foi o ator escolhido para interpretar Kratos na adaptação de God of War, que será lançada no Prime Video.

    Além de ser conhecido por séries como Sons of Anarchy e The Walking Dead, Hurst também é um nome familiar para os fãs de God of War, já que deu voz ao personagem Thor em God of War Ragnarök.

    Vale lembrar que essa adaptação de God of War já tem duas temporadas garantidas e irá adaptar os acontecimentos do jogo lançado em 2018. A narrativa acompanha a jornada de Kratos, ao lado de seu filho Atreus, para espalhar as cinzas da esposa, que faleceu.

    Além de God of War, a Amazon conta com uma ampla variedade de produções baseadas em videogames em seu catálogo.

    Além de Fallout, que já tem uma terceira temporada confirmada, o Prime Video também confirmou a produção de um reality show inspirado em Fallout Shelter e revelou como ficará a atriz Sophie Turner caracterizada como Lara Croft na adaptação de Tomb Raider.

    Prime Video já escolheu o ator que interpretará Kratos em "God of War"

  • Google recorre após Justiça apontar monopólio ilegal de buscas nos EUA

    Google recorre após Justiça apontar monopólio ilegal de buscas nos EUA

    A ação pede a suspensão das medidas contra o Google -que ainda estão sendo definidas. A apelação foi anunciada oficialmente ontem pela empresa, que emitiu comunicado.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Google recorreu contra uma decisão da Justiça dos Estados Unidos que concluiu que a empresa detém um monopólio ilegal entre os buscadores online.

    A ação pede a suspensão das medidas contra o Google -que ainda estão sendo definidas. A apelação foi anunciada oficialmente ontem pela empresa, que emitiu comunicado.

    Google diz que a Justiça “ignorou a realidade de que as pessoas usam o Google porque querem, e não porque são forçadas”. O comunicado, assinado pelo vice-presidente de assuntos regulatórios Lee-Anne Mulholland, diz ainda que a empresa enfrenta intensa concorrência por conta do ritmo acelerado de inovação de empresas consolidadas e startups ditas como bem financiadas.

    Google pediu a suspensão das medidas que obrigariam a empresa a compartilhar dados de busca e serviços de distribuição a concorrentes. O processo judicial em que a empresa recorre teve início em setembro de 2023, nos Estados Unidos, após acusações de monopólio e concorrência desleal contra a empresa líder no mercado de buscadores no mundo.

    A Justiça entendeu em 2024 que a empresa violou a Lei Sherman, que trata sobre posição dominante ilegal e de publicidade associada. No ano seguinte, em 2025, empresas como Apple, Mozila e OpenAi foram consultadas para a definição de medidas corretivas contra Google.

    Já em dezembro passado, o Juízo definiu as medidas, incluindo o compartilhamento de dados brutos. Apesar disso, a Justiça não obrigou a Alphabet, detentora do Google, de mostrar seus algoritmos e contratos de exclusividade com outras empresas.

    “[A decisão] desconsiderou depoimentos convincentes de fabricantes de navegadores como Apple e Mozilla, que afirmaram optar por destacar o Google por ele proporcionar a experiência de busca da mais alta qualidade para seus consumidores”, afirmou Lee-Anne.

    Google recorre após Justiça apontar monopólio ilegal de buscas nos EUA

  • Mãe de um dos filhos de Elon Musk processa a empresa do Grok

    Mãe de um dos filhos de Elon Musk processa a empresa do Grok

    Ashley St. Clair avançou com um processo contra uma das empresa de Elon Musk depois de a Inteligência Artificial do X, o Grok, ter sido usado para criar imagens suas sexualmente explícitas.

    A autora e influenciadora conservadora Ashley St. Clair, mãe de um dos filhos de Elon Musk, entrou com uma ação judicial contra a xAI. O motivo é o fato de a inteligência artificial da empresa, o Grok, ter gerado imagens suas de conteúdo sexual explícito a pedido de usuários do chatbot.

    No processo, St. Clair afirma que usuários do Grok manipularam fotografias suas para criar imagens sexualmente explícitas, destacando que, em algumas dessas fotos, ela tinha apenas 14 anos de idade.

    Além disso, St. Clair, de 27 anos, alega que as imagens permaneceram online por mais de uma semana e que sua conta com assinatura premium foi cancelada após ela registrar a denúncia.

    Como lembra o site Business Insider, St. Clair trava atualmente uma batalha judicial contra Elon Musk, na qual busca garantir a guarda total do filho que teve com o bilionário.

    “O xAI não é um produto razoavelmente seguro e representa um incômodo público. Ninguém sofreu mais do que Ashley St. Clair. Ashley entrou com esta ação judicial porque o Grok estava assediando, criando e distribuindo imagens não consensuais, abusivas e degradantes dela, além de publicá-las no X”, diz o comunicado da advogada de St. Clair, Carrie Goldberg, enviado ao The Guardian.

    A advogada afirma ainda que o dano teve origem em “escolhas de design deliberadas”, que permitiram que o Grok, da xAI, fosse usado como uma “ferramenta de assédio e humilhação”.

    “As empresas não podem se eximir da responsabilidade quando os produtos que desenvolvem causam esse tipo de dano. Pretendemos responsabilizar o Grok e ajudar a estabelecer limites legais claros para o benefício de toda a sociedade, evitando que a inteligência artificial seja usada para abusos”, afirmou Goldberg.

     

    Mãe de um dos filhos de Elon Musk processa a empresa do Grok

  • Netflix diz que lançamentos da Warner devem ficar 45 dias nos cinemas pelo menos

    Netflix diz que lançamentos da Warner devem ficar 45 dias nos cinemas pelo menos

    Com compra, plataforma passa a ser dona de estúdios e da HBO; CEO, Ted Sarandos, , diz que aquisição é ‘a melhor notícia possível’ para o setor

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após anunciar compra, por US$83 bilhões, da Warner Bros., a Netflix agora afirma que pretende manter janelas de exibição de 45 dias nas salas de cinema nos Estados Unidos.

    Com a compra, a Netflix passaria a ser dona de estúdios de cinema e TV da Warner, além da HBO e HBO Max.

    Em entrevista ao New York Times, o CEO da Netflix, Ted Sarandos, afirmou que não se surpreendeu com a reação negativa ao acordo de aquisição da Warner Bros., anunciado há cerca de seis semanas. Segundo ele, a insatisfação partiu de grupos barulhentos, mas não necessariamente majoritários, e esteve ligada sobretudo à falta de comunicação inicial sobre o futuro dos lançamentos nos cinemas.

    De acordo com Sarandos, a Netflix manterá uma janela fixa de 45 dias de exibição exclusiva nos cinemas, afirmando que a empresa pretende competir de forma agressiva no box office e valorizar o desempenho de bilheteria.

    Sarandos defendeu o negócio como “a melhor notícia possível” para Hollywood, ao argumentar que a Netflix pretende ampliar o volume de produções e investimentos, em contraste com estúdios rivais que vêm reduzindo equipes, cortando custos e diminuindo a quantidade de filmes e séries produzidos.

    O executivo também disse que a Netflix passou a enxergar o cinema como um negócio mais saudável e lucrativo do que supunha anteriormente. Segundo ele, a empresa não ficou fora das salas por rejeição ao modelo, mas porque seu negócio de streaming crescia rapidamente sem essa necessidade.

    A transação consolida o domínio da Netflix sobre a indústria cinematográfica americana, ao adicionar ao portfólio da empresa as franquias Harry Potter e Batman, da Warner, e a programação premium da HBO, com títulos como Friends e Game of Thrones. Segundo anúncio aos acionistas, o negócio visa incluir títulos como esses no catálogo da Netflix.

    Em entrevista coletiva, a Netflix sinalizou que manterá a HBO Max como um serviço separado “no curto prazo”. Procurada, a HBO não comentou qual será o destino de sua plataforma de streaming.

    A Netflix já lidera o mercado, com mais de 300 milhões de assinantes no mundo. A HBO Max é o quarto serviço mais assinado, com cerca de 128 milhões de pagantes, de acordo com a plataforma Flix Patrol.

    Netflix diz que lançamentos da Warner devem ficar 45 dias nos cinemas pelo menos

  • Netflix e Sony ampliam acordo que leva lançamentos de cinema ao streaming

    Netflix e Sony ampliam acordo que leva lançamentos de cinema ao streaming

    Filmes chegam à plataforma após janelas tradicionais; todo o catálogo do estúdio será disponibilizado até 2029

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Sony Pictures Entertainment firmou um novo acordo global com a Netflix que amplia a presença de seus filmes no streaming após a passagem pelos cinemas. Pelo contrato, a plataforma terá direito preferencial -o chamado “Pay-1”- de exibição das produções do estúdio em escala mundial, após o fim das tradicionais janelas de exibição teatral e de entretenimento doméstico.

    Com isso, foi expandida a parceria iniciada em 2021 nos Estados Unidos, quando a Sony passou a licenciar seus lançamentos para a Netflix. Esse acordo, avaliado em US$ 2,5 bilhões, vence no fim do ano. O novo contrato começa a valer em 2027 no mercado americano e será implementado gradualmente em outros países, conforme os direitos locais forem liberados.

    A expectativa das empresas é que a Netflix passe a ter acesso completo e global aos títulos da Sony no início de 2029. Em alguns mercados, como Alemanha e países do Sudeste Asiático, a plataforma já exibe produções do estúdio.

    Além dos lançamentos futuros, a Netflix também poderá licenciar filmes e séries do catálogo da Sony Pictures Entertainment.

    Paul Littmann, vice-presidente executivo de distribuição global da Sony Pictures Television, afirmou que o “novo acordo ‘Pay-1’ leva essa parceria a um novo patamar e reforça o apelo duradouro dos nossos lançamentos cinematográficos para o público global da Netflix”.

    Entre os títulos que devem chegar ao streaming globalmente estão produções de alto perfil, como a continuação animada “Homem-Aranha: Além do Aranhaverso” e o projeto de Sam Mendes que contará a história dos Beatles em quatro filmes distintos. O acordo anterior já havia levado à Netflix americana sucessos recentes do estúdio, incluindo “Todos Menos Você” e “Venom: A Última Dança”.

    O anúncio ocorre enquanto a Netflix avança na negociação para adquirir a Warner Bros. Discovery.

    Netflix e Sony ampliam acordo que leva lançamentos de cinema ao streaming

  • Wikipédia chega aos 25 anos e celebra acordos com principais empresas de IA

    Wikipédia chega aos 25 anos e celebra acordos com principais empresas de IA

    Fundação anuncia parcerias com Microsoft, Perplexity e Mistral, que juntam-se a Google e Meta; enciclopédia digital tem 65 milhões de artigos e está entre os 10 sites mais acessados do mundo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Com uma base de dados utilizada à exaustão pelos robôs de inteligência artificial, a Wikipédia completou 25 anos nesta quinta-feira (15) ainda longe de ter um para chamar de seu.

    Mas o trabalho colaborativo de milhares de editores ao redor do mundo em 65 milhões de artigos já deixou, gostem ou não, uma marca nas plataformas que hoje transformam a internet e movimentam bilhões de dólares em diversos setores.

    A Wikimedia Foundation, entidade sem fins lucrativos que controla a enciclopédia digital, disse nesta quinta que no último ano estabeleceu parcerias com Microsoft, Mistral AI, Perplexity e outras startups menores para acessar o conteúdo de seus projetos. As empresas se juntam a nomes como Amazon, Google e Meta.

    “Elas podem acessar conteúdo de projetos Wikimedia num volume e velocidade elaborados especificamente para suas necessidades, ao mesmo tempo em que apoiam diretamente nossa missão sem fins lucrativos”, disse a fundação.

    A Wikipédia, que se denomina “a espinha dorsal do conhecimento na internet”, está hoje entre os 10 sites mais visitados no mundo, com 15 bilhões de acessos mensais.

    Em paralelo aos acordos comerciais, Wikimedia também reforçou em comunicado que a estratégia interna de IA divulgada no ano passado existe para apoiar o trabalho dos colaboradores humanos. Como a Folha mostrou, o direcionamento causou polêmica entre os voluntários.

    Uma das ideias da fundação é aplicar modelos de linguagem abertos para identificar o uso de adjetivos ou a falta de fontes em verbetes. Com isso, a Wikimedia espera que uma edição feita por um voluntário de primeira viagem seja mais facilmente aceita, o que faria com que ele eventualmente retornasse à função.

    No geral, essa estratégia de IA passa por frentes como automatizar tarefas tediosas para ajudar no fluxo de trabalho dos editores, automatizar tradução e ampliar a integração de novos voluntários.

    “A Wikipédia mostra que o conhecimento é humano, e o conhecimento precisa de humanos. Especialmente agora, na era da IA, precisamos do conhecimento abastecido por humanos da Wikipédia mais do que nunca”, disse em nota Selena Deckelmann, diretora executiva de produto e tecnologia da Wikimedia.

    Para celebrar a efeméride, a Wikimedia lançou um site interativo que conta a trajetória da enciclopédia ao longo do quarto de século e uma série de documentários mostrando os bastidores do trabalho de editores. Hoje, são mais de 250 mil voluntários.

    “Contra todas as chances, a Wikipédia cresceu e se tornou a espinha dorsal do conhecimento na internet hoje. A Wikipédia demonstra 25 anos da humanidade em seu melhor, provando que quando as pessoas se reúnem no espírito da construção de confiança e colaboração, elas podem tornar o impossível possível”, disse no comunicado Jimmy Wales, cofundador da Wikipédia e membro do conselho de administração da Wikimedia.

    Wikipédia chega aos 25 anos e celebra acordos com principais empresas de IA

  • Nasa quer lançar no próximo dia 6 astronautas em missão para contornar a Lua

    Nasa quer lançar no próximo dia 6 astronautas em missão para contornar a Lua

    Artemis 2 será a primeira neste século a levar humanos além da órbita terrestre; última visita tripulada ao satélite ocorreu em 1972, com a americana Apollo 17

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O dia 6 de fevereiro de 2026 pode se tornar um marco histórico, com o primeiro voo espacial tripulado a ir além da Terra em mais de meio século, numa jornada até a Lua. É para quando a Nasa espera iniciar a missão Artemis 2. O voo, por ora, está marcado para começar às 23h41 (de Brasília), mas dia e hora ainda podem mudar.

    A janela para o lançamento neste mês de fevereiro vai do dia 5 ao dia 11. Caso não aconteça até lá, novas tentativas podem acontecer em cerca de um mês -uma função do ciclo de translação da Lua ao redor da Terra, que dura cerca de 28 dias.

    A rigor, é possível lançar uma missão à Lua a qualquer tempo (afinal, embora ela mude de posição todos os dias, está sempre mais ou menos à mesma distância da Terra em termos astronômicos, com variações que não impactam muito nas missões). Contudo, a situação muda quando a missão precisa se pautar pelas condições de iluminação no satélite durante a chegada -seria frustrante, por exemplo, fazer a máxima aproximação sobre o hemisfério noturno lunar naquele momento. Para missões de pouso, então, isso se torna ainda mais crítico, com a escolha das melhores condições de iluminação e temperatura no sítio de descida.

    Neste momento, a agência espacial americana trabalha com “não antes de 6 de fevereiro e não depois de abril”, o que significa que, salvo imprevistos maiores, teremos três, talvez quatro, janelas para esse voo. Uma boa pista deve vir nos próximos dias, com o transporte do superfoguete SLS à plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida), de onde ele será lançado.

    Neste momento, ele ainda está no VAB, o prédio de montagem de veículos -enorme instalação que permite a integração do lançador de 98 metros antes do voo.

    NOVIDADES NO SÉCULO 21

    A decolagem marcará a primeira missão tripulada lançada com destino à Lua desde dezembro de 1972, quando ocorreu a Apollo 17, última visita de humanos à superfície lunar no século 20. E trará novidades históricas interessantes: pela primeira vez, um homem negro, uma mulher e um cidadão não americano farão a jornada além da órbita terrestre. Nas missões Apollo, todos os tripulantes eram americanos e brancos. Essas novidades haviam sido celebradas pela primeira gestão de Donald Trump à frente da Casa Branca, em forte contraste com a atual, em que qualquer mínima menção à diversidade é rechaçada -mas não suficiente para levar ao que seria uma absurda reescalação da tripulação.

    O comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, e os especialistas de missão Christina Koch e Jeremy Hansen (os três primeiros astronautas da Nasa, e o quarto da CSA, Agência Espacial Canadense) realizaram em dezembro uma simulação da contagem regressiva ao embarcarem na cápsula Orion Integrity, que em mais alguns dias ou semanas os levarão na histórica jornada. Tudo isso aconteceu ainda no VAB, mas um novo ensaio geral deve ser realizado novamente após o transporte do foguete à plataforma, incluindo um abastecimento completo para efeito de teste.

    A tripulação está pronta para voar, confiante de que foram solucionados os problemas observados no escudo térmico da Artemis 1 durante a reentrada atmosférica, em 11 de dezembro de 2022. Na ocasião, a cápsula Orion realizou um voo similar ao que os astronautas farão, mas sem tripulação, para testar os sistemas de bordo e a segurança do projeto. Contudo, a Nasa observou desgaste maior que o esperado no escudo térmico, em razão dos efeitos inesperados de uma falta de permeabilidade no material usado nele. Lascas consideráveis da camada protetora superior foram perdidas, embora a nave tenha retornado com sucesso, realizando uma amerissagem no Pacífico.

    Foi o primeiro voo bem-sucedido do foguete SLS, que custou até agora US$ 31,6 bilhões em seu desenvolvimento, além de US$ 2,5 bilhões a cada novo lançamento. Desenvolvido pela Nasa por ordem do Congresso americano em 2011, o foguete necessariamente teve de incluir tecnologias originalmente criadas para o programa dos ônibus espaciais. A contratante principal responsável pelo programa junto à Nasa foi a empresa Boeing, num modelo de negócios antigo, em que a companhia produz o veículo com especificações dadas pela agência, que fica responsável por cobrir todo e qualquer estouro no orçamento.

    O método contrasta com o modelo mais moderno de contratação, que já é aplicado com transporte de tripulações e cargas à Estação Espacial Internacional, em que a empresa é paga pelos serviços prestados, a um preço fixo, e se encarrega de desenvolver e operar os veículos.

    Esse mesmo modelo, aplicado ao programa Artemis, gerou contratos com as empresas SpaceX e Blue Origin para o desenvolvimento dos módulos de pouso para as futuras missões lunares a uma fração do que custou o SLS, hoje visto como um foguete em vias de se tornar obsoleto, embora no momento siga sendo o único qualificado para enviar astronautas à Lua.

    A MISSÃO

    O voo da Artemis 2 será tão simples quanto possível para uma cápsula que vai além da Terra. Depois de ser lançada a uma órbita terrestre bastante achatada (perigeu de 150 km e apogeu de 2.240 km), ela usará o segundo estágio do SLS para aumentar ainda mais seu apogeu, para 73,6 mil km, e, por fim, separar-se do segundo estágio e usar seu próprio motor, instalado no módulo de serviço fornecido pela ESA (Agência Espacial Europeia), para o empurrão final rumo à injeção translunar -manobra que a colocará no caminho para a Lua, localizada a cerca de 390 mil km da Terra.

    A partir daí, salvo por pequenos ajustes de trajetória, ela estará num voo cuja configuração é conhecida como de retorno livre. Traduzindo do astronautiquês, significa que, deixada inerte, a cápsula chegaria às imediações da Lua, contornaria o satélite por força da gravidade lunar, e então voltaria à Terra naturalmente, de novo só pela força da gravidade terrestre, sem qualquer manobra adicional.

    É a trajetória mais segura, adotada também pelas primeiras missões Apollo logo após o lançamento, para garantir o retorno dos astronautas mesmo que alguma falha de propulsão ocorresse no caminho até a Lua.

    A diferença principal é que, naquelas velhas missões, mesmo na primeira tentativa de ir às imediações lunares, com a Apollo 8, em dezembro de 1968, o motor da espaçonave foi acionado para inseri-la em uma órbita estável ao redor da Lua -ponto em que ela abandonava a trajetória de retorno livre e só poderia voltar à Terra com um novo acionamento do motor para deixar a órbita lunar. Se houvesse uma falha naquele ponto, os astronautas estariam condenados a morrer sem oxigênio dando voltas ao redor do satélite natural.

    A Artemis 2 não terá tanta emoção. Ela simplesmente contornará a Lua e fará uma trajetória em forma de 8, retornando à Terra em seguida, num percurso de cerca de dez dias, entre ida e volta.

    Nesse sentido, ela lembra mais a Apollo 13, de 1970, que, após uma falha catastrófica no caminho para a Lua, teve de manter uma trajetória de retorno livre para retorno à Terra, com módulo lunar usado como um bote salva-vidas para a tripulação -na mais espetacular e cinematográfica (tanto que virou filme!) emergência já ocorrida no espaço. Desta vez, para a alegria dos astronautas, essa trajetória será usada de propósito, e não por uma emergência.

    Um aspecto interessante é que a cápsula passará muito mais longe da superfície lunar do que as antigas missões Apollo, com um perilúnio (aproximação máxima da Lua) de cerca de 7.500 km. As Apollos voavam em órbitas lunares com altitudes de meros 110 a 200 km. Com isso, os quatro astronautas da Artemis 2 se tornarão os humanos a viajarem mais longe no espaço em toda a história.

    De lá, Wiseman, Glover, Koch e Hansen terão uma visão privilegiada do sistema Terra-Lua, com os dois astros, a Terra ainda mais longe, suspensos na imensidão do vazio. Uma paisagem inesquecível para um momento histórico.

    Nasa quer lançar no próximo dia 6 astronautas em missão para contornar a Lua

  • IA: imagens geradas pela Grok violam proteção de dados; Idec denuncia

    IA: imagens geradas pela Grok violam proteção de dados; Idec denuncia

    Ferramenta pode gerar imagens sexualizadas sem qualquer autorização

    A geração de imagens pela inteligência artificial Grok, da rede social X, tem violado a proteção de dados pessoais dos usuários. A ferramenta pode gerar imagens sexualizadas, mantendo as características de pessoas reais, sem qualquer conhecimento ou autorização.

    O Instituto de Defesa de Consumidores, o Idec, apresentou nesta semana à Agência Nacional de Proteção de Dados, a ANPD, uma denúncia contra essa ferramenta. Julia Abad, pesquisadora do Idec, diz que é preciso a adoção de providências urgentes para evitar mais danos.

    “A gente precisa pensar em bloqueios automáticos de comando que envolvam essa nudez e sexualização. A proibição e restrição do uso de imagens reais de crianças e adolescentes, barreiras específicas que impeçam essa geração de imagens de sexualização, sem autorização. E canais de denúncia que funcionem de forma rápida e efetiva. Porque, como a gente viu, muitas pessoas denunciavam as imagens e, infelizmente, a plataforma, empresa nada fez”.

    O Idec pede a suspensão imediata das funcionalidades da Grok que utilizem dados de pessoas reais, com a interrupção do uso de dados para treinar o sistema. Para o Instituto, a prática é ainda mais grave no caso de crianças e adolescentes, pois a legislação brasileira impõe regras mais rigorosas para uso de dados deste público.

    O Idec ainda alerta para a falta de transparência da plataforma X, já que a política de privacidade da ferramenta não está disponível em português, o que dificulta que brasileiros possam entender como seus dados são usados.

    Em casos em que uma pessoa tenha sua imagem manipulada por essa ou outra plataforma, a pesquisadora do Idec, Julia Abad, diz que as vítimas devem buscar proteção e responsabilização.

    “O primeiro passo é tentar contato com a própria plataforma e guarde esses comprovantes. Se não houver resposta, é fundamental que ela faça uma denúncia. No Procon, por exemplo, da sua cidade ou estado, o Disque 100, que é um canal do governo federal de denúncias, quando forem casos mais graves. Por exemplo, de sexualização. Registrar um boletim de ocorrência pra que seja feita uma investigação criminal sobre o caso, e também buscar juizados especiais, em caso de reparação financeira”.  

    Em nota, a Agência Nacional de Proteção de Dados afirmou que as denúncias recebidas estão sob análise da fiscalização do órgão e que está em diálogo com outros órgãos públicos com competência correlata.

    A criação de imagens com uso da ferramenta Grok também vem causando preocupação em diversos países do mundo.

    Nessa quarta-feira (14), a plataforma X divulgou, em sua página de segurança, em inglês, que mantém tolerância zero para qualquer forma de exploração sexual infantil, nudez não consensual e conteúdo sexual indesejado. Também afirmou que será bloqueada a geração de imagens sexualizadas em países onde isso seja ilegal.

    A rede social anunciou que houve atualização da inteligência artificial Grok para impedir edição sexualizada de imagens de pessoas reais. Afirma ainda que edição e criação de imagens estarão disponíveis apenas para contas pagas, permitindo que esses indivíduos sejam responsabilizados.

    O Idec afirma que verificou a rede social X e, até o momento, ela continua permitindo a geração das imagens questionadas.

    A reportagem não conseguiu localizar a assessoria de imprensa da plataforma X no Brasil.

    IA: imagens geradas pela Grok violam proteção de dados; Idec denuncia