Categoria: TECNOLOGIA

  • Polónia registra número recorde de cibertaques que atribui à Rússia

    Polónia registra número recorde de cibertaques que atribui à Rússia

    Polônia registra número recorde de 170 mil ataques cibernéticos em 2025, volume 50% maior que no ano anterior. Governo acusa a Rússia de liderar ofensiva digital em meio à guerra na Ucrânia e amplia orçamento de cibersegurança para 1 bilhão de euros no próximo ano

    A Polônia registrou neste ano 170 mil ataques cibernéticos, o maior número já contabilizado e muito acima dos 111 mil incidentes de 2024, segundo informou nesta segunda-feira (6) o governo do país, que atribuiu a maior parte deles à Rússia.

    O vice-primeiro-ministro e ministro de Assuntos Digitais, Krzysztof Gawkowski, afirmou em entrevista à TV estatal que entre 700 e 800 ataques diários representam uma ameaça à segurança nacional.

    “Muitos desses ataques têm uma clara marca russa”, disse Gawkowski, segundo a agência espanhola EFE.

    O ministro prevê um aumento das ameaças e desafios no campo digital, mas garantiu que os serviços poloneses conseguem repelir a grande maioria das ofensivas.

    Recentemente, o governo anunciou o aumento do orçamento destinado à cibersegurança para 1 bilhão de euros em 2025.

    A Polônia é vista como um dos principais alvos de sabotagens digitais dentro da União Europeia. Para Varsóvia, os ataques fazem parte da chamada guerra híbrida conduzida pela Rússia.

    Entre os casos registrados, houve episódios que forçaram a suspensão temporária de operações hospitalares e tentativas de invasão a redes de tecnologia de grandes cidades, com o objetivo de interromper o abastecimento de água, ações que foram contidas antes de afetar os usuários.

    O setor energético também está entre os principais alvos, com mais de 4 mil incidentes em 2024 atingindo instituições ligadas à área.

    Veículos de imprensa foram igualmente afetados, e a agência pública PAP sofreu um ataque coordenado que resultou na publicação de uma notícia falsa sobre uma mobilização nacional. Na ocasião, Gawkowski afirmou que a ofensiva foi orquestrada pela Rússia, com o objetivo de paralisar o país.

    A Polônia, membro da Otan desde 1999 e da União Europeia desde 2004, é um dos maiores aliados da Ucrânia, com quem compartilha mais de 500 quilômetros de fronteira, e enfrenta há mais de dois anos as consequências da invasão russa iniciada em fevereiro de 2022.

    Polónia registra número recorde de cibertaques que atribui à Rússia

  • AMD e OpenAI fecham parceria para construir data center IA

    AMD e OpenAI fecham parceria para construir data center IA

    A parceria entre AMD e OpenAI prevê o uso de processadores da fabricante americana na construção de data centers voltados à inteligência artificial generativa, com entrega inicial programada para 2026 e potencial de gerar dezenas de bilhões de dólares em receita

    A Advanced Micro Devices (AMD) e a OpenAI anunciaram nesta segunda-feira, 6, que vão colaborar na construção de data centers de inteligência artificial (IA) alimentados por processadores da AMD, segundo comunicado divulgado. Após o anúncio, a ação da AMD saltava 24,15% no pré-mercado em Nova York, às 8h35 (de Brasília).

    O acordo envolve o fornecimento de 6 gigawatts para alimentar a próxima infraestrutura de IA generativa da OpenAI com múltiplas gerações de GPUs AMD Instinct. A primeira entrega de 1 gigawatt será do modelo MI450, com início previsto para o segundo semestre de 2026.

    Como parte dos termos, a AMD emitirá uma garantia de até 160 milhões de ações ordinárias, – o equivalente a cerca de 10% do total – para a OpenAI por US$ 0,01 a ação, conforme metas específicas sejam alcançadas. “A aquisição está ainda vinculada ao alcance de certos alvos de preço das ações da AMD e aos marcos técnicos e comerciais que a OpenAI deve alcançar para viabilizar as implantações da AMD em larga escala”, afirma o comunicado.

    Em nota, a AMD afirma que o acordo coloca ambas as companhias \”na frente de um momento crucial para inteligência artificial”, gerando ganhos mútuos e “permitindo avanços de larga escala” em todo o ecossistema IA.

    As empresas não divulgaram o valor total do projeto, mas a AMD estima receber “dezenas de bilhões de dólares em receita” ao acelerar a construção de infraestrutura da OpenAI, além de trazer “mais valor para os acionistas” e ampliar lucros por ação.

     

    AMD e OpenAI fecham parceria para construir data center IA

  • Elon Musk mostra robô da Tesla praticando kung fu em novo vídeo

    Elon Musk mostra robô da Tesla praticando kung fu em novo vídeo

    O bilionário divulgou imagens do Optimus executando movimentos de artes marciais com um humano. O robô atua de forma autônoma, sem controle remoto, e a Tesla pretende produzir até um milhão de unidades até 2030

    O bilionário Elon Musk publicou um novo vídeo do Optimus, robô humanoide desenvolvido pela Tesla, em que o protótipo aparece realizando movimentos de kung fu em uma espécie de treino coreografado com um humano.

    Embora o objetivo do exercício não tenha sido detalhado, o site Digital Trends aponta que o treinamento pode estar relacionado ao aperfeiçoamento da precisão e da fluidez dos movimentos do robô. No vídeo, o Optimus executa golpes e defesas típicas das artes marciais chinesas, mantendo a sequência com boa coordenação.

    Nos comentários da publicação, Musk destacou que o robô não está sendo controlado remotamente, e sim operado de forma autônoma por meio de inteligência artificial.

    Apresentado como um projeto voltado para tarefas domésticas e operacionais, o Optimus não foi desenvolvido para combate, mas o próprio Musk comentou em tom descontraído que “essas habilidades podem ser úteis um dia”.

    A Tesla ainda não definiu uma data para o início da produção em larga escala, mas estima que até 2030 a linha de montagem possa alcançar um milhão de unidades do robô.

    Elon Musk mostra robô da Tesla praticando kung fu em novo vídeo

  • As dicas de segurança de um ex-agente do Serviço Secreto dos EUA

    As dicas de segurança de um ex-agente do Serviço Secreto dos EUA

    O Serviço Secreto dos Estados Unidos, conhecido por proteger o presidente, também atua como uma das principais forças do país no combate a crimes financeiros. Criado em 1865, antes do FBI e da CIA, o órgão mantém operações em mais de cem países e enfrenta novos desafios com o avanço dos golpes digitais e da inteligência artificia

    (CBS NEWS) – O Serviço Secreto dos Estados Unidos, famoso por ser responsável pela segurança do presidente, também tem outra importante função, muitas vezes desconhecida.

    A organização é responsável por investigar crimes financeiros, atribuição para a qual foi criada, em 1865, antes do FBI (Federal Bureau of Investigation, de 1908) e da CIA (Central Intelligence Agency, de 1947).

    “A agência foi fundada no Departamento do Tesouro, coincidentemente no dia do assassinato de Abraham Lincoln, para proteger o país contra a falsificação. Foi somente em 1901, quando dois presidentes foram assassinados, que eles assumiram a responsabilidade de também protegê-los”, conta Matt O’Neil, ex-agente do Serviço Secreto dos EUA.

    Em visita ao Brasil neste semestre, O’Neil, com 30 anos de experiência em combate a crimes financeiros cibernéticos, participou de um evento com a Polícia Federal a convite da BioCatch, empresa de identidade digital, e conversou com a reportagem sobre como evitar cair em golpes e sobre como países podem combatê-los.

    Nos últimos meses, uma série de ataques hackers desviaram ao menos R$ 1,5 bilhão e levaram o Banco Central a alterar regras do sistema financeiro.
    O Serviço Secreto tem mais de cem operações espalhadas pelo mundo, sendo um dos escritórios no Brasil, em Brasília.

    “O que tentamos fazer é interagir com o máximo de parceiros no exterior possível para que possamos aprender novos golpes antes que isso realmente chegue aos EUA”, diz O’Neil.

    Ele conta que há grupos criminosos que usam um trabalho quase escravo nesses crimes. Há relatos de pessoas levadas à Ásia com promessa de emprego e forçadas a trabalhar em call centers especializados em golpes financeiros.

    “É alto o nível de corrupção na Índia e no Sudeste Asiático. As fábricas fraudulentas estão sendo protegidas no Camboja e recebendo bilhões de dólares, então os investigadores não serão recebidos de braços abertos quando disserem que querem encerrar essa enorme operação. É preciso uma pressão em nível federal, e ainda mais em nível diplomático, contra esses países.”

    Outra dificuldade no combate a esses crimes são as diferenças nas legislações de cada país, o que pode impedir extradições, e a falta de recursos dos órgãos de segurança.

    “Enquanto a polícia leva meses para quebrar o sigilo bancário e seguir o rastro do dinheiro roubado, ladrões limpam a conta e repassam a quantia por diversas contas laranja em minutos”, diz O’Neil.

    Segundo ele, para combater e inibir esses crimes é vital identificar os laranjas, também chamados de contas de passagem, que podem ser criminosos ou vítimas que tiveram seus dados roubados.

    Ele explica que outra dificuldade é o uso de misturadores, programas que mesclam fundos de criptomoedas entre si para deixá-los difíceis de rastrear.

    “Pense em quão poucos policiais têm tempo para trabalhar nesse tipo de caso quando há tantos outros para resolver, seja terrorismo, drogas, quadrilhas. Crimes financeiros são sempre uma questão de nicho para as autoridades policiais. Se for um caso de US$ 50 mil ou US$ 100 mil pode nem ser analisado”, diz o ex-agente.

    “O outro desafio é que, quando você se torna realmente bom em ser um investigador de crimes financeiros, começa a receber convites do setor privado que pagam quatro vezes mais. Então, há uma perda contínua dos melhores talentos.”

    O ex-agente também critica a falta de comunicação entre bancos, que poderiam trocar informações de forma a identificar empresas de fachada e contas laranja. “Os bancos também não vão ser tão rápidos em implementar recursos porque é caro e há muitas outras prioridades. Os golpes não afetam seus resultados financeiros. Mas serão forçados a fazer isso devido a novas regulamentações ou simplesmente por danos à reputação.”

    Segundo ele, alguns padrões rastreáveis por bancos seriam logins a cada 30 segundos, se o titular está online em dois dispositivos ao mesmo tempo, falta de rastreamento da atividade do usuário no dispositivo, uso do celular com uma mão distinta (ex.: canhoto usando na mão direita), a diferença na pressão com a qual segura e tecla no telefone, o idioma do dispositivo e há quanto tempo ele está em uso.

    De acordo com levantamento da BioCatch feito em março junto a 81 executivos brasileiros, todos em posições C-Level em bancos e instituições financeiras, a maioria (40%) destinam entre US$ 25 milhões (R$ 135,5 milhões) e US$ 49,9 milhões (R$ 270,5 milhões) anualmente para tecnologias de detecção de fraudes. Além disso, 89% defendem a necessidade de uma maior intervenção regulatória para o combate à lavagem de dinheiro, e 28% afirmam que ampliar a supervisão de instituições não financeiras é essencial.

    O’Neil cita como exemplos positivos Austrália e Reino Unido, que adotaram medidas para coibir fraudes.

    “No Reino Unido, só para mencionar uma das regras, há uma lei que obriga os bancos a pagar todos os golpes. Já a Austrália lançou o maior compartilhamento de dados anonimizados entre bancos do mundo, em tempo real.”

    Ele reconhece que é mais difícil implementar mudanças em mercados maiores, como Brasil e Estados Unidos.

    “Mas, se as perdas forem distribuídas entre todos nós, ninguém se importa. Precisamos de mais pessoas com voz para se manifestar e dizer que isso não é aceitável. Se as instituições financeiras estiverem perdendo dinheiro, pode apostar que eles vão mudar isso amanhã.”

    Outra dificuldade é a educação sobre golpes. “As pessoas sempre minimizam a quantidade de engenharia social necessária para chegar a alguém. São semanas e meses”, diz ele.

    Ele lembra um caso que investigou no Serviço Secreto, com prejuízos na casa de US$ 650 milhões (R$ 3,5 bilhões), com aproximadamente 400 vítimas.

    “Entrevistamos cada uma delas e todas se consideravam conhecedoras de golpes. Algumas eram médicas, advogadas, professoras, pessoas com formação acadêmica, e foram enganadas. Portanto, [somente] a educação não funciona”, diz o ex-agente.

    Ele diz ser necessário a criação de mais atrito no sistema como um todo, de modo a inibir golpes, mas sem criar desafios competitivos. Outra mudança proposta pelo especialista é a responsabilização das empresas de telecomunicação e de rede social.

    Na opinião de O’Neil, as primeiras poderiam rastrear e barrar telefones de golpistas que fazem centenas de ligações ao dia, com dois segundos de duração cada uma. Já as redes sociais deveriam inibir perfis falsos.

    “Eles ganham mais dinheiro se há mais pessoas na plataforma. Então, não vão descontinuar centenas de milhares de contas. A mesma coisa acontece com aplicativos de namoro. É um grande negócio multibilionário, e é por isso que não promulgaram leis para protegê-los de forma mais significativa, porque essas mesmas organizações estão fazendo doações significativas aos políticos que criariam essas leis.”

    O fato de a lei ser mais branda na punição desses crimes também é visto como um problema pelo especialista.

    “A maior sentença que já recebi foi de 16 anos para um roubo de US$ 300 milhões, mas se o cara estivesse traficando cocaína, ele teria cumprido 50 anos. Então eles pensam ‘tenho 30 anos, se não apreenderam todo o dinheiro, quando tiver 45 estarei livre e rico”, diz O’Neil

    A IA (inteligência artificial) é mais um desafio no combate aos golpes financeiros, pois é utilizada na engenharia dos crimes cibernéticos.

    “Costumávamos tentar manter todos os nossos criminosos cibernéticos em prisões diferentes porque não queremos que façam uma faculdade da prisão, aprendendo uns com os outros e fazendo networking. Hoje, a barreira de entrada para ser um criminoso cibernético é zero. Há cinco anos, você teria que ter algum conhecimento de codificação. Agora, é só preciso combinar IA e kits de phishing comprados online. É uma espécie de ponto de inflexão.”

    Outro crime mencionado por O’Neil é a extorsão de adolescentes pelo crime organizado de países da África Ocidental. Os golpistas se passam por garotas e os fazem enviar fotos comprometedoras, os extorquindo posteriormente, afirma.

    “É algo sobre o qual as pessoas, por algum motivo, não querem falar, mas trabalhamos em vários casos. É algo para se estar atento. Isso chega ao ponto de os jovens se matarem”, afirma o americano.

    Ele aponta que a tecnologia também pode ajudar no combate a este tipo de delito, identificando o padrão da operação, com o mesmo tipo de valor monetário ou a mesma atividade transacional.

    “Precisamos ter mais colaboração como sociedade. Porque é um problema da sociedade. Não é mais um problema bancário”, diz o ex-agente.
    Abaixo, seguem dicas de segurança de O’Neil.

    DICAS DE PROTEÇÃO

    1) Nunca envie dinheiro para alguém que você nunca tenha tocado fisicamente.

    2) Seja cuidadoso com o que você publica online sobre si mesmo.
    Muitos golpistas usam “trends” de redes sociais para garimpar respostas de perguntas de autenticação baseadas em conhecimento. São brincadeiras do tipo “qual o nome do seu cachorro” e “qual o seu primeiro carro” que expõem informações pessoais relevantes.

    3) Cuidado com os seus dados que os aplicativos estão coletando.
    Esteja atento com as autorizações solicitadas pelo app, como os serviços de localização e acesso à câmera. Há organizações que vendem essas informações ilegalmente.

    4) Se você não está pagando, o preço é você.
    Suspeite de promessas de dinheiro fácil. Outro alerta é o senso de urgência de quem aplica o golpe, como se fosse algo que só poderia ser feito naquele momento.

    5) Evite atender ligações de números desconhecidos
    Muitas vezes golpistas ligam para verificar se a linha está ativa. Assim, eles podem mantê-lo na lista de possíveis alvos.

    As dicas de segurança de um ex-agente do Serviço Secreto dos EUA

  • Criar ou editar vídeos com IA? Aqui tem três sugestões

    Criar ou editar vídeos com IA? Aqui tem três sugestões

    A popularidade da nova app Sora da OpenAI fez com que mais pessoas procurassem aplicações para criarem ou editarem vídeos com recurso a IA. Dado que esta app está disponível de forma (ainda) muito limitada, aqui tem três alternativas.

    A OpenAI lançou nesta semana a Sora, um aplicativo dedicado à criação de vídeos com Inteligência Artificial que também permite aos usuários compartilharem suas criações em um feed próprio – criando assim uma experiência de compartilhamento de vídeos parecida com o TikTok.

    Por enquanto, o app está disponível apenas nos Estados Unidos e no Canadá, e somente por convite, o que significa que um número (muito) limitado de pessoas tem acesso à Sora.

    Se você está pensando em testar aplicativos que permitem criar ou editar vídeos usando ferramentas de Inteligência Artificial, o site TechTudo preparou uma lista com três boas opções que podem atender às suas necessidades.

    Criar ou editar vídeos com IA? Aqui tem três sugestões

  • Jeff Bezos aposta que futuro dos data centers é no espaço e elogia boom da IA

    Jeff Bezos aposta que futuro dos data centers é no espaço e elogia boom da IA

    Na abrangente conversa, o fundador da Amazon e da empresa de foguetes Blue Origin elogiou o boom de IA (inteligência artificial) e apostou que o futuro dos data centers -que se espalham rapidamente justamente por causa da demanda da IA- está no espaço.

    PELOTAS, RS (CBS NEWS) – Em uma rara aparição pública, Jeff Bezos -que agora é presidente executivo da Amazon após deixar o cargo de CEO em 2021- foi entrevistado no palco da Italian Tech Week por John Elkann, o bilionário herdeiro da dinastia Agnelli e presidente das montadoras Stellantis e Ferrari, nesta sexta-feira (3).

    Na abrangente conversa, o fundador da Amazon e da empresa de foguetes Blue Origin elogiou o boom de IA (inteligência artificial) e apostou que o futuro dos data centers -que se espalham rapidamente justamente por causa da demanda da IA- está no espaço.

    Para Bezos, data centers em escala de gigawatts serão construídos no espaço dentro dos próximos dez a 20 anos, prevendo que eles eventualmente superarão os baseados na Terra graças à energia solar ininterrupta. Ele também disse acreditar que milhões de pessoas estarão vivendo no espaço “nas próximas décadas”.

    O número desses enormes centros, que armazenam infraestrutura de computação, está crescendo exponencialmente à medida que o mundo usa cada vez mais IA e computação em nuvem, gerando um aumento na demanda por eletricidade e água para resfriar seus servidores.

    O conceito de data centers baseados no espaço está ganhando força entre grandes empresas de tecnologia, à medida que as necessidades de energia para manter tais operações na Terra estão crescendo drasticamente.

    “Esses clusters gigantes de treinamento serão mais bem construídos no espaço, porque temos energia solar lá, 24 horas por dia, sete dias por semana. Não há nuvens, nem chuva, nem clima”, disse Bezos. “Seremos capazes de superar o custo dos data centers terrestres no espaço nas próximas décadas.”

    Bezos disse que a mudança para a infraestrutura orbital faz parte de uma tendência mais ampla de usar o espaço para melhorar a vida na Terra. “Isso já aconteceu com os satélites meteorológicos. Já aconteceu com os satélites de comunicação. O próximo passo serão os data centers e, depois, outros tipos de manufatura”, disse.

    A melhora da vida humana também foi um dos argumentos de Bezos para elogiar os investimentos crescentes em IA e afirmar que esse boom está alimentando um tipo “bom” de bolha, que trará benefícios duradouros para a sociedade mesmo se os preços das ações colapsarem.

    “A bolha bancária, a crise no sistema bancário, isso é simplesmente ruim, como em 2008. Essas bolhas a sociedade quer evitar”, disse ele. “As que são industriais não são nem de perto tão ruins, podem até ser boas. Porque quando a poeira baixa e você vê quem são os vencedores -a sociedade se beneficia dessas invenções”, continuou. “Isso é o que vai acontecer aqui também. Isso é real. Os benefícios da IA para a sociedade serão gigantescos.”

    Pouco antes das declarações de Bezos no evento, o chefe do Goldman Sachs, David Solomon, havia alertado que muito do capital sendo investido em IA “acabará não gerando retornos”, embora tenha admitido que ainda não estava claro se o mercado de tecnologia estava em uma bolha.

    “Estamos no início do filme, não no final do filme”, acrescentou. “Não ficaria surpreso se nos próximos 12-24 meses víssemos uma queda nos mercados de ações, mas isso não deveria ser surpreendente dado o avanço que tivemos.”

    Jeff Bezos aposta que futuro dos data centers é no espaço e elogia boom da IA

  • Empresa dos EUA quer realizar entregas a partir do Espaço

    Empresa dos EUA quer realizar entregas a partir do Espaço

    A Inversion foi fundada em 2021 e quer construir uma rede de aeronaves que, a partir da órbita da Terra, podem aterrar e levar qualquer carga até qualquer ponto do globo em menos de uma hora.

    Uma nova empresa aeroespacial chamada Inversion quer construir um sistema de transporte que permita realizar entregas em qualquer parte do mundo em apenas uma hora.

    Esse sistema de transporte depende da Arc, uma aeronave capaz de transportar até 225 kg, que foi apresentada nesta semana a partir da fábrica da Inversion em Los Angeles, nos Estados Unidos.

    “Nossa missão é posicionar previamente as Arcs em órbita e mantê-las lá por até cinco anos, podendo ser acionadas para, de forma autônoma, pousar em qualquer lugar quando necessário e levar a carga até o destino desejado em menos de uma hora”, explicou o cofundador e CEO da Inversion, Justin Fiaschetti, em entrevista ao site Ars Technica.

    Fiaschetti afirmou que, apesar de o espaço normalmente ser visto como um destino, o “verdadeiro valor econômico está em acessar todo o globo”, destacando que esse foi o princípio seguido na fundação da Inversion em 2021.

    A Inversion planeja lançar o primeiro veículo Arc até o fim de 2026.

    Empresa dos EUA quer realizar entregas a partir do Espaço

  • Rumble entra em parceria estratégica com a Perplexity, especializada em IA

    Rumble entra em parceria estratégica com a Perplexity, especializada em IA

    A tecnologia de busca da Perplexity será integrada diretamente no Rumble para ajudar criadores e espectadores a encontrar conteúdo relevante com mais facilidade

    A Rumble está aproveitando as ferramentas de inteligência artificial (IA) da Perplexity com uma parceria estratégica destinada a melhorar a descoberta de vídeos para usuários e criadores em sua plataforma.

    A empresa disse na quinta-feira (2) que a tecnologia da Perplexity ajudará seus usuários a descobrir conteúdo relevante, um benefício tanto para criadores que buscam alcançar seus públicos quanto para espectadores que procuram tópicos e discussões específicas.

    Como parte da colaboração, o novo navegador da Perplexity, Comet, será promovido aos usuários da Rumble. A Rumble também está introduzindo um novo pacote de assinatura que combina o Rumble Premium e o Perplexity Pro. Fonte: Dow Jones Newswires.

    *Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Rumble entra em parceria estratégica com a Perplexity, especializada em IA

  • Xiaomi lança 15T no Brasil com câmera mais potente e preço de iPhone

    Xiaomi lança 15T no Brasil com câmera mais potente e preço de iPhone

    O Xiaomi 15T e o 15T Pro custam, respectivamente, R$ 7.499 e R$ 8.999 na versão com 512 GB de armazenamento e 12 GB de memória RAM. Na versão padrão, é um aumento de R$ 1.500 em relação ao preço do modelo do ano passado, e se aproxima do valor oficial do recém-lançado iPhone 17, de R$ 7.999

    (CBS NEWS) – A Xiaomi lançou nesta quarta-feira (2) no Brasil os smartphones 15T e 15T Pro, os modelos premium vendidos pela marca no país.
    Com acabamento em alumínio e recursos mais avançados, a linha oferece um conjunto de câmeras desenvolvido em parceria com a marca alemã de lentes Leica. A promessa é capturar mais detalhes com recursos de inteligência artificial e um zoom óptico de 5x na versão Pro, a mais cara.

    O Xiaomi 15T e o 15T Pro custam, respectivamente, R$ 7.499 e R$ 8.999 na versão com 512 GB de armazenamento e 12 GB de memória RAM. Na versão padrão, é um aumento de R$ 1.500 em relação ao preço do modelo do ano passado, e se aproxima do valor oficial do recém-lançado iPhone 17, de R$ 7.999.

    Conhecida no país principalmente por modelos mais em conta, a Xiaomi enfrenta neste ano um cenário diferente do de 2019, quando era a única marca chinesa do setor com operações locais.

    Só neste ano, as marcas Honor e Jovi passaram a comercializar no país, a Realme anunciou produção local e a Huawei retomou a venda de celulares.

    A DL Distribuidora, representante da Xiaomi e da Honor no país, também enfrenta a competição com o mercado cinza, alvo de ações da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O Xiaomi 14T, do ano passado, por exemplo, sai por cerca de R$ 3.000 em plataformas de ecommerce -ou R$ 5.999 no site oficial.

    Para Luciano Barbosa, diretor de produtos da DL, o mercado atual é desafiador, mas o aumento da concorrência ainda não causou uma redução nas vendas da Xiaomi.

    “O brasileiro vai pesquisar muito mais antes de tomar a decisão de compra, tanto por ter mais opções no mercado, quanto por ser um dispositivo que tem um preço médio maior”, disse.

    A versão T da série numerada da Xiaomi, sua principal, é geralmente comparada aos modelos econômicos da Samsung e da Apple, como o Galaxy S25 FE e o iPhone 16e. Os principais da linha não são vendidos no país.

    O 15T Pro passou por uma reformulação no design, com bordas e acabamentos mais arredondados e maior resistência no corpo (17%) e na tela (6%).

    O sistema de câmeras triplo continua com sensores de 50 MP, agora desenvolvidos pela própria Xiaomi. O modelo mais caro tem um sensor mais novo (Light Fusion 900) e oferece maior qualidade na câmera teleobjetiva, para fotos feitas a maior distância, com zoom óptico de 5x e digital de 20x.

    Uma das principais novidades é o Xiaomi Offline Communication, que permite conexão entre os mesmos modelos e quem estiver a até 1,9 km de distância (no 15T Pro), mesmo sem rede celular e wifi. Isso foi possibilitado por um chip de conexão proprietário da empresa, que melhora as antenas celulares e Bluetooth.

    Em vídeo, a empresa sugere trilhas e turismo em áreas remotas como potenciais casos de uso.

    No desempenho, o chip MediaTek Dimensity 9400+ da versão 15T Pro, com até 3,73 GHz de velocidade, oferece uma performance geral 12% maior do que a geração anterior. Para processamento de IA no dispositivo, o aumento foi de 20%. A empresa não ofereceu comparativos para o 15.

    O modelo básico também tem uma tela de 120 Hz (menos fluida que a de 144 Hz do Pro) e usa o processador da geração anterior, MediaTek Dimensity 8400-Ultra, de até 3,25 GHz. Ambas as versões têm baterias de 5.500 mAh, que prometem 15,2 horas de uso ininterrupto.

    O HyperOS 3, nova versão do sistema operacional baseado em Android usado pela marca, recebeu uma repaginação no visual e uma melhoria na fluidez, o que segundo a marca vai deixar o uso mais intuitivo.

    O sistema operacional agora disponibiliza o HyperIsland, central de notificações dinâmica ao redor da câmera frontal, no topo da tela, similar ao que a Apple oferece na Ilha Dinâmica desde o iPhone 14 Pro em 2022.

    A atualização também promete melhorias na conexão entre dispositivos da própria Xiaomi e da Apple. Os novos aparelhos conseguem, por exemplo, espelhar a tela e enviar arquivos com mais facilidade para iPhones e MacBooks.

    IA também recebeu destaque, com integração com o GPT-4o Mini no modo DeepThink e capacidade de reconhecer o que é exibido na tela para produzir textos. O sistema também é capaz de transcrever, traduzir e reduzir ruídos de gravações de voz e chamadas.

    A chegada do 15T no Brasil ocorre dias depois do lançamento chinês do Xiaomi 17 -a marca pulou o 16. O modelo mais avançado concorre diretamente com os principais modelos da Apple, de quem emprestou a nomenclatura Pro e Pro Max neste ano, e da Samsung.

    Xiaomi lança 15T no Brasil com câmera mais potente e preço de iPhone

  • Perplexity libera navegador Comet com IA de forma gratuita para todos

    Perplexity libera navegador Comet com IA de forma gratuita para todos

    Antes restrito a um plano de 200 dólares mensais, o Comet passa a ser gratuito em definitivo. O navegador integra o Perplexity AI, capaz de responder perguntas, resumir conteúdos e redigir e-mails, e busca combater o excesso de informações de baixa qualidade na internet

    A Perplexity anunciou que o Comet, seu navegador de internet com inteligência artificial integrada, agora está disponível gratuitamente para todos os usuários. Antes, o acesso era restrito a assinantes de um plano que custava 200 dólares (cerca de R$ 1.100) por mês.

    O Comet tem como diferencial o uso do Perplexity AI, um mecanismo de busca e assistente capaz de responder perguntas, resumir informações e até redigir e-mails sob demanda.

    Segundo a empresa, o navegador “se tornou o mais procurado da internet” e a gratuidade não será temporária. “Queremos criar uma internet melhor, e isso precisa ser acessível a todos”, afirmou o CEO da Perplexity, Aravind Srinivas.

    Ele destacou ainda que a proposta é ajudar os usuários a escapar de conteúdos de baixa qualidade. “Será cada vez mais fácil produzir ‘lixo’ online e mais difícil diferenciar se algo foi criado por uma IA ou por um humano”, disse.

    Perplexity libera navegador Comet com IA de forma gratuita para todos