Categoria: TECNOLOGIA

  • Trabalhadores da Geração Z já se 'renderam' à Inteligência Artificial

    Trabalhadores da Geração Z já se 'renderam' à Inteligência Artificial

    Mais ainda, estes trabalhadores mais jovens estão também ensinando os colegas mais velhos a implementar e usar estas ferramentas de Inteligência Artificial em âmbito profissional.

    A disseminação da Inteligência Artificial tem sido sentida não só nos momentos de lazer, mas também no mundo profissional, com um estudo realizado pelo International Workplace Group (IWG) indicando que os trabalhadores da Geração Z já aderiram a esse tipo de ferramenta.

    O levantamento da IWG mostra que os profissionais nascidos entre 1997 e 2012 — a chamada Geração Z — estão até ajudando colegas mais velhos a adotarem essas tecnologias.

    Segundo o estudo, 59% dos trabalhadores da Geração Z afirmam estar ensinando colegas mais experientes a usar Inteligência Artificial, e 78% dizem que essas ferramentas realmente poupam tempo. Foi apontado que, em média, há um ganho de 55 minutos por dia com o uso da IA — o que equivale a quase um dia de trabalho por semana.

    “O mundo do trabalho está evoluindo rapidamente. Os avanços tecnológicos, particularmente na IA, estão aumentando a produtividade, abrindo novas oportunidades de carreira e conectando diferentes gerações de especialistas. Esses ganhos significativos de produtividade proporcionados pela IA estão ajudando a criar equipes mais conectadas e ágeis, preparadas para o futuro do trabalho”, afirmou o fundador e CEO da IWG, Mark Dixon. “As gerações mais jovens estão desempenhando um papel fundamental ao compartilhar suas competências digitais com os colegas, o que melhora o desempenho e revela novas oportunidades de negócios.”

    O estudo foi conduzido em junho de 2025 e contou com uma amostra de 2.016 trabalhadores de escritório dos Estados Unidos e do Reino Unido.

    Trabalhadores da Geração Z já se 'renderam' à Inteligência Artificial

  • Redata pode quadruplicar parque de data centers no País

    Redata pode quadruplicar parque de data centers no País

    O governo federal aposta na desoneração como pilar para atrair os altos investimentos globais desse setor, que vive momento aquecido com o crescimento da inteligência artificial. A indústria – contando empresas globais que instalam infraestrutura aqui, as que fornecem serviços e as big techs que usam a capacidade de processamento – também deposita suas fichas na possibilidade que o Brasil se tornar um polo global.

    Os R$ 2 trilhões de investimentos que o Brasil projeta atrair com o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) vão multiplicar em quase quatro vezes a capacidade de processamento de dados no Brasil. Atualmente, o parque de data centers tem 800 megawatts, em projeções da Associação Brasileira de Data Centers (ABDC), este número pode chegar a três gigawatts, se consolidando como um importante polo global da indústria. Para comparação, a América Latina inteira tem 1,5 gigawatt de capacidade.

    O governo federal aposta na desoneração como pilar para atrair os altos investimentos globais desse setor, que vive momento aquecido com o crescimento da inteligência artificial. A indústria – contando empresas globais que instalam infraestrutura aqui, as que fornecem serviços e as big techs que usam a capacidade de processamento – também deposita suas fichas na possibilidade que o Brasil se tornar um polo global.

    O Redata zera tributos federais como PIS, Cofins, IPI e tarifas de importação sobre equipamentos usados em operações de data centers, reduzindo a alíquota efetiva de 52% para cerca de 18%. O programa, porém, não inclui impostos estaduais, como o ICMS. Em contrapartida, exige o uso de energia renovável, sistemas hídricos fechados, investimento de 2% em pesquisa e desenvolvimento no Brasil e reserva de 10% da capacidade de processamento para universidades e empresas nacionais.

    A Associação Brasileira de Data Centers (ABDC) considera que a MP abre \”uma janela espetacular\” para investimentos. O presidente da entidade, Renan Lima Alves, enxerga que a nova política garante que o mercado brasileiro deixe de depender do processamento no exterior. O governo brasileiro e o setor dizem que atualmente 60% dos dados brasileiros são processados ou armazenados no exterior.

    Na mesma linha, a Brasscom, entidade que reúne empresas de tecnologia da informação e comunicação, elogiou a previsibilidade criada pela medida e a combinação de incentivos fiscais com exigências de sustentabilidade e estímulo à pesquisa local. Affonso Nina, presidente da Brasscom, aponta que ainda em 2025 devem ser destravados investimentos acima de R$ 10 bilhões.

    A Equinix, empresa global de data centers, tem em andamento a construção de um novo local de processamento de dados em São Paulo com investimentos totais de US$ 110 milhões. Listada na Nasdaq, a Equinix tem mais de 270 data centers em seis continentes. Victor Arnaud, presidente da Equinix no Brasil, disse que espera acelerar os planos de expansão no País a partir do Redata.

    A brasileira WDC Networks, de equipamentos e serviços em áreas como telecomunicações, aponta que pretende avançar na construção dos chamados data centers \”de borda\”, estruturas regionais que ficam próximas aos clientes finais. A empresa diz ter mapeado 122 cidades brasileiras que tem demanda para estes projetos.

    As gigantes Amazon Web Services (AWS) e Google Cloud não informam novos investimentos que virão exclusivamente a partir do Redata. Mas ambas já têm projetos grandiosos anunciados no Brasil. Cleber Morais, diretor-geral da AWS no Brasil, disse que a política é um passo importante para enfrentar desafios estruturais que impactam a competitividade do setor. Em setembro do ano passado, a companhia anunciou investimentos de US$ 1,8 bilhão no Brasil até 2034.

    Já o Google Cloud trouxe os seus processadores de ponta, chamados TPU, para seus data centers no Brasil neste mês. Na ocasião, o presidente global da empresa, Thomas Kurian, disse ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que as condições de energia limpa e barata no Brasil colocam o País como um possível centro de treinamento dos modelos de inteligência artificial.

    A OpenAI, empresa que popularizou a IA globalmente com o ChatGPT, reconhece que o Redata fortalece a infraestrutura digital do País. No entanto, a empresa disse em nota que a regulação do setor deve ser \”compatível com o treinamento de modelos de inteligência artificial\”. A companhia é uma das maiores clientes de data centers do mundo – o desenvolvimento das ferramentas de IA generativa exigem processadores de alto nível.

    Para Marcos Paraíso, vice-presidente de desenvolvimento e negócios da Modular Data Centers, o Brasil precisa ainda dar outros passos para conseguir atrais os líderes globais dessa indústria. Ele se refere a um arcabouço legal que garanta segurança jurídica a esses investimentos, incluindo a proteção de dados estrangeiros no território nacional.

    Sustentabilidade

    Por exigir contrapartidas como a exigência de uso de energia verde, o Redata dá vantagem ao Brasil na corrida para sediar data centers. Isto porque as empresas que estão desenvolvendo as tecnologias de IA têm enfrentado cobrança pela pegada de carbono do treinamento de modelos. Alessandro Lombardi, presidente da Elea Data Centers, vê que o Brasil pode ser referência.

    Por outro lado, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) emitiu nota logo após o anúncio do governo federal com críticas à abordagem do programa. A MP não tem definições claras de termos como \”energia limpa\” ou \”eficiência hídrica\”, aponta a entidade. Há ainda a ausência de regras sobre extrativismo mineral, destinação de resíduos eletrônicos e responsabilidade no ciclo de vida de equipamentos como processadores (GPUs), baterias e servidores.

    Na divulgação da medida provisória do Redata, o governo federal informa que os critérios de sustentabilidade \”serão definidos em regulamentação nos próximos meses\”.

    O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que o data center que vier a ser fixado no Brasil deverá ser reconhecido como \”data center verde\”. \”Há outros países que têm grandes volumes de energia dedicados a data centers, que acabam usando queima de carbono, por exemplo, para rodar os seus data centers. Não vai ser o caso do Brasil, onde a gente consegue usar energia limpa, energia renovável, para que os data centers funcionem\”, argumentou.

    Redata pode quadruplicar parque de data centers no País

  • Profissionais da tecnologia usam IA no trabalho! Google diz que são 90%

    Profissionais da tecnologia usam IA no trabalho! Google diz que são 90%

    Um estudo realizado pela divisão DORA da Google revela mais detalhes sobre a adesão dos profissionais da área da tecnologia a ferramentas de Inteligência Artificial.

    Um novo estudo realizado pela divisão de pesquisa da Google – a DevOps Research and Assessment (DORA) – revela que 90% dos profissionais da área de tecnologia já utilizam ferramentas de Inteligência Artificial em suas funções de programação.

    Vale destacar que participaram desse estudo 5 mil profissionais de tecnologia de todo o mundo e que, na edição do ano passado, apenas 14% dos entrevistados afirmavam recorrer a esse tipo de ferramenta no trabalho diário.

    Apesar disso, apenas 46% dos participantes disseram confiar “de alguma forma” em código gerado por Inteligência Artificial, sendo que 23% afirmaram confiar “um pouco” e 20% disseram confiar “muito” nessas ferramentas.

    Há também quem acredite que as ferramentas de Inteligência Artificial podem ter um impacto positivo no código gerado, observando que a tecnologia ajudou a “melhorar ligeiramente”. Por outro lado, 30% afirmam que a entrada da Inteligência Artificial “não teve impacto” na qualidade do código.

    O que parece certo é que os profissionais de empresas de tecnologia continuarão a utilizar ferramentas de Inteligência Artificial nos próximos anos, algo que a própria Google reconhece.

    “Se você é engenheiro na Google, é inevitável que use Inteligência Artificial como parte do seu trabalho diário”, afirmou em entrevista à CNN o responsável pelas ferramentas de programação Code Assist e do Gemini, Ryan J. Salva.

    Profissionais da tecnologia usam IA no trabalho! Google diz que são 90%

  • Instagram e Facebook terão versão paga para quem não quer publicidade

    Instagram e Facebook terão versão paga para quem não quer publicidade

    As novas versões das plataformas serão lançadas no Reino Unido e as assinaturas custarão aproximadamente R$ 21,50 na versão web ou R$ 28,50 para Android e iOS

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Meta vai disponibilizar uma versão paga do Instagram e do Facebook no Reino Unido para os usuários que não querem ver publicidade em seus perfis. Assinaturas custarão R$ 21,50 na versão web ou R$ 28,50 para Android e iOS. As novas versões das plataformas serão lançadas no Reino Unido nas próximas semanas, de acordo com comunicado da Meta.

    Valor evitará publicidade apenas na conta principal do usuário. Se essa conta estiver vinculada a algum outro perfil, será preciso pagar taxas de R$ 14,30 na web ou R$ 21,50 em Android e iOS para barrar as propagandas.

    Versão paga é para cumprir legislação do Reino Unido, segundo a Meta. Isso porque os usuários que optarem pela versão paga do Instagram e do Facebook não terão seus dados usados para exibir publicidades direcionadas a eles a partir dos interesses que os próprios demonstram em buscas online.

    Moradores do Reino Unido que não queiram pagar o valor continuarão usando as plataformas, mas com propaganda. A Meta não informou se pretende disponibilizar esse modelo em outros países.

    Instagram e Facebook terão versão paga para quem não quer publicidade

  • Google prepara versão do Android para PCs com lançamento previsto em 2026

    Google prepara versão do Android para PCs com lançamento previsto em 2026

    Durante conferência da Qualcomm no Havaí, executivos da Google confirmaram o desenvolvimento de uma versão do Android para computadores. O sistema promete unificar experiências entre celulares e desktops e deve chegar ao mercado no próximo ano

    O evento anual da Qualcomm, realizado em Maui, no Havaí, foi palco para anúncios importantes sobre o desenvolvimento de uma versão do Android para PCs. A novidade foi confirmada pelo vice-presidente sênior de Plataformas e Dispositivos da Google, Rick Osterloh, que dividiu o palco com o CEO da Qualcomm, Cristiano Amon.

    Segundo Osterloh, o projeto busca unificar as experiências de PCs e celulares: “No passado sempre trabalhamos com sistemas muito diferentes entre o que desenvolvíamos para computadores e para smartphones. Agora embarcamos em um projeto para criar uma base técnica comum para nossos produtos em desktops e PCs”.

    Embora a Google ainda não tenha divulgado detalhes sobre a versão do Android para computadores, Amon reforçou que os usuários podem esperar grandes avanços. “Já vi o Android rodando no PC e é incrível. Ele cumpre a visão de convergência entre celular e computador. Mal posso esperar para ter um”, disse, em entrevista publicada pelo site The Verge.

    Mais adiante, no encerramento da conferência, o vice-presidente de Ecossistema Android, Sameer Samat, adiantou que a estreia do sistema em computadores está prevista para 2026. “É algo que nos deixa muito entusiasmados para o próximo ano”, declarou.

    Paralelamente, a Nothing anunciou novidades da atualização Nothing OS 4.0, baseada no Android 16, que incluirá um modo “extra escuro” para ampliar a personalização da interface.

     

     

    Google prepara versão do Android para PCs com lançamento previsto em 2026

  • Microsoft anula contrato com Israel usado na vigilância de palestinos

    Microsoft anula contrato com Israel usado na vigilância de palestinos

    A ONU alertou para o apoio dado por empresas, incluindo gigantes da tecnologia, como Microsoft, Alphabet [dona do Google] e Amazon, para instalação de assentamentos ilegais de israelenses em territórios palestinos na Cisjordânia e em operações militares em Gaza

    A gigante da tecnologia Microsoft anunciou, nesta quinta-feira (25), que cancelou contratos com o Ministério da Defesa de Israel após o jornal inglês The Guardian revelar que um software da companhia dos Estados Unidos (EUA) vinha sendo usado para monitoramento e vigilância em massa de palestinos.

    Em carta enviada aos trabalhadores da big tech, o presidente da Microsoft, Brad Smith, disse que a empresa encontrou evidências que confirmam “elementos” da reportagem do The Guardian.

    “As medidas que estamos tomando são para garantir a conformidade com nossos termos de serviço, com foco em garantir que nossos serviços não sejam usados ​​para vigilância em massa de civis”, afirmou Brad.  

    Ainda segundo o chefe da Microsoft, a decisão não afeta “o importante trabalho que a Microsoft continua a fazer para proteger a segurança cibernética de Israel e outros países no Oriente Médio”.

    Brat Smith destacou ainda que a empresa não fornece tecnologia para facilitar a vigilância em massa de civis. “Aplicamos esse princípio em todos os países do mundo e insistimos nele repetidamente por mais de duas décadas”, acrescentou. 

    Para o sociólogo Sérgio Amadeu, especialista em tecnologias digitais, o comunicado da Microsoft não responde se a empresa tem mecanismos seguros que proíbam a vigilância em massa de civis por forças militares. 

    “A empresa diz que não armazena dados obtidos por meio de vigilância de palestinos por Israel. Como ele sabe disso? Obviamente, a Microsoft atua junto com outras big techs no oferecimento de sistemas de IA [Inteligência Artificial] para finalidades de segurança e de defesa. Isso foi denunciado antes mesmo de 2023. A Microsoft irá sustentar esses negativas até que um vazamento a obrigue dizer que lamenta muito”, comentou.

    The Guardian

    Em reportagem publicada no dia 6 de agosto, o The Guardian sustentou que Israel usa uma nuvem da Microsoft para vigilância em massa de palestinos, armazenando um enorme acervo de ligações telefônicas em servidores localizados na Europa.

    O software Azure da Microsoft teria uma capacidade “quase ilimitada” de armazenar dados, funcionando como uma poderosa arma de vigilância em massa com capacidade de guardar 1 milhão de chamadas por hora.

    “Um sistema abrangente e intrusivo que coleta e armazena gravações de milhões de chamadas de celular feitas diariamente por palestinos em Gaza e na Cisjordânia”, disse o jornal inglês.

    A plataforma de armazenamento teria facilitado a preparação de ataques aéreos mortais e moldado as operações militares em Gaza e na Cisjordânia. Segundo a Microsoft, a empresa não poderia acessar os dados utilizados pelo Ministério da Defesa de Israel por causa dos compromissos de privacidade com os clientes da empresa.

    Big techs e guerra

    As big techs são parte da máquina de guerra dos Estados Unidos e seus aliados, alertou o sociólogo Sérgio Amadeu em entrevista exclusiva para Agência Brasil. 

    Com o título As big techs e a guerra total: o complexo militar-industrial-dataficado, o professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) explica como a Inteligência Artificial (IA) é usada para matar pessoas na Faixa de Gaza, que teria sido o primeiro grande laboratório do uso de IA para fixação de alvos militares.

    “A IA pode montar uma máquina de alvos que permite que você pegue dados de toda a população. Afinal, as big techs têm os dados do uso de redes sociais das pessoas em Gaza, além de outras bases de dados geográficos e de companhias de telefone”, disse o professor da UFABC.

    Ainda segundo Amadeu, a IA trata os dados e cria um padrão para identificar supostos militantes ou simpatizantes do Hamas.

    “A partir dos rastros digitais deles nas redes sociais, a IA identifica, com base no padrão prévio, quem seria um militante do Hamas, um apoiador, um simpatizante, etc. A partir disso, eles matam os alvos fora da área de combate”, completou.

    Genocídio lucrativo

    Em julho deste ano, a relatora especial da ONU para os Direitos Humanos na Palestina, Francesca Albanese, alertou para o apoio dado por empresas, incluindo gigantes da tecnologia, como Microsoft, Alphabet [dona do Google] e Amazon, para instalação de assentamentos ilegais de israelenses em territórios palestinos na Cisjordânia e em operações militares em Gaza.

    “Enquanto líderes políticos e governos se esquivam de suas obrigações, muitas entidades corporativas lucraram com a economia israelense de ocupação ilegal, apartheid e, agora, genocídio”, disse a especialista. 

    Microsoft anula contrato com Israel usado na vigilância de palestinos

  • Xiaomi lança linha de celulares para competir com iPhone 17

    Xiaomi lança linha de celulares para competir com iPhone 17

    O Xiaomi 17 custará entre R$ 3.368) no modelo mais básico e R$ 4.492 na versão topo de linha, anunciou a empresa

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Xiaomi apresentou nesta quinta-feira (25) a linha 17, nova geração de smartphones da empresa, composta pelos celulares Xiaomi 17, 17 Pro e 17 Pro Max. O lançamento vem para competir com o iPhone 17 e destaca as ambições da big tech chinesa de enfrentar rivais americanos.

    O Xiaomi 17 custará entre 4.499 yuans (US$ 629,86, ou R$ 3.368) no modelo mais básico e 6.999 yuans (US$ 839,86, ou R$ 4.492) na versão topo de linha, anunciou a empresa.

    As vendas do aparelho começam no mercado internacional a partir do próximo sábado (27). Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

    A nova linha de aparelhos da empresa chinesa virá equipada com um processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, anunciado na última quarta-feira (24) pela Qualcomm. O chip promete entregar 20% mais velocidade, chegando a 4,6 GHz, 27% mais desempenho gráfico e 37% mais desempenho de IA para atividades executadas no celular.

    Os celulares também rodarão com o sistema HyperOS 3, que é baseado no Android 16. O modelo oferecerá até 16 GB de RAM e até 1 TB de armazenamento.

    A tela da linha 17 da Xiaomi variará entre 6,3 e 6,9 polegadas, com taxa de atualização de até 120Hz, possibilitando uma exibição mais fluida.

    Em termos de bateria, os aparelhos terão carga que varia entre 6300 mAh e 7.500 mAh, com suporte a carregamento com fio de 100W e sem fio de 50W.

    As câmeras dos aparelhos terão lentes de selfie de 50 MP e ultra-angular externa, para ângulo de captura mais amplo, também de 50 MP. A câmera externa principal continua com 48 MP.

    Nos celulares Pro, há ainda presença de uma tela secundária traseira, que oferece funcionalidades como controle de música, notificações e relógio.

    A Xiaomi está buscando enfrentar a sua rival Apple da maneira mais direta, alterando a marca e o timing de lançamento para comparar seus produtos com os melhores da empresa americana.

    Em uma apresentação online de duas horas, o CEO da empresa, Lei Jun , organizou uma comparação lado a lado com o iPhone em termos de duração da bateria, qualidade de tela e capacidades da câmera.

    O executivo também comparou seus carros com os da Tesla, destacando o Model Y. A Xiaomi está em alta após uma expansão inicial bem-sucedida para o setor de veículos elétricos, que ajudou a triplicar seu valor de mercado da empresa no último ano.

    A Xiaomi, com sede em Pequim, está agressivamente buscando uma fatia maior do segmento premium. A Apple controla 62% das vendas globais de smartphones premium, compreendendo aparelhos que custam US$ 600 ou mais. A Xiaomi tem apenas uma participação de um dígito, segundo a Counterpoint Research.

    Além de smartphones e seu emergente empreendimento de veículos elétricos, a Xiaomi também está se esforçando para desenvolver mais capacidades de fabricação de chips.

    Este ano, o CEO da empresa disse que a empresa planeja investir pelo menos US$ 7 bilhões no desenvolvimento de seu próprio processador móvel e agora tem uma equipe de 2.500 pessoas focadas nessa tarefa. A empresa apresentou seu chip Xring O1 em maio, projetado para alimentar uma nova geração de dispositivos, incluindo o Tablet 7 Ultra.

    Xiaomi lança linha de celulares para competir com iPhone 17

  • Google Photos vai ganhar edição por IA no Android

    Google Photos vai ganhar edição por IA no Android

    O Google liberou em todos os celulares Android dos EUA a função “Help me edit”, que usa IA para alterar fotos com comandos de texto ou voz. O recurso, antes exclusivo da linha Pixel 10, segue disponível apenas em inglês

    O Google está ampliando suas ferramentas de edição de imagens com o uso de Inteligência Artificial. A nova função do Google Photos permite alterar fotos por meio de comandos de voz ou texto em linguagem natural.

    O recurso, baseado no modelo Gemini, até então estava disponível apenas nos Estados Unidos para aparelhos da linha Pixel 10. Agora, a empresa anunciou que a funcionalidade chega a todos os celulares com sistema Android, embora siga restrita ao mercado norte-americano.

    A novidade aparece no aplicativo como um botão chamado Help me edit (“Ajuda-me a editar”, em português). Ao clicar, o usuário encontra um campo de texto para descrever as mudanças que deseja realizar. É possível modificar o fundo da foto, ajustar objetos ou aplicar outras alterações visuais.

    Apesar da expansão para mais dispositivos Android, o recurso ainda está disponível apenas em inglês e não tem previsão de lançamento em outros idiomas ou países

    JORNAL DA TARDE© Google  

    Google Photos vai ganhar edição por IA no Android

  • Qualcomm lança nova geração de chips Snapdragon com foco em IA e eficiência

    Qualcomm lança nova geração de chips Snapdragon com foco em IA e eficiência

    Os novos Snapdragon para celulares e computadores, chegam com a promessa de maior eficiência, desempenho e capacidade de processar modelos de inteligência artificial diretamente nos dispositivos

    LAHAINA, EUA (CBS NEWS) – A Qualcomm anunciou nesta quarta-feira (24) o lançamento da nova geração de chips Snapdragon, componentes usados principalmente em celulares Android e notebooks voltados para portabilidade e autonomia de bateria.

    Os novos Snapdragon 8 Elite Gen 5, para celulares, e Snapdragon X2 Elite, para computadores, chegam com a promessa de maior eficiência, desempenho e capacidade de processar modelos de inteligência artificial diretamente nos dispositivos.

    O anúncio ocorre em meio a um momento de grandes investimentos na indústria de semicondutores e de atenção crescente do governo dos Estados Unidos diante da corrida global por IA. Na semana passada, a Nvidia anunciou um investimento de US$ 5 bilhões na Intel, semanas depois de Washington assumir uma fatia de 10% da fabricante.

    As atualizações da Qualcomm iniciam um ciclo de anúncios de novas gerações de celulares e computadores que usam seus chips. Marcas como Xiaomi, Oppo, Realme e Honor costumam revelar novos aparelhos em questão de dias ou semanas após a estreia dos componentes. Já a atualização dos modelos da Samsung deve chegar no início de 2026.

    Como um dos principais aspectos de marketing de eletrônicos é a melhora de fatores como desempenho e duração da bateria, os detalhes que a marca oferece sobre os semicondutores são analisados com atenção por analistas.

    No caso desta geração, o Snapdragon 8 Elite Gen 5 promete entregar 20% mais velocidade, 27% mais desempenho gráfico e 37% mais desempenho de IA para atividades executadas no celular. Como o chip deve aparecer em modelos Android mais caros, deve competir em desempenho com o A19 Pro da Apple, disponível nos iPhone Air e 17 Pro, lançados neste mês.

    O Snapdragon X2 Elite, que deve aparecer em notebooks mais finos e corporativos, promete 31% mais desempenho e 43% maior eficiência do que a geração anterior. Há, ainda, a versão X2 Elite Extreme, para computadores ultrapremium, com desempenho superior.

    Com forte presença em dispositivos portáteis, a Qualcomm estima que seus chips estejam em produtos usados por cerca de 3 bilhões de pessoas no mundo.

    Para ampliar o vínculo com consumidores, aposta também em programas de fidelização como o Insiders, numa tentativa de ganhar mais visibilidade em um mercado onde fornecedores costumam ficar em segundo plano.

    Hoje avaliada em US$ 182 bilhões, a Qualcomm já supera a Intel (US$ 137 bilhões) em valor de mercado, mas ainda está muito atrás da Nvidia, que vale 25 vezes mais, com US$ 4,3 trilhões, e é hoje a principal referência em design de chips voltados para inteligência artificial.

    O acordo entre a Intel e a Nvidia prevê o desenvolvimento conjunto de chips para PCs e data centersnão incluiu a divisão de fabricação de chips da Intel, área considerada crucial para a sobrevivência da empresa a longo prazo.

    Analistas afirmam que, para se manter, a fundição precisaria atrair clientes como Nvidia, Apple e Qualcomm -que trabalham principalmente com a TSMC, de Taiwan.

    O domínio da Qualcomm sobre a arquitetura de computação Arm, ligada a maior eficiência energética e portabilidade, permitiu uma vantagem no mercado de portáteis sobre a Intel, que se voltou ao longo dos anos para PCs e servidores com a arquitetura x86.

    Essa mesma base tecnológica permitiu à empresa também marcar presença nos componentes de carros, fones de ouvido, relógios inteligentes e, mais recentemente, óculos inteligentes, como os Ray-Ban Meta.

    A aposta da empresa é que esses processadores sejam o núcleo de um futuro em que dispositivos móveis operem agentes de inteligência artificial de forma integrada e sem fricções.

    “Acreditamos que o Snapdragon funciona como um condutor para todo o ecossistema de nossos parceiros”, disse o CEO Cristiano Amon, brasileiro que lidera a companhia, em apresentação nesta terça-feira (23).

    Amon, eleito neste ano como um dos líderes mais influentes em IA pela revista Time, define a tecnologia como a nova interface de usuário que promoverá uma convergência mais entre computadores pessoais e dispositivos móveis.

    No início deste ano, a empresa sediada em San Diego adquiriu a divisão de IA generativa da startup VinAI. O objetivo é desenvolver software de IA que possa ser aplicado em diversos setores, como portáteis, PCs, carros e óculos.

    Qualcomm lança nova geração de chips Snapdragon com foco em IA e eficiência

  • YouTube vai restaurar canais banidos por espalhar desinformação

    YouTube vai restaurar canais banidos por espalhar desinformação

    Em carta enviada à Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes dos EUA, a empresa responsável pelo YouTube ,a Alphabet , afirma que foi pressionada pela administração Biden para remover desinformação sobre a Covid-19 e as eleições presidenciais dos EUA

    O Google anunciou que vai restaurar os canais de YouTube que foram banidos por disseminar desinformação relacionada com a pandemia de Covid-19 e com as eleições presidenciais dos EUA em 2020.

    A empresa responsável pelo Google e pelo YouTube – a Alphabet – enviou uma carta à Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes dos EUA onde alega que foi pressionada pela administração Biden.

    Mais ainda, a Alphabet ressalta que teve que remover desinformação no YouTube que, na altura, não violava os termos de utilização da plataforma.

    Agora, a Alphabet classifica esta pressão da administração Biden como “inaceitável e errada”, acrescentado que dará aos criadores de conteúdos que foram afetados uma forma de voltarem a ter os seus canais de YouTube.

    “O YouTube valoriza as vozes conservadoras na sua plataforma e reconhecer que estes criadores [de conteúdos] têm um alcance amplo e desempenham um papel importante no discurso cívico”, pode ler-se nesta carta da Alphabet que foi partilhada pelo líder da Comissão de Justiça, Jim Jordan, na respetiva página na rede social X.

    Pode ver abaixo a carta em questão.

    YouTube vai restaurar canais banidos por espalhar desinformação