Categoria: TECNOLOGIA

  • Quer saber como fazer a bateria do computador durar mais? Veja os truques

    Quer saber como fazer a bateria do computador durar mais? Veja os truques

    Pequenas mudanças de uso ajudam a evitar o desgaste precoce e ampliam a duração da carga, desde ajustar o brilho da tela até manter o sistema atualizado. Veja o que realmente faz diferença no dia a dia.

    Quem usa o notebook o dia inteiro ou precisa trabalhar longe de tomadas sabe como a bateria pode virar um problema. O tempo de autonomia costuma variar bastante entre modelos, mas, segundo o site Asurion, a maioria dos portáteis entrega entre três e dez horas de uso, e essa capacidade tende a diminuir com o tempo. Pequenos ajustes, porém, podem prolongar a vida útil da bateria e evitar dores de cabeça.

    Um dos passos mais simples é reduzir o brilho da tela. A luminosidade é um dos elementos que mais consome energia, portanto diminuir esse nível ajuda a estender o uso. Também é importante manter o notebook em um ambiente fresco. Baterias superaquecidas têm o desempenho prejudicado e podem até parar de carregar. Evite deixar o dispositivo dentro do carro no sol ou exposto a altas temperaturas. Caso a bateria esquente demais, espere o equipamento esfriar antes de ligá-lo novamente e verifique se as entradas de ar e a ventoinha estão limpas.

    Outro ponto fundamental é desconectar tudo o que não estiver usando.

    Acessórios como mouse, headsets e dispositivos USB consomem energia mesmo quando parecem inativos. O mesmo vale para programas e abas abertas sem necessidade. Quanto mais aplicativos rodando em segundo plano, maior o gasto de bateria. Fechar o que não está em uso faz diferença.

    Usar o carregador original também é essencial. Carregadores genéricos podem até funcionar, mas muitas vezes entregam voltagem inadequada, reduzem o desempenho da bateria e podem causar danos permanentes. Além disso, deixar o notebook plugado o tempo todo enfraquece as células da bateria com o passar dos meses. O ideal é alternar entre cargas completas e uso desconectado.

    Desligar o computador todos os dias também ajuda. Manter o equipamento ligado constantemente acelera o desgaste natural da bateria. Aproveite para manter o sistema operacional atualizado, já que versões antigas podem gerar conflitos e consumo excessivo de energia.

    Ferramentas de gestão de energia, disponíveis na maioria dos sistemas, ajudam a configurar o modo de uso e podem até dobrar a autonomia dependendo do modelo. Ajustes simples, feitos de forma consistente, mantêm o notebook funcionando melhor e com mais tempo longe da tomada.
     
     
     

    Quer saber como fazer a bateria do computador durar mais? Veja os truques

  • Espanha condena Meta por concorrência desleal contra veículos de imprensa

    Espanha condena Meta por concorrência desleal contra veículos de imprensa

    A gigante de tecnologia foi processado por ter usado, entre 2018 e 2023, informações sobre os internautas sem o consentimento deles com o objetivo de criar perfis publicitários individualizados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Justiça espanhola condenou a Meta, dona do Facebook e do Instagram, a pagar mais de 539 milhões de euros (R$ 3,3 bilhões) a meios de comunicação locais por concorrência desleal. A decisão considera que a empresa obteve uma vantagem competitiva significativa no mercado de publicidade online ao processar ilegalmente dados de usuários.

    A gigante de tecnologia foi processado por ter usado, entre 2018 e 2023, informações sobre os internautas sem o consentimento deles com o objetivo de criar perfis publicitários individualizados. Essa prática, segundo denúncia da AMI (Associação de Meios de Informação), teria gerado grandes lucros em detrimento dos veículos espanhóis que cumpriam a legislação.

    A empresa afirmou que considera as acusações do processo infundadas e que vai recorrer da decisão.

    Em uma decisão divulgada nesta quarta-feira (19), o Tribunal Mercantil de Madri, encarregado do caso, considerou que a empresa americana obteve uma vantagem competitiva significativa ao fazer publicidade em suas redes sociais Facebook e Instagram, infringindo o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (RGPD).

    Além dos 479 milhões de euros (R$ 2,9 bilhões) que deverá pagar aos integrantes da AMI, a Meta terá que pagar 60 milhões de euros (R$ 368,7 milhões) em juros, bem como outras indenizações de menor valor a outros veículos que não fazem parte da associação.

    Durante o julgamento, realizado no início de outubro, a AMI argumentou que a Meta havia criado perfis em massa com base no comportamento de todos os internautas. A partir disso, “sem ter obtido o consentimento dos cidadãos, teria vendido publicidade segmentada e gerado um lucro enorme”, conforme explicou na época Irene Lanzaco, sua diretora-geral.

    A Meta anunciou que apresentará um recurso. “Esta é uma alegação infundada, sem qualquer evidência de prejuízo, e que ignora deliberadamente como funciona a indústria de publicidade online”, disse um porta-voz da empresa em comunicado.

    O juiz teve que realizar um cálculo para determinar o valor do prejuízo causado, já que a Meta não forneceu ao processo as contas de seu negócio na Espanha, afirmou o tribunal.

    A infração durou de maio de 2018, quando a legislação entrou em vigor, a agosto de 2023, data em que a Meta mudou a base legal do consentimento.

    Nesse período, com base nos dados fornecidos pela imprensa digital espanhola, o magistrado concluiu que a empresa ganhou na Espanha mais de 5,23 bilhões de euros (R$ 31,9 bilhões) com o negócio de publicidade online.

    O juiz considerou que parte desse dinheiro deve ser distribuído ao resto dos concorrentes do mercado publicitário espanhol, entre eles, à imprensa digital espanhola, já que havia sido obtido com infração das normas de dados.

    Entre os 83 veículos de comunicação representados pela AMI figuram El País, El Mundo, ABC e La Vanguardia.

    Nesta semana, o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, criticou a Meta ao anunciar que irá promover uma investigação na empresa e que o Parlamento convocará seus responsáveis para que esclareçam se o gigante tecnológico violou a privacidade de milhões de usuários por meio de um suposto sistema oculto.

    “A Meta deverá prestar contas ao Congresso dos Deputados”, indicou Sánchez. Segundo investigações realizadas por especialistas da Espanha, Holanda e Bélgica, a Meta “teria empregado por quase um ano um mecanismo oculto que permitia rastrear a atividade web de usuários de dispositivos Android”, explicou o governo espanhol em comunicado.

    Espanha condena Meta por concorrência desleal contra veículos de imprensa

  • Golpe cria 4,3 mil sites falsos de hotéis e imita Booking e Airbnb

    Golpe cria 4,3 mil sites falsos de hotéis e imita Booking e Airbnb

    Estudo da Netcraft identificou milhares de páginas que usam logotipos de Booking, Airbnb, Agoda e Expedia para aplicar golpes. Hackers russos enviam e-mails com links de confirmação falsa e roubam dados de cartão de crédito em sites que reproduzem hotéis de luxo.

    Um novo estudo da empresa de segurança Netcraft identificou mais de 4.300 páginas fraudulentas de hotéis ativas na internet, muitas delas imitando plataformas conhecidas como Booking.com, Airbnb, Agoda e Expedia para enganar viajantes.

    Segundo a Netcraft, a operação faz parte de uma campanha iniciada neste ano por hackers russos, que utilizam uma técnica de phishing considerada “sofisticada”, baseada em sites falsos com logotipos idênticos aos das marcas originais. Apenas o nome do Booking.com aparece em pelo menos 685 desses domínios ilegítimos.

    O golpe começa com um e-mail que solicita ao usuário que confirme sua reserva em até 24 horas, clicando em um link. Ao fazer isso, a vítima é direcionada para uma página falsa, após uma sequência de redirecionamentos, totalmente personalizada para parecer legítima. Os domínios costumam incluir termos como “confirmation”, “booking”, “guestverify”, “guestcheck”, “cardverify” ou “reservation”, além de nomes de hotéis de luxo mundialmente conhecidos.

    As páginas fraudulentas contam ainda com tradução em até 43 idiomas, um chat de atendimento falso que surge automaticamente e até um CAPTCHA enganoso.

    No site, o usuário é orientado a inserir dados do cartão de crédito para pagar parte da reserva. Assim que os números são digitados, a transação é processada em segundo plano enquanto o chat simula uma “verificação de segurança”. Nesse momento, os golpistas já capturaram todas as informações bancárias.

    Os hackers parecem mirar, de maneira recorrente, reservas de hotéis específicos. Entre eles:

    Ayodya Resort (Indonésia)
    Hotel Estrimont (Canadá)
    Hotel Suizo (Espanha)
    The Mila Hotel (Bélgica)
    The Green Cube Capsule Hostel (Bulgária)
    Hotel du Jardin (Canadá)
    Hotel Libertas (Montenegro)
    Hotel Fazenda Vista (Brasil)
    Le Grand Bellevue (Suíça)
    Lofos Strani Hotel (Grécia)
    Mon Boutique Hotel (Espanha)
    Olympian Bay Grand Resort (Grécia)
    Sonnenhof Hotel & Spa (Alemanha)
    Taleju Boutique Hotel (Nepal)

    Para evitar cair nesses golpes, é essencial conferir cuidadosamente a página aberta após clicar em links recebidos por e-mail. Erros de ortografia em CAPTCHAs, falhas de design, estilos visuais inconsistentes e domínios sem relação direta com a plataforma que afirmam representar são sinais de alerta.

    Se você não estiver planejando viajar, ignore e-mails com supostas confirmações de reserva e evite clicar em links de remetentes desconhecidos.

    Golpe cria 4,3 mil sites falsos de hotéis e imita Booking e Airbnb

  • IA do X nega o Holocausto e diz que câmaras de gás eram para desinfecção

    IA do X nega o Holocausto e diz que câmaras de gás eram para desinfecção

    O Ministério Público francês ampliou a investigação sobre o X depois que o Grok publicou mensagens negacionistas sobre Auschwitz. As respostas ficaram três dias no ar e motivaram queixas por crimes contra a humanidade. A plataforma de Elon Musk é acusada de falhar na moderação

    A ferramenta de inteligência artificial do X, o Grok, passou a ser investigada pelas autoridades francesas depois de responder a usuários com mensagens que negavam a existência do Holocausto. O chatbot afirmou que as câmaras de gás de Auschwitz eram ventiladas de forma adequada e usadas apenas para desinfecção de pessoas com doenças infecciosas. As autoridades receberam diversas denúncias sobre esse conteúdo.

    Na noite de quarta-feira, o Ministério Público da França anunciou que ampliaria a investigação que já estava em curso sobre o X para incluir as mensagens negacionistas produzidas pelo Grok. As respostas ficaram disponíveis na plataforma por três dias. O caso começou quando o chatbot interagiu com uma publicação de um negacionista do Holocausto, conhecido militante neonazista já condenado pela Justiça. Nessas respostas, o Grok reproduziu alegações falsas frequentemente usadas por quem nega o assassinato de cerca de seis milhões de judeus pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

    O chatbot afirmou, por exemplo, que as câmaras de gás de Auschwitz teriam sido criadas para desinfecção com Zyklon B, um pesticida, e que não eram destinadas a execuções em massa. Em outra mensagem, o Grok argumentou que a ideia de que essas câmaras foram usadas para assassinatos sistemáticos seria resultado de leis que impediriam revisões históricas, de educação parcial e de um suposto tabu cultural que desencorajaria a discussão das provas. O The Guardian reportou que o chatbot também mencionou a atuação de grupos que exerceriam influência desproporcional sobre mídia, financiamento político e cultura, o que reforçou ainda mais a preocupação das autoridades.

    Depois de receber uma resposta oficial do Museu de Auschwitz, o Grok recuou. Passou a afirmar que o Holocausto é um fato indiscutível e rejeitou qualquer associação ao negacionismo. Em uma nova mensagem, alegou que capturas de tela com suas respostas anteriores teriam sido falsificadas para divulgar declarações absurdas atribuídas ao sistema. A postagem inicial, publicada em 17 de novembro, foi removida. No fim da tarde de quarta-feira, pouco antes de ser apagada, já acumulava mais de um milhão de visualizações.

    Três ministros franceses anunciaram no mesmo dia que denunciaram o conteúdo à Procuradoria da França por considerarem as mensagens manifestamente ilegais. Na quinta-feira, a Liga Francesa dos Direitos Humanos e o SOS Racisme também formalizaram queixas contra o Grok por crimes contra a humanidade. A presidente da liga, Nathalie Tehio, afirmou que a denúncia era incomum porque envolvia declarações feitas por um chatbot de inteligência artificial, o que levanta questões sobre o material usado no treinamento da ferramenta. Tehio disse ainda que Elon Musk, proprietário do X e do Grok, deve ser responsabilizado pelo conteúdo hospedado na plataforma, já que não estaria exercendo a moderação necessária de material considerado ilegal.

    A estimativa é de que mais de um milhão de pessoas tenham sido assassinadas em Auschwitz, a maioria judeus. A negação do Holocausto é crime em catorze países europeus, entre eles França, Alemanha e Portugal. O X já estava sob investigação do Ministério Público de Paris desde julho por suspeita de manipulação do algoritmo da plataforma para permitir interferência estrangeira.
     
     

     

    IA do X nega o Holocausto e diz que câmaras de gás eram para desinfecção

  • Justiça dos EUA decide manter compras do Instagram e WhatsApp pela Meta

    Justiça dos EUA decide manter compras do Instagram e WhatsApp pela Meta

    Um juiz federal decidiu que a Meta não mantém monopólio nas redes sociais, invalidando a ação da FTC que tentava anular as aquisições de Instagram e WhatsApp. O tribunal aceitou a defesa da empresa, que citou concorrentes como TikTok, YouTube e iMessage.

    A Meta, dona do Facebook, venceu nesta terça-feira (18) a ação movida pelo governo dos Estados Unidos que buscava desfazer as compras do Instagram, em 2012, e do WhatsApp, em 2014.

    A decisão foi do juiz federal James Boasberg, que concluiu que a empresa não possui monopólio no setor de redes sociais, o que impede qualquer tentativa de anular as aquisições.

    O processo havia sido apresentado pela Comissão Federal de Comércio (FTC) em 2020. A agência alegava que a Meta gastou bilhões de dólares para eliminar concorrentes e dominar o mercado — a chamada estratégia de “comprar para eliminar a competição”.

    Durante o julgamento, a FTC citou um e-mail de 2008 em que Mark Zuckerberg dizia que “é melhor comprar do que competir”. A Meta rebateu afirmando que a agência ignorava a concorrência real enfrentada pela empresa, como TikTok, YouTube e até o iMessage da Apple, dando a impressão equivocada de que o único rival direto era o Snapchat.

    A empresa também defendeu que adquirir negócios promissores é uma prática legítima e que não existe obrigação legal de criar novas empresas para aumentar a competição.

    O juiz concordou com os argumentos da Meta.

    Compras motivadas por “pânico”

    No início do julgamento, em abril, a então presidente da FTC, Lina Khan, disse em entrevista à CNBC que o Facebook adquiriu Instagram e WhatsApp por “pânico” ao perceber o crescimento acelerado das duas plataformas.

    Segundo ela, o Facebook adotou uma estratégia de “comprar ou enterrar”: quando não conseguia competir com um rival, simplesmente o comprava ou o tirava do caminho. Para Khan, o cenário atual das redes sociais seria diferente se essas aquisições não tivessem sido permitidas.

    Na época das negociações, Zuckerberg teria oferecido 450 milhões de dólares para encerrar o caso, depois aumentando a oferta para 1 bilhão. A FTC, no entanto, teria exigido valores muito maiores — primeiro 18 bilhões de dólares e depois 30 bilhões.

    O processo contra a Meta integra uma série de ações antitruste iniciadas ainda no governo Donald Trump. Outra grande ação da FTC, por exemplo, mira a Amazon.

    Após a decisão judicial, a Meta declarou que seus produtos “beneficiam pessoas e empresas e representam inovação e crescimento econômico nos Estados Unidos”, e disse esperar manter a parceria com o governo.
     
     

    Justiça dos EUA decide manter compras do Instagram e WhatsApp pela Meta

  • Empresa chinesa começa produção em massa de robôs humanoides; assista

    Empresa chinesa começa produção em massa de robôs humanoides; assista

    Walker S2, da Ubtech, tem fabricação em série para atender pedidos na província de Guangdong; empresa diz que primeira etapa da produção será voltada apenas para uso industrial

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Ubtech iniciou na última quinta-feira (13) a produção em massa dos robôs humanoides Walker S2, voltados para a indústria.

    A empresa promete entregar centenas de robôs na província de Guangdong, no sul da China. A companhia afirmou que tem pedidos que somam 800 milhões de iuanes (R$ 598,24 milhões) para este ano.

    O Walker S2 será voltado, neste princípio, a atividades industriais. O robô tem 1,76 m de altura, pesa 70 kg e caminha a 2 quilômetros por hora.

     

    O robô pode realizar movimentos de 170º, carregar objetos de até 15 kg e conta com uma assistente de voz, quatro microfones internos e dois alto-falantes.

    Segundo a Ubtech, o Walker S2 tem um sistema de visão binocular muito próximo ao “olho humano”.

    Outra novidade é que ele tem dois compartimentos de baterias, o que permite o revezamento para o uso contínuo. Essa definição é feita pelo próprio robô, que escolhe entre trocar a bateria ou carregá-la de acordo com suas tarefas e com a distância para o sistema de carregamento de bateria.

    Empresa chinesa começa produção em massa de robôs humanoides; assista

  • Ex-presidente do Inep sugere uso de IA para criar questões do Enem no futuro

    Ex-presidente do Inep sugere uso de IA para criar questões do Enem no futuro

    Para Maria Helena Castro, inteligência artificial pode eliminar necessidade de pré-testes; estudantes articulam manifestação pela anulação do exame, e universitário que antecipou questões diz estar tranquilo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A anulação de três questões do Enem 2025 após notícias de que o universitário Edcley Teixeira apresentou, em uma live, perguntas quase idênticas às que caíram na prova, reacendeu o debate sobre a segurança do exame nacional, feito por mais de 3 milhões de estudantes.

    De acordo com o estudante de medicina da UFC (Universidade Federal do Ceará), as questões estavam no Prêmio Capes Talento Universitário, uma premiação do Ministério da Educação para calouros que serviria de pré-teste do Enem.

    Para Maria Helena Castro, professora e ex-presidente do Inep (instituto federal responsável pelo exame), o pré-teste, embora indispensável para calibrar e testar as questões da prova, envolve muitas pessoas e amplia as chances de quebra de sigilo.

    As perguntas do Enem são criadas a partir da TRI (Teoria de Resposta ao Item), uma metodologia que avalia o nível de dificuldade dos itens de forma a tornar diferentes provas comparáveis e identificar quando um candidato acerta uma questão ao acaso, no “chute”.

    O chamado pré-teste das questões precisa ocorrer em uma avaliação com o público de perfil semelhante ao dos candidatos que realizam o Enem. Nessa etapa são mensuradas a dificuldade, a discriminação e a chance de acerto ao acaso de cada questão.

    Em médio e longo prazo, segundo Maria Helena, uma saída seria a criação das questões a partir de inteligência artificial.

    “Na minha visão, a questão do pré-teste é um risco muito grande para o Enem. É obrigatório fazer o pré-teste, uma vez que o Enem se baseia na TRI, para desenvolver uma prova que atenda a todas as especificações. Por outro lado, eu creio que todo pré-teste é um risco muito grande”, afirma Maria Helena, que chefiou o instituto de 1995 a 2002, na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

    A ex-presidente do Inep ressalta que a fase de teste de questões envolve muitas pessoas e que isso pode, eventualmente, “propiciar um tipo de vazamento”.

    Não é a primeira vez que o Enem enfrenta problemas. Em 2009, por exemplo, o MEC precisou cancelar toda a prova após o vazamento da prova em uma gráfica às vésperas da aplicação.

    Para Maria Helena, reduzir a exposição humana no processo é o caminho para aumentar a segurança, e uma alternativa de médio e longo prazo seria o desenvolvimento de uma inteligência artificial dedicada à criação dos itens.

    “Claro que não é uma coisa que o Inep vai conseguir fazer desse ano para o ano que vem. É algo mais demorado, que vai exigir pesquisa e estudos de investimentos. Mas já está acontecendo em outros países e isso diminui o risco de vazamento”, explica ela.

    A partir da criação dessa ferramenta, as questões seriam modeladas de acordo com o nível de dificuldade recomendado pela TRI e, assim, não necessitando da fase de teste.

    A educadora afirma concordar com a decisão do órgão ligado ao MEC de anular apenas 3 das 180 questões do Enem 2025. “O Inep faz um trabalho muito grande para garantir a segurança. Eles devem estar se baseando em informações muito seguras. Então eu não vejo necessidade de anular a prova como um todo por causa dessas três questões”, afirma ela.

    Procurados pela Folha de S.Paulo sobre a segurança do exame, o Inep enviou como resposta um link que redireciona para a nota oficial publicada na terça-feira (18).

    Em relação à participação da estudante Edcley Teixeira no prêmio da Capes, a instituição redirecionou o tema para o MEC.

    Questionado sobre a segurança e a participação do estudante no prêmio Capes, a reportagem não obteve resposta da pasta de Camilo Santana até a publicação.

    ENTENDA A ANULAÇÃO DE TRÊS QUESTÕES DO ENEM 2025

    Em uma live nas redes sociais antes do segundo dia do exame, o estudante Edcley Teixeira mostrou ao menos cinco questões que tinham muita semelhança com as que estavam na prova.

    O estudante afirma ter previsto as questões presentes no exame nacional seguindo critérios permitidos pela legislação e sem qualquer vazamento.

    Após o caso, o Inep afirmou, em nota oficial, que reafirmou a “isonomia, lisura e validade das provas do Enem 2025”. O instituto anunciou a anulação de três perguntas da prova e declarou que “nenhuma questão foi apresentada tal qual na edição de 2025 do exame”.

    “Na divulgação observada nas redes sociais, foram identificadas similaridades pontuais entre os itens”, afirma o instituto.

    Além disso, o órgão do MEC anunciou que a Polícia Federal foi acionada para apurar o caso e “garantir a responsabilização dos envolvidos por eventual quebra de confidencialidade ou ato de má-fé pela divulgação de questões sigilosas de forma indevida”.

    Ex-presidente do Inep sugere uso de IA para criar questões do Enem no futuro

  • Amazon perde batalha judicial na UE sobre regras de conteúdo digital

    Amazon perde batalha judicial na UE sobre regras de conteúdo digital

    Um porta-voz da empresa de Jeff Bezos disse que estava desapontado com a decisão e que iria apelar da decisão

    Um importante tribunal da União Europeia (UE) rejeitou a contestação legal da Amazon contra a classificação de seu mercado online como um serviço que precisa obedecer a regras mais rígidas para grandes plataformas digitais.

    O Tribunal Geral da UE disse nesta quarta-feira, 19, que a Comissão Europeia – o braço executivo do bloco – estava justificada ao designar a Amazon Store, que inclui o mercado Amazon.com, como uma “plataforma online muito grande” sob a Lei de Serviços Digitais.

    A designação se aplica a entidades com mais de 45 milhões de usuários na UE e as obriga a garantir transparência em decisões de publicidade, moderação de conteúdo e a proteger contra conteúdo ilegal online.

    Um porta-voz da empresa disse que estava desapontado com a decisão e que iria apelar, acrescentando que o status que os oficiais podem para as big techs é projetado para abordar questões sistêmicas na economia digital ligadas à receita de publicidade proveniente da distribuição de informações.

    “A Amazon Store, como um mercado online, não representa tais riscos sistêmicos; ela apenas vende produtos e não dissemina ou amplifica informações, opiniões ou pontos de vista”, enfatizou o porta-voz. Fonte: Dow Jones Newswires.

    *Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast

    Amazon perde batalha judicial na UE sobre regras de conteúdo digital

  • Meta lança ferramenta para proteger Reels de criadores de conteúdos

    Meta lança ferramenta para proteger Reels de criadores de conteúdos

    A Meta apresentou a Proteção de Conteúdo, recurso que identifica cópias de Reels no Facebook e no Instagram e permite que criadores tomem medidas contra usos não autorizados. A ferramenta monitora vídeos em tempo real e amplia o controle sobre produções originais.

    A Meta anunciou nesta terça-feira (18) que está prestes a lançar uma ferramenta chamada Proteção de Conteúdo, criada para permitir que criadores defendam automaticamente seus Reels originais contra cópias não autorizadas.

    Segundo a empresa, o recurso envia alertas sempre que vídeos idênticos ou parcialmente correspondentes forem detectados no Facebook ou no Instagram, permitindo que o autor tome medidas caso seu trabalho esteja sendo reutilizado sem permissão.

    No comunicado, a Meta afirma que a ferramenta foi criada para “manter o controle sobre o trabalho criativo” dos usuários e ficará disponível no Painel Profissional do aplicativo do Facebook.

    Depois que o criador ativa a Proteção de Conteúdo, todos os Reels originais publicados no Facebook passam a ser protegidos automaticamente. Reels antigos também podem ser incluídos, bastando selecioná-los manualmente.

    A ferramenta monitora continuamente Facebook e Instagram em busca de vídeos que correspondam total ou parcialmente ao conteúdo protegido. A tecnologia é baseada no mesmo sistema de detecção usado no Rights Manager, mas adaptada para uso mobile e focada em criadores.

    Sempre que uma correspondência for identificada, o criador receberá uma notificação para decidir se deseja adotar alguma medida.

    A Meta também orientou criadores sobre como garantir a proteção dos seus vídeos:

    • Publique diretamente no Facebook: apenas Reels postados na plataforma são protegidos automaticamente, embora o sistema monitore também o Instagram. Conteúdos compartilhados do Instagram para o Facebook também entram na proteção.
    • Compartilhe seus Reels primeiro no Facebook: isso garante que o vídeo esteja protegido desde o início.
    • Use o recurso com responsabilidade: reivindicações indevidas ou repetidas sobre vídeos que não pertencem ao criador podem levar a restrições ou à perda de acesso à ferramenta.
     
     

    Meta lança ferramenta para proteger Reels de criadores de conteúdos

  • Quer apagar o cache e os cookies, mas não sabe como? A gente explica

    Quer apagar o cache e os cookies, mas não sabe como? A gente explica

    Cache e cookies aceleram a navegação e guardam preferências, mas também podem gerar falhas e comprometer a privacidade. Saiba por que é importante limpar esses dados regularmente e veja como excluir informações de forma simples no seu navegador.

    Cache e cookies são recursos usados pelos navegadores para tornar a navegação mais rápida e personalizada. A cache guarda cópias temporárias de arquivos e páginas acessadas com frequência, acelerando o carregamento. Já os cookies armazenam dados do usuário, como logins e preferências.

    Apesar de úteis, esses arquivos podem gerar falhas na navegação, comprometer a privacidade e ocupar espaço no dispositivo. Por isso, especialistas recomendam que sejam apagados regularmente, tanto por segurança quanto para melhorar o desempenho dos navegadores.

    O processo é simples: em navegadores como Internet Explorer, Edge, Google Chrome e Firefox, basta pressionar Ctrl + Shift + Delete. O comando abre a janela “Excluir dados de navegação”, onde o usuário pode escolher o período de tempo e confirmar a exclusão.

    JORNAL DA TARDE © Reprodução  Caso isto não funcione, pode acessar  a página de forma manual.

    Google Chrome

    Se estiver no Google Chrome terá que ir à barra de ferramentas (os três pontos verticais no canto superior direito da sua tela, mesmo por baixo da cruz).

    JORNAL DA TARDE © ReproduçãoNessa barra, clique no seu histórico e abra a página. Lá, terá, de novo, a opção para Eliminar dados de navegação.

    JORNAL DA TARDE © Reprodução  Se pressionar, vai ser direcionado para a mesma página que lhe mostramos acima.

    Mozilla Firefox

    No Mozilla Firefox, o processo é semelhante.

    De novo, vá à barra de ferramentas (que está representada por três linhas horizontais no canto superior direito).

    JORNAL DA TARDE © ReproduçãoAí aceda ao histórico, onde irá aparecer a opção para Limpar histórico recente. 

    JORNAL DA TARDE © ReproduçãoSe clicar, irá aparecer a página que irá permitir que apague os recursos de cache e cookies

    JORNAL DA TARDE © Reprodução  Safari

    Caso esteja em um computador Mac, da Apple, comece por clicar no Safari na sua barra de menu no ambiente de trabalho (no lado esquerdo da sua tela). Aí, clique nas Definições. Na nova página, vai selecionar a opção de Privacidade e depois, mais abaixo, em Gerir Dados de Website. Depois, basta clicar em eliminar tudo e eliminar agora para apagar todos os dados.

    Microsoft Edge

    Por último, no Microsoft Edge, vá ao menu de definições e acesse o seu histórico.

    JORNAL DA TARDE © Reprodução  Aí vai encontrar um símbolo de caixote do lixo, na parte de cima da tela.

    JORNAL DA TARDE © Reprodução  Se clicar, vai levá-lo a uma página onde poderá apagar o cache e os cookies.

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