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  • Foto de Lula e Trump bate recorde de visualização e engajamento nas redes sociais do petista

    Foto de Lula e Trump bate recorde de visualização e engajamento nas redes sociais do petista

    Foram 72 milhões de visualizações, 778 mil menções, 22 milhões de curtidas e 7,5 milhões de compartilhamentos nas redes sociais

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A fotografia do presidente Lula (PT) com seu homólogo norte-americano, Donald Trump, teve recorde de visualização e engajamento nas redes sociais do petista, segundo levantamento da Quaest.

    Foram 72 milhões de visualizações, 778 mil menções, 22 milhões de curtidas e 7,5 milhões de compartilhamentos no Instagram, X, Tik-Tok e Facebook, de acordo com a consultoria.

    A imagem superou em visualização e engajamento a de Lula de sunga, que havia registrado o recorde até então. Publicada em agosto de 2021, a foto em que o petista abraça a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, viralizou. Ambas foram tiradas pelo fotógrafo Ricardo Stuckert e postadas nas redes do presidente.

    Para comparação, a foto de Lula de sunga, abraçado a Janja, em 2021, teve 65 milhões de visualizações, 4,6 milhões de menções, 19 milhões de curtidas e 7 milhões de compartilhamentos.

    O levantamento foi realizado por meio da ferramenta QuaestScan, que mapeia imagens e áudios na internet. Foram medidas as interações feitas entre os dias 21 e 27 de outubro.

    Lula compartilhou a imagem com Trump no domingo (26) em seus perfis. Nela, o petista e o republicano aparecem sorrindo e dando um aperto de mãos, com bandeiras de EUA e Brasil ao fundo.

    A Quaest também avaliou os sentimentos dos internautas sobre o encontro entre os dois. Do total, 54% do público fez menções neutras, enquanto 26% fizeram comentários positivos, e 20%, negativos.

    O recorde de visualizações “é um exemplo claro da política como imagem”, avalia o diretor da Quaest, Felipe Nunes. “O sorriso, a postura, o aperto de mão, tudo é simbólico”, afirma.

    “É resultado da guerra de narrativas. A direita tentando emplacar a menção a [o ex-presidente Jair] Bolsonaro. A esquerda tentando comemorar a virada. A maioria observando.”

    Lula e Trump se encontraram em Kuala Lumpur, na Malásia. Os dois participam da cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático).

    Também tiveram uma reunião bilateral de cerca de 50 minutos para discutir as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil.

    Em declaração a jornalistas após o encontro, Trump deixou aberta a possibilidade de “trabalhar em acordos”.

    “Em relação às tarifas impostas ao Brasil, acho que tudo é justo. Tenho muito respeito pelo seu presidente, tenho muito respeito pelo Brasil”, disse.

    Conforme o brasileiro, a pauta a ser discutida com os EUA será “longa”.

    “Na hora que dois presidentes sentam em uma mesa e colocam seu ponto de vista, a tendência natural é se chegar a um acordo”, afirmou Lula.

    Nesta terça (8), Trump desejou feliz aniversário a Lula ao falar sobre a chance de ser feito um acordo pela redução das tarifas do Brasil.

    Foto de Lula e Trump bate recorde de visualização e engajamento nas redes sociais do petista

  • Vou trocar ideias com Renan Calheiros sobre isenção do IR em almoço, diz Haddad

    Vou trocar ideias com Renan Calheiros sobre isenção do IR em almoço, diz Haddad

    Renan é crítico às mudanças feitas pela Câmara no textodo governo, e tem indicado a intenção de retirar as alterações

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (28) que vai tratar com o senador Renan Calheiros (MDB-AL) sobre o Projeto de Lei que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil por mês. Um almoço entre os dois está marcado para esta tarde.

    Relator do texto no Senado, Renan é crítico às mudanças feitas pela Câmara no texto, e tem indicado a intenção de retirar as alterações, mas sem remeter o PL de volta para aprovação dos deputados. Isso poderia levar a questionamentos na Justiça.

    Haddad relatou que já houve uma reunião com Renan, e entre os secretários da Fazenda e a equipe técnica do senador.

    Vou trocar ideias com Renan Calheiros sobre isenção do IR em almoço, diz Haddad

  • STF pauta julgamento de recurso de Bolsonaro para 7 de novembro em sessão virtual

    STF pauta julgamento de recurso de Bolsonaro para 7 de novembro em sessão virtual

    Prazo para que os condenados recorressem terminou nesta segunda-feira (27); julgamento será no plenário virtual

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Os recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e por outros réus condenados na ação do núcleo principal da trama golpista serão levados para julgamento na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) a partir do dia 7 de novembro em sessão virtual.

    Nessa modalidade, os ministros apresentam os votos por meio de um sistema digital durante um período determinado de tempo. A sessão neste caso deve durar ao menos até o fim do dia 14. Há a possibilidade de pedido de vista (mais tempo para análise) ou destaque (que leva o julgamento ao plenário físico).

    Bolsonaro apresentou nesta segunda-feira (27) recurso ao STF contra a condenação a 27 anos e três meses de prisão. Ele usou o voto contrário do ministro Luiz Fux na argumentação e disse que a condenação foi imprecisa e omissa.

    A defesa do ex-presidente também citou Fux ao dizer que os advogados tiveram, no processo, grave cerceamento de defesa e excesso acusatório.

    Outras defesas também apresentaram, nesta segunda, embargos de declaração, um tipo de recurso utilizado para apontar alguma obscuridade, imprecisão, contradição ou omissão na decisão.

    Esse tipo de embargo, em tese, não altera o resultado do julgamento -condenação ou absolvição-, mas pode levantar questionamentos sobre a condenação e até reduzir o tamanho da pena dos réus.

    Já os embargos infringentes, cabíveis apenas quando há voto divergente a favor do réu, têm prazo um pouco maior, de 15 dias -período que pode, na prática, ser estendido, dado que os embargos de declaração suspendem a contagem da data limite até que eles tenham o mérito julgado.

    A jurisprudência do Supremo define que os embargos infringentes só são permitidos quando há dois votos favoráveis ao réu. Esse tipo de recurso deve ser rejeitado pelo tribunal, sem análise de mérito.

    A pena só deve ser cumprida após o término do processo, com todos os recursos analisados pelo Supremo. A expectativa no tribunal é que essa fase se encerre ainda neste ano. Só com o fim da ação penal é que o STF deve decidir se Bolsonaro cumprirá a pena em um presídio comum, em uma unidade militar ou em regime domiciliar.

    Bolsonaro foi condenado pelos crimes de golpe de Estado, abolição do Estado democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

    A condenação o mantém inelegível até oito anos após o término da pena -prazo que deve se esgotar em 2060.

    O placar do julgamento foi de 4 votos a 1. Fux foi o voto vencido. Ele argumentou que as reuniões de Bolsonaro com os chefes das Forças Armadas e os ataques às urnas configuraram “mera irresignação com o resultado eleitoral”.

    A fase de recursos foi aberta com a publicação, no dia 22, do acórdão do julgamento – documento que oficializa o resultado da Primeira Turma.

    STF pauta julgamento de recurso de Bolsonaro para 7 de novembro em sessão virtual

  • Após decisão de Dino, gestão Tarcísio repete promessa de mais transparência nas emendas

    Após decisão de Dino, gestão Tarcísio repete promessa de mais transparência nas emendas

    Governo paulista diz que proposta está em andamento, mas não fixa prazo; compromisso havia sido assumido em fevereiro, mas ainda não foi cumprido

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após decisão do STF que ampliou as regras de transparência das emendas parlamentares para estados e municípios, o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltou a prometer publicidade aos gastos com desse tipo, compromisso assumido em fevereiro e ainda não cumprido.

    Na última quinta-feira (23), o ministro do STF Flávio Dino determinou que estados e municípios devem cumprir as mesmas regras de transparência estabelecidas por ele na esfera federal.

    Em janeiro, o ministro suspendeu o pagamento de emendas federais a ONGs e OSs (organizações sociais) que não divulgavam como a verba recebida por indicação de deputados e senadores era aplicada, afirmando que, sem transparência, não há como acompanhar a execução dos recursos públicos.

    Na época, levantamento da Folha constatou que, na esfera estadual, essas entidades de direito privado também não informavam, em suas páginas na internet, o recebimento de valores advindos de emendas parlamentares estaduais nem como os recursos eram gastos.

    Após a publicação da reportagem, que foi citada pelo ministro na sua decisão, a equipe de comunicação do secretário de Governo, Gilberto Kassab (PSD), responsável pela liberação das emendas, afirmou que um decreto estabelecendo regras de transparência na esfera estadual estava sendo elaborado e seria apresentado em breve. Contudo, até o momento, tal norma não foi apresentada.

    Diante da nova decisão do ministro, a Folha voltou a questionar a gestão Tarcísio sobre o rastreamento do dinheiro público enviado a essas entidades.

    “Está em andamento a proposta de decreto para ampliar a transparência na formalização de parcerias e instrumentos congêneres entre o governo paulista e entidades privadas sem fins lucrativos”, respondeu o governo, por meio de nota.

    “Trata-se de mais uma ação do Plano Anticorrupção do Governo do Estado de São Paulo, instituído em 2023 pela atual gestão, também conhecido como Radar Anticorrupção, que reúne atualmente 118 ações voltadas à transparência, ao aprimoramento da gestão pública e ao fortalecimento dos mecanismos de controle e fiscalização, com o objetivo de detectar, prevenir e combater irregularidades e desvios de conduta”, afirmou o texto.

    Assim como em fevereiro, o governo não informou previsão de data para a efetivação da mudança.

    As emendas estaduais repassadas a entidades privadas injetam recursos principalmente em mantenedoras de Santas Casas e associações de artes marciais e culturais, que justificam os gastos por meio da promoção de eventos.

    Neste ano, até a última sexta-feira (24), a gestão Tarcísio repassou R$ 795,3 milhões a prefeituras e entidades do terceiro setor por meio das emendas impositivas -aquelas em que há obrigação legal de transferência de recursos.

    Além disso, o governo repassou outros R$ 361,4 milhões a entidades e administrações municipais por meio de transferências voluntárias -cujos pagamentos não são obrigatórios e priorizam aliados políticos do governador.

    Após decisão de Dino, gestão Tarcísio repete promessa de mais transparência nas emendas

  • Trump confirma, no Japão, que encontrará Xi Jinping na quinta-feira (30)

    Trump confirma, no Japão, que encontrará Xi Jinping na quinta-feira (30)

    Trump também defendeu que o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, “acalma os mercados” e que pensou nele para assumir a chefia do Federal Reserve

    O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que encontrará o seu homólogo chinês, Xi Jinping, na quinta-feira, 30, e disse que a reunião “correrá bem”. A declaração foi dada em discurso nesta terça-feira, 28, em jantar com empresários no Japão.

    O republicano ainda defendeu que o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, “acalma os mercados” e que pensou nele para assumir a chefia do Federal Reserve (Fed), mas enfatizou: “ele não quer”. Bessent é o responsável por realizar as entrevistas e guiar o processo dos candidatos para assumir o posto de Jerome Powell.

     

    Trump confirma, no Japão, que encontrará Xi Jinping na quinta-feira (30)

  • Michelle Bolsonaro diz que filha mais velha teve celular roubado em SP

    Michelle Bolsonaro diz que filha mais velha teve celular roubado em SP

    Ex-primeira-dama fez alerta no Instagram para possíveis golpes usando o telefone da filha, Letícia Firmo

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse que sua filha mais velha, Letícia Firmo, “foi roubada em São Paulo”, no último final de semana.

    Segundo Michelle, Letícia “está bem”. A enteada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 22 anos e mora em Brasília. Também de acordo com a mãe, a jovem já voltou para casa.

    “Apenas levaram o celular”, completou a ex-primeira-dama. Em story publicado ontem no Instagram, Michelle aproveitou para alertar seus contatos sobre possíveis fraudes usando o aparelho.

    “Minha filha Letícia foi roubada em São Paulo. Graças a Deus, está bem e já chegou em Brasília. Apenas levaram o celular”, disse.

    “Caso recebam alguma mensagem pedindo dinheiro ou qualquer tipo de ajuda, desconsiderem e não respondam”, escreveu Michelle no Instagram.

    Não há informações sobre se foi aberto boletim de ocorrência. A reportagem entrou em contato com a assessoria da ex-primeira-dama, mas não teve resposta até a publicação deste texto.

     

    Michelle Bolsonaro diz que filha mais velha teve celular roubado em SP

  • Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 7

    Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 7

    Neste mês, o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 18,91 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,88 bilhões; com adicionais, valor médio do benefício está em R$ 683,42

    A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (28) a parcela de outubro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 7.

    O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 683,42. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês, o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 18,91 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,88 bilhões.

    Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até 6 meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. 

    No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

    Os beneficiários de 39 cidades receberam o pagamento na segunda-feira (20), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 22 municípios do Acre afetados pela seca e de algumas cidades em quatro estados: Amazonas (três), Paraná (duas), Piauí (duas), Roraima (seis) e Sergipe (quatro).Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

    Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

    Regra de proteção

    Cerca de 1,89 milhão de famílias estão na regra de proteção em outubro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até um ano, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. No mês, 211.466 famílias entraram na regra de proteção.

    Em junho, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois anos para um. No entanto, a mudança só abrange as novas famílias que entraram na fase de transição. Quem se enquadrou na regra até maio deste ano continuará a receber metade do benefício por dois anos.

    Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 7

  • Braga Netto contesta Moraes em recurso contra condenação por trama golpista

    Braga Netto contesta Moraes em recurso contra condenação por trama golpista

    Defesa de general afirma que Cid foi coagido a fazer delação premiada; militar foi condenado a 26 anos de prisão em regime inicial fechado

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A defesa do ex-ministro Walter Braga Netto afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (27) que o acórdão com a decisão que condenou os réus do núcleo central da trama golpista por tentativa de golpe tem “vícios, contradições e omissões” que devem resultar na anulação do processo desde o início.

    Dentre as omissões apontadas, então a tese da suspeição do relator, ministro Alexandre de Moraes, pelo volume e forma de envio do material de provas, bem como o tempo para análise dos dados, a negativa de participação em interrogatórios dos demais núcleos e quanto à alegação de coação ao tenente-coronel Mauro Cid na delação premiada.
    Os advogados do general afirmaram que questionam a imparcialidade de Moraes desde o início do processo e que, apesar de a corte ter rejeitado essa alegação, novos episódios, ao longo da tramitação da ação penal reforçaram a tese.

    “Em alegações finais, mostrou-se a postura inquisitória do ministro ao realizar a oitiva de algumas testemunhas, sendo destacado em relação ao Sr. Waldo Manuel de Oliveira Aires. Neste caso, foram feitos questionamentos acerca de manifestações da testemunha em sua rede social e que não constavam no processo. Esses questionamentos nem sequer foram feitos pela PGR”, afirmaram.

    A tentativa de desqualificar a delação de Cid também é uma das principais teses da defesa de Braga Netto, chefiada por José Luis Oliveira Lima, desde o início do processo.

    “Desde a resposta preliminar, a presente defesa vem expondo as diversas provas acerca da voluntariedade do delator Mauro Cid em seu acordo de colaboração premiada. Isso ficou ainda mais latente em 12.6.2025, quando a Revista Veja publicou uma matéria intitulada ‘Provas obtidas por VEJA mostram que Mauro Cid mentiu no STF sobre mensagens’”, disseram.

    As suspeitas citadas reveladas pela revista Veja mostram que um perfil de nome @gabrielar702, supostamente utilizado por Cid, enviou mensagens, em primeira pessoa, alegando que se sentiu pressionado pela PF em seus depoimentos e que os investigadores teriam um objetivo preestabelecido de prender Bolsonaro.

    Segundo o recurso enviado ao ministro Alexandre de Moraes, ainda, os quase 80 TB compartilhados foram “despejados nesses autos por meio de três nuvens do SharePoint sem qualquer indexação”, disponibilizados à defesa em 17 de maio e complementados pela Polícia Federal em junho e julho.

    “Uma análise minuciosa, como demanda o exercício do contraditório, em prazo tão curto, desde quando todo o material foi fornecido, é tarefa inexequível”, disseram os advogados do general.

    “Obviamente não foi possível trabalhar apenas na tentativa de acesso aos arquivos, vez que, desde o fornecimento do material, sobrevieram atos de instrução quase diários, tornando impossível a análise efetiva no decorrer do tempo. Por isso, o envio de todo o volume de materiais pela PF não significa um acesso efetivo ao material”, disseram os advogados do general.

    A Primeira Turma do Supremo condenou em 11 de setembro Jair Bolsonaro (PL), 70, a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder. É a primeira vez na história do país que um ex-presidente é punido por esse crime.

    Bolsonaro também foi considerado culpado pelos crimes de organização criminosa armada, abolição do Estado democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

    Braga Netto foi condenado a 26 anos de prisão com regime inicial fechado, inclusive com o voto de Luiz Fux, que votou para absolver o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Na denúncia, a PGR (Procuradoria Geral da República) aponta Braga Netto como líder, ao lado de Bolsonaro, de uma organização criminosa. A PF afirma que ocorreu em sua casa uma reunião em que teria sido discutido o plano de matar Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

    Veja recursos apresentados por outros condenados pela trama golpista:

    ANDERSON TORRES

    Em outro recurso, a defesa de Anderson Torres destacou 14 erros, omissões e contradições no julgamento do Supremo. Para o ex-ministro, a decisão do tribunal ignorou que Torres tenha atuado para evitar que a sede da corte fosse invadida durante os ataques de 8 de Janeiro.

    A prova de sua inocência, segundo a defesa do ex-ministro da Justiça, é uma mensagem enviada por Torres com ordens para impedir que a turba chegasse ao Supremo.

    “A fundamentação condenatória, assim, ignora a existência dessa prova, comprometendo a adequada compreensão do contexto fático e a correta aferição do dolo omissivo imputado ao embargante”, diz.

    ALMIR GARNIER

    Os advogados do almirante Almir Garnier questionaram o ponto em que os ministros apontaram que o “o exercício de funções de alta responsabilidade no Estado agrava sobremaneira a culpabilidade dos agentes”.

    Para eles, não fica claro quais critérios conduziram a essa conclusão, especialmente a respeito do nexo entre a função pública exercida e o grau de culpabilidade.

    “Deixou-se de esclarecer se a condição funcional foi considerada mero dado contextual ou fator autônomo de maior censurabilidade, o que dificulta compreender o alcance do juízo valorativo realizado.”

    PAULO SÉRGIO NOGUEIRA

    Por sua vez, a defesa do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira usou considerações acatadas pelos ministros na condenação para pedir a absolvição do general.

    “Como, segundo o próprio acórdão, o embargante agiu para reduzir ou diminuir o risco ao bem jurídico, logo, deve ser absolvido de todas as suas imputações constantes na denúncia”, disse o advogado Andrew Fernandes.

    Ainda, a defesa disse que o Supremo errou no cálculo da pena imputada ao militar, ao decretar 19 anos. Segundo Fernandes, o correto, na soma das penalidades de cada crime, seria 16 anos e quatro meses de prisão.

    Braga Netto contesta Moraes em recurso contra condenação por trama golpista

  • Defesa de Bolsonaro cita voto de Fux em recurso contra condenação por trama golpista

    Defesa de Bolsonaro cita voto de Fux em recurso contra condenação por trama golpista

    A defesa de Bolsonaro tenta diminuir a pena imposta ao ex-presidente, alegando que a condenação, por maioria de votos no Supremo Tribunal Federal, foi imprecisa e omissa

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou trechos do voto do ministro Luiz Fux para recorrer nesta segunda-feira (27) contra a sua condenação a 27 anos e três meses de prisão decretada pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).

    A defesa de Bolsonaro diz que a condenação, por maioria de votos, foi imprecisa e omissa em diversos pontos. Os advogados tentam, dessa forma, diminuir a pena imposta ao ex-presidente.

    Os advogados citam o voto de Fux seis vezes no recurso apresentado ao Supremo. Em uma das citações, a defesa de Bolsonaro argumenta que somente o ministro detalhou em seu voto a tese defensiva de que o ex-presidente desistiu voluntariamente de avançar na tentativa de golpe de Estado.

    “O voto divergente, portanto, confirma a plausibilidade dogmática da tese defensiva, reforçando que, caso houvesse início de execução, o Embargante deliberadamente interrompeu o curso dos fatos, caracterizando a desistência voluntária”, diz a equipe comandada pelo advogado Celso Vilardi.

    “Ao não enfrentar tais fundamentos, o acórdão incorre em omissão relevante e qualificada, violando o dever constitucional de motivação”, completa.

    A defesa do ex-presidente também cita Fux ao dizer que os advogados tiveram, no processo, grave cerceamento de defesa e excesso da acusatório.

    “O voto divergente do Ministro Luiz Fux também reforça essa necessidade de exame dogmático rigoroso, reconhecendo o risco de excesso acusatório e a importância de distinguir as fases do iter criminis -distinção essa inexistente no acórdão vencedor”, afirma.

    No recurso, Bolsonaro lista oito omissões ou contradições que, na visão da defesa, prejudicaram o resultado do julgamento.

    Esses erros estariam ligados à vinculação da trama golpista com os atos de 8 de janeiro de 2023, ao cerceamento de defesa, à ausência de credibilidade da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid e às contradições entre as provas da participação de Bolsonaro nos crimes.

    A defesa do ex-presidente diz que a condenação e a pena imposta a Bolsonaro trazem “profundas injustiças” e partem de “importantes contradições e omissões entre as premissas adotadas, a prova elencada no acórdão e as conclusões que se pretendeu retirar destas”.

    “Como sempre foi ressaltado por todas as partes e por essa C. Turma, os fatos imputados são graves e o presente processo, uma ação penal histórica. Mas as contradições e omissões aqui detalhadas mostram, antes, a injustiça da condenação do Embargante”, conclui.

    Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Ele foi acusado de liderar uma trama para permanecer no poder, cometidos os crimes de golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

    Foi aplicada ainda a inelegibilidade de oito anos a todos os condenados do núcleo central da trama golpista. O prazo passa a contar a partir do término da pena. Bolsonaro já estava impedido de disputar eleições até 2030 em razão de condenações por abuso de poder na Justiça Eleitoral. Com a nova condenação, ele fica inelegível até 2060.

    O resultado do julgamento foi de 4 votos a 1. O ministro Luiz Fux, isolado, disse que as reuniões de Bolsonaro com os chefes das Forças Armadas e as declarações em ataque às urnas configuraram “mera irresignação com o resultado eleitoral”.

    “A norma penal pune, na realidade, a conduta deliberadamente dirigida a conduzir a nação ao estágio de regime autoritário híbrido ou puro, com efetiva capacidade de atingir esse objetivo em todos os seus aspectos necessários”, disse.

    A fase de recursos foi aberta com a publicação, na quarta-feira (22), do acórdão do julgamento -documento que oficializa o resultado da Primeira Turma.

    Terminou nesta segunda (27) o prazo para as defesas apresentarem os embargos de declaração, um tipo de recurso utilizado quando há alguma obscuridade, imprecisão, contradição ou omissão na decisão.

    Esse tipo de embargo não pode alterar o resultado do julgamento -condenação ou absolvição-, mas pode levantar questionamentos sobre a sentença e até reduzir o tamanho da pena dos réus.

    Já os embargos infringentes, cabíveis apenas quando há voto divergente a favor do réu, têm prazo um pouco maior, de 15 dias -período que pode, na prática, ser estendido, dado que os embargos de declaração suspendem a contagem da data limite até que eles tenham o mérito julgado.

    A jurisprudência do Supremo define que os embargos infringentes só são permitidos quando há dois votos favoráveis ao réu. Ministros ouvidos pela Folha de S.Paulo avaliam que esse tipo de recurso deve ser rejeitado pelo tribunal, sem análise de mérito.

    Defesa de Bolsonaro cita voto de Fux em recurso contra condenação por trama golpista

  • Campos Neto diz que caso Master não representa risco sistêmico ao setor financeiro

    Campos Neto diz que caso Master não representa risco sistêmico ao setor financeiro

    Para ex-presidente do Banco Central, risco é de imagem para esse mercado; economista diz que atual gestão da autarquia faz análise correta sobre assunto

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta segunda-feira (27) que o caso envolvendo a compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) não representa um risco sistêmico ao setor financeiro do país.

    “Tem um consenso hoje de que não tem risco sistêmico, mas sim de imagem. É preciso preservar o sistema, e o Banco Central tem feito uma análise correta sobre o tema”, disse Campos Neto, chefe global de Políticas Públicas e vice-presidente do Nubank, em entrevista à GloboNews.

    A autarquia decidiu em setembro vetar a aquisição após avaliar um risco de sucessão, já que o BRB teria que assumir todas ou grande parte das operações não conhecidas do Master, segundo profissionais ouvidos pela Folha de S.Paulo na ocasião.

    Campos Neto disse que ficou sabendo das negociações pela imprensa, e que até sua saída do BC, no fim do ano passado, o assunto não havia sido ventilado. Para o economista, a atual gestão do BC, hoje presidido por Gabriel Galípolo, tem feito um trabalho técnico sobre o assunto.

    Desde o veto, o banco de Daniel Vorcaro está sob pressão para evitar uma intervenção por parte do BC e, por isso, tem negociado empresas, participações societárias e imóveis.

    O Master precisa de cerca de R$ 300 milhões em outubro para manter o fluxo de pagamentos de seus CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e um pouco mais de R$ 1 bilhão nos meses de novembro e dezembro, segundo apurou a Folha de S.Paulo.

    Campos Neto diz que caso Master não representa risco sistêmico ao setor financeiro