Categoria: Uncategorized

  • Lula: acordo entre EUA e Brasil não tem nenhuma implicação com a China

    Lula: acordo entre EUA e Brasil não tem nenhuma implicação com a China

    Lula diz que acordo com EUA não afeta relação com China nem compromete soberania
    Presidente reforça que negociações com Washington não têm condicionalidades e que o Brasil manterá relações autônomas com todos os parceiros comerciais, incluindo a China e a União Europeia

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira, 27, em entrevista coletiva em Kuala Lumpur (Malásia), que o acordo comercial em negociação com os Estados Unidos para reverter o tarifaço não altera a relação do Brasil com a China, principal parceiro comercial do País.

    “Isso não tem nenhuma implicação na relação do Brasil com a China. São coisas totalmente distintas”, disse Lula, ao responder se o diálogo com Washington exigiria algum tipo de reequilíbrio na política externa brasileira.

    O presidente afirmou que o Brasil continuará mantendo relações autônomas e equilibradas com todos os parceiros, incluindo a União Europeia. “Não há condicionalidade para que a gente possa fazer um acordo, e nem eu aceitaria condicionalidade. Os Estados Unidos estão de acordo com quem quiser, e eu faço acordo com quem quiser”, declarou.

    Lula reforçou que o Brasil busca ampliar sua presença econômica internacional com base no pragmatismo e na defesa da soberania. “Vamos fazer o acordo o mais rápido possível, mas mantendo a liberdade de relação com todos os países.”

    Lula: acordo entre EUA e Brasil não tem nenhuma implicação com a China

  • Aliados de Bolsonaro focam elogio de Trump, e base de Lula exalta lucro político com soberania

    Aliados de Bolsonaro focam elogio de Trump, e base de Lula exalta lucro político com soberania

    Aliados de Bolsonaro exaltam elogio de Trump, enquanto base de Lula comemora avanços diplomáticos
    Após a reunião entre Lula e Trump na Malásia, bolsonaristas tentam capitalizar fala do americano sobre o ex-presidente, enquanto petistas destacam o diálogo e o progresso nas negociações sobre tarifas impostas aos produtos brasileiros

    (CBS NEWS) – Aliados de Jair Bolsonaro (PL) buscaram destacar o elogio de Donald Trump ao ex-presidente, enquanto os de Lula (PT) foram às redes sociais para elogiar o avanço nas conversas entre Brasil e EUA e destacar a defesa da soberania –que se tornou uma das principais bandeiras do petismo neste ano.

    A disputa de versões mobilizou os dois grupos políticos neste domingo (26) depois da reunião de Lula com Trump em Kuala Lumpur, na Malásia, para discutir as tarifas impostas pelo americano.

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recorreu às imagens do encontro para apontar um suposto incômodo do presidente brasileiro com elogio de Trump ao ex-presidente.

    Eduardo está nos Estados Unidos articulando sanções contra as autoridades brasileiras e virou alvo da esquerda e de parte da direita, crítica à sua atuação referente ao tarifaço a produtos brasileiros. As sanções comerciais foram um ponto de inflexão na atuação dos bolsonaristas neste ano e se tornaram a principal vulnerabilidade política do grupo.

    Trump foi questionado por jornalistas sobre Bolsonaro e disse que se sente mal pelo que aconteceu com ele. Afirmou que sempre gostou do ex-chefe do Executivo brasileiro. Em seguida, indagado se essa situação seria tratada na reunião com Lula, o republicano respondeu: “Não é da sua conta”.

    Em postagem em seu perfil no X (ex-Twitter), Eduardo afirmou que há “na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: BOLSONARO”. O texto acompanha vídeo no qual os dois presidentes respondem a perguntas da imprensa na manhã deste domingo.

    Na sequência das publicações de Eduardo, influenciadores bolsonaristas foram às redes socias dizer que governo brasileiro ainda não anunciou avanço nas negociações pelo fim do tarifaço. E o principal destaque que buscaram dar foi ao elogio de Trump a Bolsonaro.

    O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) replicou uma publicação que questiona a fala do chanceler Mauro Vieira sobre a reunão ter sido “muito positiva”, mas que só agora vai começar a negociação. “Deve ser a terceira reunião e os caras que atacam diariamente Trump se fazem de idiotas para enganar outros idiotas”, escreveu.

    Já o deputado estadual de Minas Gerais Bruno Engler (PL) disse, na mesma toada de Eduardo: “Lula, visivelmente desconfortável, ouve o apoio ao capitão feito pelo norte-americano que sempre compara à caça às bruxas. Isso incomoda o petista, que defende o regime junto ao STF”.

    Além da esquerda, até mesmo uma ala da direita utilizou o episódio para dizer que a atuação de Eduardo estaria beneficiando Lula. Como a Folha mostrou no último dia 19, aliados do ex-presidente já admitiam ver o petista lucrando positivamente com o avanço das negociações. A expectativa deles é de que ao menos parte das tarifas deve ser revista.

    O ex-ministro da Educação de Bolsonaro Abraham Weintraub, que rompeu com o clã, debochou: “Estratégia 4D do Trump para pegar o Lula desprevenido. Confie no bananinha! Aguarde mais 72 horas!”.

    O movimento de ataques ao deputado federal foi antecipado por seus aliados, que na noite de sábado (25) fizeram publicações nas redes sociais em sua defesa.

    “Eduardo é um guerreiro silencioso, que trabalha nos bastidores com lealdade e coragem. Sua missão nunca foi apenas um mandato, mas a defesa de um ideal. 

    Diferentemente de muitos que hoje trabalham para desmerecer o grande trabalho que ele fez, e continua fazendo por todos nós”, afirmou o deputado federal Mário Frias (PL-RJ).

    O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), classificou o encontro de Lula e Trump como “sensacional, pois fica provado que o tarifaço nunca foi culpa do Eduardo Bolsonaro e sim do Lula”.

    O parlamentar disse ainda torcer para que o governo brasileiro consiga renegociar as tarifas. “Demorou tanto tempo agir. Espero que mesmo atrasado resolva”, completou.

    Parlamentares de esquerda e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), celebraram o encontro entre os dois chefes de Estado.

    “Cumprimento os presidentes Lula e Donald Trump pelo importante encontro de hoje. Fico feliz em ver que o diálogo e a diplomacia voltam a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos. Quando líderes escolhem conversar, a história agradece”, disse.

    A reunião entre os dois chefes de Estado foi usada como munição para a esquerda destacar o papel de Lula na negociação das sobretaxas impostas pelo governo dos EUA a produtos do Brasil.

    O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou que a conversa teve “avanços imediatos na agenda comercial e na busca de soluções para as tarifas e sanções”. “Assim se faz política externa –com respeito, soberania e determinação!”, ressaltou em seu perfil no X.

    O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) disse que Lula se comportou como um estadista diante das tarifas impostas por Trump. Com isso, disse, o presidente está “recuperando as boas relações comerciais entre os dois países”. “Lula agiu bem desde a imposição das sanções e agora, colhe os frutos!”, concluiu.

    O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) escreveu nas redes que a reunião entre os dois foi produtiva e “resultou no restabelecimento do diálogo e da parceria entre Brasil e Estados Unidos, superando divergências anteriores orquestrada pelos traidores da pátria”.

    Já o ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT) ironizou Eduardo e o ex-comentarista da Jovem Pan Paulo Figueiredo, afirmando que ambos ficarão sem passaporte após o encontro entre os dois líderes.

    Aliados de Bolsonaro focam elogio de Trump, e base de Lula exalta lucro político com soberania

  • Lula participa de Cúpula da Ásia do Leste

    Lula participa de Cúpula da Ásia do Leste

    Presidente Lula participa de cúpula na Malásia e reforça diálogo com líderes internacionais
    No quinto dia de viagem pela Ásia, Lula discute tarifas com Trump, destaca cooperação com países do Sudeste Asiático e participa da Cúpula da Ásia do Leste em Kuala Lumpur

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre, nesta segunda-feira (27), o seu quinto dia de agenda no Sudeste Asiático. Em Kuala Lumpur, capital da Malásia, ele participa da abertura da 20ª Cúpula da Ásia do Leste. Em seguida, será recebido em um jantar de gala, oferecido pelo presidente da Malásia, Anwar Ibrahim, e pela primeira-dama, Wan Azizah Wan Ismail.  

    Lula está em viagem pelo Sudeste Asiático desde quinta-feira passada (23). Ele realizou visita oficial à Indonésia, onde tratou principalmente da cooperação econômica entre o Brasil e o país asiático. No dia 24, embarcou para Kuala Lumpur, na Malásia, onde participou da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e do Fórum Bilateral Brasil-Malásia e cumpriu uma série de encontros bilaterais. 

    Tarifas

    Uma dessas reuniões foi com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No encontro, os dois líderes debateram as tarifas impostas a produtos brasileiros, a situação da Venezuela e a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas – COP 30, a ser realizada em Belém, em novembro deste ano.

    Em entrevista após a reunião, Lula disse que está otimista em relação à suspensão do tarifaço imposto pelos Estados Unidos e que, em poucos dias, os países deverão chegar a um acordo.

     

     

    Lula participa de Cúpula da Ásia do Leste

  • Eduardo Bolsonaro sugere que Jair Bolsonaro foi tema no encontro entre Lula e Trump

    Eduardo Bolsonaro sugere que Jair Bolsonaro foi tema no encontro entre Lula e Trump

    Eduardo Bolsonaro publicou nas redes sociais um vídeo em que Donald Trump comenta a situação do ex-presidente brasileiro antes de se reunir com Luiz Inácio Lula da Silva. O republicano afirmou gostar de Bolsonaro e disse sentir-se mal com o que vem acontecendo com ele no Brasil

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, publicou em sua conta na rede social X um trecho da entrevista coletiva que antecedeu a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na qual Trump é questionado sobre o ex-presidente brasileiro.

    Eduardo Bolsonaro comentou: “Lula encontra Trump e, na mesa, um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: BOLSONARO. Imagine o que foi tratado a portas fechadas?”, escreveu o deputado.

    No vídeo, Trump afirma que sempre gostou de Bolsonaro, diz que se sente muito mal com o que tem acontecido com ele no Brasil e o descreve como um negociador duro. “Mas, você sabe, ele está passando por muita coisa”, diz o ex-presidente americano, em referência à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

    Eduardo Bolsonaro sugere que Jair Bolsonaro foi tema no encontro entre Lula e Trump

  • Hugo Motta diz que diálogo volta a ocupar relação entre Brasil e EUA

    Hugo Motta diz que diálogo volta a ocupar relação entre Brasil e EUA

    A conversa e as negociações de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foram elogiada pela esqueda, centro e alguns políticos de direita; bolsonaristas tantam minimizar o impacto do encontro

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse neste domingo (26) que o diálogo e a diplomacia voltaram a ocupar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos.

    A manifestação foi divulgada nas redes sociais após a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia.

    “Cumprimento os presidentes Lula e Trump pelo importante encontro de hoje. Fico feliz em ver que o diálogo e a diplomacia voltam a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos. Quando líderes escolhem conversar, a História agradece. Foi assim nas grandes viradas do mundo, sempre pela palavra, nunca pelo silêncio. A Câmara continua à disposição de nossa diplomacia, votando assuntos importantes sobre o tema e comprometida em servir ao país”, disse Motta.  

    Mais repercussões

    Após o encontro, parlamentares do governo também foram às redes sociais celebrar o início do diálogo entre os governos brasileiro e norte-americano. 

    O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que a reunião demonstrou a defesa da soberania do país. 

    “Diálogo sempre! As negociações sobre o tarifaço têm avançado, e o tom da conversa foi de respeito e cooperação. O presidente Lula mostrou, mais uma vez, por que é um dos maiores estadistas do nosso tempo, sempre aberto ao diálogo, mas extremamente firme na defesa da nossa soberania e do povo brasileiro”, disse o senador. 

    O senador Humberto Costa (PT-PE) considerou que a reunião entre os presidentes é “uma vitória do povo brasileiro”.  

    “Contra todas as expectativas, a soberania e o interesse nacional prevalecem. Presidente Lula se reúne com Donald Trump em um encontro cordial e produtivo. Foco em um acordo comercial equilibrado. Uma vitória do povo brasileiro e da nossa diplomacia”, comentou.  

    Hugo Motta diz que diálogo volta a ocupar relação entre Brasil e EUA

  • Como sair do rotativo, o crédito mais caro do mercado

    Como sair do rotativo, o crédito mais caro do mercado

    O crédito pessoal e o crédito consignado são opções de empréstimo mais baratos que o juro do cartão de crédito em atraso; veja outras dicas para diminuir suas dívidas em cartões de crédito!

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com juro mensal de 15,14%, em média, o rotativo é o mais caro dos créditos a pessoas físicas. Por regra do BC, esta modalidade só pode ser utilizada até a próxima fatura. Ou seja, o rotativo só pode ser cobrado por, no máximo, 30 dias.

    Após esse período, o montante devido entra no parcelamento automático, com juro de 8,86% ao mês, em média.

    Isso significa que R$ 1.000 em atraso no cartão viram R$ 1.151,40 em 30 dias. No segundo mês de atraso, o total vai para R$ 1.253,41. São mais de R$ 250 apenas em juros. Sem falar no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) adicional e diário e na multa por atraso.

    Porém, pela Lei do Desenrola, os juros aplicados ao montante devido não podem ultrapassar os 100%. Ou seja, o valor original da dívida pode, no máximo dobrar. Neste caso hipotético, a cobrança poderia ser de até R$ 2.000, independente de quanto tempo a fatura está em atraso.

    Para evitar este gasto, especialistas recomendam a troca de dívida do cartão por um empréstimo mais barato. Porém, antes de contrair mais dívidas, é preciso organizar a vida financeira na ponta do lápis, separando os gastos por classe, como saúde, alimentação, moradia e mobilidade, com as sub-classes essencial e não essencial, como supermercado e delivery, por exemplo. Assim, é possível identificar o custo de vida e desenhar um plano de reestruturação e reorganização financeira.

    “A primeira coisa é ver exatamente quanto entra e quanto sai no seu orçamento. Quando não se sabe o custo do padrão de vida, muito provavelmente vai se gastar mais do que tem”, diz Carlos Castro, planejador financeiro da Planejar.

    Gustavo Riess, sócio e assessor de investimentos da Ável, vai na mesma linha. “Primeiro, é preciso ter clareza sobre o que está acontecendo e refletir sobre as próprias finanças.”

    Depois dos ganhos e gastos identificados, é preciso entender a dívida e sua composição. Quanto se deve de compras parceladas e qual é o valor de juros e de encargos.

    “Muita gente acha que deve X reais, quando na verdade boa parte disso já é custo por ter deixado de pagar no mês anterior. Sem esse raio-x, qualquer plano de quitação fica frágil”, diz Carol Stange, planejadora financeira.

    Se o devedor tiver dinheiro investido, o recomendado é fazer o resgate para pagar a dívida, dizem os especialistas. Porém, se não houver uma reserva, é preciso desenhar um plano para ficar adimplente.

    O indicado é mapear a capacidade real de pagamento, que é o valor mensal que é possível comprometer com esse pagamento, sem deixar de pagar necessidades básicas. “É esse valor que vai definir se a melhor saída será renegociar, parcelar ou buscar um crédito mais barato para substituir o rotativo”, afirma Carol.

    O crédito pessoal e o crédito consignado são opções de empréstimo mais baratos que o juro do cartão de crédito em atraso. Segundo dados do BC, eles estão, em média, a 5,29% e a 1,99% ao mês, respectivamente. O custo varia de acordo com o banco, a modalidade do consignado (INSS, servidor ou CLT) e o cliente, então vale buscar a melhor oferta.

    No caso do consignado, como as parcelas são descontadas direto do salário ou da aposentadoria, é importante calcular se elas não farão falta no mês, de modo a não se endividar novamente.

    “É preciso tomar muito cuidado ao pegar um empréstimo para quitar a fatura do cartão para não entrar em um buraco cada vez maior”, diz Riess.

    Os planejadores também ressaltam a importância de entrar em contato com a instituição financeira e negociar condições mais favoráveis.

    “Os bancos preferem renegociar a correr o risco de inadimplência. Por isso, costumam oferecer alternativas como prazos mais longos, que aliviam o impacto no orçamento mensal, e, em alguns casos, até descontos em juros acumulados para facilitar a quitação”, afirma Carol.

    Também vale pedir dinheiro emprestado a familiares ou amigos, desde que bem combinado. “Faça um contrato, não fique apenas na fala. Esse empréstimo pode gerar conflito e até ruptura na relação. Mesmo que esse contrato não tenha valor jurídico, ele terá valor moral”, diz Castro.

    O planejador também indica os feirões de birôs de crédito que oferecem descontos.

    Depois de quitar as dívidas, é importante manter hábitos financeiros saudáveis para evitar um novo endividamento.

    “O brasileiro tende a considerar o limite do cartão como um complemento à renda, e cada um tem, em média, três cartões”, afirma Castro -segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da CNC (Confederação Nacional do Comércio), 79,2% das famílias brasileiras estão endividadas e 30,5% estão com contas em atraso. Já 13% não terão condições de pagar.

    Dados do Banco Central mostram que a maior parte das faturas do cartão de crédito de pessoas físicas não são quitadas integralmente até o seu vencimento. Em agosto, 60,48% do valor que entrou no rotativo -modalidade acionada quando a fatura não é paga integralmente até o vencimento- não foi pago em 30 dias, entrando automaticamente no parcelamento da fatura.

    Já o índice de atraso do parcelamento é de 13,21%. Ambos os percentuais de atraso são os maiores da série histórica, iniciada em 2011.

    Se for difícil controlar os gastos no cartão de crédito, é possível reduzir o limite mensal, ou trocá-lo por um cartão pré-pago, em que o gasto é limitado ao valor de recarga. Outra dica é que se não for possível pagar a fatura do cartão na íntegra, opte por parcelá-la antes do vencimento, de modo a evitar o rotativo.

    Além disso, especialistas aconselham que se continue economizando até construir uma reserva financeira que equivalha de seis a doze meses de gastos.

    PASSO A PASSO PARA SAIR DO ROTATIVO:

    Identificar e reestruturar o custo de vida;
    Entenda a composição da dívida ;
    Mapeie a capacidade real de pagamento;
    Se tiver investimentos, resgate para pagar a dívida;
    Senão, a troque por uma mais barata;
    Mantenha hábitos financeiros saudáveis após quitar a dívida;
    Construir uma reserva financeira de 6 a 12 meses de despesas.

    Como sair do rotativo, o crédito mais caro do mercado

  • Aliados de Lula comemoram reunião com Trump e 'postura firme' do presidente

    Aliados de Lula comemoram reunião com Trump e 'postura firme' do presidente

    O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), declarou que o encontro simboliza a “volta de um Brasil que fala de igual a igual com o mundo”. Segundo Lindbergh, o presidente foi “firme” ao cobrar o fim da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e deixou claro que está aberto ao diálogo.

    Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usaram o X para comemorar a reunião que ele teve hoje na Malásia com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A estratégia dos governistas foi a de capitalizar a postura de Lula como um \”estadista\” e um político de diálogo com \”postura forte\”, após os meses em que a Casa Branca esteve fechada para o governo brasileiro.

    O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), declarou que o encontro simboliza a \”volta de um Brasil que fala de igual a igual com o mundo\”. Segundo Lindbergh, o presidente foi \”firme\” ao cobrar o fim da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e deixou claro que está aberto ao diálogo.

     

    \”As equipes dos dois governos começam a negociar imediatamente um novo acordo comercial, capaz de proteger os empregos e a indústria nacional. Lula age com pragmatismo e responsabilidade, buscando saídas concretas para revogar as sanções políticas e econômicas sem abrir mão da autodeterminação do Brasil\”, disse Lindbergh.

     

    Lindbergh também atacou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sugerindo que eles sofreram um revés ao ver um aliado tratando Lula cordialmente.

     

    \”Dá para imaginar o clima na família Bolsonaro neste domingo ver o \’ídolo\’ deles recebendo Lula com respeito, depois de dedicarem anos de bajulação e subserviência, deve ser um golpe duro no orgulho da turma que sonhava com um Brasil colonizado\”, disse o líder do PT na Câmara.

     

    Já o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse que Lula mostrou que é \”um dos maiores estadistas do nosso tempo\” e também citou que o presidente adotou uma \”postura firme\”. \”Independente de quem esteja do outro lado da mesa, o Brasil e o nosso povo sempre estarão em primeiro lugar\”, disse Wagner.

     

    O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), sugeriu que Trump teria ficado encantado com o \”carisma\” de Lula durante o encontro na Malásia. \”Tem coisa que nem a inteligência artificial consegue prever. Mas aconteceu: Lula e Trump lado a lado. Eu te entendo, Trump, é difícil resistir ao carisma do nosso presidente\”, disse Rodrigues.

     

    O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o Brasil manterá a relevância no cenário mundial se \”defender respeito e a soberania\”. \”O mundo precisa fortalecer os mecanismos do multilateralismo. É em mais diálogo e não em imposições que resolveremos os problemas do planeta\”, completou.

     

    Na Esplanada, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, publicou uma análise da reunião entre Lula e Trump. Segundo ele, a reunião marcou um \”novo olhar\” mais pragmático e menos ideológico de Washington à Brasília. O ministro disse também que Lula saiu vencedor do encontro e pregou a derrota sobre Bolsonaro e governadores da direita que são pré-candidatos à Presidência da República em 2026.

     

    \”E ganha, claro, Lula. Mostra-se ao mundo como negociador experiente, capaz de defender o Brasil sem bravata, sem submissão. A velha escola sindical ainda funciona: ouvir, dialogar, arrancar resultados\”, disse Marinho.

     

    O secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços (SDIC), Uallace Moreira, destacou a atuação do chefe, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e presidente em exercício, Geraldo Alckmin, além de Lula durante a crise tarifária. Moreira disse também que a conversa na Malásia foi uma \”aula de diplomacia e negociação estratégica\”.

     

    \”O presidente Lula e o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin desde o início construíram uma estratégia de negociação colocando em primeiro lugar a soberania do Brasil, com a clareza de defender o setor produtivo brasileiro e os empregos\”, afirmou o secretário.

    Aliados de Lula comemoram reunião com Trump e 'postura firme' do presidente

  • Eduardo diz que Lula ficou incomodado por elogio de Trump a Bolsonaro

    Eduardo diz que Lula ficou incomodado por elogio de Trump a Bolsonaro

    Em postagem em seu perfil no X (ex-Twitter), o congressista afirmou que há “na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: BOLSONARO”. O texto acompanha vídeo no qual os dois presidentes respondem a perguntas da imprensa na manhã deste domingo.

    LUCAS MARCHESINI
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse neste domingo (26) que Lula (PT) ficou incomodado pelo elogio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes de reunião entre os dois na Malásia.

    Em postagem em seu perfil no X (ex-Twitter), o congressista afirmou que há “na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: BOLSONARO”. O texto acompanha vídeo no qual os dois presidentes respondem a perguntas da imprensa na manhã deste domingo.

    Trump é questionado sobre o ex-presidente e diz que se sente mal pelo que aconteceu com ele e que sempre gostou do ex-chefe do Executivo brasileiro. Em seguida, indagado se essa situação seria tratada na reunião com Lula, o republicano respondeu: “Não é da sua conta”.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou o encontro entre os dois chefes de Estado.

    “Cumprimento os presidentes Lula e Donald Trump pelo importante encontro de hoje. Fico feliz em ver que o diálogo e a diplomacia voltam a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos. Quando líderes escolhem conversar, a história agradece”, disse.

    A reunião entre os dois chefes de Estado foi usada como munição para a esquerda destacar o papel de Lula na negociação das sobretaxas impostas pelo governo dos EUA a produtos do Brasil.
    O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou que a conversa teve “avanços imediatos na agenda comercial e na busca de soluções para as tarifas e sanções”. “Assim se faz política externa -com respeito, soberania e determinação!”, ressaltou em seu perfil no X.

    O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) disse que Lula se comportou como um estadista diante das tarifas impostas por Trump. Com isso, disse, o presidente está “recuperando as boas relações comerciais entre os dois países”. “Lula agiu bem desde a imposição das sanções e agora, colhe os frutos!”, concluiu.

    O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) escreveu nas redes que a reunião entre os dois foi produtiva e “resultou no restabelecimento do diálogo e da parceria entre Brasil e Estados Unidos, superando divergências anteriores orquestrada pelos traidores da pátria”.

    Já o ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT) ironizou Eduardo e o ex-comentarista da Jovem Pan Paulo Figueiredo, afirmando que ambos ficarão sem passaporte após o encontro entre os dois líderes.

    Eduardo diz que Lula ficou incomodado por elogio de Trump a Bolsonaro

  • FGV: Reforma Casa Brasil pode adicionar R$ 52,9 bi ao PIB e quase R$ 20 bi em impostos

    FGV: Reforma Casa Brasil pode adicionar R$ 52,9 bi ao PIB e quase R$ 20 bi em impostos

    Voltado para a classe média, o Reforma Casa Brasil prevê R$ 40 bilhões em crédito habitacional destinados a reformas e ampliações de residências de famílias que já têm casa própria, mas enfrentam problemas estruturais ou de inadequação nas edificações.

    O programa Reforma Casa Brasil, lançado na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem potencial para adicionar R$ 52,9 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Além disso, a arrecadação de impostos pela demanda gerada pela medida pode aumentar em quase R$ 20 bilhões. O cálculo é de um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), antecipado com exclusividade para o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Voltado para a classe média, o Reforma Casa Brasil prevê R$ 40 bilhões em crédito habitacional destinados a reformas e ampliações de residências de famílias que já têm casa própria, mas enfrentam problemas estruturais ou de inadequação nas edificações. Caso esses R$ 40 bilhões fossem liberados em um único ano, o impacto total sobre o PIB da construção, que engloba tanto as empresas quanto o segmento de autoconstrução, foi estimado em R$ 17,7 bilhões.

    “Esse valor corresponde a 4,9% do PIB setorial estimado para 2024. Considerando a economia como um todo, esse efeito poderia acrescentar 0,38 ponto porcentual ao PIB por conta da soma dos efeitos diretos (construção), indiretos (seus fornecedores) e induzidos (gasto da renda resultante dos dois primeiros)”, apontaram os autores do estudo Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção no Ibre/FGV, e os consultores do instituto Marco Brancher e Robson Gonçalves.

     

    Os efeitos indiretos referem-se ao aumento na demanda da indústria e do comércio de materiais, totalizando outros R$ 35,2 bilhões, o equivalente a 4,8% da produção desses elos da cadeia produtiva da construção.

     

    \”O setor da construção em si, que é o que produz as edificações, a infraestrutura, que faz as reformas, ele demanda outros bens e serviços de outros setores da economia para fazer esse produto. Então ele demanda o tijolo, demanda o cimento, contrata mão de obra, serviços, ele fornece alimentação para essa mão de obra. Ele movimenta a indústria de materiais, movimenta o comércio atacadista e varejista. Essa movimentação, por sua vez, gera mais emprego e mais renda. Uma coisa é o próprio setor que contrata mão de obra para fazer a sua produção, outra coisa são os outros setores que também contratam mão de obra, movimentam a atividade, para entregar para a construção os insumos necessários para eles fazerem as obras e as reformas. Tem uma cadeia\”, justificou Ana Maria Castelo.

     

    O programa levaria ainda a um aumento significativo na arrecadação de impostos: considerando os efeitos diretos, indiretos e induzidos, o Reforma Casa Brasil elevaria o montante de tributos arrecadados em R$ 19,6 bilhões, o equivalente a quase metade do valor de crédito anunciado, ressaltaram os pesquisadores. Segundo o estudo, o avanço na arrecadação é explicado, principalmente, pelos \”fortes efeitos de encadeamento produtivo que o setor da construção é capaz de gerar, beneficiando o conjunto da economia\”.

     

    \”No final, tudo vai depender de como o recurso vai ser operacionalizado, de como ele vai ser liberado\”, ponderou Castelo.

     

    Segundo ela, o programa tem potencial para suprir uma lacuna importante relativa às carências habitacionais do País, mas é necessário que o governo acompanhe e corrija a tempo eventuais distorções, para que os efeitos não se diluam. Castelo menciona dados da Fundação João Pinheiro, apontando que, em 2023, 27,6 milhões de domicílios apresentavam algum tipo de inadequação, o equivalente a 40,8% das moradias urbanas duráveis do País.

     

    \”Hoje, o maior gargalo está justamente na questão da mão de obra\”, explicou Castelo. \”Se eventualmente as pessoas tiverem de dificuldade de contratar mão de obra, isso pode já gerar de cara uma dificuldade de contratação do crédito. Então o governo vai ver necessariamente um atendimento aquém do que estava esperando, e aí precisa agir no sentido de treinar mais pessoas voltadas para isso, ver como pode resolver essa questão\”, exemplificou.

     

    O governo federal tem adotado diferentes medidas para estimular o setor da construção, mas o empresariado do segmento já relatava dificuldades para contratar trabalhadores. Nesse cenário, a construção sustenta atualmente o maior salário médio de admissão com carteira assinada entre as principais atividades econômicas do País, de acordo com o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho. O salário médio de admitidos na construção foi de R$ 2.462,70 em agosto, ante R$ 2.295,01 na média global de todos os contratados.

     

    \”O setor de construção é o que tem apresentado o maior salário médio em relação aos demais setores\”, ressaltou Janaína Feijó, pesquisadora do Ibre/FGV. \”A gente sabe que está ocorrendo uma escassez de mão de obra na construção civil. Os empregadores têm buscado mão de obra, mas não tem. A forma como eles encontram de atrair essa mão de obra é oferecendo maiores salários. E mesmo oferecendo maiores salários, às vezes não encontram mão de obra para suprir os seus cronogramas de atividade.\”

     

    Embora o setor vivencie um momento de forte escassez de mão de obra, a Sondagem da Construção da FGV sugere que as empresas do segmento operam com relativa ociosidade e níveis de estoque considerados, majoritariamente, adequados, o que tende a reduzir o impacto inflacionário do programa via preços de material de construção.

     

    O Índice Nacional de Custo da Construção – Disponibilidade Interna (INCC-DI), apurado pela FGV, acumulou alta de 6,78% nos 12 meses encerrados em setembro. Enquanto o componente Mão de Obra respondeu por 4,06 pontos porcentuais dessa taxa de inflação em 12 meses, Materiais, Equipamentos e Serviços contribuíram com 2,72 pontos porcentuais, ou seja, a inflação da construção já vem sendo pressionada pelo custo do trabalho.

    FGV: Reforma Casa Brasil pode adicionar R$ 52,9 bi ao PIB e quase R$ 20 bi em impostos

  • Lula se coloca à disposição de Trump para atuar como mediador de tensão com Venezuela

    Lula se coloca à disposição de Trump para atuar como mediador de tensão com Venezuela

    Segundo o chanceler Mauro Vieira, Lula afirmou ao americano que a América do Sul é uma região de paz e que o Brasil estaria disposto a atuar pra a promoção da paz e do entendimento entre as nações.

    VICTORIA DAMASCENO
    KUALA LAMPUR, MALÁSIA (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se colocou à disposição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para atuar como mediador da crescente tensão militar entre Washington e a Venezuela.

    Segundo o chanceler Mauro Vieira, Lula afirmou ao americano que a América do Sul é uma região de paz e que o Brasil estaria disposto a atuar pra a promoção da paz e do entendimento entre as nações.
    “[Lula] levantou o tema, disse que a América Latina e América do Sul, especificamente onde estamos, é uma região de paz e ele se prontificou a ser um contato, ser um interlocutor, como já foi no passado, com a Venezuela para se buscar soluções que sejam mutuamente aceitáveis e corretas entre os dois países”, afirmou.

    Lula e Trump se encontraram na tarde deste domingo (26) em Kuala Lampur, na Malásia, onde participam da cúpula da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático, em português). O encontro ocorreu por volta das 16h do horário local (5h de Brasília) e durou cerca de 50 minutos.

    O tema principal da conversa foram as tarifas impostas pelo americano ao Brasil, mas outros assuntos também foram tratados.
    Antes de entrar na conversa com o petista, Trump afirmou que a Venezuela não seria um assunto da reunião, quando questionado por jornalistas. “Eu não acho que nós vamos discurtir isso”, declarou.

    A iniciativa partiu de Lula, que já havia afirmado que traria o tema na negociação. A avaliação do governo brasileiro é de que uma incursão militar na Venezuela traria instabilidade na região e afetaria negativamente o Brasil.

    A proposta brasileira ocorre em meio a um aumento das hostilidades entre EUA e Venezuela. Na sexta (24), o Pentágono anunciou o envio ao Caribe do USS Gerald R. Ford, o maior e mais poderoso porta-aviões do mundo, e outras embarcações que o acompanham.

    “A presença das forças americanas na área de responsabilidade do Comando Sul reforçará a capacidade dos EUA de detectar, monitorar e desmantelar atividades e atores ilícitos que comprometam a segurança e a prosperidade do território nacional dos EUA e nossa segurança no Hemisfério Ocidental”, escreveu Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, em publicação no X.

    A fala do porta-voz carrega o argumento de combate ao narcotráfico que tem sido usado pelo presidente americano, Donald Trump, para justificar a explosão de embarcações na América Latina desde setembro, muito embora nenhuma evidência de que os barcos fossem ligados ao narcotráfico tenha sido apresentada –mesmo que fossem, a explicação usada pela Casa Branca para os ataques é nebulosa à luz do direito internacional e criticada por governos da região, oposição e especialistas.

    Na sexta (24), ainda na Indonésia, Lula havia criticado os ataques dos EUA a embarcações, quando declarou que “os usuários são responsáveis pelos traficantes que são vítimas dos usuários também” –depois, ele se retratou pela frase, que diz ter sido mal colocada.

    “É muito melhor os Estados Unidos se disporem a conversar com a polícia dos outros países, com o Ministério da Justiça de cada país, para a gente fazer uma coisa conjunta. Porque se a moda pega, cada um acha que pode invadir o território do outro para fazer o que quer. Onde é que vai surgir a palavra respeitabilidade da soberania dos países? É ruim. Então eu pretendo pretendo discutir esses assuntos com o presidente Trump, se ele colocar na mesa”, afirmou Lula na entrevista coletiva em Jacarta.

    Em um agravamento das tensões, Trump avalia planos para atacar instalações de cocaína e rotas de tráfico de drogas dentro da Venezuela, embora ainda não tenha tomado uma decisão sobre isso, segundo a emissora americana CNN, que afirma ter ouvido três autoridades americanas. Na véspera, o ditador Nicolás Maduro afirmou “não à guerra louca” e pediu “peace forever” diante dos ataques dos EUA.

    A retórica de Trump sobre o tema tem se intensificado nos últimos dias. O americano também estendeu seu alvo para o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, o primeiro líder colombiano de esquerda e crítico aberto de Trump, com quem tem tido atritos desde que o republicano voltou à Casa Branca.

    Trump chamou Petro de “líder de drogas ilegais” e, logo em seguida, o Pentágono anunciou que havia destruído uma embarcação supostamente pertencente à guerrilha colombiana Exército de Libertação Nacional (ELN). Nos dias seguintes, as farpas entre os dois líderes continuaram, com Petro acusando Trump de promover execuções extrajudiciais.

    Na sexta (24), a Casa Branca impôs sanções a Petro sob o argumento de que o colombiano contribui “com a proliferação internacional de drogas” –os EUA congelaram eventuais bens de Petro e familiares no país. O colombiano reagiu dizendo ser alvo “depois de lutar contra narcotraficantes com eficiência por décadas”.

    Lula se coloca à disposição de Trump para atuar como mediador de tensão com Venezuela