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  • Lula fala em orgulho do STF após condenação de Bolsonaro e pede diálogo com Trump em artigo no NYT

    Lula fala em orgulho do STF após condenação de Bolsonaro e pede diálogo com Trump em artigo no NYT

    Lula rebate sanções de Trump em artigo no NYT, defende STF pela condenação de Bolsonaro e afirma que democracia e soberania brasileiras não estão em negociação, classificando como políticas e infundadas as acusações usadas pelos EUA para justificar sobretaxas.

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) afirmou, em artigo ao jornal The New York Times publicado neste domingo (14), que deseja manter um diálogo “aberto e franco” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas que está orgulhoso do STF (Supremo Tribunal Federal) pela decisão que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado e que “são infundadas” as acusações contra o Brasil.

    “Presidente Trump, permanecemos abertos a negociar tudo que possa trazer benefícios mútuos. Mas a democracia e soberania do Brasil não estão na mesa de discussão”, afirmou Lula, no artigo escrito em inglês.

    O artigo, segundo Lula, é uma resposta do Brasil às tarifas extras de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos. A publicação, porém, ocorre justamente logo após o STF condenar Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão pela trama golpista. O governo americano ameaça novas sanções ao Brasil por causa do julgamento, com a alegação de que houve perseguição política.

    O presidente diz que examinou com atenção o argumento comercial e que é não “apenas equivocado, mas também ilógico”, já que há superávit na balança comercial em prol dos americanos. “A falta de racionalidade econômica por trás dessas medidas deixa claro que a motivação da Casa Branca é política”, escreve Lula.

    Segundo o presidente, o governo americano usa as tarifas e a Lei Magnitsky para buscar impunidade para o ex-presidente “que orquestrou uma tentativa fracassada de golpe em 8 de janeiro de 2023, numa tentativa de subverter a vontade popular expressa nas urnas”.

    Ele também cita planos para assassiná-lo, ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que foi relator dos processos contra Bolsonaro pela trama golpista.

    “Tenho orgulho do Supremo Tribunal Federal do Brasil por sua decisão histórica na última quinta-feira, que protege nossas instituições e o Estado democrático de direito. Isso não foi uma “caça às bruxas”. O julgamento resultou de um processo conduzido de acordo com a Constituição de 1988, promulgada após duas décadas de luta contra uma ditadura militar”, afirma o presidente brasileiro.

    O presidente ainda rebate no artigo outras acusações do governo Trump para aplicar sanções comerciais ao Brasil, como a de que a regulação das redes sociais visa censurar a liberdade de expressão no país.

    Lula diz que esse argumento é “desonesto” e que a atuação brasileira busca “a proteção de nossas famílias contra fraudes, desinformação e discurso de ódio”. “A internet não pode ser uma terra sem lei, onde pedófilos e agressores têm liberdade para atacar nossas crianças e adolescentes”, afirma.

    No artigo, ele também defende o Pix, por permitir a inclusão financeira de milhões de cidadãos e empresas. O meio de pagamento faz parte de uma investigação comercial aberta pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil, em apuração no USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA).

    Para Lula, são “infundadas” as alegações de suposta falha na aplicação das leis ambientais. Ele afirma no artigo que o Brasil reduziu a taxa de desmatamento na Amazônia à metade nos dois anos do seu governo -mas que a redução das emissões de gases de efeito estufa depende também de que outros países façam a sua parte.

    O petista declara ainda que quando os Estados Unidos “viram as costas a uma relação de mais de 200 anos”, como a mantida com o Brasil, “todos perdem”, e afirmou que duas grandes nações devem ser capazes de se respeitar e de cooperar, “pelo bem dos brasileiros e dos americanos”.

    No artigo, Lula diz concordar com a ideia de levar empregos de volta aos Estados Unidos e promover a reindustrialização. Ambas, afirma, são motivações legítimas, e ver a Casa Branca ” finalmente reconhecer os limites do chamado Consenso de Washington” confirma a posição brasileira, acrescenta.

    O Consenso de Washington é um conjunto de políticas econômicas defendidas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e pelo Banco Mundial nos anos 1990 para países em desenvolvimento, que envolvia privatizações, corte de gastos públicos, desregulação da economia e liberação do comércio internacional. O objetivo era combater o endividamento desses países e sucessivas crises econômicas.

    “Quando, no passado, os Estados Unidos levantaram a bandeira do neoliberalismo, o Brasil alertou para seus efeitos nocivos”, diz o brasileiro no artigo.

    Apesar dessa defesa, Lula critica o uso de ações unilaterais e chama de “remédio errado” as tarifas impostas por Trump e defende o multilateralismo.
    Lula ainda defende que os Estados Unidos tiveram ganho na balança comercial com o Brasil de 410 bilhões de dólares em 15 anos e que 75% das importações feitas pelos brasileiros de produtos e serviços americanos são isentas de tarifas, como petróleo, gás natural e aeronaves.

    Lula fala em orgulho do STF após condenação de Bolsonaro e pede diálogo com Trump em artigo no NYT

  • Esquerda vê caminho aberto para Tarcísio e teme interferência de Trump após condenação de Bolsonaro

    Esquerda vê caminho aberto para Tarcísio e teme interferência de Trump após condenação de Bolsonaro

    Condenação de Bolsonaro abre espaço para Tarcísio na disputa presidencial e gera alerta no governo Lula sobre ofensiva internacional de Donald Trump, com risco de sanções econômicas e possível interferência nas eleições de 2026

    (CBS NEWS) – Aliados de Lula (PT) e integrantes do governo federal apontam que a condenação de Jair Bolsonaro (PL) deixa o caminho aberto para uma candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), contra o petista em 2026.

    Pessoas próximas a Lula também avaliam que o julgamento deve levar o governo Donald Trump, nos Estados Unidos, a impor uma nova ofensiva contra o Brasil e temem uma interferência do país na eleição do ano que vem.

    Para auxiliares do presidente, a pavimentação da rota de Tarcísio rumo à candidatura ao Planalto se deu a partir dos movimentos feitos pelo governador de São Paulo nos dias que antecederam a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Tarcísio se reuniu com lideranças para defender a votação de anistia a envolvidos na trama golpistas e criticou diretamente o tribunal.

    Governistas avaliam que Tarcísio cumpriu um roteiro traçado com o próprio Bolsonaro, em busca de apoio à sua campanha ao Palácio do Planalto. Os dois conversaram durante uma visita recente do governador ao ex-presidente. Nos dias seguintes, o centrão ampliou a defesa do nome de Tarcísio como candidato.

    Em reuniões, o próprio Lula vem repetindo que Tarcísio será o candidato do centrão no ano que vem. Ele chega a ressaltar uma mudança no comportamento do governador, que se mostrou disposto a parcerias com o governo federal nos primeiros anos de seu mandato. Um aliado do presidente diz acreditar que, daqui por diante, ele não participará mais de atos ao lado de Lula.

    Diante desse cenário, petistas dizem que o governador passará a nacionalizar cada vez mais seu discurso e que é preciso atuar para desgastar a imagem de Tarcísio.

    Os sinais de consolidação da candidatura dele fizeram com que o PT mudasse a estratégia para São Paulo, por exemplo. Na última semana, o partido decidiu levar à TV uma campanha com críticas ao governador, em uma inserção produzida exclusivamente para o estado. No restante do país, a propaganda petista foi destinada à exaltação do governo Lula.

    No ano que vem, a disputa nacional vai influenciar a estratégia do governo para a eleição paulista. O PT quer montar uma chapa forte para o Palácio Bandeirantes e as duas vagas de São Paulo para o Senado. A ideia é montar um palanque que dê sustentação à campanha de Lula no estado.

    Além dos nomes do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Fernando Haddad (Fazenda), a ministra Simone Tebet (Planejamento) é lembrada para a disputa, no caso dela, para o Senado.

    Sem Tarcísio no pleito estadual, aliados de Lula avaliam que Alckmin teria chances de ser, mais uma vez, eleito governador. Haddad também é mencionado para a vaga, embora venha descartando a hipótese.

    Aliados de Lula também dizem que, com a condenação e a aceleração das articulações em torno de Tarcísio, o PT deve analisar os impactos sobre suas alianças para 2026.

    Auxiliares do presidente entendem que dificilmente partidos do centrão hoje com o petista deverão apoiar sua reeleição. O esforço será para atrair parte das lideranças desses partidos e evitar que eles se aliem formalmente à candidatura adversária.

    Além disso, com a condenação de Bolsonaro, petistas e aliados do governo no Congresso reconhecem o risco de aumento da pressão para que o projeto da anistia avance no Legislativo.

    No Palácio do Planalto, a orientação é contra essa proposta e a favor de um empenho para que o tema não seja levado ao plenário diante da avaliação que hoje haveria votos suficientes para que ele fosse aprovado.

    Esses aliados também dizem que é preciso trabalhar para que a pauta do Congresso não fique paralisada nesse meio tempo, mirando a aprovação de um pacote de medidas sociais que possam ajudar o petista na reeleição.

    Há ainda uma avaliação de integrantes do governo e do próprio presidente da República de que a aprovação da anistia representaria uma vitória do governo dos Estados Unidos, num momento em que Donald Trump lança uma ofensiva contra o Brasil e impõe sobretaxa de 50% a produtos brasileiros.

    Para aliados de Lula, a condenação de Bolsonaro deve levar a gestão Trump a impor novas sanções ao país e a autoridades brasileiras. Há um temor em relação à amplitude dessa ofensiva americana, sobretudo com o receio de interferência nas eleições do próximo ano.

    Um petista diz que, diferentemente das outras eleições, há possibilidades de 2026 conter um fator de internacionalização da disputa, com ofensiva de Trump para garantir um aliado na Presidência.

    Esse petista diz que é preciso reforçar as relações internacionais, buscar outros parceiros comerciais e tentar blindar o debate de regulação das big techs, assunto que tem a oposição frontal da gestão do republicano.

    Por trás de todos os cálculos políticos, aliados de Lula vêm reforçando a avaliação de que o resultado do julgamento no STF, com a condenação de Bolsonaro e generais à prisão, pode ser considerado uma vitória histórica, ao mostrar que uma tentativa de golpe contra as instituições foi punida.

    Esquerda vê caminho aberto para Tarcísio e teme interferência de Trump após condenação de Bolsonaro

  • Nikolas Ferreira tenta cassar visto de Felipe Neto e briga com famosos

    Nikolas Ferreira tenta cassar visto de Felipe Neto e briga com famosos

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) passou o fim de semana em embates nas redes sociais com Felipe Neto, Whindersson Nunes, Pedro Certezas e o cantor Júnior. O parlamentar chegou a sugerir o cancelamento de vistos para os EUA e lançou ataques pessoais contra os artistas

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) passou o fim de semana trocando farpas com celebridades em seu perfil no Twitter. Entre os alvos estiveram Felipe Neto, Whindersson Nunes, o cantor Júnior e o influenciador Pedro Certezas.

    As motivações variaram. Em relação a Felipe Neto e Whindersson Nunes, Nikolas disse querer acionar a embaixada dos Estados Unidos para tentar cancelar os vistos dos dois. No caso de Felipe Neto, que atualmente está no país, o deputado pediu a seus seguidores que marcassem a embaixada em postagens críticas do youtuber ao governo norte-americano.

    A provocação a Felipe desencadeou a resposta de Whindersson Nunes, que ironizou a postura do parlamentar. O humorista escreveu que era “patético” um deputado ter como missão tentar impedir Felipe Neto de entrar nos EUA. Nikolas rebateu com ataques pessoais, publicando uma foto de Vitão e insinuando que o comediante havia “perdido” para o cantor por causa do namoro com Luísa Sonza. Whindersson reagiu em tom de deboche e sugeriu um ménage, ao que Nikolas respondeu mencionando sua família e afirmando que tinha apenas 16 anos na época da foto.

    Já em relação a Pedro Certezas, Nikolas declarou que pretende impedir que o influenciador obtenha visto para os Estados Unidos e, assim, não possa acompanhar a Copa do Mundo de 2026.

    Outro alvo foi o cantor Júnior, que durante show no festival The Town gritou “anistia é o c***”. Nikolas rebateu dizendo: “Gritar sem anistia é fácil… difícil é saber quem você é sem a Sandy”.

    Nikolas Ferreira tenta cassar visto de Felipe Neto e briga com famosos

  • Bolsonaro recebe alta após remoção de lesões; exame mostra anemia

    Bolsonaro recebe alta após remoção de lesões; exame mostra anemia

    Ex-presidente, em prisão domiciliar desde agosto, passou pelo Hospital DF Star para procedimentos médicos autorizados pelo STF. Exames apontaram anemia por deficiência de ferro e imagem residual de pneumonia por broncoaspiração

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta médica no início da tarde deste domingo (14) e retornou à sua casa em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. Aos 70 anos, ele passou pelo Hospital DF Star para a remoção de lesões na pele, mas os exames também apontaram anemia por deficiência de ferro. Durante a internação, Bolsonaro recebeu reposição endovenosa de ferro.

    O boletim médico divulgado pela unidade de saúde informou ainda que uma tomografia de tórax mostrou imagem residual de pneumonia recente por broncoaspiração. Em relação às lesões cutâneas, os médicos removeram oito, localizadas no tronco e no braço direito. Os fragmentos foram encaminhados para análise, e o resultado deverá indicar se haverá necessidade de tratamento complementar.

    Segundo a equipe médica, Bolsonaro continuará em acompanhamento para hipertensão arterial, refluxo gastroesofágico e medidas preventivas contra novas broncoaspirações. O documento é assinado por Cláudio Birolini, chefe da equipe cirúrgica, Leandro Echenique, cardiologista, Guilherme Meyer, diretor médico do hospital, e Allisson Barcelos Borges, diretor geral do DF Star.

    Bolsonaro chegou ao hospital sob escolta e com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Do lado de fora, apoiadores vestidos de verde e amarelo aguardaram sua passagem, mas não houve interação com o ex-presidente.

    Em prisão domiciliar desde o início de agosto, Bolsonaro foi autorizado a se deslocar para os procedimentos médicos antes mesmo da conclusão do julgamento que o condenou a mais de 27 anos de prisão pelo envolvimento em uma trama golpista. Moraes determinou que a defesa apresente atestados de comparecimento em até 48 horas após cada atendimento. Por questões de segurança, veículos que deixaram a residência do ex-presidente foram revistados.
     
     

     

    Bolsonaro recebe alta após remoção de lesões; exame mostra anemia

  • Gleisi comemora condenação de Bolsonaro e rechaça anistia, mas sinaliza para redução de penas do 8/1

    Gleisi comemora condenação de Bolsonaro e rechaça anistia, mas sinaliza para redução de penas do 8/1

    Em evento estadual do PT no Paraná, Gleisi disse que a discussão é válida, tanto se realizada pelo Congresso quanto pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A fala foi registrada em um vídeo ao qual a Folha de S.Paulo teve acesso.

    LUIS EDUARDO DE SOUSA
    CAMPINAS, SP (CBS NEWS) – A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, voltou a falar neste sábado (13) sobre a possibilidade de uma redução de pena aos condenados pelos ataques golpistas do 8 de janeiro.

    Em evento estadual do PT no Paraná, Gleisi disse que a discussão é válida, tanto se realizada pelo Congresso quanto pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A fala foi registrada em um vídeo ao qual a Folha de S.Paulo teve acesso.

    “Se querem discutir redução de pena, é outra coisa. Cabe a dosimetria ao Supremo Tribunal Federal ou até o Congresso avaliar e ter um projeto, mas aí é redução de pena, não tem a ver com anistia, não tem a ver com perdão”, disse.

    Trata-se da segunda declaração da ministra nesse sentido, embora em uma primeira ocasião ela tenha voltado atrás para desfazer ruídos com o STF.

    Pauta cara ao governo, o PT tenta, por meio da própria ministra, conter discussões desse teor na Câmara. Há um temor de que o avanço do projeto de lei pela anistia possa beneficiar não apenas os envolvidos nos ataques aos Três Poderes, mas também ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)-condenado na quinta-feira (11) a 27 anos de prisão por articular um golpe para se manter no poder.

    “Não podemos de maneira nenhuma olhar ou piscar para a questão da anistia. Vamos ser firmes, vamos ter que enfrentar o Congresso nesta pauta”, afirmou a ministra. Em seguida, Gleisi destacou que o perdão a Bolsonaro e aos outros sete réus condenados pela trama golpista seria “um presentinho para Donald Trump”.

    As negociações em torno da proposta de anistia avançaram nas últimas semanas, em resposta ao início do julgamento de Bolsonaro no STF, e envolveram partidos do centrão e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo diz a ministra no vídeo, Tarcísio é pivô de uma articulação por perdão a Bolsonaro.

    O governador é apontado por políticos desse grupo como o candidato preferencial para enfrentar o presidente Lula (PT), e há uma pressão sobre Bolsonaro para que ele faça dele o seu sucessor político.

    No dia 10 de abril, ao falar sobre anistia ou redução de pena “em relação a algumas pessoas” envolvidas nos atos antidemocráticos do 8 de janeiro, Gleise afirmou achar “plenamente defensável do ponto de vista de muitos parlamentares que estão ali, talvez a gente até tenha que fazer essa discussão mesmo no Congresso”.

    No dia seguinte à declaração, ela voltou atrás e disse que cabia ao Judiciário a decisão sobre os ataques promovidos por apoiadores de Bolsonaro.

    No vídeo, Gleisi também fez críticas ao ministro do STF Luiz Fux, que votou no julgamento pela absolvição de Bolsonaro. “Foi um desserviço aquele voto, uma vergonha nacional. Deu condições a eles de fazer uma narrativa e ficar, depois, questionando o processo, mas os outros votos foram primorosos”.

    Embora o governo admita a possibilidade de rever indicações para cargos federais dos deputados e senadores que votarem a favor do projeto de lei da anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, a pressão pelo avanço do projeto é grande. Cabe ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautar ou não o texto.

    Gleisi comemora condenação de Bolsonaro e rechaça anistia, mas sinaliza para redução de penas do 8/1

  • Careca do INSS muda de ideia e prestará depoimento à CPI nesta segunda

    Careca do INSS muda de ideia e prestará depoimento à CPI nesta segunda

    No sábado (13), o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), tinha decidido que investigados não são obrigados a prestar depoimento à CPI, e tornou facultativa a participação de Antunes e de outro investigado, Maurício Camisotti, que tem oitiva agendada para quinta-feira (18).

    RAPHAEL DI CUNTO
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, prestará depoimento nesta segunda-feira (15), às 16h, à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do Congresso sobre desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), afirmou à Folha seu advogado, Cleber Lopes.

    No sábado (13), o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), tinha decidido que investigados não são obrigados a prestar depoimento à CPI, e tornou facultativa a participação de Antunes e de outro investigado, Maurício Camisotti, que tem oitiva agendada para quinta-feira (18).

    Lopes disse à reportagem no sábado que Antunes não participaria, mas mudou de posição neste domingo e irá pessoalmente ao Congresso para explicar as acusações. “Ele quer falar”, afirmou, sem antecipar o conteúdo das declarações. “Ele vai responder às perguntas.”

    O Careca do INSS é apontado pela PF (Polícia Federal) como um dos operadores do esquema bilionário de desvios de aposentadorias e pensões, com descontos para bancar associações. A fraude teria gerado um prejuízo de até R$ 6,3 bilhões para aposentados e pensionistas, segundo a investigação.

    Ele e Camisotti -que é apontado como sócio oculto de uma das entidades que recebiam valores a partir dos descontos ilegais– foram presos preventivamente na sexta-feira (12) por ordem de Mendonça. Também foram cumpridos 13 de busca e apreensão, em São Paulo e no Distrito Federal.

    A operação de sexta-feira, segundo a PF, ocorreu para evitar o impedimento ou embaraço de investigação de organização criminosa, dilapidação e ocultação de patrimônio, além da possível obstrução da investigação por parte de alguns investigados.

    Apontado em investigação como “epicentro da corrupção ativa” e lobista profundamente envolvido no “esquema de descontos ilegais de aposentadorias”, Antunes recebeu, de acordo com a investigação da Polícia Federal, R$ 53,58 milhões de entidades associativas e de intermediárias.

    Segundo relatório de investigadores, o pagamento ocorreu por meio de empresas de Antunes, que teria repassado R$ 9,32 milhões a servidores e companhias ligadas à cúpula do INSS.

    Deputados e senadores querem extrair de Antunes nomes de envolvidos e outras informações que ajudem no avanço da apuração.

    “As associações captavam os associados, se tinha fraude ele não tinha como saber”, afirmou o advogado de Antunes. “Essa narrativa de que ele era operador é uma bizarrice”, declarou. Na última quinta-feira (11), a comissão decidiu quebrar seus sigilos bancário e telemático (de telefone e emails, por exemplo).

    A CPI tenta engrenar com o depoimento desta segunda-feira, depois de possíveis alvos da investigação participarem das primeiras oitivas e apresentarem poucas novidades.

    Integrantes da comissão ouvidos pela reportagem avaliam que os dois possíveis alvos da CPI que já prestaram depoimento, o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) e o ex-presidente do INSS Armed Mohamad Oliveira (que antes se chamava José Carlos Oliveira), acrescentaram pouco à investigação.

    Aliados do governo e da oposição consideram que Lupi prestou um depoimento quase sem brechas. No caso de Oliveira, a interpretação é de que ele não estava tão seguro quanto Lupi, mas que também não forneceu informações decisivas.

    O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Pode-MG), disse no sábado que as oitivas com Antunes e Camisotti eram importantes e solicitaria que Mendonça revesse a decisão que os dispensou de prestar depoimento caso não queiram participar. “É fundamental que eles compareçam para que possamos esclarecer, com mais rapidez, tudo o que aconteceu”, afirmou.

    A própria CPI solicitou ao ministro do STF autorização para ouvir os dois investigados, já que eles foram presos na sexta-feira. Mendonça os dispensou, segundo Viana –a decisão corre sob segredo de Justiça.

    Camisotti ainda não confirmou se prestará depoimento à CPI na quinta-feira ou se usará o direito autorizado pelo ministro para que falte à oitiva. A tendência, logo após a decisão, era de que o empresário não fosse ao Congresso esta semana, segundo pessoas próximas.

    Na sexta-feira, seus advogados disseram que não havia qualquer motivo que justificasse a prisão e que houve arbitrariedade na ação policial. “A defesa reitera que adotará todas as medidas legais cabíveis para reverter a prisão e assegurar o pleno respeito aos direitos e garantias fundamentais do empresário”, disseram em nota.

    Careca do INSS muda de ideia e prestará depoimento à CPI nesta segunda

  • 'Humilhação', diz Carlos Bolsonaro sobre escolta armada para pai em hospital

    'Humilhação', diz Carlos Bolsonaro sobre escolta armada para pai em hospital

    Carlos disse que policiais fardados e armados humilham Bolsonaro. “Um comboio com mais de 20 homens armados de fuzis ostensivamente, acompanhados de mais de 10 batedores, reduzindo a velocidade da bem abaixo da permitida na via, apenas para promover a humilhação de um homem honesto”, escreveu nas redes sociais.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL) criticou neste domingo (14) o tamanho da escolta que acompanha o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para realizar um procedimento médico em um hospital em Brasília.

    Carlos disse que policiais fardados e armados humilham Bolsonaro. “Um comboio com mais de 20 homens armados de fuzis ostensivamente, acompanhados de mais de 10 batedores, reduzindo a velocidade da bem abaixo da permitida na via, apenas para promover a humilhação de um homem honesto”, escreveu nas redes sociais.

    Segundo ele, a escolta continua dentro do hospital. “Homens fardados e armados vigiam como se um senhor de 70 anos pudesse fugir por uma janela, assim como fazem em sua prisão domiciliar. Fica claro: o objetivo é fragilizá-lo, expô-lo e ofendê-lo, em nome da tal “missão dada, missão cumprida” -até mesmo durante uma cirurgia.”

    Bolsonaro passa por um procedimento para retirar manchas da pele. A previsão é que ele tenha alta em breve ainda neste domingo (14).

    – Estou com meu pai e presencio a continuidade do maior circo armado da história do Brasil.Um comboio com mais de 20 homens armados de fuzis ostensivamente, acompanhados de mais de 10 batedores, reduzindo a velocidade da bem abaixo da permitida na via, apenas para promover a?

    É a segunda saída de Bolsonaro da prisão domiciliar e a primeira desde a condenação. O ex-presidente está preso na casa dele desde 4 de agosto. No dia 16 daquele mês, Bolsonaro saiu para passar por exames que diagnosticaram esofagite, gastrite e resíduos de infecções pulmonares.

    Ele chegou ao Hospital DF Star, a cerca de 20 km da casa dele, por volta das 8h, sob forte escolta. Agentes das polícias Federal, Militar, Penal e de Operações Especiais o acompanham.

    No final de agosto, Moraes endureceu a prisão domiciliar de Bolsonaro, por acreditar que havia risco de fuga. O ministro acatou representação da PF e manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República), que apontaram a necessidade de manter agentes de prontidão em tempo integral para monitorar o ex-presidente. Desde então, todos os carros que saem da casa do ex-presidente também precisam ser vistoriados.

    'Humilhação', diz Carlos Bolsonaro sobre escolta armada para pai em hospital

  • PF prende oito hackers acusados de ataque ao Pix

    PF prende oito hackers acusados de ataque ao Pix

    Segundo os investigadores, o grupo é suspeito de praticar fraudes bancárias contra instituições financeiras, na tentativa de desviar valores do Pix, por meio do acesso indevido à conta mantida por instituições financeiras junto ao Banco Central.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal prendeu, em flagrante, oito suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável por ataque hacker contra o sistema financeiro nacional. A operação foi feita na última sexta-feira (12), em São Paulo.

    Segundo os investigadores, o grupo é suspeito de praticar fraudes bancárias contra instituições financeiras, na tentativa de desviar valores do Pix, por meio do acesso indevido à conta mantida por instituições financeiras junto ao Banco Central.

    As prisões em flagrante foram convertidas em preventivas, e os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa e tentativa de furto qualificado por meio eletrônico.

    De acordo com a PF, as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos.

    Mesmo depois de o Banco Central apertar as regras aplicadas às instituições financeiras e reforçar a segurança do sistema financeiro nacional, os ataques de hackers continuam.

    No sábado passado (6), houve o quinto ataque em três meses. O desvio total conhecido das instituições é de cerca de R$ 1,5 bilhão.

    PF prende oito hackers acusados de ataque ao Pix

  • Mercosul e ETFA assinam acordo de livre comércio na terça-feira

    Mercosul e ETFA assinam acordo de livre comércio na terça-feira

    A cerimônia ocorrerá durante a reunião de chanceleres do Mercosul, que será presidida pelo ministro, embaixador Mauro Vieira. O Brasil está na presidência temporária do bloco.

    O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, na sigla em inglês), bloco formado por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein, será assinado nesta terça-feira, dia 16, no Rio de Janeiro. A cerimônia ocorrerá durante a reunião de chanceleres do Mercosul, que será presidida pelo ministro, embaixador Mauro Vieira. O Brasil está na presidência temporária do bloco.

    \”Na reunião de chanceleres do Mercosul, serão apresentadas as prioridades da atual Presidência Pro Tempore Brasileira (PPTB) e discutidas as perspectivas do processo de integração regional. Para o Brasil, a consolidação da união aduaneira, a diversificação das parcerias econômico-comerciais do Mercosul e a modernização e aprofundamento dos acordos regionais vigentes constituem objetivos essenciais, em meio a cenário internacional instável e complexo\”, informou o Ministério das Relações Exteriores (MRE), em nota.

    As negociações para o acordo entre Mercosul e EFTA tiveram início em junho de 2017, em Buenos Aires. No total, foram 14 rodadas de negociações até a conclusão, em julho deste ano. Na ocasião, o governo federal projetou que o acordo terá um efeito positivo de R$ 2,69 bilhões sobre o produto interno bruto (PIB) brasileiro em 2044, tomando como base o ano de 2023.

    Segundo o estudo do governo, os efeitos econômicos incluem ainda um aumento de R$ 660 milhões em investimentos, redução no nível de preços ao consumidor, crescimento nos salários reais e impacto de R$ 3,34 bilhões nas exportações totais do Brasil. Do lado das importações, a estimativa é de um impacto de R$ 2,57 bilhões.

    O comunicado do (MRE) também informou que a presidência brasileira vai enfatizar na reunião de terça-feira a importância do apoio ao processo de adesão plena da Bolívia ao Mercosul, assim como a dimensão social e cidadã do bloco, com atenção ao papel desempenhado pelo Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos (IPPDH) e pelo Instituto Social do Mercosul (ISM). Outra prioridade será o lançamento da \”Estratégia Mercosul de Combate ao Crime Organizado\”, com o objetivo de aperfeiçoar a cooperação na área da segurança pública.

    Mercosul e ETFA assinam acordo de livre comércio na terça-feira

  • Sucessão patrimonial sem planejamento pode subtrair 20% da herança

    Sucessão patrimonial sem planejamento pode subtrair 20% da herança

    Entre os principais custos estão o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), variando de 4% a 8% conforme o Estado, além de honorários advocatícios, custos judiciais e taxas cartoriais. Especialistas consultados destacam que um processo sucessório bem estruturado pode proporcionar eficiência tributária e ajudar na preservação do patrimônio para futuras gerações.

    A ausência de um planejamento de sucessão patrimonial pode resultar na perda de 10% a 20% do patrimônio a ser herdado, segundo especialistas ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. As opiniões variam dentro desse intervalo: Carlos Eduardo Fernandes, líder de Planejamento Patrimonial da Blue3 Investimentos, afirma que os gastos ficam entre 10% e 20%; Jonas Carneiro, responsável pelo planejamento sucessório na Petrópolis Invest-XP, também observa que essas perdas estão entre 15% e 20%; e Dennys Rosini, diretor de Produtos da Prudential do Brasil, acredita que esses custos ficam entre 12% e 15%.

    Entre os principais custos estão o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), variando de 4% a 8% conforme o Estado, além de honorários advocatícios, custos judiciais e taxas cartoriais. Especialistas consultados destacam que um processo sucessório bem estruturado pode proporcionar eficiência tributária e ajudar na preservação do patrimônio para futuras gerações.

    Entre as ferramentas mais recomendadas para esse processo, estão o seguro de vida, sobre o qual não incide o Imposto de Renda (IR), e a previdência privada do tipo VGBL, cuja alíquota de IR pode chegar a 10%. Ambos produtos têm outra vantagem: não passam pelo processo de inventário e podem ser acessados de forma mais rápida pelos herdeiros. Essa condição em si já garante uma boa eficiência tributária, segundo Jonas Carneiro, responsável pelo planejamento sucessório da Petrópolis Invest-XP.

    Rosini comenta que o seguro de vida é uma ferramenta essencial para garantir liquidez imediata aos beneficiários, permitindo que eles recebam uma indenização em dinheiro sem passar pelo \”processo lento e burocrático de um inventário e custos com impostos\”. Na sua visão, esse recurso garante a estabilidade financeira da família e permite que eles lidem com o luto sem a pressão de dívidas e problemas administrativos. \”Nesse sentido, o seguro de vida se torna parte de uma estratégia de proteção patrimonial mais ampla, pois, o planejamento sucessório é uma forma de pensar além da própria vida, assegurando um legado positivo para os familiares\”.

    A advogada do Candido Martins Cukier, Maria Paula Molinar, recomenda realizar parte da sucessão ainda em vida, permitindo que o proprietário dos bens possa arcar com parte dos impostos, aliviando os herdeiros desse fardo. Ela explica que, do total a ser transmitido para as futuras gerações, o titular dos recursos deve obrigatoriamente destinar 50% aos herdeiros necessários, que podem ser filhos, cônjuges ou pais, se ainda estiverem vivos. Os outros 50% têm destinação livre. No escritório, alguns clientes optam por destinar os 50% de destinação livre diretamente aos filhos, segundo Molinar. Ela explica que, com essa decisão, evita-se pagar o ITCMD duas vezes: primeiro, no falecimento do titular dos bens e direitos, e depois, quando o cônjuge também vier a falecer.

    Fernandes, da Blue3, acredita que o processo de transferência de riqueza traz várias oportunidades e desafios para as gestoras de patrimônio. Entre as oportunidades, destaca-se a chance de oferecer mais produtos e serviços, já que as novas gerações estão mais dispostas a ouvir os consultores, de acordo com o líder de Planejamento Patrimonial da Blue3 Investimentos. Ele diz que essas gerações tendem a ser mais abertas à inovação e a diversificar mais seus investimentos e soluções. Por outro lado, ele enxerga como um desafio o que chama de \”menor lealdade dos clientes\”, o que exige uma maior adaptação por parte dos consultores.

    O responsável pelo planejamento sucessório da Petrópolis Invest-XP, afirma que, famílias com patrimônios em torno de R$ 10 milhões já consideram essencial um planejamento sucessório estruturado. A EQI Investimentos destaca que clientes com esse perfil patrimonial frequentemente possuem um total de cerca de R$ 50 milhões, tornando o planejamento fundamental.

    Desafios das novas gerações

    O estudo \”Navigating the Future of Wealth 2024\” da Multipolitan prevê que as gerações Y e Z herdarão aproximadamente US$ 84 trilhões globalmente até 2045, marcando a maior transferência de riqueza intergeracional da história. Isso levanta a questão: estão essas gerações preparadas para gerir essas fortunas? Eduardo Fernandes alerta que a falta de preparo entre herdeiros é preocupante no Brasil, agravada pela tendência de casais terem filhos mais tarde, resultando em herdeiros jovens e sem a experiência necessária para administrar recursos familiares.

    Molinar observa que muitos herdeiros não têm interesse em gerir o patrimônio herdado após a perda dos patriarcas, mas não abrem mão dos recursos. Com frequência, a gestão de empresas e investimentos é terceirizada, enquanto os ativos permanecem no núcleo familiar.

    Já para Finelli, que possui 28 anos no mercado de sucessão patrimonial, afirma que percebe um contraste entre famílias do interior do Brasil, que geralmente mantêm seus negócios dentro do grupo familiar, e os herdeiros dos grandes centros, que preferem seguir caminhos próprios, sem abrir mão dos recursos herdados.

    Sucessão patrimonial sem planejamento pode subtrair 20% da herança