A atriz voltou a falar sobre as duas hemorragias cerebrais sofridas durante as gravações da série e contou que, por muito tempo, acreditou que não sobreviveria.
ADRIELLY SOUZA
SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Hoje lembrada mundialmente pelo papel de Daenerys Targaryen em “Game of Thrones”, Emilia Clarke revelou que viveu um dos períodos mais difíceis de sua vida justamente no auge do sucesso da produção.
A atriz voltou a falar sobre as duas hemorragias cerebrais sofridas durante as gravações da série e contou que, por muito tempo, acreditou que não sobreviveria.
Segundo Emilia, a primeira crise aconteceu pouco depois do encerramento das gravações da primeira temporada. Na época, ela enfrentava a pressão repentina da fama internacional e uma rotina intensa de trabalho. O problema começou durante um treino em uma academia, em Londres.
“A sensação era como se um elástico tivesse estourado dentro da minha cabeça”, contou a atriz ao descrever a dor intensa que sentiu naquele momento.
Ela relembrou que chegou a rastejar até o banheiro por não conseguir ficar em pé. Enquanto aguardava ajuda médica, uma das maiores preocupações era perder o trabalho que havia acabado de transformar sua vida.
“Eu repetia para mim mesma que era atriz. Tinha medo de que me vissem como alguém frágil”, afirmou.
A atriz também disse que sentia vergonha pela situação e evitava demonstrar vulnerabilidade diante da equipe da série. Segundo ela, o receio de ser considerada incapaz de continuar trabalhando acabou tornando o período ainda mais angustiante.
Após exames, Emilia recebeu o diagnóstico de aneurisma cerebral. Apesar do susto, decidiu continuar trabalhando em “Game of Thrones” enquanto seguia em recuperação.
Anos depois, durante uma temporada em Nova York, onde atuava em uma peça da Broadway, a atriz sofreu um segundo aneurisma. Desta vez, a situação foi ainda mais delicada e exigiu uma cirurgia cerebral de emergência depois que um procedimento inicial apresentou complicações.
“Meus pais estavam no hospital e os médicos desciam o tempo inteiro dizendo que achavam que eu não sobreviveria”, relembrou.
Emilia contou que as consequências emocionais da segunda hemorragia foram profundas. Segundo ela, a experiência mudou completamente sua forma de enxergar o mundo e lidar com as emoções.
“O maior impacto foi emocional. Depois disso, fiquei muito mais sensível”, disse.
Mesmo enfrentando dores, inseguranças e o medo constante da morte, a atriz afirmou que insistiu em seguir trabalhando durante o período mais crítico das gravações. Ela chegou a acreditar que permanecer no set era a única forma de continuar forte emocionalmente.
“Pensei: se eu morrer, que seja ao vivo na TV”, afirmou, em tom de desabafo. A atriz ainda disse que o trabalho teve papel fundamental em sua recuperação emocional. “Sem meu trabalho, eu realmente não sei o que teria feito”, completou.

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