João Marcello Bôscoli reage às críticas de César Camargo Mariano sobre a remasterização de Elis 73, relembra episódio após a morte da mãe e afirma que o músico deveria “ficar em silêncio” sobre o trabalho
O produtor musical João Marcello Bôscoli voltou a se pronunciar sobre a polêmica envolvendo a remasterização do álbum Elis 73 e respondeu diretamente às críticas feitas pelo pianista César Camargo Mariano, que foi marido de Elis Regina e é pai de Maria Rita e Pedro Mariano.
A controvérsia ganhou força após César afirmar que o processo de remasterização teria desrespeitado o trabalho original feito por ele e pela cantora. João Marcello, no entanto, rebateu as declarações e afirmou que o ex-padrasto não deveria interferir na condução do projeto.
Em entrevista ao jornalista Julio Maria, no projeto Prosa no Fino, o filho mais velho de Elis fez críticas duras e relembrou episódios pessoais do passado. Ele afirmou que, após a morte da mãe, viveu um momento de abandono familiar.
“Fui uma criança que foi abandonada depois que minha mãe morreu. Quando ele foi buscar os filhos dele, eu não estava em casa. Perdi minha mãe em uma terça-feira e, na quinta, perdi minha família”, disse.
João Marcello também questionou a postura do músico diante da discussão pública. “Para quem fez isso, na minha opinião, ele fala demais. Poderia ficar em silêncio. Se quer dinheiro, que faça isso sem expor. Não atrapalhe a vida da minha mãe nem a minha”, afirmou.
O produtor ainda declarou que, ao longo dos anos, evitou expor episódios envolvendo o ex-padrasto. “Tive que poupá-lo no meu livro e continuo lidando com isso até hoje”, completou.
Ver essa foto no Instagram
A disputa entre os dois ocorre em meio às revisitações da obra de Elis Regina, uma das maiores vozes da música brasileira. A cantora morreu em 1982, aos 36 anos, vítima de uma overdose acidental relacionada ao uso de cocaína, álcool e medicamentos, versão que chegou a ser questionada por pessoas próximas à artista.

Deixe um comentário