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  • STF se reúne com cúpula do Congresso e fala em regra de transição sobre penduricalhos

    STF se reúne com cúpula do Congresso e fala em regra de transição sobre penduricalhos

    Em nota, o STF afirmou que “como encaminhamento, deliberou-se que nos próximos dias será formulada proposta de regra de transição, em respeito à Constituição e aos limites do teto constitucional”.

    LUÍSA MARTINS E AUGUSTO TENÓRIO
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, discutiu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a criação de uma regra de transição sobre o pagamento de penduricalhos salariais no serviço público. Eles conversaram nesta terça-feira (24), véspera do julgamento no plenário da corte sobre esse tipo de benefício.

    Em nota, o STF afirmou que “como encaminhamento, deliberou-se que nos próximos dias será formulada proposta de regra de transição, em respeito à Constituição e aos limites do teto constitucional”.
    Os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino, relatores de ações relacionadas ao assunto no STF, participaram do encontro. Também estavam presentes o vice-presidente da corte, Alexandre de Moraes, além do do presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Vital do Rego, e o vice-procurador geral da República, Hindemburgo Chateaubriand.

    Segundo interlocutores, Motta e Alcolumbre sinalizaram que não há tempo hábil para edição de uma lei que discipline o pagamento dos penduricalhos. A cúpula do Congresso listou outras prioridades do Legislativo, além do calendário de votação apertado pela campanha eleitoral.

    O Congresso tem como objetivo votar no primeiro semestre deste ano propostas como o PL Antifacção, a PEC da Segurança Pública, o fim da escala 6×1 e o acordo Mercosul-União Europeia, por exemplo.

    O temor é que um projeto sobre penduricalhos atrapalhe o andamento dessas pautas.

    No dia 5 de fevereiro, Dino havia determinado que o Congresso regulamentasse esse tipo de verba. Ainda de acordo com a decisão, sem uma nova lei os três Poderes seriam obrigados a, em 60 dias, reavaliar o fundamento legal de todas as verbas remuneratórias e indenizatórias pagas aos seus servidores.

    A cúpula do Congresso também manifestou à corte a impossibilidade de se realizar um pente fino nos penduricalhos dentro desse prazo.

    A cruzada contra os penduricalhos se tornou um tema central no STF, que vive uma crise de imagem causada pelos escândalos do caso Master. O questionamento a esse tipo de pagamento, que funciona como um bônus que permitia a alguns servidores receberem salários que ultrapassam o teto constitucional, chegou à corte por meio de uma reclamação de procuradores municipais de Praia Grande (SP).

    Dino suspendeu esse tipo de pagamento e considerou que há um vácuo legislativo sobre o assunto. Segundo ele, a Constituição determina que somente verbas indenizatórias previstas em lei nacional poderiam ficar fora do teto. Apesar disso, essa lei ainda não foi editada pelo Congresso Nacional.

    Na sua decisão, Dino determinou que, caso o Congresso “não cumpra o seu dever de legislar e mantenha a omissão inconstitucional”, caberá “exclusivamente ao STF examinar a fixação de regime transitório”.

    Apesar da sinalização de uma regra de transição, Fachin manteve para esta quarta-feira (25) o julgamento no plenário. Segundo apurou a Folha de S.Paulo, os ministros tendem a referendar a liminar do ministro Flávio Dino que suspendeu os penduricalhos nos salários de servidores públicos, embora haja ressalvas quanto ao método utilizado pelo relator para proferir sua decisão.

    O principal desconforto de uma ala de ministros é com o fato de Dino ter analisado uma reclamação que dizia respeito tão somente a procuradores municipais de Praia Grande e estendido seus efeitos para o funcionalismo público de todos os níveis da federação.

    Na decisão que suspendeu os penduricalhos, Dino citou que o STF tem invalidado normas que criam parcelas remuneratórias pagas a servidores para exercerem atribuições que já fariam parte da sua rotina.

    Em outra frente, o ministro Gilmar Mendes decidiu nesta segunda-feira (23) que verbas de natureza indenizatória só podem ser pagas a integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público quando estiverem expressamente previstas em lei aprovada pelo Congresso Nacional.

    A liminar foi concedida em ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria-Geral da República e será submetida ao plenário do STF para votação.

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  • Allianz Parque avança para fim da reforma após shows do Bad Bunny

    Allianz Parque avança para fim da reforma após shows do Bad Bunny

    FLAVIO LATIF
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A reforma no gramado do Allianz Parque teve uma nova atualização no dia desta terça-feira (24): após os shows de Bad Bunny, funcionários estão fazendo a instalação do shockpad -que é uma base sob a grama sintética que absorve impactos e ajuda na drenagem.

    Após o shockpad, serão instalados os tapetes da nova grama sintética e a areia e a cortiça, os componentes do sintético do estádio. Apesar do avanço na reforma, o estádio segue sem data para ser devolvido ao Palmeiras.
    Uma das dificuldades na reforma tem sido as chuvas em São Paulo. Com as chuvas frequentes e os shows em sequência não foi possível encontrar uma data para instalar o shockpad, e atrasou as outras etapas.

    O Palmeiras foca em se classificar no Paulistão contra o São Paulo para depois entender o cenário para contar com o Allianz em um possível segundo jogo da final do estadual. O São Paulo, por exemplo, não terá o Morumbis e já definiu que se avançar à final jogará no Brinco de Ouro.

    O custo total da troca do gramado é de aproximadamente R$ 11 milhões. O investimento foi feito pela Real Arenas, braço da WTorre que gere o estádio.

    Allianz Parque avança para fim da reforma após shows do Bad Bunny

  • Justiça mantém condenação da Volkswagen por trabalho escravo

    Justiça mantém condenação da Volkswagen por trabalho escravo

    Com a decisão, proferida durante sessão ordinária realizada hoje (24), a montadora deverá arcar com a indenização de R$ 165 milhões, destinada ao financiamento de medidas de proteção a trabalhadores e trabalhadoras, como o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

    O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) manteve a condenação da Volkswagen por praticar trabalho escravo contemporâneo durante a ditadura civil-militar, na Fazenda Vale do Rio Cristalino, em Santana do Araguaia (PA).

    Com a decisão, proferida durante sessão ordinária realizada hoje (24), a montadora deverá arcar com a indenização de R$ 165 milhões, destinada ao financiamento de medidas de proteção a trabalhadores e trabalhadoras, como o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

    O caso foi denunciado em ação civil pública, ou seja, coletiva, do Ministério Público do Trabalho (MPT), que se mobilizou para obter, além da indenização por danos morais, retratação pública da companhia e a implementação de ferramentas como protocolos que agilizem sua resposta em episódios parecidos, um canal de denúncias e a realização de ações de fiscalização.

     

    A condenação da Volkswagen foi anunciada em agosto do ano passado. Diante da decisão do juiz Otávio Bruno da Silva Pereira, do TRT8, havia entrado com recurso para tentar revertê-la, levando o processo à segunda instância.

    Na sessão desta terça-feira, o presidente da 4ª turma da Corte, desembargador Carlos Zahlouth Júnior, destacou que, à época dos crimes, a polícia abriu inquérito, mas optou por arquivá-lo. Destacou, ainda, a perseguição, em São Bernardo do Campo (SP), a opositores do regime instaurado com o golpe de 1964, com a participação de parte do empresariado brasileiro. 

    “Também reconheço que foi uma das raras empresas que reconheceram seu passado”, acrescentou. 

    Ao discursar, a desembargadora Alda Maria de Pinho Couto foi no mesmo sentido, apontando para a prática reiterada de violação dos direitos dos trabalhadores. Conforme emendou, trata-se “de um sistema organizado de exploração humana”, caracterizado, inclusive, pelo tráfico de pessoas.

    A Fazenda Vale do Rio Cristalino pertencia à Companhia Vale do Rio Cristalino Agropecuária Comércio e Indústria (CVRC), uma subsidiária da Volkswagen. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que acompanha o caso, “a propriedade em questão, com cerca de 140 mil hectares – quase o tamanho da cidade de São Paulo –, recebeu incentivos fiscais e recursos públicos para a criação de gado à época, tornando-se um dos maiores polos do setor, acentuando a responsabilidade institucional da empresa.”

    Para garantir justiça aos trabalhadores explorados, por meio da responsabilização da fabricante alemã, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) reuniu provas das violações de direitos e buscou apoio de parlamentares para dar mais visibilidade a elas. Até agora a entidade acompanha o andamento dos processos judiciais em tramitação. Em outro processo, paralelo à ação civil pública, quatro trabalhadores escravizados pedem, cada um, R$ 1 milhão por danos morais e R$ 1 milhão por danos existenciais.

    Os trabalhadores foram atraídos em circunstâncias bastante semelhantes às de outras vítimas desse tipo de crime. Intermediários contratados pela Volkswagen, chamados popularmente de “gatos”, que fazem a ponte entre quem escraviza e as vítimas escravizadas, se aproximaram deles com promessas de trabalho digno, condição jamais oferecida de fato.

    Procurada pela Agência Brasil, a equipe da Volkswagen em operação no Brasil afirmou que “seguirá em busca de segurança jurídica nas esferas superiores do Judiciário brasileiro.

    “Com legado de mais de 70 anos e como uma das maiores empregadoras do Brasil, a Volkswagen reafirma seu compromisso permanente com o respeito absoluto à Constituição Federal, às leis brasileiras e aos princípios internacionais de direitos humanos, que orientam sua atuação como uma das maiores empregadoras do país. A empresa repudia qualquer forma de trabalho forçado, degradante ou análogo à escravidão e reitera sua dedicação histórica à promoção de um ambiente laboral digno, ético e responsável.”

    Em seu site em inglês, a montadora informa que, no primeiro semestre de 2025, faturou 158,4 bilhões de euros, mesmo tendo desempenho pior do que o primeiro semestre de 2024. Seu relatório mostra que 4,36 milhões de vendas foram fechadas, contra 4,34 milhões do período anterior.

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  • No BBB 26, Jordana fala sobre romance com filho de Amado Batista

    No BBB 26, Jordana fala sobre romance com filho de Amado Batista

    “Eu estou cantando música do ex-sogro de Jordana. Passada”, reagiu Maxiane ao saber do envolvimento. A advogada confirmou a história e aproveitou para relembrar o affair com o filho do cantor. “A primeira vez que eu andei de jatinho foi no jatinho do Amado Batista”, disse.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma revelação movimentou a madrugada desta terça (24) no quarto Sonho de Voar, no BBB 26. Enquanto Maxiane Rodrigues cantava um sucesso de Amado Batista, Jordana Morais revelou que já se relacionou com o filho do cantor.

    “Eu estou cantando música do ex-sogro de Jordana. Passada”, reagiu Maxiane ao saber do envolvimento. A advogada confirmou a história e aproveitou para relembrar o affair com o filho do cantor. “A primeira vez que eu andei de jatinho foi no jatinho do Amado Batista”, disse.

    Ao ser questionada por Marciele Albuquerque se se tratava do “boyzinho de Goiânia” que ela já havia comentado antes, Jordana confirmou e detalhou que conheceu o ex por meio de uma amiga de infância da escola, parente do cantor.

    O relacionamento, segundo ela, durou bastante tempo. “Foi o boy que me tirou de um relacionamento tóxico, mas também não valia nada, tá?”, disparou. A sister ainda admitiu que já tinha se segurado em outras conversas para não revelar o segredo, mas dessa vez resolveu revelar.

    No BBB 26, Jordana fala sobre romance com filho de Amado Batista

  • Renovar com Memphis não contraria corte de gastos do Corinthians, diz Paz

    Renovar com Memphis não contraria corte de gastos do Corinthians, diz Paz

    IGOR SIQUEIRA E RODRIGO MATTOS
    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O diretor de futebol do Corinthians, Marcelo Paz, disse que o movimento de renovação de contrato com Memphis Depay não contraria a política de corte de gastos do clube.

    “Se estiver dentro do orçamento, não é contrasenso. O que importa é o todo estar dentro do orçamento. O custo do Memphis está dentro do orçamento do Corinthians, então não seria um contrasenso. Contrasenso é estourar o orçamento”, disse o dirigente.

    Na CBF para uma reunião de clubes e federações com o presidente de La Liga, Javier Tebas, Marcelo Paz ainda explicou que há outras questões na fila antes de discutir, de fato, o novo contrato do holandês.

    “Atualmente, a prioridade é a resolução da pendência com o Talleres, evitando possíveis sanções. O presidente Osmar esteve na Argentina e se reuniu com o presidente Andrés Fassi, restabelecendo o diálogo. Acredito que a possibilidade de sanções se tornou menos provável, com a negociação de um acordo se mostrando mais favorável. Após a resolução dessa questão, passaremos a negociar a dívida com o Memphis. Concluídas essas negociações, poderemos tratar da possível renovação, que é de interesse tanto do Corinthians quanto do atleta”, comentou o dirigente.

    O corte de gastos está no tamanho suficiente? “O corte está sendo feito conforme foi determinado pelo orçamento do clube de 2025, no final de 2025 para o exercício de 2026. Já foi feito um corte substancial e essa mudança de postura do Corinthians no mercado, de não gastar com transfer, com aquisições de jogadores, é o maior exemplo disso. Um clube da grandeza do Corinthians naturalmente compra jogadores, como os demais clubes da Série A estão comprando. 8 milhões de euros, 10 milhões de euros, 6 milhões de euros. O remo que acabou de subir tem investimentos em compra muito maiores do que o Corinthians, por exemplo. Então isso já é um corte na carne bem substancial. E cabe a gente ter essa disciplina, esse rigor. Respeitando o orçamento do clube, mas acima de tudo também entregando resultados esportivos. A gente tem que ter um time competitivo para brigar, porque é o que o Corinthians historicamente sempre fez”.

    Qual o nível de competitividade financeira do Corinthians com os rivais nesta terça-feira (24)? “Em termos de investimento, a capacidade financeira é limitada. Estamos construindo um time com recursos mínimos. Recentemente, vi estatísticas que indicam que o Corinthians está entre os últimos em investimento na Série A na formação do elenco, considerando a aquisição de direitos econômicos”.

    Dá para competir sem comprar jogadores? “Não se trata de salários, que são uma questão diferente. Conseguimos manter uma folha salarial competitiva, mas sem grandes investimentos em aquisição de direitos, luvas e outras taxas de transferência. Essa foi a missão que me foi confiada pelo presidente Osmar. Portanto, estaremos distantes das primeiras posições em termos de investimento. No entanto, almejamos alcançar as primeiras posições em campo. Contamos com um time competitivo, um elenco qualificado e um excelente treinador, além de jogadores de seleção”.

    Metas para o ano. “Acreditamos que lutaremos por posições de destaque, como é tradição no Corinthians, atual campeão da Copa do Brasil. Neste ano, almejamos uma posição no Campeonato Brasileiro diferente dos anos anteriores. Os próprios jogadores assumiram esse compromisso. Contudo, sem grandes investimentos. O momento é de reestruturação financeira, de equilíbrio, de evitar novas dívidas para que as existentes sejam sanadas e diminuídas, permitindo que o clube, no futuro, tenha mais condições de investir na aquisição de direitos econômicos e de jogadores.”

    Renovar com Memphis não contraria corte de gastos do Corinthians, diz Paz

  • Natalie Portman explica por que pediu para participar da animação 'Arco', indicada ao Oscar

    Natalie Portman explica por que pediu para participar da animação 'Arco', indicada ao Oscar

    Mesmo que não lhe faltem convites, não foi o que ocorreu com “Arco”, que estreia na quinta-feira (26) nos cinemas brasileiros. Natalie ficou tão encantada com a história e com os traços do francês Ugo Bienvenu que pediu na hora para fazer parte do projeto.

    VITOR MORENO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Aos 44 anos, Natalie Portman pode escolher com bastante critério os projetos aos quais deseja emprestar seu nome. Com uma carreira que começou aos 12 -e já com grande destaque em “O Profissional” (1994)-, ela se dividiu entre filmes que lhe deram prestígio (e um Oscar), como “Cisne Negro” (2010), e outros que lhe renderam estabilidade financeira, como os do Universo Cinematográfico da Marvel.

    Mesmo que não lhe faltem convites, não foi o que ocorreu com “Arco”, que estreia na quinta-feira (26) nos cinemas brasileiros. Natalie ficou tão encantada com a história e com os traços do francês Ugo Bienvenu que pediu na hora para fazer parte do projeto.

    “Conheci o Ugo por meio de um amigo mútuo que estava trabalhando com ele em algo mais comercial e mencionou que ele estava preparando seu primeiro filme”, diz a atriz à reportagem. “Perguntamos se podíamos assistir ao que tinham até então e vimos 40 minutos do esboço.”

    Foi o suficiente para ela ser arrebatada pelo universo criado por Bienvenu em parceria com o coroteirista Félix de Givry. “De cara, ficou óbvio o quão linda era a arte, o quão única era a visão deles e a urgência da história que tinham para contar”, afirma Natalie. “Pedi para fazer parte imediatamente.”

    Era o impulso que o filme precisava. Natalie entrou com a produtora MountainA, que mantém em sociedade com Sophie Mas, e fez o filme ganhar atenção desde a estreia mundial, que ocorreu no Festival de Cannes de 2025. Depois, venceu o Festival de Annecy, vitrine importante para animações, e entrou no circuito de Hollywood, com indicação ao Globo de Ouro e vitória no Annie Awards.

    No próximo dia 15, “Arco” chega como azarão ao Oscar, diante de campeões de bilheteria como “Zootopia 2” e de popularidade como “Guerreiras do K-pop”. Mas, caso ganhe, Natalie subirá ao palco ao lado de Bienvenu como produtora do filme.

    Mas, afinal, do que trata a animação? Na trama, o menino Arco, de 10 anos, vive com a família no ano de 2932. Ele morre de inveja da irmã, que pode viajar no tempo, assim como fazem seus pais, já que isso só é permitido a maiores de 12 anos.

    Uma noite, sem ninguém ver, Arco pega a roupa de voo da irmã, que é a responsável por fazê-la se transportar entre diversas eras, e sai tentando encontrar dinossauros, pelos quais é fascinado. Sem nenhum treinamento para aquilo, ele acaba indo parar no ano de 2075, onde fica preso.

    Lá, ele conhece a pequena e solitária Iris, de quem fica amigo. Juntos, os dois vivem diversas aventuras tentando escapar de um trio de irmãos conspiracionistas, da polícia e dos perigos que as mudanças climáticas provocaram na Terra (de chuvas torrenciais e incêndios massivos). Enquanto isso, tentam encontrar um jeito de fazer Arco voltar para casa.

    Bienvenu diz que a ideia do filme surgiu há cerca de sete anos. “Sentia que estávamos vivendo em um filme de ficção científica muito ruim”, explica à reportagem. “Pensei que talvez os escritores de ficção científica fossem responsáveis, de certa forma, pela maneira como vivemos agora, e que talvez fosse a nossa vez de imaginar coisas melhores para que elas pudessem acontecer.”

    Por isso, ele conta que quis fugir do padrão da ficção científica distópica, em que todos estão lidando com as consequências de alguma catástrofe. “O ser humano tem a tendência de imaginar sempre o pior, pois para dramatizar e contar histórias o ‘ruim’ costuma ser mais prático”, avalia.

    “Mas eu queria trazer luz para o mundo, não sombras ou escuridão”, continua. “Queria dar um abraço na humanidade e pavimentar o caminho para nossos filhos, contando com a imaginação, sentimentos e compartilhamento, em vez de apenas números.”

    Sobre a identidade visual do filme, que tem traços retrô e uma explosão de cores, ele conta que apenas seguiu o que já vinha fazendo em trabalhos anteriores. “Sou ilustrador há mais de 15 anos e desenho quadrinhos há cerca de 13 anos”, lembra. “Não busquei um estilo especial para este filme; esse é o meu estilo.”

    Bienvenu diz que, em seu processo criativo, história e imagem caminharam juntos. “Minha escrita é muito relacionada ao meu traço, comenta. Eu fazia o storyboard e escrevia ao mesmo tempo, de modo que as imagens influenciavam a escrita e a escrita influenciava os storyboards.s. No meu trabalho, tudo sempre caminha junto.”

    “ARCO”
    Quando Estreia 26/2 nos cinemas
    Classificação 10 anos
    Produção Ugo Bienvenu, Natalie Portman, Sophie Mas e Félix de Givry
    Direção Ugo Bienvenu

    Natalie Portman explica por que pediu para participar da animação 'Arco', indicada ao Oscar

  • CPI questiona Meta sobre lucros da bigtech com o crime na internet

    CPI questiona Meta sobre lucros da bigtech com o crime na internet

    O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ressaltou que os lucros com anúncios de golpes e fraudes praticados na internet geram bilhões de dólares em receitas, dinheiro que incentivaria a manutenção desses conteúdos nas plataformas.

    A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado questionou, nesta terça-feira (24), a empresa Meta – dona do Whatsapp, Facebook e Instagram – sobre os ganhos econômicos que a multinacional dos Estados Unidos (EUA) teria com a prática de crimes nas plataformas digitais.

    O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ressaltou que os lucros com anúncios de golpes e fraudes praticados na internet geram bilhões de dólares em receitas, dinheiro que incentivaria a manutenção desses conteúdos nas plataformas.

    “Ao que tudo indica, a Meta deliberadamente vem dificultando a atuação das autoridades, porque, ao criptografar conteúdo inadvertidamente, mesmo com relatos internos de que essa criptografia vai favorecer o crime, assim o fez”, afirmou o relator.

    A criptografia de ponta a ponta é o mecanismo que impede que terceiros tenham acesso ao conteúdo das conversas do Whatsapp ou do Messenger do Facebook e Instagram, que são os bate-papos privados dessas plataformas.

    Para Vieira, a empresa pode agir dessa forma porque reduz o risco de ter que arcar com indenizações, uma vez que a Justiça não tem acesso a conteúdos que prejudicaram vítimas, por exemplo, de exploração sexual.  

    O senador diz acreditar que a opção da Meta por permitir a divulgação de conteúdo criminoso é feita sem prejuízo da imagem da empresa, por ela ser uma gigante mundial sem concorrentes.

    “É um megamonopólio de comunicação, e, de fato, a gente vai ter que chegar a algum ponto de regulamentação aqui, via lei. A gente tem divergências pontuais com relação a ajustes, a conteúdos, mas o fato é que nós temos um problema gravíssimo nesse avanço digital na sociedade”, ponderou.

    A plataforma Meta enfrenta ação judicial nos Estados Unidos (EUA) por, supostamente, facilitar a exploração sexual de crianças e adolescentes e promover conteúdos ilegais para lucrar com isso. A gigante da tecnologia nega as acusações. 

    O uso de redes sociais para exploração sexual atinge outras plataformas, como a X. A União Europeia abriu investigação, em janeiro deste ano, sobre o uso da Inteligência Artificial (IA) Glok, da plataforma X, para criar imagens sexualizadas de pessoas reais, incluindo crianças e adolescentes.

    Audiência no Senado

    Na CPI do Crime Organizado no Senado brasileiro, o relator Alessandro Vieira decidiu pedir a oitiva do diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister, para ter mais informações sobre notícias da imprensa que revelariam que a bigtech teria ganhos bilionários com as fraudes e crimes praticados na internet.

    “Tais documentos indicam que a Meta obteve um faturamento de aproximadamente US$ 16 bilhões em 2024, proveniente da veiculação de anúncios de golpes e produtos proibidos. Este valor representaria cerca de 10% da receita anual total da companhia”, justificou o parlamentar sergipano.

    No lugar do diretor-geral da Meta, a empresa enviou para oitiva na CPI a diretora de políticas econômicas para América Latina da bigtech, a Yana Dumaresq Sobral Alves. Ela negou que a empresa tenha interesses econômicos nos anúncios de fraudes e golpes.

    “[Temos] interesse de manter nossas plataformas longe de atores maliciosos, de conteúdos fraudulentos; dizer que isso não está alinhado aos nossos interesses comerciais, tê-los e abrigá-los nas nossas plataformas. Por isso que nós adotamos medidas robustas, proativas e em tempo real para detectar e bloquear campanhas fraudulentas”, afirmou.

    A representante da Meta acrescentou que a empresa já teve resultados reconhecidos por autoridades de segurança pública e pelo Judiciário no combate às fraudes na internet, “com decisões julgando improcedentes os pedidos de condenação por suposta omissão”.

    Ainda segundo a diretora da Meta, as equipes da companhia desarticularam quase 12 milhões de contas no Facebook, Instagram e WhatsApp que estavam associadas a centros criminosos de golpes, além de ter removido 134 milhões de anúncios fraudulentos em todo o mundo em 2025.

    “A confiança em nossas plataformas é condição absoluta para o sucesso de nossos negócios. Nosso objetivo é proteger usuários e empresas contra práticas enganosas”, concluiu.

    Documentos internos vazados

    O senador Vieira questionou Yara sobre notícia da agência Reuters, de dezembro de 2025, que afirma que documentos internos da Meta orientam os gestores da empresa a evitarem regulação estatal que busca derrubar anúncios de golpes na internet. 

    “Trabalho com esse tema dentro da empresa há mais de dois anos e meio, nunca vi nenhum documento, e não me lembro de ter visto nenhum documento que trouxesse esse tipo de interesse ou de abordagem”, respondeu Yara, diretora da Meta de política econômica para América Latina.

    Exploração sexual de crianças e adolescentes

    O relator da CPI, Alessandro Vieira, quis saber ainda se a Meta tem capacidade de detectar e impedir a divulgação de imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes nas redes sociais. O senador citou estudos que mostram o uso das plataformas para o aliciamento de crianças.  

    “Em 2020, um relatório da ONG  Human Trafficking Institute diz que o Facebook foi a plataforma mais utilizada por traficantes sexuais para aliciar e recrutar crianças: 65% dos casos de aliciamento e recrutamento de crianças se deram através da plataforma de vocês”, destacou o senador.

    A diretora da Meta Yara Alves não soube responder, com precisão, se a companhia pode identificar conteúdos de pornografia infantil, evitando a divulgação desse tipo de conteúdo.

    “Não sei explicar para o senhor se as nossas ferramentas de detecção proativa, a partir de metadados, etc., são suficientes para impedir a transferência de fotos, como o senhor falou especificamente, mas quero colocar aqui o time da Meta à disposição desta Comissão”, disse.

    Ao mesmo tempo, a chefe da Meta destacou que o combate a exploração sexual de crianças e adolescentes é uma prioridade da multinacional, que tomou meditas para controle, pelos pais, de contas de adolescentes.

    “O tema de crianças e adolescentes dentro da Meta é um tema de altíssima prioridade e conta com diversos times dedicados na área de produto, na área de compliance, na área de jurídico, política pública, operações”, afirmou.

    Perguntas sem respostas

    A diretora da gigante da tecnologia também não soube responder questões apresentadas pelos senadores em temas específicos, como de limites da criptografia ou sobre o uso de algorítmicos nas redes sociais para favorecer determinados conteúdos políticos.

    A falta de domínio sobre alguns assuntos levou o relator da CPI a solicitar que seja chamado, novamente, o diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister.

    “A empresa informou, ao pedir a substituição do diretor-geral por vossa excelência, que a senhora teria condições de atender perfeitamente [a CPI]. Novamente, em benefício desse princípio de boa-fé, que é tão bom nas relações, vamos entender que foi um erro de avaliação e vamos reiterar a convocação do diretor-geral”, disse o relator da Comissão.

    CPI questiona Meta sobre lucros da bigtech com o crime na internet

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  • Ator é morto a tiros na frente dos filhos em Salvador

    Ator é morto a tiros na frente dos filhos em Salvador

    De acordo com as informações, Moisés estava com familiares quando dois homens chegaram em uma motocicleta e efetuaram disparos contra ele. Até esta terça-feira (24), ninguém havia sido preso.

    O ator Moisés Trindade foi morto a tiros na noite de segunda-feira (23), em Salvador, nas proximidades do bar de sua propriedade, localizado no bairro da Calçada. O crime ocorreu diante de dois de seus três filhos e também dos pais do artista.

    De acordo com as informações, Moisés estava com familiares quando dois homens chegaram em uma motocicleta e efetuaram disparos contra ele. Até esta terça-feira (24), ninguém havia sido preso.

    O ator integrava o coletivo Fatos de Favela, formado por moradores de comunidades de Salvador. Criado em 2019, o grupo reúne cerca de 33 mil inscritos e produz conteúdos que retratam o cotidiano das favelas. Embora os participantes utilizem simulacros de armas de fogo nas gravações, a proposta é transmitir uma mensagem de conscientização. “Trazendo a realidade das favelas, o crime não compensa”, diz o perfil.

    Além desse projeto, Moisés também participava do canal Pé no Chão, lançado no fim de 2025 ao lado de amigos do próprio bairro da Calçada.

    Nas redes sociais, os dois coletivos publicaram homenagens lamentando a morte do ator. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento.

    O caso está sob investigação da 3ª Delegacia de Homicídios, que trabalha para esclarecer a autoria e a motivação do assassinato.

    Ator é morto a tiros na frente dos filhos em Salvador

  • Campeão com a Seleção em 1994, ex-atacante é condenado à prisão

    Campeão com a Seleção em 1994, ex-atacante é condenado à prisão

    O ex-atacante Paulo Sérgio Rosa, conhecido no futebol como Viola, recebeu condenação de 3 anos e 10 meses de prisão em regime aberto por porte ilegal de arma de fogo. A ação judicial teve início em 2012, após denúncia apresentada por sua ex-esposa.

    Naquele ano, o ex-jogador se trancou em casa com o filho depois de perder a guarda da criança para a ex-mulher. A polícia foi acionada e, ao chegar ao imóvel, encontrou uma espingarda, um revólver e munições. Em razão do episódio, Viola permaneceu preso por cinco dias.

    O caso foi analisado pelo juiz Gustavo Nardi, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que acolheu a solicitação do Ministério Público e determinou a condenação. Apesar da sentença, a pena privativa de liberdade foi convertida em prestação de serviços comunitários pelo mesmo período estabelecido, em entidade que será indicada pelo Juízo de Execuções.

    Além disso, o ex-atleta deverá arcar com multa equivalente ao valor do salário-mínimo vigente em 2012, ano em que o processo foi aberto. A defesa ainda pode recorrer da decisão.

    Hoje com 57 anos, Viola integrou a seleção brasileira campeã do mundo em 1994. Ao longo da carreira, acumulou passagens por clubes de destaque, como Corinthians, Palmeiras, Santos e Vasco, além de experiências no futebol da Turquia e da Espanha.

    Campeão com a Seleção em 1994, ex-atacante é condenado à prisão

  • Justiça proíbe Marçal de ir a 'bar, boate e casa de prostituição'

    Justiça proíbe Marçal de ir a 'bar, boate e casa de prostituição'

    As condições fazem parte do entendimento firmado após Marçal divulgar, dois dias antes do primeiro turno de 2024, um laudo médico falso atribuindo a Guilherme Boulos um surto psicótico grave decorrente do uso de cocaína.

    A Justiça Eleitoral de São Paulo impôs uma série de medidas restritivas a Pablo Marçal no âmbito de um acordo que suspendeu a ação penal eleitoral contra ele. Pelo período de dois anos, a partir de 13 de março, ele não poderá deixar a comarca onde declara residência sem autorização judicial, deverá comparecer em juízo a cada três meses para informar e justificar suas atividades e está proibido de frequentar bares, boates e casas de prostituição.

    As condições fazem parte do entendimento firmado após Marçal divulgar, dois dias antes do primeiro turno de 2024, um laudo médico falso atribuindo a Guilherme Boulos um surto psicótico grave decorrente do uso de cocaína. À época, ambos concorriam à Prefeitura de São Paulo, e Marçal afirmava que provaria que o então deputado federal — hoje ministro — era usuário abusivo de drogas. O episódio foi interpretado como tentativa de difamação sem tempo para contestação.

    O acordo foi homologado pela juíza Maria Elizabeth de Oliveira Bortoloto, da 386ª Zona Eleitoral de Barueri. “A proposta é adequada à gravidade dos fatos narrados e conta com a anuência de ambas as partes”, escreveu. O Ministério Público Eleitoral sugeriu a suspensão condicional do processo, aceita por Marçal e por Tassio Renam Souza Botelho, que ressaltaram que a concordância não significa confissão.

    Cada acusado deverá pagar R$ 5 mil à Comunidade Terapêutica Acolhedora Filhos da Luz. O descumprimento pode reativar a ação. Segundo Fernando Neisser, da FGV-SP, “Caso Marçal siga com o mesmo comportamento, certamente terá problemas mais sérios. Mas, se cumprido o acordo, não haverá repercussão sobre a elegibilidade de Marçal.” Ainda assim, ele já está inelegível por decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, que manteve condenação de oito anos e multa de R$ 420 mil por irregularidades na campanha de 2024.

    Justiça proíbe Marçal de ir a 'bar, boate e casa de prostituição'

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