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  • Veto de Lula a supersalários para Congresso e TCU pode acelerar criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias

    Veto de Lula a supersalários para Congresso e TCU pode acelerar criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias

    Os projetos de lei vetados parcialmente pelo presidente nesta quarta foram aprovados no início do ano legislativo e previam a criação de indenizações e verbas extras que poderiam elevar os salários de alguns servidores a mais de R$ 80 mil. Este trecho acabou rejeitado por Lula

    (FOLHAPRESS) – O veto parcial do presidente Lula a projetos de lei que estabelecem reajustes a funcionários da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do TCU (Tribunal de Contas da União) pode acelerar a criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias, afirma o líder do PT, Pedro Uczai (SC).

    “Vamos enfrentar esse tema e vamos regular para todos os poderes da República”, defendeu o petista. “Ao invés de discutir derrubada do veto, vamos construir uma legislação unificada para o Brasil inteiro sobre esse tema”, afirmou ele à Folha.

    O líder da oposição, Cabo Gilberto (PL-PB), aponta que se reunirá na próxima semana com a bancada para definir os próximos passos, mas adiantou que viu o veto de Lula como “natural” e “parte do jogo democrático”. “O que eu defendo é que todos os poderes respeitem o teto”, afirmou.

    Os projetos de lei vetados parcialmente pelo presidente nesta quarta foram aprovados no início do ano legislativo e previam a criação de indenizações e verbas extras que poderiam elevar os salários de alguns servidores a mais de R$ 80 mil. Este trecho acabou rejeitado por Lula.

    O presidente também barrou a criação de licença compensatória para servidores comissionados. A proposta daria um dia de folga a cada três trabalhados em períodos como feriados, finais de semana e dias de descanso, e o servidor poderia optar por receber uma indenização ao invés da folga.

    Lula vetou ainda o escalonamento de reajustes para 2027, 2028 e 2029, sob a justificativa de que a Lei de Responsabilidade Fiscal veda a criação de despesas obrigatórias no fim do mandato que não possam ser cumpridas integralmente dentro dele.

    O petista, no entanto, sancionou o reajuste para os servidores da Câmara, do Senado e do TCU para 2026.

    A proposta de regulamentação das verbas idenizatórias precisará ser debatida por conta de uma decisão liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, de suspender o pagamento de penduricalhos (verbas indenizatórias) não previstos em lei, tomada em 5 de fevereiro.

    A decisão concedeu 60 dias para que todos os órgãos da administração revisem e suspendam pagamentos sem base legal, seja por lei nacional, estadual ou municipal. Além disso, cobrou do Congresso a edição de lei que regulamente, no âmbito nacional, quais verbas indenizatórias poderiam superar o teto.

    Segundo o ministro, enquanto isso não é feito, multiplicam-se no país os chamados penduricalhos, que vão em muitos casos contra a jurisprudência do Supremo sobre o assunto. Ele citou como exemplos “auxílio-peru”, “auxilio-panetone”, “auxílio-saúde” (independentemente da existência ou não de planos de saúde) e “gratificações de acervo processual” (que poderiam premiar quem acumula muitos processos).

    O líder do PSB, Jonas Donizetti (SP), acrescenta que o veto do presidente já estava previsto, em razão da repercussão negativa por causa da aprovação dos projetos e da decisão de Dino do início do mês. Ele afirma que aguardará o julgamento da limitar pelo STF, marcado para dia 25, para definir os rumos.

    Até agora, o assunto não foi tratado pelos líderes partidários com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    No caso da Câmara, uma reunião com os líderes dos partidos foi realizada por Motta na segunda-feira posterior à liminar, dia 9, mas ficou em torno apenas a pauta da semana. O Senado ficou esvaziado, sem sessões deliberativas. A expectativa é de retomada dos trabalhos somente no dia 24, terça-feira.

    A Folha de S. Paulo mostrou que a decisão de Dino já era vista por parlamentares como embasamento a um provável veto de Lula, que se confirmou nesta quarta-feira (18). Apesar disso, eles aguardam o julgamento da liminar pelo plenário do STF, no dia 25, para saber se haverá apoio da maioria dos ministros ou não.

    Líderes ouvidos pela reportagem afirmaram que há mais resistência no Judiciário do que nos outros Poderes em relação ao corte de penduricalhos. Dessa forma, caso o STF referende a decisão de Dino, haverá mais abertura para editar uma lei, como defende Uczai.

    O Congresso já tentou avançar com a regulamentação dos supersalários em diversas ocasiões, a última dentro da reforma administrativa proposta pela Câmara, mas o projeto travou por resistência dos servidores atingidos, geralmente localizados na cúpula do serviço público e com os melhores salários.

    A princípio, a avaliação entre alguns líderes no Congresso era de que um veto de Lula aos projetos poderia desgastar a relação entre Executivo e Legislativo, mas o mal-estar não se confirmou neste primeiro momento, em que os deputados e senadores estão fora de Brasília e até do país por causa do Carnaval.

    O caso repete outro projeto que gerou desgaste entre o presidente e parte da Câmara: quando ele vetou o aumento do número de deputados federais dos atuais 513 para 531 no ano passado. Na época, uma decisão gerou uma crise com Motta, mas uma saída foi estabelecida pelo STF, que manteve a atual composição de vagas da Câmara por Estado, sem redistribuí-las de acordo com o aumento populacional.

    Veto de Lula a supersalários para Congresso e TCU pode acelerar criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias

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  • Estimativas projetam movimentação de R$ 18,6 bilhões no carnaval

    Estimativas projetam movimentação de R$ 18,6 bilhões no carnaval

    O resultado é 10% superior ao do Carnaval do ano passado. Quanto ao público, com mais de 65 milhões de pessoas curtindo as festas em todo o país, o aumento estimado é de 22% na comparação com o mesmo período de 2025

    Os resultados positivos do Carnaval 2026 para o setor de turismo podem ser os maiores da série histórica iniciada há 15 anos.

    Estimativas divulgadas nesta Quarta-feira de Cinzas pelo Ministério do Turismo projetam uma movimentação financeira de R$ 18,6 bilhões no país, fruto da procura por acomodação, alimentação e lazer durante o Carnaval. A estimativa foi realizada com base em dados da CNC, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, e da Fecomércio SP.

    O resultado é 10% superior ao do Carnaval do ano passado. Quanto ao público, com mais de 65 milhões de pessoas curtindo as festas em todo o país, o aumento estimado é de 22% na comparação com o mesmo período de 2025.

    Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o grande movimento durante o Carnaval no Brasil é sentido por aqueles que ajudam a fazer a festa acontecer e fortalece as políticas públicas do setor.

    “Cada turista que chega fortalece a economia local. São milhares de famílias que encontram, no turismo, uma fonte digna de renda. O carnaval é um exemplo claro de como o turismo não é apenas lazer. É política pública de desenvolvimento”.

    Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, comenta a tendência de crescimento do setor, o que favorece a geração de emprego e renda.

    “Esse carnaval tem sido uma característica de um grande avanço, tanto nas áreas turísticas litorâneas, quanto também algumas cidades do interior que têm carnaval histórico. E acho que vamos bater todos os recordes em termos que ocupação e demanda de restaurantes nessas praças”.

    José Eduardo Camargo, líder de Conteúdo da Abrasel, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, também destaca a movimentação nas principais cidades turísticas.

    “No setor de bares e restaurantes, as primeiras informações são de que o movimento foi ótimo, principalmente nas cidades mais turísticas, que tiveram alta ocupação durante a folia. Mas também a gente teve relatos de empreendimento que ficam fora do circuito e aproveitaram para chamar as famílias e pessoas que queriam um almoço mais tranquilo, e também conseguiram um om faturamento”.

    As cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Olinda são as que mais atraíram turistas durante o Carnaval. São Paulo liderou com público, mais de 16,5 milhões de pessoas e um impacto econômico de R$ 7 bilhões. Já o Rio de Janeiro manteve alta rentabilidade por visitante, com cerca de 8 milhões de foliões, um impacto de R$ 5,7 bilhões e ocupação hoteleira atingindo 98%.

    O polo Recife/Olinda reuniu mais de 7,6 milhões, com movimentação superior a R$ 3 bilhões, e o estado de Pernambuco projetando crescimento de 49% no fluxo de turistas internacionais. Em Salvador, mais de 8 milhões de pessoas curtiram a folia e movimentaram R$ 2 bilhões na economia.

    Estimativas projetam movimentação de R$ 18,6 bilhões no carnaval

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  • Disputa por palanques para Flávio e Lula embaralha disputa ao Governo de Minas

    Disputa por palanques para Flávio e Lula embaralha disputa ao Governo de Minas

    A influência do cenário nacional na disputa estadual aparece nos movimentos das últimas semanas de dois partidos da base do governador Romeu Zema (Novo), PL e União Brasil. Dirigentes do PL afirmam que a condição para integrar uma chapa estadual será o apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro

    (CBS NEWS) – A ausência de um palanque definido em Minas Gerais para os dois pré-candidatos mais bem posicionados nas pesquisas para a eleição presidencial -o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL)- tem mexido com o tabuleiro das candidaturas ao governo mineiro.

    A influência do cenário nacional na disputa estadual aparece nos movimentos das últimas semanas de dois partidos da base do governador Romeu Zema (Novo), PL e União Brasil.

    As legendas eram cotadas para apoiar a chapa encabeçada pelo vice-governador Mateus Simões (PSD), mas mudanças provocadas por articulações nacionais podem afastá-las do candidato apoiado por Zema para sua sucessão.

    Dirigentes do PL afirmam que a condição para integrar uma chapa estadual será o apoio e o palanque à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

    A exigência esbarra em promessa feita por Simões a Zema, quando deixou o Novo para se filiar ao PSD, no ano passado. “O presidente [do partido, Gilberto] Kassab foi muito claro. Em Minas Gerais, o palanque [para a candidatura presidencial] é do governador Romeu Zema, é assim que caminharemos”, disse o vice-governador na ocasião.

    A decisão do PL sobre quem apoiar para a disputa ao Palácio Tiradentes terá influência do deputado federal Nikolas Ferreira, principal nome do partido no estado.

    Apesar do interesse de Flávio e aliados em tê-lo como candidato ao Governo de Minas, o parlamentar tem descartado a opção e deve concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados.

    Uma das opções discutidas no PL é a do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que costuma liderar as pesquisas de intenção de voto, mas ainda não decidiu se será candidato ao Governo de Minas.

    Além de Nikolas, a sigla de Valdemar Costa Neto não teria outro nome de peso para a disputa.

    Se o PL estava na mira de Simões, a federação entre União Brasil e PP já era tratada pelo vice-governador como integrante de sua chapa, inclusive com uma vaga na disputa ao Senado garantida ao secretário de Governo de Zema, Marcelo Aro (PP).

    A certeza deu lugar à indefinição neste mês, quando o diretório estadual da legenda mudou de mãos.

    O partido deixou de ser chefiado em Minas pelo deputado federal Delegado Marcelo Freitas, considerado próximo de Simões, e agora é liderado pelo também deputado federal Rodrigo de Castro, aliado do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    A mudança é atribuída a uma articulação feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e deu força à sinalização de que Rodrigo Pacheco, seu aliado de primeira hora, está de mudança para o partido.

    Simões diz que firmou um acordo com os presidentes nacionais do União e do PP, Antônio Rueda e Ciro Nogueira, respectivamente.

    “Eu estou muito tranquilo porque não fui procurado por nenhum dos dois partidos para dizer que o nosso acordo está de qualquer forma em risco”, disse o vice em entrevista ao jornal O Tempo.

    A federação composta pelos dois partidos tem peso relevante na disputa. Atualmente com 107 deputados, representa a maior bancada da Câmara, o que garante tempo valioso de propaganda eleitoral para a chapa da qual fará parte.
    A provável ida de Pacheco ao União Brasil anima os entusiastas da candidatura do senador ao governo do estado, que serviria também como palanque no estado para a reeleição de Lula.

    OS POSSÍVEIS CANDIDATOS AO GOVERNO DE MINAS

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, o senador teve um encontro nesta quarta (11) com o presidente e manteve sua indefinição, apesar de ter ouvido de Lula que ele é a única opção do petista.

    Pacheco respondeu que pretende encerrar sua carreira política e que só iria concorrer se não houvesse alternativa -o que não seria o caso na sua leitura. Ele indicou, contudo, que avalia disputar se não houver uma opção competitiva.
    Em meio à indefinição de Pacheco, os petistas já sondaram uma série de nomes como plano B para a candidatura estadual.

    Entre eles, estão o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), a reitora da UFMG, Sandra Goulart, e o ex-presidente da Fiesp e filho de José Alencar, Josué Gomes.

    A articulação, porém, não avançou em torno de nenhum deles. A única definição do PT mineiro é de que a prefeita de Contagem, Marília Campos, deve ser candidata ao Senado.

    O próprio Kalil ou o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) poderiam ocupar a outra vaga ao Senado na chapa.

    A ideia dos defensores da candidatura de Pacheco é que o senador poderia centralizar em seu nome o apoio dos setores da esquerda e do centro -espectro que hoje conta com apenas um pré-candidato, o ex-presidente da Câmara Municipal de BH, Gabriel Azevedo (MDB).

    Disputa por palanques para Flávio e Lula embaralha disputa ao Governo de Minas

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  • Esposa de Moraes é alvo de vazamento de dados e operação do STF

    Esposa de Moraes é alvo de vazamento de dados e operação do STF

    Auditoria da Receita apontou consulta a informações cadastrais de Viviane Barci em unidades de Santos. Acesso integra investigação que resultou em operação da Polícia Federal contra quatro servidores suspeitos de vazamento de dados ligados a ministros do STF.

    A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, foi alvo de acesso indevido a dados fiscais no fim de agosto do ano passado, segundo investigação da Receita Federal realizada por determinação do Supremo Tribunal Federal. O registro indica que as consultas partiram de unidades do órgão na região de Santos, no litoral de São Paulo.

    As informações acessadas eram apenas cadastrais, como nome completo, CPF, nome da mãe e data de nascimento. No sistema utilizado não havia acesso a dados fiscais mais sensíveis, como declarações de Imposto de Renda. Ainda assim, o acesso gerou a abertura de procedimento interno, já que dados de pessoas próximas a autoridades politicamente expostas só podem ser consultados mediante justificativa formal.

    O caso integra a investigação que levou à operação da Polícia Federal, realizada nesta terça-feira (17), contra quatro servidores suspeitos de vazamento de dados sigilosos de parentes de ministros do Supremo. A ação foi determinada pelo STF após representação da Procuradoria-Geral da República.

    Servidores da Receita cedidos a outros órgãos foram alvo de mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Embora nem o Tribunal nem a Receita tenham divulgado oficialmente os nomes das vítimas, o Estadão apurou que, além da esposa de Moraes, o filho de outro ministro também teria sido atingido.

    O Supremo informou que “foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas”.

    De acordo com a Receita, a auditoria sobre o vazamento envolve dezenas de sistemas e contribuintes. O órgão reconheceu que houve acessos indevidos e destacou que os sistemas são rastreáveis. “Os sistemas da Receita Federal são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal. Desde 2023, foram ampliados os controles de acesso a dados, com forte restrição aos perfis de acesso e ampliação de alertas”, informou em nota.

    Os nomes dos investigados foram divulgados pelo STF: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.

    Ricardo Mansano de Moraes é auditor da Receita desde maio de 2007. Em dezembro, recebeu R$ 51 mil em salários, segundo o Portal da Transparência. Ele integra a Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório, responsável por análise, auditoria e gestão de créditos de contribuintes junto à União. Trabalha na Delegacia da Receita em Presidente Prudente, no interior paulista, e mora em São José do Rio Preto.

    Ruth Machado dos Santos está no funcionalismo desde 1994 e é técnica do Seguro Social em São Paulo. Atua como agente administrativa em um posto da Receita no Guarujá. Em dezembro, seu contracheque foi de R$ 11.664,79.

    Luciano Pery Santos Nascimento também é técnico do Seguro Social e recebeu R$ 18.777,19. Lotado na Bahia, está no serviço público desde 1983.

    Luiz Antônio Martins Nunes é funcionário do Serpro, no Rio de Janeiro, onde trabalha desde 2000.

    Os quatro foram afastados das funções e tiveram os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por ordem de Alexandre de Moraes. Também estão proibidos de deixar as cidades onde residem, devem cumprir recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana, tiveram os passaportes retidos e não podem sair do País nem acessar dependências do Serpro e da Receita.

    Em janeiro, Moraes abriu de ofício inquérito para investigar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras quebraram de forma irregular o sigilo fiscal de ministros da Corte e de seus familiares.

    “Em 12 de janeiro, o STF solicitou à Receita Federal auditoria em seus sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros da Corte, parentes e outros nos últimos três anos. O trabalho foi incluído em procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal com base em notícias veiculadas pela imprensa”, informou a Receita.

    O órgão acrescentou que “a auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento, sendo que desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF”.

    As suspeitas de vazamento surgiram após a deflagração da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. Em dezembro, o jornal O Globo revelou detalhes do contrato firmado pelo escritório de Viviane Barci de Moraes para atuar na defesa de interesses do banco e do empresário Daniel Vorcaro junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso Nacional.

    O contrato, assinado em janeiro de 2024, previa pagamento de R$ 3,6 milhões por mês durante três anos. Caso fosse cumprido integralmente, o escritório Barci de Moraes Associados poderia receber R$ 129 milhões até o início de 2027.

    Segundo o Estadão, a Receita questiona o inquérito. Interlocutores afirmam que o órgão não tem acesso a contratos particulares e que o uso indevido de informações sigilosas sem procedimento fiscal aberto é prática sujeita à demissão.

    Quando o inquérito foi aberto, o Estadão apurou que parte dos ministros defende que a investigação esclareça se houve vazamento de informações sigilosas por órgãos federais. Outra ala da Corte avalia que a apuração pode ser interpretada como forma de pressão ou represália a órgãos de controle.
     
     

     

    Esposa de Moraes é alvo de vazamento de dados e operação do STF

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  • Ex-príncipe Andrew, duque de York, é preso sob suspeita de má conduta

    Ex-príncipe Andrew, duque de York, é preso sob suspeita de má conduta

    Investigação apura possível repasse de documentos a Jeffrey Epstein durante período em que ele atuava como enviado comercial do Reino Unido. Polícia confirmou prisão de homem na faixa dos sessenta anos e realiza buscas em dois condados

    O ex-príncipe Andrew, duque de York, foi detido na manhã desta quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta em cargo público, segundo informou a BBC. A investigação estaria relacionada a documentos que teriam sido repassados ao financista Jeffrey Epstein no período em que ele atuava como enviado comercial do Reino Unido.

    De acordo com a emissora britânica, ainda não há confirmação oficial sobre qual força policial realizou a prisão nem o local exato da detenção. No entanto, veículos policiais descaracterizados foram vistos em Sandringham, no condado de Norfolk, onde ele reside atualmente.

    Em comunicado, a Thames Valley Police informou que prendeu “um homem na faixa dos sessenta anos, em Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público”, além de cumprir mandados de busca em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk. A corporação afirmou que o investigado permanece sob custódia.

    Polícia lança comunicado

    A polícia destacou que não divulgará o nome do detido, seguindo diretrizes nacionais, e ressaltou que o caso está em andamento. O subchefe Oliver Wright declarou que, após avaliação detalhada, foi aberta investigação formal sobre a suposta irregularidade.

    “É importante que protejamos a integridade e a objetividade da nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar este alegado delito. Entendemos o grande interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento oportuno”, afirmou.
     

     
     

     

    Ex-príncipe Andrew, duque de York, é preso sob suspeita de má conduta

  • Influenciador brasileiro pró-Trump tem fiança negada nos EUA

    Influenciador brasileiro pró-Trump tem fiança negada nos EUA

    unior Pena foi preso pelo ICE após faltar a audiência migratória e teve pedido de liberdade provisória rejeitado pela Justiça. Defesa vai recorrer da decisão enquanto ele segue detido em Nova Jérsei.

    O influenciador brasileiro Junior Pena teve o pedido de fiança negado pela Justiça dos Estados Unidos após ser preso pelo ICE. Ele está detido desde 31 de fevereiro no centro de retenção Delaney Hall, em Nova Jérsei.

    A informação foi divulgada por Maycon MacDowel, amigo do influenciador, nas redes sociais. Segundo ele, a juíza responsável pelo caso rejeitou o pedido inicial de liberdade provisória, mas a defesa deve recorrer da decisão.

    “Semana passada, infelizmente, o Junior teve uma audiência em que a juíza negou o seu direito à fiança. Isso não quer dizer que é o fim da caminhada”, afirmou MacDowel. Ele explicou que o próximo passo será solicitar nova audiência, desta vez com outro magistrado. “A próxima etapa agora é recorrer, apresentar o caso a outro juiz, que vai determinar se ele realmente terá direito à fiança ou não”, disse.

     
     
     

     
     
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    Um post compartilhado por Maycon MacDowel (@entry_team_)

    De acordo com o amigo, a prisão ocorreu após Junior Pena faltar a uma audiência obrigatória relacionada ao seu processo migratório. MacDowel afirmou que o influenciador já havia obtido aprovação em um pedido de perdão junto às autoridades americanas, mas a ausência na corte resultou na detenção. “O Junior estava com tudo aprovado, dentro da legalidade, mas, quando não vai à corte, eles prendem”, declarou.

    Morando nos Estados Unidos desde 2009, Junior Pena reúne mais de 480 mil seguidores no Instagram, onde produz conteúdos sobre imigração e o dia a dia de brasileiros no país. Ele também é apoiador declarado do presidente Donald Trump e já defendeu publicamente as políticas migratórias adotadas pelo governo republicano.

    Em postagens anteriores, o influenciador afirmou que as ações do ICE teriam como alvo apenas pessoas envolvidas em crimes. “Tem uma matéria que mostra o ICE pegando, tem até brasileiro no meio, mas é tudo bandido. Tudo bandido”, disse em um vídeo. Meses depois, em dezembro, publicou conteúdo em tom crítico à atuação da agência, classificando determinadas abordagens como “desumanas”.
     
     

     

    Influenciador brasileiro pró-Trump tem fiança negada nos EUA

  • Anitta detona resultado do carnaval no Rio de Janeiro

    Anitta detona resultado do carnaval no Rio de Janeiro

    Cantora questiona 9,6 no quesito Samba-Enredo, diz que desfile foi “a coisa mais linda” do ano e lamenta 11º lugar da escola. Unidos do Viradouro conquistou o título com pontuação máxima

    Anitta se manifestou nas redes sociais após a divulgação do resultado do Carnaval 2026 e criticou a nota recebida pela Mocidade Independente de Padre Miguel no quesito Samba-Enredo.

    “9.6 de enredo para a Mocidade é muita sacanagem. Eu não devo entender é nada mesmo, porque achei o desfile da Mocidade a coisa MAIS LINDA esse ano. O samba maneiríssimo. E a escola ficou lá embaixo, minha gente. Poxa”, escreveu a cantora no X.

    A Mocidade terminou a apuração na 11ª colocação, com 267,4 pontos, ficando à frente apenas da Acadêmicos de Niterói, que somou 264,6 pontos e foi rebaixada para a Série Ouro.

    Apesar da crítica à nota, Anitta também elogiou a campeã Unidos do Viradouro, que conquistou o título com 270,0 pontos.

    “Mas eu achei a Viradouro perfeita, claro que mereceu. Só queria ver a Mocidade pessoalmente nas campeãs. Estava lindo a Rita e seus doguinhos”, afirmou.

    A classificação final do Carnaval 2026 ficou assim:

    1. Unidos do Viradouro, 270,0
    2. Beija-Flor, 269,9
    3. Vila Isabel, 269,9
    4. Salgueiro, 269,7
    5. Imperatriz, 269,4
    6. Mangueira, 269,2
    7. Unidos da Tijuca, 268,7
    8. Grande Rio, 268,7
    9. Tuiuti, 268,5
    10. Portela, 267,9
    11. Mocidade Independente de Padre Miguel, 267,4
    12. Acadêmicos de Niterói, 264,6

     

    Anitta detona resultado do carnaval no Rio de Janeiro

  • Mourinho é detonado na Inglaterra após críticas a Vini Jr: “Ridículo”

    Mourinho é detonado na Inglaterra após críticas a Vini Jr: “Ridículo”

    osé Mourinho voltou a ser alvo de críticas após comentar a celebração de Vinícius Júnior no jogo entre Benfica e Real Madrid, válido pela ida do playoff que vale vaga nas oitavas de final da UEFA Champions League. O treinador português afirmou que o atacante brasileiro teria provocado a torcida ao comemorar o gol da vitória por 1 a 0 e, ao abordar a denúncia de racismo envolvendo Gianluca Prestianni, mencionou que o jogador do Real Madrid tem um histórico de episódios semelhantes.

    As declarações repercutiram principalmente na Inglaterra. Depois das críticas feitas por Jamie O’Hara, Jamie Carragher e Clarence Seedorf, foi a vez do jornalista Oliver Brown, do Telegraph, publicar um artigo questionando a postura de Mourinho.

    Brown iniciou o texto destacando o lado “mais cativante” do treinador, mas rapidamente passou a colocar em dúvida sua credibilidade.

    “Embora seja uma figura imprevisível, propensa a explosões de raiva à menor provocação, José Mourinho tem o hábito de despertar nostalgia. Sua reação no mês passado ao gol de Anatoliy Trubin, goleiro do Benfica, aos 98 minutos contra o Real Madrid, celebrando com um soco no ar ao lado de um gandula de 14 anos com quem havia se esbarrado no meio da confusão no Estádio da Luz, foi o exemplo perfeito”, escreveu o jornalista.

    Segundo Brown, naquele momento, Mourinho se mostrou “excêntrico, apaixonado e espontâneo”, revelando seu lado “mais cativante”. No entanto, acrescentou que bastaram três semanas e um jogo eliminatório da Liga dos Campeões, marcado por acusações de racismo contra Vinícius Júnior, para que o técnico voltasse ao que classificou como estilo “vaidoso e ridículo”.

    O jornalista também questionou o argumento usado por Mourinho ao citar Eusébio, afirmando que o treinador de 63 anos teria “resvalado perigosamente para a defesa do tipo: ‘Alguns dos meus melhores amigos são negros’”.

    Brown ainda apontou contradição no fato de Mourinho cobrar moderação na forma como outros jogadores comemoram. “Afinal, Mourinho é conhecido pela contenção quase angelical na forma como celebra, reagindo a cada êxito com autênticas lições de humildade. Foi essa corrente subterrânea de malevolência que voltou à tona esta semana, nas suas declarações sobre Vinícius Júnior celebrar de forma demasiado exuberante. A hipocrisia foi tão descarada que parecia que José Mourinho estava zombando de si mesmo”, escreveu.

    “No fundo, esse é o problema quando se tenta encontrar significado neste mais recente episódio. Embora Mourinho sempre tenha sido um provocador profissional, tornou-se impossível levá-lo mais a sério”, concluiu o jornalista.

    O que disse Mourinho?

    Após a derrota para o Real Madrid, Mourinho afirmou na entrevista coletiva que buscaria uma postura “mais equilibrada” ao comentar o caso. “Eu já falei na zona de entrevistas rápidas e queria ser mais equilibrado e mais independente do que Álvaro e Kylian. Falei com o Vinícius, que me disse uma coisa, e falei com o Prestianni, que me disse outra coisa. Eu poderia ser parcial e dizer que só acredito no que o Prestianni me disse, mas quero ser equilibrado e dizer que neste mundo do futebol, e nas coisas que acontecem no gramado, eu tento ser sempre um pouco mais equilibrado e não quero dizer que o Vinícius é um mentiroso e que o Prestianni é um menino incrível”, declarou.

    “A única coisa que digo é que acontece em tantos estádios sempre com o mesmo, há alguma coisa. Ao Vinícius, em campo, disse: ‘Você marcou um gol de outro mundo, por que comemora assim? Por que não celebra como celebravam Di Stéfano, Pelé ou Eusébio? Por que não comemora apenas com a alegria de ser um jogador de outro mundo?’ Acontece sempre com o mesmo, é a única coisa que não me entra”, completou.

    A UEFA já abriu investigação sobre o suposto caso de racismo ocorrido no Estádio da Luz. Vinícius Júnior acusa Prestianni de tê-lo chamado de “mono”, termo racista equivalente a macaco em espanhol. Caso a denúncia seja confirmada, o jogador do Benfica pode ser suspenso por até dez partidas.
     
     

    Em vídeo publicado através das redes sociais, o ex-jogador fez duras críticas ao jogador do Benfica, que teria dirigido insultos racistas ao jogador do Real Madrid Vinícius Jr.

    null | 18:11 – 18/02/2026

     

    Mourinho é detonado na Inglaterra após críticas a Vini Jr: “Ridículo”

  • Ator de 'The Big Bang Theory' conta que paga dívidas médicas de desconhecidos online

    Ator de 'The Big Bang Theory' conta que paga dívidas médicas de desconhecidos online

    A história começou a circular com mais força nos últimos dias, depois que um perfil no X resgatou uma entrevista concedida por Nayyar em dezembro ao iPaper. Nela, o ator falou sobre a relação que desenvolveu com o dinheiro após o sucesso na televisão

    (CBS NEWS) – Kunal Nayyar, conhecido por viver Raj na série “The Big Bang Theory”, contou que costuma usar parte do dinheiro que ganhou na carreira para ajudar desconhecidos na internet -o que, para alguns, foi visto como gesto solidário, mas para outros soou como autopromoção.

    A história começou a circular com mais força nos últimos dias, depois que um perfil no X resgatou uma entrevista concedida por Nayyar em dezembro ao iPaper. Nela, o ator falou sobre a relação que desenvolveu com o dinheiro após o sucesso na televisão.

    “O dinheiro me deu mais liberdade, e o maior presente é a capacidade de retribuir, de mudar a vida das pessoas”, disse. Ele explicou que, além de apoiar instituições -inclusive voltadas à proteção de animais, algo que divide com a esposa, Neha Kapur–, também tem um hábito mais pessoal quando o assunto é doação.

    Segundo o ator, uma de suas atividades preferidas é navegar à noite pelo site de arrecadações GoFundMe em busca de campanhas individuais. “O que eu realmente adoro fazer é entrar lá e simplesmente pagar as contas médicas de famílias aleatórias. Esse é o meu lado justiceiro mascarado”, contou, acrescentando que não vê a fortuna como um peso, mas como “uma dádiva”.

    A repercussão, no entanto, foi dividida. Parte dos internautas questionou o fato de ele tornar pública uma prática que, segundo o próprio ator, era feita de forma anônima.

    Outros usuários, porém, saíram em defesa do artista e destacaram que a atitude continua sendo positiva, independentemente de ele ter comentado publicamente. Muitos elogiaram o fato de a ajuda ser direcionada a famílias específicas, em vez de grandes organizações, vendo nisso um gesto mais pessoal.

    Nayyar integrou o elenco fixo de “The Big Bang Theory” durante as 12 temporadas exibidas entre 2007 e 2019, período em que a sitcom se tornou um dos maiores sucessos da TV americana. Segundo a revista Fortune, o ator acumulou uma fortuna estimada em cerca de US$ 45 milhões ao longo da carreira.

    Ator de 'The Big Bang Theory' conta que paga dívidas médicas de desconhecidos online

  • Astronauta mostra "um pouco de tudo" do que pode ver da Estação Espacial

    Astronauta mostra "um pouco de tudo" do que pode ver da Estação Espacial

    Zena Cardman compartilhou vídeo gravado na Estação Espacial Internacional com imagens de amanheceres, pôr do sol e tempestades a 400 quilômetros de altitude. Na órbita, astronautas chegam a ver 16 nasceres e 16 entardeceres em 24 horas.

    A astronauta Zena Cardman, da NASA, retornou à Terra em janeiro, mas segue relembrando a experiência vivida a bordo da Estação Espacial Internacional.

    Em publicação recente na rede social X, Cardman compartilhou um vídeo em timelapse que, segundo ela, mostra “um pouco de tudo” do que é possível observar a cerca de 400 quilômetros de altitude.

    Nas imagens, com menos de um minuto de duração, aparecem cenas de pôr do sol, tempestades com relâmpagos, o brilho da atmosfera, o reflexo da Lua, estrelas e também o nascer do sol visto do espaço.

    Na Estação Espacial Internacional, que orbita a Terra a aproximadamente 28 mil quilômetros por hora, os astronautas têm a oportunidade de presenciar até 16 amanheceres e 16 entardeceres em um período de 24 horas, devido ao ritmo acelerado das voltas completas ao redor do planeta.
     

    Astronauta mostra "um pouco de tudo" do que pode ver da Estação Espacial