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  • Jude Bellingham explode após saída de Xabi Alonso: “Palhaços”

    Jude Bellingham explode após saída de Xabi Alonso: “Palhaços”

    Jude Bellingham reagiu publicamente nesta terça-feira a rumores de que teria ficado satisfeito com a demissão de Xabi Alonso do comando do Real Madrid. As especulações apontavam uma suposta relação difícil entre jogador e treinador, o que provocou forte indignação do meio-campista inglês.

    A resposta veio por meio de um comunicado publicado no aplicativo pessoal do atleta, o JB5. No texto, Bellingham criticou duramente as informações divulgadas e as classificou como falsas. Ele afirmou que vinha ignorando esse tipo de comentário, esperando que os fatos se esclarecessem naturalmente, mas decidiu se manifestar diante do que chamou de desinformação.

    O jogador também fez críticas diretas a fontes não identificadas e a conteúdos produzidos, segundo ele, apenas em busca de cliques e polêmica. Bellingham pediu cautela aos torcedores e seguidores, alertando para que não acreditem em tudo o que circula nas redes e na imprensa sensacionalista.

    A irritação do inglês ganhou força depois que seu nome foi incluído na lista de atletas que não teriam se despedido publicamente de Xabi Alonso após a confirmação da saída do treinador, anunciada oficialmente na segunda-feira. O silêncio inicial foi interpretado por parte da imprensa como sinal de distanciamento entre os dois.

    Ainda na tarde de terça-feira, porém, Bellingham usou as redes sociais para publicar uma mensagem de agradecimento ao técnico espanhol. Em um story no Instagram, escreveu: “Obrigado, míster. Foi um prazer. Desejo-lhe tudo de melhor para o futuro”.

    Apesar da manifestação do camisa 5, nem todos os jogadores do elenco merengue se pronunciaram. Enquanto a maioria prestou homenagens a Xabi Alonso poucas horas após o anúncio da demissão, três atletas seguem sem declarações públicas: Trent Alexander-Arnold, Franco Mastantuono e Vinícius Júnior. No caso do brasileiro, já eram conhecidos desentendimentos com o agora ex-treinador.

    Xabi Alonso, por sua vez, acertou uma rescisão amigável com a diretoria presidida por Florentino Pérez. Apesar de ter contrato até junho de 2028, o clube deverá pagar apenas um ano de vínculo ao técnico, em razão de uma cláusula específica. O valor da indenização deve ficar entre 7 e 9 milhões de euros, descontados os salários recebidos nos sete meses à frente da equipe.

    Na manhã de terça-feira, o treinador espanhol se despediu oficialmente do clube pelas redes sociais. Xabi Alonso afirmou deixar o Real Madrid com a sensação de dever cumprido, embora reconheça que o projeto terminou antes do esperado. “Treinar o Real Madrid foi uma honra e uma grande responsabilidade. Agradeço ao clube, aos jogadores e aos torcedores pela confiança e apoio”, escreveu.

    O técnico encerrou a mensagem afirmando sair com respeito, gratidão e orgulho pelo trabalho realizado, ficando agora livre no mercado para negociar com outros clubes.
     
     

    Parte do elenco manteve silêncio nas redes sociais após a demissão do treinador, enquanto outros atletas publicaram mensagens de agradecimento. Sete jogadores ainda não se pronunciaram publicamente sobre a saída do espanhol do comando do clube

    Notícias ao Minuto | 08:10 – 13/01/2026

     

    Jude Bellingham explode após saída de Xabi Alonso: “Palhaços”

  • Isis Valverde é indicada ao prêmio de pior atriz no Framboesa nos EUA

    Isis Valverde é indicada ao prêmio de pior atriz no Framboesa nos EUA

    A atriz brasileira aparece entre os indicados após sua estreia em Hollywood no filme Alarum. A nomeação ao prêmio que satiriza as piores atuações do ano reacende discussões sobre as dificuldades de adaptação de artistas brasileiros ao mercado cinematográfico dos Estados Unidos.

    A estreia de Isis Valverde no cinema norte-americano ganhou repercussão internacional, mas não da forma esperada. A atriz brasileira foi incluída na lista de indicados ao Framboesa de Ouro 2026, prêmio satírico que destaca os piores desempenhos e produções do ano, após sua participação no filme de ação Alarum.

    Radicada nos Estados Unidos e em processo de transição de carreira, Isis concorre na categoria de pior atriz coadjuvante. A indicação chamou atenção por marcar seu primeiro grande projeto em Hollywood e por evidenciar os riscos enfrentados por artistas estrangeiros ao ingressar em um mercado altamente competitivo e pouco tolerante a estreias irregulares.

    Lançado como uma aposta no gênero de ação, Alarum reuniu um elenco experiente e nomes consagrados do cinema, mas não conseguiu agradar à crítica. O longa foi alvo de avaliações negativas, principalmente pelo roteiro previsível e pela condução pouco inspirada das atuações. Nesse contexto, o desempenho da atriz brasileira acabou sendo associado ao fracasso do projeto.

    A indicação ao Framboesa de Ouro, no entanto, não coloca Isis em isolamento. A edição deste ano também inclui produções de grande estúdio e orçamento elevado que não corresponderam às expectativas, como o live-action de Branca de Neve, da Disney. Historicamente, o prêmio já teve entre seus indicados artistas premiados e respeitados, o que relativiza o impacto do rótulo.

    No Brasil, a reação foi dividida. Enquanto críticas surgiram nas redes sociais, sobretudo relacionadas à atuação em inglês, muitos fãs apontaram que a fragilidade do filme comprometeu todo o elenco. Também houve comparações com trajetórias internacionais de outros atores brasileiros que enfrentaram rejeição inicial antes de se consolidarem fora do país.

    Apesar da repercussão negativa, Isis Valverde segue investindo na carreira internacional. Estabelecida em Los Angeles, ela continua participando de testes e avaliando novos projetos.

    Isis Valverde é indicada ao prêmio de pior atriz no Framboesa nos EUA

  • Irã anuncia julgamentos sumários e execuções para manifestantes detidos

    Irã anuncia julgamentos sumários e execuções para manifestantes detidos

    Chefe do Judiciário defende condenações rápidas, sem garantias plenas de defesa, em meio à repressão que já deixou mais de 2.500 mortos. Medida eleva tensão internacional e provoca alertas de organizações de direitos humanos.

    O chefe do Judiciário do Irã, Gholamhossein Mohseni-Ejei, anunciou nesta quarta-feira que pessoas detidas por participação nos protestos recentes contra o regime poderão ser submetidas a julgamentos sumários, com possibilidade de condenações rápidas e até execuções.

    Esse tipo de julgamento se caracteriza por processos acelerados, conduzidos sem as garantias básicas do devido processo legal, como direito pleno à defesa, tempo adequado para apresentação de provas e julgamento por um tribunal independente. Organizações internacionais de direitos humanos consideram esse procedimento uma grave violação das normas jurídicas internacionais.

    As manifestações, iniciadas em 28 de dezembro, se espalharam por todo o país e vêm sendo reprimidas com extrema violência. Segundo organizações não governamentais, mais de 2.500 pessoas já morreram desde o início dos protestos, número que pode ser ainda maior devido às dificuldades de comunicação no país.

    Ao justificar a adoção de julgamentos sumários, Mohseni-Ejei afirmou que a rapidez das punições seria essencial para conter os protestos. “Se quisermos fazer o trabalho, temos de fazê-lo agora. Se demorarmos dois ou três meses, não terá o mesmo efeito”, declarou, deixando claro o caráter punitivo e dissuasório das medidas.

    A escalada repressiva aumentou a tensão internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a alertar que Washington poderá adotar “medidas muito fortes” caso o regime iraniano avance com execuções de manifestantes. Trump já havia apoiado, em junho, a ofensiva militar de Israel contra Teerã.

    Paralelamente, ativistas contrários ao regime informaram que o serviço de internet via satélite Starlink, da empresa de Elon Musk, começou a oferecer acesso gratuito no Irã. A iniciativa ocorre após o governo bloquear quase totalmente a internet desde 8 de janeiro, como forma de dificultar a mobilização e a divulgação de informações sobre a repressão.

    Embora chamadas telefônicas internacionais a partir do Irã tenham sido parcialmente restabelecidas, contatos do exterior para dentro do país seguem restritos, o que mantém a população isolada em meio ao agravamento da crise política e humanitária.

    Irã anuncia julgamentos sumários e execuções para manifestantes detidos

  • Starlink libera internet grátis no Irã após bloqueio imposto pelo regime

    Starlink libera internet grátis no Irã após bloqueio imposto pelo regime

    Serviço da SpaceX, de Elon Musk, passou a funcionar sem custo para usuários iranianos em meio à repressão aos protestos e ao corte da internet. Ativistas confirmam que terminais já operam no país.

    A SpaceX, empresa de Elon Musk, passou a oferecer acesso gratuito à internet por meio do sistema de satélites Starlink no Irã. A informação foi divulgada por ativistas que atuam para manter a comunicação da população iraniana com o exterior após o bloqueio da internet imposto pelo governo.

    Mehdi Yahyanejad, ativista iraniano radicado em Los Angeles e envolvido no envio de equipamentos ao país, afirmou à Associated Press que o serviço já está funcionando sem custo para os usuários. Segundo ele, testes foram realizados com terminais recém-ativados dentro do Irã, confirmando a liberação do acesso.

    Outros ativistas também relataram nas redes sociais que a assinatura gratuita está operacional. Em comunicado, Yahyanejad declarou que o funcionamento pleno do serviço foi verificado em território iraniano, em meio às restrições impostas pelo governo local.

    Atualmente, a Starlink tem sido uma das poucas alternativas para que iranianos consigam se comunicar com o exterior desde que as autoridades interromperam o acesso à internet na noite de quinta-feira passada. O bloqueio ocorreu após a intensificação dos protestos em várias regiões do país e o início de uma repressão violenta contra manifestantes.

    A SpaceX não comentou oficialmente, até o momento, a liberação do serviço gratuito. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretendia conversar com Elon Musk para discutir o reposicionamento de satélites Starlink com o objetivo de manter a internet ativa no Irã.

    Com a internet fora do ar, a avaliação independente do alcance das manifestações se tornou mais difícil, embora moradores tenham conseguido retomar chamadas internacionais nos últimos dias.

    O Irã vive uma onda de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerã por comerciantes e setores da economia afetados pela desvalorização do rial e pela inflação elevada. As manifestações se espalharam rapidamente para mais de 100 cidades. A inflação anual supera 42%, e, no último ano, a moeda iraniana perdeu cerca de 69% de seu valor frente ao dólar, em um cenário agravado por sanções impostas pelos Estados Unidos e pela ONU em razão do programa nuclear do país.

    Embora o governo tenha reagido inicialmente com cautela, a repressão foi intensificada nas semanas seguintes. Manifestantes passaram a ser classificados pelas autoridades como terroristas ligados aos Estados Unidos e a Israel, e há relatos de condenações à morte de pessoas detidas durante os atos.

    Segundo a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos, organização criada por iranianos no exílio, o número de mortos nos protestos já chega a pelo menos 2.571. Do total, 2.403 seriam manifestantes e 147 teriam ligação com o governo. A entidade informou ainda que ao menos 12 crianças morreram e que o número de presos ultrapassa 18.100.
     

     
     

    Starlink libera internet grátis no Irã após bloqueio imposto pelo regime

  • 2025 foi o terceiro ano mais quente da história, aponta centro europeu

    2025 foi o terceiro ano mais quente da história, aponta centro europeu

    Planeta registrou o terceiro ano consecutivo com temperaturas acima do limite de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais. Relatório alerta que a meta do Acordo de Paris pode ser ultrapassada de forma permanente ainda nesta década.

    O ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado no planeta e marcou o terceiro ano consecutivo em que a temperatura global ficou acima do limite de 1,5 °C em relação ao período pré-industrial. Os dados constam do relatório anual divulgado nesta terça-feira pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF).

    Segundo o levantamento, 2025 foi apenas 0,01 °C mais frio do que 2023 e 0,13 °C mais quente do que 2024, considerado o ano mais quente da história em escala global. A temperatura média do planeta no ano passado chegou a 14,97 °C, valor 0,59 °C acima da média registrada no período de referência entre 1991 e 2020.

    Na Europa, o cenário foi semelhante. O continente viveu o terceiro ano mais quente de sua série histórica, com temperatura média de 10,41 °C. O índice ficou 0,3 °C abaixo do recorde observado em 2024, mas ainda 1,17 °C acima da média de longo prazo.

    O relatório destaca ainda que o mundo já enfrenta três anos seguidos com temperaturas superiores a 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais, limite definido no Acordo de Paris, firmado em 2015, como meta para conter o aquecimento global no longo prazo. “Nenhum de nós queria chegar a esse marco”, afirmou Mauro Facchini, responsável pela área de Observação da Terra da Comissão Europeia.

    De acordo com os cientistas, o avanço das temperaturas é impulsionado principalmente pelo acúmulo contínuo de gases de efeito estufa na atmosfera e pelas temperaturas excepcionalmente elevadas da superfície dos oceanos. Esses fatores foram potencializados pelo fenômeno El Niño e por outras variações naturais do sistema oceânico, agravadas pelas mudanças climáticas.

    O estudo aponta que o aquecimento global de longo prazo já alcança cerca de 1,4 °C acima dos níveis pré-industriais. Com esse ritmo, o limite estabelecido no Acordo de Paris pode ser atingido até o fim desta década, mais de dez anos antes do que se previa inicialmente.

    O ECMWF é responsável pela gestão do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S) e do Serviço de Monitoramento Atmosférico da União Europeia. Para o diretor do C3S, Carlo Buontempo, o desafio agora não é mais evitar a ultrapassagem do limite, mas lidar com seus efeitos. “A escolha que enfrentamos é como gerenciar essa superação inevitável e suas consequências para a sociedade e para os sistemas naturais”, afirmou, lembrando que os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados.

    Em 2025, a Antártida registrou a maior temperatura média anual de sua história, enquanto o Ártico teve o segundo maior valor já observado. Outras regiões também bateram recordes, como o Pacífico Noroeste e Sudoeste, o Atlântico Nordeste, o extremo leste e noroeste da Europa e áreas da Ásia Central.

    A diretora de estratégia climática do C3S, Samantha Burgess, destacou que os impactos são globais. “Nenhum país ou cidade escapou das mudanças climáticas”, afirmou durante a apresentação do relatório.

    O documento também chama atenção para os efeitos diretos do calor extremo na saúde. Em 2025, cerca de metade da superfície terrestre enfrentou mais dias do que o normal com estresse térmico severo, definido por índice de calor igual ou superior a 32 °C. Segundo a Organização Mundial da Saúde, esse tipo de exposição é hoje a principal causa de mortes relacionadas ao clima em todo o mundo.
     

    2025 foi o terceiro ano mais quente da história, aponta centro europeu

  • Homem fica preso no porão de avião e passageiros ouvem gritos

    Homem fica preso no porão de avião e passageiros ouvem gritos

    Trabalhador foi trancado acidentalmente no compartimento de carga em voo da Air Canada Rouge, no aeroporto de Toronto. Situação só foi descoberta após passageiros ouvirem gritos, e ninguém ficou ferid

    Um funcionário de aeroporto viveu momentos de tensão ao ficar preso no porão de uma aeronave pouco antes da decolagem no Canadá. O incidente ocorreu nesta terça-feira no Aeroporto Internacional Pearson de Toronto, em um voo da Air Canada Rouge com destino a Moncton. A situação só foi percebida porque passageiros ouviram gritos vindos da parte inferior do avião.

    A aeronave já havia iniciado o deslocamento em direção à pista quando a tripulação passou a demonstrar agitação nos corredores. A passageira Gabrielle Caron, que retornava ao Canadá após férias no México, contou que percebeu algo fora do normal ao notar o nervosismo a bordo. “O avião já estava taxiando quando, de repente, parou”, relatou em entrevista à CBC.

    Pela janela, os passageiros viram funcionários se reunindo ao redor da aeronave. Na parte traseira do avião, Stephanie Cure também percebeu o clima de tensão. Segundo ela, alguns passageiros começaram a demonstrar ansiedade, até que foi possível ouvir um som abafado, semelhante a pedidos de socorro.

    A informação foi repassada à tripulação, que acionou imediatamente a segurança do aeroporto. Pouco depois, o piloto deixou a cabine e informou aos passageiros que havia um funcionário preso no porão da aeronave.

    Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o comandante afirmou nunca ter presenciado situação semelhante. “É a primeira vez que vejo algo assim e espero que seja a última”, disse. Em seguida, tranquilizou os passageiros ao informar que o funcionário estava bem e fora retirado em segurança.

    Para aliviar a apreensão, o próprio trabalhador entrou na cabine e se apresentou aos mais de 100 passageiros, demonstrando que não havia sofrido ferimentos e que o episódio não passou de um susto.

    Em nota, a Air Canada explicou que as portas do compartimento de carga foram fechadas inadvertidamente enquanto o funcionário ainda estava no local. Stephanie Cure relatou ainda que ouviu membros da tripulação comentarem que o trabalhador era um funcionário extra que auxiliava nas operações e, por isso, não constava na lista oficial da equipe designada para aquele voo.
     

     
     

    Homem fica preso no porão de avião e passageiros ouvem gritos

  • Real Madrid avalia Jürgen Klopp como possível sucessor após saída de Xabi

    Real Madrid avalia Jürgen Klopp como possível sucessor após saída de Xabi

    O Real Madrid iniciou oficialmente a busca por um novo treinador após a demissão de Xabi Alonso, anunciada depois da derrota por 3 a 2 para o Barcelona na final da Supercopa da Espanha, disputada em Jeddah, na Arábia Saudita.

    Como solução imediata, o clube promoveu Álvaro Arbeloa do comando do Castilla, a equipe B, para assumir o time principal. Internamente, porém, a avaliação é de que a escolha tem caráter provisório. A menos que Arbeloa engate uma sequência expressiva de resultados, a diretoria pretende investir em um nome de peso ao fim da temporada 2025/26.

    Nesse contexto, um dos nomes que ganhou força nos bastidores foi o de Jürgen Klopp. Segundo o jornalista Florian Plettenberg, da Sky Sport Alemanha, o alemão estaria entre os principais candidatos avaliados pela cúpula comandada por Florentino Pérez, figurando como opção prioritária caso o clube decida por uma mudança no verão europeu.

    Klopp, de 58 anos, construiu uma trajetória marcante à frente do Liverpool entre 2015 e 2024, período em que se tornou um dos treinadores mais vitoriosos da história do clube. Após deixar o cargo, passou a atuar como diretor de futebol do grupo Red Bull, supervisionando projetos como RB Leipzig, Red Bull Bragantino e New York Red Bulls.

    Embora tenha declarado publicamente estar satisfeito com a atual função, Klopp, segundo Plettenberg, estaria disposto a analisar uma eventual proposta do Real Madrid, caso ela seja formalizada.

    “O meu telefone tocou, na verdade, mas não por causa do Real Madrid”

    O próprio treinador, no entanto, tratou de esfriar as especulações. Em entrevista à emissora alemã ServusTV, Klopp afirmou que não pretende retornar ao banco de reservas neste momento. “Meu telefone tocou, mas não por causa do Real Madrid. Algumas pessoas apenas acharam que deveriam me avisar”, disse.

    Na conversa, o alemão também comentou a saída de Xabi Alonso e demonstrou solidariedade ao ex-treinador merengue. Klopp avaliou que a troca no comando pode indicar instabilidade e lembrou a dificuldade de substituir um nome como Carlo Ancelotti. Para ele, implementar novas ideias após um treinador tão vencedor pode tornar o processo mais complexo.

    “Tenho muita pena do Xabi. Ele mostrou no Bayer Leverkusen o talento extraordinário que tem como técnico. Isso não tem nada a ver comigo e não despertou nada em mim. É curioso acompanhar esse mercado de treinadores apenas como espectador”, concluiu.

    Parte do elenco manteve silêncio nas redes sociais após a demissão do treinador, enquanto outros atletas publicaram mensagens de agradecimento. Sete jogadores ainda não se pronunciaram publicamente sobre a saída do espanhol do comando do clube

    Notícias ao Minuto | 08:10 – 13/01/2026


    Real Madrid avalia Jürgen Klopp como possível sucessor após saída de Xabi

  • Após quatro anos de quimioterapia, mulher descobre que nunca teve câncer

    Após quatro anos de quimioterapia, mulher descobre que nunca teve câncer

    Paciente passou por tratamento agressivo na Itália após erro de diagnóstico. Justiça reconheceu negligência médica e fixou indenização de 500 mil euros (R$ 3,15 milhões) pelos danos físicos, psicológicos e pelo sofrimento causado ao longo de anos

    Uma mulher de 70 anos foi indenizada em 500 mil euros (R$ 3,15 milhões) pela Justiça italiana após passar quatro anos submetida a quimioterapia agressiva para tratar um câncer que, mais tarde, se comprovou inexistente. O caso, revelado pela imprensa local, é resultado de um erro de diagnóstico ocorrido em um hospital universitário de Pisa, no início dos anos 2000, e deixou sequelas físicas e psicológicas permanentes.

    Segundo o jornal Corriere Fiorentino, tudo começou em 2006, quando a paciente, então com 42 anos, realizou exames na unidade de saúde e recebeu o diagnóstico de linfoma terminal, um tipo grave de câncer do sistema linfático que afeta os intestinos. A partir daí, foi submetida a um tratamento considerado altamente invasivo.

    Entre janeiro de 2007 e maio de 2011, a italiana passou por ciclos intensos de quimioterapia e pelo uso prolongado de corticosteroides. O tratamento provocou um forte desequilíbrio hormonal, comprometeu o sistema imunológico e desencadeou quadros de depressão e ansiedade. Apenas em 2011, após a realização de uma biópsia óssea, os médicos constataram que a paciente nunca teve câncer.

    Diante da revelação, a mulher acionou a Justiça por negligência médica. Em primeira instância, recebeu uma indenização de 300 mil euros (R$ 1,89 milhão), valor que considerou insuficiente diante dos danos sofridos ao longo de anos de tratamento desnecessário. O caso voltou a ser analisado e, na última quinta-feira, o tribunal decidiu elevar a compensação para 500 mil euros (R$ 3,15 milhões).

    Na decisão, os magistrados afirmaram que o aumento é plenamente justificado pela “extraordinária angústia e sofrimento” enfrentados pela paciente, além das consequências irreversíveis para sua saúde física e mental.

    Em entrevista ao jornal Il Tirreno, a mulher relatou que ainda convive com os efeitos dos tratamentos. “Meu sistema imunológico foi destruído por terapias erradas, inúteis e prejudiciais”, afirmou. Ela disse que segue com a saúde fragilizada e que, apesar da decisão judicial, não consegue superar o impacto emocional do erro. “Sinto-me arrasada. Não encontro paz, mesmo depois dessa sentença”, desabafou.
     
     

     

    Após quatro anos de quimioterapia, mulher descobre que nunca teve câncer

  • Venezuela começa a liberar acesso à rede X após bloqueio imposto em 2024

    Venezuela começa a liberar acesso à rede X após bloqueio imposto em 2024

    Plataforma voltou a funcionar para usuários de algumas operadoras na noite de terça-feira. Governo retomou comunicações oficiais pela rede social em meio a acordos com os Estados Unidos, reaproximação diplomática e anúncios sobre presos políticos

    O acesso à plataforma X começou a ser restabelecido na noite de terça-feira (13) para usuários de algumas operadoras de telefonia móvel na Venezuela, embora o serviço ainda permanecesse indisponível para parte da população.

    A retomada parcial foi confirmada por autoridades do governo. Em uma publicação na própria rede social, a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que o contato com a população estava sendo restabelecido por aquele canal. “Vamos manter-nos unidos e avançar rumo à estabilidade econômica, à justiça social e ao Estado de bem-estar que merecemos”, escreveu.

    Rodríguez, que tomou posse como presidente interina em 5 de janeiro, se apresenta em sua biografia na plataforma como aliada do presidente Nicolás Maduro e herdeira do legado de Simón Bolívar e Hugo Chávez.

    Pouco antes, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, considerado um dos principais nomes do governo e figura de linha dura, também publicou uma mensagem indicando o retorno do uso da rede social. “Passo por aqui para enviar um grande abraço aos irmãos e irmãs na Venezuela e no mundo que acompanham a situação do nosso país”, escreveu. “Vamos retomar este canal de comunicação. Fiquem atentos. Vamos vencer”, completou.

    A publicação de Cabello gerou intensa repercussão, com mais de 700 comentários em poucas horas. As reações incluíram mensagens de apoio, críticas e memes envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de referências à recompensa anunciada por Washington pela captura do ministro. Houve tanto manifestações de solidariedade quanto ameaças e provocações.

    O acesso à X havia sido bloqueado por ordem de Nicolás Maduro em 2024, como resposta às críticas feitas na plataforma à controversa reeleição do líder venezuelano. Antes da suspensão, Maduro chegou a protagonizar embates públicos com Elon Musk, proprietário da rede social.

    Após o bloqueio, ministros, parlamentares e órgãos oficiais abandonaram a plataforma, que era um dos principais canais de circulação de notícias no país, passando a concentrar a comunicação institucional no aplicativo Telegram.

    A reabertura parcial do acesso ocorre em um contexto de mudanças na política externa venezuelana. Nos últimos dias, Delcy Rodríguez, sob pressão do governo Trump, assinou acordos na área de petróleo com os Estados Unidos, indicou avanços para a retomada das relações diplomáticas, rompidas desde 2019, e anunciou a libertação de presos políticos.

    Venezuela começa a liberar acesso à rede X após bloqueio imposto em 2024

  • Mortes em protestos no Irã passam de 2,5 mil, diz ONG de direitos humanos

    Mortes em protestos no Irã passam de 2,5 mil, diz ONG de direitos humanos

    Levantamento aponta que a maioria das vítimas era de manifestantes e inclui ao menos 12 crianças. Número de presos já supera 18 mil, em meio à repressão intensificada do regime e ao agravamento da crise econômica no país.

    O número de mortos nos protestos contra o regime do Irã chegou a pelo menos 2.571, segundo a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos, conhecida pela sigla HDRANA. A organização, criada por iranianos no exílio e sediada nos Estados Unidos, afirma que 2.403 das vítimas eram manifestantes e 147 tinham ligação com o governo.

    De acordo com o levantamento mais recente, divulgado na terça-feira, ao menos 12 crianças morreram durante a repressão, além de nove civis que não participavam diretamente das manifestações. O número de pessoas detidas também aumentou e já ultrapassa 18.100.

    No balanço anterior, a HDRANA havia contabilizado pelo menos 2.003 mortes desde o início dos protestos, em 28 de dezembro. O novo total supera amplamente o registrado em qualquer outra onda de manifestações no país nas últimas décadas e remete ao nível de violência observado durante a Revolução Islâmica de 1979.

    Em entrevista à Associated Press, Skylar Thompson, representante da HDRANA, classificou os números como chocantes. Segundo ele, em apenas duas semanas, o total de vítimas já é quatro vezes maior do que o registrado nos protestos de 2022, desencadeados após a morte de Mahsa Amini sob custódia da chamada polícia da moralidade. Thompson afirmou ainda que a organização considera o balanço conservador.

    A televisão estatal iraniana reconheceu pela primeira vez, na terça-feira, um elevado número de mortes, ao afirmar que houve “muitos mártires” durante os confrontos. Um apresentador leu um comunicado segundo o qual “grupos armados e terroristas” teriam levado o país a sacrificar vidas, sem divulgar dados oficiais.

    Veículos estatais também informaram que ao menos 121 integrantes das forças militares, policiais, de segurança e do Judiciário morreram durante os protestos, conforme dados atribuídos a outra organização, a Human Rights Iran.

    Com a internet amplamente bloqueada no Irã, a verificação independente dos acontecimentos se tornou ainda mais difícil, embora moradores tenham conseguido retomar chamadas internacionais na terça-feira. A Human Rights Iran estima que o número real de vítimas da repressão possa chegar a até 12 mil.

    Os protestos começaram em 28 de dezembro, em Teerã, impulsionados inicialmente por comerciantes e setores econômicos afetados pela desvalorização do rial e pela inflação elevada. As manifestações rapidamente se espalharam para mais de 100 cidades.

    A inflação anual no país supera 42%, e, ao longo do último ano, a moeda iraniana perdeu cerca de 69% de seu valor frente ao dólar. O cenário econômico é agravado pelas sanções impostas pelos Estados Unidos e pela ONU em razão do programa nuclear iraniano.

    As autoridades reagiram inicialmente de forma mais moderada às manifestações, mas passaram a adotar uma postura cada vez mais dura. Com o avanço da repressão, os manifestantes passaram a ser classificados como terroristas ligados aos Estados Unidos e a Israel, e surgiram relatos de condenações à morte de pessoas detidas durante os protestos.

    Mortes em protestos no Irã passam de 2,5 mil, diz ONG de direitos humanos