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  • É difícil não ter algum nível de narcisismo hoje, diz Chay Suede, em sua primeira peça

    É difícil não ter algum nível de narcisismo hoje, diz Chay Suede, em sua primeira peça

    A peça lança um olhar satírico sobre temas contemporâneos e, nesse mosaico de tom quase confessional, o público pode se reconhecer em diversos momentos. O cavalheiro Roobertchay — nome real do ator — também funciona como um espelho voltado para a plateia, incluindo ironias direcionadas ao próprio Chay e à sua condição de celebridade.

    (CBS NEWS) — Chay Suede não fazia ideia de que profissão teria quando, ainda muito jovem, estrelou um vídeo publicitário hospitalar coordenado pelo pai. Anos depois, também para dar uma mãozinha ao genitor, vestiu-se de monstro e deu sustos no público de uma atração de terror em um shopping.

    Mal sabia ele que, em breve, iria parar na TV, despontando como ídolo de uma fictícia banda pop teen e, depois, se firmando como astro de novelas do horário nobre, além de eventuais aparições no cinema.

    Sem se dar conta, havia se tornado ator. Ainda faltava ao currículo, porém, o que para a maioria dos colegas costuma ser o primeiro passo na carreira: uma peça de teatro. Ausência que o ator, hoje com 33 anos, supre a partir desta quinta-feira (15), com a estreia, no Rio de Janeiro, do monólogo Peça Infantil: A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Roobertchay. O espetáculo tem direção de Felipe Hirsch, que assina a dramaturgia ao lado de Caetano W. Galindo.

    Apesar do título, não se trata de um espetáculo para crianças. O termo “infantil” remete mais à ludicidade da proposta, que brinca o tempo todo com o espectador, embora também dialogue com possíveis memórias da infância de Chay presentes no texto.

    Entre os episódios narrados — que podem ou não ser reais — estão uma circuncisão acidental em uma janela, a amizade com o filho de um pastor pedófilo e a surra que o ator teria levado do mesmo amigo ao reencontrá-lo depois de famoso.

    O protagonista funciona como uma espécie de duplo de Chay Suede, mas em uma composição híbrida que incorpora outras referências, especialmente ao personagem picaresco Tristram Shandy, do escritor britânico Laurence Sterne, conhecido por narrativas cheias de digressões e verdades duvidosas.

    A peça lança um olhar satírico sobre temas contemporâneos e, nesse mosaico de tom quase confessional, o público pode se reconhecer em diversos momentos. O cavalheiro Roobertchay — nome real do ator — também funciona como um espelho voltado para a plateia, incluindo ironias direcionadas ao próprio Chay e à sua condição de celebridade.

    “A peça é a dramaturgia criada pelo Felipe e pelo Caetano em cima de conversas que tivemos, de muitas fantasias que eles criaram baseadas em alguma realidade”, diz o ator após um ensaio. “Foram umas 30 horas de conversa. Coisas que falei por 40 segundos, às vezes, viraram um capítulo inteiro da peça, que tem 12 no total. E outras, que eu detalhei por uma hora, não renderam nada. Às vezes até eu me perco com o quanto de realidade existe ali.”

    O projeto surgiu quando Chay procurou Hirsch para uma parceria. O diretor avaliou que o encontro poderia render algo promissor. “Naquele momento, eu já tinha muita consciência do Chay como ator. A gente se encontrou, pensei em algumas ideias e achei ele realmente muito surpreendente como persona”, afirma.

    Hirsch explica que, ao ouvir as histórias, passou a imaginar um espetáculo que extrapolasse o caráter anedótico das narrativas, aprofundando discussões presentes em trabalhos anteriores sobre a ideia de autenticidade. “Eu queria fazer alguma coisa sobre verdade. Esta peça desenvolve um caminho que percorri em espetáculos recentes, que tratam da noção do que é autêntico e de como nos reconhecemos como verdade no que vemos, nesse espelho constante.”

    O diretor pensou a montagem como uma espécie de mockumentary, termo usado para pseudodocumentários que assumem pouco ou nenhum compromisso com a realidade.

    Para Chay, o maior desafio foi trabalhar as nuances do texto, repleto de frases pomposas, com aparência de outra época, mas atravessadas por um subtexto contemporâneo. “O nome desse personagem eu partilho comigo, mas ele é um outro. Com o tempo, fomos encontrando maneiras de deixar isso claro cenicamente, porque não adianta só a gente entender; o público precisa perceber também.”

    A carreira de Chay Suede na TV foi uma das mais meteóricas dos últimos anos. Se as primeiras experiências vieram para ajudar o pai, foi também por insistência dele que o ator topou fazer um teste para o reality musical Ídolos, da Record, em 2010. Na época, tinha 18 anos e acabou sendo convidado para integrar a versão brasileira de Rebelde, fenômeno teen que já havia explodido no México.

    A consolidação como ator veio após a ida para a Globo, em 2014. Em Império, quando viveu o protagonista na primeira fase da novela, ele passou a se enxergar como ator de fato e começou a estudar atuação com mais afinco.

    “No começo, minha preocupação era se algum dia eu conseguiria deixar de ser considerado um ex-Rebelde. Não por vergonha, mas porque eu queria ir além. Cheguei a pensar que poderia atuar ocasionalmente, mas não achava que isso seria a minha vida.”

    A vontade de estrear no teatro não surgiu como cobrança externa. “Lá no início, senti um pouco por vir de um reality musical. Depois, não mais. O fato é que recebi muitos depoimentos de amigos dizendo o quanto o teatro mudaria minha vida, pela experiência em si”, afirma.

    Chay reconhece que alguns podem enxergar no espetáculo uma exaltação pessoal, já que sua estreia nos palcos se dá em um monólogo com elementos autobiográficos. Para ele, essa leitura também faz parte do debate proposto. “É muito difícil viver nosso tempo sem algum nível de narcisismo. O diferencial é perceber quando você está sendo empurrado para esse lugar.”

    Atento às transformações sociais e políticas, o ator também comenta o cenário cultural do país. Ele elogia os governos Lula e associa o atual momento do cinema brasileiro às políticas de incentivo. “A quantidade de projetos, o apoio à arte e à cultura e a revolução que está acontecendo no cinema têm relação direta com essas políticas.”

    Por fim, Chay diz não temer a reação dos fãs mais antigos diante de um projeto tão desafiador. “É um espetáculo que exige cabeça aberta. Ele frustra algumas expectativas, mas alimenta outras inimagináveis. Estou curioso para ver como o público da época de Rebelde vai reagir.”

    PEÇA INFANTIL: A VIDA E AS OPINIÕES DO CAVALHEIRO ROOBERTCHAY
    Quando: janeiro, qui. a sáb., às 20h30; dom., às 19h30. Fevereiro: sex., às 20h30; sáb., às 18h e 20h30; dom., às 19h30. De 15 de janeiro a 1º de março
    Onde: Teatro Casa Grande — av. Afrânio de Melo Franco, 290, loja A, Rio de Janeiro
    Preço: R$ 160 a R$ 220
    Classificação: 14 anos
    Autoria: Felipe Hirsch e Caetano W. Galindo
    Elenco: Chay Suede
    Direção: Felipe Hirsch
    Ingressos: https://www.ticketmaster.com.br/event/a-vida-e-as-opinioes-do-cavalheiro-roobertchay-rio-de-janeiro 
     
     
     

     

    É difícil não ter algum nível de narcisismo hoje, diz Chay Suede, em sua primeira peça

  • Ala do centrão ameaça poder de Motta, que tenta se aproximar de Lula por sobrevivência

    Ala do centrão ameaça poder de Motta, que tenta se aproximar de Lula por sobrevivência

    Motta esteve com Lula nesta terça-feira (13) em uma cerimônia do governo que marcou uma nova etapa da regulamentação da reforma tributária. Ele viajou a Brasília para participar do evento, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), optou por não comparece

    (CBS NEWS) — A possibilidade de crescimento de uma ala do centrão nas eleições de outubro ameaça o poder do atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Hoje, a recondução de Motta ao comando da Casa, em eleição interna prevista para 2027, é considerada incerta por líderes da Câmara. O deputado saiu fragilizado após enfrentar um motim que inviabilizou os trabalhos do plenário por 30 horas, no ano passado. Integrantes do centrão atribuem ao paraibano parte do desgaste da Casa junto à opinião pública, como no episódio do projeto que ampliava o número de deputados. A insatisfação culminou em um atrito com seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL).

    Em paralelo, aliados apontam uma reaproximação entre o presidente da Câmara e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo de 2026, diante da necessidade de Motta preservar o cargo e ampliar a influência eleitoral da família na Paraíba.

    Motta esteve com Lula nesta terça-feira (13) em uma cerimônia do governo que marcou uma nova etapa da regulamentação da reforma tributária. Ele viajou a Brasília para participar do evento, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), optou por não comparecer.

    Neste ano, partidos que anteriormente lançaram candidaturas de oposição a Motta, como PSD e União Brasil, traçam planos robustos de crescimento de bancadas na Câmara. O PSD, comandado por Gilberto Kassab, projeta alcançar 100 cadeiras. Já a federação formada por União Brasil e PP também mira uma expansão significativa.

    Segundo aliados, a perspectiva de um desequilíbrio nas forças do centrão eleva o risco à recondução de Motta à presidência da Câmara em 2027. Mesmo se reeleito deputado, ele teria de negociar com legendas mais fortalecidas para permanecer no cargo após um primeiro ano considerado turbulento.

    Nesse contexto, interlocutores avaliam que Motta deve intensificar a reaproximação com Lula em 2026, buscando garantir o apoio da bancada governista à sua permanência no comando da Casa. A federação PT-PCdoB-PV, núcleo da base lulista, projeta eleger cerca de 90 deputados no próximo pleito, impulsionada pelo controle da máquina administrativa.

    Além disso, a aproximação com o Planalto pode ajudar Motta a ampliar seu capital eleitoral na Paraíba. Além de renovar o próprio mandato, o presidente da Câmara pretende viabilizar a candidatura do pai, Nabor Wanderley, ao Senado.

    A Paraíba é historicamente lulista e deu 64,2% dos votos ao petista no primeiro turno de 2022. O apoio, ou ao menos a neutralidade do PT, seria decisivo para fortalecer a candidatura de Nabor. O principal adversário é o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que busca a reeleição e também integra a base de Lula.

    Do lado do governo, há o interesse em evitar surpresas em ano eleitoral. Em 2025, Motta impôs derrotas ao Planalto ao entregar relatorias da PEC da Segurança Pública e do projeto de lei antifacções a parlamentares da oposição. Também deixou caducar a medida provisória do IOF e pautou a discussão sobre a dosimetria das penas dos réus do 8 de Janeiro.

    Segundo interlocutores, movimentos recentes de Motta buscam pavimentar essa reaproximação. O primeiro foi se afastar da condução direta do debate sobre a dosimetria das penas. O segundo, a cassação, de ofício, dos mandatos dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).

    Lula, por sua vez, também tem interesse na reaproximação. O Planalto pretende aprovar rapidamente pautas como a Medida Provisória do Gás do Povo, que precisa ser votada até 11 de fevereiro para não perder validade. A iniciativa é vista pelo governo como de forte apelo eleitoral.

    Planos partidários

    O PSD perdeu quatro cadeiras nas eleições de 2022 com o fim das coligações, elegendo 42 deputados. Para este ano, a sigla aposta na filiação de governadores e candidatos a cargos majoritários em estados onde teve baixo desempenho, buscando ampliar sua capilaridade eleitoral.

    No Rio Grande do Sul, por exemplo, o partido tinha apenas um deputado e agora conta com o governador Eduardo Leite. Em Pernambuco, filiou a governadora Raquel Lyra, em um estado onde não havia conquistado nenhuma vaga na última eleição. Em Minas Gerais, onde tem cinco deputados, a expectativa é crescer com a filiação do vice-governador Mateus Simões, pré-candidato ao governo estadual.

    Outra aposta do PSD é o chamado “voto de estrutura”, baseado na transferência de apoio da base de prefeitos para candidatos a deputado. A legenda foi a maior vencedora das eleições municipais de 2024, ao conquistar o comando de 887 municípios, incluindo cinco capitais.

    Já União Brasil e PP formam uma federação que atuará de forma conjunta no pleito. O modelo favorece a eleição de deputados ao somar votos proporcionais das duas siglas. Atualmente, juntas, elas somam 109 cadeiras na Câmara e almejam chegar a 120 na próxima legislatura.

    A federação também deverá concentrar a maior fatia do fundo eleitoral e o maior tempo de propaganda na televisão, fatores que tendem a atrair candidatos e reforçar o peso político do grupo no próximo Congresso.
     

    Ala do centrão ameaça poder de Motta, que tenta se aproximar de Lula por sobrevivência

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  • João Fonseca é confirmado como cabeça de chave no ATP de Buenos Aires

    João Fonseca é confirmado como cabeça de chave no ATP de Buenos Aires

    (UOL/FOLHAPRESS) — O brasileiro João Fonseca foi confirmado como o quarto cabeça de chave do ATP 250 de Buenos Aires, na Argentina.

    O torneio marcará a estreia do tenista de 21 anos na temporada 2026. Atual número 30 do ranking mundial, Fonseca é o atual campeão da competição e retorna às quadras após se recuperar de uma lesão na região lombar.

    O ATP de Buenos Aires será disputado entre os dias 9 e 16 de fevereiro, em quadras de saibro, e integra a preparação de muitos atletas para torneios mais importantes ao longo da temporada.

    Na condição de cabeça de chave, João Fonseca evitará confrontos com os principais favoritos nas primeiras rodadas. Entre os outros jogadores que também entram como cabeças de chave estão Lorenzo Musetti, Francisco Cerúndolo e Luciano Darderi.

    Meio-campista do Real Madrid reagiu com dureza a rumores de que teria comemorado a demissão do treinador espanhol, criticou desinformação nas redes sociais e afirmou que nunca faltou respeito ao técnico.

    Notícias ao Minuto | 07:30 – 14/01/2026

    João Fonseca é confirmado como cabeça de chave no ATP de Buenos Aires

  • Lula sanciona regulamentação da reforma tributária, com vetos

    Lula sanciona regulamentação da reforma tributária, com vetos

    Um dos vetos trata da redução da tributação para as Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs), com equiparação aos clubes brasileiros. Outro veto refere-se à inclusão, na lista de alimentos sujeitos à redução de 60% das alíquotas do IBS e da CBS, de produtos naturais líquidos compostos por vegetais e frutas

    Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Lei Complementar 227, que representa a última etapa da regulamentação da reforma tributária. O texto cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), órgão responsável por gerir e coordenar operacionalmente o novo imposto compartilhado entre estados, Distrito Federal e municípios.

    O Ministério da Fazenda informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou dez dispositivos do projeto. “O presidente fez alguns poucos vetos que já tinham sido antecipados nos diálogos com o Congresso, mas são poucos vetos”, afirmou o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, em entrevista coletiva nesta terça-feira, 13.

    Alguns dos vetos foram detalhados ainda nesta terça. Um deles trata da redução da tributação para as Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs), com equiparação aos clubes brasileiros. Outro veto refere-se à inclusão, na lista de alimentos sujeitos à redução de 60% das alíquotas do IBS e da CBS, de produtos naturais líquidos compostos por vegetais e frutas. Segundo o governo, essa inclusão ampliaria o benefício além da intenção original do Parlamento.

    Lula também vetou a possibilidade de estados e municípios reduzirem as alíquotas do ITBI na modalidade de pagamento antecipado do tributo. O Planalto alegou que a medida poderia gerar insegurança jurídica.

    Outro veto atingiu o trecho que previa a devolução posterior de parte do valor pago por famílias de baixa renda no fornecimento de gás encanado. “A proposição legislativa contraria o interesse público ao afetar a devolução imediata de tributos incidentes sobre gás canalizado para famílias de baixa renda e prejudicar a consecução da política de universalização do acesso ao gás natural”, justificou o presidente.
     
     

     

    Lula sanciona regulamentação da reforma tributária, com vetos

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  • Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

    Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

    Na conversa com Lula, de acordo com o Planalto, o primeiro-ministro cumprimentou o presidente brasileiro por seu empenho em favor da conclusão do acordo. Os dois também discutiram a necessidade que as novas regras possam entrar em vigor o mais rápido possíve

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta terça-feira (13) com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Segundo comunicado do Palácio do Planalto, os dois líderes manifestaram satisfação com aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que deve ser assinado no próximo dia 17, no Paraguai. O novo tratado, que demorou 25 anos para ter suas negociações concluídas, ainda precisam passar por um processo de internalização dos países signatários.

    Na conversa com Lula, de acordo com o Planalto, o primeiro-ministro cumprimentou o presidente brasileiro por seu empenho em favor da conclusão do acordo. Os dois também discutiram a necessidade que as novas regras possam entrar em vigor o mais rápido possível.

    “Ambos coincidiram que a decisão dos dois blocos é um gesto muito importante de defesa do multilateralismo e do livre comércio, com grande dimensão política e estratégica neste momento histórico. Concordaram em trabalhar conjuntamente, de forma rápida e eficiente, para a implementação do acordo a fim de que as populações possam ver resultados concretos da parceria firmada”, informou a Presidência da República, em nota. 

    Lula e Montenegro também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela e destacaram a necessidade de se evitar um cenário de instabilidade na América do Sul.

    Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

  • Trump insulta operário que o chamou "protetor de pedófilo"; veja

    Trump insulta operário que o chamou "protetor de pedófilo"; veja

    Gravado por celulares, Trump reagiu com xingamentos e mostrou o dedo do meio a um funcionário que o teria insultado. A Casa Branca saiu em defesa do presidente, enquanto a montadora decidiu suspender o trabalhador envolvido.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizou um momento de tensão durante uma visita a uma fábrica da Ford Motor Company no estado de Michigan, na terça-feira. Gravado por celulares, Trump reagiu com xingamentos e mostrou o dedo do meio a um funcionário que o teria insultado. A Casa Branca saiu em defesa do presidente, enquanto a montadora decidiu suspender o trabalhador envolvido.

    As imagens, divulgadas inicialmente pelo TMZ, mostram Trump caminhando pelas instalações industriais quando interrompe a visita para responder ao funcionário, a quem dirige um gesto obsceno e uma ofensa verbal. De acordo com o site, o trabalhador teria chamado o presidente de “protetor de um pedófilo”, em referência ao caso de Jeffrey Epstein, empresário condenado por crimes sexuais e conhecido por manter relações com figuras influentes.

    A Casa Branca classificou a reação do presidente como adequada. Em declaração à CBS News, o diretor de Comunicação do governo, Steven Cheung, afirmou que “um lunático estava a gritar palavrões de forma descontrolada” e que Trump respondeu de maneira “adequada e inequívoca”.

    Após a repercussão do episódio, a Ford confirmou a suspensão do funcionário, identificado como membro do sindicato United Auto Workers. Em nota, o porta-voz da empresa, David Tovar, afirmou que a companhia não tolera comportamentos considerados inadequados dentro de suas instalações. “Um dos nossos valores fundamentais é o respeito. Quando isso é violado, temos procedimentos internos para lidar com a situação”, declarou, sem entrar em detalhes sobre o caso específico.

    A visita de Trump ao Michigan incluiu um discurso no Detroit Economic Club e uma passagem pela fábrica da Ford, localizada em Dearborn. Mais tarde, o presidente participou de um evento no Sound Board Theater, no complexo do MotorCity Casino, onde exaltou indicadores econômicos, celebrou a vitória no estado nas eleições de 2024 e voltou a defender a política de tarifas adotada por sua administração, dizendo que a palavra “tarifa” está entre as suas preferidas.

     

    Trump insulta operário que o chamou "protetor de pedófilo"; veja

  • Michelle testa popularidade de Tarcísio nas redes, retoma viagens e sinaliza ressentimento com Flávio

    Michelle testa popularidade de Tarcísio nas redes, retoma viagens e sinaliza ressentimento com Flávio

    A publicação feita nesta terça-feira (13) também é vista por aliados como uma forma de testar a popularidade de Tarcísio dentro do campo bolsonarista. Segundo uma pessoa próxima à ex-primeira-dama, as redes sociais de Michelle e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tornaram-se dois dos principais termômetros do bolsonarismo

    (CBS NEWS) — Aliados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) interpretaram um vídeo publicado por ela nas redes sociais com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como um recado indireto ao enteado mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A leitura é de que Michelle teria ficado contrariada com o anúncio da pré-candidatura de Flávio à Presidência da República.

    A publicação feita nesta terça-feira (13) também é vista por aliados como uma forma de testar a popularidade de Tarcísio dentro do campo bolsonarista. Segundo uma pessoa próxima à ex-primeira-dama, as redes sociais de Michelle e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tornaram-se dois dos principais termômetros do bolsonarismo. De acordo com esse interlocutor, o nível de engajamento nas postagens ajuda a medir o humor do eleitorado.

    Michelle teria se incomodado por ter sido surpreendida com o lançamento da pré-candidatura de Flávio. Na véspera do anúncio, em dezembro, ela visitou Jair Bolsonaro (PL), mas, segundo aliados, os dois não trataram de política durante os cerca de 30 minutos em que estiveram juntos. Flávio, por sua vez, não teria procurado a madrasta para avisá-la de que havia sido escolhido pelo pai.

    No vídeo compartilhado por Michelle, Tarcísio critica a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Quando você tem mais inflação, o juro sobe ou o juro baixa? É isso que está acontecendo, o país está gastando demais”, diz o governador no trecho selecionado.

    Para correligionários da ex-primeira-dama, a publicação também sinaliza que ela ainda não estaria totalmente convencida de que Flávio seja o nome mais competitivo do bolsonarismo para enfrentar Lula em uma eventual disputa presidencial.

    No fim do ano passado, Michelle se desentendeu publicamente com os enteados em razão de uma articulação do PL com Ciro Gomes (PSDB) para o governo do Ceará. Após o episódio, Jair Bolsonaro pediu que a família se reconciliasse e demonstrasse unidade. Michelle pediu desculpas a Flávio e recebeu um pedido de desculpas do senador. Quando o clima parecia mais ameno, Flávio anunciou que havia recebido o aval do pai para disputar a Presidência.

    Antes do anúncio público, Flávio viajou de Brasília a São Paulo para comunicar pessoalmente a decisão a Tarcísio de Freitas, mas não entrou em contato com Michelle, nem mesmo por telefone. Em entrevista à Folha, em 8 de dezembro, o senador reconheceu que a madrasta pode ter ficado surpresa.

    “Acredito que possa ter ficado surpreendida porque eu não sei se o presidente Bolsonaro conversava diretamente com ela sobre isso. Comigo ele conversava. Pode ser que ela tenha ficado surpresa no momento, mas com toda certeza ela imaginava que esse era um cenário bem possível”, afirmou Flávio.

    Pessoas próximas à ex-primeira-dama relatam que o encontro dela com Jair Bolsonaro em 4 de dezembro, um dia antes do anúncio, foi particularmente sensível porque a filha do casal, Laura, estava presente.

    Quatro dias após a confirmação da pré-candidatura de Flávio, Michelle anunciou uma pausa na agenda política. Ela desmarcou um encontro nacional que ocorreria no Rio de Janeiro em 13 de dezembro e se afastou temporariamente da presidência do PL Mulher, alegando questões de saúde.

    Aliados afirmam que Michelle queria passar mais tempo com a filha, que havia acabado de entrar em férias, e que também teria dificuldade em disfarçar o descontentamento por ter sido, na avaliação deles, atropelada politicamente.

    A ex-primeira-dama deve retomar a agenda de viagens pelo país em 6 de fevereiro, começando por Palmas (TO). O presidente do diretório do PL no Tocantins, senador Eduardo Gomes, pré-candidato à reeleição, diz que a expectativa para o evento é alta.

    “Michelle é uma figura pública amplamente reconhecida em todo o país, que vem cumprindo essa agenda partidária de maneira muito significativa e trazendo para as fileiras do PL lideranças femininas muito importantes para o Brasil”, afirmou o senador.
     
     

     

    Michelle testa popularidade de Tarcísio nas redes, retoma viagens e sinaliza ressentimento com Flávio

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  • Cidade marcada pela extrema pobreza: onde Wagner Moura passou a infância

    Cidade marcada pela extrema pobreza: onde Wagner Moura passou a infância

    Ator nasceu em Salvador, mas cresceu no sertão da Bahia, em uma cidade destruída pela construção da hidrelétrica de Itaparica. A infância em Rodelas marcou a formação pessoal e artística do primeiro brasileiro a vencer um Globo de Ouro.

    O caminho que levou Wagner Moura ao reconhecimento internacional começou longe dos grandes centros culturais do país. Embora tenha nascido em Salvador, foi no sertão da Bahia que o ator passou parte decisiva da infância e construiu referências que, anos depois, ajudariam a moldar sua trajetória artística.

    Ainda criança, Wagner se mudou com a família para Rodelas, município localizado às margens do Rio São Francisco. Ele viveu na cidade até os 11 anos de idade, período marcado por uma transformação radical: Rodelas foi completamente destruída nos anos 1980 para dar lugar ao reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaparica.

    A obra, iniciada durante a ditadura militar, tinha como objetivo ampliar a geração de energia no Nordeste, mas provocou o deslocamento forçado de milhares de moradores. Em 1986, trabalhadores rurais chegaram a ocupar a barragem em protesto contra a desocupação da cidade. Pouco depois, a antiga Rodelas foi inundada, dando origem ao Lago de Itaparica.

    Wagner se mudou ainda criança para Rodelas, onde morou com a família até os 11 anos de idade. A permanência na cidade foi interrompida de forma abrupta nos anos 1980, quando o município foi destruído para a construção da Usina Hidrelétrica de Itaparica, no Rio São Francisco. A obra provocou o deslocamento forçado de toda a população local e deu origem ao Lago de Itaparica.

    À época, o então menino Wagner chegou a falar com um repórter sobre a mudança. Em uma entrevista resgatada recentemente nas redes sociais, ele comentou, com naturalidade infantil, o impacto da decisão. “Não estava com vontade de mudar, não, mas agora já mudei”, disse. Em seguida, confessou o estranhamento com a nova realidade: “Lá, é tudo estranho para a gente”.

     
     
     

     
     
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    Décadas depois, o contraste entre a projeção internacional do ator e a realidade social de Rodelas voltou a chamar atenção. Mais de 90% da população do município está cadastrada no CadÚnico em situação de pobreza ou extrema pobreza. O PIB per capita gira em torno de R$ 15 mil, e a cidade enfrenta desafios estruturais, como baixo índice de saneamento básico, número limitado de escolas e ausência de hospital de referência.

    Apesar das dificuldades, Rodelas mantém forte identidade cultural, com vínculos históricos com comunidades indígenas e territórios tradicionais do sertão baiano. É nesse cenário que se inscreve a infância de Wagner Moura, marcada pela convivência com o interior nordestino e pelas consequências sociais de grandes obras de infraestrutura no país.

    Na adolescência, o ator retornou a Salvador, onde iniciou os estudos em teatro e passou a se apresentar em espetáculos locais. Mais tarde, cursou jornalismo na Universidade Federal da Bahia, etapa decisiva para a consolidação de sua formação artística e política.

    Em entrevista ao programa Papo de Segunda, em 2021, Wagner Moura resumiu a importância dessas experiências para a própria identidade. Disse ser resultado direto dos lugares onde viveu, do sertão da Bahia e da capital, das vivências culturais e humanas que o cercaram desde cedo.

    “Sou resultado do lugar de onde vim, da minha infância, do contexto cultural onde fui forjado, tanto do sertão da Bahia quanto de Salvador”, afirmou o ator. “Do que vi, do que vivi, do que vi de produção cultural, de produção artística em Salvador, de estar ali naquela cidade com aquelas pessoas.”

     

    Cidade marcada pela extrema pobreza: onde Wagner Moura passou a infância

  • Quem é Erfan Soltani, jovem que pode ser enforcado no Irã nesta quarta

    Quem é Erfan Soltani, jovem que pode ser enforcado no Irã nesta quarta

    Aos 26 anos, trabalhador do setor têxtil foi preso durante manifestações contra o regime, não teve acesso a advogado nem julgamento formal e pode se tornar o primeiro manifestante executado nesta nova onda de repressão no país.

    Erfan Soltani tem 26 anos, trabalha no setor têxtil e pode se tornar o primeiro manifestante executado pelo regime iraniano desde o início da nova onda de protestos no país. Organizações internacionais de direitos humanos afirmam que ele corre risco iminente de ser enforcado já nesta quarta-feira, após ter sido detido durante manifestações contra o governo.

    Erfan foi preso na noite de 8 de janeiro, nas proximidades de sua casa, no distrito de Fardis, na cidade de Karaj, região metropolitana de Teerã. Durante três dias, a família não recebeu qualquer informação sobre seu paradeiro. O contato só ocorreu no domingo seguinte, quando agentes de segurança confirmaram que o jovem estava sob custódia e já havia sido condenado à morte.

    Segundo relatos reunidos por entidades independentes, Erfan não teve acesso a advogado, não foi formalmente acusado e não passou por julgamento. A condenação teria sido baseada na acusação de “moharebeh”, termo usado pelo regime para classificar opositores como “inimigos de Deus”, crime que pode levar à pena capital no Irã.

    A família foi autorizada a um único encontro com o jovem, com duração de cerca de dez minutos. De acordo com fontes próximas, os agentes deixaram claro que se tratava de uma despedida final antes da execução da sentença. Parentes também teriam sido ameaçados para que não falassem com a imprensa nem denunciassem o caso publicamente.

    Erfan Soltani trabalhava na indústria do vestuário e havia começado recentemente em uma empresa privada. Pessoas próximas relatam que ele tinha interesse por moda, praticava musculação e levava uma vida discreta. Seu perfil em redes sociais, ainda ativo, mostra um jovem comum, distante de qualquer histórico de militância armada ou envolvimento violento.

    Organizações de direitos humanos alertam que o caso pode abrir caminho para uma escalada de execuções relacionadas aos protestos que tomam o país desde o fim de dezembro, motivados inicialmente pela inflação elevada e pelo colapso da moeda iraniana, o rial, e que rapidamente se transformaram em manifestações contra o regime.

    Segundo essas entidades, o Irã vive um cenário de repressão comparável ao dos anos 1980, período marcado por execuções em massa de opositores políticos. O temor é de que Erfan seja apenas o primeiro de muitos manifestantes a enfrentar punições extremas sem o devido processo legal.

    Grupos internacionais pedem pressão diplomática imediata e afirmam que a comunidade internacional tem a responsabilidade de agir para impedir execuções sumárias e proteger civis que protestam contra o governo iraniano.

    Quem é Erfan Soltani, jovem que pode ser enforcado no Irã nesta quarta

  • Casamento à vista? Virginia Fonseca quebra o silêncio sobre a vida a dois

    Casamento à vista? Virginia Fonseca quebra o silêncio sobre a vida a dois

    Virginia comenta os rumores de casamento, fala sobre o relacionamento recente, explica a boa relação com o ex-marido por causa dos filhos e esclarece se pensa em ampliar a família neste momento

    Virginia Fonseca fez questão de negar rumores sobre um possível casamento em 2026 e falou abertamente sobre o momento atual da vida pessoal. A declaração foi dada durante entrevista ao vivo, nesta terça-feira (13), no programa Jornal dos Famosos, da LeoDias TV.

    Questionada sobre a possibilidade de subir ao altar, a influenciadora reagiu de forma direta. “Gente, pelo amor de Deus. Casamento? Acabei de começar um relacionamento, não tem nem três meses”, afirmou. Em seguida, reforçou que não há qualquer conversa sobre o assunto no momento. “Não tem casamento, não tem conversa de casamento”, completou.

    Apesar de descartar planos futuros mais sérios, Virginia admitiu estar vivendo uma fase positiva no relacionamento com o jogador Vinícius Júnior. “Tô apaixonadíssima. Tô feliz”, disse. Ao comentar sobre o sentimento, destacou: “É sempre muito bom. Eu tô muito feliz com o Vini, estou me sentindo amada, tá sendo muito incrível”.

    Durante a entrevista, Virginia também comentou a relação com o ex-marido, Zé Felipe, após ele agradecê-la publicamente por ter emprestado um jato particular para que conseguisse realizar um show. Na ocasião, o cantor se referiu a ela pelo apelido “Vivíbora”, o que gerou curiosidade entre os apresentadores.

    Sobre o termo, a influenciadora minimizou qualquer polêmica. “Vivíbora é um apelido que todo mundo me chama. O Lucas Guedez começou e agora todo mundo fala”, explicou. Segundo ela, a relação com o ex segue respeitosa por causa dos filhos. “Eu tenho um respeito muito grande pelo Zé e ele também por mim. A gente tem uma relação muito boa por causa dos nossos filhos, temos três filhos”, afirmou.

    Questionada se considera o apelido carinhoso, Virginia desconversou, aos risos. “Se é carinhoso ou não, eu não sei, mas eu levei numa boa, não me incomodei”, declarou.

    Casamento à vista? Virginia Fonseca quebra o silêncio sobre a vida a dois