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  • Norris rebate críticas de Verstappen: “Se quiser se aposentar, pode sair”

    Norris rebate críticas de Verstappen: “Se quiser se aposentar, pode sair”

    A temporada deste ano da Fórmula 1 começou sob novas regras técnicas, que alteraram a forma de pilotar os carros. Com maior protagonismo da parte elétrica do motor, os pilotos precisam agora gerenciar melhor a energia ao longo das provas.

    Durante os testes realizados no Bahrein, Max Verstappen criticou os novos carros e afirmou que eles deixaram de ser divertidos de pilotar. O tricampeão comparou os modelos atuais aos da Fórmula E, categoria totalmente elétrica em que a gestão de energia é determinante. “Isso simplesmente não é Fórmula 1. Talvez seja melhor correr na Fórmula E”, declarou.

    Segundo o site Motorsport.com, Lando Norris, da McLaren, foi questionado sobre as declarações do rival e respondeu em tom direto. “Eu gostei muito, achei bem divertido. Se ele quiser se aposentar, pode se aposentar. A Fórmula 1 está sempre mudando. Às vezes é mais agradável de pilotar, às vezes menos”, disse.

    Norris também destacou que os pilotos são bem remunerados para se adaptar às mudanças do esporte. “Recebemos uma quantia absurda de dinheiro para pilotar, então, no fim das contas, não dá para reclamar. Qualquer piloto pode sair e fazer outra coisa. Não é como se ele fosse obrigado a estar aqui”, afirmou.

    Apesar das diferenças na condução, o britânico afirmou encarar o desafio com entusiasmo. “Ainda estou pilotando carros, viajando pelo mundo e me divertindo muito. Não tenho do que reclamar”, completou.

    Lewis Hamilton também comentou as mudanças, mas sob outra perspectiva. O heptacampeão demonstrou preocupação com a complexidade dos novos regulamentos, temendo que o excesso de gestão técnica possa tornar a categoria mais difícil de compreender para os fãs.
     
     

    Raphinha já não entrou em campo nas quartas de final da Copa do Rei, na vitória do Barcelona sobre o Albacete por 2 a 1. Seu último jogo foi em 31 de janeiro, contra o Elche, quando foi substituído no intervalo, pelo Campeonato Espanhol

    Folhapress | 17:00 – 12/02/2026

     

    Norris rebate críticas de Verstappen: “Se quiser se aposentar, pode sair”

  • OpenAI libera ChatGPT para Exército dos EUA e gera debate

    OpenAI libera ChatGPT para Exército dos EUA e gera debate

    Ferramenta será usada pelo governo norte-americano por meio de plataforma do Pentágono. Anúncio ocorre em meio a críticas internas após testes de publicidade no ChatGPT e questionamentos sobre uso de dados e impactos éticos da inteligência artificial

    A OpenAI anunciou, em publicação em seu blog oficial, que decidiu conceder ao Exército dos Estados Unidos acesso ao ChatGPT. A ferramenta ficará disponível ao governo norte-americano por meio da plataforma de inteligência artificial do Pentágono, a GenAI.mil, podendo ser utilizada para “todos os usos legais”.

    Segundo a empresa, a medida tem como objetivo ampliar o acesso das forças de defesa a tecnologias avançadas. “Acreditamos que as pessoas responsáveis por defender o país devem ter acesso às melhores ferramentas disponíveis. A inteligência artificial pode ajudar a proteger pessoas, dissuadir adversários e prevenir conflitos futuros”, informou a OpenAI.

    A versão do ChatGPT destinada ao Exército norte-americano terá adaptações em relação à versão disponibilizada ao público em geral. As mudanças foram feitas para permitir que o sistema lide com materiais e demandas específicas do Departamento de Defesa.

    Apesar de o acordo ser direcionado aos Estados Unidos, a OpenAI afirmou que pretende trabalhar com outros governos no futuro. “Nosso objetivo é ajudar governos a utilizar a inteligência artificial de forma eficaz e segura”, declarou a companhia.

    Críticas internas e debate sobre publicidade

    A decisão ocorre em meio a questionamentos sobre os rumos da empresa. A economista e pesquisadora Zoë Hitzig anunciou recentemente sua saída da OpenAI após dois anos na companhia. Em artigo publicado no The New York Times, ela afirmou que decidiu deixar a empresa após a OpenAI iniciar testes para exibição de anúncios publicitários no ChatGPT.

    Para Hitzig, a empresa pode estar repetindo erros cometidos pelo Facebook no início de sua trajetória. Segundo ela, a OpenAI estaria deixando de discutir de forma aprofundada os impactos sociais da tecnologia que desenvolve.

    No texto, a ex-pesquisadora comparou a situação ao período em que o Facebook prometia maior controle dos usuários sobre seus dados, algo que, segundo críticos, não se concretizou plenamente ao longo dos anos. Ela alertou que a introdução de publicidade pode alterar as prioridades da empresa e influenciar decisões futuras.

    Hitzig destacou ainda que o caso da OpenAI pode ser mais sensível, já que a empresa reúne dados provenientes de conversas diretas dos usuários com o ChatGPT, que incluem relatos pessoais, questões médicas, crenças religiosas e problemas de relacionamento.

    Segundo ela, muitos usuários compartilham informações íntimas com o chatbot por acreditarem que estão interagindo com um sistema sem interesses comerciais. A ex-pesquisadora classificou o conjunto de dados acumulado pela empresa como um “arquivo de sinceridade humana sem precedentes”.
     

     
     

    OpenAI libera ChatGPT para Exército dos EUA e gera debate

  • Bilionário do Manchester United provoca crise após fala sobre imigração

    Bilionário do Manchester United provoca crise após fala sobre imigração

    Sir Jim Ratcliffe, empresário britânico e um dos homens mais ricos do Reino Unido, tornou-se alvo de críticas após declarações sobre imigração feitas em entrevista à emissora Sky Sports. Dono do grupo químico INEOS e coproprietário do Manchester United, Ratcliffe afirmou que “o Reino Unido foi colonizado por imigrantes” e defendeu que não é possível manter “uma economia com nove milhões de pessoas dependentes de subsídios e níveis enormes de imigrantes”.

    Durante a entrevista, ele pediu ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que tenha coragem de adotar medidas impopulares para enfrentar os desafios econômicos do país. A resposta veio rapidamente. Starmer classificou as declarações como “ofensivas e erradas” e afirmou que Ratcliffe deveria se desculpar. “A Grã-Bretanha é um país orgulhoso, tolerante e diverso”, disse o premiê.

    A repercussão também atingiu o Manchester United. O The 1958, um dos principais grupos organizados de torcedores do clube, classificou as falas como “uma vergonha total” e lembrou que Ratcliffe reside em Mônaco, onde paga menos impostos.

    Segundo o jornal The Sun, jogadores do elenco principal também teriam ficado incomodados com os comentários. Um atleta, sob condição de anonimato, disse ter ficado “sem palavras” ao ouvir as declarações. Pessoas próximas a outro jogador afirmaram que Ratcliffe “tem muito a explicar” para evitar consequências maiores dentro do ambiente do clube.

    Diante da repercussão, o Manchester United divulgou comunicado oficial se distanciando das declarações do empresário. O clube afirmou que se orgulha de ser uma instituição inclusiva e acolhedora, destacando a diversidade de seus jogadores, funcionários e torcedores ao redor do mundo.

    O texto reforça o compromisso com igualdade, diversidade e inclusão, valores que, segundo o clube, fazem parte de sua cultura e são respaldados pelos padrões avançados da Premier League. O comunicado também destacou o trabalho social realizado pela Manchester United Foundation na cidade e na região.

    Após a onda de críticas, Ratcliffe divulgou nota por meio da INEOS. No comunicado, disse lamentar que sua escolha de palavras tenha ofendido pessoas no Reino Unido e na Europa. Segundo ele, sua intenção era chamar atenção para a necessidade de uma política migratória “controlada e bem gerida”, alinhada a investimentos em qualificação profissional, indústria e geração de empregos.

    Ratcliffe afirmou que suas declarações foram feitas durante o Fórum da Indústria Europeia, na Bélgica, em um debate sobre crescimento econômico e mercado de trabalho. Para o empresário, é fundamental manter um debate aberto sobre os desafios enfrentados pelo Reino Unido.

    Bilionário do Manchester United provoca crise após fala sobre imigração

  • ONG registra cerca de sete mil mortos em protestos no Irã

    ONG registra cerca de sete mil mortos em protestos no Irã

    Levantamento da HRANA indica número de vítimas superior ao reconhecido pelo governo iraniano após protestos iniciados em dezembro. Organização também contabiliza quase 53 mil detidos, enquanto autoridades restringem comunicações e enfrentam pressão internacional

    Pelo menos 7.002 pessoas morreram durante a repressão aos protestos antigovernamentais ocorridos em janeiro no Irã, segundo levantamento divulgado pela Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, HRANA, citada pela Associated Press. A organização afirma que milhares de outras pessoas seguem desaparecidas.

    Com sede nos Estados Unidos, a HRANA mantém uma rede de colaboradores dentro do Irã para verificar informações sobre mortes e prisões. A Associated Press ressalta, no entanto, que não conseguiu confirmar os dados de forma independente, já que as autoridades iranianas restringiram o acesso à internet e às chamadas internacionais.

    De acordo com a entidade, o número de vítimas vem sendo atualizado gradualmente à medida que novas informações são cruzadas, apesar das dificuldades de comunicação com o interior do país.

    Em 21 de janeiro, o governo iraniano reconheceu 3.117 mortes durante os protestos, a maioria de manifestantes. Organizações de direitos humanos contestam esse balanço e afirmam ter dados que indicam um número significativamente maior de vítimas, além de dezenas de milhares de detenções.

    Até quarta-feira, a HRANA contabilizava 52.941 pessoas presas em decorrência das manifestações, incluindo integrantes do movimento reformista que apoiaram a campanha presidencial de Masoud Pezeshkian em 2024, mas que posteriormente se afastaram do atual presidente.

    A nova onda de protestos teve início em 28 de dezembro, em Teerã, liderada por comerciantes e setores econômicos impactados pela desvalorização do rial e pela alta inflação. As manifestações se espalharam para centenas de cidades em todo o país.

    Inicialmente, as autoridades demonstraram certa tolerância em relação aos atos, mas posteriormente intensificaram a repressão. Manifestantes passaram a ser classificados pelo governo como terroristas com suposta ligação aos Estados Unidos e a Israel.

    Em meio à escalada de tensão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou realizar ataques contra o Irã e enviou uma frota naval para a região. Posteriormente, passou a exigir um acordo sobre o programa nuclear iraniano. O governo de Teerã aceitou retomar o diálogo com Washington, e um primeiro encontro entre representantes dos dois países ocorreu na última sexta-feira, em Omã.
     
     

     

    ONG registra cerca de sete mil mortos em protestos no Irã

  • Aos 35, Thomas Rhett diz que está “ficando surdo” de um ouvido

    Aos 35, Thomas Rhett diz que está “ficando surdo” de um ouvido

    Cantor contou que está perdendo a audição em um dos ouvidos e precisou usar aparelho auditivo por uma semana. Artista também se prepara para a chegada do quinto filho com Lauren Akins e falou sobre a rotina agitada da família

    O cantor Thomas Rhett revelou que está perdendo parcialmente a audição em um dos ouvidos. Aos 35 anos, ele precisou usar aparelho auditivo por cerca de uma semana devido ao problema.

    O artista falou sobre a situação durante participação no podcast That Sounds Fun, apresentado por Annie F. Downs, no qual esteve acompanhado da esposa, Lauren Akins. Durante a conversa, contou que está “ficando um pouco surdo” de um dos ouvidos e que precisou recorrer ao aparelho auditivo temporariamente.

    O casal se prepara para a chegada do quinto filho, já que Lauren está grávida novamente. Ao comentar sobre a rotina familiar, Thomas Rhett afirmou que eles não contam com ajuda para cuidar das crianças e brincou que, às vezes, o caos da casa o faz ter vontade de sair em turnê.

    “Podemos marcar alguns shows em março? Não me importo onde sejam”, disse, em tom bem-humorado. Ele ainda brincou que até cantaria em festas de aniversário.

    Apesar das piadas, o cantor destacou que está ansioso com a chegada do bebê. “Não quero diminuir o fato de que é um grande milagre e uma bênção. Mas, sendo completamente honesto, não tenho pensado muito nisso porque muita coisa está acontecendo ao mesmo tempo”, afirmou.

    Thomas Rhett e Lauren Akins já são pais de Willa Gray, de 10 anos, Ada James, de 8, Lennon Love, de 6, e Lillie Carolina, de 4. A nova gravidez foi anunciada em agosto do ano passado.

    Em entrevista anterior ao Taste of Country, lembrada pela revista People, o cantor disse que o casal decidiu esperar o nascimento para descobrir o sexo do bebê. “A previsão é para março e vamos descobrir só no dia. Dá um pouco de medo, mas não há muitas surpresas na vida, e essa é uma delas”, declarou na ocasião.

    Questionado se pretende ter mais filhos no futuro, o artista indicou que a família pode estar completa. “Cinco sempre foi o nosso número”, disse.

    Aos 35, Thomas Rhett diz que está “ficando surdo” de um ouvido

  • Apple lança iOS 26.3 com ferramenta para migrar ao Android

    Apple lança iOS 26.3 com ferramenta para migrar ao Android

    Nova atualização do iPhone traz recurso que facilita a transferência de dados para celulares com sistema do Google. Mudança ocorre após pressão regulatória da União Europeia para ampliar a interoperabilidade entre plataformas digitais.

    A Apple lançou oficialmente o iOS 26.3, nova atualização do sistema operacional do iPhone. Além de correções de falhas e melhorias de segurança, a versão traz um recurso que teria sido viabilizado por exigências da Comissão Europeia.

    A principal novidade é uma ferramenta que facilita a transferência de dados do iPhone para aparelhos com sistema Android, tornando mais simples a migração do ecossistema iOS para o sistema do Google.

    Com o novo recurso, usuários que decidirem trocar o iPhone por um smartphone Android não precisarão mais recorrer a aplicativos de terceiros para transferir informações. Contatos, mensagens, fotos, notas, aplicativos, senhas e outros dados poderão ser migrados de forma mais direta.

    Nos últimos anos, a Comissão Europeia tem intensificado a regulação sobre grandes empresas de tecnologia. A Lei dos Mercados Digitais tem como objetivo ampliar a interoperabilidade e reduzir barreiras em ecossistemas considerados fechados, como o da Apple.

    Além do iOS 26.3, a empresa também disponibilizou nesta quinta-feira, 12, o iPadOS 26.3, atualização para o iPad que inclui a mesma ferramenta de migração entre dispositivos Apple e Android.

     
     

    Apple lança iOS 26.3 com ferramenta para migrar ao Android

  • Menino de 2 anos recebe coração “queimado” e mãe pede milagre; entenda

    Menino de 2 anos recebe coração “queimado” e mãe pede milagre; entenda

    Criança está em estado grave após transplante realizado na Itália com órgão que teria sido danificado durante o transporte. Família denunciou o caso, autoridades investigam possível negligência e menino aguarda novo coração para sobreviver

    Um menino de dois anos e três meses está em estado grave após receber um transplante de coração que teria chegado “queimado” ao hospital. A cirurgia foi realizada em 23 de dezembro no Hospital Monaldi, em Nápoles, na Itália. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, o órgão pode ter sido danificado durante o transporte, possivelmente devido ao uso inadequado de gelo seco. A família registrou queixa junto às autoridades italianas e afirma que agora “espera por um milagre”.

    “O tempo está passando rápido, meu filho não está bem e está em estado grave. Há 50 dias ele luta entre a vida e a morte. Só peço que outro coração chegue logo. Hoje ele ainda pode passar por um segundo transplante, mas não sabemos se amanhã isso será possível. Se não surgir um novo coração em 48 horas, ele pode não resistir”, disse a mãe da criança, identificada como Patrizia, ao jornal Corriere della Sera. O nome do menino foi preservado.

    De acordo com o veículo italiano, o coração saiu de Bolzano no dia 23 de dezembro, após a morte do doador. Durante o transporte até Nápoles, o órgão não teria sido conservado de forma adequada e chegou inutilizado.

    O chefe da equipe médica e dois cirurgiões responsáveis pelo procedimento foram suspensos. O hospital também decidiu interromper temporariamente os transplantes pediátricos por precaução. A instituição abriu uma investigação interna para apurar como um órgão inviável foi implantado.

    O Ministério Público de Nápoles indiciou seis pessoas, tanto em Bolzano quanto em Nápoles, por suspeita de negligência. As investigações apuram duas hipóteses principais: falhas na conservação e no transporte do órgão, incluindo o uso de gelo seco, e possíveis irregularidades na realização do transplante.

    “Só nos disseram que o transplante não tinha dado certo. Agora sabemos que colocaram no meu filho um coração que não funcionava”, afirmou a mãe.

    A criança foi novamente incluída na lista europeia de transplantes pediátricos e aguarda um novo órgão. Segundo Patrizia, o menino foi diagnosticado com cardiomiopatia dilatada aos quatro meses de vida, mas levava uma rotina praticamente normal enquanto aguardava na fila há dois anos.

    “Recebemos a ligação para o transplante e, desde então, ele está internado em coma induzido”, relatou.

    De acordo com a mãe, o filho não acordou da anestesia, permanece sedado e não pode se movimentar. Ela afirmou ainda que só soube dos detalhes do caso dias depois, por meio da imprensa. “No hospital, apenas nos informaram que o transplante não havia sido bem-sucedido. Não imaginávamos o que tinha acontecido durante o transporte”, disse.

    Apesar da situação, Patrizia reconheceu o esforço da equipe médica. “Mesmo com todos os problemas, os médicos estão fazendo tudo o que podem. Tentaram de todas as formas fazer o novo coração funcionar, mas não foi possível”, concluiu.
     
     

    Menino de 2 anos recebe coração “queimado” e mãe pede milagre; entenda

  • Delcy Rodríguez afirma que Venezuela não vai desnacionalizar o petróleo

    Delcy Rodríguez afirma que Venezuela não vai desnacionalizar o petróleo

    Presidente interina defende nova lei de hidrocarbonetos, diz que recursos naturais continuam sob controle do Estado e afirma que reforma busca atrair investimentos para ampliar a produção e fortalecer a economia do país

    A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o país pretende se consolidar como um grande produtor de petróleo, mas negou que a nova lei de hidrocarbonetos represente um processo de desnacionalização do setor.

    “Queremos deixar de ser apenas o país com as maiores reservas de petróleo e nos tornar um grande produtor, como os Estados Unidos, que produzem cerca de 30 milhões de barris por dia, e até mesmo como a Arábia Saudita”, declarou Rodríguez em entrevista concedida à emissora norte-americana NBC, a primeira a um veículo de comunicação dos Estados Unidos.

    Ao ser questionada se a nova legislação significaria o reconhecimento do fracasso das estatizações promovidas pelo chavismo nas últimas duas décadas, Rodríguez negou. Segundo ela, o petróleo e o carvão continuam sendo propriedade do Estado venezuelano. “A Venezuela está estabelecendo novos modelos de gestão que permitem administrar a produção e a comercialização”, afirmou.

    A nova norma reabre espaço para a participação do setor privado e reduz a carga tributária com o objetivo de atrair investimentos. De acordo com a presidente interina, trata-se de uma atualização das regras anteriores. “Reformamos a lei para que os dividendos dos investimentos tenham maior rentabilidade”, explicou.

    Rodríguez também garantiu que os recursos que Washington está transferindo a Caracas pela comercialização do petróleo venezuelano serão destinados à reconstrução do país e ao apoio à população. Ela destacou ainda a criação de dois fundos soberanos, voltados a assegurar proteção social e investimentos em infraestrutura básica.

    Sobre declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou governos chavistas de terem expropriado ativos de empresas petrolíferas norte-americanas durante o processo de nacionalização, Rodríguez afirmou que há “muita desinformação” sobre o tema. Segundo ela, o governo venezuelano está revisando contratos para esclarecer pendências financeiras.

    “Estamos revisando contratos e apurando quem deve a quem, quem deve à PDVSA e a quem a PDVSA deve”, disse, referindo-se à estatal Petróleos de Venezuela.

    A entrevista coincidiu com a visita do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, à Venezuela, em meio à cooperação entre Washington e Caracas para revitalizar a indústria petrolífera após a retirada do ex-presidente Nicolás Maduro do poder por forças norte-americanas no início de janeiro.

    Após a saída de Maduro, os Estados Unidos afirmaram que estão acompanhando o novo governo venezuelano com o objetivo de garantir estabilidade no país.
     
     

     

    Delcy Rodríguez afirma que Venezuela não vai desnacionalizar o petróleo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • André Mendonça vira novo relator do caso Master após Toffoli se afastar de investigação

    André Mendonça vira novo relator do caso Master após Toffoli se afastar de investigação

    A saída de Toffoli ocorreu após ele tomar uma série de decisões polêmicas na condução do caso, incluindo a imposição de sigilo severo sobre provas e a revelação de ligações do magistrado com pessoas interessadas no caso, como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

    (CBS NEWS) – O ministro André Mendonça do STF (Supremo Tribunal Federal) foi designado o novo relator do caso Master na corte.

    A decisão de designar um novo ministro para cuidar do caso foi definida em reunião com todos os magistrados nesta quinta-feira (12), em que ficou acertado que Dias Toffoli deixaria a relatoria do caso.

    Mendonça foi escolhido relator por sorteio, que deixou de fora apenas o próprio Toffoli e o presidente do tribunal, Edson Fachin.

    Mendonça também é responsável por outro inquérito de grande repercussão e com impactos políticos diretos sobre o mundo político: a investigação sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.

    A saída de Toffoli ocorreu após ele tomar uma série de decisões polêmicas na condução do caso, incluindo a imposição de sigilo severo sobre provas e a revelação de ligações do magistrado com pessoas interessadas no caso, como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

    A Folha de S.Paulo mostrou, por exemplo, que empresas ligadas a parentes de Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo Master em fraudes. Nesta quinta, o magistrado confirmou ser sócio de firma que foi dona de resort no Paraná e vendeu cotas do negócio a um fundo ligado às investigações sobre Vorcaro.

    A saída de Toffoli do caso impede que a investigação em torno do banco volte à estaca zero. Se ele fosse considerado suspeito ou impedido, todas as decisões assinadas até aqui seriam automaticamente anuladas. Os depoimentos já colhidos, a acareação entre banqueiros e os mandados de busca cumpridos não teriam mais validade.

    André Mendonça vira novo relator do caso Master após Toffoli se afastar de investigação

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Tensão aumenta e EUA enviam maior porta-aviões ao Oriente Médio

    Tensão aumenta e EUA enviam maior porta-aviões ao Oriente Médio

    Movimentação do USS Gerald R. Ford reforça presença militar na região em meio à pressão de Donald Trump por um acordo nuclear com o Irã. Deslocamento coloca dois grupos de ataque de porta-aviões na área e sinaliza possível escalada nas tensões

    O maior porta-aviões dos Estados Unidos, o USS Gerald R. Ford, recebeu ordens para deixar o Mar das Caraíbas e seguir para o Oriente Médio, segundo uma fonte não identificada ouvida pela Associated Press. A decisão consolida informações de que a Casa Branca avalia uma possível ação militar contra o Irã em meio a tensões crescentes sobre o programa nuclear do país.

    A movimentação do USS Gerald R. Ford, noticiada inicialmente pelo The New York Times, vai colocar dois porta-aviões e seus navios de guerra acompanhantes na região. O porta-aviões USS Abraham Lincoln, acompanhado por três contratorpedeiros lançadores de mísseis, já está no Oriente Médio há mais de duas semanas.

    Fontes disseram à AP que as instruções para a nova rota do USS Ford foram dadas sob condição de anonimato, por envolver questões sensíveis de estratégia militar. A mudança representa uma reversão repentina nas operações do navio, que havia sido deslocado do Mar Mediterrâneo para o Caribe no ano passado, quando os EUA intensificaram a presença militar na região antes de uma operação que resultou na captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro.

    A concentração de poder naval no Oriente Médio também desafia a recente estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos, que vinha enfatizando prioridades no Hemisfério Ocidental em detrimento de outras regiões geopolíticas.

    O presidente Donald Trump disse recentemente que considera enviar uma segunda força de ataque de porta-aviões ao Oriente Médio caso as negociações com o Irã não avancem.

    O USS Gerald R. Ford iniciou sua missão em junho de 2025, o que significa que sua tripulação estará embarcada há cerca de oito meses nas próximas semanas. Não está claro quanto tempo o navio permanecerá no Oriente Médio, mas a nova missão pode se estender por um período excepcionalmente longo.

    A Casa Branca ainda não comentou oficialmente a nova movimentação militar.

     

    Tensão aumenta e EUA enviam maior porta-aviões ao Oriente Médio