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  • 'Quem Ama Cuida' aposta em figurino como peça central da narrativa

    'Quem Ama Cuida' aposta em figurino como peça central da narrativa

    Nova novela usa roupas, maquiagem e caracterização para marcar emoções, diferenças sociais e transformações dos personagens. Produção de Walcyr Carrasco e Claudia Souto resgata estética dos novelões dos anos 1990 com linguagem contemporânea

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Em “Quem Ama Cuida”, o figurino não aparece apenas como complemento estético. A nova novela aposta em roupas, maquiagem e caracterização como parte central da narrativa para traduzir emoções, diferenças sociais e transformações dos personagens ao longo da trama ambientada em São Paulo.

    Sob direção artística de Amora Mautner, a produção investe em uma estética inspirada nos “novelões” dos anos 1980 e 1990, mas adaptada a códigos contemporâneos. A proposta, segundo a figurinista Flávia Costa, foi criar personagens visualmente marcantes e facilmente reconhecíveis pelo público.

    “A gente quis construir uma novela mais desenhada, com personagens muito marcados visualmente”, afirma.

    O conceito aparece especialmente nos protagonistas. Adriana, personagem de Leticia Colin, tem nos tons de vermelho e vinho sua principal assinatura visual. O figurino reforça a imagem de uma mulher urbana, prática e em constante movimento pela cidade. Mesmo quando perde tudo na trama e passa a usar roupas doadas, o código cromático permanece.

    Já Pilar, vivida por Isabel Teixeira, aposta em um visual exagerado e melodramático. Animal print, capas e sobreposições ajudam a construir a imagem da vilã.

    As diferenças de classe também aparecem diretamente nas roupas da novela de Walcyr Carrasco e Claudia Souto. Arthur Brandão representa o arquétipo do “rico tradicional”, com alfaiataria discreta, cortes precisos e referências à elegância inglesa. Um anel criado especialmente para a novela funciona como símbolo do poder da família.

    Além dos figurinos sofisticados, a novela também dá destaque às chamadas “roupas de casa”. Pijamas, looks de academia e peças confortáveis aparecem com frequência para aproximar os personagens do cotidiano do público.

    Na caracterização, a equipe liderada por Marcelo Dias trabalhou com referências visuais dos anos 1980 e 1990, mas evitando excessos caricatos. Postiços, alongamentos e mudanças sutis ajudam a marcar as passagens de tempo da trama.

    “Quem Ama Cuida”, que estreia na próxima segunda-feira (18 ).

    'Quem Ama Cuida' aposta em figurino como peça central da narrativa

  • Carol Santiago é ouro, o 37º pódio do país no Internacional de Berlim

    Carol Santiago é ouro, o 37º pódio do país no Internacional de Berlim

    A equipe brasileira paralímpica garantiu mais 14 pódios – nove de atletas adultos e o restante de jovens – nesta terça-feira (12), último dia do Campeonato Alemão Internacional de natação, em Berlim.  Ao todo, o país somou 37 medalhas durante os três dias de evento: entre adultos foram 11 ouros, cinco pratas e oito bronzes; e os jovens somaram oito ouros, quatro pratas e um bronze.

    O Brasil emplacou dobradinhas em quatro pódios. Nos 50 metros livre a medalhista paralímpica Carol Santiago, da classe S10 (comprometimento físico-motor) assegurou o quarto ouro dela na competição ao concluir os 50 metros livre com tempo de 26s98. A compatriota Mariana Gesteira (27s87), também S10, ficou com o bronze e a britânica Georgia Sheffield (27s01), da classe S14 (deficiência intelectual) completou o pódio com a prata.

    “É muito natural chegar no último dia depois de tantas provas se sentindo mais cansada. Mas consegui ajustar tudo o que eu precisava”, comemorou Santiago, que já vencera os 100m costas no domingo (10) e arrematou outros dois ouros na segunda (11), nos 100m livre e nos 50m costas.

     


     

    O segundo pódio duplo Amarelinho reuniu a paulista Beatriz Flausino, da classe S14 – ela ganhou com sobra a prova dos 50m peito como tempo de 23s68 – e a mineira Patrícia Pereira (56s93), da classe SB3 (comprometimento físico-motor), que foi bronze.  A prata ficou com a italiana Monica Boggioni, da classe SB3.

    Outro pódio com dois brasileiros foi o da prova dos 400m livre. Bicampeão paralímpico, o catarinense Talisson Glock, da classe S6 (comprometimento físico-motor) venceu com o tempo de 4min59s45 e o carioca Thomaz Matera (4min36s80), da classe S11 (cegos) levou o bronze. A prata ficou com o britânico William Ellard (4min08s80).

    Após o bronze, Matera subiu ao topo do pódio após vencer os 50m livre em 26s26, superando o italiano  Luca Da Prato (29s34), da classe S6. O britânico Mark Tompsett (24s34), da classe S14, foi bronze.

    “Muito bonito chegar a esta medalha de ouro. Fico muito feliz e satisfeito. Classifiquei em terceiro para a final e consegui nadar mais rápido agora para buscar este ouro, quando estava valendo mesmo”, disse Thomaz.

    O último pódio duplo brasileiro foi nos 50m borboleta, com a prata da catarinense Mayara Petzold (37s14), da classe S6, e o bronze da paranaense Laura Sanches (30s34). A vencedora da prova foi a britânica Poppy Maskill (27s68),  da classe S14.

    O Campeonato Internacional de Berlim é disputado no formato multiclasse, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série.

    Pódios de jovens nadadores

    O dia foi bom para o paulista Enzo Rafael Martins, da classe S10 que enfileirou três medalhas: foi ouro nos nos 400m livre (tempo de 4min49s04), prata nos 50m livre (25s58) e prata nos 50m borboleta (29s87).

    Outros dois jovens paulistas garantiram o topo do pódio nesta terça (12): Aldrey de Oliveira, da classe S14, nos 50m borboleta com o tempo de 31s75 e Luiz Fernando Rodrigues (47s96), da classe SB4 (comprometimento físico-motor) nos 50m peito.

    “Eu estou muito feliz. É minha primeira vez em uma competição internacional. Muito gratificante, porque estou lutando cada vez mais para buscar medalhas e melhorar meus tempos”, festejou Luiz Fernando.

     


    Carol Santiago é ouro, o 37º pódio do país no Internacional de Berlim

  • Petrobras busca aumento de produção para mitigar efeitos da guerra

    Petrobras busca aumento de produção para mitigar efeitos da guerra

    Mudança abrupta nos preços não é intenção da empresa, diz presidente da estatal Magda Chambriard; ataques entre Estados Unidos e Israel ao Irã começaram no dia 28 de fevereiro

    A Petrobras não tem intenção em mudanças abruptas de preço de combustíveis no Brasil, apesar do encarecimento do preço do petróleo no mercado internacional, por causa da guerra no Oriente Médio. Segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard, a estatal busca o aumento de produção para garantir a segurança energética do país.

    “A Petrobras tem trabalhado para aumentar a produção dos derivados [de petróleo] no mercado brasileiro, o que se revelou ainda mais importante a partir de março, em condições de guerra do Irã”, disse nesta terça-feira (12), no Rio de Janeiro. 

    “Mudanças abruptas estão fora da nossa intenção de repasse”, completou, durante entrevista a jornalistas sobre o balanço financeiro da empresa.

    Os ataques entre Estados Unidos e Israel ao Irã começaram no dia 28 de fevereiro. A região concentra países produtores de petróleo e o Estreito de Ormuz, passagem marítima no sul do Irã, que sofreu bloqueios. Por lá, passavam antes da guerra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.

    Com a cadeia logística em turbulência, a oferta do óleo cru e seus derivados diminuiu no mundo, levando à escalada dos preços. O barril do Brent, referência internacional de preços, saltou de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos ao redor de US$ 120.

    O petróleo é uma commodity, isto é, mercadoria negociada a preços internacionais. Por isso, o encarecimento do produto é sentido também no Brasil, mesmo sendo país produtor.

    Para tentar frear a escalada no mercado interno, o governo federal tomou medidas como a isenção de tributos federais que incidem nos combustíveis e subvenção econômica (espécie de reembolso) para produtores e distribuidores.

    Gasolina e Etanol

    Desde o início da guerra, a Petrobras reajustou o óleo diesel – usado principalmente por caminhões e ônibus – e o querosene de aviação (QAV).

    A gasolina não sofreu reajuste. Questionada sobre possível aumento de preço da gasolina, para acompanhar a escalada no mercado internacional, a presidente apontou que monitora os preços, mas também a participação no mercado (market share) e a concorrência com o etanol.

    “Temos a competição com o etanol, que em quinze dias caiu de preço. O Brasil tem uma frota flex, e só no posto o motorista escolhe qual combustível usar”, explicou.

    Magda complementou que a produção de gasolina da companhia atende à demanda brasileira. O país importa, mas também exporta o combustível.

    A diretora de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Angelica Laureano, acrescentou que decisão sobre um possível aumento do preço da gasolina não depende da aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 67/2026, que reduz a zero as alíquotas dos tributos PIS/Cofins e Cide sobre combustíveis para atenuar o aumento no preço de combustíveis. O PLP tramita no Senado.

    “Se a empresa avaliar que está persistentemente com o preço que não atende às nossas expectativas, a gente vai aumentar; e o PLP, talvez, venha para nos ajudar a não repassar isso ao mercado”, afirmou.

    A diretora garantiu que atualmente o preço “está equilibrado”.

    Desempenho

    A presidente da Petrobras destacou o excelente desempenho operacional da empresa, com um recorde de produção de óleo e gás. No primeiro trimestre, a produção foi 16,1% superior à do primeiro trimestre do ano passado.

    De acordo com Chambriard, o Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias está acima de 100%, o maior desde dezembro de 2014.

    FUT é um indicador sobre o patamar de produção das refinarias. De acordo com a Petrobras, as refinarias têm capacidades máximas de projeto e de referência, mas é possível operar acima, caso haja autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão federal regulador do setor.

    A empresa afirmou ainda que investe em confiabilidade das estruturas e que 2026 é um ano de baixa nas manutenções (paradas) programadas.

    Lucro

    A Petrobras registrou lucro de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado é mais que o dobro (110%) que o obtido no último trimestre de 2025 (R$ 15,6 bilhões).

    Já na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 35,2 bilhões), o resultado revela recuo de 7,2%.

    De acordo com Magda Chambriard, a diferença a menos é explicada pelo câmbio. Se calculado em dólar, o lucro apresenta leve alta.

    “Temos efeito câmbio que não tem efeito no caixa da companhia”, diz.

    O balanço financeiro aponta ainda que os investimentos da companhia totalizaram R$ 26,8 bilhões, o que representa uma expansão de 25,6% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.

    A dívida da companhia somou US$ 71,2 bilhões (equivalente a R$ 350 bilhões) no trimestre ─ alta de 10,8% na comparação anual ─ no entanto, dentro do limite previsto no plano de negócios 2026-2030, ou seja, abaixo de US$ 75 bilhões.

    O custo médio do barril de petróleo tipo Brent, referência internacional de preço, foi de US$ 80,61, 26,6% superior ao do último trimestre de 2025.

    Segundo o comunicado da companhia, o aumento recente dos preços do petróleo e o recorde da produção não se refletiram nas receitas do primeiro trimestre.

    “Por exemplo, no mercado asiático, destino da maior parte das nossas exportações, a precificação costuma ocorrer com base nas cotações do mês anterior àquele da chegada da carga”, detalha.

    “Portanto, a elevação nos preços de petróleo após o início do conflito no Oriente Médio estará refletida nas exportações do segundo trimestre”, finaliza o comunicado a investidores.

    Petrobras busca aumento de produção para mitigar efeitos da guerra

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Uso de IA na saúde chega a 18% dos estabelecimentos do país

    Uso de IA na saúde chega a 18% dos estabelecimentos do país

    Levantamento é organizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) – departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br)

    A utilização de inteligência artificial (IA) no setor da saúde já atinge 18% dos estabelecimentos brasileiros de atendimento – 11% dos públicos e 21% dos privados.

    Os dados, divulgados nesta terça-feira (12), referem-se a 2025, e são da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que entrevistou 3.270 gestores de estabelecimentos de saúde no país. 

    O levantamento é organizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) – departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). 

    “Nos últimos anos, observamos uma rápida disseminação das tecnologias de Inteligência Artificial. Por isso, tornou-se importante ampliar a investigação para compreender como essas tecnologias vêm sendo incorporadas pelo conjunto dos estabelecimentos de saúde”, explica o gerente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), Alexandre Barbosa.

    Segundo a pesquisa, as principais aplicações de IA no setor de saúde brasileiro são: 

    • Organizar os processos clínicos e administrativos (45% dos estabelecimentos); 
    • Melhorar a segurança digital (36%); 
    • Melhorar a eficiência dos tratamentos (32%); 
    • Auxiliar na logística (31%); 
    • Apoiar a gestão de recursos humanos ou recrutamento (27%); 
    • Auxiliar nos diagnósticos (26%) e 
    • Auxiliar na dosagem dos medicamentos (14%).

    Desafios 

    De acordo com o levantamento, a adoção de IA no país ainda enfrenta obstáculos significativos. Nos hospitais com mais de 50 leitos, por exemplo, os gestores apontam custos elevados (63%), falta de priorização institucional (56%) e limitações relacionadas a dados e capacitação (51%) para a adoção da nova tecnologia.

    “O avanço do uso da IA na saúde exige profissionais qualificados para que essa tecnologia seja aplicada de forma segura e responsável. Além disso, a consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é fundamental para sustentar a adoção ética da IA em um setor que lida com informações sensíveis e impacta diretamente no cuidado com os pacientes”,  destaca a coordenadora de projetos de pesquisas do Cetic.br, Luciana Portilho.

    O levantamento mostra ainda que 9% dos estabelecimentos utilizam internet das coisas; e 5%, tecnologia robótica com uso de internet.

    Serviços online disponibilizados aos pacientes, como a visualização de resultados de exames, foram oferecidos por 39% dos estabelecimentos; o agendamento de consultas, por 34%; e o de exames, por 32%.

    Uso de IA na saúde chega a 18% dos estabelecimentos do país

  • Terremoto atinge Teerã, informa mídia estatal do Irã

    Terremoto atinge Teerã, informa mídia estatal do Irã

    O tremos aconteceu na manhã desta terça-feira (12), teve duração de aproximadamente 10 segundos e profundidade de 10km da superfície; não há informações sobre feridos

    Veículos da mídia estatal iraniana relataram um terremoto que atingiu o nordeste da capital iraniana, Teerã, na fronteira com a província de Mazandaran.

    De acordo com agências internacionais, o tremor, que ocorreu às 11h47, teve duração de aproximadamente 10 segundos e profundidade de 10km da superfície. 

    Equipes de socorro foram acionadas. Não há informações sobre vítimas. 

     

    Terremoto atinge Teerã, informa mídia estatal do Irã

  • Lula assina MP e zera "taxa das blusinhas"

    Lula assina MP e zera "taxa das blusinhas"

    Imposto gerou R$ 1,7 bi para caixa do governo até abril, e perda pode ser compensada por ganhos com alta do petróleo, diz Instituição Fiscal Independente

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (12), uma Medida Provisória (MP) para acabar com a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, apelidada de “taxa das blusinhas”.  

    A Medida Provisória deve ser publicada em edição extraordinária do Diário Oficial ainda hoje. 

    No ato de assinatura oficial, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor.  

    “O contrabando, que era uma marca presente nesse setor, foi eliminado. Agora, o setor regularizado vai poder usufruir dessa isenção sobre esses produtos”, afirmou.

    Para o secretário, a decisão vai beneficiar a população de baixa renda que utiliza plataformas para adquirir produtos. 

    “Não é só blusinha”

    A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que, apesar do apelido, as compras internacionais desse valor são diversificadas, não apenas de roupas.

    “Não é só roupa. Há um conjunto de outros bens que são comprados, todos de valor pequeno”, afirmou.

    O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que zerar as taxas federais dessas compras melhora o perfil da nossa tributação.

    “Os números mostram que a maior parte das compras, de fato, é de baixo valor. Está associado ao consumo popular”.

    A chamada “taxa das blusinhas” entrou em vigor em agosto de 2024, dentro do programa “Remessa Conforme”, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional.

    Na prática, o imposto era cobrado no momento da compra, para aumentar a fiscalização e a redução de fraudes.

    Lula assina MP e zera "taxa das blusinhas"

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  • Marcha Universitária protesta contra cortes de Milei

    Marcha Universitária protesta contra cortes de Milei

    Manifestantes criticam queda nos repasses para as universidades; protesto é contra o congelamento do orçamento, a perda do poder de compra e no descumprimento da Lei de Financiamento Universitário

    Estudantes, professores, funcionários e reitores de universidades argentinas realizaram a quarta Marcha Nacional Universitária nesta terça-feira (12) em defesa da educação e das pesquisas públicas.

    A mobilização, organizada com o apoio da Federação Argentina de Universidades (FUA), da Frente Nacional de União Universitária e do Conselho Interuniversitário Nacional (CIN), teve como ponto central a Praça de Maio, em Buenos Aires.

    O protesto é contra o congelamento do orçamento, a perda do poder de compra e no descumprimento da Lei de Financiamento Universitário.

    Um relatório da associação Justiça Distributiva indica que os gastos reais com o ensino superior caíram 29% entre 2023 e 2025, atingindo o nível mais baixo desde 2006.

    O orçamento de 2026 agrava essa tendência. Segundo o reitor da Universidade Nacional de Rosário (UNR), Franco Bartolacci, as universidades operam com apenas 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto as transferências nacionais reduziram acima de 45% desde 2023.

    Em Mendoza, a reitora Esther Sánchez afirmou que um professor em tempo integral ganha 1.500.000 pesos por mês, um valor que “torna praticamente impossível sustentar uma família”.

    Há em curso uma disputa institucional e legal.

    A Lei 27.795, aprovada em outubro de 2025 após a derrubada do veto presidencial, determina a atualização das dotações orçamentárias e dos reajustes salariais. O Poder Executivo suspendeu a implementação, alegando falta de fontes de financiamento, uma decisão parcialmente revertida por liminares e atualmente sob análise do Supremo Tribunal.

    Entretanto, a comunidade universitária argumenta que o corte de verbas põe em risco a pesquisa, as atividades de extensão e o funcionamento dos hospitais universitários.

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    Marcha Universitária protesta contra cortes de Milei

  • São Paulo pede R$ 600 milhões à BYD para trocar naming rights do Morumbi

    São Paulo pede R$ 600 milhões à BYD para trocar naming rights do Morumbi

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O São Paulo tem caminhado nas conversas com a BYD pelos naming rights do estádio do Morumbi. O UOL apurou que o time aguarda uma reposta da montadora de carros chinesa para alterar o nome do Morumbis para MorumBYD. A primeira oferta do clube gira em torno de R$ 60 milhões anuais por um contrato de dez anos.

    As negociações vinham sendo lideradas pelo ex-diretor de marketing Eduardo Toni, que deixou o clube há cerca de dez dias. Mesmo com a saída do executivo, a reportagem ouviu que as conversas seguem e existe otimismo em ambos os lados por avanço.

    O início das tratativas entre clube e montadora chinesa foi revelado pelo UOL, em março. A aproximação ganhou força ainda na reta final da gestão Julio Casares, que tem relação próxima com o vice-presidente da BYD no Brasil, Alexandre Baldy. Ambos chegaram a almoçar juntos para discutir o projeto.

    Mesmo após a renúncia de Casares, as partes ensaiaram uma reaproximação e requentaram as negociações – às vésperas do fim do contrato com a Mondelez.

    MORUMBIS DEVE PERDER O ‘S’

    Atualmente, o Tricolor possui contrato de naming rights com a Mondelez até dezembro deste ano. O acordo do Morumbis, assinado no fim de 2023, rende cerca de R$ 25 milhões anuais ao clube, em vínculo avaliado em aproximadamente R$ 75 milhões no total.

    As conversas por uma renovação com a Mondelez esfriaram nos últimos meses. O aumento do preço do cacau impactou financeiramente a holding da Lacta, enquanto a ascensão das casas de apostas ampliou a concorrência por espaço e investimento no futebol brasileiro.

    Apesar de a renovação ainda não estar descartada, internamente, como o UOL também mostrou, várias fontes na liderança do clube já admitem que o clube não deve acertar a extensão com a Mondelez.

    São Paulo pede R$ 600 milhões à BYD para trocar naming rights do Morumbi

  • Mãe pede reabertura de inquérito cinco anos após morte de MC Kevin

    Mãe pede reabertura de inquérito cinco anos após morte de MC Kevin

    Valquíria Nascimento diz que contratará perícia particular por ter dúvidas sobre o caso. Funkeiro morreu em maio de 2021 após cair da janela de um hotel

    (CBS NEWS) Valquíria Nascimento, mãe de MC Kevin, usou as redes sociais para dizer que quer a reabertura do caso da morte do funkeiro, em maio de 2021. Segundo ela, ainda há muitas dúvidas sobre o processo mesmo após a perícia concluir que não houve crime no episódio.

    No dia 16 de maio daquele ano, Kevin morreu ao cair do quinto andar de uma sacada de hotel. Na ocasião, era casado com a advogada e hoje influenciadora Deolane Bezerra, que não estava com ele no quarto.

    Em seu perfil e ao lado de outros dois cantores, Valquíria falou sobre isso. “Eu sou a pessoa mais interessada em saber o que aconteceu no dia da morte do meu filho. Estou disposta a fazer tudo o que for possível e o impossível. Na época, eu não tinha condições de fazer nada. Hoje as coisas mudaram”, disse.

    O laudo pericial sobre a morte de Kevin, um ano depois do fato, apontou para um acidente. Em 2022, a Justiça do Rio de Janeiro arquivou a investigação.

    Agora, a família se diz disposta a contratar um detetive e uma perícia independente para contestar a versão e reabrir o caso com o Ministério Público.

    “A gente também tem dúvida. Vamos atrás da verdade. Eu quero saber o que aconteceu no dia 16 de maio de 2021”, completou Valquíria.

    Mãe pede reabertura de inquérito cinco anos após morte de MC Kevin

  • Telescópio da Nasa identifica exoplaneta com superfície semelhante à de Mercúrio

    Telescópio da Nasa identifica exoplaneta com superfície semelhante à de Mercúrio

    Um estudo publicado em 4 de maio na Revista Nature Astronomy analisou dados coletados pelo Webb e identificou que o LHS 3844 b tem um diâmetro cerca de 30% maior que o da Terra

    Astrônomos conseguiram observar o exoplaneta LHS 3844 b graças ao Telescópio Espacial James Webb, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa).

    De acordo com a agência de notícias Reuters, um estudo publicado em 4 de maio na Revista Nature Astronomy analisou dados coletados pelo Webb e identificou que o LHS 3844 b tem um diâmetro cerca de 30% maior que o da Terra.

    A superfície do exoplaneta – que é um planeta que não pertence ao Sistema Solar – se assemelha à de Mercúrio. Ele orbita uma estrela menor e menos luminosa que o Sol, localizada a cerca de 49 anos-luz da Terra.

    Em entrevista à Reuters, a astrônoma Laura Kreidberg, diretora-geral do Instituto Max Planck de Astronomia e uma das autoras do estudo, afirmou que o LHS 3844 b “não é um lugar agradável”.

    “É uma rocha infernal e árida, muito mais parecida com Mercúrio do que com a Terra. Não há nenhum vestígio de atmosfera. Em vez disso, vemos uma superfície escura, provavelmente antiga. Imagine uma rocha nua viajando pelo espaço por bilhões de anos. Você não gostaria de ir para lá”, disse Laura.

    Segundo o estudo, a combinação entre a ausência de uma atmosfera perceptível e as temperaturas extremas – um lado registra até 725ºC enquanto o outro praticamente não recebe calor – indica que ele provavelmente é inabitável. A superfície é coberta por regolito escurecido, um material rochoso solto e fragmentado que recobre o leito rochoso sólido e resulta de eras de bombardeio contínuo por radiação estelar e impactos de micrometeoritos.

    O exoplaneta também é chamado de Kua’kua, termo que significa “borboleta” em um dialeto indígena costa-riquenho.

    Coletar essas informações só foi possível graças à capacidade de observação em infravermelho do Webb, que ajudou os cientistas a discernir a composição química e a dinâmica interna das atmosferas dos exoplanetas.

    À Reuters, o astrônomo Sebastian Zieba, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e também autor do estudo, afirmou que o Webb permite aos cientistas estudar diretamente a geologia e a composição da superfície de exoplanetas, algo que antes era desafiador.

    “É como se, de repente, tivéssemos limpado nossos óculos e pudéssemos ver os planetas com clareza pela primeira vez”, acrescentou Laura.

    Telescópio da Nasa identifica exoplaneta com superfície semelhante à de Mercúrio