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  • Fifa publica estudo da Copa e destaca os papéis táticos de Vini Jr. e Messi

    Fifa publica estudo da Copa e destaca os papéis táticos de Vini Jr. e Messi

    IGOR SIQUEIRA
    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Fifa publicou nesta sexta-feira (2) o relatório feito pelo grupo de estudo técnico que analisou os 104 jogos da Copa do Mundo 2026. O documento estudou 11 tendências táticas e técnicas identificadas durante o Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México.

    OS DESTAQUES

    Construção com linha de três
    63% dos times usaram a construção com linha de três em algum momento. A seleção brasileira fez parte disso. A atuação contra a Escócia foi usada pela Fifa como exemplo desse desenho com um volante como pivô à frente da linha defensiva. Esse papel foi executado por Casemiro.

    A construção da campeã do mundo Espanha, por outro lado, não seguiu a tendência da construção com linha de três. Foi com linha de quatro atrás. Muitas vezes, ela adiantou o goleiro Unai Simón para auxiliar e formar o trio.

    Rotação de jogadores abertos
    A Copa 2026 registrou a maior proporção de recepções de bola por jogadores de lado de campo dentro da estrutura defensiva adversária (26,0%) em comparação com 2022 (23,5%) e com 2018 (23,4%). Os laterais estiveram muito envolvidos no jogo, aparecendo por vezes na faixa central.

    Mudança de pontos de ataque
    A mudança do ponto de ataque foi identificada como uma estratégia ofensiva fundamental utilizada pelas equipes para sair sob pressão, criar espaço para progredir com a bola, gerar oportunidades de ataque no terço final e encontrar espaços para jogadores-chave com a posse de bola.

    Transições ofensivas
    Houve um aumento de 3,5% na proporção de movimentos de ruptura nas costas da defesa realizados pelos corredores internos em comparação com a Copa 2022, incluindo um aumento geral nas corridas de ruptura que resultaram em entradas na área, finalizações e gols.

    Pressão alta estruturada
    Proporção semelhante do tempo sem posse de bola dedicada à pressão alta na Copa do Mundo de 2026 (4,7%) em comparação com a de 2022 (4,6%; aumento de 0,1%), mas um leve aumento em relação à Copa de 2018 (3,0%; aumento de 1,7%). Ao mesmo tempo, os tiros de meta curtos aumentaram 58% (+4,9% em relação à Copa do Mundo de 2022 e +26% em relação à Copa do Mundo de 2018).

    Blocos defensivos
    A utilização do bloco baixo na hora de marcar aumentou 4,2% em comparação com a Copa 2022. Isso equivale a um acréscimo de 1min55s por partida em bloco baixo.

    Esse aspecto envolveu o Brasil de forma indireta. A seleção do Japão se destacou no comportamento em bloco baixo. Uma alta concentração de jogadores à frente da própria área, muito compactos. No mata-mata, o Brasil teve trabalho para furar o bloqueio e só conseguiu o gol da virada nos acréscimos, com Martinelli.

    O Japão foi comparado com a Austrália nesse sentido. Curiosamente, a seleção de Ancelotti fez dois amistosos contra os australianos na data Fifa atual.

    Os jogadores cruciais na construção de ataque
    A Fifa destacou que a Argentina teve foco na construção pela faixa central do campo. E mencionou dois fatores: o trabalho dos meio-campistas Paredes, Enzo Fernandez e Rodrigo De Paul, além, claro, da liberdade dada a Messi para flutuar pelos espaços do campo na fase ofensiva. “Ele era frequentemente a principal opção de escape para combinações nas áreas centrais. Isso permitiu à Argentina transformar a posse de bola controlada em penetrações ofensivas, superando a pressão defensiva adversária”.

    No caso do Brasil, o papel importante foi direcionado a Vini Jr. “Uma vez que o adversário era atraído para a região central, o Brasil buscava isolar seus jogadores pelos lados, permitindo que recebessem com espaço, avançassem com a bola e atacassem os defensores no 1 contra 1. O posicionamento da equipe no chamado ataque em repouso também favorecia transições rápidas para as áreas laterais, fazendo do isolamento pelos lados e da condução da bola mecanismos fundamentais para progredir nos ataques e criar oportunidades”, disse um trecho do relatório.

    Dentro desse contexto, Vini Jr foi o jogador-chave. A atuação do brasileiro foi colocada pela Fifa em paralelo ao papel que Yan Diomandé cumpriu na Costa do Marfim.

    Pressão pós-perda
    De modo geral, as equipes realizaram a pressão pós-perda com menor frequência (49,0% dos momentos potenciais, em comparação com 52,7% na Copa do Mundo de 2022), mas apresentaram uma taxa mais elevada de recuperação da posse de bola (15,1%, contra 14,6% na Copa de 2022).

    Ao iniciarem a pressão pós-perda, as seleções conseguiram limitar a chegada do adversário ao seu terço final a 24,7% das situações – uma redução em relação aos 28,8% registrados na Copa de 2022 -, demonstrando eficácia tanto em conter o avanço do oponente quanto em recuperar a bola.

    Escanteios ofensivos
    Houve 73 gols provenientes de bolas paradas (escanteios, cobranças de falta, pênaltis e cobranças de lateral longas) na Copa 2026. A proporção de gols do torneio provenientes de escanteios em relação a 2022 aumentou de 8,8% para 12,9%.

    A eficiência em cobranças de escanteio curto cresceu, com um total de seis gols marcados (quatro a mais em relação à Copa 2022) e um crescimento nas tentativas de gol a partir de jogadas ensaiadas de escanteio curto na fase de grupos (+11% em relação a 2022, chegando a 65% em 2026).

    Goleiros em posse da bola
    Os goleiros atuaram mais adiantados quando a equipe estava com a bola. Por outro lado, a posição média deles sem a bola ficou praticamente igual à da Copa 2022. No trabalho de distribuição de bola, ficou evidenciada a participação do goleiro como opção de passe na estrutura de posse da equipe.
    Socos dos goleiros na bola

    Os socos representaram 47% das disputas aéreas em cruzamentos, em comparação com 39% na Copa do Mundo de 2022. A taxa de sucesso registrada aumentou de 72% para 76%.

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  • Visual novo de Neymar volta a viralizar entre fãs

    Visual novo de Neymar volta a viralizar entre fãs

    Neymar voltou a chamar atenção nas redes sociais por causa da mudança no visual. Aos 34 anos, o atacante do Santos apareceu com cavanhaque e bigode…
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    Visual novo de Neymar volta a viralizar entre fãs

  • Marcelo e Snoop Dogg entram em projeto de R$ 800 mi para comprar clube

    Marcelo e Snoop Dogg entram em projeto de R$ 800 mi para comprar clube

    Marcelo e Snoop Dogg estão envolvidos em um projeto de compra do Nantes, tradicional clube francês que foi rebaixado para a segunda divisão na última temporada. Segundo o jornal L’Équipe, a negociação é conduzida por um grupo de investidores estrangeiros e prevê um investimento inicial de cerca de R$ 625 milhões, podendo chegar a R$ 780 milhões caso a equipe consiga retornar à primeira divisão em 2027.

    O ex-lateral do Real Madrid foi procurado para assumir o cargo de embaixador do Nantes. A função estaria relacionada à projeção internacional do clube. Snoop Dogg, por sua vez, é o nome escolhido para apadrinhar o futuro museu da equipe francesa.

    O rapper americano já possui relação com o futebol. Ele é investidor do Swansea, clube do País de Gales, e agora pode ampliar sua participação no esporte por meio do projeto envolvendo o Nantes.

    A negociação é liderada pela Phenix Sports Invest, grupo representado pelo intermediário luso-francês Paulo Tavares. A família Kita, que controla o Nantes desde 2007, já assinou um compromisso de venda com o grupo de investidores.

    Apesar do acordo, a operação ainda depende da aprovação da DNCG, órgão responsável pela fiscalização das contas dos clubes franceses. De acordo com o L’Équipe, R$ 125 milhões já foram desbloqueados dentro da operação.

    O projeto apresentado pelos investidores vai além da aquisição do clube. A proposta inclui a modernização do estádio La Beaujoire e do centro de treinamento de Jonelière. Também estão previstos investimentos em contratações de jogadores, patrocínios, bilheteria e merchandising.

    A intenção do grupo é fazer com que o Nantes retorne rapidamente à elite do futebol francês. O clube disputará a segunda divisão após o rebaixamento ocorrido na última temporada.

    O valor da operação poderá aumentar caso a equipe consiga alcançar o objetivo esportivo estabelecido pelos investidores. O negócio, inicialmente estimado em cerca de R$ 625 milhões, pode chegar a R$ 780 milhões com o retorno do Nantes à primeira divisão em 2027.

    Se não surgirem novos obstáculos durante o processo de aprovação, a conclusão da venda está prevista para ocorrer entre o fim de outubro e o início de novembro. Até lá, a negociação ainda precisa passar pela análise do órgão responsável pelas finanças dos clubes franceses.

    Marcelo e Snoop Dogg entram em projeto de R$ 800 mi para comprar clube

  • Jim Carrey se casa em cerimônia íntima com atriz Min Ah após anos de namoro discreto

    Jim Carrey se casa em cerimônia íntima com atriz Min Ah após anos de namoro discreto

    LEONARDO VOLPATO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Jim Carrey, 64, está casado novamente. O ator oficializou a união com a atriz e artista Min Ah em…
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    Jim Carrey se casa em cerimônia íntima com atriz Min Ah após anos de namoro discreto

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    Jim Carrey se casa em cerimônia íntima com atriz Min Ah após anos de namoro discreto

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    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Jim Carrey, 64, está casado novamente. O ator oficializou a união com a atriz e artista Min Ah em…
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  • Ancelotti é o técnico de seleção mais bem pago do mundo, diz site

    Ancelotti é o técnico de seleção mais bem pago do mundo, diz site

    Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, lidera a lista dos treinadores de seleções mais bem pagos do mundo, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira pelo jornal alemão Bild. De acordo com a publicação, o italiano recebe 10 milhões de euros por ano para comandar o Brasil, valor que o coloca com vantagem na primeira posição do ranking.

    O salário de Ancelotti é pouco inferior ao que o treinador recebia até maio de 2025, quando estava à frente do Real Madrid. O valor também supera com folga os vencimentos dos demais técnicos citados na lista elaborada pelo jornal alemão.

    Na segunda colocação aparece Jürgen Klopp, atual técnico da Alemanha. O treinador de 59 anos teve uma redução no salário desde que deixou o Liverpool, clube que comandou desde 2015. Em Anfield Road, Klopp recebia 18 milhões de euros por ano.

    Após encerrar o trabalho no Liverpool, o alemão passou a atuar na Red Bull como diretor esportivo geral. Na função, seu salário caiu para 12 milhões de euros anuais. Agora, no comando da seleção da Alemanha, o valor é de 7 milhões de euros por ano.

    Segundo o levantamento, a Federação Alemã de Futebol (DFB) permitiu que Klopp mantivesse três patrocinadores para amenizar a redução dos ganhos. Entre as empresas estão a de serviços financeiros Deutsche Vermögensberatung (DVAG) e a marca de roupas AlphaTauri, parceira da Red Bull, seu antigo empregador.

    Na lista divulgada pelo Bild, Jorge Jesus aparece na sexta posição entre os técnicos de seleções mais bem pagos do mundo. O português recebe cerca de 4 milhões de euros líquidos por ano para comandar a seleção de Portugal. O valor representa aproximadamente um terço do salário que ele recebia quando trabalhava no Al Nassr.

    A remuneração de Jorge Jesus é semelhante à de Roberto Martínez, seu antecessor na seleção portuguesa. Martínez deixou o cargo no último verão, depois de Portugal ser eliminado pela Espanha nas oitavas de final da Copa do Mundo, por 1 a 0.

    Ancelotti é o técnico de seleção mais bem pago do mundo, diz site

  • Origem das bets passa por lobby estrangeiro e “jabutis” no Congresso

    Origem das bets passa por lobby estrangeiro e “jabutis” no Congresso

    O lobby de empresas estrangeiras articulado com legisladores e agentes do Estado brasileiro, que buscavam mais arrecadação, possibilitou a legalização das apostas esportivas online no Brasil, as chamadas bets, em dezembro de 2018. A avaliação é do pesquisador Francisco Cláudio Freitas Silva, doutor pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

    Autor da tese Categorização Regulatória de Produtos Estigmatizados: o Caso das Apostas Esportivas Online de Cota Fixa e Cassinos Online no Brasil, Silva investigou o caminho percorrido para a legalização das bets em meio ao estigma dos jogos de azar no país.

    A tese resulta de pesquisa ampla que inclui entrevistas a 14 representantes da indústria de apostas, do Legislativo e do Executivo, que tiveram as identidades preservadas. O estudo foi aprovado em março de 2025 no Programa de Pós-Graduação em Administração da PUC Minas.

     

    Francisco Silva relembrou à Agência Brasil que projetos para legalizar as bets foram barrados no Congresso em 2014, em 2016 e no início de 2018.

    “Na medida em que os projetos destacam o tema das apostas esportivas, cassinos, bets e jogo do bicho, que carrega esse estigma muito forte dos jogos de azar no Brasil, era ativada uma organização muito forte de bancadas religiosas e de esquerda que, todas unidas, impedem a aprovação”, disse à Agência Brasil.

    A legalização das bets, chamadas de apostas de cota fixa, foi aprovada no Legislativo em duas ocasiões: em 2015, mas acabou vetada pela então presidenta Dilma Rousseff, e em dezembro de 2018, quando foi sancionada pelo então presidente Michel Temer.

    Nos dois casos, o tema foi incluído no meio de medidas provisórias, mecanismo conhecido no Parlamento como “jabuti”. O termo é usado para textos incluídos em projetos sem relação direta com o tema original da proposta, “pegando carona” em matérias com maior chance de aprovação.

    “Nesses casos, isso passou sem maiores discussões. Os debates eram, basicamente, sobre as receitas, sobre para onde esse dinheiro iria. Não era mais tratado como jogo de azar”, explicou Silva.

    Lobby estrangeiro

    A tese da PUC Minas aponta que as apostas esportivas online começaram a ser feitas no Brasil em meados de 2010 por sites de empresas sediadas no exterior. Brasileiros que acompanhavam o futebol europeu já eram expostos à propaganda de bets.

    “Mesmo não tendo a propaganda da bet aqui no Brasil, você tinha a camisa do Real Madrid [time da Espanha], a camisa do Milan [time da Itália]. Jogadores como Cristiano Ronaldo e Kaká já usavam essas marcas”, comentou o pesquisador.

    O principal evento anual das empresas de apostas e jogos de azar, o ICE Totally Gaming, e encontros nacionais, como o Brazilian Gaming Congress, ajudaram a aproximar lobbies empresariais estrangeiros de atores brasileiros.

    “As edições desses eventos na Europa contavam com painéis só sobre o Brasil, reunindo políticos e servidores públicos brasileiros. Havia um movimento de aproximação muito forte da indústria com os legisladores e reguladores brasileiros”, destacou o doutor pela PUC Minas.

    Segundo o pesquisador, essas empresas globalizadas “já atuavam em outros países, com uma organização muito forte e poder aquisitivo alto”.

    Primeira tentativa

    Após quatro anos operando por sites sediados no exterior, as empresas de apostas tiveram a primeira oportunidade de buscar a legalização por meio do Projeto de Lei (PL) 186/2014, do senador Ciro Nogueira (PP), que contou com apoio de parlamentares experientes como Edison Lobão (MDB-PA) e Benedito de Lira (PP-AL), pai do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

    “A proposta enfrentou resistência de grupos influentes, como o Ministério Público, a bancada evangélica e o Movimento Brasil Sem Azar. Esses setores mobilizaram esforços para bloquear a legalização”, escreveu Francisco Silva.

    Segunda tentativa

    Uma nova tentativa ocorreu em março de 2015, durante a tramitação da Medida Provisória (MP) 671, por emenda do então deputado Otávio Leite (PSDB-RJ). A chamada MP do Futebol foi editada pela então presidente Dilma Rousseff para reestruturar dívidas dos clubes.

    O dispositivo que criava as bets acabou vetado por Dilma, que alegou riscos da implementação sem arcabouço regulatório rigoroso para prevenir fraudes, evitar evasão de divisas e mitigar impactos sociais negativos.

    Terceira tentativa

    Em 2016, Ciro Nogueira voltou a apresentar projeto para legalizar jogos de azar. Dessa vez, resgatou o PL 441/1991, conhecido como Marco Legal dos Jogos de Azar. Novamente o projeto não avançou, apesar da aprovação do relatório do então deputado Guilherme Mussi (PP-SP) em comissão especial, em agosto de 2016.

    “Embora o substitutivo estivesse pronto para votação, a falta de consenso entre os parlamentares levou o então presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), a não pautar a proposta durante seus quatro anos de gestão”, escreveu Silva.

    Apesar das derrotas, os eventos do setor continuavam mobilizando apoios. O autor da tese sobre o tema destacou o evento global ICE de 2017.

    “Havia não apenas a presença maciça de executivos e empresários brasileiros, mas também a participação efetiva de representantes do governo federal [já sob o comando de Michel Temer]”, disse Francisco Silva.

    A legalização

    Em agosto de 2018, após promover a intervenção na segurança do Rio de Janeiro, Michel Temer buscava recursos para financiar a segurança pública e editou a MP 846, que redirecionava verbas das loterias esportivas para o Fundo Nacional de Segurança Pública.

    Novamente, o então deputado Otávio Leite apresentou emenda para criar as apostas de cota fixa, que deram origem às bets. À Agência Brasil, o ex-parlamentar explicou que o objetivo era legalizar uma atividade já consolidada.

    “Minha sugestão era que o Estado brasileiro, diante de um contexto inexorável de apostas online, precisava tomar alguma atitude para impedir ou diminuir, pelo menos, essa evasão de divisas. Tinha estudos apontando que mais de R$ 1 bilhão já eram gastos em apostas”, disse.

    Olhando para trás, Leite lamenta que as bets tenham permanecido quase cinco anos sem regulamentação, além de criticar a regulação posterior, que considera permissiva com o jogo.

    “Essa demora foi muito prejudicial porque o Estado deixou de arrecadar e, ao mesmo tempo, permitiu a proliferação de bets em todo o tecido social, sem qualquer restrição. As publicidades tomaram conta do cenário esportivo. As bets ganharam um corpo muito além do que deveriam”, avaliou.

    O relator da MP

    A emenda de Leite foi acolhida pelo relator da MP, o então senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Ele argumentou que a medida fortaleceria o financiamento da segurança e atendeu à defesa da legalização feita pelo Ministério da Fazenda.

    “As apostas estavam sendo feitas no exterior sem nenhuma arrecadação de tributos para a Receita Federal. Tivemos várias reuniões na Fazenda e, nessas reuniões, definiram que era interessante fazer a legalização”, contou.

    O ex-senador lamentou a expansão dos jogos para os cassinos online, entre eles, o do tigrinho, que não estava previsto no relatório da MP.

    Pouca resistência

    Acolhido por unanimidade na comissão mista, o relatório de Flexa foi aprovado pelo plenário da Câmara em 20 de novembro de 2018, por votação simbólica.

    O único partido que orientou voto contrário foi o PSC, legenda incorporada ao Podemos em 2023. À época líder do PSC, o deputado Gilberto Nascimento (SP) criticou a criação da nova modalidade de apostas.

    “Nós estamos criando a cultura do jogo para os mais jovens. Isso é muito ruim para o país. No momento em que as nossas crianças precisam de educação e de cultura, nós criamos a cultura de um novo jogo de azar”, afirmou.

    Oposição apoia MP

    A oposição a Temer votou a favor por entender que a MP 846 representava um avanço em relação à MP 841, que retirava recursos das loterias destinados ao esporte e à cultura.

    “O governo, que criou a confusão com o setor da cultura e do esporte editando a MP 841, acabou recuando depois das pressões de artistas, esportistas, gerentes do esporte, e deu uma melhorada com a MP 846”, disse o então deputado Vicente Candido (PT-SP).

    Um dia depois da aprovação na Câmara, a MP passou no Senado sem debate, em votação simbólica. Em 12 de dezembro de 2018, a proposta foi sancionada pelo presidente Michel Temer.

    Quatro anos sem regulação

    A Lei 13.756/2018 determinava que o governo federal tinha dois anos para regulamentar as apostas esportivas online, mas o governo Jair Bolsonaro não tratou do tema.

    Segundo Francisco Silva, a proximidade com a bancada evangélica fez o governo evitar o assunto, apesar da posição favorável à regulamentação dentro do Ministério da Economia liderado pelo ministro Paulo Guedes.

    “Bolsonaro adiou a tarefa por quatro anos, criando um limbo legal que permitiu a proliferação de empresas do setor sem fiscalização”, escreveu o pesquisador na tese.

    A regulação e a proibição

    Durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva, as bets foram reguladas sob o argumento de ampliar a arrecadação tributária e impor alguma disciplina ao mercado.

    “Tínhamos duas opções. Ou acabávamos definitivamente com ela ou a gente regulava. Optamos pela regulação. Vamos ver se a regulação dá conta, mas, se não der, eu acabo com elas.”, disse Lula à Rádio Metrópole, de Salvador, em 2024.

    Oito anos após a legalização, o presidente Lula proibiu as bets, no último dia 25 de setembro, com a justificativa de prejuízo à economia do país e de milhares de famílias.

    “O governo não está preocupado em perder imposto. O que a gente não pode perder é a vida dos pobres jogando”, declarou.

    Origem das bets passa por lobby estrangeiro e “jabutis” no Congresso

  • Condomínios terão de separar funções de porteiro e vigilante até 2027; entenda

    Condomínios terão de separar funções de porteiro e vigilante até 2027; entenda

    GABRIELA CECCHIN
    CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – Condomínios terão até 10 de setembro de 2027 para adequar serviços de segurança às regras do novo E…
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    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

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  • Série B do Brasileiro tem quatro jogos e disputa pelo G-2 na sequência da 31ª rodada

    Série B do Brasileiro tem quatro jogos e disputa pelo G-2 na sequência da 31ª rodada

    Os quatro jogos programados para esta sexta-feira prometem mexer com a parte alta da tabela de classificação na sequência da 31ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Na briga pelo acesso direto e até pela liderança, Juventude e Fortaleza entram em campo diante de Operário-PR e Náutico, respectivamente. Além disso, o Criciúma corre por fora por uma vaga no G-2, em duelo contra o Londrina.

    O Juventude se reabilitou na última rodada, ao bater o vice-lanterna América-MG por 1 a 0, em Belo Horizonte (MG), e retomou a vice-liderança, com 53 pontos, um a menos que o Vila Nova-GO, que encerra a rodada no sábado.

    O time de Maurício Barbieri entra em campo às 20h45, no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS), num duelo quase que direto contra o Operário-PR. Com 48 pontos, a equipe paranaense deixou a zona de playoffs ao empatar por 2 a 2 contra o Ceará, em casa, mas defende uma série de sete jogos de invencibilidade.

    O Fortaleza é o terceiro colocado, com 52 pontos, e também pode assumir a ponta da tabela momentaneamente, caso vença o duelo regional contra os pernambucanos, às 21h35, na Arena Castelão. O time cearense chega em alta, sem saber o que é perder há 11 jogos, mas vem de empate por 2 a 2 contra o Athletic, em casa.

    Do outro lado, o Náutico também chega animado, após a vitória por 3 a 1 no clássico contra o rival Sport, por 3 a 1, na estreia do técnico Bruno Pivetti, chegando a 41 pontos e próximo da meta dos 45, nota de corte para a permanência na divisão em 2027.

    Já o Criciúma também está de olho no G-2 e vem de retomada na competição. Após três derrotas consecutivas, venceu o clássico catarinense contra o Avaí por 3 a 0, e se manteve firme no G-6, com 50 pontos. O Londrina vem de duas derrotas seguidas, a última para o líder Vila Nova, por 2 a 0, e perdeu o fôlego na luta pela sobrevivência, seguindo na zona de rebaixamento, com 28 pontos. A bola rola no estádio Vitorino Gonçalves Dias, às 20h30, em Londrina (PR).

    Por fim, São Bernardo e CRB medirão forças às 19h30, no estádio 1º de Maio, no ABC Paulista. O time alagoano está na porta da zona de playoffs, com 48 pontos e se recuperou da derrota para a lanterna Ponte Preta, por 1 a 0, ao vencer o Cuiabá, por 3 a 0, diante do seu torcedor.

    O time paulista está de olho na permanência, com 42 pontos e no meio da tabela, não perde há três jogos, além de não sofrer gols no mesmo período. Na última rodada, ficou no empate sem gols contra o Novorizontino, fora de casa.

    A rodada será fechada no sábado com quatro jogos e pode definir o primeiro clube rebaixado: a Ponte Preta. O time paulista não pode perder para o Cuiabá, na Arena Pantanal. Avaí e Ceará jogam logo às 11 horas, enquanto de tarde acontece o confronto entre o Atlético-GO e o América-MG. De noite, Botafogo e Vila Nova vão encerrar a rodada.

    Série B do Brasileiro tem quatro jogos e disputa pelo G-2 na sequência da 31ª rodada